Submarino Kursk – Acidente completou 10 anos



A explosão abriu uma cratera na parte frontal do submarino nuclear Kursk em 12 de agosto de 2000. Alguns sobreviventes tentaram fugir da água que invadia os compartimentos se abrigando na extremidade traseira, eles tentaram abrir uma escotilha de fuga, mas morreram todos por axfixia, a espera de um resgate que só chegaria muito tempo depois, em 25 de agosto. Uma carta encontrada no bolso do capitão-tenente confirmou tais detalhes. Seu corpo foi resgatado por mergulhadores noruegueses. Se os militares russos houvessem montado uma operação internacional de resgate talvez tivessem preservado algumas vidas. A operação de resgate foi cara e arriscadíssima. Além do perigo da radiação, qualquer movimento forte na água poderia arremessar o mergulhador de encontro a lâminas afiadas dos destroços. Se a roupa pressurizada ou as mangueiras se rompem, a morte é instantânea.
O resgate tardio do submarino russo-Realizado a 107 metros de profundidade, nas águas frias do mar Barrents, entre a Europa e o Ártico. O submarino russo Kursk afundou no início da década de 2000 após sofrer 2 misteriosas explosões. Boa parte dos 118 tripulantes tuveram morte instantânea, mas um grupo conseguiu se refugiar no compartimento traseiro e esperaram um resgate que não veio. Morreram por axfixia. Apenas 12 corpos foram encontrados e o fundo do mar se tornou túmulo para 106 marinheiros. A operação de resgate só foi realizada 10 meses depois e consumiu 70 milhões de dólares. Ele só foi trazido de volta à tona porque representava ameaça ambiental. Dotado de ratores nucleares, corria risco de espalhar radioatividade e isso “afundaria” a indústria da pesca. A corrosão provocada pela água salina, mais cedo ou mais tarde acabaria vencendo a blindagem dos motores atômicos. Para içá-lo foi necessário uma plataforma com 2 guindastes capazes de erguer as quase 15 mil toneladas do submarino. Embora hajam várias versões para o acidente, a mais provável é a de que tenha sido destruído por uma explosão de uma arma secreta dos russos. A Rússia perdera outros 3 submarinos nucleares, que permaneceram sepultados nas profundezas do oceano, sem nenhumplano de resgate. O içamento do Kursk só foi possível porque ele estava a cerca de 100 metros da superfície, uma distância considerada curta e também pela cooperação internacional.