13.375 – Filosofia – Fique por Dentro com o ☻ Mega


hipocrates
Hipócrates (460-377 aC) é até hoje conhecido como o pai da Medicina. É provavelmente o primeiro ocidental a escrever tratados exclusivamente sobre doenças, suas causas e possíveis tratamentos.
Viveu no mesmo período que surgiu a Filosofia clássica. Naquela época, a Filosofia possibilitou aos médicos reflexões no que diz respeito a busca racional das causas dos fenômenos. Ele defendia que uma doença não seria o resultado de interferência divina, que suas causas poderiam ser conhecidas, explicadas, e o mal ser tratado. Sua contribuição para a Medicina é reconhecida e todo médico, ao preparar-se para exercer sua profissão, deve fazer o “juramento de Hipócrates”, que pode ser visto na íntegra no site do Conselho Regional de Medicina.

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12.922 – Hipócrates, o Pai da Medicina


hipocrates
Conhecido como o “Pai da Medicina Ocidental”, Hipócrates foi um ícone ateniense da rejeição a explicações supersticiosas e míticas para os problemas de saúde e como curar doenças. Enquanto muitos pensadores gregos concentravam seus esforços na natureza em geral ou na moral e política, Hipócrates concentraram-se em observar e compreender o funcionamento do organismo humano, na esperança de encontrar explicações racionais, e passíveis de controle e manipulação, para os males que atingem a saúde humana. Embora muito tenha se perdido ao longo dos séculos, alguns de seus escritos sobrevivem até os dias atuais, porém, como a maior parte de seu trabalho era iminentemente prática, temos ainda assim pouco acesso ao pensamento de Hipócrates.
Hipócrates não apenas foi bem sucedido em rejeitar a superstição, mas foi também capaz de desenvolver a medicina a ponto de separá-la da Teurgia, práticas religiosas ritualísticas com objetivo de conectar-se a divindade, no caso para recuperação da saúde. A partir de Hipócrates a medicina tornou-se uma disciplina independente, o que levou ao surgimento da profissão de médico.
Embora a medicina tenha se desenvolvido como uma disciplina independente, os discípulos de Pitágoras nos dão a saber que Hipócrates utilizou a filosofia como aliada da medicina, entendendo que a abordagem racional utilizada nesta disciplina seria o tipo de abordagem adequada para tratar os males da saúde, buscando na natureza as causas e a solução. Estabeleceu que, ao invés de uma punição dos deuses, as causas da maioria das doenças seriam fatores climáticos, alimentares e hábitos cotidianos.Conhecido como o “Pai da Medicina Ocidental”, Hipócrates foi um ícone ateniense da rejeição a explicações supersticiosas e míticas para os problemas de saúde e como curar doenças. Enquanto muitos pensadores gregos concentravam seus esforços na natureza em geral ou na moral e política, Hipócrates concentraram-se em observar e compreender o funcionamento do organismo humano, na esperança de encontrar explicações racionais, e passíveis de controle e manipulação, para os males que atingem a saúde humana. Embora muito tenha se perdido ao longo dos séculos, alguns de seus escritos sobrevivem até os dias atuais, porém, como a maior parte de seu trabalho era iminentemente prática, temos ainda assim pouco acesso ao pensamento de Hipócrates.
Hipócrates não apenas foi bem sucedido em rejeitar a superstição, mas foi também capaz de desenvolver a medicina a ponto de separá-la da Teurgia, práticas religiosas ritualísticas com objetivo de conectar-se a divindade, no caso para recuperação da saúde. A partir de Hipócrates a medicina tornou-se uma disciplina independente, o que levou ao surgimento da profissão de médico.
Embora a medicina tenha se desenvolvido como uma disciplina independente, os discípulos de Pitágoras nos dão a saber que Hipócrates utilizou a filosofia como aliada da medicina, entendendo que a abordagem racional utilizada nesta disciplina seria o tipo de abordagem adequada para tratar os males da saúde, buscando na natureza as causas e a solução. Estabeleceu que, ao invés de uma punição dos deuses, as causas da maioria das doenças seriam fatores climáticos, alimentares e hábitos cotidianos.
Os desenvolvimentos posteriores da medicina mostraram que Hipócrates estava correto, embora hoje se compreenda que ele trabalha com diversos elementos incorretos quanto a anatomia e fisiologia. Entre estes o Humorismo, a teoria de que o corpo possui quatro fluidos diferentes que quando desequilibrados levam a doenças.
Este tipo de erro devia-se especialmente ao fato de que na Grécia da época, a dissecação era um tabu, o que também dificultava o trabalho da escola de medicina da região de Cnido, baseada no diagnóstico. Tendo isto em mente, a escola Hipocrática de medicina, da região de Cós, focou seus trabalhos no prognóstico e cuidado com o paciente, atingindo assim maior eficácia em tratar as doenças, mesmo com uma visão incorreta de muitos aspectos do corpo humano e um diagnóstico generalista combinado a tratamentos passivos. Com a imaturidade da medicina da época, Hipócrates e seus sucessores acreditavam que o melhor que o terapeuta poderia fazer seria prever o desenvolvimento da doença, baseado em dados previamente coletados, e facilitar o processo de recuperação natural do corpo, pois acreditava-se que o corpo humana possuía a capacidade de reequilibrar os quatro fluidos por si mesmo, de modo que, na maioria dos casos, o papel do terapeuta seria manter o paciente o mais limpo e estéril possível, imobilizando conforme a necessidade e evitando o uso de drogas potentes, o que era reservado para casos críticos.
Especialmente devido aos tratamentos passivos, Hipócrates tem sido criticado nos últimos dois milênios, sendo que a medicina atual aproximasse muito mais da escola de Cnido do que da escola de Cós, visto que hoje possuímos o conhecimento fisiológico e anatômico que lhes faltava.
Um conceito importante para o método de Hipócrates era o de “crise”. Um ponto de progressão da doença ou da cura do paciente que determinava se ele se recuperaria ou morreria. Durante o processo de cura mais de uma crise era esperada, sempre sucedida por um período de recaída.
Hipócrates é também creditado como tendo criado o juramento de Hipócrates, utilizado hoje para a profissão de medicina, embora alguns autores afirmem que o juramento é posterior.

11.075 – O que Hipócrates tem a ver com Hipocrisia?


Nada a ver. Parece mas não é

Hipocrisia vem do Grego HYPOKHRINESTHAI, “representar um papel, fingir”, formado por HYPÓS, “abaixo”, mais KRINEIN, “separar, escolher, peneirar”.
A evolução do sentido foi de “separar gradualmente” para “responder”, para “responder dentro de uma peça de teatro”, para “representar, fingir um papel”.

E o nome de Hipócrates vem de HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATEO, “eu domino”. É um nome muito antigo, que refletia a época em que uma pessoa que controlava um cavalo se destacava no seu meio.
Veja que ambos os prefixos eram totalmente diferentes (inclusive na pronúncia), mas acabaram sendo iguais em nosso idioma, por conta das simplificações de grafia.
“Hipócrates” era um nome próprio grego formado por HIPPOS, “cavalo” mais o verbo KRATÉO, “eu domino, eu tenho poder sobre, eu controlo”.
Foi um nome criado numa época em que domar cavalos e cuidar deles tinha um significado especial para uma nação.
Observe que o início de “Hipócrates” e “Hipócrita” hoje é igual; alterações ortográficas do nosso idioma levaram a uma convergência de forma. Mas, em sua origem, um era HIPPO- e outro HYPÓ- (este “Y” soava como o “U” francês); eram palavras bem distintas em significado e som.
Processo semelhante sofreram KRATÉO e KRÍNEIN, cujas resultantes atuais nas palavras em questão se diferenciam muito pouco.

9333 – História da Medicina – Aforismos


Hipócrates, o pai da Medicina
Hipócrates, o pai da Medicina

Hipócrates foi um médico grego que viveu entre os séculos V e IV a.C., sendo reverenciado no ocidente como o pai da medicina. Quase tudo que conhecemos sobre Hipócrates vem das informações de Platão e de eruditos alexandrinos do século III. Nascido na ilha de Cós, na costa da Ásia Menor, viajou por várias cidades gregas, estudando a constituição física das populações e as doenças frequentes. De volta à sua cidade natal, passa a ensinar e praticar as ciências médicas na escola do templo de Esculápio.
Seu trabalho marca o fim da Medicina como derivação do misticismo e inaugura a ciência baseada na observação clínica. Por volta de 300 a.C. surgem os textos médicos que ficam conhecidos como Coleção Hipocrática. São no total 53 tratados; dentre os escritos que realmente seriam textos elaborados por Hipócrates estão O Juramento, que resume sua ética e é pronunciado até hoje pelos formandos de Medicina; Da Medicina Antiga; Do Prognóstico; Primeiro e Terceiro Livro das Epidemias; Do Regime nas enfermidades agudas; A Lei; Das Articulações; Das Fraturas; Os Males da Cabeça; Dos ares, águas, ares e lugares e Os Aforismos.
O termo aforismo vem do grego αφορισμός – aphorismos, que significa “definição”; trata-se de uma sentença concisa. Assim é este livro de Hipócrates, um de seus mais conhecidos. Nele, temos uma coleção de definições, onde o autor se esforçou para ser o mais conciso e objetivo possível. As doenças seriam resultado do desequilíbrio entre os denominados humores: o sangue, a fleuma (estado de espírito), a bílis (amarela) e a atrabile (bílis negra). Estes quatro humores deveriam estar em equilíbrio dentro do corpo humano, e caso um deles estivesse sendo produzido em excesso, o médico deveria cuidar para reestabelecer o seu equilíbrio quantitativo. Obviamente, a pesquisa de Hipócrates se encontra no início de um ciclo evolutivo que duraria séculos, e muitas de suas conclusões parecem hoje em dia muito estranhas, mesmo para um leigo. Em perspectiva, as ideias de Hipócrates estavam no caminho certo: seu mais aplicado discípulo, Galeno, foi responsável por aprimorar muitas de suas técnicas. Após estes dois, a Medicina daria um novo salto evolutivo apenas no século XIX.
Os aforismos tornaram-se populares entre médicos e pupilos justamente pela forma prática e acessível que este tipo de disposição de texto era capaz de fornecer. A maioria dos historiadores que analisa a evolução da medicina admite que, dentre todos os textos, aquele que mais sintetiza seu conhecimento e prática é esta coleção de pequenas sentenças. Todo o corpus hipocrático, enfim, encontra um resumo perfeito nestas sentenças.

6421 – Hipócrates, o pai da Medicina


Foi na Grécia que a Medicina antiga se desenvolveu ao máximo durante o milênio que vai de 500 aC a 500 dC. Tal período criativo é simbolizado por Hipócrates, o Pai da Medicina. Hoje, seu nome é sinônimo de dignidade da Medicina em todos os tempos. Sua bondade e interesse é bem visiualisado no aforismo “onde existe amor pela humanidade, existe amor pela arte da cura”. Um nome respeitadíssimo nos círculos médicos.

Juramento de Hipócrates
É uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Acredita-se que o texto é de autoria de Hipócrates ou de um de seus discípulos.

Texto do juramento

Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panaceia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.
Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.
Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.

O Juramento de Hipócrates foi atualizado em 1948 pela Declaração de Genebra, a qual vem sendo utilizada em vários países por se mostrar social e cientificamente mais próxima da atual realidade

Hipócrates (em grego antigo: Ἱπποκράτης; Cós, 460 a.C. — Tessália, 370 a.C.) é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da saúde, frequentemente considerado “pai da medicina”, apesar de ter desenvolvido tal ciência muito depois de Imhotep, do Egito antigo. É referido como uma das grandes figuras entre Sócrates, Aristóteles durante o florescimento intelectual ateniense . Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde.
Nascido numa ilha grega, os dados sobre sua vida são incertos ou pouco confiáveis. Parece certo, contudo, que viajou pela Grécia e que esteve no Oriente Próximo.
Nas obras hipocráticas há uma série de descrições clínicas pelas quais se pode diagnosticar doenças como a malária, papeira, pneumonia e tuberculose. Para o estudioso grego, muitas epidemias relacionavam-se com fatores climáticos, raciais, dietéticos e do meio onde as pessoas viviam. Muitos de seus comentários nos Aforismos são ainda hoje válidos. Seus escritos sobre anatomia contêm descrições claras tanto sobre instrumentos de dissecação quanto sobre procedimentos práticos.
Foi o líder incontestável da chamada “Escola de Cós”. O que resta das suas obras testemunha a rejeição da superstição e das práticas mágicas da “saúde” primitiva, direcionando os conhecimentos em saúde no caminho científico. Hipócrates fundamentou a sua prática (e a sua forma de compreender o organismo humano, incluindo a personalidade) na teoria dos quatro humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) que, consoante às quantidades relativas presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia). Esta teoria influenciou, por exemplo, Galeno, que desenvolveu a teoria dos humores e que dominou o conhecimento até o século XVIII. Sua ética resume-se no famoso Juramento de Hipócrates. Porém, certos autores afirmam que o juramento teria sido elaborado numa época bastante posterior.

O conjunto das obras atribuídas a Hipócrates constitui o Corpus hippocraticum (em português, Coleção Hipocrática). Setenta escritos são reconhecidos como constituintes do corpus, entre os quais os seguintes são considerados os mais importantes:
Aforismos
Da Medicina Antiga
Da Doença Sagrada
Epidemias
Da Cirurgia
Das Fraturas
Das Articulações
Dos Instrumentos de Redução
Dos Ferimentos na Cabeça
Prognósticos
Dos Ares, Águas e Lugares
Do Regime nas Doenças Agudas
Das Úlceras
Das Fístulas
Das Hemorróidas
Juramento
Lei