12.075 – Urologia – Tratamento de Choque contra a Impotência


mega humor
Um aparelho estimula o corpo do pênis e também o períneo –onde a estrutura do órgão está fincada– para promover o rejuvenescimento vascular do órgão.
O tratamento é indolor, mas é possível perceber que algo está acontecendo na região, relatam pacientes. São 5.000 ondas de choque de baixa intensidade por sessão.
O empresário Antenor (nome fictício), de 77 anos, diz que após a segunda sessão (de quatro previstas) já notou resultado da estimulação.
Ele, que é diabético, conta que comprimidos como o Viagra e o Cialis já não estavam funcionando corretamente há alguns anos. “Precisava estar muito inspirado para dar certo, e eu ficava aborrecido com isso”, conta. O tratamento, diz, parece fisioterapia: “Não dói, mas dá para sentir que tem algo acontecendo lá embaixo”.
Durante o procedimento, o braço do aparelho é posicionado em quatro pontos estratégicos da anatomia masculina, um de cada vez, para que recebam as ondas de choque profundas.
O também empresário Eduardo (nome fictício), de 44 anos, sofre com pressão alta, diabetes e com o colesterol, que “às vezes sai do controle”. “O estresse mina as pessoas por dentro”, diz. Fazia alguns meses que ele tinha notado a perda de potência sexual, mas não chegou a usar o Viagra, “o que seria o caminho natural”.
Em uma consulta, seu urologista recomendou o novo tratamento, para o qual até então não foram relatados efeitos colaterais.
“Eu tive que abrir uma champanhe para comemorar com a minha mulher. Os efeitos foram excepcionais”, afirma o empresário. “Me sinto um molecão. Sem brincadeira: estou pelo menos 15 anos mais novo”.
A ordem canônica de tratamentos para a disfunção erétil de origem vascular seria: 1) comprimidos; 2) na falha deles, a injeção de substâncias diretamente no pênis; e 3) as próteses.
Segundo o urologista argentino Amado Bechara, um dos pioneiros na aplicação da técnica, as ondas de choque também podem ser usadas sinergicamente a medicamentos para disfunção erétil.
Estudos científicos controlados que avaliaram a eficácia do novo método relatam que em torno de 60% dos pacientes afirmam haver melhora nas ereções após as sessões de estimulação.
O tratamento de ondas de choque para disfunção erétil, com quatro sessões, custa em torno de R$ 12 mil e a promessa é que os benefícios sejam duradouros –80% das melhoras persistem por pelo menos dois anos.
Não existem grandes estudos ou que relatem um acompanhamento mais longo, visto que o tratamento com ondas de choque só passou a ser testado em 2012, diz o urologista Wagner Raiter José, entusiasta da técnica no país.

‘NOVO VIAGRA’
Para José, o momento vivido pela urologia atualmente é parecido com aquele do lançamento do Viagra, em 1998. “Até então homens jovens com casos que hoje são facilmente tratáveis acabavam fazendo implante. Não quer dizer que os implantes não serão mais necessários, mas que serão adiados por causa dessas técnicas [de ondas de choque e medicamentosas].”
Os pacientes “ideais” para a máquina são os diabéticos, tabagistas, hipertensos e com problemas de colesterol –que geralmente apresentam uma deterioração do fluxo sanguíneo nos vasos, inclusive no pênis.
Já pacientes com disfunção erétil secundária a cirurgias (como a retirada de tumor da próstata) geralmente perdem potência por causa da retirada de nervos. Nesses casos a técnica pode decepcionar e não é a melhor opção.

Mais dicas
> Novo tratamento
Para quem tem a doença com origem vascular, o tratamento com ondas de choque pode ser indicado

> ‘Choque’
O corpo do pênis recebe as ondas de choque de baixa intensidade. O tratamento é indolor

> Revascularização
Após o estímulo, o corpo e base do pênis são revascularizados, o que melhora o aporte sanguíneo para o órgão, favorecendo a ereção

> Sessões
Após quatro sessões, em média, a maior parte dos pacientes já relatam melhora

> Fatores de risco
Fumo, diabetes, ansiedade e doenças cardiovasculares podem agravar o quadro de impotência

> 10%
dos homens no mundo sofrem com disfunção erétil (impotência), sendo 6,5% dos homens entre 20 e 29 anos e 77,5% dos homens com mais de 75 anos

> 33%
é a fração estimada dos pacientes que buscam tratamento médico

10.793 – Urologia – Equipe de universidade no interior de São Paulo patenteia “viagra caipira”


impotencia

Como vimos em um capítulo anterior, um grupo de pesquisadores estava testando uma série de moléculas similares como arma contra o mal de Chagas, doença causada por um parasita e que pode levar à insuficiência cardíaca.
As substâncias não se revelaram muito eficazes para esse fim, mas alguns dos ratos usados no estudo, repararam os cientistas, apresentavam uma potente ereção.
Após estudar melhor o fenômeno, a equipe da Unifran (Universidade de Franca, no interior paulista) acabou mostrando que uma das substâncias, a (-)-cubebina –pronuncia-se “menos cubebina”– tinha potencial para ser usada como medicamento contra a disfunção erétil em seres humanos, inclusive com vantagens em relação a fármacos que estão no mercado hoje, como o Viagra (citrato de sildenafila).
A equipe obteve recentemente a patente do uso da molécula para esse fim nos Estados Unidos e está negociando testes mais detalhados dela com representantes da indústria farmacêutica, afirma o coordenador do estudo, o farmacêutico Márcio Luís Andrade e Silva.
“Esperamos fechar isso o mais rápido possível. Podemos ter excelentes notícias em breve, mas a negociação ainda é confidencial”.
A molécula, como indica seu nome, foi obtida a partir da cubeba ou pimenta-de-java (Piper cubeba), nativa da Indonésia, tradicionalmente usada como condimento ou para fins medicinais.
Segundo Andrade e Silva, a equipe passou a fazer modificações na estrutura molecular dos derivados da cubeba, testando essas substâncias também contra doenças como esquistossomose ou como anti-inflamatório.
Após verificar o curioso efeito nos ratos, a equipe passou a fazer exames mais detalhados do fenômeno, inclusive analisando o que acontecia com o corpo cavernoso do pênis dos animais –a parte do órgão que, ao receber maior irrigação sanguínea, é a principal responsável por mantê-lo ereto (veja o quadro acima).
“Comparamos a ação da (-)-cubebina com a do princípio ativo do Viagra e verificamos que ela é 50% mais potente”, diz o farmacêutico da Unifran. Trocando em miúdos, a molécula derivada da planta enche o pênis com sangue de modo mais eficiente, deixando-o mais túrgido (“cheio”), como dizem os especialistas.
Essas análises mais detalhadas também mostraram que a substância atua inibindo uma enzima (molécula que acelera reações bioquímicas), a fosfodiesterase-5, que mantém o pênis em seu estado flácido. Essa enzima também é o alvo de remédios contra disfunção erétil existentes hoje.

10.764 – Viagra Natural – Substância encontrada em pimenta-de-java pode curar impotência


Piper_cubeba_

A disfunção erétil é um problema de saúde sério. Mas pesquisadores da Unifran (Universidade de Franca, no interior de São Paulo) têm uma boa notícia para quem passa ou teme passar por isso. E ela apareceu sem querer:
Em 2004, uma equipe da universidade fazia testes em ratos que tinham como objetivo evoluir no tratamento do mal de Chagas. A chave do tratamento era a cobeba, uma substância derivada da pimenta-de-java. Mas os cientistas perceberam que, em contato com a cobeba, os ratos ficavam… bem… com o pênis ereto. Como esse não era bem o objetivo da pesquisa, resolveram deixar esse detalhe para depois.
Em 2009, depois de novos testes, a equipe descobriu que a (-)-cubebina, um componente derivado da mesma pimenta (que vem da Índia), pode fazer com humanos a mesma coisa que fez com os ratinhos. As moléculas concentradas do componente produzem o mesmo efeito de medicações como Cialis e Viagra: elas inibem a ação da enzima fosforo-diesterase-5, que impede o pênis de ficar ereto em condições normais.
Só que o remédio natural é bem melhor. Ele não produz os efeitos colaterais inconvenientes das pílulas azuis da farmácia. A cafeína encontrada nelas resulta em taquicardia e sentimento de aceleração do organismo.
Além disso, no processo de enchimento de sangue do pênis, os derivados da cobeba se mostraram 50% mais eficazes. “Ainda estamos investigando o que tem nela que estimula a ereção. Tem duas coisas: o metileno dióxido e o lactol. Quando tiramos o lactol não dá efeito. O lactol é o componente que estamos desconfiando -e tendo quase certeza- que seja o principal influente”, diz Márcio Luís Andrade e Silva, farmacêutico coordenador do estudo.
Para ele, as chances de o novo remédio substituir os que já existem são bem grandes.

10.391 – Medicina – Consequências do aumento da prolactina


prolactina

A prolactina é um hormônio produzido pela glândula hipófise, glândula cerebral responsável pela secreção de inúmeros hormônios. Sua principal função no nosso organismo é a produção de leite pelas mamas de mulheres em amamentação.
O aumento acentuado dos níveis de prolactina podem causar vários sintomas clínicos, dentre eles a galactorreia ( saída de secreção leitosa nas mamas), infertilidade, perda de libido, distúrbios menstruais nas mulheres e impotência sexual nos homens.
Causas do aumento de Prolactina:
Fisiológicas – O próprio organismo, por necessidade, aumenta a liberação de prolactina durante o sono, no stress físico e psicológico, durante a gravidez, durante a amamentação e no orgasmo sexual.
Farmacológica – causada pelo uso de medicamentos – Qualquer droga que modifique a liberação da dopamina, como explicado anteriormente, pode induzir as alterações na liberação de prolactina. Essa causa é muito comum e está frequentemente associada a uso de medicações antidepressivas e demais medicamentos psiquiátricos.
Patológica – Quando envolve alterações da glândula hipofisária como as lesões do Hipotálamo ou da Haste Hipofisária e tumores benignos secretores de Prolactina, conhecidos como adenomas ou prolactinomas.
Pode também ser causada por associação com outras doenças: Síndrome dos ovários policísticos, hipotireoidismo, estimulação periférica neurogênica, falência renal ou cirrose hepática.
Consequências devido ao aumento de Prolactina:
– Homens – A manifestação mais frequente é a diminuição da libido e da potência sexual, porém pode ocorrer diminuição na produção de espermatozoides, aumento das mamas, e diminuição na produção de sêmen.
– Mulheres – Diminuição ou cessação do fluxo menstrual, secreção de leite (galactorreia) e infertilidade, abortos espontâneos recorrentes, ressecamento vaginal, dor ao ato sexual, redução da libido, enfraquecimento dos ossos com osteopenia e risco aumentado de osteoporose, seborreia e hirsutismo (pelos pelo rosto) moderado.
– Em ambos os sexos – ansiedade, depressão, fadiga, ganho de peso, instabilidade emocional, e irritabilidade.
Como tratar: Depende da causa, na maioria das vezes é tratada com medicações por via oral mas em alguns casos pode ser necessário cirurgia ou radioterapia
Procurar um médico e se tratar adequadamente são medidas fundamentais para solucionar o problema!
Porém, tão importante quanto diagnosticar o problema é descobrir por que ele existe – isso porque o tratamento vai depender da causa. Ela pode estar relacionada ao uso de alguns remédios, como a risperidona (que é um antipsicótico), ou mesmo de medicamentos de uso mais comum, como a cimetidina (antiácido), a metoclopramida (antienjoo) e a metildopa (anti-hipertensivo).
De uma forma geral, são medicações que podem ter como efeito colateral o aumento da prolactina e, se a causa estiver ligada ao uso de alguma(s) delas, é preciso interromper o consumo. Além de se administrar medicamentos para tratar prolactinomas, com o uso de substâncias que combatem os efeitos dos medicamentos problemáticos, como a bromocriptina e a cabergolina.
Se a prolactina no sangue é diminuída a níveis normais, os efeitos do problema são invertidos. Nas mulheres em idade fértil, retorna a função ovariana, bem como os períodos menstruais e a fertilidade, com o aumento dos níveis de estrogênio.
Se for no homem para de produzir testosterona e espermatozoide.
Os Prolactinomas, como outros adenomas hipofisários, não possuem causa bem definida, sendo provavelmente provocados por mutações isoladas de células hipofisárias normais.
Uma parcela de 3 a 5 % dos casos apresenta distribuição familiar, estando associada a mutações transmitidas hereditariamente. Esses casos podem envolver a ocorrência do mesmo adenoma na mesma família (adenomas familiares) ou estarem associados a adenomatoses endócrinas múltiplas. Nessa situação os pacientes podem exibir tumores funcionantes de paratireoide, pâncreas e supra-renais.

7491 – Impotência – Xi.. deu pau!


Tudo nasce com um estímulo – visual, tátil, olfativo, escolha o seu. Os neurônios do cérebro interpretam a mensagem e disparam uma resposta. Neurotransmissores pulam de sinapse em sinapse com a missão de contar ao pênis a boa-nova, às vezes nem tão boa, às vezes nem tão nova. Os cilindros esponjosos responsáveis pelo espetáculo do crescimento entendem o recado. Relaxam a musculatura e dilatam suas artérias. O sangue inunda as estruturas porosas, as veias ao redor são pressionadas, o líquido é retido no local. É a ereção.
Princípios de hidráulica e bioquímica explicam o, como diz o Aurélio, “levantamento do pênis em conseqüência de acúmulo de sangue em seu tecido erétil”. Coisa de máquina – e como todo maquinário, sujeito a falhas. Algumas físicas (endurecimento das artérias, problemas cardíacos ou colesterol elevado), outras psicológicas (como no dia em que a ansiedade bateu de frente e abreviou a festinha).
A indesejada flacidez do pênis na hora H foi debatida por todos os povos em todas as épocas. Mas nem sempre a falha foi considerada um estigma de incapacidade.
Se pudéssemos voltar aos primórdios da civilização, desembarcaríamos em uma época em que a mortalidade infantil era alta e a expectativa de vida trombava nos 20 anos, quando muito. Ter uma penca de filhos era uma estratégia de sobrevivência familiar – representava uma chance maior de algum descendente alcançar a vida adulta e dar continuidade à família. O maior terror do homem não era broxar uma ou outra vez, mas ser estéril.
Um pulo à Antiguidade clássica revela uma situação bem diferente. Para os gregos, o casamento era apenas um contrato, e os filhos poderiam ser adotados se houvesse problema na reprodução. Quando a necessidade de uma descendência numerosa deixou de ser obrigação, o monstro mudou de cara. Foi provavelmente a partir do século 6 a.C. que o medo da disfunção erétil, como os médicos chamam o problema, virou o inimigo a ser combatido. Os gregos, liberais quando o assunto era sexo (eram comuns o adultério e a promiscuidade), costumavam rir de quem “navegasse sem remo”. Na Roma antiga, o poeta Catulo (84 – 54 a.C.) referia-se com carinho a seu “pardal morto”, o órgão hoje apelidado de pinto ou peru, para ficar no reino animal.
Quem sentisse “fraquezas” podia se valer de afrodisíacos, palavra que remete à deusa grega do amor, Afrodite. O historiador romano Plínio (23-79 d.C.) chegou a enumerar as receitas mais populares para restaurar o apetite sexual: folhas de mandrágora, alho triturado com coentro fresco ou água da fervura do aspargo. Se esses remédios falhassem, o jeito era apelar para pratos mais pesados: genitália de bodes e galos ou focinho e patas de lagarto com vinho branco, sementes de rúcula e satirião, uma orquídea. Hoje, sabe-se que os efeitos desse banquete são muito mais psicológicos do que físicos. O máximo que esse coquetel de estimulantes faz é acelerar a circulação, aumentando a intensidade de percepção das sensações físicas.
No medievalismo cristão, o homem de verdade voltou a ser aquele que tinha muitos filhos. Sexo só era admitido para procriação e o autocontrole – algo inimaginável para os antigos gregos e romanos – era incentivado como uma qualidade do bom cristão. E assim, se na cultura antiga o falo ereto era um sinal de poder, no início da Idade Média virou um símbolo do pecado original. Quando o bichão se recusava a dar sinal de vida, a culpa era do Diabo. Acreditava-se que feiticeiras com pacto com o demônio tinham o poder de lançar maldições sobre a vítima: aparecer como uma amante fantasma, esfriar o desejo sexual, tornar a parceira repugnante e tampar o duto seminal para impedir a ejaculação. O antídoto era mandar diretamente para a fogueira a feiticeira que havia amaldiçoado o órgão. Também ajudava consumir iguarias que provocassem flatulência – acreditava-se que a ereção era impulsionada pelo gás abdominal.
Tudo isso vigorou até o século 18, quando se começou a falar de impotência como doença curável com o uso de tônicos e bálsamos.
Veio o século 20 e com ele os estudos de Sigmund Freud (1856-1939), defendendo que a impotência resultava da inabilidade individual de conciliar os ímpetos primitivos (os desejos sexuais) com as convenções sociais e a realidade. Outros sexólogos deixaram como herança a certeza de que problemas como ansiedade e repressão eram as causas tanto da falha masculina quanto da frigidez feminina. Nem todos, entretanto, se renderam à “cura pela palavra” proposta pela psicanálise. O século 20 foi também palco de experiências que prometiam erguer o pênis na faca. O ícone dessa vertente foi o médico russo Serge Voronoff (1866-1951), para quem a baixa concentração de testosterona (o principal hormônio sexual masculino, produzido pelos testículos) poderia causar impotência ao diminuir a libido. Como solução, Serge propunha inserir uma fatia do testículo de um “doador” (um prisioneiro ou até mesmo um macaco) no escroto do receptor, com a esperança de que ocorreria uma fusão com o tecido preexistente.
Depois de centenas de operações frustradas, foi ficando claro que o tratamento não funcionava. Ao contrário: foram constatadas infecções, choques circulatórios e muitas complicações resultantes de rejeição imunológica. O ataque cirúrgico à impotência, porém, sobrevive até hoje na forma das próteses. Os modelos mais usados nada mais são do que hastes infláveis de silicone implantadas nos corpos cavernosos do pênis. Na hora H, elas são preenchidas ou por um líquido, que vem de um reservatório no interior do abdome, ou pelo ar, por meio de uma bomba dentro do saco escrotal, que permite ao proprietário controlar a ereção.
Felizmente, a frente medicinal menos invasiva também avançou. Em 1998, o mundo recebeu com alívio o Viagra, a primeira pílula contra a impotência masculina. Ele reinou sozinho até 2001, quando foi lançado o Uprima, seguido pelo Cialis e pelo Levitra. Todos atuam potencializando o mecanismo que provoca o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, aumentando o influxo de sangue e mantendo a ereção firme e prolongada.
Tudo nasce com um estímulo. Só depois do incentivo erótico é que o cérebro envia para o pênis, por meio dos nervos da espinha dorsal, as mensagens químicas que possibilitam a ereção. Sobre o tal estímulo não há remédio que atue: ele vem da nossa relação com as pessoas que vivem no mundo. Isso quer dizer que a ereção pode até ser uma máquina – mas nós não somos.

7385 – Medicina – Aranha armadeira contra a impotência


O veneno de uma espécie de aranha (armadeira), vista com detalhes no capítulo anterior do Mega, está sendo testado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que trabalham no desenvolvimento de um estimulante sexual para homens com problemas de ereção.
O componente da fórmula, que deverá ser apresentada em gel, já foi utilizado com sucesso em animais. Os pesquisadores da UFMG isolaram a toxina que provocou ereção ao ser inje tada em ratos. A molécula foi reproduzida em laboratório e os possíveis efeitos indesejados, que podem afetar o coração, foram reduzidos.
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) perceberam que a substância emitida pela espécie Phoneutria nigriventer, também conhecida como armadeira, estimula a ereção peniana.
Os cientistas pretendem usar o veneno da espécie brasileira para o desenvolvimento de medicamento natural contra a impotência masculina. Os estudiosos mineiros observaram que homens picados pela aranha apresentavam diferentes sintomas, incluindo priapismo (ereção do pênis dolorosa e persistente).
A toxina que seria responsável pelo priapismo, Tx2-6, foi isolada pelos pesquisadores e injetada em ratos para análise dos efeitos colaterais. A ereção nos animais foi monitorada e constatou-se que essa foi potencializada após a injeção de Tx2-6.
Seria essa a substância que poderia ser utilizada para remédios contra a impotência. Mais testes estão sendo realizados agora por pesquisadores brasileiros na Medical College of Georgia, nos Estados Unidos. A coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas Biológicas da Universidade Católica de Goiás (UCG), diz que foi identificada apenas uma toxina que provoca a ereção do pênis.
No entanto, comenta que há substâncias emitidas pela aranha que são tóxicas e podem causar insuficiências respiratória e renal. A pesquisadora comenta que no Brasil há várias espécies de aranhas, mas três são venenosas: armadeira, marrom e viúva-negra. Dessas, somente a armadeira causa os sintomas.
A aranha não faz teia e provoca dores intensas. “Os venenos são constituídos de vários componentes e esse é apenas um. Além da armadeira tem os escorpiões amarelo e marrom que também provocam sintomas de choque semelhantes aos da aranha armadeira,” ressalta.
A bióloga coloca que o efeito do veneno da aranha armadeira causa muita dor e provoca várias alterações no sistema nervoso autônomo como sudorese, salivação intensa, taquicardia, alteração na pressão arterial.

7190 – Soja pode causar infertilidade


A soja é um alimento saudável, que traz vários benefícios. Mas também pode trazer um malefício: reduzir a concentração do esperma. É o que indica um estudo feito pela Universidade Harvard, nos EUA. Os 99 participantes informaram a quantidade de produtos de soja, como tofu, hambúrguer e leite, que haviam consumido nos 3 meses anteriores. “Os homens que ingeriram ao menos meia porção desses alimentos por dia tiveram as mais baixas quantidades de espermatozoides”, diz Jorge Chavarro, líder do estudo. Motivo: a soja é rica em isoflavona, uma substância que imita a ação do hormônio feminino estrogênio – e que, nos homens, tem sido associada a transtornos reprodutivos. “Nas mulheres, as isoflavonas poderiam ampliar o ciclo menstrual, mas as implicações sobre a fertilidade ainda não são claras”, diz Chavarro.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Soja, os benefícios ou malefícios do consumo dos produtos feitos com soja dependem de diversos fatores, como a idade e o peso da pessoa. A entidade também ressalta as vantagens econômicas da produção desse alimento, que é acessível para a maioria da população. “A soja é a proteína mais barata”, diz Glauber Silveira, presidente da associação. O assunto está longe de ser um consenso entre os cientistas. “Não há relação entre o consumo de soja e infertilidade em homens”, diz José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja. Segundo ele, os estudos atuais não fornecem evidências definitivas de que o consumo diário de isoflavonas da soja tenha impacto sobre o sistema reprodutivo.

6490 – Medicina – A Obesidade e a Impotência


Estudos clínicos apresentados recentemente no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão (Itália), comprovam a existência de uma relação estreita entre o tamanho da barriga do homem e a disfunção erétil, conhecida como impotência sexual. Segundo os estudos, o excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a aparência física, mas também a saúde sexual do homem. Isso porque o acúmulo de gordura abdominal é um dos sinais da síndrome metabólica e pode estar associado à redução das taxas de testosterona. Este desequilíbrio hormonal é um dos fatores de risco para o surgimento das dificuldades de ereção.
A barriga começa a se tornar um risco para a saúde do homem quando a medida da cintura ultrapassa os 94 cm, o que aumenta de duas a três vezes as chances de impotência sexual. “A partir daí, os níveis de testosterona no organismo podem cair, enquanto aumenta o risco de obstrução das artérias pela gordura”, explica o urologista Helder Machado, chefe do Serviço de Urologia de Niterói. Esse entupimento arterial dificulta a irrigação peniana, impedindo que o homem alcance a ereção satisfatória.
Estima-se que atualmente entre 20% e 25% da população adulta mundial apresente algum dos sinais da síndrome metabólica como obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol elevado (dislipidemia). Todos esses fatores elevam o risco para que o homem apresente disfunção erétil (DE).
Estudo recente também mostra que a redução dos níveis de testosterona no organismo do homem potencializa todos os sintomas da síndrome metabólica, prendendo-o em um círculo vicioso, no qual o excesso de gordura abdominal provoca a queda hormonal. Com a diminuição da testosterona, a síndrome metabólica se agrava e a chance de aparecer a DE aumenta.
O urologista também alerta para a importância do homem cuidar melhor da saúde, reduzindo as chances do aparecimento de problemas como a disfunção erétil. A obesidade e a dislipidemia são os principais fatores associados à disfunção erétil, seguidas por diabetes, hipertensão e tabagismo.
“É importante que todo homem, principalmente os que estão acima do peso e apresentem sinais de disfunção erétil, façam um exame de sangue para checar a dosagem de testosterona no organismo”, completa o médico. Nos casos em que a diminuição hormonal for identificada e estiver aliada aos sinais característicos do DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), o médico pode indicar a reposição hormonal para alívio dos sintomas. O Nebido® (undecilato de testosterona, da Bayer Schering Pharma), por exemplo, é uma terapia de reposição hormonal injetável indicado para o tratamento dos sintomas do DAEM. O medicamento é administrado em aplicações trimestrais (via injeção intramuscular) e possui efeito prolongado no organismo, pois libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo.”

5844 – Medicina – Quais as causas da impotência?


As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.
O estresse do dia-a-dia.
A discórdia conjugal.
A falta de atração pela parceira.
A ansiedade ou depressão.
O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
Conflitos emocionais antigos.
Culpa e repressões sexuais.
São algumas das causas psíquicas comuns.
Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.
A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.
São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.
Alguns exames são necessários para detectar a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.
Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.
O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

Um pouco +

Tudo nasce com um estímulo – visual, tátil, olfativo, escolha o seu. Os neurônios do cérebro interpretam a mensagem e disparam uma resposta. Neurotransmissores pulam de sinapse em sinapse com a missão de contar ao pênis a boa-nova, às vezes nem tão boa, às vezes nem tão nova. Os cilindros esponjosos responsáveis pelo espetáculo do crescimento entendem o recado. Relaxam a musculatura e dilatam suas artérias. O sangue inunda as estruturas porosas, as veias ao redor são pressionadas, o líquido é retido no local. É a ereção.
Todo maquinário está sujeito a falhas. Algumas físicas (endurecimento das artérias, problemas cardíacos ou colesterol elevado), outras psicológicas (como no dia em que a ansiedade bateu de frente e abreviou a festinha). Com uma big diferença: nenhum homem reage a uma broxada como se fosse uma falha mecânica. Bem longe disso: episódios de disfunção erétil costumam ser associados a noções culturais. Impotência. Fracasso. Falta de masculinidade.
Soluções mirabolantes:
Veio o século 20 e com ele os estudos de Sigmund Freud (1856-1939), defendendo que a impotência resultava da inabilidade individual de conciliar os ímpetos primitivos (os desejos sexuais) com as convenções sociais e a realidade. Outros sexólogos deixaram como herança a certeza de que problemas como ansiedade e repressão eram as causas tanto da falha masculina quanto da frigidez feminina. Nem todos, entretanto, se renderam à “cura pela palavra” proposta pela psicanálise. O século 20 foi também palco de experiências que prometiam erguer o pênis na faca. O ícone dessa vertente foi o médico russo Serge Voronoff (1866-1951), para quem a baixa concentração de testosterona (o principal hormônio sexual masculino, produzido pelos testículos) poderia causar impotência ao diminuir a libido. Como solução, Serge propunha inserir uma fatia do testículo de um “doador” (um prisioneiro ou até mesmo um macaco) no escroto do receptor, com a esperança de que ocorreria uma fusão com o tecido preexistente.
Depois de centenas de operações frustradas, foi ficando claro que o tratamento não funcionava. Ao contrário: foram constatadas infecções, choques circulatórios e muitas complicações resultantes de rejeição imunológica. O ataque cirúrgico à impotência, porém, sobrevive até hoje na forma das próteses. Os modelos mais usados nada mais são do que hastes infláveis de silicone implantadas nos corpos cavernosos do pênis. Na hora H, elas são preenchidas ou por um líquido, que vem de um reservatório no interior do abdome, ou pelo ar, por meio de uma bomba dentro do saco escrotal, que permite ao proprietário controlar a ereção.
Em 1998, o mundo recebeu com alívio o Viagra, a primeira pílula contra a impotência masculina. Ele reinou sozinho até 2001, quando foi lançado o Uprima, seguido pelo Cialis e pelo Levitra. Todos atuam potencializando o mecanismo que provoca o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, aumentando o influxo de sangue e mantendo a ereção firme e prolongada.

2084-A Impotência Sexual


É um estado doentio masculino onde não se consegue a ereção ou chegar ao orgasmo com ejaculação. São 2 tipos, a primária de origem psicológica e a secundária, de origem orgânica. A 1ª é muito mais frequente, pelo menos nas sociedades multi-sexuais ou, moralmente contrárias ao sexo. Nas de causa orgânica pode surgir por anomalia dos órgãos genitais deficiência de metabolismo: testículos que funcionam mal ou tireóide que não está bem. Alcoolismo, medicamentos e entorpecentes também causam o problema, assim como a doença diabetes, que como sabemos, é uma disfunção do pâncreas. Pelo fato do diabético ter pouquíssima insulina ou nenhuma, a taxa de açúcar no sangue é alta. Alguns homens, ao se aproximarem dos 34, 40 ou 45 anos, percebem a perda da potência,consultando o médico, descobrem que são diabéticos. Ainda não se conhece a relação fisiológica entre os 2 distúrbios, mas há diabéticos que conseguem recuperar a potência. Pesquisas médicas concluíram que o tipo mais frequente é a incapacidade de ejacular (nos diabéticos), e há casos de ejaculação retrógrada: o líquido seminal verte para dentro da bexiga e não para fora. A doença é hereditária, portanto, recomenda-se cuidado ao indivíduo que tenha algum caso na família.Os sintomas mais comuns são: micção o tempo todo, muita sede e perda de peso. Sabe-se que diabéticos são muitomais sujeitos a nevrites (inflamação dos nervos), assim, a causa da impotência diabética poderia estar nos nervos.

O Viagra, a famosa droga que ajudou a quebrar o tabu da impotência masculina da 3ª idade agora está ajudando deficientes físicos. Cerca de 70% dos indivíduos com lesões na medula encontram algum benefício no remédio.Outro remédio, o Uprime, da Abott, não funciona em paraplégicos porque atua no cérero e não no pênis.

1552-Mega Memória – Em 1998 chegava o Viagra, a maravilha do século


Ele chegou para acabar com o problema da impotência sexual masculina. Tal pílula azul dá resultado em 70% dos casos. Não há estatísticas oficiais, mas calcula-se que cerca de 65% das brasileiras tenham algum tipo de disfunção orgástica, mas em recente pesquisa, 60% das mulheres afirmaram que a pílula não salva um casamento da crise. Com a retomada de uma vida sexual mais ativa, temiam conseqüências, sobretudo fora de casa. O Viagra poderia estimular o adultério e a opinião não é isolada. Mas um urologista refuta o argumento: “O Viagra não muda o caráter, o problema está na mente e não no pênis”. 84% das mulheres pesquisadas acham que o usuários do sildenafil (substância ativa da droga), se interessarão por mulheres mais jovens. A impotência é tabu. Estatísticas americanas calculam que 52% dos homens do país entre 40 e 70 anos sofram de disfunção erétil leve ou grave, mas a Associação de Urologia dos EUA afirma que apenas 5% procura ajuda. Ainda há constrangimento nos consultórios, vergonha nas farmácia e medo da morte associada á droga e, sobretudo o preço: embora haja genérico um pouco mais baratos, uma caixa com 4 comprimidos de Viagra custa em média 54 reais, o que pode provocar um rombo no orçamento doméstico