2692 -Elisabeth Taylor – Carreira e Morte aos 79 Anos


Liz Taylor em Cleópatra

A beleza fora do normal de Elizabeth Taylor, que na tela resultava numa imagem ideal, cumpria umas das características desse cinema clássico de astros e estrelas.
Ao mesmo tempo, bem diferente das musas típicas como Greta Garbo ou Bette Davis, o corpo de Taylor era sempre uma questão nos filmes, fazendo uma perturbadora dialética com o rosto, ou seja, entre a imagem sacra e “iluminada” da face e o corpo em sua materialidade mundana, que tinha muito mais a ver com o cinema físico mais moderno que começava a surgir na Hollywood dos anos 50. Um mito levado à situação de risco. Um risco que consolidou seu mito, sua imagem eterna.
Mas é “Cleópatra” (1963), de Joseph L. Mankiewicz, quem dá conta de Liz Taylor. Obra-prima injustiçada, inclusive pela própria Liz Taylor, foi aqui que ela conheceu Burton (traindo abertamente o então marido, Eddie Fisher, que ela roubara de Debbie Reynolds anos antes).
Foi aqui, também, o cenário das recorrentes doenças que Taylor tivera por toda a vida, dos atrasos, dos percalços de produção, do maior salário que uma atriz recebera até então (US$ 1 milhão). Uma típica superprodução, mas portadora de um conteúdo diferenciado, quase “avant garde” para os padrões.
Taylor faz esse duplo papel de musa e mundana do cinema, num falso épico cuja estrela carrega uma carga erótica um tanto perigosa para o cinema comercial, sobretudo numa produção quer custou cerca de US$ 44 milhões.
Uma das maiores estrelas da história do cinema, Taylor foi diagnosticada em 2004 com a doença que a vitimou.
A insuficiência cardíaca congestiva é uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Vencedora de dois Oscar, Elizabeth Taylor foi uma menina-prodígio.
Nascida em Londres, em 1932, filha de um marchand e de uma atriz, ela estreou aos nove anos em “There’s One Born Every Minute”, de 1942.
No ano seguinte, foi a protagonista de “Lassie – A Força do Coração”; o filme rendeu a sequência “A Coragem de Lassie” em 1946. E, assim, a atriz nunca mais parou.
Aos 24 anos, ao dividir a cena com Rock Hudson e James Dean em ”Assim Caminha a Humanidade”, tornou-se a primeira atriz a receber um cachê de mais de um US$ 1 milhão.
QUATRO FILHOS E SETE MARIDOS
A morte foi anunciada pela rede ABC e confirmada por Michael Wilding, filho da atriz, e pelo assessor dela.
O assessor de Taylor declarou que a estrela morreu “cercada por seus filhos: Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton”. Taylor tinha ainda dez netos e quatro bisnetos. Ela foi casada oito vezes, duas com o também ator Richard Burton.
A atriz se casou pela primeira vez em 1950, aos 18 anos, com o playboy Nicky Hilton. O matrimônio durou 203 dias e terminou com agressões físicas e verbais, depois de uma lua de mel de três meses na Europa.
Dois anos depois, Taylor casou com o ídolo britânico Michael Wilding, 19 anos mais velho. Eles tiveram dois filhos, Michael Jr. e Christopher.
Em 1954, Taylor, já uma estrela, trabalhou nos filmes “Rhapsody” (1954), “Beau Brummell” (1954), “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Elephant Walk” (1954).
Em seguida, ela contracenou com James Dean no filme “Assim Caminha a Humanidade” (1956). Dean morreu em um acidente de carro em 1955, antes da estreia do filme.
Apesar de a atriz ter afirmado que Wilding representou estabilidade para sua vida, ela pediu o divórcio em 1956.
Poucos dias depois da separação, o produtor Michael Todd, 49, a propôs em casamento e se tornou seu terceiro marido. Ele foi o primeiro grande amor da estrela. O casal teve uma filha, Elizabeth Frances, em agosto de 1957, mas sete meses depois Todd morreu em um acidente de avião, no qual Taylor não embarcou devido a uma gripe.
Arrasada, Taylor foi acompanhada no funeral de Todd pelo melhor amigo do produtor, o cantor Eddie Fisher, cuja esposa Debbie Reynolds permaneceu na Califórnia para cuidar dos filhos da colega.
De viúva de luto a destruidora de lares, Taylor roubou Fisher de Reynolds em um relacionamento que escandalizou a América puritana. Eles casaram em 1959, mas a revolta do público quase matou a ascendente carreira de Elizabeth Taylor. Ela havia acabado de filmar o clássico “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), com Paul Newman.
Ela conseguiu superar os problemas e participou de “De Repente no Último Verão” em 1959 com Katharine Hepburn e Montgomery Clift.
No ano seguinte, ela recebeu o primeiro Oscar de melhor atriz pelo papel de garota de programa em “Disque Butterfield 8”. A lenda diz que Taylor odiou o resultado do filme.
Em 1960, Taylor se torna a atriz mais bem paga da época ao assinar o contrato com a 20th Century Fox para interpretar Cleópatra no filme que seria lançado três anos mais tarde. Com o épico, ela foi a primeira atriz a receber o cachê de US$ 1 milhão por um filme.
A atriz se casou pela primeira vez em 1950, aos 18 anos, com o playboy Nicky Hilton. O matrimônio durou 203 dias e terminou com agressões físicas e verbais, depois de uma lua de mel de três meses na Europa.
Dois anos depois, Taylor casou com o ídolo britânico Michael Wilding, 19 anos mais velho. Eles tiveram dois filhos, Michael Jr. e Christopher.
Em 1954, Taylor, já uma estrela, trabalhou nos filmes “Rhapsody” (1954), “Beau Brummell” (1954), “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Elephant Walk” (1954).
Em seguida, ela contracenou com James Dean no filme “Assim Caminha a Humanidade” (1956). Dean morreu em um acidente de carro em 1955, antes da estreia do filme.
Apesar de a atriz ter afirmado que Wilding representou estabilidade para sua vida, ela pediu o divórcio em 1956.
Poucos dias depois da separação, o produtor Michael Todd, 49, a propôs em casamento e se tornou seu terceiro marido. Ele foi o primeiro grande amor da estrela. O casal teve uma filha, Elizabeth Frances, em agosto de 1957, mas sete meses depois Todd morreu em um acidente de avião, no qual Taylor não embarcou devido a uma gripe.
Arrasada, Taylor foi acompanhada no funeral de Todd pelo melhor amigo do produtor, o cantor Eddie Fisher, cuja esposa Debbie Reynolds permaneceu na Califórnia para cuidar dos filhos da colega.
De viúva de luto a destruidora de lares, Taylor roubou Fisher de Reynolds em um relacionamento que escandalizou a América puritana. Eles casaram em 1959, mas a revolta do público quase matou a ascendente carreira de Elizabeth Taylor. Ela havia acabado de filmar o clássico “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), com Paul Newman.
Ela conseguiu superar os problemas e participou de “De Repente no Último Verão” em 1959 com Katharine Hepburn e Montgomery Clift.
No ano seguinte, ela recebeu o primeiro Oscar de melhor atriz pelo papel de garota de programa em “Disque Butterfield 8”. A lenda diz que Taylor odiou o resultado do filme.
Em 1960, Taylor se torna a atriz mais bem paga da época ao assinar o contrato com a 20th Century Fox para interpretar Cleópatra no filme que seria lançado três anos mais tarde. Com o épico, ela foi a primeira atriz a receber o cachê de US$ 1 milhão por um filme.
Ela e Burton se divorciaram em 1974, mas casaram outra vez em 1975 para se separarem definitivamente em 1976. Enquanto ainda era casada com Burton, Taylor inicia um caso com o embaixador iraniano nos EUA, Ardeshir Zahedi.
Após o divórcio, ela se casou ainda com John Warner e Larry Fortensky, seu último marido, de quem se divorciou em 1996.
Taylor também ficou conhecida por sua amizade com o polêmico Michael Jackson e por seus trabalhos para ajudar infectados pelo vírus HIV. Em 2009, ela esteve no funeral do cantor.
Em 1980, a atriz foi internada para tratar dependência de álcool. Dois anos depois, estreia nos palcos da Broadway, no espetáculo “The Little Foxes”.
A saúde da atriz era motivo de preocupação há algum tempo. Em 1997, ela retirou um tumor do cérebro. Em 2002, passou por um tratamento contra câncer de pele.
Ela foi diagnosticada em 2004 com Insuficiência Cardíaca Congestiva, uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica