8211 – Meio Ambiente – Classificação dos Resíduos


Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem, tipo de resíduo, composição química e periculosidade conforme abaixo:

De acordo com a Origem
– “Resíduo Hospitalar ou de Serviços de Saúde”: qualquer resto proveniente de hospitais e serviços de saúde como pronto-socorro, enfermarias, laboratórios de análises clínicas, farmácias, etc.. Geralmente é constituído de seringas, agulhas, curativos e outros materiais que podem apresentar algum tipo de contaminação por agentes patogênicos (causadores de doenças);

– “Resíduo Domiciliar”: são aqueles gerados nas residências e sua composição é bastante variável sendo influenciada por fatores como localização geográfica e renda familiar. Porém, nesse tipo de resíduo podem ser encontrados restos de alimentos, resíduos sanitários (papel higiênico, por exemplo), papel, plástico, vidro, etc. Atenção: alguns produtos que utilizamos e descartamos em casa são considerados perigosos e devem ter uma destinação diferente dos demais, preferencialmente para locais destinados a resíduos perigosos. Por exemplo: pilhas e baterias, cloro, água sanitária, desentupidor de pia, limpadores de vidro, fogão e removedor de manchas, aerossóis, medicamentos vencidos, querosene, solventes, etc.

– “Resíduo Agrícola”: são aqueles gerados pelas atividades agropecuárias (cultivos, criações de animais, beneficiamento, processamento, etc.). Podem ser compostos por embalagens de defensivos agrícolas, restos orgânicos (palhas, cascas, estrume, animais mortos, bagaços, etc.), produtos veterinários e etc..

– “Resíduo Comercial”: são aqueles produzidos pelo comércio em geral. A maior parte é constituída por materiais recicláveis como papel e papelão, principalmente de embalagens, e plásticos, mas também podem conter restos sanitários e orgânicos.

– “Resíduo Industrial”: são originados dos processos industriais. Possuem composição bastante diversificada e uma grande quantidade desses rejeitos é considerada perigosa. Podem ser constituídos por escórias (impurezas resultantes da fundição do ferro), cinzas, lodos, óleos, plásticos, papel, borrachas, etc.
– “Entulho”: resultante da construção civil e reformas. Quase 100% destes resíduos podem ser reaproveitados embora isso não ocorra na maioria das situações por falta de informação. Os entulhos são compostos por: restos de demolição (madeiras, tijolos, cimento, rebocos, metais, etc.), de obras e solos de escavações diversas.

– “Resíduo Público ou de Varrição”: é aquele recolhido nas vias públicas, galerias, áreas de realização de feiras e outros locais públicos. Sua composição é muito variada dependendo do local e da situação onde é recolhido, mas podem conter: folhas de árvores, galhos e grama, animais mortos, papel, plástico, restos de alimentos, etc..

– “Resíduos Sólidos Urbanos”: é o nome usado para denominar o conjunto de todos os tipos de resíduos gerados nas cidades e coletados pelo serviço municipal (domiciliar, de varrição, comercial e, em alguns casos, entulhos).

– “Resíduos de Portos, Aeroportos e Terminais Rodoviários e Ferroviários”: o lixo coletado nesses locais é tratado como “resíduo séptico”, pois pode conter agentes causadores de doenças trazidas de outros países. Os resíduos que não apresentam esse risco de contaminação, podem ser tratados como lixo domiciliar.

– “Resíduo de Mineração”: podem ser constituídos de solo removido, metais pesados, restos e lascas de pedras, etc.

De acordo com o TIPO:

– “Resíduo Reciclável”: papel, plástico, metal, alumínio, vidro, etc.
– “Resíduo Não Reciclável” ou “Rejeito”: resíduos que não são recicláveis, ou resíduos recicláveis contaminados;
De acordo com a COMPOSICÃO QUÍMICA:
– Orgânicos: restos de alimentos, folhas, grama, animais mortos, esterco, papel, madeira, etc.. Muita gente não sabe, mas alguns compostos orgânicos podem ser tóxicos. São os chamados “Poluentes Orgânicos Persistentes” (POP) e “Poluentes Orgânicos Não Persistentes”.

“Poluentes Orgânicos Persistentes” (POP): hidrocarbonetos de elevado peso molecular, clorados e aromáticos, alguns pesticidas (Ex.: DDT, DDE, Lindane, Hexaclorobenzeno e PCB`s). Estes compostos orgânicos são tão perigosos que foi criada uma norma internacional para seu controle denominada “Convenção de Estocolmo”.
“Poluentes Orgânicos Não Persistentes”: óleos e óleos usados, solventes de baixo peso molecular, alguns pesticidas biodegradáveis e a maioria dos detergentes (Ex.: organosfosforados e carbamatos).

– Inorgânicos: vidros, plásticos, borrachas, etc.

De acordo com a PERICULOSIDADE:
Essa classificação foi definida pela ABNT na norma NBR10004:2004 da seguinte forma:

– Resíduos Perigosos (Classe I): são aqueles que por suas características podem apresentar riscos para a sociedade ou para o meio ambiente. São considerados perigosos também os que apresentem uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade. Na norma estão definidos os critérios que devem ser observados em ensaios de laboratório para a determinação destes itens. Os resíduos que recebem esta classificação requerem cuidados especiais de destinação.
– Resíduos Não Perigosos (Classe II): não apresentam nenhuma das características acima, podem ainda ser classificados em dois subtipos:
Classe II A – não inertes: são aqueles que não se enquadram no item anterior, Classe I, nem no próximo item, Classe II B. Geralmente apresenta alguma dessas características: biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade em água.
Classe II B – inertes: quando submetidos ao contato com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, com exceção da cor, turbidez, dureza e sabor, conforme anexo G da norma NBR10004:2004.
A caracterização dos Resíduos Sólidos consiste em determinar suas principais características físicas e/ou químicas, qualitativa e/ou quantitativamente dependendo da abrangência e aplicação do resultado que se quer obter. A caracterização deve ser feita por profissional especializado e, dependendo da complexidade, em laboratórios de análises, para que sejam feitos testes específicos.
Para que os resíduos sólidos sejam devidamente caracterizados deve-se conhecer sua origem, seus constituintes e características. Durante a caracterização, que é feita seguindo padrões específicos de amostragem e testes, são determinados por exemplo, se um resíduo é inflamável, corrosivo, combustível, tóxico e etc. Também são estudadas suas características físicas (granulometria, peso, volume, resistência mecânica, etc.) e químicas (reatividade, composição, solubilidade e etc.).
A responsabilidade pela coleta e destinação do lixo gerado pode variar de Estado para Estado e de município para município de acordo com a legislação local, mas geralmente se distribui da seguinte forma:
Municípios: são responsáveis pela coleta e destinação dos resíduos domiciliares, comerciais e públicos;
Gerador: os resíduos de serviços de saúde, industrial, de portos, aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários, agrícolas e entulhos, são de responsabilidade de quem os gerou.

6890 – Poluição – Um Mergulho no Tietê


E aí, vai encarar?

Entrevista com um homem que faz um trabalho dificílimo: mergulhar no Tietê

Como é o seu trabalho?

R: Funciona assim: antes de a água sair da capital em direção ao interior, ela passa por uma barragem com uma grade que segura o lixo. e quando essa grade entope, a turbina da barragem começa a trepidar, porque não tem água chegando. É quando fazemos a limpeza. É tudo pelo tato, porque não dá para enxergar nada dentro do rio. Descemos sempre com uma guia, que pode ser a parede. e se você perder essa referência não vai saber onde está, se é em frente à barragem, para esquerda, ou direita. Aí precisa voltar para a superfície.

Quais as coisas mais bizarras que você tirou do rio?

R: Tem de tudo lá, fogão, geladeira, gente morta. sabe aquelas bolhas que saem do Tietê? É material orgânico em decomposição: cadáver, animal, porco. Numa das vezes em que amarrei a grade e subiram para limpeza, apareceu junto uma bolsa. E quando abriram, encontraram us$ 2 mil. Aí, depois disso, qualquer mala que puxavam do rio, o pessoal pulava para ver se era dinheiro. E numa dessas tinha uma mulher toda recortada, esquartejada lá dentro. Você identifica pelo cheiro: quando sai da água e bate o sol, fica um fedor incrível. E aí tivemos de ir até a delegacia. Há uns 8, 10 anos, quase todo dia tirávamos um corpo de lá. Agora melhorou, é mais raro.

Já mergulhou em algum lugar pior que o Tietê?

R: Uma vez mergulhamos numa estação de tratamento de esgoto. Esgoto mesmo. E até hoje não sei qual é pior, se isso ou alguns pontos do Tietê e Pinheiros, porque tem coisa demais lá dentro: cadáver, feto, tudo. Desculpe pela palavra, mas literalmente você fica na m*** nesses rios.

Quanto você recebe pelo serviço?

R: O salário é cerca de R$ 1 000, mais 30% de periculosidade e adicionais. E tem mais R$ 40 e poucos pelo desgaste orgânico. Antigamente acho que um trabalho desses rendia mensalmente em torno de R$ 5 mil. Hoje varia de r$ 2 a 4 mil. Isso se eu passar o mês todo mergulhando no Tietê, né?

Como é a sua roupa?

R: É americana, de PVC, com espessura de 1 a 2 milímetros e não pesa quase nada. Ela se molda ao punho e pescoço. Daria para entrar no rio até de smoking e sair do mesmo jeito, de tão impermeável. O problema é quando fura, quando pega um caco de vidro ou arame, aí temos de pedir logo para o pessoal puxar de volta para a superfície, ou então você fica em contato direto com a água do Tietê. Antigamente a gente descia com uma roupa comum de surfista, que molha. E nem sempre eu usei capacete, às vezes era uma válvula de mergulho comum. Naquela época tinha de ser cangaceiro, combatente mesmo. Mas era muito difícil, só trabalhava quem precisava mesmo, e o salário era maior. Até porque naquela época não tinha tanta gente disposta a fazer isso. Às vezes, alguém raspava o braço na grade e se machucava: muita gente tinha a mão ou pé necrosados.

6704 – Saiba como um passeio no shopping pode ser mais sustentável


Carteira limpa
Se os canhotos de compras com cartão se proliferam na sua carteira e de lá vão direto para o lixo, não há porque pegá-los toda vez que a maquininha aprovar o pagamento. É só dizer que não precisa da sua via. Assim, você poupa papel, tinta e reduz a quantidade de lixo produzido.

Muitas sacolas
Já reparou que muitas lojas oferecem sacolas enormes para produtos que não ocupam nem metade do espaço? Se você fizer compras em mais de uma loja, recuse sacolas e embalagens desnecessárias. Coloque tudo em uma só.

Sapatos na mão
A não ser que você esteja precisando, peça para a loja colocar seus sapatos em um saquinho ao invés da caixa. Se já estiver com outra sacola na mão, coloque o par que você acabou de comprar dentro. A ideia é: evite fazer com que embalagens que você não vai reaproveitar em casa virem lixo em algumas poucas horas.

Lixinho
Se durante o passeio você comer um chocolate ou comprar uma água e o local não oferecer lixeiras com coleta seletiva, guarde as embalagens que conseguir com você – dentro da bolsa, em uma sacola – e descarte em outro local que separe o lixo (em casa você já não faz isso? Então, sim, leve o lixo pra casa).

Planejamento e controle
Sair comprando tudo por impulso não é a melhor forma de resolver problemas, ficar menos ansioso ou mais feliz (existem formas melhores, não!?). Por isso, pense no que você vai comprar, quando e onde vai usar ou que espaço aquele objeto terá na sua vida e na sua casa. Afinal, tudo o que consumimos gera algum impacto para o meio ambiente e a sociedade, desde a extração da matéria-prima até o descarte.
Você procura ser um consumidor consciente quando vai às compras?

6422 – Projeto brasileiro que transforma lixo em material de construção ganha prêmio internacional


A competição Moradia Ideal – Colaboração para Cidades Mais Inclusivas e Sustentáveis (Sustainable Urban Housing – Collaborating For Liveable And Inclusive Cities), da Ashoka Changemarkers, organização mundial que trabalha com inovação e apoio a empreendedores sociais, recebeu inscrições de 48 países, totalizando 289 projetos.
De 11 finalistas, três foram premiados – um deles, brasileiro: Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável, dos arquitetos Márcia Macul e Sérgio Prado, fundadores da ONG Curadores da Terra.
A proposta é ambiciosa: reaproveitar todo tipo de lixo gerado nas cidades em Usinas Limpas, que processam resíduos orgânicos, plásticos e minerais (incluindo lodo e esgoto dos córregos e rios) e dão origem a materiais de construção, fertilizantes e energia.
As usinas podem ser feitas para todas as quantidades de lixo, variando de tamanho de acordo com o número de habitantes da comunidade ou cidade em que é implantada. “Cada unidade é feita individualmente para atender a estes quantitativos”, explica Márcia.
O lixo orgânico e seco é transformado em “biomassa bioestabilizada” (em um processo que dura de 30 a 55 horas) e pode ser aproveitada como fertilizante para florestas e piscicultura, materiais de construção e na geração de energia elétrica (em usinas com capacidade para mais de 12 toneladas/dia).
“Esta biomassa é agrupada com todos os outros resíduos, amalgamados com poliuretano vegetal biodegradável (que vem da soja ou mamona) dando origem a blocos, pisos, paredes, telhas, etc.” A resina formada substitui o cimento, que “cola apenas produtos minerais e hoje representa 8% do aquecimento da atmosfera”, segundo a arquiteta.
Onze equipes que participaram do evento de premiação se interessaram pela iniciativa, além de três importantes secretarias norte-americanas: HUD (US Department os Housing and Urban Development), EPA (Environmental Protection Agency) e a USAID (US Agency for Internacional Development). “Elas agora estudam novas formas de implantação para todos os países da América do Sul e América Central”, diz Márcia.
A premiação aconteceu na última semana em Washington DC, nos EUA. O projeto brasileiro recebeu 10 mil dólares, que serão investivos na divulgação, com vídeo em 3D sobre o funcionamento das usinas.
O projeto propõe soluções que vão muito além do reaproveitamento de lixo. Ele promove mudanças de aspecto social, com a construção de casas acessíveis e feitas com material “limpo”. “As usinas ganham pelo depósito de lixo, venda de energia e adubo e têm muito lucro com isso. Nossa ideia é que os elementos construtivos sejam usados para a edificação de creches, escolas e casas populares, beneficiando sempre a comunidade.”
A competição teve o apoio do Rockefeller Foundation, Departamento de Housing e Desenvolvimento Urbano e Departamento de Estado dos EUA e o Ministério da Cidades do Brasil. Os outros dois projetos premiados são da Argentina e EUA.

6157 – Planeta Verde – A reciclagem da garrafa pet


No mundo da reciclagem, a garrafa de plástico brasileira tem comportamento louvável: 55% dessas embalagens são recicladas, o que faz do pais o segundo que mais as reaproveita, atrás do Japão (78%) e bem a frente dos Estados Unidos (28%). A reciclagem de PET, o material mais usado, movimentou 1,1 bilhão de reais em 2009, devido a grande demanda, sobretudo da industria têxtil.
Também ajuda o fato de, ao contrario do que ocorre em países como Estados Unidos e Inglaterra, boa parte da água engarrafada ser consumida aqui em galões que são devolvidos ao fornecedor e reutilizados. Mesmo assim, quase metade das garrafas ainda vai para o lixo comum, causando danos ambientais durante o século que leva para se decompor — em parte, nunca totalmente.

Uma garrafa PET produz mais ou menos oito vezes o próprio peso em resíduos, ai incluídos desde o petróleo de que e subproduto ate a água usada na fabricação. E muitas garrafas virão: a produção de água engarrafada cresceu de 3,5 bilhões para 7,8 bilhões de litros em dez anos, e o Brasil e um dos países onde o consumo do produto mais avança no mundo todo.

Um mar de lixo
Plástico é um material leve, maleável, moldável e muito, muito barato. Por isso é tão popular. Por isso está por toda parte e sempre é o melhor quando se fala em custo-benefício. Segundo a lógica do mercado, é bem mais eficiente ter objetos, embalagens, sacolas ou vasilhames feitos de plástico, mesmo que eles quebrem ou rasguem facilmente. O preço nem chega perto dos mesmos produtos feitos de metal, madeira, fibra, tecido, vidro etc.

A lógica de mercado, porém, raramente é ecológica.
Justamente por ser tão barato e tão popular, o plástico logo se transforma em lixo e é dispensado em qualquer lugar. Assim, logo tornou-se o material mais volumoso em lixões e aterros. E, infelizmente, é encontrado nos lugares mais inapropriados: na cidade, em áreas naturais, rolando nos desertos e campos, enroscado no alto das árvores, flutuando em lagoas e rios. Nem o remoto alto mar escapa.
Jogado nas margens dos rios, no mangue, nas praias ou diretamente no mar, o plástico logo sai de vista, mas não desaparece. Carregado pelas correntes marinhas, circula indefinidamente, concentrando-se no centro dos grandes oceanos, onde chega a formar imensas ilhas flutuantes.
Como se não fosse problema suficiente, nestas condições, mesmo quebrado em pedacinhos, o plástico atrai e adsorve (é com D, mesmo!) os Poluentes Orgânicos Persistentes, comumente chamados pela sigla POPs. São poluentes banidos do mercado por um acordo internacional (Tratado de Estocolmo), dentre os quais os mais conhecidos são o DDT, os furanos e as dioxinas. A concentração de POPs associados ao plástico flutuante chega a ser um milhão de vezes mais alta do que na água!

Para avaliar o tamanho destas ilhas flutuantes no meio do Oceano Atlântico, analisar as concentrações de POPs associados ao plástico e monitorar os impactos desses poluentes sobre a biodiversidade marinha, um grupo de pesquisadores saiu do Rio de Janeiro no dia 26 de agosto, a bordo do veleiro Sea Dragon.

6125 – Meio Ambiente – Quais são os objetos mais jogados no esgoto?


Faltam latas de lixo nas residências brasileiras? Pelo menos é o que parece, olhando para o levantamento inédito da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (a Sabesp), que recolheu e examinou os restos encontrados nos esgotos. Como os sistemas de coleta de água são separados – o que vem da rua e o que vem das residências não se misturam -, é possível determinar quais são os detritos jogados nas privadas e nas pias das casas. É tanto lixo que entre janeiro de 2007 e janeiro de 2011, o sistema sofreu em média 3 paralisações por mês.

5055 – Ecologia – Corte de metano e fuligem ‘esfriaria’ Terra


Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).
Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias, combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
Medidas a serem tomadas:
CONTRA O METANO

1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas

CONTRA A FULIGEM

1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes