11.019 – Desenvolvimento – Brasil é o 6º com a energia mais cara do mundo


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Um ranking que mede o custo da energia para a indústria foi divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) no dia 9 de janeiro. Ele mostra que o custo desse insumo no Brasil é de 402,26 reais por MW-h. O valor é 46% superior à média internacional, de 275,74 por MW-h.
Entre os países analisados, a Índia apresenta o custo de energia elétrica mais alto (596,96 reais por MW-h). Em seguida vêm Itália (536,14 reais), Singapura (459,38 reais), Colômbia (414,10 reais), República Tcheca (408,91 reais) e Brasil (402,26 reais).
Em 2014, o Brasil ocupava a 11ª posição no ranking. Ou seja, as coisas pioraram por aqui.

9664 – Materiais – O Nylon


Força e resistência nas cordas para alpinismo
Força e resistência nas cordas para alpinismo

É o nome genérico para a família das poliamidas, sintetizado pelo químico chamado Wallace Hume Carothers em 1935.1 Foi a primeira fibra têxtil sintética produzida. Dos fios desse polímero fabricam-se o velcro e os tecidos usados em meias femininas, roupas íntimas, maiôs, biquínis, bermudas, shorts e outras roupas esportivas.
Várias são as histórias que explicam a etimologia dessa palavra. A mais famosa (ainda que não seja provada) conta que ele é assim chamado, pois a fábrica que inicialmente o produziu tinha sede tanto nos Estados Unidos (em New York) quanto na Inglaterra (em London). Os criadores dessa fibra, diante da necessidade de dar-lhe um nome, decidiram juntar as iniciais de New York, com as três primeiras letras de London, dando origem à palavra nylon. Outra possível explicação para o termo seria a de que durante a 2ª Guerra Mundial os EUA usaram o tecido nos pára-quedas. O “nylon” seria então uma abreviação de “Now you’ve lost, Old Nippon”.
O náilon consiste, também, no mais conhecido representante de uma categoria de materiais chamados poliamidas, que apresentam ótima resistência ao desgaste e ao tracionamento. Esta última propriedade é facilmente percebida quando tentamos arrebentar com as mãos uma linha de pesca fabricada com náilon.
O náilon e as demais poliamidas podem também ser moldados sob outras formas, além de fios, possibilitando a confecção de objetos como parafusos, engrenagens e pulseiras para relógios.
O náilon também é muito utilizado para realização de suturas em ferimentos, uma vez que é um material inerte ao organismo e não apresenta reação inflamatória como outros fios de sutura (ex.: vicryl, cat-gut, seda, algodão).
Este fio pode ser tão resistente quanto o fio que forma a teia da aranha. Isto se deve a uma certa semelhança química entre o que seja o náilon e as proteínas. Os polímeros que genericamente são chamados de náilon são resultado da polimerização de ácidos dicarboxílicos alternadamente com diaminas, enquanto as proteínas são polímeros de aminoácidos.
O náilon, se descartado em locais indevidos, pode ter forte impacto no meio ambiente, pois seu tempo de degradação é de cerca de 400 anos. Por ser muito utilizado na indústria pesqueira, muitos animais marinhos como tartaruga e golfinhos ficam presos pelo resto da vida em eventuais contatos com o material.
Em alguns locais do Brasil, a pesca de grande porte é proibida se utilizar redes de náilon, principalmente em épocas de piracema; sendo permitido apenas com cadastro no orgão ambiental realizar pescas por lazer ou recreação com o uso de anzol, chumbada, linha, vara, molinete e iscas.

O nylon no ambiente
O nylon no ambiente

O náilon é um dos muitos nomes correntes das fibras artificiais mais comuns.
O náilon é obtido em diferentes combinações de diaminas com ácidos dicarboxílicos, sendo comuns a reação de hexametilenodiamina com o ácido adípico ou com o cloreto de adipoíla, para o nylon “6,6” (estes números referem-se ao número de carbonos de cada um de seus constituintes, e com o ácido sebácico ou o dicloreto de ácido sebácico, alternativamente para obter o nylon “6,10”, entre outras variações).
No Brasil o nylon é produzido em grande escala pela RHODIA sendo vendido em estado líquido com o nome de Sal N.
A reação geral é:

nylon

9617 – Mega Indústrias – A General Eletric


General_eletric_logotipo

Também conhecida por GE, é uma empresa multinacional americana de serviços e de tecnologia. Foi a empresa de maior papel no esquema internacional do Cartel Phoebus.
A GE Healthcare, é uma divisão de negócios da GE voltada para a produção de equipamentos de diagnóstico por imagem.
Foi fundada por Thomas Edison em 1878 com o nome de Edison Electric Light Company.
Um ano depois, em Nova Jersey (EUA), Edison inventa a primeira lâmpada incandescente com filamento de carbono comercialmente viável. Ainda em 1879, Edison e sua equipe desenvolvem o primeiro dínamo, capaz de fornecer energia elétrica para um bairro inteiro.
No ano seguinte (1880), Edison registra a patente de sua lâmpada, incluindo as características fundamentais da lâmpada por filamento de carbono. Ainda neste ano, ele aumenta a vida útil das lâmpadas para 600 horas de duração.
Em 1882 Thomas Edison lança seu primeiro negócio de energia e constrói a primeira Central de Energia dos Estados Unidos, em Nova York (EUA), com o nome de Edison Electric Illuminating Company.
Oito anos depois (1890) a primeira fábrica de lâmpadas incandescentes é fundada em Menlo Park, Nova Jersey (EUA).
Em 1892, já nas mãos de J. P. Morgan, principal patrocinador/investidor de Thomas Edison, nasce a General Electric Company a partir da fusão entre a Edison General Electric Company e a Thomson-Houston Company.
Dois anos depois, em 1900, é registrada a marca GE (monograma/logotipo/logomarca) como conhecemos até hoje.

Turbina geradora GE
Turbina geradora GE

9087 – Indústria Eletrônica – A Philips


philips

A Royal Philips Electronics (NYSE: PHG, AEX: PHI), mais conhecida como Philips, é uma empresa Holandesa e líder global em cuidados com a saúde, iluminação e produtos de consumo e estilo de vida, oferecendo inovações, serviços e soluções por meio da sua promessa de marca sense and simplicity. Com sede nos Países Baixos, a Philips possui aproximadamente, cerca de 120 mil funcionários em mais de sessenta países. Com um volume de vendas de 27 000 000 000 de euros em 2007, a empresa é líder de mercado em equipamento para diagnóstico médico por imagem e monitoramento de pacientes, soluções em iluminação com base na eficiência enérgica, produtos de cuidados pessoais e para a casa, bem como eletrônicos de consumo.
A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics dos Países Baixos e atua no país há 83 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais e iluminação, a Philips do Brasil atua ainda nos setores de telecomunicações, informática e equipamentos médico-hospitalares.
A Philips do Brasil também atua com a marca Walita, que é a divisão da Philips para produtos eletroportáteis, tais como liquidificadores, batedeiras, espremedores de frutas, etc.
Os alicerces daquela que viria a tornar-se uma das maiores empresas de eletrônica de todo o mundo foram lançados em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1891. A Philips começou produzindo lâmpadas de filamento de carbono e, na virada do século, já era um dos maiores fabricantes da Europa.
Como o desenvolvimento das novas tecnologias de iluminação incentio de pesquisa destinado a estudar fenômenos físicos e químicos e ao estimular a inovação dos produtos.
Já tinham sido criadas empresas de marketing nos Estados Unidos e na França, antes da Primeira Guerra Mundial, assim como na Bélgica, em 1919. Na década de 1920, assistiu-se a uma explosão no número de empresas desta área.
Nessa altura, a Philips começou a proteger suas inovações com patentes em áreas como os raios-X e a recepção de rádio, fato que marcou o início da diversificação da sua gama de produtos. Tendo introduzido um tubo de raios-X em 1918, a Philips envolveu-se nas primeiras experiências de televisão em 1925.
Começou a produzir rádios em 1927 e, em 1932, já tinha atingido 1 000 000 de unidades vendidas. Um ano mais tarde, a produção de válvulas de rádio chegou aos 100 000 000, tendo também iniciado a produção de equipamento médico de raios-X nos Estados Unidos.
O primeiro barbeador elétrico da Philips foi lançada em 1939, momento em que a empresa já tinha 45 000 empregados em todo o mundo e um volume de vendas de 152 000 000 de florins. A ciência e a tecnologia sofreram uma enorme evolução nas décadas de 1940 e 1950, tendo a divisão de Pesquisa da Philips inventado as cabeças rotativas que conduziram ao desenvolvimento do barbeador elétrico Philishave, dando início a um extenso trabalho que, hoje, inclui o desenvolvimento dos transistores e circuitos integrados.
Nos anos 1960, estes progressos deram origem a importantes descobertas, tais como os CCDs (charge-coupled devices – dispositivos para acoplamento de cargas) e LOCOS (local oxidation of silicon – oxidação local de silício).
A Philips também teve uma contribuição muito importante no desenvolvimento da gravação, transmissão e reprodução de imagens televisivas, tendo o seu trabalho na área da pesquisa conduzido ao desenvolvimento do tubo de câmara de tevê Plumbicon, bem como ao aperfeiçoamento das substâncias fosforescentes destinadas a permitir imagem de melhor qualidade. Em 1963, introduziu o cassete de áudio compacto e, em 1965, produziu os seus primeiros circuitos integrados.
Ao longo da década de 1970, continuaram a ser apresentados novos produtos e ideias de grande relevância. A pesquisa na área da iluminação contribuiu para o aparecimento das novas lâmpadas PL e SL, que se destacam pela economia de energia. Ao mesmo tempo, o Philips Research lançou outras importantes novidades no processamento, armazenamento e transmissão de imagens, som e dados. Isso levou às invenções do disco óptico LaserVision, do CD e dos sistemas ópticos de telecomunicações.
Em 1972, a Philips criou a gravadora Polygram. Em 1974, adquiriu a Magnavox e em 1975 a Signetic, nos Estados Unidos. Nos anos 1980, as aquisições incluíram a empresa televisiva GTE Sylvania e a empresa de lâmpadas Westinghouse. Em 1983, a empresa fixou um marco tecnológico: a criação do CD. Outros marcos de referência foram, em 1984, os 100 milhões de unidades de televisores Philips produzidos e, em 1985, os 300 milhões de aparelhos elétricos de barbear Philishave.
A década de 1990 trouxe alterações significativas para a Philips. A empresa levou a cabo um importante programa de reestruturação, com o objetivo de reconquistar uma posição forte.

Pioneirismo Sempre
1891, Philips é fundada quando o engenheiro físico Gerard Philips junto com seu irmão Anton e seu pai Benjamin Frederik David, primo irmão de Karl Marx, com formação comercial, se dispõe a produzir lâmpadas incandescentes na zona de Eindhoven, província de Brabante do Norte nos Países Baixos.
1918, como o negócio funcionou graças a qualidade de suas lâmpadas e a habilidade comercial de Anton, em poucos anos introduziram um tubo de raios X médico e um serviço de reparação de aparelhos radiográficos: surgindo assim a divisão de sistemas médicos.
1925, primeiros experimentos da companhia com a televisão.
1927, se inicia a produção de rádios, sistemas combinados e outros pequenos electrodomésticos.
1940, quando começou a Segunda Guerra Mundial, as fábricas do país foram destruídas pelos bombardeios realizados pela Luftwaffe. A empresa se instalou na Bélgica, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
1950, foi fundada a Philips Records.
1965, produziu seu primeiro circuito integrado experimental e começou a lançar equipamentos electrônicos transistorizados.
1972 Philips fundou a gravadora PolyGram.
1978, introduziu seu primeiro aparelho VHS fabricado no Reino Unido e começou a produzir em massa seus radiogravadores transistorizados.
1983, fruto do trabalho conjunto com a Sony, lançou o CD (compact disc).
1995, o DVD, desenvolvido pela Philips em conjunção com a Sony e a Toshiba, foi lançado.
1998, a Philips Royal Electronics vendeu a gravadora PolyGram para a Seagram, que fundiu a PolyGram com a MCA, formando a Universal Music Group.
2001, Philips lançou a cafeteira Senseo.
2001, a Philips e a LG iniciaram uma joint venture para produção de monitores LG Philips.
2001, a sede da Philips foi transferida de Eindhoven para Amsterdã.
2007, a Philips trouxe, para o Brasil, o televisor Aurea, com a nova tecnologia Ambilight Spectra, que aumentava a tela.
2007, Philips e GoGear lançaram a linha de MP3 e MP4 players no Brasil.
2008, a Philips trouxe para o Brasil a linha de tevês Design Collection.
2009, a linha Design Collection passou por mudanças estéticas e ganhou novas funções, como conversor digital e Full HD.
2009, entrou em produção a primeira lâmpada com tecnologia LED da Philips. Seu consumo era setenta por cento menor que o das lâmpadas fluorescentes.
2010, a Philips introduziu, no mercado, a linha de tevês Image Collection, com tecnologia LED e Ambilight Spectra II.
2010, chegou no mercado a primeira tevê LED 3D da Philips.
2011, a Philips renovou sua linha de cafeteiras Senseo, agora com novo design.
A Philips desempenha um papel relevante na criação de um mundo de eletrônica digital, trazendo até as pessoas inovações de grande importância. Muitas dessas inovações encontram as suas raízes nos laboratórios da Philips Research.
Fundada em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1914, a Philips Research é, hoje, uma das maiores organizações mundiais privadas de pesquisa e investigação, com laboratórios nos Países Baixos, na Bélgica, na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos, na China e na Índia, empregando 2 100 profissionais.
A sua pesquisa está centrada nas áreas estratégicas da Philips: cuidados com a saúde, estilo de vida e tecnologia.

7313 – Consumismo – Produtos feitos para não durar


Quanto tempo produtos durariam se não fossem trocados ao parecer obsoletos?

Isqueiro – 5 meses
É o quanto vai durar se o fumante queimar 20 cigarros ao dia. São 3 mil chamas – “idênticas à primeira” -, segundo a fabricante Bic. Mas a questão é: quem conhece alguém que não perde o isqueiro antes de acabar?

Lâmpada fluorescente compacta – 1 ano
Segundo fabricantes, as lâmpadas fluorescentes compactas aguentam de 5 mil a 10 mil horas, mas, num teste do Inmetro, 7 em 11 marcas queimaram antes de completar 2 mil horas. Já as incandescentes não passam de mil horas.

Tênis – 1 ano, se andar 1,5 km por dia
Um tênis aguenta em média 800 km – o equivalente a ir e voltar de São Paulo ao Rio de Janeiro a pé. Depois disso, a sola perde a resistência. Mas isso depende de seu peso, de onde caminha e se você corre ou anda – e do tênis, claro.

Smartphone – 3 anos
Sim, ele vai aguentar mais. Mas depois de 400 a 800 recargas, sua bateria vai durar cada vez menos. E, antes de arriar de vez, o processador do celular não dará mais conta de aplicativos mais novos.

CD/DVD – 5 anos
É comum essas mídias começarem a dar problema pela deterioração do material e pelo mau acondicionamento – umidade, sujeira, poeira, calor excessivo e fricção. Melhor salvar no hd? Nem tanto – seu risco de quebra também aumenta após os 5 primeiros anos.

Geladeira – 20 anos
Com o tempo, o motor começa a falhar. Hoje, são baratas o suficiente para comprar outra mais moderna em vez de levá-la para conserto. E você poderá ter a que filtra água, faz gelo ralado e acessa a internet.

E as geladeiras de antes? Elas não duravam a vida inteira? Não, diz Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI. “Elas tinham problemas mecânicos, enferrujavam, e a gente tinha de mandar consertar.”

Carro – 20 anos
Tudo depende do uso e da manutenção. Aos 10 mil km é o filtro de ar. Aos 20 mil km, as velas. A partir dos 40 mil km, os amortecedores e pneus, se o carro for sofredor. Mas é entre os 100 mil e 150 mil km que começam os problemas sérios.

As trocas começam já entre 3 e 5 anos de uso, bem antes de o carro começar a dar problema de fato. Uma razão para isso são os redesenhos anuais, que fazem o carro perder a cara de “modelo do ano”. Outra é bem simples: evitar manutenção.

Televisor LCD/LED – 25 anos, ligado 8 horas por dia
Depois de 75 mil horas de uso em condições ideais, a luz de fundo (backlight) começa a escurecer até queimar. Dá para mandar consertar, mas até lá, já terá virado peça vintage. Como a tv de tubo nos tempos de hdtv.

Livro – 50 anos. Ou séculos.
Livros de bolso são feitos de papel-jornal, ficam com páginas amareladas e quebradiças. Afinal, não são feitos para sobreviver numa estante. Já os de papel bom duram mais de século. O problema é o manuseio, que leva a problemas na encadernação.

Numa biblioteca, os livros aguentam até 35 empréstimos. Mas, se ficarem longe das mãos dos leitores, duram bem mais. O manuscrito mais antigo da Biblioteca Nacional, por exemplo, tem 10 séculos.

Eletroportáteis ficaram tão baratos que o conserto pode sair mais caro do que um novo

TORRADEIRA
Novo – R$ 90
Troca de resistências – R$ 120

ASPIRADOR
Novo – R$ 150
Troca de motor – R$ 120

BATEDEIRA
Novo – R$ 100
Troca de motor – R$ 65

LIQUIDIFICADOR
Novo – R$ 100
Troca de motor – R$ 55

6708 – A Celulose


Componente básico dos tecidos vegetais, é útil por suas numerosas aplicações e pelos produtos dela obtidos, como o raiom e o celulóide.
Formada por grandes cadeias de moléculas de glicose, a celulose é um carboidrato complexo polissacarídeo. Ao contrário do amido — outro polissacarídeo importante — suas cadeias não são ramificadas e formam fibras alongadas que compõem as paredes das células vegetais, dando-lhes a resistência e rigidez características. É substância quase exclusiva e característica das plantas, pois só um pequeno grupo de animais marinhos, os tunicados, apresentam um composto semelhante, a tunicina.
Características gerais. Insolúvel em água, solventes orgânicos neutros e soluções de álcalis e ácidos diluídos, a celulose se dissolve em ácidos minerais concentrados, alguns hidróxidos e algumas soluções de sais. Decomposta pela ação de ácidos concentrados, dá lugar à glicose. Dentre os poucos organismos que podem decompor a celulose e, a partir dela, produzir substâncias facilmente metabolizáveis, acham-se certas bactérias e microrganismos do solo. O aparelho digestivo dos ruminantes, que se alimentam de ervas, e dos cupins, que se nutrem de madeira, é habitado por microrganismos que possibilitam a digestão da celulose. As enzimas — moléculas biológicas que ativam as reações no organismo — que decompõem a celulose chamam-se celulases.
Industrialmente, a celulose é extraída da madeira de árvores como o pinho e o abeto ou de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no talo, como a cana-de-açúcar, diversas gramíneas e juncos. O algodão puro é formado em 99,8% de celulose. Outras fibras têxteis, como a juta, o cânhamo, o rami e o linho também possuem grande proporção desse polissacarídeo.
Para se obter a celulose, a matéria-prima (troncos ou talos herbáceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida a trituração mecânica em máquinas de lâminas múltiplas. O material triturado é tratado com barrela quente, ou com bissulfito de cálcio ou sulfato de sódio, para dissolver a lignina — substância que une as fibras da celulose. Posteriormente, o produto é lavado, depurado e embranquecido.
Utiliza-se a celulose na indústria de papel e na extração de fibras artificiais como o raiom, também chamado seda artificial. Obtém-se o raiom por diversos processos, que produzem diferentes tipos de fibra adequados a usos específicos. Assim, por exemplo, o “raiom viscoso”, que se obtém pelo aquecimento da celulose com soda cáustica, é misturado ao algodão e outros produtos para fabricar uma grande variedade de tecidos. A partir da celulose fabricam-se também vernizes, explosivos e o celulóide que serve de suporte a filmes fotográficos e cinematográficos.

2489-Desenvolvimento Industrial


A indústria é tão antiga quanto a civilização humana. Em aldeias pessoas com habilidades especiais eram escaladas para produzir bens para a comunidade em troca de dinheiro ou outros bens. A revolução industrial surgiu a partir do advento de máquinas que podiam dispensar o trabalho de vários artesãos. Teares mecânicos substituíram os tecelões, concentrando a atividade em fábricas. Logo as máquinas a vapor puderam ser utilizadas para acionar novas indústrias e a crescente demanda de operários introduziu uma migração em massa do campo para as novas cidades por parte da população em busca do trabalho. O pioneiro do princípio de produção em série foi o britânico Mark Bruenel, que no começo de 1803, desenvolveu uma série de máquinas, para produzir polias para navios veleiros da Marinha Real Britânica. Em 1835, nos EUA, Samuel Colt (1814-62), introduziu a fabricação de peças mecânicas para a fabricação de revólveres. Henry Ford introduziu a técnica de linha de montagem na fábrica de higland Park, Detroit, em 1913.

A Indústria Eletrônica
Os computadores são os últimos e possivelmente os mais importantes produtos de uma indústria que mais que qualquer outra, caracteriza o processo tecnológico vertiginoso verificado no século 20. A eletrônica , como já vimos, é o estudo do comportamento da eletricidade no vácuo, nos gases e em semicondutores. Originou-se com a invenção em 1904, do diodo, válvula de duplo eletrodo, também conhecida como termoiônica ou tubo de vácuo; pelo físico britânico John Fleming, seu primeiro emprego importante foi um detetor usado num protótipo de receptor de rádio. Dois anos depois, o pioneiro americano da radiofonia Lee de Forest, adicionou um terceiro eletrodo ao dispositivo, criando o primeiro triodo, o que permitiu um maior controle do fluxo de elétrons. A válvula era usada para amplificar pequenas correntes elétricas e pelos 40 anos seguintes constituiu um dos componentes chaves dos circuitos eletrônicos, sobretudo aos empregados em rádios e a seguir em TVS. Grandes indústrias foram criadas na Europa e na América do Norte, para suprir a demanda criada pela radiodifusão e pelas transmissões de TV, bem como pelas aplicações militares da eletrônica na 2ª Guerra mundial. Foram usadas válvulas nos primeiros protótipos dos computadores, desenvolvidos no fim de tal guerra, mas esses exigiam milhares de válvulas, que requeriam por sua vez, grandes quantidades de energia, além de não serem confiáveis para que as máquinas operassem por mais de alguns minutos, sem que houvesse pane. A revolução viria em 1947, quando cientistas da Bell inventaram o transistor. Requerendo quantidades ínfimas de energia, foi usado para substituir o triodo; os diodos semicondutores foram criados quase simultaneamente. A partir daí, os circuitos eletrônicos puderam se tornar menores. A evolução dos Cis no início dos anos 60, permitiu a miniaturização ainda maior. O chip de sílica tornou o computador tão popular que já são mais numerosos que os automóveis.
Indústria Automobilística
No final do século 19, começaram a chegar ao Brasil os primeiros automóveis importados. Entre 1903 e 1905 foi construído o primeiro carro brasileiro utilizando motor importado. No ano seguinte, também em SP, os irmãos Grassi criaram uma pequena indústria de acessórios. Em 1917, ainda no mesmo estado, a Ford instalou a primeira linha de montagens do país. A partir de 1921, Washington Luís começou a construir estradas em larga escala. Em 1925 a GM instalou uma filial no país para a montagem de veículos importados dos EUA. Durante a 2ª guerra mundial houveram restrições as importações, porém, no início da década de 1950, as peças e os automóveis importados voltaram a invadir o mercado brasileiro, prejudicando a produção nacional, incapaz de acompanhar o desenvolvimento da indústria automobilística internacional. A reação veio através de estímulo que o governo brasileiro deu á produção de automóveis. Em 1952, foram fundadas a Willys Overland do Brasil que fabricou o primeiro jipe; a fábrica nacional de motores (FNM), dedicada a produção de caminhões e a Vemag, que foi distribuidora de veículos Studebaker. No ano seguinte, a Volksvagen instalou-se no Brasil para montar sedans e kombis, a Mercedes Benz começou a construção de uma fábrica e a Ford inaugurou novas instalações. Em 1956,a Vemag produziu o primeiro carro de passeio brasileiro, uma perua chamada de DKV, e no ano seguinte, a FNM lançou o primeiro caminhão diesel. A VW introduziu a kombi. Em 1988, a Gurgel lançou o br 800, o 1° automóvel projetado totalmente com tecnologia brasileira. Atualmente com uma política neo-liberal, as restrições diminuíram e voltaram os importados.

Indústria de Bebidas
Há registros de beberagens obtidas a partir de grãos fermentados entre os antigos sumétrios; o vinho também tem origens remotas, com registros em várias culturas mediterrâneas antigas. Sua fabricação começa pelo esmagamento das uvas, por prensas ou mesmo pisadas, a mistura do suco com suas cascas e cachos é chamado mosto, que é posto a fermentar em recipientes apropriados; pode ser adicionado fermento, mas em geral não é necessário, pois as cascas já contém microorganismos naturais que desencadeiam a fermentação, esta converte a frutose em álcool e dióxido de carbono. Nos vinhos suaves a fermentação é interrompida, já nos secos prossegue até fim. Os espumantes resultam da fermentação secundária dentro de garrafas. Os vermutes recebem a adição de conhaque. A fabricação de cerveja baseia-se no processo de fermentação, mas a fonte de açúcar é um cereal, em geral cevada. Os grão são umedecidos e têm parte do amido convertido em açúcar. A cevada geminada, chamada malte, é então tostada e fornos. O lúpulo é outro ingrediente básico. O líquido vai para tonéis de fermentação onde recebe a adição de fermento cervejeiro. A fermentação é interrompida por pasteurização e o produto passa por um amadurecimento em barris. Aguardentes são obtidas em alambiques, onde se processam a evaporação de um mosto e a posterior condensação. O uísque emprega uma infusão maltada de cevada. Os licores consistem em açúcar e infusão em álcool de essência de frutas.

1950-Indústrias


Em 1850 cerca de 67% da energia utilizada na produção de bens eram fornecidas pelo próprio homem. Pelo menos até o início dos anos 90, cerca de 99% da energia utilizada na produção eram derivados de água, carvão, gás ou petróleo. A energia atômica também pode ser utilizada como fonte de energia. Os principais países industriais até então eram: EUA, URSS, Japão, Alemanha, França, Grã Bretanha, Itália, Canadá, Brasil e Polônia. A metalurgia cresceu após a revolução industrial.
Indústria no Brasil »
Quando o Brasil foi descoberto, os indígenas viviam em estado primitivo, suas técnicas eram rudimentares. A industrialização foi árdua tarefa dos pioneiros, com evolução lenta às vezes prejudicada por acordos firmados em outros países.
A situação geral se agravou em 1850 pela inflação que já dominava o mundo, cuja causa principal foi a descoberta do ouro na Califórnia e também por outro fator: epidemias de febre amarela, varíola e cólera. A indústria foi traçando uma curva ascendente com a liberação dos escravos em 1888 e a proclamação da república em 1889. A indústria tomou impulso decisivo após a 2ª Guerra mundial, havendo grandes inversões de capitais e mão de obra do norte para o sul, realizando um desnivelamento econômico entra ambos.
Os riscos de déficit e a redução dos custos, fizeram muitos empresários investirem na geração própria de energia. Em S. Paulo, 14% da energia utiulizada nas indústria, é produzida pelos próprios consumidores, a CSN, de Volta Redonda, está nesta condição