10.134 – Saúde – Metade dos hipertensos desconhece que tem o problema


A hipertensão atinge cerca de 30% da população brasileira — em idosos, essa prevalência chega a ser de 50% e, em crianças e adolescentes, de 5%. Estima-se, no entanto, que metade dessas pessoas desconhece ter o problema — e, entre aquelas que sabem, apenas um quarto segue corretamente o tratamento.
Esses dados são da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que lançou nesta semana, junto ao Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a campanha “Conheça a sua pressão arterial!”. O objetivo é alertar a população sobre a importância de conhecer e entender os valores da própria pressão arterial.
Os especialistas ressaltam que essa informação pode fazer com que mais pessoas com pressão alta recebam tratamento adequado e se protejam de uma série de doenças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, 80% dos derrames cerebrais, 40% dos infartos e 25% dos casos de insuficiência renal terminal são causados pela pressão arterial alta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima de o problema seja responsável por 7 milhões de mortes no mundo anualmente.

9946 – Nova droga diminui absorção de sódio pelo organismo


Pesquisadores nos EUA descobriram uma maneira de diminuir a absorção de sódio, um dos elementos químicos que forma o sal –o outro é o cloro–, pelo corpo sem que a pessoas faça mudanças na sua dieta. O excesso da substância pode causar hipertensão e agravar o quadro de doentes renais.
As descobertas foram descritas em um artigo publicado ontem na revista “Science Translational Medicine”. Atualmente, as únicas maneiras de controlar o nível de sódio no corpo são por meio de diuréticos ou limitando a ingestão de sódio na dieta.
A droga, chamada tenapanor, atua bloqueando a atividade de uma membrana de transporte conhecida como NHE3, um dos principais responsáveis pela captação de sódio no intestino. O bloqueio evita que o sódio seja transportado para o sangue e sobrecarregue o rim e o coração. Em vez disso, o excesso de sódio é excretado pelas fezes.
Os testes foram realizados em ratos, humanos saudáveis e em ratos com insuficiência renal e hipertensão induzida por excesso de sódio.
Um estudo para avaliar a eficácia da droga em pacientes com sobrecarga crônica de sódio está em andamento.
Os efeitos do tenapanor em ratos e em humanos saudáveis foram similares. Os ratos com hipertensão apresentavam vários problemas como hipertrofia do coração, rigidez arterial e pressão alta. O tratamento com a droga melhorou todos os parâmetros.
Depois os pesquisadores usaram uma combinação do tenapanor com o enalapril (conhecido remédio anti-hipertensivo) nos ratos doentes. As duas drogas juntas foram mais eficientes do que cada uma separadamente. A combinação melhorou principalmente as funções cardíaca e renal dos ratos.
Segundo Rinaldi, a droga precisa de mais testes para ter sua eficácia comprovada em humanos, mas poderá ajudar principalmente quem possui problemas renais e cardíacos e não consegue manipular bem seus níveis de sódio no corpo.

9882 – Medicina – Vacina contra a Hipertensão


Estudos avançam sobre o anticorpo capaz de inibir o hormônio que eleva a pressão.
Uma novidade apresentada no XVI Congresso Brasileiro de Hipertensão, promete facilitar a rotina dos hipertensos dependentes de medicação diária: a chamada vacina contra hipertensão.
As últimas descobertas apontam para a produção de um anticorpo capaz de atuar sobre a angiotensina II. O presidente e coordenador do congresso, Antonio Felipe Sanjuliani, explica que a angiotensina II é um hormônio produzido pelo organismo. “Em certas condições, ela tem a capacidade de elevar a pressão arterial e induzir à hipertensão. O anticorpo seria capaz, então, de inibir a atuação deste hormônio”.
O estudo realizado por cientistas suíços, publicado na revista especializada Lancet ainda não é conclusivo, já que foi feito com um número muito restrito de pacientes. A previsão para o uso seguro da medida terapêutica também não foi definida, segundo o especialista.
Sobre a possibilidade de a vacina substituir todas as outras formas de tratamento, Antonio Felipe é incisivo: “a vacina atuaria sobre um dos principais mecanismos responsáveis pelo aumento da pressão, mas não em todos. E certamente seu uso não descartaria a necessidade de seguir hábitos saudáveis, nem a possibilidade do uso de outros medicamentos para controlar a pressão”.
A vacina seria capaz de substituir apenas o grupo de medicamentos que atuam na mesma direção que ela. Ou seja, medicamentos que agem sobre os efeitos da angiotensina II.
Além da comprovação de sua eficácia, os estudos precisam checar a segurança da vacina. O coordenador do congresso explica que a vacina bloqueia o receptor da angiotensina II. Este, por sua vez, desempenha papel fundamental na regulação da pressão e dos líquidos corporais. “Ainda não se sabe o que o bloqueio total deste sistema poderia acarretar diante de situações de desidratação ou trauma”.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 22% da população com mais de 18 anos é hipertensa. O número representa aproximadamente 26,5 milhões de brasileiros. Já os dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão mostram que quase 300 mil pessoas morrem anualmente no Brasil por causa de doenças cardiovasculares. Mais da metade deste valor decorre da hipertensão.
O especialista conta que a pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio. Valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg são considerados altos. Mas Hilton faz uma ressalva: “não se sabe ao certo o que é pressão normal. O que sabemos é que, considerando uma determinada população, os riscos de infarto, morte súbita, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral são maiores quando a média da pressão excede 140/90 mmHg. Adota-se, então, este critério para rotular indivíduos hipertensos”.
Na maioria dos indivíduos, a hipertensão não apresenta sintomas. Hilton relata que alguns pacientes relacionam, de maneira equivocada, a coincidência de sintomas como dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço, à pressão alta. Para descobrir a existência da doença, o conselho do especialista é medi-la com regularidade e visitar o médico frequentemente.
Os medicamentos entram em cena porque nem sempre as modificações do estilo de vida são suficientes para estabilizar a pressão. “O tratamento medicamentoso reduz a mortalidade cardiovascular e previne o agravamento metabólico. Ou seja, além de abaixar a pressão arterial, os medicamentos proporcionam maior sobrevida aos pacientes”, fala o especialista da SBH.
O cardiologista informa ainda que mesmo os pacientes hipertensos que seguem algum tipo de tratamento medicamentoso apresentam mais riscos de desenvolver doenças cardiovasculares, se comparados às pessoas que não sofrem de hipertensão. Os hábitos saudáveis, portanto, são ressaltados também como medida preventiva.

9559 – Medicina – Pressão alta é mais perigosa em mulheres


Um novo estudo sugere que homens e mulheres devem tratar a pressão alta de forma diferente. Pela primeira vez, pesquisadores encontraram diferenças significativas nos mecanismos que causam a elevação da pressão sanguínea de acordo com o sexo e sugerem que as mulheres sejam tratadas mais cedo e de forma mais intensa. O artigo que descreve esses resultados foi publicado na edição de dezembro do periódico Therapeutic Advances in Cardiovascular Disease.
O questionamento que levou a pesquisa a ser realizada partiu da percepção de que, apesar de ter havido uma redução significativa na mortalidade por doenças cardiovasculares em homens nas últimas duas a três décadas, a estatística não se repetiu entre o sexo feminino.
As doenças do coração se tornaram a principal causa de morte entre as mulheres americanas, correspondendo a quase um terço de todos os óbitos. O cenário é semelhante no Brasil: segundo dados de 2012 do Ministério da Saúde, o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto aparecem em primeiro lugar nas causas de mortalidade feminina, representando 34,2% do total. Considerando que pacientes dos dois gêneros recebem o mesmo tipo de tratamento médico, os pesquisadores começaram a suspeitar que algo estaria dando errado para as mulheres.
Participaram do estudo 100 homens e mulheres a partir de 53 anos de idade, que apresentavam pressão alta, mas não tinham se submetido a nenhum tipo de tratamento. Eles passaram por diversos testes para avaliar, por exemplo, as forças envolvidas na circulação do sangue e as características hormonais dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da hipertensão.
Os pesquisadores descobriram que, para o mesmo nível de elevação da pressão sanguínea, mulheres apresentavam 30 a 40% mais doenças vasculares do que homens. Além disso, diferenças fisiológicas significativas no sistema cardiovascular delas, incluindo os tipos e quantidades de hormônios envolvidos no controle da pressão, contribuíam para a severidade e frequência das doenças cardíacas.

9529 – Cardiologia – Nova cartilha aumenta limite da pressão arterial para 15 por 9


Uma nova cartilha publicada no periódico The Journal of the American Medical Association (Jama) sugere que milhões de pessoas ao redor do mundo devem reduzir a quantidade de remédio para controlar a pressão alta.
Segundo as novas diretrizes, que levaram cinco anos para ser elaboradas, pessoas com mais de 60 anos podem atingir 15 como limite de pressão sistólica (máxima), antes de iniciar um tratamento para reduzi-la. O limite para a diastólica (mínima) permanece 9. Nos últimos trinta anos, médicos preconizam como saudável uma pressão arterial inferior a 14 por 9.
A pressão sistólica mede a força que o coração imprime sobre a parede das artérias. Já a diastólica calcula o momento em que o órgão relaxa e se enche de sangue.
A hipertensão é uma doença que pode causar ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e morte, se não for tratada adequadamente. “Esse estudo se baseou em evidências para recomendar limites rigorosos de tratamento, metas e medicamentos para hipertensão em adultos”, informa o artigo, elaborado por dezessete especialistas.
Segundo Paul James, coautor da cartilha e chefe do departamento de medicina familiar da Faculdade de Medicina Carver, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, estudo clínicos mostraram que critérios mais rígidos não se revertiam em vantagens para os pacientes. “Nós realmente não pudemos ver benefícios em reduzir a pressão para menos de 15 em pessoas acima de 60 anos. Ficou muito claro que 15 era o melhor número”.

8583 – Alerta da OMS – Hipertensão atinge 1 em cada 3 adultos em todo mundo


Um em cada três adultos em todo o mundo sofre de hipertensão, revela um relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quarta-feira. Já um em cada dez sofre de diabetes, informa o documento. “Este relatório oferece mais uma evidência do dramático aumento das condições que desencadeiam doenças de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento”, disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Margaret ressaltou que é preocupante o fatio de que, em alguns países africanos, metade da população adulta sofre de hipertensão. Justamente por isso a OMS quer chamar a atenção para “o crescente impacto das doenças não contagiosas”. Pela primeira vez o estudo estatístico inclui informação de 194 países sobre os altos níveis, em homens e mulheres, de pressão sanguínea e da taxa de glicose no sangue. O relatório informa que os diagnósticos e os tratamentos baratos destas doenças reduziram o problema nos países desenvolvidos.
A preocupação da organização é que, em lugares como a África, onde não são aplicadas estas medidas preventivas, a maior parte das pessoas com estas doenças não sabem que correm risco de vida em decorrência de um ataque no cardíaco ou um derrame. O relatório incluiu pela primeira vez dados sobre o diabetes. A OMS lembra que, se não for tratado, o problema pode causar doenças cardiovasculares, cegueira e falha renal.
A terceira grande preocupação é o excesso de peso, já que em todas as regiões do mundo, o número de obesos dobrou entre 1980 e 2008, informou Ties Boerma, diretor do Departamento de Estatísticas Sanitárias e Sistemas da Informação da OMS. “Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas”, segundo Boerma.
O nível mais alto de obesidade foi registrado na região das Américas (26% dos adultos) e o mais baixo no Sudeste Asiático (3% dos adultos), sendo maior a proporção de mulheres obesas que a de homens, com o impacto que isto representa quanto ao risco de diabetes, problemas de coração e câncer. A conclusão é que as doenças não contagiosas são atualmente a causa de dois terços das mortes no mundo, e por isso a OMS trabalha em um marco de acompanhamento e uma série de metas voluntárias para prevenir e controlar o problema.
O relatório será um dos assuntos abordados na próxima Assembleia Mundial sobre a Saúde da OMS em Genebra (entre os dias 21 e 26 de maio), que também informará os avanços conquistados. Segundo a OMS, desde que há mais de uma década se estabeleceram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, “foi possível um progresso substancial na redução da mortalidade infantil e maternal, em relação ao HIV, à tuberculose e à malária”.
A desnutrição infantil é a causa subjacente de aproximadamente 35% das mortes de crianças menores de cinco anos, embora no caso dos países em desenvolvimento tenha sido detectada certa melhora: entre 1990 e 2010 a proporção de crianças dessas idades que apresentavam peso abaixo do recomendável passou de 29% para 18%. Já a mortalidade entre menores de cinco anos nas últimas duas décadas reduziu 35% de 88 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 (um total de 10 milhões de crianças) até 57 para cada mil (7,6 milhões) em 2010. “As reduções foram particularmente impactantes nas mortes por diarreias e por sarampo”, destacou a organização.
Especialmente significativo é o dado sobre a África, onde acontece metade das mortes de menores de cinco anos, já que a taxa de redução passou de 1,5% (1990-2010) para 2,8% (2005-2010). O dado de redução é grande também no que se refere ao número de mortes maternais (de 543.000 em 1990 para 287.000 em 2010), mas a OMS indica que “a taxa de redução é apenas a metade do necessário para conseguir o objetivo relevante dos ODM”.

8582 – Saúde – Pressão alta em crianças cresce 27% em 12 anos nos EUA


O risco de pressão alta entre crianças e adolescentes aumentou 27% em um período de doze anos nos Estados Unidos. O dado é de um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Hypertension, uma publicação da Sociedade Americana de Cardiologia. De acordo com o levantamento, os principais fatores relacionados ao aumento são índice de massa corporal (IMC) elevado, tamanho da circunferência do abdome e o consumo excessivo de sódio.
“A hipertensão é perigosa em parte porque muitas pessoas não sabem que a têm”, afirma Bernard Rosner, principal autor do estudo. Como se trata de uma doença silenciosa, os pacientes precisam medir a pressão sanguínea com frequência para saber se a possuem. A hipertensão pode levar a problemas renais, derrames e doenças cardíacas.
No estudo, foram comparados dados de 3.200 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos obtidos entre 1988 e 1994, e de 8.300 crianças de mesma faixa etária, entre 1999 e 2008. Foram levados em consideração na comparação dos resultados fatores como diferença de idade, sexo, etnia, IMC, circunferência abdominal e consumo de sódio. Assim, os pesquisadores descobriram que, em um intervalo de aproximadamente 12 anos, o risco de crianças e adolescentes desenvolverem pressão alta aumentou 27%.
Os resultados mostraram que, no geral, os meninos eram mais propensos a ter pressão alta. Entre os dois estudos, no entanto, os níveis de pressão alta aumentaram mais entre as meninas. Notou-se ainda que mais crianças estavam acima do peso no segundo estudo, e tinham também uma maior circunferência abdominal — esta última característica foi mais acentuada nas meninas. As crianças cujo IMC ou o tamanho da circunferência estavam entre os 25% mais elevados de sua faixa etária tinham duas vezes mais chances de ter pressão alta, do que as crianças cujas medidas estavam entre as 25% mais baixas.

Sal
Além disso, as crianças que apresentavam um consumo elevado de sódio tinham 36% mais chances de ter pressão alta do que as crianças que tinham o menor consumo. Mais de 80% das crianças (dos dois períodos em que o estudo foi realizado) tinham um consumo diário de sódio acima de 2,3 gramas — a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 2 gramas. Para Rosner, a expectativa é de que o consumo de sódio continue a aumentar nos próximos anos.
Apesar de os pesquisadores terem notado valores elevados de pressão sanguínea nas crianças estudadas, elas não podem ser classificadas como hipertensas, pois para um diagnóstico oficial é preciso ter três medições de pressão seguidas com resultados acima do normal.

8130 – Redução de estômago será testada contra hipertensão e complicações do diabetes


reduçao de estomago

Três hospitais de São Paulo –o HCor (Hospital do Coração), o InCor (Instituto do Coração do HC da USP) e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz– vão testar a cirurgia bariátrica para o tratamento de outras doenças que não a obesidade e o diabetes, suas indicações primárias.
As pesquisas se concentrarão em problemas circulatórios e cardíacos, e as três instituições estão recrutando voluntários.
No HCor, a redução de estômago será testada para controlar a hipertensão resistente, condição na qual o paciente não consegue baixar a pressão mesmo tomando dois ou mais remédios todo dia.
Carlos Schiavon, um dos coordenadores do projeto, diz que estudos apontam que pacientes submetidos à cirurgia têm melhora na pressão como “efeito colateral”
O estudo vai comparar a cirurgia com o tratamento clínico. Os pacientes devem ter obesidade grau 1 ou 2 –ou seja, IMC (Índice de Massa Corporal) entre 30 e 40. Esse índice é obtido dividindo o peso, em quilos, pela altura, em metros, ao quadrado.
CORAÇÃO
Já o estudo do InCor pretende investigar como a cirugia bariátrica pode reduzir o risco cardiovascular.
“É difícil dizer que variáveis a cirurgia altera para reduzir o risco. Investigaremos esses mecanismos”, diz Bruno Caramelli, diretor da unidade de medicina interdisciplinar em cardiologia do InCor e coordenador do estudo.
Os pacientes devem ter diabetes e IMC entre 28 e 35, ou seja, sobrepeso e obesidade grau 1. Hoje, a cirurgia só é autorizada no país para obesos grau 3 e grau 2 –neste último caso, quando há doenças associadas.
Geloneze avalia a escolha do perfil dos pacientes como “inadequada”. “Já se sabe que, quanto menor o IMC, pior o resultado da cirurgia.”
Mas Caramelli diz que o objetivo é investigar como o diabetes se desenrola desde o começo. “A ideia é tentar identificar, numa fase precoce, quem são os caras que amanhã terão IMC de 35 e 40.”
DIABETES
No hospital Oswaldo Cruz, o estudo quer comprovar os benefícios do tratamento cirúrgico para problemas microvasculares decorrentes do diabetes tipo 2, como as doenças renais e da retina (que pode levar à cegueira).
A cirurgia será comparada ao melhor tratamento clínico disponível para o diabetes.
Segundo o cirurgião Ricardo Cohen, coordenador da pesquisa, se a cirurgia levar à redução da incidência dessas complicações, causará também uma diminuição na mortalidade cardiovascular a longo prazo.
“Acredito que, se comprovarmos a eficácia da cirurgia nesse caso, o paciente com a doença microvascular terá indicação cirúrgica imediata. Não há razão para esperar falhar o tratamento clínico.”
Os pacientes devem ter obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35), perfil para o qual a cirurgia não é autorizada fora de protocolos de estudo.
Cohen justifica a escolha porque a média do IMC dos diabéticos no Brasil é 29. “Vamos focar na população que realmente precisa.”
O endocrinologista Bruno Geloneze da Unicamp, porém, afirma que um estudo já mostrou que, depois de cinco anos, a melhora de problemas microvasculares em pacientes diabéticos com IMC acima de 40 foi variada.

8104 – Nutrição – Comer mais potássio e menos sal protege o coração


MEDICINA simbolo
Novos estudos concluem que o potássio, encontrado em vegetais frescos, ajuda a reduzir a pressão alta e o risco de AVC. E, para especialistas, redução do consumo de sal deve ser ainda maior do que a proposta pela OMS.
Uma série de estudos publicados recentemente no site da revista British Medical Journal (BMJ) reforçou que reduzir o consumo de sódio ajuda a evitar problemas cardíacos — e ainda revelou que ingerir maiores quantidades de potássio, encontrado principalmente em frutas, verduras e legumes frescos, também propicia esse benefício. De acordo com as conclusões de um deles, uma alta ingestão de potássio pode diminuir em até 24% o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Uma das pesquisas divulgadas pela revista, que se concentrou em avaliar os efeitos do potássio sobre a saúde, foi feita por especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é uma revisão de 33 trabalhos sobre o assunto. Os resultados do estudo mostraram que consumir de três a quatro gramas de potássio por dia já é o suficiente para reduzir a pressão arterial e pode diminuir o risco de um derrame cerebral.
De acordo com o artigo, o potássio é fundamental para o funcionamento das células. Cada vez mais, as pessoas deixam de consumir o nutriente em quantidades adequadas, já que os alimentos industrializados reduzem os níveis de potássio na comida. Por isso, quanto mais alimentos frescos forem consumidos, maiores níveis do nutriente uma pessoa vai ingerir. Fontes ricas em potássio incluem alimentos como feijão, ervilhas, couve, espinafre, banana e mamão.
Outra pesquisa publicada pelo BMJ reforçou as recomendações da OMS de que reduzir o consumo diário de sódio é fundamental para proteger a saúde do coração, mas indicou que essa diminuição deva ser ainda maior do que a proposta pelo órgão de saúde.
Segundo a OMS, a população mundial consome, em média, de 9 a 12 gramas de sal por dia, o equivalente a entre 3,6 e 4,8 gramas de sódio. Para o órgão, o ideal é que sejam ingeridos não mais do que cinco gramas de sal diariamente. Porém, de acordo com esse estudo, que foi feito na Universidade de Londres Queen Mary, embora a redução proposta pela OMS ajude a controlar a pressão arterial das pessoas, esse benefício pode ser ainda maior se as pessoas passarem a consumir, no máximo, três gramas de sal ao dia. Essa pesquisa foi feita com base na revisão de 34 estudos realizados anteriormente.
Assunto em evidência — A OMS elegeu a hipertensão como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, que acontece em 7 de abril. Segundo o órgão, a doença causa 9,4 milhões de mortes todos os anos no mundo e é responsável por 45% de todas as mortes por ataque cardíaco e 51% dar mortes por AVC registradas globalmente. Um estudo publicado em 2012 na revista The Lancet revelou que a pressão alta é o principal fator de risco à saúde da população mundial — há 20 anos, a doença ocupava o quarto lugar nesse quesito, ficando atrás do baixo peso infantil, da poluição dentro de casa e do tabagismo.
Redução de três gramas no consumo diário de sal já seria suficiente para salvar milhares de vidas:
De acordo com a pesquisa, uma redução de três gramas de sal na ingestão diária resultaria na prevenção de 8.000 mortes por derrame e de 12.000 óbitos por doença coronariana por ano no Reino Unido.
Uma redução similar nos Estados Unidos resultaria em 120.000 menos casos de doenças cardíacas, 66.000 derrames e 99.000 ataques cardíacos a menos por ano. De acordo com o estudo, com a prevenção seriam economiazados 24 bilhões por ano com assistência médica.
A Organização Mundial da Saúde possui uma missão global para reduzir o consumo de sal para menos de 5 gramas por pessoa até 2025. O consumo de sal em alguns países, porém, supera muito esse número. Estima-se que o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia.
Para Cappuccio, apenas a mudança de comportamento das pessoas não é suficiente para mudar essa realidade porque, segundo ele, grande quantidade do sal é adicionada ao produto antes mesmo de ele ser vendido. “A indústria alimentícia contribui para a epidemia de doenças cardiovasculares. Essa responsabilidade precisa ser reconhecida”, diz Cappuccio.
Em julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde lançaram a campanha Menos Sal. Sua Saúde Agradece!, que busca reduzir o consumo de sal do brasileiro. A proposta é conscientizar a população sobre os problemas causados à saúde pela ingestão excessiva de sal.

7453 – Farmacologia – O Modafinil


Trata-se de um fármaco neurotrópico.
Nos Estados Unidos, o modafinil é aprovado pelo FDA para o tratamento da narcolepsia e apneia do sono. Em alguns países seu uso é aprovado também para o tratamento da sonolência diurna. Em 2010 a Agência Europeia de Medicamentos atualizou a lista de indicações do medicamento para apenas sonolência ligada a narcolepsia.

Contra-indicações – Crianças, hipertensos e pessoas com arritmias.

Nomes comerciais

Fique atento às contra-indicações
Fique atento às contra-indicações

Stavigile (Brasil). Veja a bula do medicamento.
Provigil (Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Itália, Bélgica)
Vigil (Alemanha)
Modalert, Provake, Modapro, Modafil (Índia)
Modiodal (França, México, Turquia, Grécia, Suécia, Dinamarca, Portugal, Países Baixos)
Modavigil (Austrália)
Alertec (Canadá)
Vigicer (Argentina)
Resotyl, Mentix, Alertex, Zalux (Chile)
Modasomil (Áustria, Suíça)
Vigia (Colômbia)

PRECAUÇÕES:
Sistema Cardiovascular: não é recomendado o uso da modafinila em pacientes com história de hipertrofia ventricular esquerda ou alterações isquêmicas no ECG, dor no peito, arritmia ou outras manifestações clinicamente significativas de prolapso da válvula mitral em associação ao uso de estimulantes do SNC. A modafinila não foi avaliada ou utilizada em qualquer extensão apreciável em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou angina instável, devendo estes pacientes ser tratados com cautela. A modafinila não foi sistematicamente avaliada em pacientes com hipertensão. O monitoramento periódico de pacientes hipertensos é apropriado. Sistema Nervoso Central: é recomendada cautela quando da administração da modafinila em pacientes com história de psicose. Medicação Concomitante: Os pacientes devem informar seus médicos se estiverem tomando ou planejarem tomar alguma prescrição ou medicamentos sem receita médica, devido ao potencial de interação entre Stavigile e outros fármacos. Álcool: Os pacientes devem ser alertados de que o uso de Stavigile em combinação com álcool não foi estudado. É prudente evitar o álcool enquanto estiverem em tratamento com Stavigile. Reações dermatológicas: foram relatados casos raros de reações dermatológicas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, angioedema, reações de hipersensibilidade em múltiplos órgãos (miocardite, hepatite, dentre outros). Na ocorrência de tais sintomas, o tratamento com a modafinila deve ser interrompido. Sintomas psiquiátricos: relatos pós-comercialização da modafinila descreveram a ocorrência de sintomas como mania, delírios, alucinações e ideação suicida. Na ocorrência de tais sintomas, a terapia com a modafinila deve ser interrompida.

7451 – Remédio para pressão alta ajuda a prevenir demência


Um estudo realizado entre 774 homens sugere que a ingestão de betabloqueadores pode reduzir o risco de demência. O medicamento é largamente usado para problemas cardíacos, como tratar pressão alta, um conhecido fator de risco para a demência.
A pesquisa, que será apresentada na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em março deste ano, foi feita por meio de autópsias em 774 homens.
De acordo com os pesquisadores da Universidade do Havaí, aqueles que tomavam betabloqueadores para controlar a hipertensão mostraram ter menos lesões cerebrais do que homens que não estavam recebendo tratamento algum contra hipertensão ou que tomavam outros tipos de medicamentos para lidar com o problema.
Entre os homens examinados, 610 sofriam de hipertensão e estavam sob tratamento.
De acordo com o autor do estudo, Lon White, ”com o aumento previsto no número de pessoas com Alzheimer, à medida que a população mundial se torna mais velha, fica cada vez mais importante identificar fatores que podem retardar ou prevenir a doença”.
Pessoas que sofrem de hipertensão arterial devem procurar auxílio médico a fim de evitar complicações como doenças cardíacas, derrames e demência vascular.
Hipertensão pode danificar os pequenos vasos que levam sangue ao cérebro. O sangue fornece o oxigênio essencial para o funcionamento do cérebro.
A demência vascular é a segunda forma mais comum de demência após o Mal de Alzheimer e pode ocorrer se o fluxo de sangue ao cérebro for reduzido.
Uma outra pesquisa, realizada há dois anos, entre um grupo bem maior de homens, um total de 800 mil, já havia sugerido que outro remédio usado para conter a hipertensão, conhecido com bloqueador dos receptores da angiotensina (ARB), pode reduzir o risco de demência, inclusive do Mal de Alzheimer, em até 50%.

6644 – Medicina – Como Lidar com a Hipertensão


A hipertensão, mais conhecida como pressão alta, é uma doença silenciosa que provoca sintomas gerais como dores de cabeça, tontura, mal estar entre outros. Mas é preciso prestar atenção, pois se não houver acompanhamento, ela pode provocar algumas doenças no coração. Para se diagnosticar a hipertensão arterial, é necessário que a sua média fique acima dos limites 140/90ml de mercúrio, ou como todos conhecemos: 14/9. Agora se você é hipertenso e quer saber como lidar com a pressão alta, preste atenção nessas dicas.

Pratique atividade física: É importante que pratique exercícios aeróbicos, 4 ou 5 vezes por semana, de 40 a 50 minutos em uma intensidade confortável.
Porque no exercício areóbico, todos os estudos que avaliaram essa atividade física, demonstram que a atividade física condiciona o coração e com isso você reduzir os níveis de pressão arterial. Também reduz as taxas de colesterol, triglicerídeos, além de também evitar o ataque cardíaco . Então no paciente hipertenso, a atividade física faz parte do seu tratamento.”
Mantenha o seu peso adequado: É importante manter o seu peso, pois a o obesidade é um dos fatores de risco para alterar a sua pressão arterial.
Ela aumenta os níveis de pressão arterial, em geral o paciente obeso, ele carrega outras condições, ou seja, diabetes mellitus, aumento do ácido úrico, alteração dos níveis de colesterol. Então ele passa a ter vários fatores associados , que esses fatores estão associados, aumentam mais ainda os níveis de pressão arterial.
Não fumar: A hipertensão é uma doença silenciosa, que seus sintomas são difíceis de serem percebidos, e associados ao tabagismo, o ato de fumar aumentam mais ainda os riscos de doenças cardiovasculares. Alguns estudos mostram que a nicotina causa diminuição do volume interno das artérias e a diminuição da freqüência cardíaca, consequentemente, causando a hipertensão.
Diminuir a ingesta de sal: O hipertenso deve diminuir a quantidade de sal na sua dieta, pois o sal aumenta a retenção de líquidos e altera o fluxo sangüineo, aumentando a pressão arterial.
—Quem é hipertenso, deve-se diminuir a ingestão de sal. Os estudos mostram que 30% dos pacientes hipertensos, são hipertensos sensíveis ao sal, quanto mais sal ele come, mais alto é o nível de pressão arterial.
Evitar bebidas alcoólicas: As bebidas alcoólicas elevam a pressão arterial, alguns estudos vêm desmonstrando que 10% dos homens que têm pressão alta, têm como causa o consumo de bebidas alcoólicas. As bebidas alcoólicas possuem uma substância chamada etanol que é tóxica e ajuda a aumentar a pressão arterial.
Depois dessas dicas é importante que uma vez ao ano você meça sua pressão arterial. Em alguns casos a pressão é controlada somente com essas estratégias que falamos que fazem parte do tratamento, porém em alguns casos é necessário o uso de medicamentos, nesses casos, é importante ter acompanhamento médico.
—No Brasil, há em torno de 20 a 30 milhões de brasileiros que têm pressão alta, e menos de 20% têm a pressão arterial controlada.
Então, tenha uma vida saudável, se exercite e mantenha sua pressão arterial controlada.

6635 – Saúde – A Hipertensão Arterial


É uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo do coração está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica) entre batimentos. A pressão normal em repouso situa-se entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica. Define-se como hipertensão a pressão sanguínea de valor igual ou superior a 140/90 mmHg.
A hipertensão pode ser classificada em hipertensão primária ou secundária. Cerca de 90 a 95% dos casos são classificados como hipertensão primária, o que significa que a elevada pressão sanguínea não tem causa médica identificável.
Os restantes 5 a 10% dos casos são motivados por outros transtornos que afectam os rins, artérias, coração ou o sistema endócrino.
A hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, aneurismas das artérias (p.e. Aneurisma da aorta), doenças arteriais periféricas, além de ser uma das causas de Insuficiência renal crónica. Mesmo que moderado, o aumento da pressão sanguínea arterial está associado à redução da esperança de vida. O controle da pressão sanguínea pode ser conseguido com alterações nos hábitos alimentares e do estilo de vida, reduzindo assim o risco de complicações clínicas, embora o tratamento através de fármacos seja normalmente necessário em indivíduos nos quais a adopção de um estilo de vida saudável se mostre insuficiente ou ineficaz.
Sintomas

Hipertensão arterial é doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Tratamento

O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, levar vida saudável, enfim.
Como existe nítida relação entre pressão alta e aumento do peso corporal, perder 10% do peso corpóreo é uma forma eficaz de reduzir os níveis da pressão. Por exemplo, a cada 1kg de peso eliminado, a pressão do hipertenso cai de 1,3mmHg a 1,6mmHg em média.
Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados.
Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

Recomendações

* Não pense que basta tomar os remédios para resolver seu problema de pressão arterial elevada. Você precisa também promover algumas mudanças no seu estilo de vida;
* Coma sal com moderação. Ele é um mineral importante para o organismo e não deve ser eliminado da dieta dos hipertensos. Esqueça, porém, do saleiro depois que colocou a comida no prato e evite os alimentos processados que, em geral, contêm mais sal. Precisam tomar muito cuidado com a ingestão de os negros, as pessoas com mais de 65 anos de idade e os portadores de diabetes porque são mais sensíveis ao mecanismo de ação do sal.;

* Adote dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura. Assim, você estará ingerindo menos sódio e mais potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários para quem precisa baixar a pressão;

* Não fume. Entre outros danos ao organismo, o cigarro estreita o calibre das artérias, o que dificulta ainda mais a circulação do sangue;

* Saiba que o estresse pode aumentar a pressão arterial. Atividade física, técnicas de relaxamento, psicoterapia podem contribuir para o controle do estresse e da pressão arterial;

* Não interrompa o uso da medicação nem diminua a dosagem por sua conta. Siga as indicações de seu médico e tome os remédios rigorosamente nos horários prescritos;

* Meça a pressão arterial com regularidade e anote os valores para que seu médico possa avaliar a eficácia do tratamento;

* Não esqueça que hipertensão é uma doença crônica e que complicações podem ser prevenidas com o uso de drogas anti-hipertensivas e mudanças no estilo de vida.

2054-Entendendo melhor a hipertensão


Trata-se de doença sem cura e que se caracteriza por pressão permanentemente alta. É definida pelo entupimento das artérias. Pode ser hereditária ou causada por estresse, maus hábitos alimentares, vida sedentária e fumo. O diagnóstico é medindo-se a pressão. Como um cano pode entupir, as artérias podem ser bloqueadas por gordura. O sangue tem que fazer força para passar pelo cano mais estreito, consequentemente, tem que bombear o sangue com mais força. Sendo um músculo, ele aumenta de tamanho por trabalhar muito. Se as artérias continuarem a ser estreitadas perderão a elasticidade. Com o tempo, acabam totalmente entupidas ou se rompem. O rompimento das artérias pode acontecer em órgãos vitais como coração, cérebro e rins. O entupimento de uma artéria do coração leva ao infarto, se a artéria romper no cérebro o resultado é um derrame.
Hipertensão – Verdades e mitos
É mais comum nos homens – Falso. Aparece primeiro nos homens, mas ocorre igualmente nos 2 sexos. Pode ocorrer em jovens – Verdade. Embora mais comum em adultos, pode aparecer em crianças de até 2 ou 3 anos. Não tem cura – Verdade. É apenas controlável. Pode matar – Pode levar a doenças fatais como derrame e infarto, mas diretamente não mata. É necessário tratamento para evitar que órgãos como o cérebro, coração e rins sejam afetados. Sal faz mal – Em excesso pode elevar a pressão, mas alguns hipertensos tem organismo que não responde ao sal, para estes, a redução ou não é indiferente. Substitutos do sal – Só funcionam em pacientes que não tenham hipertensão severa. Não urinam mais – Hipertensos tendem a reter água e sal no organismo. No início, não há sintoma algum, mas nos estágios avançados, é comum tontura, dor de cabeça, infartes e derrames. Não é mais comum em países desenvolvidos, pois também depende de fatores ambientais e genéticos. Hipertensos devem fazer dieta, evitando alimentos ricos em colesterol. O sedentarismo é um fator de risco » Ele contribui para a obesidade que aumenta as chances da doença aparecer. Aumenta a pressão das mulheres nos 3 últimos meses de gravidez.
Hipertensão
Os negros americanos tem problemas financeiros e baixo nível educacional, preferindo conselho de pastores e familiares para o tratamento. Além de terem enorme dificuldade para abandonar hábitos indesejáveis. O quadro no Brasil é também parecido. Na Bahia, existe tanto a falta de aconselhamento médico quanto ao estilo de vida que é difícil de ser modificado. Outro agravante nos EUA é a obesidade. Diuréticos – facilitam a eliminação de sal do organismo. O diurético não diminui a pressão por eliminar água, mas por eliminar sal. Antagonistas de cálcio – O cálcio é outro fator de obstrução arterial. Tais medicamentos impedem que a substância em excesso entre nas células e na corrente sangüínea. Betabloqueadores – Atuam no coração, fazendo com que o ritmo cardíaco diminua, impedindo a pressão de subir.