10.951 – Iluminação – Como são ligadas as luzes públicas?


historia_iluminacao_artificial

Foi-se o tempo em que um funcionário da companhia de eletricidade precisava acender poste por poste: hoje, esse trabalho é feito automaticamente, respeitando a diminuição da luminosidade natural. Os postes são equipados com sensores conhecidos como fotocélulas ou relês fotoelétricos, que detectam o momento em que a luz do Sol não é mais suficiente para iluminar o local. As tais fotocélulas são caixinhas do tamanho de xícaras, com aberturas para a entrada dos raios de luz. Quando o sol se põe e a incidência de luz diminui, elas enviam um sinal à distribuidora de energia da cidade e pronto: a luz das lâmpadas é acesa. Quando amanhece, ocorre o contrário: a fotocélula detecta os primeiros raios de luz e avisa o sistema que as luzes já podem ser apagadas. Nessa altura, você deve estar se perguntando: e em dias nublados, corremos o risco de ficar sem luz? Nada disso, pois mesmo que o Sol não apareça seus raios são detectados. A diferença é que, com menos sol, as luzes são acesas mais cedo: no inverno, por volta das 6 da tarde, uma hora e meia antes que no verão. Em uma cidade como São Paulo, onde a distância entre os postes não costuma ser maior que 40 metros, um sensor aciona em média 40 lâmpadas. Em áreas rurais, onde a distância entre os postes é maior, a fotocélula liga menos lâmpadas. Mas esse esquema inteligente não dispensa completamente o trabalho humano. Toda noite, funcionários da prefeitura fazem rondas para checar se alguma fotocélula pifou e deixou áreas da cidade no escuro.
Histórico
Em 150 anos de história, a iluminação das ruas passou por três fases
Lampiões a gás
Até a metade do século 19, a maioria das cidades brasileiras vivia no escuro. Foi quando apareceram os primeiros lampiões a gás, acesos manualmente, um de cada vez. Em São Paulo, eles surgiram em 1872, mas só no centro. A periferia continuou no breu.

Lâmpadas incandescentes
Os lampiões sumiram logo: a partir de 1883, a energia elétrica e as lâmpadas incandescentes (iguais às que a gente usa em casa) chegaram às ruas brasileiras. Mas o acendimento ainda era manual, por meio de chaves que ligavam de 20 a 40 postes.

Lâmpadas de mercúrio e sódio
Em 1966, mais uma inovação: lâmpadas de vapor de mercúrio, de luz mais forte e branca, substituem as incandescentes, que eram amareladas. A partir de 1989, surgem as lâmpadas de sódio. Usadas até hoje, elas são quatro vezes mais eficientes.

8094 – Por que é preciso tomar sol para conseguir vitamina D?


O sol acorda a vitamina D que já existe no organismo. Nossa pele é rica em uma substância chamada colecalciferol, que pode também ser obtida quando comemos fígado de peixe e gema de ovo. Só que essa substância está adormecida. Quando os raios ultravioleta do sol atingem o corpo, essa substância inerte ganha uma forma ativa: a vitamina D. Ela passa, então, a colaborar em algumas importantes funções orgânicas. “O principal papel da vitamina D no corpo é favorecer a absorção de cálcio e fósforo pelo estômago”, explica um dermatologista da Santa Casa de São Paulo.

A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imunológico, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.
O nome da vitamina foi criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se.
A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes.
Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.
Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.
A exposição ao sol desencadeia a produção de vitamina D na pele. Alguns alimentos também representam uma fonte desta vitamina. O óleo de fígado de bacalhau foi utilizado também como suplemento alimentar para evitar o raquitismo, sendo hoje em dia facilmente substituível por medicamentos contendo vitamina D, mas a vitamina D da luz solar continua a ser preferível.
A vitamina D pode ser encontrada sob duas formas: o ergocalciferol (vitamina D2) e o colecalciferol (vitamina D3). O ergocalciferol é produzido comercialmente a partir do esteróide ergosterol encontrado em vegetais e leveduras, através de irradiação com luz ultravioleta. É utilizado como suplemento alimentar para enriquecimento de alimentos como o leite com vitamina D. O colecalciferol é transformado pela ação dos raios solares a partir da provitamina D3 (7-deidrocolesterol) encontrada na pele humana. Ambas as formas D2 e D3 são hidroxiladas no fígado a 25-hidroxicalciferol e subsequentemente hidroxilada nos rins à forma biologicamente activa, o 1,25-di-hidroxicalciferol (calcitriol), que actua como uma hormona na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio em tecidos ósseos e renais.
A vitamina D é fundamental para a homeostase do cálcio no organismo. Como outras vitaminas, deve ser consumida em quantidades adequadas, evitando faltas e excessos.
No fígado, a vitamina D é convertida em uma forma que pode ser transportada pelo sangue. Nos rins, essa forma é modificada para produzir hormônios derivados da vitamina D, cuja função principal é aumentar a absorção de cálcio no intestino e facilitar a formação normal dos ossos. Na deficiência de vitamina D, as concentrações de cálcio e de fosfato no sangue diminuem, provocando uma doença óssea porque não existe uma quantidade suficiente de cálcio disponível para manter os ossos saudáveis.
Esse distúrbio é denominado raquitismo nas crianças, uma doença que se manifesta com atraso no fechamento da moleira nos recém-nascidos (importante na calota craniana), desmineralização óssea, as pernas tortas e outros sinais relacionados com estrutura óssea. É denominado osteomalácia nos adultos, onde se desenvolve ossos fracos e moles.
A deficiência de vitamina D é causada sobretudo pela falta de exposição à luz solar e não tanto com vitamina D na dieta, como demonstram novos estudos independentes. Essa deficiência pode ocorrer em indivíduos idosos porque a pele produz menos vitamina D, mesmo quando exposta à luz solar, mas também pelas erradas recomendações dos médicos em aconselhar suplementos de vitamina D ao invés da exposição solar, ou pelo excesso de protetor solar.
A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia na mulher e raquitismo no feto.
A vitamina D tem poucas hipóteses de se tornar tóxica no corpo, pois quando a pele não transforma o colesterol presente em vitamina D inativa (só e ativada no figado e rins), os raios solares naturalmente destroem a vitamina.

Alguns dos alimentos que contêm vitamina D são:
Atum fresco (90g): 3.6 mcg
Sardinha fresca (100g): 5.2 mcg
Sardinha enlatada (100g): 1.7 mcg
Cogumelos (100g): 0.65 mcg
Leite (1 copo): 0.17 mcg
Gema de ovo (100g): 0.53 mcg
Ovo de galinha (100g): 0.8 mcg
Iogurte (1 potinho): 1.2 mcg

7731 – Biologia – O pavão-branco é albino?


Ele é parcialmente albino. Esse pavão pertence a espécie Povo cristatus, conhecida como pavão-azul, mas se diferencia das outras variedades pela ausência quase total de melanina – substância o responsável pela cor – na sua pele e nas penas. “O albinismo do pavão é semelhante ao do homem, mas não é visto pelos criadores como uma anomalia”, explica um ornitólogo da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Por sua beleza, os criadores foram fazendo cruzamentos entre pavões que apresentavam alguma ausência de melanina, até chegar à variedade de pavões-brancos. O albinismo não atinge apenas o homem, mas também animais como aves, coelhos e ratos. Contudo, não conseguem sobreviver na natureza por muito tempo porque são muito mais sensíveis aos males causados pela luz do sol. Além disso, têm grande dificuldade em se esconder dos predadores naturais devido a sua cor.

7658 – Da Terra à Netuno sem escalas


O planeta Netuno está dando um nó nos neurônios dos planejadores da Nasa que desejam muito enviar uma nave até lá, mas não sabem como. A ambição se explica por Netuno ser uma das maravilhas do Sistema Solar. Antes de mais nada, em sua atmosfera ultra-densa a pressão esmaga átomos de carbono até transformá-los em nuvens e chuvas de diamantes. Nada mau, certo? Mas não é só: Netuno também pode ter sido responsável pela presença de água na Terra. Acontece que sua atração gravitacional mantém aprisionados, como num carrossel, dezenas de corpos celestes feitos de água pura, congelada. Um deles teria saído da rota, há bilhões de anos, e caiu aqui. Derretida pelo calor da colisão, sua massa líquida encheu os oceanos. O dilema é que Netuno, à distância de quase 4 bilhões de quilômetros da Terra, está muito além das forças de qualquer foguete. Nenhuma nave chegaria lá em menos de 30 anos, prazo longo demais para uma missão. Mas, para um engenheiro que tenta sair da sinuca de bico na agência espacial americana, a solução é desenvolver uma tecnologia inteiramente nova – ele acha que dá para velejar até Netuno.
A vela teria que ser enorme, com 250 000 metros quadrados. Depois de esticada, ela seria inflada pela luz do Sol. Lenta a princípio, a nave acabaria com supervelocidade e alcançaria Netuno em meros três anos.

7259 – Por que a neve é branca se o gelo é transparente?


Pela mesma razão que uma bolha de espuma é transparente, mas a espuma toda é branca. A primeira coisa que a gente precisa esclarecer é que o gelo não é totalmente transparente – ou seja, os raios de luz que iluminam o gelo não passam direto por ele. Os cientistas dizem que o gelo é translúcido: isso significa que os raios de luz que incidem sobre ele não saem na mesma direção em que entram. Esse lance rola porque tanto os cubos de gelo quanto a neve são formados por minúsculos cristais de gelo. Quando esses cristais são iluminados, cada um deles desvia um pouquinho os raios de luz. No caso do cubo de gelo, como o número de cristais é limitado, o desvio da luz é pequeno, o que nos deixa a impressão de que eles passam direto. Na neve, a quantidade de cristais é tão grande que os raios de luz ficam sendo desviados em cada cristal. Com esse bate-rebate, eles acabam voltando para o ambiente. O que a gente enxerga dessa reflexão é a própria cor da luz do Sol, o branco. Nesse ponto, pode aparecer uma outra dúvida comum: se a neve é branca, por que as geleiras parecem azuis? O negócio é que nas geleiras, os cristais de gelo são bem maiores que na neve.
Com cristais grandes, a luz consegue penetrar mais fundo no gelo. E aí, os cristais grandões vão absorver as ondas de algumas cores que formam os raios de luz branca (você sabe: o branco é a soma de todas as cores) e refletir as ondas de outras cores. Nesse caso, as ondas mais próximas do vermelho são absorvidas e as mais próximas do violeta e do azul voltam para o ambiente e são percebidas pelos nossos olhos. Por isso, a gente tem a impressão de que na geleira é tudo azul.

6397 – Como Funciona um Painel Solar?


Um sistema de energia solar é constituído por três partes principais:
1. Painel solar (captação da radiação solar)
2. Depósito de água (armazenamento de água)
3. Sistema de apoio (sistema que permite complementar a energia solar captada)
O seu funcionamento é muito simples.

I – Grande parte da radiação solar que atinge a cobertura transparente do painel é transmitida para o interior deste.
II – A radiação é captada pela superfície absorsora (geralmente uma placa metálica com um revestimento negro). Esta superfície converte os raios solares em calor.
III – Este calor é conduzido (pelo próprio material da placa) até aos tubos onde circula a água.
IV – A água é, depois, conduzida até ao depósito para ser armazenada até ser utilizada.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.

O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Quando expostos à luz direta de 1 AU, uma célula de silício de 6 centímetros de diâmetro pode produzir uma corrente de 0,5 ampere a 0,5 volt, ou seja, cerca de 0.25 watts. O arsenito de gálio é mais eficiente.
O cristal depois de crescido e dopado com boro, é cortado em pequenos discos, polidos para regularizar a superfície, a superfície frontal é dopada com fósforo, e condutores metálicos são depositados em cada superfície: um contacto em forma de pente na superfície virada para o Sol e um contacto extenso no outro lado. Os painéis solares são construídos dessas células cortadas em formas apropriadas, protegidas da radiação e danos ao manusear pela aplicação de uma capa de vidro e cimentada num substrato (seja um painel rígido ou um flexível). As conexões elétricas são feitas em série e em paralelo, conforme se queiram obter maior tensão ou intensidade. A capa que protege deve ser um condutor térmico, pois a célula aquece ao absorver a energia infravermelha do Sol, que não é convertida em energia elétrica. Como o aquecimento da célula reduz a eficiência de operação é desejável reduzir este calor. O resultante desta construção é chamado painel solar.
Um painel solar é um conjunto de células solares. Apesar de cada célula solar fornecer uma quantia relativamente pequena de energia, um conjunto de células solares espalhadas numa grande área pode gerar uma quantidade de energia suficiente para ser útil. Para receber maior quantia de energia, os painéis solares devem estar direcionados para o Sol.

Produção mundial de energia solar
Estima-se que o total da potência de pico instalada em painéis solares tenha sido da ordem dos 8 GWp (gigawatts-pico).
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.
Tornaram-se rotina em algumas aplicações, tais como as baterias de suporte, alimentação de boias, antenas, dispositivos em estradas ou desertos, crescentemente em parquímetros e semáforos, e de forma experimental são usados para alimentar automóveis em corridas como a World Solar Challenge através da Austrália. Programas em larga escala, oferecendo redução de impostos e incentivos, têm rapidamente surgido em vários países, entre eles a Alemanha, Japão, Estados Unidos e Portugal.

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .

6060 – O Painel Solar


Uma árvore fotovoltaica na Áustria

O cientista americano Charles Fritts descobriu que o silício tinha uma característica intrigante: transformar luz em energia elétrica. Se 1% da Terra fosse coberta por painéis solares (20 estados de São Paulo), eles gerariam energia suficiente para toda a humanidade.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrônica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.

Painéis solares no espaço

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar.Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .
As naves espaciais são construídas de modo a que os painéis solares possam orientar-se independentemente do movimento da nave. Assim se consegue otimizar a produção de energia orientando o painel na direção da luz, não importando para onde a nave esteja apontando.
Atualmente, a energia solar, além de usada para propulsão, tem sido utilizada em satélites artificiais que orbitam outros planetas. Como exemplo, as sondas Magellan em órbita de Vénus, e a Mars Global Surveyor, de Marte.

Iss e seus painéis solares

6016 – O que são miragens?


Fenômeno óptico que ocorre quando a luz do Sol é totalmente refletida por uma superfície. No deserto, os objetos são refletidos na camada de ar mais quente que se forma sobre a areia, como se ela fosse a superfície de um lago. No caso de alucinações, trata-se de alterações dos sentidos para acalmar uma necessidade que não pode realmente
ser satisfeita. É comum acontecer em situações de extrema solidão ou ansiedade.

Um pouco +

Miragem é apenas um dos muitos fenômenos ópticos que podemos observar no céu. Efeitos como arco-íris, halo, iridescência, coroa, nuvens noctilúcias, dentre outros, também podem ser confundidos com ilusões de óptica, mas são fenômenos reais envolvendo a propagação da luz na atmosfera, além de serem muito agradáveis de se ver.

Existem vários tipos de miragem, com diferentes processos de formação. Basicamente, a miragem é dividida em dois grandes grupos: miragem inferior e superior. A primeira é a miragem de deserto e rodovias, em dias quentes, e a segunda é mais comum em regiões polares e menos comum do que a primeira.
É um fenômeno óptico muito comum em dias ensolarados, especialmente sobre rodovias, em paisagens desérticas, ou também em alto-mar. Trata-se de uma imagem causada pelo desvio da luz refletida pelo objeto, ou seja, é um fenômeno físico real e não apenas uma ilusão de óptica.

5638 – Cores – A mistura de todas dá sempre branco?


Só de luzes coloridas. Juntando um monte de tintas diferentes num balde, o resultado vai ficar muito próximo do preto. Cores não passam de ondas eletromagnéticas e podem tre frequências diferentes, o que gera as tonalidades. O branco é a mistura de todas as frequências. Para comprovar basta focalizar fachos de luz coloridas sobre um mesmo ponto, numa folha branca. Mas tinta não é o mesmo que um facho de luz. Uma tinta preta absorve todas as cores, causado o negrume. Já uma branca, reflete todas.

Um pouco +

O arco-íris é um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. É um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. No entanto, a grande maioria das pessoas consegue discernir apenas seis cores, e o próprio Newton viu apenas cinco cores, e adicionou mais duas apenas para fazer analogia com as sete notas musicais.
Para ajudar a lembrar a sequência de cores do arco-íris, usa-se a mnemónica: «Vermelho lá vai violeta», em que l, a,v, a,i representam a sequência laranja, amarelo, verde, azul, índigo. Na língua inglesa é usada a mnemónica roygbiv.
O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espetacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local propício à apreciação do arco-íris é perto de cachoeiras.

5041 – Ecologia – Esse tal buraco de ozônio


Explicações sobre o buraco na camada de ozônio da Terra.
A vida não seria possível na Terra sem um escudo providencial existente na atmosfera: uma estreita camada de um tipo relativamente raro do gás oxigênio, o ozônio. Ele é capaz de bloquear os raios ultravioleta emitidos pelo Sol, perigosos para o homem porque aumentam a incidência de câncer de pele. Esse protetor gasoso está se desfazendo com grande rapidez. As perdas ocorrem sobre a Antártida, onde se formou um buraco que não pára de crescer. Há 15 anos sua área era menor que a do Brasil, mas este ano vai chegar a ser quase duas vezes maior, alcançando 14 milhões de quilômetros quadrados. Aqui você vai saber como os cientistas enxergam o buraco e qual é sua proporção em relação à superfície da Terra. Também vai ler as outras informações essenciais para se compreender o fenômeno.
Um prisma separa as cores que estão contidas na luz solar. Os raios ultravioleta geralmente não aparecem porque são absorvidos pelo ozônio e não chegam ao solo. Quando, em 1982, o inglês Farman registrou o ultravioleta na luz, concluiu que faltava ozônio no ar.

luz do Sol
ozônio
mesosfera
estratosfera
troposfera
ultravioleta presente
ultravioleta ausente

Normalmente a atmosfera tem 100 quilômetros de altitude. Para facilitar os cálculos, os cientistas costumam tratá-la como se ela tivesse apenas 8 quilômetros. Nesse modelo teórico, a camada de ozônio tem apenas 3 milímetros.
100 km – altura real da atmosfera
camada de ozônio
altura teórica da atmosfera usada para cálculos pelos cientistas
8 km
A causa mais provável da destruição do ozônio é uma substância usada nas geladeiras e no ar-condicionado dos carros, o CFC. A molécula de CFC contém cloro, e o cloro quebra as ligações químicas do ozônio. Com isso, dos três oxigênios do ozônio resta apenas uma dupla, que é incapaz de bloquear o ultravioleta.