7345 – Genética – Sinal verde para o salmão transgênico


A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos.
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.
Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.
Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.
Críticos, que chamam o salmão de “frankenpeixe”, temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza –sem contar os questionamentos éticos envolvidos.
A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais –uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.
O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido “funcionando” o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.
Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.
A empresa diz que o novo salmão é similar ao “normal” em sabor, cor e textura.

6464 – Da Ciência ao Apocalipse


A temperatura média da Terra subiu 0,8 grau nos últimos 100 anos. Isso pode parecer pouco, mas foram necessários 12 mil anos para acrescentar 5°C a temperatura média, isto é, numa conta simples, o ritmo de aquecimento atual é quase 20 vezes acima do normal. Assim sendo, em 600 anos, a temperatura subiria mais 5°C. Furacões e secas são apenanas uma amostra das catástrofes globais que esses poucos graus a mais irão provocar, ameaçando a existência da vida humana sobre a Terra.
A maioria dos cientistas dizem que o mundo caminha para o desastre se não diminuir os gases do efeito estufa jogados na atmosfera. Uma outra corrente, acredita que a própria natureza regula as temperaturas por meio de processos gigantescos ( a atividade solar ou as erupções vulcânicas), perto dos quais, a fumacinha produzida pela humanidade não teria consequência significativa.
A existência de certos gases na atmosfera, entre eles o co², impede que parte da energia solar que chega à superfície dos planetas na forma de raios infravermelhos para o espaço. Quanto maior a concentração desses gases de efeito estufa, mais alta é a temperatura. A atmosfera do planeta Vênus tem 96% de co2 em sua composiçãoe a temperatura na sua superfície é de 480°C.
A concentração de CO2 e de outros gases de efeito estufa na atmosfera terrestre aumentou dramaticamente desde a revolução industrial, no século 19, como um subproduto do capitalismo selvagem.
A temperatura da Terra está sempre subindo quando medida em tempos mais longos.
Variações da atividade solar e erupções vulcânicas têm efeitos diversos sobre a temperatura da Terra, mas não explicam totalmente sua recente tendência de alta.
Mas ainda há tempo para evitar um desastre global.

5182 – Ecologia – Hidroelétricas provocam efeito estufa


Os cientistas estão responsabilizando pela emissão de gases estufa justamente as usinas hidroelétricas, proclamadas como uma técnica ecologicamente correta de gerar energia. Um relatório da Comissão Mundial de Represas afirma que algumas hidroelétricas lançam tanto gás carbônico (CO2) na atmosfera quanto as usinas termoelétricas que queimam carvão. Isso porque, quando uma represa é construída, uma área enorme de floresta fica inundada. A vegetação apodrece, lançando no ar doses gigantescas de dióxido de carbono e metano. Como era de se esperar, o problema é maior na região amazônica, onde estão algumas das maiores barragens do país, como a de Tucuruí, no Pará. Ela libera anualmente 6 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. “Isso equivale a um décimo de todo o gás carbônico emitido no Brasil”, alerta Philip Fearnside, do Instituto de Pesquisas da Amazônia, autor de um estudo ainda inédito sobre o impacto ambiental da represa.