13.475 – ☻Mega Bloco – A Pré História


Introdução ao ☻Mega Bloco:

Qual é a primeira ideia que surge na nossa cabeça quando nos deparamos com o prefixo “pré”? Geralmente, acreditamos que este recurso da língua tem como função apontar para algum período ou momento que antecede a existência ou realização de algo. Partindo desse pressuposto, quando observamos o termo “pré-história”, somos levados a crer na existência de um tempo que foi justamente anterior à História.
Mas realmente houve uma época em que a “História” simplesmente não existiu? Se partirmos da ideia de que estudamos a história dos homens, deveríamos compreender então que a “Pré-História” faz menção a todos os acontecimentos, experiências e fatos que são anteriores à própria existência humana. Contudo, ao abrimos o livro didático, observamos a estranha presença dos “homens pré-históricos” nesse período que se inicia há cerca de 2 milhões de anos e vai até 5000 a.C..
Para compreendermos esta divergência, devemos levar em conta que as formas de se organizar o passado são múltiplas. No nosso caso, muitos dos livros de história adotam as convenções de uma periodização estabelecida no século XIX. Para os historiadores daquela época, só era possível reconhecer ou estudar o passado através do manuseio de fontes escritas. Por isso, a “Pré-história”, na visão destes estudiosos, abarca toda a experiência do homem anterior ao desenvolvimento da escrita.
Atualmente, com a transformação dos sentidos da ciência histórica, sabemos que os homens pré-históricos não podem ser arbitrariamente excluídos da “História”. Por meio dos vestígios materiais, pinturas e outras manifestações, vários historiadores se lançam ao instigante desafio de relatar sobre o passado dos homens que viveram há milhares de anos. Ao contrário do que muitos pensam, estes não eram simples versões mais próximas dos primatas ancestrais.
Nesse diversificado período, podemos observar a luta travada pelos primeiros homens em seu processo de adaptação às hostilidades impostas pela natureza. Ao longo desse processo de dominação, também é possível ver que estes sujeitos da história não estavam somente preocupados em garantir a sua sobrevivência. Por meio da pintura rupestre, podemos dialogar com os comportamentos, valores e crenças que surgem nesse remoto tempo.
Sem dúvida, as restrições e a limitação das fontes disponíveis dificultam bastante a compreensão do tempo pré-histórico. Entretanto, mesmo com o pouco que nos chega, podemos ver que o conceito elaborado no século XIX está bastante afastado de todo o conhecimento que essa época pode oferecer. Com isso, apesar dos problemas com seu nome, podemos afirmar que a pré-história esteve mais presente na História do que nunca.

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O Que é o Mega Arquivo?


Depois da descoberta do fogo e da roda, o desenvolvimento da escrita, cuja origem exata é misteriosa, foi uma das mais preciosas tecnologias lançadas durante a evolução humana, através dela, o conhecimento é transmitido pelo mundo todo, de geração em geração. Os grandes cientistas morrem, completando o ciclo vital ao qual estamos submetidos, mas deixam um legado de conhecimento, para que outros que surgirão no futuro possam se basear. O Mega Arquivo tenta ao analisar fragmentos do conhecimento humano geral, montar um intricado quebra-cabeças de como funciona o universo em que vivemos, analisado a evolução geral do homem, suas invenções, seus engenhos e sua luta para prolongar seu tempo de vida através da Medicina e também, seu pouco desenvolvimento no campo social, na produção e justa distribuição de bens. O mundo capitalista ao qual boa parte da população mundial está submetida é apenas um pouco menos injusto que modelos econômicos da Idade Antiga ou Idade Média. Em compensação, houveram grandes avanços nos campos da química, física, medicina, engenharia e domínios de várias outras tecnologias então desconhecidas há uns poucos séculos atrás.

Quem é o autor do ☻Mega Arquivo?
Carlos Rossi, nascido em 1964 – Desde criança sempre fui um devorador de livros, em 1973 aos 9 anos, ganhei uma enciclopédia chamada Trópico, da extinta editora Martins Fontes, ela foi lida 25 vezes. Meu primeiro livro foi o Manual do Prof Pardal, era um livro infantil que falava de inventores e inventos, uma maneira criativa da editora Abril de despertar o interesse pela cultura nas crianças e comigo deu certo, despertando um apetite pelo conhecimento que estava adormecido no meu DNA. O primeiro manual Disney foi o do Escoteiro Mirim, também bastante rico culturalmente. Alguns anos depois me tornei um auto-didata que colecionava livros, paradidáticos e enciclopédias. Deles saíram a base do meu conhecimento. Comecei a escrever o Mega Arquivo em 1988, que foi inicialmente manuscrito, pois não possuía PC naquela época e nem se sonhava que um dia existiria algo como Internet. Fiquei perplexo quando em 1995, no programa do Jô, então no SBT, vi a apresentação de uma obra parecidíssima com a minha, “O Guia dos Curiosos”, por Marcelo Duarte, da Cia das Letras. Esse livro foi um sucesso de vendas nas livrarias, já que houve um melhor trabalho de divulgação e foi escrito por alguém que já era do meio jornalístico. Mesmo assim, continuei o meu trabalho e apresentei-o na mesma Cia das letras em 1999, que não o compreendeu. De lá para cá ele vem sendo periodicamente atualizado, mas a quantidade de textos que aqui foram enviados é apenas uma fração do projeto original.

Meu primeiro livro
Minha primeira enciclopédia