12.155 – Religião – Qual foi o Papa mais Jovem?


Papa_Benedictus_IX
Assumiu o papado como Benedito IX pela primeira vez aos 12 anos. Mas de anjo ele não tinha nada
O homem mais novo a receber o título de sumo pontífice da Igreja Católica foi também o que mais vezes ocupou o trono da Santa Sé: em três ocasiões o nobre romano Teofilato de Tusculana (1020-1056) foi empossado como Benedito IX. No início do primeiro mandato, em 1032, ele era uma criança de 12 anos. Só se tornou líder da igreja porque pertencia à importante família Tuscalana, de Roma – e era aparentado a dois papas anteriores, João XIX e Benedito VIII. “Naquela época os papas eram eleitos pela influência de nobres poderosos”, diz o historiador Carlos Roberto F. Nogueira, da Universidade de São Paulo. “Nas disputas políticas entre as famílias dentro do Vaticano havia até assassinatos.” Numa dessas disputas eclesiásticas, em 1044 Benedito IX foi afastado sob a acusação de ter um comportamento sexual pouco condizente com sua condição de homem santo.
No seu lugar assumiu Silvestre III, da família rival Crechentii. Mas Benedito excomungou o substituto e voltou ao Vaticano. Novamente no poder, vendeu o cargo de papa a um padrinho, que assumiu em 1045 como Gregório VI. O imperador Henrique III, do Sacro Império Romano Germânico, que reinava sobre a Itália e a Alemanha, destituiu Gregório e nomeou seu protegido Clemente III – que morreu misteriosamente oito meses depois. Benedito, então com 27 anos, aproveitou a chance e convenceu o Conselho dos Bispos e reelegê-lo para o terceiro mandato.
A confusão só acabou em 1049, quando Leão IX assumiu o papado e regularizou as eleições para o cargo restringindo a influência dos nobres.

10.071 – Mega Lista – Todos os Papas, 3ª Parte


Para você que segue o Mega Arquivo, este é o 3° capítulo da série que mostra os nomes dos papas, paramos no Papa de n° 100, continuemos então com as lista do Papa 101 ao 200:

Papa Leão VII
Papa Leão VII

101 Gregório IV de 827 a Janeiro de 844 Gregorius Quartus
102 Sérgio II Janeiro de 844 a 7 de Janeiro de 847
103 São Leão IV Janeiro de 847 a 17 de Julho de 855 Canonizado.
104 Bento III 29 de Set de 855 a 17 de Abr de 858
105 São Nicolau I 24 de Abr de 858 a 13 de Nov de 867 Canonizado.
106 Adriano II 14 de Dez de 867 a 14 de Dez de 872
107 João VIII 14 de Dez de 872 a 16 de Dez de 882
108 Marinho I 16 de Deze de 882 a 15 de Mai de 884
109 Santo Adriano III 17 de Mai de 884 a Set de 885
110 Estêvão V (VI) 885 a 14 de Set de 891
111 Formoso 19 de Set de 891 a 4 de Abr de 896
112 Bonifácio VI 4 de Abr de 896 a 19 de Abr de 896
113 Estêvão VI (VII) 22 de Abr de 896 a Agosto de 897
114 Romano Ago de 897 a Nov de 897
115 Teodoro II Dez de 897 a Dez de 897
116 João IX Jan de 898 a Jan de 900
117 Bento IV 900 a 903
118 Leão V Jul de 903 a Set de 903
119 Sérgio III 29 de Jan de 904 a 14 de Abr de 911
120 Anastácio III Abr de 911 a Jun de 913
121 Lando Ago de 913 a Março de 914
122 João X mar de914 a Mai de 928
123 Leão VI Maio de 928 a Dez de 928
124 Estêvão VII (VIII) Dez de 928 a Fev de 931
125 João XI Mar de 931 a Dez de 935
126 Leão VII 3 de Jan de 936 a 13 de Jul de 939
127 Estêvão VIII (IX) 13 de Jul de 939 a Out de 942
128 Marinho II 30 de Out de 942 a Mai de 946
129 Agapito II 10 de Mai de 946 a Dez de 955
130 João XII 16 de Dez de 955 a 14 de Mai de 964
131 Bento V 22 de Mai de 964 a 23 de Junho de 964
132 Leão VIII Jul de 964 a 1 de Mar de 965
133 João XIII 1 de Out de 965 a 6 de Set de 972
134 Bento VI 19 de Jan de 973 a Jun de 974
135 Bento VII Out de 974 a 10 de Jul de 983
136 João XIV Dez de 983 a Ago de 984
137 João XV Ago de 985 a Mar de 996
138 Gregório V Mai de 996 a 18 de Fev de 999
139 Silvestre II 2 de Abr de 999 a 12 de Mai de 1003
140 João XVII 16 de Mai de 1003 a 6 de Nov de 1003
141 João XVIII 25 de Dez de 1003 a 31 de Jul de 1009
142 Sérgio IV 31 de Jul de 1009 a 12 de Mai de 1012
143 Bento VIII 18 de Mai de 1012 a 9 de Abr de 1024
144 João XIX 9 de Abr de 1024 a 20 de Out de 1032
145 Bento IX 1 de Ago de 1032 a 16 de Jan de 1045
146 Silvestre III 20 de Jan de 1045 a 10 de Abr de 1045
147 Bento IX 10 de Abr de 1045 a 1 de Mai de 1045
148 Gregório VI 1 de Mai de 1045 a 20 de Dez de 1046
149 Clemente II 20 de Dez de 1046 a 9 de Out de 1047
150 Bento IX 9 de Out de 1047 a 17 de Julho de 1048 282
151 Dâmaso II 17 de Jul de 1048 a 9 de Ago de 1048
152 São Leão IX 12 de Fev de 1049 a 19 de Abr de 1054
153 Vítor II 13 de Abr de 1055 a 28 de Jul de 1057
154 Estêvão IX (X), 2 de Ago de 1057 a 29 de Mar de 1058
155 Nicolau II 6 de Dez de 1058 a 27 de Jul de 1061
156 Alexandre II 30 de Sete de 1061 a 21 de Abr de 1073
157 São Gregório VII 22 de Abr de 1073 a 25 de Mai de 1085
158 Beato Vítor III 24 de Mai de 1086 a 16 de Set de 1087
159 Beato Urbano II 12 de Mar de 1088 a 29 de Jul de 1099
160 Pascoal II 13 de Ago de 1099 a 21 de Jan de 1118
161 Gelásio II 24 de Jan de 1118 a 28 de Jan de 1119
162 Calisto II 2 de Fev de 1119 a 13 de Dez de 1124
163 Honório II 15 de Dez de 1124 a 13 de Fev de 1130
164 Inocêncio II 14 de Fev de 1130 a 24 de Set de 1143
165 Celestino II 26 de Set de 1143 a 8 de Mar de 1144
166 Lúcio II 12 de Mar de 1144 a 15 de Fev de 1145
167 Beato Eugénio III 15 de Fev de 1145 a 8 de Jul de 1153
168 Anastácio IV 8 de Jul de 1153 a 3 de Dez de 1154
169 Adriano IV 4 de Dez de 1154 a 1 de Set de 1159
170 Alexandre III 7 de Set de 1159 a 30 de Ago de 1181
171 Lúcio III 1 de Set de 1181 a 25 de Nov de 1185
172 Urbano III 25 de Nov de 1185 a 19 de Out de 1187
173 Gregório VIII 21 de Out de 1187 a 17 de Dez de 1187
174 Clemente III 17 de Dez de 1187 a 20 de Mar de 1191
175 Celestino III 21 de Mar de 1191 a 8 de Jan de 1198

Papa Inocêncio III
Papa Inocêncio III

176 Inocêncio III 8 de Jan de 1198 a 16 de Julho de 1216
177 Honório III 18 de Jul de 1216 a 18 de Mar de 1227
178 Gregório IX 19 de Mar de 1227 a 22 de Ago de 1241
179 Celestino IV 25 de Out de 1241 a 10 de Nov de 1241
180 Inocêncio IV 25 de Jun de 1243 a 7 de Dez de 1254
181 Alexandre IV 12 de Dez de 1254 a 25 de Mai de 1261
182 Urbano IV 29 de Ago de 1261 a 2 de Out de 1264
183 Clemente IV 5 de Fev de 1265 a 29 de Dez de 1268
29 de Dez de 1268 a 1 de Set de 1271
184 Beato Gregório X 1 de Sete de 1271 a 10 de Jan de 1276
185 Beato Inocêncio V 21 de Jan de 1276 a 22 de Jun de 1276
186 Adriano V 11 de Jul de 1276 a 18 de Ago de 1276
187 João XXI 20 de Setembro de 1276 a 20 de Maio de 1277
188 Nicolau III, 25 de Nov de 1277 a 22 de Ago de 1280 1001
189 Martinho IV 22 de Fev de 1281 a 28 de Mar de 1285
190 Honório IV 2 de Abr de 1285 a 3 de Abr de 1287
191 Nicolau IV 22 de Fev de 1288 a 4 de Abr de 1292
Interregno 4 de Abr de 1292 a 5 de Jul de 1294
192 São Celestino V 5 de Jul de 1294 a 13 de Dez de 1294
193 Bonifácio VIII 24 de Dez de 1294 a 11 de Out de 1303
194 Beato Bento XI 22 de Out de 1303 a 7 de Jul de 1304
195 Clemente V 5 de Jun de 1305 a 20 de Abril de 1314
20 de Abril de 1314 7 de Ago de 1316
196 João XXII 7 de Ago de 1316 a 4 de Dez de 1334
197 Bento XII 20 de Dez de 1334 a 25 de Abr de 1342
198 Clemente VI, 7 de Mai de 1342 a 6 de Dez de 1352
199 Inocêncio VI 18 de Dez de 1352 a 12 de Set de 1362
200 Beato Urbano V 28 de Set a de 1362 19 de Dez de 1370

9526 – Religião – O Papa São Silvestre


Sylvester_I

Foi o 33° papa, como vimos na mega lista.
Encerrou o pontificado em 31 de dezembro de 335,
durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos, iniciando-se a Paz na Igreja. Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Festa em 31 de Dezembro.
Silvestre I enviou emissários para presidirem ao sínodo de Arles (314) e ao Primeiro Concílio de Niceia (325), convocados por Constantino, a sua ausência é motivo de debate, provavelmente deve-se ao seu estado de saúde. Durante o seu pontificado a autoridade da Igreja foi estabelecida e se construíram alguns dos primeiros monumentos cristãos, como a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, e as primitivas basílicas de Roma (São João de Latrão e São Pedro), bem como das igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.
Atribui-se em geral a conversão de Constantino a uma visão que terá tido antes da batalha da ponte de Milvius (312). Mas a tradição medieval, também teria dito que o imperador teria lepra incurável, e logo que Silvestre o batizou por imersão numa piscina ficou imediatamente curado. Esta versão porém não tem fundamento, pois sabe-se que Constantino foi batizado ao fim de sua vida, com a intenção de perdoar seus pecados, por Eusébio, bispo de Nicomédia.

9298 – Mega Listas – Todos os Papas, 2ª Parte


Papa João IV
Papa João IV

Continuando com os 20 séculos de papado, segue a lista com os papas:

Papa Pontificado
61° – João III 17 jul 561 a 13 jul 574
62° – Bento I 2 jun de 575 a 30 jul 579
63° – Pelágio III 29 de nov de 579 a 7 fev dec 590
64° – São Gregório I 3 set de 590 a 12 mar 604
65° – Sabiniano 13 set de 604 a 22 fev de 606
66° – Bonifácio III 19 de fev de 607 a 12 nov de 607
67°- São Bonifácio IV 25 de ago de 608 a 8 mai de 605
68°- Santo Aldeodato I 19 de out de 615 a 8 nov de 618 Aldeodatus
69° – Bonifácio V 23 de Nov de 619 a 25 de Out de 625
70° – Honório I 27 de Out de 625 a 12 de Out de 638 Honorius
71°- Severino Out de 638 a 2 de Ago de 640 Severinus
72°- João IV 24 de Dez de 640 a 12 de Out de 642 Ioannes Quartus
73°- Teodoro I 24 de Nov de 642 a 14 de Mai de 649 Theodorus
74°- São Martinho I Jul de 649 a 16 de Set de 654 Martinus Canonizado.
75°- Santo Eugénio I 10 de Ago de 654 a 2 de Jun de 657 Eugenius Canonizado.
76º- São Vitaliano 30 de Jul de 657 a 27 de Janeiro de 672 Vitalianus Canonizado.
77°- Adeodato II 11 de Abr de 672 a 17 de Jun de 676 Adeodatus Secundus
78°- Dono 2 de Nov de 676 a 11 de Abril de 678 Donus
79° – Santo Agatão 27 de Jun de 678 a 10 de Jan de 681 Agatho Canonizado.
80°- São Leão II Dez de 681 a 3 de Julho de 683 Leo Secundus Canonizado.
81°- São Bento II 26 de Jun de 684 a 8 de Mai de 685 Benedictus Secundus Canonizado.
82°- João V 12 de Jul de 685 a 2 de Ago de 686 Ioannes Quintus
83° – Cónon 21 de Out de 686 a 22 de Set de 687 Conon
84°- São Sérgio I 15 de Dez de 687 a 8 de Set de 701 Sergius Canonizado.
85°- João VI 30 de Out de 701 a 11 de Jan de 705 Ioannes Sextus
86°- João VII 1 de Mar de 705 a 18 de Out de 707 Ioannes Septimus
87°- Sisínio 15 de Janeiro de 708 a 4 de Fevereiro de 708 Sisinnius
88°- Constantino 25 de Mar de 708 a 9 de Abril de 715 Constantinus
89°-São Gregório II 19 de Mai de 715 a 11 de Fev de 731 Gregorius Secundus Canonizado.
90°- Gregório III 18 de Mar de 731 a 28 de Nov de 741 Gregorius Tertius
91°- São Zacarias 3 de Dez de 741a 22 de Mar de 752 Zacharias Canonizado
92°- Papa eleito Estêvão (II) 23 de Mar de 752 a 26 de Mar de 752 Papa Electus
93°- São Paulo I 29 de Mai de 757 a 28 de Jun de 767 Paulus Canonizado.
94°- Estêvão III (IV) 7 de Ago de 767 a 24 de Jan de 772 Stephanus Tertius
95°-Adriano I 1 de Fev de 772 a 26 de Dez de 795 Hadrianus
96°- São Leão III 26 de Dez de 795 a 12 de Jun de 816 Leo Tertius
97°-Estêvão IV (V) 12 de Jun de 816 a 24 de Jan de 817 Stephanus Quartus (Quintus)
98°-São Pascoal I 25 de Jan de 81 a 11 de Fev de 824 Paschalis Canonizado.
99°-Eugénio II 8 de Mai de 824 a Ago de 827 Eugenius Secundus
100°-Valentino Ago de 827 a Set de 827

9285 – Quem foram os Antipapas?


Um Antipapa é uma pessoa que reclama o título de Papa, em oposição a um Papa legitimamente eleito, ou durante algum período no qual o título estava vago. Antipapa não é necessariamente sinal de doutrina contrária à fé ensinada pela Igreja. No passado, antipapas eram geralmente apoiados por uma facção significativa de cardeais e reinos.
Hipólito de Roma († 235) é geralmente considerado o primeiro antipapa, como ele protestou contra o Papa Calisto I e dirigiu um grupo distinto dentro da Igreja em Roma. Hipólito foi posteriormente reconciliado com o segundo sucessor de Calisto, o Papa Ponciano, quando ambos condenaram a ilha de Sardenha. Porém se realmente Hipólito declarou-se bispo de Roma permanece incerto, especialmente pelo fato de que esta afirmação não tem sido citada nos escritos atribuídos a ele. Hipólito foi posteriormente canonizado pela Igreja.

Igreja tem 36 antipapas reconhecidos
Além dos 264 pontífices que ocuparam o trono de Pedro ao longo de 2.000 anos de história do catolicismo, existem outros 36 antipapas “reconhecidos” pela Igreja Católica. Antipapa é aquele que, elevado ao papado de modo não-canônico, atribui a si mesmo a dignidade e a autoridade papal.
Apesar de estes personagens não terem alcançado a dignidade pontifícia, a igreja considera oportuno conservá-los na memória, porque em torno deles houve momentos e movimentos que marcaram seu caminho.
Isto aconteceu por exemplo com a eleição em 20 de setembro de 1378 do antipapa Clemente 7º, frente a Urbano 6º, que deu origem à Grande Cisão do Ocidente de 1378 a 1417.
O fenômeno dos antipapas começou a tomar corpo a partir do ano 200 e esteve muito presente até o ano 1000, diminuindo gradualmente até mediados de 1400.
Vários inclusive foram eleitos legitimamente papas e alguns se tornaram santos, como o sacerdote romano Hipólito, antipapa de 217 a 235, o primeiro da história a se tornar um legítimo chefe da Igreja Católica, assumindo o nome da Calixto por motivos doutrinais.
O último antipapa foi um expoente da Casa de Sabóia, Félix 5º, eleito no Concílio da Basiléia contra Eugênio 4º, em 24 de julho de 1440. Depois foi deposto nesse mesmo concílio. Submeteu-se ao papa Nicolau 5º, sendo nomeado cardeal.
Além da lista dos 36 antipapas “autênticos” existiram outros sete “duvidosos”, nove indevidamente chamados assim e dois que nem sequer são reconhecidos como tais.

João XXIII foi também o nome utilizado por um antipapa entre 1410 e 1415.
De acordo com a estrutura hierárquica da Igreja Católica, os homens que ocupam a posição mais elevada são conhecidos como papa ou Supremo Pontífice. Este líder do cristianismo católico é reconhecido em todo o mundo e seu posto remete a uma tradição iniciada com o apóstolo Pedro, considerado o primeiro papa da história. Entretanto, a função de papa é também um posto político dotado de muita competição para atingi-lo. Em diversos momentos da história do catolicismo, o papa eleito pelo Conclave, reunião de cardeais para eleger o novo Supremo Pontífice, não foi reconhecido por reis e grupos religiosos dentro da Igreja Católica. Como resultado da não aceitação de alguns papas eleitos pelo Conclave e refletindo a autoridade que alguns reis demonstraram, foram indicados outros papas para representa-los. Esses papas que não foram eleitos pelo Conclave, mas sim por vontade de grupos religiosos e políticos distintos, são chamados de antipapas. Eles exercem a mesma função do papa em vigência, porém representando uma oposição. Ou seja, dois papas que se declaram legítimos simultaneamente, um rejeitando a existência do outro.
Baldessare Cossa seria um exemplo de antipapa. Nascido por volta de 1370 na cidade de Nápoles, foi corsário em sua juventude e, mais tarde, tornou-se aluno na Universidade de Bolonha. Entrou para a vida religiosa após se formar e, em 1402, recebeu o título de cardeal. Seus serviços com a Igreja Católica teve início durante o papado de Gregório XII. Na ocasião, havia outro antipapa em atividade, Alexandre V. Este foi o primeiro papa cismático em Pisa e, quando faleceu, abriu-se o processo de escolha para seu sucessor. Nesta jogada entrou Baldessare Cossa, que foi eleito em Bolonha no ano de 1410. O cardeal assumiu como nome papal João XXIII. Porém, destaca-se, que este era um antipapa, representava o cisma vigente na Igreja Católica e era reconhecido apenas pela França, pela Inglaterra e parte da Itália e da Alemanha.
Muitos acreditam que a ascensão de João XXIII se deu por influência do rei Luís II, afoito por controlar o poder dos papas. De toda forma, o momento já era conturbado o suficiente para o cristianismo, que enfrentava um grave cisma que chegou a contar com a existência de três papas simultâneos, dois deles antipapas (Gregório XII, João XXIII e Bento XIII, respectivamente).
João XXIII não foi um papa legítimo, era reconhecido apenas por seus seguidores que representavam um grupo de cismáticos. O verdadeiro papa João XXIII, reconhecido pela Igreja Católica, exerceu seu papado muitos séculos depois e é reconhecido como um dos papas mais importantes da história do cristianismo. Depois de sofrer muita recriminação, o próprio antipapa João XXIII reconheceu seu erro e submeteu-se ao Concílio de Constança, o qual colocou fim a Grande Cisma do Ocidente. João XXIII foi deposto e aprisionado em 1415, recuperando a liberdade apenas em 1418, quando voltou a viver dignamente como cardeal.
Fora da prisão e novamente reconhecido por seu nome de batismo, Baldessare Cossa, faleceu em 1419 e foi sepultado com respeito em Florença.

Continue no ☻ Mega, voltaremos com a lista dos 36 antipapas

9284 – História do Papado -☻Mega lista com o nome de todos os Papas


São Pedro teria sido o 1° Papa
São Pedro teria sido o 1° Papa

Não existe uma lista oficial de papas, mas o Anuário Pontifício, publicado anualmente pelo Vaticano, contém uma lista que é geralmente considerada a mais correta. Em 2001 foi feito um estudo rigoroso pela Igreja Católica sobre a história do papado.
Também é utilizada como fonte a Lista de papas da Enciclopédia Católica.
Nunca houve um Papa João XX, nem um Papa Martinho II ou III (ainda que sejam assim designados por vezes os Papas Marinho I e II). Para a numeração dos papas com nome Estêvão, consulte Papa Estêvão.
A numeração dos papas de nome Félix foi posteriormente corrigida para omitir o Antipapa Félix II. No entanto, a maioria das listas ainda nomeiam os últimos dois papas de nome Félix como Papa Félix III e Papa Félix IV. Adicionalmente, ainda houve um Antipapa Félix V.
Os nomes mais comuns são João (último: XXIII, embora não tenha havido João XX e João XVI tenha sido um antipapa), Gregório (XVI), Bento (XVI, embora Bento X tenha sido um antipapa), Clemente (XIV), Inocêncio e Leão (XIII).
O título de papa passou a ser utilizado a partir do século III.
Os antipapas não estão incluídos.

1° – São Pedro – Pontificado – de 30 a 67 – Petrus
2° – São Lino – Pontificado – 67 a 76 – Linus
3° – Santo Anacleto – Pontificado – 76 a 88 – Anacletus
4°- São Clemente I – Pontificado – 88 a 97 – Clemens
5° – Santo Evaristo – Pontificado – 97 a 107 – Evaristus
6°- Santo Alexandre I – Pontificado – 105 a 116 -Alexander
7°- São Sisto I – Pontificado – 116 a 125 – Xystus
8°- São Telésforo – Pontificado – 125 a 138 – Telesphorus
9° – São Higino – 138 a 142 – Hyginus
10° – São Pio I – 142 a 155 – Pius
11° – Santo Aniceto – 155 a 166 – Anicetus
12°- São Sotero – 166 a 175 – Soterius
13°- Santo Eleutério – 175 a 189 – Eleutherius
14° – São Vítor I – 189 a 199 – Victor
15°- São Zeferino – 199 a 20 de Dez de 217 – Zephirinus
16° – São Calisto I – 217 a 223 – Callistus
17° – Santo Urbano – 223 a 230 – Urbanus
18º – São Ponciano – 21 de Julho de 230 a 28 de set de 235 – Pontianus
19° – Santo Antero – 10 de jan de 235 a 3 de jan de 236 – Anterus
20°- São Fabiano – 10 de jan de 236 a 20 de jan de 250 – Fabianus
21° – São Cornélio – 6 de mar de 251 a junho de 253 – Cornelius
22° – São Lúcio I – 25 de junho de 253 a 5 de março de 254 – Lucius
23° – Santo Estevão I – 12 de maio de 254 a 2 de ago de 257 – Sthephanus
24° – São Sisto II – 31 de ago 257 a 6 de ago de 258 – Xystos Secundos
25° – São Dionísio – 22 de julho de 259 – 26 de dez de 268- Dionysius
26° – São Félix I – 5 de jan de 269 a 30 de dez de 274 – Felix
27° – Santo Eutiquiano – 4 de jan de 275 a 7 de dez de 283 – Eutichianus
28° – São Caio – 17 de dez de 283 a 22 de abril de 296 – Caius
29° – São Marcelino – 30 de jun de 296 a 1° de abril de 304 – Marcellinus
30° – São Marcelo I – 27 de maio de 308 a 16 de junho de 309 – Marcellus
31° – Santo Eusébio – 18 de abr de 309 a 31 de dez de 310 – Eusebius
32° – São Melquíades – 2 de julho de 311 a 10 jan de 314 – Miltiades
33° – São Silvestre I – 31 de jan de 314 a 31 de dez de 335 – Silvester
34° – São Marcos – 18 de jan de 336 a 7 de ou de 336 – Marcus
35° – São Júlio I – 6 de fev de 337 a 12 de abr de 352 – Julius
36° – Libério – 17 de maio de 352 a 24 set de 366 – Liberius
37° – São Dâmaso I – 1 de out de 366 a 11 de dez de 384 – Damasus
38° – São Sirício – 11 dez de 384 a 26 nov de 399 – Siricius
39° – Santo Anastácio I – 26 de noc de 399 a 19 dez de 401 – Anastasius
40° – Santo Inocêncio I – 22 de dez de 401 a 12 mar de 417 – Innocentius
41° – São Zózimo – 18 de mar 417 a 26 dez de 418 – Zosimus
42°- São Bonifácio I – 29 dez de 418 a 4 de set de 422 – Bonifacius
43° – São Celestino I – 10 de set de 422 a 27 de julho de 432 – Coelestinus
44° – São Sisto III – 31 julho de 432 a ago 440 – Xystus Tercius
45° – São Leão I – 29 set 440 a 10 nov de 461 – O Grande I Leo Magnus
46° – Santo Hilário – 19 de nov de 461 a 29 fev de 468 – Hilarius
47° – São Simplício – 3 mar de 468 a 10 mar 483 – Simplicius
48° – São Félix III – 13 mar de 483 1 mar 492 – Felix Tertius
49° – São Gelásio I – 1 mar 492 a 21 nov de 496 – Gelasius
50° – Anastácio II – 24 nov de 496 a 19 nov de 498 – Anastasius Secundus
51° – São Símaco – 22 nov de 498 a 19 de julho de 514 – Summachus
52° – Santo Hormidas – 20 jul 514 a 19 jul 523 – Hormisdus
53° – São João I – 13 ago 523 a 18 maio 526 – loannes
54° – São Félix IV – 13 julho 526 a 22 set 530 – Felix Quartus
55° – Bonifácio II – 22 set 530 a 17 out 532 – Bonifacius Secundus
56° – João II – 2 jan de 533 a 8 mai 535 – Loannes Secundus
57° – Santo Agapito I – 13 maio 535 a 22 abr 536 – Agapetus
58° – São Silvério – 1 jun 536 a 11 nov 537 – Silvérius
59° – Vigílio – 29 mar 537 a 7 jun 555 – Vigilius
60º Pelágio I – 16 abr 556 a 4 mar 561 – Pelagius

A lista é longa, continuaremos com os mais de 20 séculos de Papado em um próximo capítulo.

9283 – História do Papado – O Papa Eutiquiano


Foi o 27º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Luni, na Itália, em 240, Eutiquiano viveu uma época em que os católicos começavam a conquistar um pouco de liberdade para seu culto e suas ações. De todo modo, ainda não gozavam de plena aceitação ou de reconhecimento oficial, o que significa dizer que os cristãos ainda sofriam perseguições impostas pelos pagãos da época. Não se conhece praticamente nada sobre a vida de Eutiquiano, além do fato de ter chegado ao principal posto da Igreja Católica em meio a situações tão conturbadas para a fé cristã. Ele se tornou papa no dia quatro de janeiro de 275 para suceder o Papa Félix I.
O Papa Eutiquiano ordenou ações que seriam muito marcantes para os cristãos da época, e, de certo modo, seriam confrontadoras da lógica estabelecida. Ele ordenou, por exemplo, que os mártires fossem cobertos pela dalmática, um manto que era parecido com o dos imperadores romanos. Uma afronta para a época. Alguns anos mais tarde, o Papa Silvestre I adotaria a mesma dalmática como traje dos clérigos encarregados de ler a epístola e o evangelho nas missas solenes. O que ajudou a solidificar a tradição que chega aos nossos dias. Os diáconos celebram todas suas missas vestindo suas dalmáticas específicas para cada situação.
Além de iniciar uma conduta que marcaria profundamente a tradição das celebrações católicas, o Papa Eutiquiano também instituiu a benção da colheita nos campos, um ritual religioso puramente simbólico. Ele proibiu ainda que se entregasse a comunhão aos enfermos. O Papa Eutiquiano queria evitar que o Santíssimo Sacramento fosse profanado e acreditava que proibir que mulheres ou leigos simplesmente portassem a comunhão a um enfermo já seria uma inibição.
Não se conhece muito da vida e dos oito anos em que o Papa Eutiquiano esteve à frente da Igreja Católica. Acredita-se que ele tenha sido martirizado porque a Igreja celebra seu suposto dia de martírio. Sabe-se, contudo, que ele morreu no dia sete de dezembro de 283 e foi o último papa a ser sepultado na cripta dos papas. Seu sucessor foi o Papa Caio.

8725 – História do Papado – O Papa Valentino


Valentine

Foi o 100º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Roma no ano 780, Valentino decidiu-se quando muito novo pela carreira eclesiástica. Era um religioso que pregava a piedade e a moralidade, famoso por seu caráter bondoso. Valentino trabalhou durante sete anos para o Papa Pascoal I, entre os anos 817 e 824. Sua atuação lhe rendeu prestígio e lhe assegurou influência entre a alta administração da Igreja Católica durante o papado de Eugênio II.
A trajetória de Valentino o levou a ser escolhido por unanimidade no dia primeiro de setembro de 827 para ser o sucessor do Papa Eugênio II, falecido pouco tempo antes. O Papa Valentino tinha poder e prestígio, gozava, por exemplo, do respeito e do reconhecimento do imperador Carlos Magno, que defendia que o chefe da Igreja Católica merecia respeito e era independente em suas decisões. Tanto que Carlos Magno estabeleceu entre seus descendentes a tradição da independência das decisões papais. Embora reis e imperadores ainda tenham pressionado por muito tempo, os papas conquistaram gradativamente liberdade e poderio para reverter a situação. Foram eles, os papas, que interferiram na nomeação de reis e imperadores e que estabeleceram padrões de conduto no decorrer dos séculos da Idade Média.
O Papa Valentino era muito querido pelo povo e, simultaneamente, pelo clero e pela nobreza. Conseguia, assim, ser respeitado e admirado por todos. O papado era o ápice de sua vida devota reconhecida pela perseverança e regada de prestígio. Todos o respeitavam pela pureza e pela bondade que demonstrava em suas ações. Além disso, pelas contas oficiais da Igreja Católica, o Papa Valentino ocupava uma posição de destaque na sucessão papal, era o centésimo líder da Igreja na sucessão de São Pedro. Contudo, quis o destino que seu tempo à frente da instituição religiosa fosse muito breve. O Papa Valentino ficou apenas 40 dias no posto, o que não lhe deu tempo para ações que marcassem significativamente seu papado. A causa de sua morte não é conhecida, mas sabe-se que faleceu em Siracusa no dia 16 de novembro de 827 quando tinha apenas 47 anos de idade. Seu sucessor foi o Papa Gregório IV.