11.203 – Rosetta: pode haver gelo no ‘pescoço’ do cometa


sonda rosseta2

Novas fotos do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feitas pela sonda Rosetta mostram a presença de gelo em seu “pescoço”. Lembrando um pato de borracha, o cometa parece formado por dois corpos interligados por uma região menor, conhecida como região Hapi, informalmente chamada de “pescoço”. A revelação foi divulgada pelo Instituto Max Planck, organização alemã que participa da missão.
Três imagens capturadas pela câmera Osiris, a bordo da sonda, permitiram a descoberta. Cada uma correspondia às cores vermelho, verde e azul. Juntando as três, os pesquisadores obtiveram uma imagem colorida do cometa e com isso perceberam que a região Hapi reflete menos luz vermelha do que as demais, ficando mais azulada. Essa coloração indica a presença de gelo no local, seja na superfície ou logo abaixo de uma camada de poeira.
Além disso, nos últimos meses, com a aproximação com o Sol, essa parte do cometa tem se mostrado mais ativa, expelindo jatos de gás e poeira. A diferença de coloração, porém, é pequena, de modo que a quantidade de gelo presente também deve ser limitada. As imagens do Osiris foram feitas no dia 21 de agosto de 2014, quando Rosetta se encontrava a aproximadamente 70 quilômetros do cometa.
A nave Rosetta é equipada com instrumentos adicionais para identificar de forma direta a presença de gelo na superfície. O espectrômetro Virtis, por exemplo, pode determinar claramente as marcas espectrais de moléculas de água. “Temos muita curiosidade de ver se os indícios se confirmam a partir dessas medições”, afirma o chefe da equipe Osiris, Holger Sierks.
“Em agosto, quando o 67P alcançar a máxima aproximação do Sol, ele se aquecerá muito, mas a região Hapi será a exceção: vai permanecer na escuridão e experimentar uma espécie de noite polar”, afirma Sonia Fornasier, do Observatório de Paris e também integrante da equipe Osiris. O “pescoço” do cometa só receberá de novo luz solar a partir de março de 2016.

9695 – Exposição ‘túnel da ciência’ chega a São Paulo


mostra de ciências

Dos grandes desafios da exploração espacial aos mistérios do funcionamento do corpo humano. O público paulistano poderá passear pelas grandes descobertas –e promessas– da ciência básica.
Após passar por 20 países, a mostra Túnel da Ciência Max Planck fica em cartaz em São Paulo até o dia 21 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, na Consolação (zona oeste), com entrada gratuita.
Interativa, a mostra usa vídeos, réplicas e recursos de realidade aumentada para fazer o visitante mergulhar nos temas expostos. “Cada vez mais tem havido uma integração entre as várias áreas da ciência. E essa exposição evidencia bem isso”, disse Peter Stein, coordenador do túnel da Sociedade Max Planck, instituição alemã que já recebeu 17 prêmios Nobel e tem mais de 5.300 pesquisadores.
Um dos destaques da exposição é o chamado espelho mágico. Uma combinação de câmeras e softwares de simulação permite ao visitante enxergar o “interior” de seu corpo de uma forma bem realista, identificando a posição e o funcionamento de vários órgãos humanos.
Uma miniatura do jipe robô Curiosity, da Nasa, que usa recursos interativos para explicar o funcionamento da sonda em Marte, também faz sucesso entre a garotada.
Segundo o coordenador da mostra, que faz parte das festividades da Temporada da Alemanha no Brasil, além de divulgar a ciência de uma maneira divertida o projeto quer despertar o desejo dos jovens brasileiros de fazer ciência.