13.503 – Mega Bomba da Segunda Guerra Mundial


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Recentemente, dois construtores alemães encontraram na cidade de Frankfurt uma bomba lançada pela aviação britânica na Segunda Guerra Mundial. A megabomba, de 1,4 toneladas, não explodiu durante o conflito e representava uma séria ameaça para os habitantes da região, que tiveram que ser evacuados para desativar o artefato com segurança.
Durante a operação, mais de 50 mil cidadãos foram obrigados a deixar seus lares, inclusive 100 pacientes internados em hospitais da região, que tiveram que ser transferidos para outros centros de atendimento. O esquadrão responsável pela desativação advertiu que se a bomba explodisse espontaneamente, ela seria capaz de destruir uma rua inteira.
Calcula-se que na Alemanha ainda existam mais de 350 artefatos explosivos, os quais, depois de serem lançados na guerra, não chegaram a explodir. Os especialistas advertem que as bombas se tornam mais instáveis ao longo do tempo, por isso é imprescindível localizá-las e desativá-las controladamente para evitar mortes.
O país também conta com um corpo especializado nesses procedimentos, o  (KMBD), que, desde 2000, perdeu 11 técnicos em acidentes ocorridos durante a remoção de bombas.

7262 – O maior povo sem país


É o povo curdo, um grupo de cerca de 36 milhões de pessoas que se espalha pelo leste da Turquia, norte da Síria e do Iraque e noroeste do Irã. Até o início do século 20, os curdos pouco se importavam em ter um país, levando uma vida de pastores itinerantes de cabras e ovelhas e tendo como principal elemento de identidade sua organização social, baseada na lealdade aos clãs. Porém, o maior controle das fronteiras nacionais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) impediu o livre deslocamento de seus rebanhos e forçou a maioria dos curdos a estabelecer-se em aldeias fixas e adotar a agricultura, fazendo surgir o nacionalismo e a luta pela criação de uma nação própria, projeto duramente reprimido pelos governos da Turquia e dos países vizinhos. Mas conseguir o próprio país não é aspiração exclusiva dos curdos. Ela faz parte das reivindicações de vários outros povos – grupos de indivíduos que são originários de uma mesma região, falam o mesmo idioma e têm costumes, hábitos, história, tradições e cultura em comum. Em geral esses povos não possuem hoje o próprio país por serem minorias étnicas na área que habitam, sendo submetidos a poderosas forças políticas ou militares, que representam interesses contrários à sua autonomia.
Na Turquia, onde vive a maioria do povo curdo, seu idioma é proibido e cerca de 10 mil deles estão presos por motivos políticos. Na década de 1990, milhares de curdos foram mortos por armas químicas lançadas pelo ex-ditador Saddam Hussein no Iraque. Apos a queda dele, a situação do povo no país melhorou.

Outros Povos:

Tibetanos

POPULAÇÃO – 6,2 milhões

TERRITÓRIO REIVINDICADO – 1,2 milhão de km2 (equivale ao Pará)

Descendentes de pastores que vivem na região noroeste do que e hoje à China há 2 200 anos, os tibetanos costumavam viver numa sociedade semifeudal dominada pela classe de sacerdotes budistas. Desde o século 13, o povo sofre a dominação de outros inimigos. Em 1990, o Tibério foi invadido pela China, sendo ocupado e anexado em seguida. Para contrabalançar a demografia da região, o governo de Pequim enviou mais de 6 milhões de chineses para viver no Tibete.
A china continua a reprimir as atividades políticas e religiosas e região, que tem passado por rebeliões esporádicas, sempre duramente combatidas por Pequim.

Palestinos
TERRITÓRIO REIVINDICADO – 6 mil km2 (equivale ao Distrito Federal)
Os palestinos são descendentes dos filisteus, povo que chegou ao Oriente Médio há 14 mil anos, época em que explodiram os primeiros confrontos com israelitas, que também habitavam a região. Submetidas ao Império Otomano e depois pelos britânicos, os palestinos perderam a chance da independência em 1948: com a de Israel, boa parte de seu território foi ocupado pelo novo país.
Em 1994 foi estabelecida a Autoridade Palestina, um governo semi-autônomo que obteve controle sobre partes do antigo território. Os palestinos moderados defendem a ampliação da autonomia e a convivência com os israelenses. Os radicais exigem a destruição de Israel.

5 Milhões de Ciganos
Originário do norte da Índia, de onde saíram por volta do século 11, os ciganos espalharam-se pelo mundo. Hoje, habitam praticamente todos os país do Ocidente. Nômades sem reivindicação territorial, eles têm sido vitimas de preconceito cultural, repressão política e até mesmo campanhas de extermínio. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os nazistas mataram pelo menos 400 mil deles.
Resistindo a integrar-se à sociedade, eles procuram manter seus costumes nômades tradicionais. As perseguições são coisa do passado na maior parte do mundo. O preconceito cultural e a discriminação não.

Bascos
A tribo dos Vascones antepassados dos bascos atuais, vivia em áreas que hoje fazem parte da Espanha e da França há pelo menos 2 mil anos. Depois de resistir a diversas invasões estrangeiras, eles foram incorporados em sua maioria ao território espanhol e, no século 20, sofreram intensas perseguições durante o governo do ditador Francisco franco, a quem se opuseram inclusive com luta armada.
Após a morte de Franco e a redemocratização da Espanha, na década de 1970, os bastos obtiveram mais liberdade e certa autonomia política. Mas isso não apaziguou os movimentos separatistas mais radicais, que continuam com seus atentados.

Chechenos
Em sua maioria muçulmanos os chechenos originam-se de tribos que vivem há séculos nas montanhas da região do Cáucaso. Entre as décadas de 1830 e 1850, eles opuseram feroz resistência armada às conquista que a Rússia fazia naquela área. Como fim da União Soviética, em 1991, a região virou república independente. Mas, em dezembro de 1994, a Rússia invadiu a Chechênia, causando uma guerra com cerca de 100 mil mortes.
As tropas russas têm controle das principais cidades. Mas a rebelião contra sua presença prossegue com atentados e violência.

4901 – Guerra – Pearl Harbor


Ataque a Pearl Harbor, 2ª Guerra Mundial

Yamamoto era filho de samurais, este militar que arquitetou o ataque a Pearl Harbor gostava dos EUA e estudou em Harvard.
Ironicamente ele era o maior opositor da Guerra do Japão contra os EUA. Embora fosse guerreiro e filho de samurais; seus primeiros professores eram missionários americanos que lhe ensinaram o inglês e apresentaram-lhe o Cristianismo e a Cultura ocidental. Ele perdeu 2 dedos da mão esquerda em uma batalha. Em 1916, foi adotado por um almirante sem filhos e aí foi para os EUA estudar na Harvard. Lá consolidou sua convicção que desafiá-los era impraticável, diante dos recursos da potência ocidental e da fragilidade econômica japonesa. Em 1941, após o embargo econômico americano, entregou os pontos e planejou o ataque surpresa que teria que ser devastador o bastante para arrasar de um só golpe as forças americanas.
Embora os aviões desenvolvidos por ele brilhassem, a vitória arrasadora não aconteceu: os porta-aviões americanos escaparam da destruição por estarem fora, em treinamento. Então,os EUA entraram na Guerra dispostos a vingança.” O Dia que Viverá para sempre na Infâmia”. Em 1943, os americanos prepararam uma emboscada aérea sobre as ilhas Salomão e derrubaram o avião que Yamamoto viajava; matando-o; por sinal,um avião Mitsubish 64M, sua criação. Depois viriam as bombas atômicas, algo pior para os japoneses.
A Segunda Guerra Mundial, com início em 1939, agrupava, em um bloco, os países com governos autoritários e que desejavam expandir seus regimes por outros territórios. Era o caso de Alemanha, Itália e Japão que passaram então a formar o bloco chamado de Eixo durante a guerra. Alemanha e Itália expandiram-se em parceria sobre o território europeu, maior palco da das duas guerras mundiais, enquanto o Japão protagonizava o autoritarismo no novo território da Segunda Guerra, a Ásia.
O Japão constituía o império chamado de nipônico, governado por um autoritário imperador, o qual não possuía boas relações com os Estados Unidos. Estes, não entraram na guerra desde o início do conflito em 1939, a participação dos Estados Unidos era indireta. Mas enquanto isso, preparavam seus exércitos e armamentos em suas bases localizadas em pontos estratégicos do planeta.
A base americana de Pearl Harbor, localizada no Oceano Pacífico, era um importante ponto para a estratégia militar dos Estados Unidos e do que viria a ser mais tarde os Aliados. No correr do processo de expansão do Japão pelos territórios da Ásia, seria um grande problema caso os Estados Unidos entrassem na guerra e passassem a combater os japoneses. A ocorrência de tal situação atrasaria ou mesmo impossibilitaria os planos do Império Nipônico. Deste modo, o exército japonês, sob o comando de Nagumo, elaborou um ataque surpresa à base estadunidense visando neutralizar a ação do exército e da marinha dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.
Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou a ilha no Havaí onde estavam muitos militares estadunidenses. Naquela manhã, os aviões dos japoneses passaram pelo radar, que havia sido instalado no dia anterior, confundidos com aviões do exército dos Estados Unidos. Alguns aviões estadunidenses foram abatidos no caminho pelos japoneses, que conseguiram alcançar o coração da base para o grande ataque.
Eram 353 aviões japoneses e mais cinco submarinos. Os aviões atacaram em duas vagas, a primeira, formada por 186 torpedeiros-bombardeiros vulneráveis, aproveitou a surpresa do ataque para bombardear os navios no porto; já a segunda vaga, formada por 168 aviões, atacou a base aérea naval e marinha no centro de Pearl Harbor.

3509 – Quem foi o Barão Vermelho?


Nenhum piloto conseguiu ser mais pop do que ele. Manfred Albrecht von Richthofen, mais conhecido como Barão Vermelho, já inspirou desde histórias do Snoopy até bandas de rock, passando por desenhos da Hannah Barbera. Não foi à toa: o temido alemão, o maior de todos os pilotos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), é até hoje considerado o ás dos ases.
Manfred nasceu em 2 de maio de 1892 em Breslau, então na Alemanha, atualmente na Polônia. Sua família pertencia à antiga nobreza prussiana, e sabia descrever a árvore genealógica até o século 16. Antes mesmo de nascer, seu pai, Albrecht, havia decidido que seu filho primogênito seguiria a tradição da família: seria um militar. Assim, aos 11 anos, Manfred foi para a escola de cadetes de Wahlstatt, em Berlim, e, como todo bom aristocrata, juntou-se à cavalaria.
Quando estourou a Primeira Guerra, em 1914, Manfred tinha 22 anos e jamais havia entrado num avião (como quase todo mundo na época). No primeiro mês da guerra, seu regimento de cavalaria fez várias patrulhas de reconhecimento, mas, ao contrário do que o jovem Manfred esperava, nada de ação. A situação piorou quando começou a guerra de trincheiras e a cavalaria tornou-se inútil. Manfred virou um garoto de recados. Frustrado, considerou a idéia de pilotar um avião, a desconhecida engenhoca que havia roubado da cavalaria a função de reconhecimento de terreno. Em 10 de junho de 1915, ele iniciou seu treinamento. Seis meses depois, tornou-se piloto.
Exímio atirador e estrategista, em pouco tempo Manfred se destacou na aviação. Em janeiro de 1917, ao completar 16 vitórias (um avião abatido, se confirmado por alguém, é considerado uma “vitória”), recebeu a mais alta condecoração prussiana, tornou-se chefe de esquadrilha e pintou seu avião. Ali nascia a lenda do Barão Vermelho.
Manfred logo mostrou serviço. Três meses depois, sua esquadrilha abateu 89 aviões inimigos, dos quais 21 foram creditados a ele, o que o tornava o maior ás da guerra, com 52 vitórias. Enquanto o mundo assistia a uma carnificina nas trincheiras, os pilotos de aviões, com seus duelos memoráveis, assemelhavam-se aos antigos cavaleiros medievais. A imprensa viu nele um novo herói e espalhou sua fama. Era o garoto-propaganda ideal da guerra.
Em junho de 1917, o Barão Vermelho montou a Jasta 1, uma unidade de elite formada pelos melhores 48 pilotos da Alemanha. Sem aeródromo fixo, a esquadrilha vivia em tendas e se movia para onde a situação estivesse mais grave. Como todos eram ases, tinham o privilégio de pintar o avião da cor que quisessem. Quando a Jasta 1 levantava vôo, o que se via era um carnaval de cores. Graças a sua existência nômade e às cores berrantes, o apelido da esquadrilha passou a ser “O Circo Voador”.
O Barão Vermelho, entretanto, não sobreviveu à guerra. Foi abatido em 21 de abril de 1918, um dia após colecionar sua octogésima vítima. Contrariando as próprias ordens, mergulhou em perseguição a um novato. Entretido com uma presa fácil, o lendário barão não viu outro avião aliado, o do capitão canadense Arthur Brown, posicionado atrás dele. O tiro fatal o pegou por trás e atravessou seu peito. Há outra versão na qual a bala mortal teria sido disparada do solo pela infantaria aliada. De qualquer modo, seu avião, que voava a poucos metros do chão, espatifou-se nas linhas inimigas. A Alemanha inteira chorou sua perda. Seus próprios inimigos reservaram-lhe um funeral completo, com todas as honrarias possíveis. Manfred tinha apenas 25 anos.

2746 – História: A 1ª Guerra Mundial


Cidades arrasadas

Cenário de destruição

Em 1914, as potências européias estavam divididas em 2 campos rivais. Após o início da guerra, os 2 grupos procuravam aliados. A Alemanha e a Áustria – Hungria receberam adesão da Turquia e da Bulgária. A Rússia e a França e Inglaterra, ganharam o apoio do Japão, Itália, Romênia e após muito esforço a Grécia. De longe, os principais partidários da causa foram os EUA que declararam guerra a Alemanha em 6 de abril de 1917. Na Europa o preço das vidas humanas e destruição material alterou a concepção sobre a guerra. Estima-se que mais de 8 milhões de combatentes tenham morrido. O estopim do conflito foi o assassinato do presumível herdeiro austríaco, o arquiduque Francisco Ferdinando, por bósnios em Sarajevo, em 28 de junho de 1914. Na crise que se seguiu, como nenhuma potência aceitou derrota diplomática, a guerra venceu a diplomacia.
Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta experimentava um tempo de progresso econômico e tecnológico. Confiantes de que a civilização atingira o ápice de suas potencialidades, os países ricos viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas. Entretanto, todo esse otimismo encobria um sério conjunto de tensões.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.

Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de uma intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.

Outra importante experiência ligada a esse clima de rivalidade pôde ser observada com o desenvolvimento da chamada “política de alianças”. Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.

Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914. Utilizando da disputa política pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.
A guerra ocorreu entre a Tríplice Entente (liderada pelo Império Britânico, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos (a partir de 1917) que derrotou a coligação formada pelas Potências Centrais (liderada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Turco-Otomano), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da Europa e do Médio Oriente.
No início da guerra (1914), a Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não se sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da Grã-Bretanha e da França fizeram-na firmar em 26 de abril de 1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra decorrido um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o Trentino, o Tirol Meridional, Trieste, Gorizia, Ístria (com exceção da cidade de Fiume), parte da Dalmácia, um protetorado sobre a Albânia, sobre algumas ilhas do Dodecaneso e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da Alemanha (a Itália já possuía na África: a Líbia, a Somália e a Eritreia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao Eixo na Segunda Guerra Mundial.
Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da Revolução. No mesmo ano, os EUA, que até então só participavam na guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente.