12.156 – Mamíferos que não tomam leite?


infointolerancialactose
O homem é um mamífero porque faz parte de sua natureza tomar leite ao nascer. Mas então por que a maior parte da população mundial não tolera o líquido branco? E por que um quarto dos habitantes tem reações alérgicas fortes ao leite, como diarréia, inchaços, dor de estômago e de cabeça? “A causa é um enigma”, segundo o médico Steve Hertzler, da Universidade de Ohio. “O fato é que as pessoas deixam de digerir o leite, inclusive o da mãe, entre 3 e 5 anos de idade”. Segundo ele, suspeita-se que elas estejam geneticamente programadas para isso. Só que não se sabe por que o DNA desliga esse processo básico da espécie. O pior é que, como o leite fornece 75% do cálcio essencial à saúde, quem não pode tomá-lo acaba tendo que completar a dose. Por exemplo, tomando remédio ou comendo queijo e iugurte. Hertzler concluiu este ano uma pesquisa mostrando que é possível reduzir a intolerância ao leite.
“Basta tomar um pouquinho, começando com meio copo por dia, e aumentar lentamente a quantidade. Os sintomas somem em algumas semanas e você sabe que atingiu o seu limite quando eles retornam”.

7645 – Mucina, um novo agente protetor no leite


Amamentar é importante porque o leite contém anticorpos que protegem o bebê. Isso é o que todos pensam, inclusive o médico Robert Yolken, do Centro para Crianças Johns Hopkins, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Ou melhor: Yolken já não está tão certo. O motivo é que mesmo depois de eliminar por completo os anticorpos, o leite manteve seu poder protetor. O segredo parece ser a mucina, substância presente tanto no leite como no muco. Basta uma pequena quantidade para deter os rotovírus, microorganismos causadores de diarréia, responsáveis pela morte de 100 crianças por ano nos Estados Unidos.
Nos países pobres os rotovírus e outros agentes da diarréia respondem por 23% das mortes entre crianças com menos de 5 anos. Ainda é cedo para avaliar as possibilidades da mucina. Mas já há quem pense em transformá-la num forte suplemento da alimentação dos bebês.

6988 – Toxicologia – Leite contra Toxinas


O leite não pode conter a ação de venenos no organismo, porém, se a quantidade ingerida for pequena, ajuda a eliminá-lo com rapidez.
Em caso de intoxicação, a primeira coisa a se fazer é procurar um médico e não buscar soluções caseiras. Existem venenos que atuam diretamente no local, causando lesões no esôfago e no estômago quando entram em contato com a mucosa. Nesses casos, beber leite pode ajudar a proteger as paredes dos órgãos afetados, atenuando as lesões enquanto a pessoa está a caminho do hospital. Já nos casos de ingestão de venenos de ação sistêmica – como são chamados aqueles que penetram a corrente sanguínea logo após a ingestão – o leite não pode ajudar.Enquanto o tóxico está no estômago, ele pode até neutralizar um pouco sua ação, mas sem interferir na absorção do veneno pelo organismo.

A ‘toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos das substâncias químicas sobre os organismos. Possui vários ramos, sendo os principais a toxicologia clínica, que trata dos pacientes intoxicados, diagnosticando-os e instituindo uma terapêutica mais adequada; a toxicologia experimental, que utiliza animais para elucidar o mecanismo de ação, espectro de efeitos tóxicos e órgão alvos para cada agente tóxico, além de estipular a DL50 e doses tidas como não tóxicas para o homem através da extrapolação dos dados obtidos com os modelos experimentais; e a toxicologia analítica, que tem como objetivo identificar/quantificar toxicantes em diversas matrizes, sendo estas biológicas (sangue, urina, cabelo, saliva, vísceras, etc.) ou não (água, ar, solo). No entanto existem outras áreas da toxicologia como a ambiental, forense, de medicamentos e cosméticos, ocupacional, ecotoxicologia, entomotoxicologia, veterinária, etc. Sendo assim, é importante que o profissional que atue nesta área tenha conhecimentos de diversas áreas como química, farmacocinética e farmacodinâmica, clínica, legislação, etc.
A palavra “Toxikon” tem origem grega e significa veneno das flechas (usado na caça desde a antiguidade). As pontas das flechas eram preparadas com material bacterialmente contaminado, por exemplo pedaços de cadáveres ou venenos vegetais, com o intuito de acelerar a morte dos animais, levando a paralisia do músculo cardíaco e da musculatura esquelética. A toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo as alterações das funções fisiológicas, isto é, os efeitos nocivos causados por substâncias químicas sobre organismos vivos.

Muitas substâncias consideradas venenosas são tóxicas apenas de forma indireta. Um exemplo é o “álcool de madeira” ou metanol, o qual não é venenoso em si mesmo mas que é convertido em formaldeído tóxico no fígado. Muitas moléculas de narcóticos tornam-se tóxicas no fígado, um bom exemplo sendo o acetaminophen (paracetamol), especialmente na presença de álcool. A variabilidade genética de certas enzimas do fígado tornam a toxicidade de muitos compostos diferir de um indivíduo para o outro. Porque a actividade de uma enzima do fígado pode induzir a actividade de outras, muitas moléculas tornam-se tóxicas apenas em combinação com outras.

5334 – O leite pode conter a ação de venenos?


Se a quantidade da substância tóxica ingerida for pequena, o leite pode ajudar a eliminar com mais rapidez. A bebida funciona como uma espécie de mata-borrão porque suas partículas de proteína e gordura atraem uma parte das molécula perigosas. Como o leite é digerido rapidamente, ele carrega as toxinas da parte alta do tubo digestivo para a parte baixa, onde a absorção é menor.
Mas, se a quantidade de veneno ingerida for grande, o leite não ajudará porque ele absorve apenas uma parte dos elementos nocivos.

2734-Nutrição – O Leite e a intolerância à lactose


Leite faz mal para alguns indivíduos porque provoca intolerância á lactose e pode instalar um quadro alérgico. 50% dos alérgicos ao leite tem casos de alergia na família. Há cerca de 40 proteínas diferentes no leite de vaca, algumas delas estimulam, no caso dos alérgicos, a produção excessiva das imunoglobinas que em pouca quantidade são células de defesa, mas em excesso provoca um quadro alérgico, como demartrite. Nesse caso recomenda-se substituir pelo de soja. Apesar disso, o leite é muito importante no organismo : É a melhor fonte de cálcio, que evita osteosporose nas mulheres. Encontra-se proteínas, carboidratos, e gorduras, além de vitaminas e sais minerais.. Suas proteínas são melhor aproveitadas que as dos vegetais. É fonte de fósforo, que ativa em conjunto com o cálcio no organismo. Mas não se deve abusar do seu uso porque é fonte de gordura, aumentando o colesterol.

Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva (fermento) chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal absorvida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos.
Existem pessoas que nascem sem a capacidade de produzir lactase e, enquanto bebês, sequer podem ser amamentados, pois surge implacável diarréia.
Por outro lado, em qualquer época da vida pode aparecer esta incapacidade de produção ou uma inibição temporária, por exemplo, na seqüência de uma toxinfecção alimentar que trouxe dano à mucosa intestinal. Igualmente, a dificuldade pode advir de lesões intestinais crônicas como nas doenças de Crohn e de Whipple, doença celíaca, giardíase, AIDS, desnutrição e também pelas retiradas cirúrgicas de longos trechos do intestino (síndrome do intestino curto).
A deficiência congênita é comum em prematuros nascidos com menos de trinta semanas de gravidez.
Nos recém-nascidos de gestações completas, os casos são raros e de caráter hereditário.
A concentração da lactase nas células intestinais é farta ao nascermos e vai decrescendo com a idade.
Nos EUA, um a cada quatro ou cinco adultos pode sofrer de algum grau de intolerância ao leite. Os descendentes brancos de europeus têm uma incidência menor de 25%, enquanto que na população de origem asiática o problema alcança 90%. Nos afro-americanos, nos índios e nos judeus, bem como nos mexicanos, a intolerância à lactose alcança níveis maiores que 50% dos indivíduos.
Os pacientes percebem aumento de ruídos abdominais, notam que a barriga fica inchada e que eliminam mais gases. Quando a dose de leite ou derivados é maior surge diarréia líquida, acompanhada de cólicas. A queixa de ardência anal e assadura é porque a acidez fecal passa a ser intensa (pH 6,0).
A maioria dos pacientes que só tem intolerância a lactose, não tem evidências de desnutrição, nem mesmo maior perda de peso. Quando isso ocorre, pode haver a associação da intolerância com outras doenças gastro-intestinais.
Uma vez caracterizado o diagnóstico, pode se prevenir novos sintomas não usando leite e laticínios. Usando-os, a prevenção é mediante a tomada de fermento sintético prévia a qualquer ingestão de lactose. Cabe salientar que vários medicamentos, inclusive antidiarréicos e anti-reumáticos contêm lactose no chamado excipiente, ou seja, no pó ou no líquido necessário para poder conter a substância básica num comprimido ou solução; isso é importante quando avaliamos os efeitos indesejáveis referidos pelos usuários.

2189- ☻Mega Notícias:Leite Humano e de Vaca


Em quantidade de água são equivalentes, mas em relação as proteínas de vaca é 2 vezes mais rico.O leite humano, porém, possui uma proteína em maior abundância, a lactoalbumina, que é muito mais digerívele biologicamente mais valiosa para o recém-nascido, sendo também mais rico em carbohidratos e com gordura equivalente. As disparidades são em outros elementos como o cálcio humano = 37 mg de vaca = 124; fósforo – humano = 13 mg de vaca = 94
ferro = humano = 0,1 de vaca = 0,04. A vitamina C é também mais abundante no humano.

Arqueologia – Tintura pré-histórica
Cientistas americanos do Texas conseguiram identificar a matéria-prima dos desenhos estampados nas paredes das cavernas próximas ao Rio Pecos, sudoeste do Texas. Analisando o DNA de duas amostras, uma de tinta vermelha, outra de tinta preta eles viram que os pigmentos não foram tirados de sementes, nem de claras e gemas de ovo, mas de uma espécie de mamíferos com um número par de dedos nas patas. Os principais candidatos são bisões ou veados primitivos, comuns naquela região á época das pinturas. O mais provável é que o material tenha sido extraído da medula dos animais. Mas saber exatamente qual animal cedeu seus tecidos aos artistas da idade da pedra é uma tarefa árdua que pode demorar

Nutrição – De olho nas prateleiras


Os leite longa vidas são responsáveis por 73% das vendas do setor. Os leites enriquecidos com vitaminas, ferro ou cálcio só tem papel importante em crianças ou adultos com algum tipo de deficiência, do contrário, são desnecessários. A contra-indicação é pelo fato do cálcio não interagir bem com o ferro. Eles lutam para serem absorvidos no mesmo momento e quem ganha é o cálcio. A maior parte do ferro é eliminada. São recomendados os leite desnatados e semi, por serem menos calóricos.

•Tipo A – É extraído de um único rebanho, o que garante um sabor sem oscilações e tem um limite de 500 bactérias por ml após a pasteurização. A quantidade de bactérias e coliformes fecais depende do tipo de ordenha. Quanto maior o contato manual, mais microorganismos e mais rapidamente o leite estraga. É embalado na própria fazenda sem nenhum tipo de contato manual. Todo o processo de ordenha, pasteurização e evase são mecanizados. Consumir em até 20 dias e deve ser conservado em temperatura inferior a 5°C.
•Tipo C – Deve ter até 150 mil bactérias por ml, resfriamento na fazenda, transporte em caminhão com tanque isotérmico. Em alguns casos, parte da gordura é retirada para a produção de derivados, mas não há perda das qualidades nutricionais. Consumir em até 3 dias.
•Tipo B – De rebanhos misturados e com alimentação variada, o que pode deixar o leite com sabor diferente. O limite de bactérias é de 40 mil por ml.A ordenha é mecanizada, mas é muitas vezes transportado em latões ou caminhões-tanque até a usina de beneficiamento. Consumir em até 5 dias.
•Ultrapasteurizado – É submetido a uma temperatura de até 150°C durante 2 a 4 segundos, o que elimina todos os microorganismos e a embalagem tem revestimento que impede qualquer contato com o ambiente externo. LIvre de bactérias, não precisa ser mantido em geladeira até que seja aberto. Não perde nutrientes com o processo.
•Lactose Reduzida – Indicado para pessoas com intolerância a lactose. O açúcar natural do leite. Quando não digerida, a lactose causa gazes, cólicas, diarréia e náuseas.
•Leite de cabra – É parecido com o leite de vaca, mas tem mais cálcio e ácido fólico, nutriente que combate a anemia. Não há grande vantagem na substituição.
•Leite de soja – Não é leite. Não tem cálcio, nem vitamina D e nem os aminoácidos essenciais do leite animal. Só recomendado em caso de intolerância a lactose.