12.683 – Teledramarturgia – O Ator Sérgio Cardoso


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Sérgio Fonseca de Mattos Cardoso, mais conhecido como Sérgio Cardoso (Belém, 15 de março de 1925 — Rio de Janeiro, 18 de agosto de 1972), foi um ator brasileiro.
Formou-se em Direito no Rio de Janeiro e sonhava com o Itamarati, queria ser diplomata. Despertou para o teatro ao conhecer o Teatro Universitário do Rio de Janeiro, e sua estreia foi no papel-título de Hamlet, de Shakespeare. O sucesso foi tão grande que contribuiu para sua decisão de seguir a carreira de ator. Foi para o Teatro Brasileiro de Comédia, de São Paulo, onde fez peças importantes, como: Entre Quatro Paredes, A Ópera dos Três Vinténs, Do Mundo Nada se Leva, Seis Personagens à Procura de um Autor, Convite ao Baile, A Falecida, A Raposa e as Uvas e A Ceia dos Cardeais.
Em 1949 fundou sua própria companhia teatral, o Teatro dos Doze, em sociedade com a atriz Nydia Lícia, com quem foi casado e teve uma filha, Silvia.
Na TV Tupi, Sérgio Cardoso fez várias telenovelas de sucesso: O Sorriso de Helena, O Cara Suja, O Preço de uma Vida, O Anjo e o Vagabundo, Somos Todos Irmãos e Antônio Maria — esta última escrita por Geraldo Vietri, na qual contracenou com Aracy Balabanian. Em 1968, atuou em O Santo Mestiço, novela sobre a vida de São Mantinho de Porres, além de aparecer no filme A Madona de Cedro, no papel do sacristão aleijado Pedro. Foi o protagonista de Os Herdeiros, filme de Cacá Diegues produzido entre 1968-1969.
A partir de 1969 participou de diversas novelas da TV Globo, dentre elas A Cabana do Pai Tomás, Pigmalião 70 e A Próxima Atração. O Primeiro Amor foi seu último trabalho: o ator faleceu devido a um ataque cardíaco a apenas 28 capítulos do desfecho da trama e seu personagem foi então interpretado por Leonardo Villar.
Mais de vinte mil pessoas acompanharam o enterro do ator em São Paulo. Após sua morte, houve rumores de que Sérgio havia sido enterrado vivo, fato enfaticamente negado por parentes e amigos.
No local onde ele fundou a companhia de teatro, no bairro da Bela Vista, hoje existe o Teatro Sérgio Cardoso

Um pouco mais:
Uma das lendas mais famosas dos anos 1970 envolveu a morte do ator Sérgio Cardoso. Um dos grandes nomes do teatro e da televisão brasileira nos anos 1950 e 1960, ele morreu em consequência de um ataque cardíaco no dia 18 de agosto de 1972, no Rio de Janeiro, aos 47 anos.
A morte do ator comoveu todo o Brasil. Mais de 15 mil pessoas, de acordo com reportagens da época, compareceram ao enterro no cemitério São João Batista. Pouco tempo depois, surgiu um boato, repercutido em toda a mídia brasileira, de que o ator sofria de catalepsia, uma doença rara que deixa os membros rígidos por horas, como se a pessoa estivesse morta. Por causa da doença, Sérgio Cardoso teria sido enterrado vivo.
A história dizia que a família teria pedido que o corpo fosse exumado. Ao abrir o caixão, Sérgio Cardoso estaria virado de bruços, com arranhões no rosto. O fato sempre foi negado pelos familiares do ator. Durante muitos anos a lenda foi contada, com diferentes versões, causando medo principalmente em familiares de pessoas vítimas de ataques cardíacos.
Além de diversos papeis marcantes no teatro, Cardoso fez muito sucesso na novela Antônio Maria, da Rede Tupi, em 1968. Na Globo, protagonizou A Cabana do Pai Tomás, em 1969; Pigmalião 70, em 1970: e A Próxima Atração, em 1971.
Quando morreu, vivia o professor viúvo Luciano em O Primeiro Amor, novela das 19h da Rede Globo. Faltavam apenas 28 capítulos para o desfecho da trama. Ele teve que ser substituído por Leonardo Villar, que entrou em cena após um texto lido por Paulo José.
Catalepsia patológica é uma doença rara em que os membros se tornam moles, mas não há contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos, e quem passa por ela pode ficar horas nesta situação.
No passado já existiram casos de pessoas que foram enterradas vivas e na verdade estavam passando pela catalepsia patológica. Muitos especialistas, contudo, afirmam que isso não seria possível nos dias de hoje pois já existem equipamentos tecnológicos que, quando corretamente utilizados, não falham ao definir os sinais vitais e permitem atestar o óbito com precisão.
O estado de morte aparente pode surgir em casos de asfixia, intoxicação, soterramento, afogamento, enfarte fulminante ou hipotermia.
Nem a falta de respiração ou batimentos cardíacos significa, necessariamente, ausência de vida. Místicos e faquires indianos que praticam a postura Khé-chari-mudra (suspensão da respiração perceptível) permanecem muitas horas nesse estado. Também na índia, cardiologistas descobriram que certas posições iogas permitem paralisar o coração.
Um exame confiável para reduzir as chances de erro é a realização de exames com eletrocardiograma e eletroencefalograma.
No Vietnã “milhões de pessoas já foram enterradas vivas por ausência constatada dos chamados sinais vitais”, afirma o médico francês Perón Autret. Após um profundo estudo sobre a morte ele publicou na década de 70 o livro Os enterrados vivos com revelações assustadoras sobre o assunto.
Cita a estatística levantada pelo exército norte-americano durante a guerra do Vietnã. Quando os soldados mortos eram repatriados, a lei obrigava as autoridades abrirem os caixões.
Graças a isso, constatou-se que quatro por cento dos soldados aparentemente foram encaixotados vivos. Alta patente militar chegou a propor que os combatentes fossem enterrados com frascos de clorofôrmio ao alcance da mão para abreviar o sofrimento.
A causa de tanto infortúnio são ataques catalépticos mal diagnosticados.
Em séculos passados, quem “resolvesse” se levantar da tumba era tomado por vampiro e ganhava esse estigma da sociedade.
O mais célebre caso foi o de Lázaro, salvo por Jesus Cristo. Quando ele adoeceu, Jesus disse: “Esta enfermidade não é de morte”. Porém, na volta do Messias a Betânia, Lázaro, irmão de Marta e Maria, já havia sido sepultado há quatro dias. Ao saber das más notícias, pelas irmãs inconsoláveis, Jesus pediu para ser conduzido à caverna onde jazia o corpo de Lázaro. Mandou que retirassem a pedra da entrada. Gritou: “Lázaro, sai!”. E o morto saiu, ainda com as ataduras e o sudário.
Lenda urbana: Velório do ator Sérgio Cardoso
Quando se fala em casos de gente enterrada viva, o nome do ator Sérgio Cardoso está na ponta da língua. Falecido em 18 de agosto de 1972, seu corpo foi enterrado no cemitério São João Batista o enterro foi acompanhado por mais de dez mil pessoas, que choravam e gritavam.Na época surgiu uma LENDA URBANA de que Sérgio Cardoso tinha sido enterrado vivo . O boato surgiu em parte porque Sérgio Cardoso tinha “um aspecto bem disposto durante o velório”.
Segundo notícias da época, conta que Erik, o maquiador da emissora (TV GLOBO), confessou mais tarde ter caprichado em sua arte para dar vida ao rosto do falecido durante o velório.
Levantada a suspeita, nada ficou comprovado até hoje. Porém, em dezembro de 1979, uma edição do programa Fantástico colocou Sérgio Cardoso entre os exemplos dramáticos de morte aparente.
Diz ainda a LENDA URBANA, de que o corpo de Sérgio Cardoso havia sido exumado e estaria deitado de bruços no caixão. Mas uma exumação envolve uma burocracia enorme e só pode ser realizada em presença de alguém da família. Como isso foi feito e ninguém ficou sabendo?

12.682 – Ufologia – O ET de Varginha


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No dia 20 de janeiro de 1996, o Brasil conhecia o suposto caso do um ser extraterrestre que teria sido avistado na cidade de Varginha, em Minas Gerais. O “Incidente de Varginha” ou “ET de Varginha”, como ficou conhecido pela imprensa, foi uma possível aparição de objetos voadores não identificados e de captura de criaturas alienígenas. Tudo começou quando três garotas afirmaram ter visto uma criatura com pele marrom, viscosa, grandes olhos avermelhados e uma cabeça volumosa com protuberâncias. Outras testemunhas na ocasião também disseram ter visto um OVNI. O Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do local negaram todas as informações e uma pesquisa da Universidade de São Paulo concluiu que não há provas de que tenha ocorrido a visita de seres extraterrestres a Varginha. Mesmo assim, a história virou uma lenda urbana e o “ET de Varginha” entrou para o folclore nacional. De acordo com uma investigação de 1997, um grande mal entendido teria dado origem ao “ET de Varginha. De acordo com o laudo, as garotas, na realidade, se depararam com um cidadão popularmente conhecido como Mudinho, que vivia com sua família em frente ao terreno do suposto avistamento. Este homem, que tem deficiência mental, tem o hábito de ficar agachado coletando pequenos objetos do chão. No dia do incidente, Mudinho poderia estar sujo de lama por causa das fortes chuvas e teria assustado as garotas que o teriam confundido com uma “criatura alienígena”. Apesar de a presença alienígena ter sido descartada, a cidade de Varginha recebe muitos turistas por conta da história. Inclusive, um dos pontos turísticos da cidade é uma enorme caixa d água no centro, em formato de nave espacial.

9446 – Mega Almanaque – O Armário de Davy Jones


Também conhecido como Priol de Davy Jones ou Baú de Davy Jones, é uma expressão usada para definir o fundo do mar como local de descanso dos marinheiros afogados e de quem morre no mar, funcionando como o eufemismo para a morte no oceano. Davy Jones seria o nome de um pirata considerado o mal supremo dos sete mares. No entanto, a origem do nome continua incógnita. Davy Jones pode ter sido um marinheiro sinistro e sobrenatural ou só uma definição mais estável dos temores dos próprios marinheiros.
O armário de Davy Jones é considerado purgatório de quem morre no mar. É nele que as pessoas enfrentam seus medos mais profundos, entre o céu e o inferno. A lenda diz que é o próprio Jones arrasta as almas até o fundo do mar. A lenda diz também que é possível ressuscitar, caso o morto saiba o caminho. A reputação de Jones e seu armário provocou muito medo entre os marinheiros, fazendo com que hesitassem ao entrar em maiores detalhes. No entanto, nem toda visão sobre a lenda é ruim. Em tradições associadas aos marinheiros que cruzam a linha do Equador, Davy Jones era um leal assistente do rei Netuno.
Ainda hoje persiste a dúvida acerca do motivo pelo qual o termo “armário” é utilizado para se referir ao local de descanso dos mortos no mar. A hipótese mais aceita é a de que Davy Jones seria o responsável pela morte de muitos marinheiros e, temendo as consequências de seus crimes, trancava tudo que pudesse incriminá-lo num armário de madeira. Porém, como a lenda afirma que as almas de quem morre em águas marinhas permanecem presas no armário de Davy Jones, é provável que o nome tenha surgido simplesmente porque um armário sirva para abrigar coisas, como o fundo do mar abriga a alma de todos que foram levados por ele.
O armário do Davy Jones também desempenha seu papel na cultura popular, já tendo aparecido até mesmo em um episódio do desenho Bob Esponja Calça Quadrada, exibido no canal Nickelodeon. A lenda também já foi mencionada na terceira parte da quadrilogia Piratas do Caribe, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”. Neste filme, o pirata Jack Sparrow (Johnny Depp), após ser devorado pelo Kraken, uma terrível fera sob o poder de Davy Jones, precisa regressar do armário de Davy Jones nos confins da Terra e travar a batalha definitiva contra Jones, junto com Will Turner (Orlando Bloom), sua noiva Elizabeth Swann (Keira Knightley), o seu ex-inimigo Barbossa (Geoffrey Rush) e o Capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat).
De acordo com etnólogos, a lenda de Davy Jones reflete a sociedade dos séculos XVII e XVIII, período da história no qual a pirataria era muito forte, e corsários ingleses assaltavam navios espanhóis que seguiam para a Europa abarrotados de ouro e prata vindos da América. Nesta época acreditava-se que o mar fosse um embarque para a morte. Na verdade, muitos marinheiros não retornavam por conta de navegações frágeis, despreparo das equipes de marinheiros, falta de alimentação decente, excesso de doenças perigosas. Ou seja, quem pudesse ver Davy Jones, no contexto da lenda, é porque já não estava no seu juízo perfeito, provavelmente atacado pelo escorbuto, muito comum nas tripulações naquela época.

7040 – O que tem a ver lamparina com lampião?


Lamparina
Também chamada de lâmpada a óleo, existe desde a pré-história. A lamparina era simplesmente um recipiente pequeno, de barro ou metal, com uma alça em uma ponta e uma mecha de tecido em outra – igual àquela lâmpada da qual sai um gênio, segundo as lendas árabes. Seu combustível podia ser petróleo, azeite ou…

Óleo de baleia
O homem caça baleias desde a Idade da Pedra. Mas as maiores, como a baleia franca, só começaram a ser capturadas no século 14, por baleeiros bascos – que no século 16 se instalaram na Bahia. Depois do pau-brasil, a caça foi uma das principais atividades da região, até perder espaço para o ciclo do…

Açúcar
Os portugueses trouxeram a cana da Índia para cultivá-la no Brasil, principalmente no Nordeste, onde havia um solo argiloso chamado massapé. A partir de Salvador, a cana foi tomando terras mais ao norte, onde hoje fica o Estado do Pernambuco. Assim foram fundadas novas cidades, como…

Serra Talhada
Em 1752, o capitão português Agostinho Nunes de Magalhães desembarcou em Salvador para fundar um engenho de cana. Após uma longa viagem pelo sertão, encontrou um lugar na base de uma serra, que parecia cortada – daí o nome. Sua fazenda se tornaria uma vilã, e depois uma cidade. A terra natal de…

Lampião
Nascido em 1897, Virgulino Ferreira da Silva era um artesão cujo pai foi morto pela polícia, em 1919. Jurou vingança, cumpriu a promessa e virou o líder de bando mais célebre do Nordeste. O apelido veio do fuzil que ele usava, e emitia um clarão quando disparava. Como um lampião de gás – e também uma lamparina.

6486 – Mitologia – A Lenda do Holandês Voador


Navio fantasma Holandês Voador

Trata-se de um lendário Galeão e navio-fantasma holandês que supostamente vagará pelos mares até o fim dos tempos, que segundo as lendas do mar, “um veleiro que navegava de contra ao vento, uma característica marcante desse navio…” (ou miragem naval, de má sorte …)
Em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos Lusíadas.
Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.
Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante – general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais “rebeldes” e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu “Lobo do Mar”, que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal – sinistro de fracasso naval. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. No ano de 1939, 100 nadadores que descansavam na Baía Falsa, na África do Sul, disseram ter avistado o Holandês Voador a todo o pano navegando contra o vento.
A lenda da embarcação-fantasma Holandês Voador é muito antiga e temida como sinal de falta de sorte e possui diversas versões. A mais corrente é do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
O navio foi visto pela última vez em 1632 no Triângulo das Bermudas comandado pelo seu capitão fantasma Amos Dutchman. O marujo disse que o capitão tinha a aparência de um rosto de peixe num corpo de homem, assim como seus tripulantes. Logo após contar esse relato, o navegador morreu. Uns dizem que foi para o reino dos mortos; outros, que hoje navega com Dutchman no Holandês.
Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século XVIII sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos, essa é também a lenda utilizada no filme Piratas do Caribe.

3485 – Mitos – A Lenda do Paul Bunyan


Paul Bunyan é um lendário lenhador gigantesco que aparece em alguns relatos tradicionais do folclore dos Estados Unidos. Foi criado pelo jornalista americano James MacGillivray. Está relacionado aos estados de Michigan, Wisconsin e Minnesota, onde goza de grande popularidade. Trata-se de um gigante lenhador campeão, mas que acaba perdendo a competição para uma serra elétrica.
O desenho de Walt Disney, contando a lenda foi apresentado no Brasil na série “Fábrica Adoidada de Mickey Mouse” em 1973

2446-Mitologia: Quem era o Gigante Atlas?


Atlas, a lenda só não diz onde ele se apoiava para sustentar o mundo

Atlas era um Titan condenado por Zeus a sustentar os céus sobre seus ombros. Ele era filho de Iapetus e da ninfa Clymene, e era irmão de Prometheus e Epimetheus.
Atlas era filho de Gaia com Urano. Pertencia à geração divina dos seres desproporcionados, violentos, monstruosos – encarnação das forças selvagens da natureza nascente, dos cataclismas iniciais, com que a terra se arrumava para poder receber, num regaço mais acalmado, a vida e a sua cúpula consciente: os humanos.
Atlas, com outros titãs, forças do caos e da desordem, pretenderam alcançar o poder supremo, pelo que atacaram o Olimpo e combateram ferozmente Zeus e aliados: as energias do espírito, da ordem, do Cosmos. (Ou, noutra versão, aliou-se aos demais titãs para resistir à revolta liderada por Zeus).
Zeus, triunfante, castigou seus inimigos – escravos da matéria e dos sentidos, inimigos da espiritualização harmonizadora – lançando-os no Tártaro, a região mais profunda do Hades, para que de lá nunca fugissem. Reservou para Atlas, porém, uma pena especial: pô-lo a sustentar, nos ombros e para sempre, o céu.
Geralmente, Atlas é retratado sustentando um globo sobre os ombros. Esse fardo foi temporariamente aliviado por Héracles (Hércules) durante um de seus 12 trabalhos, mas Atlas foi enganado e voltou a carregar os céus sobre os ombros.
Consistiu este episódio no seguinte: tinha Hércules de apanhar algumas maçãs de ouro que nasciam no jardim das Hespérides (12º trabalho). Alertado por outro titã (Prometeu) de que apenas Atlas poderia fazê-lo impunemente, propôs a este que o fizesse, enquanto sustentava a abóboda celeste. Aliviado do grande peso, Atlas retorna, dizendo que ele mesmo faria a entrega das maçãs a Euristeu.
Percebendo o engodo, Hércules finge aquiescer e, pretextando colocar antes um anteparo sobre seus ombros, pede ao titã que sustente os céus por um momento – ao fazer isto, o herói parte, levando as maçãs, deixando a Atlas o seu eterno suplício.
Segundo uma das versões existentes, Atlas foi posteriormente libertado de seu fardo e tornou-se guardião dos Pilares de Hércules, sobre os quais os céus foram colocados, e que também eram a passagem para o lar oceânico de Atlântida (o Estreito de Gibraltar). Seu nome passou a significar “portador” ou “sofredor”. Outra versão conta que Perseu o petrificou mostrando lhe a cabeça que havia arrancado da Medusa, transformando o titã Atlas no que hoje é o Monte Atlas.
Por ser o senhor das águas distantes, o Oceano além do Mediterrâneo homenageia o titã: Atlântico.
O Atlas é ainda a Cordilheira que ergue-se para o céu, separando o norte da África do restante do continente.
Finalmente, na cartografia, Atlas é o coletivo de mapas, a coleção de cartas que representam o planeta Terra.
Além de emprestar seu nome a estas acepções, Atlas nomeia a primeira vértebra da coluna cervical – uma clara referência ao local onde sustentava o gigantesco peso a que fora condenado suportar.

Monstro do Lago Ness – Reacessa a Lenda


Foto fraudada, boneco apoiado numa bóia

A hipótese mais cotada é a de que seria um pleiossauro, uma espécie de dinossauro aquático. Seja como for, para se perpetuar por mais de 14 séculos teriam que existir pelo menos 20 monstros. O Lago Ness, o maior da Escócia com cerca de 37 km de comprimento, 1,5 de largura e 240 M de profundidade média, oferece todas as condições para isso, com trutas, salmões e um fundo rochoso, com cavernas. Em 1987, 24 barcos varreram com sonares toda a área do lago, numa aventura que custou nada menos que 1,6 milhão de dólares aos patrocinadores. A melhor conclusão que chegaram é que existe algo muito grande e estranho nadando lá embaixo. Pode ser uma espécie de esturjão báltico, um peixe que pode medir 3 metros de comprimento e pesar 200 quilos. A equipe já levantou, no fundo do lago, pelo menos 28 tipos de vermes nematóides, medindo 2 mm a 1 cm de comprimento. Esses estão entre os animais mais abundantes da Terra, representando entre 8 e 9% de toda a fauna do planeta. Nessie vai sobrevivendo de polêmica em polêmica, há mais de 14 séculos, atraindo cerca de 600 mil turistas a cada ano para a região do lago. Uma lei escocesa impede que nenhuma pessoa ou instituição possa capturar ou ferir a suposta criatura.
Um submarino com 10 metros de comprimento e pesando 24 toneladas foi o novo recurso usado na caça á lenda mais famosa do mundo, o Monstro Nessie, uma animal gigantesco, que milhares de pessoas afirmaram ter visto nas águas escuras do fantasmagórico lago no norte da Escócia. Construído no Canadá, o submarino pode mergulhar a 230 M de profundidade levando até 6 pessoas. O preço é de 100 dólares por hora de caça mitológica e o dinheiro arrecadado é utilizado para financiar um centro de pesquisa sobre o monstro. Depois da sua credibilidade comprometida com a descoberta de uma fraude vergonhosa, a lenda tem revivido, ressuscitada pelo sucesso das excursões. A farsa era uma foto batida em 1934 pelo ginecologista inglês Robert Wilson, considerada uma das provas mais contundentes da existência da fantástica criatura, parecendo uma espécie de dinossauro semi-submerso, convenceu os mais incrédulos por 60 anos. Os peritos garantiam que a foto era autêntica, mas, no final de 1993, Christopher Spurling confessou que a figura era um boneco apoiado com uma bóia, construído por ele mesmo. O trote fora encomendado por seu padrasto como vingança contra o Jornal Daily Mirror, que o despedira. A fantasia do monstro existe há mais de 1430 anos. Consta que sua primeira aparição aconteceu no ano de 565, quando um missionário irlandês salvou um de seus discípulos das garras de uma gigantesca serpente surgida das águas escuras do lago. Há quem diga que o monstro foi acordado pelas explosões de dinamite na abertura da estrada que liga a cidade de Inverness, nos extremos do lago. É calculado mais de 4 mil testemunhas, muitas com séria reputação a zelar, como monges, oficiais da Marinha e até cientistas e o relato coincide em muitos pontos. Nessie seria vermelho-escuro, de pele brilhante e medindo 8 a 9 metros de comprimento.