14.084 -Mega Memória – Humor na TV – Satiricom


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Quadros e piadas curtas davam o tom do humorístico, que lançava um olhar crítico e zombeteiro sobre o comportamento humano.
Tal programa humorístico foi produzido e exibido pela Rede Globo semanalmente entre 1973 e 1975. Contava com a participação fixa de Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Jô Soares, Renato Corte Real e Luiz Carlos Miele. Girava em torno de sátiras aos mais variados meios de comunicação, desde a idade da pedra, abordando o rádio, a escrita, a fala, a música, além, claro, da própria televisão, satirizada e parodiada.
A partir da temporada de 1975, ganhou o título Satiricom 75 – A Sátira do Comportamento Humano, satirizando outras coisas além dos meios de comunicação.
O título da série não possui qualquer ligação com a obra de Petrônio, sendo um neologismo dos termos “sátira” e “sitcom”.

Elenco
Agildo Ribeiro
Alcione Mazzeo
Álvaro Aguiar
Antônio Carlos Pires
Antônio Pedro
Berta Loran
Bibi Vogel
Célia Biar
Jô Soares
José Vasconcellos
Luís Delfino
Luiz Carlos Miele
Martim Francisco
Milton Carneiro
Paulo Silvino
Renata Fronzi
Renato Corte Real
Silvino Neto

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Escrito por Max Nunes e Haroldo Barbosa, os mesmos redatores do humorístico TV0-TV1 (1966) – do qual era uma espécie de descendente –, Satiricom estreou em 1974 lançando um olhar crítico e zombeteiro sobre os meios de comunicação.
Sem personagens fixos e com poucas cenas externas, Satiricom era composto basicamente de quadros curtos, de dois minutos, em que comediantes como Jô Soares, Renato Côrte Real, Luiz Carlos Miéle, Berta Loran e Agildo Ribeiro satirizavam telenovelas, clássicos do cinema, programas de auditório, telejornais e programas radiofônicos. O programa ia ao ar a cada quinze dias.
No ano seguinte à sua estreia, o programa foi rebatizado como Satiricom 75 – A Sátira do Comportamento Humano, ampliando seu leque de temas e passando a satirizar também fatos jornalísticos da época. O revezamento constante de piadas curtas continuou a dar a tônica da atração, mas os quadros não contavam mais com as gargalhadas artificiais da claque. Como o próprio Max Nunes chegou a declarar na época, o objetivo era manter o telespectador permanentemente divertido, com um sorriso no rosto, e não provocar gargalhadas esporádicas.
Jô Soares, Jota Rui, Hilton Marques, Lafayette Galvão e Renato Côrte Real também colaboraram com a redação de Satiricom.

13.350 – Personagens – O Amigo da Onça o mais popular do humor nos anos 40 e 50


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O Criador
Péricles de Andrade Maranhão, ou simplesmente Péricles como passaria a ser conhecido, foi contratado como contínuo e, aos 19 anos, já era o mais novo de uma equipe de jornalistas. Chegou a ser parceiro de Millôr Fernandes na lendária seção Pif-Paf mas foi com o Amigo da Onça que faria história. O primeiro desenho saiu na edição de 23 de outubro de 1943 e logo se tornou o mais importante e popular personagem do humor brasileiro nos anos 40 e 50. Com direito a garrafinha com seu rosto, bibelôs que decoravam de cozinhas a salas de jantar e quadrinhos com a célebre frase “Fiado, só amanhã”. Lembram disso nos bares pé-sujos da cidade? Pois é, criação de Péricles!
Péricles tinha tentado outros personagens antes, mas sem muito sucesso. Um dia lhe contaram uma piada sobre uma onça e, conta a lenda, ali mesmo sentou e desenhou um boneco. Nascia e era batizado, então, o Amigo da Onça. Com suas piadas irreverentes, sorriso irônico, jeito malandro e bigodinho (moda entre os meninos hipsters da época), o personagem estava sempre impecável em seu summer jacket branco.
Interessados em saber qual foi a piada? Dois caçadores conversam enquanto estão no acampamento…
— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse bem aqui na sua frente?
— Ora, daria um tiro nela — diz o amigo.
— Mas e se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu a mataria com meu facão
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanharia um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?
Então, o outro reclama irritado:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Normalmente era sisudo, mas tinha um grande senso de humor. Quando menos a gente esperava ele soltava uma daquelas tiradas que fazia todo mundo rir. Sua capacidade de raciocinar e perceber as coisas era também incrível. Observador, tudo era motivo para ser transformado em charge.
Chegou a virar peça de teatro em 1988. “O Amigo da Onça” foi escrita pelos também cartunistas Chico Caruso e Nani e dirigida por Paulo Betti. O elenco contava com, entre outros, Chiquinho Brandão, Andréa Beltrão, Cristina Pereira, Sérgio Mamberti e Eliane Giardini. Chico Caruso mergulhou na pesquisa e chegou a estabelecer uma identidade com o colega humorista, revelou ao GLOBO na edição de 22 de novembro de 1987.
O humorista que sabia fazer o país rir também era triste. Tinha um temperamento sensível que o fazia extrovertido e sentimental, angustiado e insatisfeito, isso tudo ao mesmo tempo. Sua notória boemia e farra com amigos escondia um homem profundamente solitário e infeliz. E, apesar de manter uma aparência engraçada, sofria de depressão. O Amigo da Onça era sua válvula de escape e, como tantos com exacerbada sensibilidade, não conseguia lidar com seus temores e frustrações.

Triste Fim
Na tarde de 31 de dezembro de 1961, solitário, Péricles foi para casa, o apartamento 612 do Edifício Monte Claro, na Rua Barata Ribeiro 160, em Copacabana, na Zona Sul. Lá escreveu três bilhetes, um para sua mãe e o segundo: “A quem interessar possa”.
A história da vida de Péricles Maranhão terminava ali, aos 37 anos. Ele foi para a cozinha, abriu o gás do forno e, antes de fechar todas as portas e janelas com fita adesiva, pendurou o terceiro recado na porta: “Não risquem fósforos”. Foi encontrado morto com a cabeça sobre um travesseiro no chão da cozinha. Estava impecavelmente vestido com um terno de linho branco, camisa azul, gravata escura e sapatos de verniz preto. O criador à imagem e semelhança foi engolido pela criatura; o humor que criou é, entretanto, imortal.

Nota: Amigo da onça também é uma expressão popular, originada deste personagem de quadrinhos (ou banda desenhada). Usa-se essa expressão para definir a pessoa que diz ser amiga de outra mas que constantemente coloca essa outra em situação constrangedora ou vexatória.

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12.990 – Mega Humor – Gervásio, o mecânico


Personagem criado por Gilberto Zappa, que é um desenhista brasileiro, mais bem conhecido por ter criado as tiras cômicas de jornal de Gervásio, o Mecânico, em 1993.

Nos anos de 1997, 1999 e 2001, publicou as compilações de suas tiras cômicas de Gervásio, o Mecânico, intituladas O Melhor de Gervásio, o Mecânico, O Bom Humor de Gervásio e Gervásio & Jandira.

Publicou seus primeiros trabalhos aos nove anos, e, atualmente, trabalha para o jornal A Gazeta, em Vitória, Espírito Santo.

Falou, careca!!!!

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12.307 – Saúde e Bem Estar – O bom humor faz bem para saúde


o amor é contagioso
Embora possa não haver motivos para sorrir sempre, devemos nos esforçar para isso. Vejamos alguns motivos:
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou parecer um conselho bobo de um mestre de artes marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do maior segredo para viver bem. Não é difícil encontrar exemplos que comprovam que eles têm razão. Como um palmeirense poderia manter o alto-astral depois que seu time perdeu a final da Taça Libertadores da América? Fácil. É só lembrar que o Palmeiras eliminou o arqui-rival Corinthians nas semifinais da competição. Inversamente, a mesma situação pode servir para manter o bom humor do corinthiano. Afinal, embora seu time tenha sido eliminado, o Palmeiras acabou morrendo na praia. Não se trata de ver o mundo com os olhos róseos de Pollyanna. Esse tipo de flexibilidade para encarar os acontecimentos ruins não garante apenas algumas risadas: pode fazer bem para a saúde.
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e culturais e varia de acordo com a personalidade e a formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-humorado sofre menos porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo. Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente, mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback positivo”. A endorfina também controla a pressão sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
Mas, mesmo que não houvesse tantos benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica angustiado, o que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica com um humor pior ainda. Essa situação pode ser desencadeada por pequenas tragédias cotidianas – como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar –, que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar graça em tudo. Há situações em que a tristeza é inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de tristeza e de alegria para ter um convívio social adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a integração e a tristeza propicia a introspecção e o amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação entre esses estágios, que é necessária e faz parte da natureza humana. O humor pode variar da depressão (o extremo da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses dois estados são manifestações de doenças e devem ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos um caso de depressão que mereceria tratamento psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo que a comunidade científica passou a pesquisar os efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma Doença, contando um impressionante caso de cura pelo riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma em quinhentas. Em vez de ficar no hospital esperando para virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num hotel das redondezas, com autorização dos médicos. Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em 1990, aos 75 anos.
Se Cousins saiu do hospital em busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde que defendem a entrada das risadas no dia-a-dia dos pacientes internados. O mais radical deles é Patch Adams, um médico americano que começou no mês passado a construir o primeiro “hospital bobo” do mundo (veja o quadro acima). Adams quer que os doentes deem risadas enquanto se recuperam. Uma boa gargalhada é um método ótimo de relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a explicação para quando as pernas ficam bambas de tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além disso, se é certo que a tristeza abala o sistema imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das defesas do organismo.
A alegria também aumenta a capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina. Vários estudos já comprovaram isso, alguns deles bem engraçados. Uma dessas pesquisas colocou um grupo com as mãos dentro de um balde de água gelada enquanto passava um filme humorístico. Essas pessoas ficavam com as mãos na água mais tempo que outros sem estímulo divertido.
Evidências como essa fundamentam o trabalho dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170 000 crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs feitas por 25 atores vestidos de “palhaços médicos” não apenas aceleram a recuperação das crianças, mas motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É evidente que a trabalho diminui a medicação para os pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria engraçados tem a ver com a flexibilidade de pensamento defendida pelos especialistas em humor – aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz Morgana. “Ele pode passar por um balcão de enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar – pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana. Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.

9977 – Morre aos 86 anos o humorista Canarinho, da ‘Praça é Nossa’


Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades...!
Simpático e boa praça, canarinho vai deixar saudades…!

Canarinho também participou da primeira versão da novela “Meu Pedacinho de Chão” da Rede Globo, cujo remake como sabemos, está para estrear.
O humorista Aloísio Ferreira Gomes, mais conhecido como Canarinho, morreu aos 86 anos no início da tarde desta sexta-feira (21-março-2014), segundo informou a assessoria de imprensa do SBT.
Ele havia sofrido um infarto agudo do miocárdio no último domingo (16) e estava internado no hospital Santana, em Mogi das Cruzes (interior de São Paulo). O corpo será cremado, mas ainda não há informações sobre o velório.
Nascido em Salvador, Canarinho começou a trabalhar com 17 anos. Aos 20, já cantava na rádio Excelsior, da Bahia.
Em 1955, foi morar em São Paulo, e cantou com Russo do Pandeiro, ex-integrante do Bando da Lua, na rádio Nacional.
Trabalhou na TV Paulista, onde foi parte do humorístico “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, pai de Carlos Alberto de Nóbrega. Manoel e Canarinho se tornaram amigos próximos. Passou também por outros programas, como “Folias do Golias” e “Balança, Mas não Cai”.
Além de atuar, era também redator, escrevendo para “Programa Show Canarinho”, “Domingo é Dia”, “Brincadeira tem Hora”, entre outras atrações televisivas cômicas.
Foi também ator de novelas, como “Meu Pedacinho de Chão”, “Paixão Proibida” e “Sinhá Moça”, além da série “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, da TV Globo. Além de “Pé de Vento”, da Bandeirantes, ao lado do também já falecido ator Fausto Rocha.
No cinema, participou de filmes da época da pornochanchada, entre os quais se destacam “Snuff, Vítimas do Prazer” (1977), de Cláudio Cunha, e “Nos Tempos da Vaselina” (1979), de José Miziara. Ao todo, trabalhou em mais de dez longas.
Foi colunista de esportes do jornal “Folha da Manhã”, jornal do Grupo Folha (que edita a Folha).
Com Carlos Alberto, fez o humorístico “A Praça é Nossa”, no SBT, onde trabalhava desde 1987. Como Canarinho, ele fazia um quadro em que, ao conversar no telefone, tirava sarro de um valentão da praça.
“Lamentamos a perda do humorista e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos, admiradores e colegas de trabalho de Canarinho”, disse o SBT em nota.

7242 – Cinema – O Mundo de Andy


o mundo de andy

Se você esperava humor, vai se surpreender com um drama

O Mundo de Andy) é um filme norte-americano de 1999, dirigido por Milos Forman e que tem Jim Carrey no papel de Andy Kaufman.
A produção do filme começou três anos antes do lançamento com pesquisas e entrevistas com amigos, familiares e até mesmo inimigos de Andy Kaufman para que o roteiro ficasse o mais próximo possível da conturbada vida de Kaufman.
Apesar de figurar na categoria comédia, o filme mostra o drama da vida de um artista que queria se superar e não aceitava convenções. Andy Kaufman sonhava alto. Queria ser o maior artista do mundo e se esforçava para isso interpretando durante toda sua vida inúmeros papéis diferentes. O filme tenta de forma dramática e ao mesmo tempo engraçada mostrar quem de fato foi Andy Kaufman.
O filme destacou-se pela intensidade da interpretação de Jim Carrey no papel de Kaufman e pela excelente trilha sonora contando com músicas do próprio Andy Kaufman e canções da banda norte-americana R.E.M.
Man on the Moon foi premiado com Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia/Musical (Jim Carrey) e foi ainda indicado na categoria de Melhor Filme em Comédia/Musical.
Ganhou também o Urso de Ouro de Melhor Diretor, no Festival de Berlim.

6998 – Quadrinhos e Humor – ‘Mad’ chega aos 60 anos com menos relevância, mas fiel à sátira implacável


A revista de humor que mais influenciou a cultura pop chega aos 60 anos na ativa, mas sem o mesmo peso de outros tempos.
“Mad” está mais presente na memória afetiva de gerações de fãs do que nas bancas dos Estados Unidos. Chegou a vender mais de 2,1 milhões de exemplares por edição em 1974. Nesta década, atinge quase 200 mil.
Hoje chega às lojas americanas “Totally Mad”, livro que tenta abordar, em 256 páginas, uma história iniciada por Harvey Kurtzman, editor completamente insano, e William Gaines, herdeiro da então poderosa EC Comics.
Com um gibi campeão de vendas na época, “Tales from The Crypt”, Gaines deu liberdade para Kurtzman criar um gibi com a proposta de ridicularizar tudo. Tudo mesmo.
A “Mad” número um é, oficialmente, uma publicação de outubro de 1952, mas chegou às bancas no final de agosto. Emplacou logo de cara, fazendo piada da sociedade americana no pós-guerra.
Como os quadrinhos eram sujeitos a um rigoroso código de ética, depois de alguns números o título se transformou em revista, com alguns textos no cardápio.

ALFRED E. NEUMAN

O garoto banguela de orelhas enormes que se transformou no símbolo da revista fez sua estreia em 1954. Mas a primeira capa com Alfred E. Neuman só apareceu pela primeira vez na edição 21, em março de 1955.
Muitos críticos destacam a importância de “Mad” na contracultura dos anos 1960, mas o editor à época, Al Feldstein, sempre defendeu que os hippies também eram alvo de sátiras na revista.
“Ninguém pode ser poupado. O espírito da ‘Mad’ é fazer as pessoas desconfiarem de todos. Queremos leitores que pensem por si próprios”, conta o editor, John Ficarra, à frente da equipe desde 1984.
Tal equipe, chamada na própria revista de “a habitual gangue de idiotas”, reuniu cartunistas geniais, como Don Martin, Sergio Aragones, Al Jafee e Dave Berg.
Depois da cara inconfundível de Alfred E. Neuman, transformada em figuras da cultura popular a cada nova capa, talvez a maior marca registrada da “Mad” seja a sátira de filmes e séries de TV.
Inúmeros artistas construíram essa fama, notadamente Dick DeBartolo nos textos e Mort Drucker nos desenhos. A tradição começou na edição número 6, em agosto de 1953, com “King Kong”.
O número 518, atualmente nas bancas americanas, traz o último filme da saga “Crepúsculo”. Na capa, Neuman aparece como o filho de Bella e do vampiro Edward.

TV E POLÍTICA

Mudanças no mercado cinematográfico provocaram uma guinada das sátiras da “Mad” para as séries de TV. Sempre contempladas, elas agora ganham mais espaço.
“Antes um filme ficava meses em cartaz. Tínhamos tempo de assistir a cada um e produzir as sátiras antes que sumissem dos cinemas”, explica Ficarra. “Hoje, as séries se prestam melhor a isso.”
Com a revista muito mais direcionada à sátira política em um ano de eleição americana, a ideia agora é ganhar uma nova geração de leitores com o blog “The Idiotical”

A N°1 lançada no Brasil trazia a sátira da famosa série Os Waltons (Os Chatons), que passava às tardes na Rede Globo

Mad em Português
Revista ‘Mad’ circula há 38 anos nas bancas do Brasil
A “Mad” já teve quatro editoras brasileiras desde sua primeira publicação, em 1974. O Brasil foi o décimo país a ter uma versão da revista. Até hoje, 24 países já lançaram o título.
Publicada inicialmente pela editora Vecchi, a revista trazia só material original traduzido para o português. A produção brasileira começou a ser inserida na virada dos anos 1980.
Com a falência da Vecchi, a revista ficou alguns meses sem ser publicada, até a Record assumir o título, de 1984 a 2000. Depois a “Mad” foi para a Mythos, editora em que ficou até 2006.
Desde 2008 é a Panini que publica mensalmente a revista. A editora também solta especiais que aproveitam material antigo, como Don Martin e “Spy X Spy”.
Uma geração mais nova está descobrindo o estilo de humor da revista, mas na TV. O Cartoon Network exibe em vários horários de sua grade a “Mad TV”.
Iniciada em 2009, a série é feita de programinhas de quase 15 minutos, com animações rudes, propositalmente toscas, fazendo humor com celebridades.
A estética lembra muito “South Park”, ironicamente uma das muitas produções de TV ou cinema que beberam na fonte da “Mad”.
É bom não confundir com “MadTV” (1995-2009), programa de esquetes criado pela revista, que sempre perdeu feio na comparação com o “Saturday Night Live”.

Leia mais aqui no ☻ Mega em 3230 – O Humor Mordaz de Mad

6487 – Mega Humor – Encalhe no Mega


Piadinhas

A esposa passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O marido, então, telefonou para dez amigas. Nenhuma delas confirmou.
O marido passou a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido na casa de um amigo.
A esposa, então, telefonou para dez amigos do marido. Sete deles confirmaram, e os três restantes, além de confirmarem, garantem que ele ainda estava lá.

Um cara encontra uma velha amiga, que não via há muitos anos. Ele repara que ela engordou muito, e, quase que sem querer, diz:
– Mas como você engordou durante esse tempo…
A mulher fecha a cara, e ele, percebendo a besteira que tinha feito, tenta concertar:
– Mas engordar é até bom… ajuda a disfarçar melhor as rugas

O marido virou-se para a mulher e disse:
– Bem, vamos colocar uma nota de R$ 5,00 no cofre toda vez que trasarmos?
A mulher concordou. E quando chegou o fim do ano, ele disse:
– Vamos ver quanto já temos?
E ao abrir o cofre, ele surpreso, perguntou:
– Por que aqui há notas de R$ 10,00 e de R$ 50,00?
Ela respondeu:
– Você pensa que todo mundo é pão duro como você?!

Três pessoas estavam no deserto, um português, um brasileiro e um italiano.
Eles estavam cansados com sede e com fome, derrepente apareceu uma lâmpada mágica, eles esfregaram e apareceu um gênio. Ele disse:
– Vocês tem direito à três pedidos!
O brasileiro pediu prair pra casa, e foi.
O italiano também pediu pra ir pra casa, e foi.
O português falou:
– Á é eu vou ficar aqui sozinho?
Então o potuguês pediu para todos voltarem e todos voltaram.

Lá ia o Manuel pela rua e encontra o seu amigo brasileiro. Este está lendo um
livro.
– Que livro estás a ler?
– É um livro de Lógica.
– E o que é lógica? – Pergunta o português.
– É o seguinte: responde o Brasileiro procurando um exemplo, O que você tem aí
nesse saco?
– Comida para peixes. – Responde o Português.
– Então, pela LóGICA, deve ter um aquário!
– Estás certo! – exclama o português.
– Se tem aquário deve ter peixes!
– Estás certo!
– Se tem peixe deve ter um filho, que fica olhando os peixes!
– Estás certo!
– Se tem um filho deve ter mulher, e teve relações sexuais com ela!
– Estas certo, opa!!!!!
– Então Mato é LÓGICA!!!!
E o português saiu todo contente e comprou um livro de lógica para estudar
também. Andando outro dia encontrou com seu patrício, o Joaquim, que lhe
perguntou:
– Que livro estás a ler, Manuel?
– É um livro de LóGICA! – exclamou o português todo contente.
– E o que é lógica?
E o Manuel, todo professoral, disse:
– Vou te dar um exemplo, TENS AQUáRIO?????
E o Joaquim respondeu
– Não.
– ENTãO és VIADO!!!!

6324 – Mega Memória – Humor no Rádio: A Turma da Maré Mansa


Um programa humorístico de rádio, exibido nos anos 70/80 pelas emissoras cariocas: Rádio Mauá, Super Rádio Tupi e Rádio Globo. Apresentado por Antonio Luiz, o programa ia ao ar de Segunda a Domingo, das 21 às 22h, sempre que não havia transmissão esportiva.
O programa também chegou a ser exibido aos domingos, no início dos anos 80, no horário das 13 às 14h e nesta hora se intitulava “A Seleção Maré-Mansista”, onde eram exibidos os melhores quadros do programa diário.
O nome do programa era uma alusão ao seu patrocinador, A Impecável Maré Mansa, loja de roupas situada na Av. Marechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro, com filiais em vários bairros da cidade.
O humorístico era composto por vários quadros (esquetes), quase sempre se alternando no programa. Um dos poucos quadros “fixos” do programa era o Burroso, que encerrava o programa. Chico Anysio durante um período apresentava esquetes com seus famosos personagens, como apresentou também a Escolinha do Professor Raimundo.A Turma da Maré Mansa marcou época por um humor leve, sem apelações, que poderia ser ouvido por todas as idades.

6243 – Mega Memória – O Xerife Lobo


O trio

Xerife Lobo ou The Misadventures of Sheriff Lobo foi uma série de televisão, uma sitcom que misturava ação, aventura e comédia, interpretado por Claude Akins como o xerife Elroy P. Lobo e surgiu como um spin-off da série “B.J. and the Bear” conhecida no Brasil como “As Aventuras de B.J”.
O espetáculo foi criado por Glen A. Larson, através da Glen A. Larson Productions, em associação com Universal Television e MCA company e apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 18 de setembro de 1979 a 5 de maio de 1981, num total de 37 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada, em duas temporadas. No Brasil foi exibido pela extinta Rede Manchete e também pela Rede Globo.
A série parodiava os policiais norte-americanos interioranos. Na primeira temporada, o xerife Lobo aparecia como um representante policial do município fictício de Orly, na zona rural de Geórgia.
Quando o xerife Lobo participava da série “B.J. and the Bear” ele era um tremendo de um policial corrupto, mas agora ele estava reformado e trabalhava juntamente com o seu auxiliar imediato chamado Perkins, um sujeito trapalhão que freqüentemente acabava gerando uma série de situações exacerbadas, mas muito divertidas.

O trapalhão

Havia também um novo auxiliar, que era filho do prefeito, muito honesto, porém ingênuo chamado Birdwell “Birdie” Hawkins, que sempre estava por fora dos esquemas do xerife Lobo, que não era propriamente um trapaceiro, mas digamos que gostava de levar sempre alguma vantagem em diversas situações, apesar de não chegar a infringir propriamente a lei. Normalmente, ele apenas tentava interpretar a lei a sua maneira, naturalmente.
Já para a segunda temporada o espetáculo foi praticamente todo ele remodelado, quando o xerife e seus dois auxiliares são designados para Atlanta numa força tarefa especial denominada de SCAT, sob os cuidados de seu novo chefe chamado J.C. Carson e se tornam alvos de inveja dos outros detetives do local, que não conseguiam compreender a presença dos caipiras naquele local.
Diversos novos personagens foram introduzidos como Nell Carter como sargento Hildy Jones, Nicolas Coster como Chefe J.C. Carson e Amy Botwinich como Peaches, entre outros. Essas mudanças foram efetuadas tendo em vista o bom desempenho que a série conseguia nas áreas rurais, em detrimento para as áreas urbanas.

6240 – Mega Memória Humor – Cabaré do Barata


O Cabaré do Barata foi um programa exibido na Rede Manchete que era apresentado por Agildo Ribeiro em que ele contracenava com fantoches de políticos como Fernando Collor de Mello, Leonel Brizola, Luís Inácio Lula da Silva, e outros fantoches oriundos do programa Agildo no País das Maravilhas, era exibido às quartas feiras as 22:30 da noite.
Seu tema de Abertura era a música “Por Debaixo dos Panos” cantada por Ney Matogrosso.
Um programa muito engraçado porque plagiava de forma inteligente os políticos.

6183 – Mega Memória Humor – Balança, mas não cai


Elenco do programa

Do rádio para a TV
Foi um programa humorístico brasileiro. Criado por Max Nunes e Paulo Gracindo na Rádio Nacional do Rio de Janeiro na década de 1950, o programa migrou para a TV Globo em 1968.
Balança Mas Não Cai estreou em 1950 na Rádio Nacional e ali permaneceu até 1967. O programa era ancorado por Wilton Franco. Ele apresentava os quadros humorísticos, supostamente passados nos apartamentos de um edifício residencial fictício, onde moravam as personagens, modelo seguido hoje também pelo “Zorra Total”.
O programa estreou na Rede Globo em 16 de setembro de 1968, permanecendo no ar até dezembro de 1971. Inicialmente, era apresentado ao vivo e tinha como apresentador Augusto César Vannucci. Em 1972, o humorístico passou a ser apresentado na TV Tupi, e só retornaria para a Globo em 1975 até 1983, com apresentação de Paulo Silvino. No ano seguinte, contudo, o programa foi cancelado.

Um pouco +
FORMATO E LINGUAGEM
– Um dos maiores sucessos da Rádio Nacional na década de 1950, Balança Mas Não Cai chegou à TV Globo em 1968, dirigido por Lúcio Mauro e apresentado por Augusto César Vannucci. Em um mês, o programa criado pela dupla Max Nunes e Haroldo Barbosa já era líder de audiência, e os bordões de personagens como Ofélia (Sônia Mamede) – “Eu só abro a boca quando tenho certeza!” – eram repetidos em todas as rodas de conversa.
– O formato era semelhante ao consagrado no rádio e se baseava nos moradores de um decadente edifício-cortiço, como os muitos erguidos devido à crise habitacional que o Rio de Janeiro, na época capital federal, atravessava no início dos anos 1950.
– Em 1972, Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo. A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador.
– O desenhista Juarez Machado também foi o responsável pelos cenários surrealistas do programa. No quadro estrelado pelo ator Luís Alves Pereira Neto (o Ferrugem), por exemplo, o cenário era decorado por lápis gigantes espalhados pelo espaço. Na casa da personagem Dona Iaiá (Ema D’Ávila), os móveis eram imensos, com cadeiras e mesas de três a cinco metros de altura.

Fernandinho e Ofélia
– Entre os vários quadros que marcaram época no Balança Mas Não Cai está o que apresentava a Porforilda Ofélia (Sônia Mamede), uma mulher muito ignorante e sem nenhuma consciência disso, e seu marido Fernandinho (Lúcio Mauro), um homem rico, sofisticado e apaixonado pela esposa, mas que vivia envergonhado com suas gafes, como quando sua mulher dizia a um convidado ilustre que no jantar seriam servidos pratos como “estraga-o-nove”, “homelétrico de queijo” e “pancuecas”.

Primo Pobre & Primo Rico
– Com criação de Max Nunes, o célebre quadro tinha sempre o mesmo esquema: o Primo Pobre (Brandão Filho) visitava o luxuoso apartamento do Primo Rico (Paulo Gracindo) em busca de ajuda para as suas dificuldades financeiras e acabava ouvindo os queixumes do parente milionário. A graça nascia do abismo entre as realidades vividas pelos personagens. Ao ver que o tapete do primo tinha quase oito centímetros de espessura, o Pobre comentava: “Primo, esse seu tapete alto me lembra logo lá de casa”. “Na sua casa tem tapetes altos assim?”, estranhava o Rico. “Quem sou eu, primo! É o capim, que já está mais ou menos nessa altura. Já está entrando pela casa. A situação não está boa, não, primo!” O Primo Rico tinha também um mordomo, Charles, que costumava atender aos seus chamados com um sonoro: “Yes, sir!”, que quase perfurava os tímpanos do Primo Pobre de tão alto que falava. Charles foi interpretado por Arnaldo Artilheiro na primeira fase do programa; e por Tony Tornado, nos anos 1980.
– Como vários quadros do programa, Primo Pobre & Primo Rico era extremamente popular e influente. O público adotava prontamente bordões, como “Primo, você é ótimo!”, e até os nomes mencionados pelos personagens. Foi o caso de Ricardo, o amante da mulher do primo rico. Ela nunca aparecia: estava sempre fazendo compras ou viajando pela Europa com o sujeito. Homem civilizado e pouco afeito às pequenezas do espírito, o milionário parecia não perceber que estava sendo enganado e tinha até afeição pelo rapaz, a quem chamava de “Ricardão”. Não demorou até o nome cair no gosto do público e se transformar em gíria para amante.
– Num dos episódios, os primos conversavam sobre a fome: o Primo Rico dizia: “Olha aqui, primo, de uma coisa eu me orgulho. Nesta casa ninguém passa fome”. E o Pobre respondia: “Mas eu estou passando”. O Rico, então, enchia o primo de esperanças: “Mas será por pouco tempo. Principalmente você, que é meu primo, não vai passar fome aqui em casa”, e chamava o mordomo, Charles. “Leva o primo lá para fora. Aqui em casa você não passa fome. Vai passar fome na sua”, ordenava o Rico. E o Pobre, então: “Primo, você é ótimo!”. O Rico se despedia: “Primo, você também é ótimo!”

CURIOSIDADES
– Max Nunes afirmou que usou como fonte de inspiração as chamadas “cabeças de porco”, moradias ocupadas por famílias numerosas onde todo mundo se espremia para viver no Rio de Janeiro da década de 50, após a Segunda Guerra Mundial. Com o sucesso do programa, Balança Mas Não Cai virou o apelido de um edifício – igualmente superpopuloso – na esquina da Rua Santana com a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.

– Além dos personagens interpretados pelo estrelar elenco do programa – que Lúcio Mauro definiu como “a seleção brasileira do humor”, e incluía nomes como Walter D’Ávila, Zé Trindade e Lilico (do bordão “Como é bom ser rico!”) –, o Balança Mas Não Cai também contava com as participações especiais de humoristas de outros programas da TV Globo, como Agildo Ribeiro (TV0-TV1), Jô Soares (Faça Humor, Não Faça Guerra) e Chico Anysio (Chico Anysio Especial).

5584 – Mega Memória Humor – Chico City


Foi um programa humorístico produzido pela Rede Globo e exibido de 1973 a 1980, semanalmente, tendo como figura principal o comediante Chico Anysio. A direção e o responsável pela produção variaram a cada temporada.
No inicio da história do programa, todos os quadros se passavam numa cidade do interior do Nordeste, a tal Chico City, aproveitando o sucesso da novela O bem amado, que fazia graça com personagens e sotaque daquela região do Brasil. O prefeito era o populista e corrupto Valfrido Canavieira. Seu pai, foi revelado depois, era o Professor Raymundo, que também teve lugar no programa com sua Escolinha. Um dos destaques era o velhote Seu Popó, que vivia implicando com seu companheiro Albamerindo (Jomba) e com suas enfermeiras. O jornal da cidade, que fazia oposição ao prefeito, era escrito por Setembrino, vulgo “Esquerdinha”. Na rádio fazia sucesso o locutor Roberval Taylor. Nos comícios de Canavieira, se apresentavam o grupo Baiano e os Novos Caetanos (sátira de Caetano Veloso e os Novos Baianos). A música Vô Batê Pá Tu, de autoria de Orlandivo e Arnaud Rodrigues foi um mega sucesso, inclusive na Europa. Um dos habitantes mais conhecidos da cidade era o famoso Pantaleão, o maior mentiroso do Brasil. Era casado com Terta (Suely May), chamada frequentemente por ele para confirmar as “histórias” do marido (pelo bordão “É mentira, Terta?”) que sempre se passavam em 1927. O protegido do casal era o famoso Pedro Bó, adulto com postura de criança. Ele era interpretado pelo artista de circo Joe Lester, que era secretário do comediante Jararaca (da dupla Jararaca e Ratinho) que fazia parte do elenco do programa. Pedro Bó seria feito pelo comediante Agildo Ribeiro que, por algum motivo, não pôde interpretar o papel. Lester que estava na gravação acompanhando Jararaca, por indicação de Chico Anysio, pegou o papel, que foi um dos maiores sucessos da época, fazendo muitos shows e gravando discos, sempre para o público infantil, chegando a estrelar o longa “Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros”. O bordão “Não, Pedro Bó”, foi um sucesso nacional, sendo inclusive o nome da seção da revista MAD onde tinha “Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis” O último quadro do programa era com o Véio Zuza, um preto velho tradicional a quem os personagens iam se consultar sobre problemas diversos. Ele sempre respondia com um misto de ironia e bom-senso. Neste quadro, o personagem Negritim, era interpretado pelo filho de Chico, Nizo Neto, também maquiado de negro. Chico protagonizava todos os quadros principais, mas havia alguns exclusivos de outros humoristas, como o “Beleza” (o conquistador da cidade), interpretado por Carlos Leite, e “Os Intelectuais”, onde Bertoldo Brecha (o pretenso intelectual de botequim, que vivia travando “sábios” diálogos com um amigo (Martim Francisco), a quem se referia como “Caro colégua”, e cujo nome é uma sátira ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht), interpretado por Mário Tupinambá, que voltaria na Escolinha com o bordão “Veeeeeenha!”.
Mas o destaque era mesmo Chico, que em cada programa de Chico City interpretava vários de seus mais de duzentos tipos: além dos citados, havia também o Coronel Limoeiro, o Professor Raimundo, Quem-Quem (três dos seus mais antigos tipos), Meinha, Mariano, Nazareno, Valentino, entre muitos outros.

5583 – Mega Personalidades-Humorista Chico Anysio morre aos 80 anos no Rio


Chico Anisio, foto recente

Boletim médico informou que o paciente não resistiu a uma parada cardiorespiratória e a morte ocorreu por conta de falência múltipla dos órgãos decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.
O artista piorou no início desta semana e, na segunda (19), voltou a respirar com a ajuda de aparelhos em período integral. No dia seguinte, teve uma complicação renal.
Na noite de quarta (21), ele foi submetido a uma sessão de hemodiálise e apresentou instabilidade hemodinâmica –por isso, fez uso de alta dose de medicamentos para controlar a pressão arterial.
Seu estado foi considerado crítico pelos médicos na manhã de quinta (22). Segundo o boletim assinado pelo médico Luiz Alfredo Lamy, o humorista estava sedado, respirando com a ajuda de aparelhos e foi submetido na tarde de ontem a uma punção torácica para drenagem de um “grande hematoma pleural”.
Um dos principais nomes do humor no Brasil, criador de inúmeros personagens e bordões célebres, o cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho construiu uma carreira de mais de seis décadas como radialista, escritor e ator de teatro, cinema e televisão.
Continuou trabalhando mesmo após o longo período de internação entre dezembro de 2010 e março de 2011, quando retirou parte do intestino grosso, fez uma angioplastia e teve sucessivos problemas cardiorrespiratórios que o deixaram em estado grave -chegou a entrar em coma por três vezes.
Quando teve alta, em abril do ano passado, voltou a gravar o programa semanal “Zorra Total”, da Rede Globo, interpretando Salomé.
Chico Anysio deu entrada no mesmo hospital em novembro de 2011 devido a uma infecção urinária. Após ser tratado com um ciclo de antibióticos, recebeu alta para passar o Natal com a família, mas voltou a ser internado no dia seguinte com hemorragia digestiva.
Após alguns dias internado na UTI, Chico apresentou, também, um quadro de pneumonia e passou a respirar com a ajuda de aparelhos durante quase todo o período que esteve internado.
No início de janeiro, apresentou leve melhora na infecção pulmonar e os médicos iniciaram o processo de retirada do respirador.
No dia 14 de janeiro, o estado de Chico piorou e ele foi submetido a uma laparotomia exploradora (cirurgia abdominal para determinar os motivos do sangramento no intestino, retirando um segmento do intestino delgado que tinha sofrido uma perfuração por isquemia intestinal).
No mesmo período, ele desenvolveu insuficiência renal passando a receber sessões de hemodiálise.
Em fevereiro, Chico apresentou discreta melhora no quadro clínico e as sessões de hemodiálise foram suspensas, assim como a redução dos medicamentos para controlar a pressão arterial.
Ainda segundo o hospital, o humorista estava lúcido, permanecia algumas horas do dia sem ajuda do suporte mecânico para respirar e passava diariamente por sessões de fisioterapia respiratória e motora.
No fim do mês, Chico foi diagnosticado com um novo quadro de pneumonia, passou a fazer uso de antibióticos e voltou a respirar com ajuda de aparelhos.
Chico Anysio já havia passado três meses no mesmo hospital no início de 2011, quando deu entrada com falta de ar e foi detectada uma obstrução de artéria coronariana. Ele foi submetido a uma angioplastia, procedimento que desobstrui as artérias.
No período pós-operatório, o humorista passou por diversas complicações, como tamponamento cardíaco e pneumonia. Ele precisou de auxílio de máquinas para respirar em vários momentos da internação, e foi submetido ainda a uma traqueostomia.
O humorista esteve internado em outras duas ocasiões em 2010: em maio e agosto. Na primeira, teve de tratar uma infecção respiratória.
Na época, escreveu em seu blog: “Estou vivo e paciente, esperando a cada telefonema que seja alguém da Globo, vestido de azul marinho, dizendo que alguém da mesma cor quer me ver novamente na telinha”.
Já a segunda internação, em agosto, ocorreu por causa de uma hemorragia digestiva e ele passou por duas cirurgias no intestino. A recuperação foi rápida e, em setembro, Chico voltou aos palcos ao lado de Tom Cavalcanti no espetáculo “Chico.Tom”.
Sua saúde foi se debilitando ao longo da última década. Em 2000, Chico Anysio foi internado com dores no peito. No ano seguinte, teve problemas pulmonares. Em 2006, foi internado duas vezes: primeiro, teve uma infecção respiratória, em seguida, sofreu uma queda em casa na qual fraturou uma vértebra.
Em 2009, o artista fez uma participação na novela “Caminho das Índias”, como o trambiqueiro Namit, pai de Radesh (Marcius Melhem). No ano passado, recebeu o prêmio especial do júri no Festival de Cinema do Rio por sua atuação no filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, dirigido por Vinicius Coimbra.

5515 – Mega Cartoon – Al Jafee


Veja como eram as dobradinhas

Al Jaffee é um cartunista americano de 89 anos que fez fama ao criar as capas dobráveis da revista satírica americana Mad. As capas, quando dobradas, mostravam desenhos ocultos na imagem original.
O New York Times resgatou as capas de Jaffee para a Mad, de 1960 até hoje, e as dispôs em seu site. Lá , pode-se brincar virtualmente de dobrá-las e descobrir os traços subliminares. O passatempo é muito interessante.
A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.
Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O motto de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateísta, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)
Livro
Al Jaffee’s Mad Life – A biography é um relato da vida de Al Jaffe, e de seu trabalho para a revista Mad, pelo qual ele é conhecido, incluindo as imagens que quando dobradas formam uma segunda ilustração cômica.

Dobradinha Mad

O livro inclui 74 desenhos originais de Al Jaffe, cujos originais estão sendo exibidos no Museum of Comic and Cartoon Art.
Abraham “Al” Jaffee, atualmente com 89 anos, nasceu em 13 de março de 1921, em Savannah, na Georgia, nos Estados Unidos. Durante sua infância, visitou por períodos prolongados a Lituânia, terra natal de sua mãe, e país do qual fugiu antes da invasão dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Jaffe se tornou um dos maiores cartunistas dos Estados Unidos, trabalhando em revistas de humor como Trump, Humbug e Mad, na qual trabalhou por mais de 50 anos, e outras publicações da Timely Comics, Atlas Comics e EC Comics. Jaffe também desenhou as tiras de jornal, Tall Tales, série que foi publicada recentemente em um belo volume da Abrams.

4885 – Mega Memória Humor – O Planeta dos Homens


Sócrates - Não precisa explicar, eu só queria entender...!

O sucesso do filme ” O Planeta dos Macacos” foi tão grande que inspirou esse programa de humor produzido pela Rede Globo e exibido semanalmente de 1976 a 1982, todas as segundas-feiras as 21 horas. Textos de Jô Soares, Max Nunes, Hilton Marques, Haroldo Barbosa, Afonso Brandão, Luis Fernando Veríssimo, Redi, Sérgio Rabello, Alfredo Camargo e J. Rui e direção de Paulo Araújo. Ia ao ar às segundas-feiras. Os macacos que apareciam no programa eram feitos por Orival Pessini, com máscaras especiais de sua propriedade. Esse ator depois continuaria seu trabalho com novos personagens e outras máscaras, em outros programas humorísticos e infantis, sendo desses os mais famosos o “Pátropi” e o “Fofão”.
Elenco

Jô Soares
Paulo Silvino
Agildo Ribeiro
Luís Carlos Miele
Antônio Carlos
Milton Carneiro
Costinha
Berta Loran
Carlos Leite
Sônia Mamede
Luís Delfino
Marlene Silva
Farnetto
Álvaro Aguiar
Stênio Garcia
Clarice Piovesan
Ísis de Oliveira
Wilma Dias
Bia Nunnes
Eliezer Motta
Orival Pessini
Alcione Mazzeo

4472 – Mega Memória Humor – Casseta Popular


A revista fazia piadas com críticas políticas

É um grupo de humor brasileiro surgido nos anos 1970 e com destacada atuação na imprensa escrita, rádio, televisão e música. Nos anos 1980 estabeleceu parceria com a dupla remanescente do Planeta Diário, formando o Casseta & Planeta.
Em 1978 os alunos da UFRJ Beto Silva, Helio de la Peña e Marcelo Madureira, “cansados de aulas de cálculo e falta de mulher” no curso de Engenharia inauguraram a fanzine de humor Casseta Popular (paródia à Gazeta), distribuída só na universidade.
Em 1980, para transformar a fanzine num tabloide, o trio chamou os amigos Bussunda e Claudio Manoel. O tabloide era vendido em bares, praias e na noite do Rio de Janeiro e em meados dos anos 1980 atingiu um status cult com seu humor anárquico e irreverente, muitas vezes com sobra de palavrões, mas sempre um legítimo representante do “politicamente incorreto” antes mesmo que se viesse a falar de politicamente correto.
O Planeta Diário, lançado em dezembro de 1984, contou com a colaboração da turma do Casseta desde seu primeiro número, o que levou à distribuição nacional os artigos da turma carioca.
Casseta em revista

O apoio do Planeta também seria essencial para o lançamento da revista Almanaque Casseta Popular (mais tarde simplesmente Casseta Popular). À equipe original juntaram-se Emanoel Jacobina e, por um breve período, Ronaldo Balassiano. O cantor, compositor e guitarrista Mu Chebabi, que viria a ter ampla atuação na banda Casseta & Planeta, conquistaria o status de “casseta” honorário.
A revista apresentou os melhores artigos da fanzine e do tabloide, remontados com arte e diagramação aprimoradas, e um acervo crescente de artigos totalmente novos. Além do talento dos “cassetas”, a revista contou com a participação de inúmeros colaboradores.
Um dos grandes destaques da Casseta eram as capas. Seguindo as linhas gerais do modelo consagrado da National Lampoon e da Hara-Kiri, a Casseta adotou um layout de capa destinado à semelhança com o das revistas “sérias”, das quais só se distinguia pelos temas absurdos (algumas chamadas para artigos inexistentes: “Roberto Marinho larga tudo e vai morar em Trancoso”, “Minha orelha não é mais virgem”).
As ilustrações de capa, que nos primeiros números apontavam para o ostensivo nonsense, gradualmente desviaram-se para a crítica política e comportamental, incluindo temas como um Papai Noel fumando maconha, militares das três Armas como camelôs e, no auge da campanha presidencial de 1989, Collor nu da cintura para baixo apresentado como “Caçador de Maracujás” (expressão que, mais tarde, Lula repetiria no debate eleitoral final daquela campanha).
Outra capa famosa retratava Macaco Tião, o “candidato” oficial da revista em parceria com O Planeta Diário.
O conteúdo, com poucas seções fixas (uma exceção notável era a seção de cartas, na qual os editores se divertiam “detonando” os leitores, à semelhança da tradição da Mad brasileira), era muito variado, incluindo paródias de grandes reportagens e cadernos culturais de jornais famosos, anúncios falsos, entrevistas, estudos pseudo-intelectuais e alguma autopromoção da equipe “casseteana”. Em fins dos anos 1990 a revista tornou mais intensa a paródia dos modelos editoriais “sérios”, em especial os da Veja e da Folha de S. Paulo.
No entanto, ao longo dos anos a revista seria prejudicada pela escassez de anunciantes e pela relativa irregularidade nas datas de lançamento. O crescimento da participação dos editores na televisão (primeiro como criadores na TV Pirata, depois à frente das câmeras) e na banda Casseta & Planeta também reduziu a atenção necessária à boa condução da revista.
Em 1992 a Casseta Popular funde seu conteúdo com O Planeta Diário, originando a revista Casseta & Planeta.

4234 – Mega Memória Humor – Satiricom



Satiricom foi um programa humorístico produzido e exibido pela Rede Globo semanalmente entre 1972 e 1975.
Contava com a participação fixa de Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Jô Soares, Renato Corte Real e Luiz Carlos Miele. Girava em torno de sátiras aos mais variados meios de comunicação, desde a idade da pedra, abordando o rádio, a escrita, a fala, a música, além, claro, da própria televisão, satirizada e parodiada.
A partir da temporada de 1975, ganhou o título Satiricom 75 – A Sátira do Comportamento Humano, satirizando outras coisas além dos meios de comunicação.
Satiricom substituiu o “Faça humor, não faça guerra” e antecedeu o “Planeta dos Homens”.

3972 – Mega Memória Humor – Faça Humor, Não Faça Guerra


A dupla Lelé & Dakuka era o último quadro do programa

É o nome de um programa humorístico produzido pela Rede Globo e exibido entre 1970 e 1972, que contava com textos de Max Nunes, Haroldo Barbosa, Renato Corte Real e Jô Soares, entre outros, e tinha a direção de João Lorêdo e Carlos Alberto Loffler. O programa ia ao ar semanalmente às 21h, logo depois da telenovela das oito. O nome era uma alusão jocosa à frase de efeito, muito popular na época, “Faça amor, não faça a guerra”.
Elenco
Jô Soares
Eliezer Motta
Renato Corte Real
Renata Fronzi
Álvaro Aguiar
Berta Loran
José Vasconcelos
Maria Cristina Nunes
Geraldo Alves
Alguns quadros de “Faça Humor, não Faça Guerra” foram reapresentados em 1980, no Festival 15 Anos, e em 1990, no Festival 25 Anos da emissora.
Tema de abertura

“É, vai dizer que sim, vai dizer que não?
Vai ficar assim, sem opinião?
Dá logo a decisão!…”
Supervisão: Augusto César Vannucci
Direção: João Loredo, Marlos Andreucci e Carlos Alberto Loffler
Redação: Jô Soares, Renato Corte Real, Max Nunes, Haroldo Barbosa, Geraldo Alves, Hugo Bidet, Luís Orione e Leon Eliachar
Periodicidade: 30/06/1970 – 25/03/1973
Até o final da década de 1960, os humorísticos da TV Globo eram basicamente adaptações de formatos inventados e consagrados no rádio e no teatro de revista. Faça humor, não faça guerra foi o primeiro a explorar criativamente as possibilidades da linguagem da televisão, quando estreou no horário antes ocupado por Dercy de verdade. No lugar dos personagens fixos, muitas vezes de comicidade previsível, o programa apresentava vários quadros curtos – de no máximo quatro minutos – alinhavados por piadas rápidas e uma edição que privilegiava os cortes secos.
– Ironicamente, a esquematização dos quadros era obra dos veteranos Haroldo Barbosa e Max Nunes, responsáveis justamente pelas melhores traduções do humor radiofônico para a televisão, como Bairro feliz (1965), Riso sinal aberto (1966) ou Balança, mas não cai (1968). Os textos iniciais eram escritos por Jô Soares e Renato Corte Real, que, mais tarde, ganharam a ajuda de Geraldo Alves, Luís Orione Hugo Bidet e Leon Eliachar.
– Faça humor, não faça guerra tinha direção de João Lorêdo e produção de Ruy Mattos. Além de Jô Soares e Renato Corte Real, estrelas principais do programa, o elenco contava com humoristas e atores como Miéle, Sandra Bréa, Berta Loran e Paulo Silvino.
– Na abertura, um corpo de baile dirigido por Juan Carlo Berardi dançava ao som do tema do programa, que tinha versos como “Vai dizer que sim?/ vai dizer que não?/ vai ficar assim, sem opinião?”.
– Inicialmente gravado ao vivo, Faça humor, não faça guerra foi um dos primeiros programas a usar o videoteipe, introduzido no Brasil em 1957. A adaptação foi difícil. Equipe técnica e elenco chegavam a passar 24 horas dentro do estúdio para finalizar um programa. Berta Loran lembra que os atores também tiveram que adequar sua forma de representar seguindo a orientação de Augusto César Vannucci, supervisor do programa: a ordem era evitar exageros e passar mais naturalidade na interpretação.
– Em 1971, Faça humor, não faça guerra passou a ser exibidos às segundas feiras. Agora dirigido por Marlos Andreucci, o programa começou a apresentar seus primeiros tipos fixos. Jô Soares interpretava, entre outros, o Bêbado, o professor Gengir Khan, o Irmão Thomas, Manchetão e, um dos seus maiores sucessos, a espevitada Norminha, uma jovem que fazia tudo para ser famosa.
– Renato Corte Real interpretou, entre outros personagens, o psicanalista Sigismundo Fraude, o faxineiro Humirde e as velhinhas Mafalda e Dona Florisbela.
– Jô Soares e Renato Corte Real também costumavam contracenar no quadro Lelé & Dakuca, no qual viviam dois malucos que cavalgavam cavalinhos de pau – devidamente fantasiados de Napoleão – enquanto diziam um texto nonsense.
– Para evitar que o programa caísse na mesmice, os redatores se esforçavam para criar uma variedade maior de situações para os personagens e nenhum dos quadros era exibido todas as semanas. O resultado foi amplamente positivo. Em 1971, Faça humor, não faça guerra foi escolhido melhor programa de humor em várias premiações, conquistando, entre outros, os troféus Repórter, Helena Silveira e Antena de Ouro.
– Em 1972, Carlos Alberto Loffler assumiu a direção do humorístico, que passou a ser transmitido às 21h. Em janeiro de 1973, seria substituído por Maurício Sherman.
– Para o ex-diretor de Operações da TV Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o Faça humor, não faça guerra foi o primeiro programa de humor moderno da televisão brasileira e um marco no gênero. Ele lembra que o humorístico era um dos programas favoritos de Roberto Marinho. O presidente das Organizações Globo teria ficado tão satisfeito com o programa, que enviou flores para a casa de Boni um dia depois da estréia.

3230 – Quadrinhos e Humor – O Humor Mordaz da Mad


Alguns números famosos

O Número 1 publicado no Brasil trazia a sátira dos Waltons, (Os Chatons)

n° 2

n°3,um dos mais engraçados, trazia a sátira do Kung Fu

Sátira de Desejo de Matar, com Charles Bronson

N° 17

Satiriza o Filme Inferno na Torre (Baderna na Torre)

Satiriza o Filme Planeta dos Macacos e Terremoto

Sátira de Tubarão, um dos exemplares mais vendidos

Mad é uma revista de humor norte-americana fundada pelo empresário William Gaines e pelo editor Harvey Kurtzman em 1952. Trazendo sátiras de todos os aspectos da cultura popular americana, a publicação mensal é o último título sobrevivente da aclamada linha de revistas da EC Comics.Sem dinheiro, Kurtzman procurou Gaines para um empréstimo. Conseguiu-o, mas com uma condição: que fosse usado para criar um novo título. Gaines lembrou dos esquetes humorísticos no portfolio de Kurtzman, e naquela reunião decidiu-se criar uma revista que fizesse graça das outras revistas.
Enquanto Kurtzman afirmou ter surgido com o nome sozinho, Gaines dizia que Mad pipocou durante um brainstorm com Feldstein. De uma maneira ou outra, em outubro de 1952 era lançada Tales Calculated to Drive You Mad (em português, “Histórias com a intenção de levá-lo a loucura”), com arte de colaboradores regulares da EC como Jack Davis, Wally Wood e especialmente Bill Elder, cujo traço tornou-se marca registrada dos primeiros anos da publicação, quando era um livro bimestral. Seu preço: 10 centavos de dólar. Desde o início, Mad era como nenhuma outra revista. Trazia um humor tosco, irreverente, agressivo (classificado pelos próprios editores como “humor via [veia] jugular”); mas quase sempre inteligente, carregado de sátira e crítica social, e impecavelmente bem desenhado. A arte sempre foi uma preocupação maior na revista. Espaços em branco não eram bem-vindos; entupia-se os fundos de piadas visuais, gags, e referências ocultas. Kurtzman teve papel central nessa primeira etapa. Além de escrever grande parte do material, criou o logo da revista, deu vida a Alfred E. Neuman e desenhou capas.
Proibição
A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.
Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O motto de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateísta, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)
Ao contrário dos outros comic books, Mad não era lida pelo público usual – adolescentes –, mas por adultos. Entre os leitores, nomes fundamentais para a história dos quadrinhos alternativos, como Robert Crumb, Jay Lynch e Gilbert Shelton (de The Fabulous Furry Freak Brothers) – todos eles publicados mais tarde por Kurtzman na revista Help! (que teve vida curta, e rodou no início dos 60). Parte disso pode ser explicado porque a revista ocupou um lugar vital na sátira política entre 1950 e 1970, num país onde a paranóia da Guerra Fria e da Caça às Bruxas ocupavam grande parte do cotidiano das pessoas.
Em 1961, Gaines vendeu a revista – seu contador lhe disse que não poderia pagar os impostos sobre o dinheiro que a revista estava arrecadando. Hoje é propriedade da Time Warner, sob a bandeira DC Comics. Apesar do negócio, Gaines continuou à frente das operações da revista até 1992, ano de sua morte – em parte pelo bom relacionamento que mantinha com colaboradores regulares como Al Jaffee, Dave Berg, Don Martin, Sergio Aragonés e Antonio Prohias, que ficaram na revista por décadas. Sua vida está ganhando uma cinebiografia; com o título provisório de Mad Man, o longa está sendo rodado, com roteiro adaptado a partir da biografia de Steven Otfinoski. O filme cobrirá o início da revista, mostrando a vida de Gaines do final dos anos 40 até a década de 50.
Mad no Brasil
Mad ganhou versões – e imitações – em 19 países. No Brasil, começou a ser publicada no início dos anos 70, pela editora Vecchi. Desde já com Otacílio D’Assunção (1974-Outubro de 2008), o Ota, no editorial, a Mad atingiu seu apogeu no final daquela década, quando começou a produzir material nacional e mesclá-lo às traduções e adaptações.
Nos anos 80, na seqüência da falência da Vecchi, a revista deixou de ser publicada por vários meses até ser assumida pela Record em meados de 1984, também sob o comando do Ota. E durante toda a década de 90, a MAD continuou sendo publicada pela Editora Record, que assumiu o comando até ao ano 2000. Então sucedeu-se a mesma coisa que há anos atrás: devido às baixas vendas a revista parou de ser publicada. Mas poucos meses depois a revista foi editada pela Mythos. A editora publicou a revista durante 6 anos, tendo o último número sido publicado no final de 2006. Actualmente, e após um período de mais de um ano, – maior período de tempo que a revista deixou de ser publicada no Brasil – a MAD voltou pelas mãos da editora Panini, editada em seus primeiros números pelo Ota e por Raphael Fernandes e, posteriormente, apenas por Raphael (Novembro de 2008-presente).
A Mad teve três nomes no Brasil:
MAD em Português quando era publicado pela Editora Vecchi
MAD in Brazil quando era publicado pela Editora Record
Novo MAD quando era publicado pela Editora Mythos