7261 – Como alguns países enfrentam invernos rigorosos?


No Canadá e na Suécia, dois dos países mais frios do mundo, a neve raramente interrompe as atividades dos cidadãos. Seja em pequenas cidades, seja em metrópoles, há investimento pesado na limpeza de vias públicas, soluções arquitetônicas e hábitos populares que ajudam a manter pessoas e veículos circulando apesar do clima desfavorável. Nesses países, as construções têm isolamento térmico, todo mundo acompanha a previsão do tempo e, em creches e escolas, a criançada sai diariamente para brincar no pátio, mesmo com temperaturas abaixo de -10 oC.
Todo ano, milhões de dólares são gastos pelo poder público para remover a neve de ruas e estradas. Além de bancar os veículos usados na operação, há gastos com o sal despejado para acelerar o derretimento e com o armazenamento de neve retirada. A limpeza das calçadas é responsabilidade do dono de cada terreno.
Telhados que se estendem pela lateral da construção captam luz solar por mais tempo, mantendo a casa mais aquecida. A inclinação ajuda a neve a escorrer, evitando o acúmulo, que pode sobrecarregar a cobertura. Além disso, as casas possuem isolamento térmico em portas, janelas e paredes.
O sal usado na remoção da neve gruda no vidro dos carros, formando uma camada esbranquiçada. Para limpar, só abastecendo o esguicho do para-brisa com um fluido especial. Outro item essencial são os pneus de inverno, com ranhuras mais fundas para não deslizar na neve e borracha que não racha no frio.
Em algumas grandes cidades, dá para percorrer toda a região central por baixo da terra. Galerias subterrâneas interligadas, cheias de lojas e lanchonetes, como num shopping center, podem ser acessadas pelas estações de metrô. Escadas rolantes ligam as galerias a estabelecimentos comerciais no solo.
Às vezes, a neve derrete e congela novamente, formando uma perigosa camada de gelo – essa é uma das raras situações que interrompem a rotina das pessoas. Para prevenir acidentes, algumas cidades têm canais de rádio e TV dedicados a informar sobre os estabelecimentos fechados por condições climáticas adversas.
Os motoristas são obrigados a ter ferramentas para o caso de o carro ficar soterrado na neve. Além de uma espátula para raspar gelo da lataria, uma escova ajuda a tirar a neve acumulada nas ranhuras dos pneus. Além disso, um kit de sobrevivência, com lanterna, cobertor, pilhas e velas, também é obrigatório.
Cobrir as extremidades do corpo com gorro, botas e luvas ajuda a não perder calor. A roupa é vestida em camadas: uma camiseta de tecido sintético transfere a umidade do corpo para uma blusa de lã, que deixa o ar circular e mantém estável a temperatura. Por cima, um jaquetão impermeável isola o corpo da neve e do frio

• Montreal, uma das maiores cidades do Canadá, gasta cerca de R$ 240 milhões por ano limpando a neve das ruas.

6758 – Fisiologia – Por que as pessoas bocejam?


Apesar de o gesto estar frequentemente associado ao sono e à necessidade de mais oxigênio para o organismo, o bocejo ainda não foi plenamente compreendido pela ciência.
Há numerosas teorias, mas muito pouca pesquisa experimental tem sido feita para descobrir a função biológica do bocejo – e ainda não há consenso sobre a sua finalidade entre as dezenas de pesquisadores que estudam o tema hoje.
No entanto, foi descoberta outra possível utilidade para o ato de bocejar: regular a temperatura do cérebro e resfriá-lo quando estiver superaquecido.
Os pesquisadores perceberam que a frequência dos bocejos varia de acordo com a estação: as pessoas bocejaram mais quando as temperaturas do ambiente estavam menores que as do interior do corpo, sugerindo que esse ato possa ser um mecanismo natural para refrescar o cérebro. Para o estudo, foi registrada a frequência de bocejo em 160 pessoas no Arizona – 80 delas no verão e 80 no inverno. Cerca de metade dos voluntários bocejaram no inverno, contra menos de um quarto no verão. Eles também notaram que o bocejo está relacionado com a duração do tempo em que a pessoa fica exposta às condições climáticas. Isto foi especialmente verdadeiro durante o verão, quando a proporção de indivíduos bocejando caiu significativamente à medida que passavam mais tempo ao ar livre.
Eles concluíram que isso acontece porque temperaturas mais altas não fornecem nenhum alívio para cérebros superaquecidos; mas isso é possível no inverno porque o bocejo permitiria uma troca de calor com o ambiente quando abrimos a boca.
Andrew Gallup já havia feito um estudo, publicado em setembro 2010, que chegou aos mesmos resultados ao observar alterações na temperatura do cérebro de ratos antes e depois de bocejarem. “O efeito de resfriamento do bocejo é resultado do fluxo maior de sangue que chega ao cérebro ​​pelo estiramento da mandíbula, bem como pela troca de calor com o ar do ambiente que acompanha a inalação profunda”, explicou. Assim, para ele, o ideal seria evitar o bocejo quando está muito calor, já que uma inspiração profunda de ar não iria promover a refrigeração do cérebro nesse caso.

6333 – A Estação Inverno


O inverno do hemisfério norte é chamado de “inverno boreal”, e o do hemisfério sul é chamado de “inverno austral”. O “inverno boreal” tem início com o solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre por volta de 21 de dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de março nesse mesmo hemisfério. O “inverno austral” tem início com o solstício de inverno no hemisfério sul, que ocorre por volta de 21 de junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 23 de Setembro nesse mesmo hemisfério. O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
Engloba parte dos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março no hemisfério norte, e junho, julho, agosto e setembro no hemisfério sul.
Isto acontece porque os raios solares incidem praticamente perpendicularmente no hemisfério onde acontece o verão e consequentemente, têm uma incidência tangencial no hemisfério oposto, causando o tempo invernoso.

5375 – A Estação Vostok – Vai um gelinho aí?


Você está no ☻ Mega Arquivo

Em 21 de julho de 1983, foi registrada a temperatura mais baixa de que se tem notícia na Terra: 89,2 graus Celsius negativos. O local foi a estação de pesquisa russa Vostok, na Antártida. Inaugurada em 1957, Vostok está situada a uma altitude superior a 3 400 metros, numa região elevada do leste antártico chamado Platô Polar. É considerada a mais isolada base científica do mundo. Literalmente, um ambiente para poucos. No verão, suas instalações acolhem, em média, 25 pesquisadores. No inverno, o número cai para 13 moradores, responsáveis pela manutenção da base. O abastecimento nesse ponto remoto do planeta é feito de três a quatro vezes por ano, por meio de aviões cargueiros que despejam toneladas de alimentos e equipamentos. Nas últimas décadas, a estação ganhou muita importância científica. Nos seus arredores foi descoberto, em 1970, um lago subterrâneno com 12 000 quilômetros quadrados, encoberto há 30 milhões de anos por uma capa de gelo de incríveis 5 000 metros de espessura. Entusiasmados com o achado, os pesquisadores agora se dedicam a estudar as formas de vida que ali se desenvolveram. Afinal, trata-se de um mundo à parte do nosso, que evoluiu milhões de anos sem ter qualquer contato com a superfície. Que tipo de vida nasceria a 89,2 graus Celsius negativos?