9785 – Ambientalismo ou Antiambientalismo? – O Sea Shepard


sea shepard

A Sea Shepherd Conservation Society (com a sigla SSCS) é uma organização sem fins lucrativos, focada na conservação de seres marinhos, sediada em Friday Harbor, Washington nos Estados Unidos da América. O grupo usa táticas de ação direta para proteger a vida marinha. Foi fundada em 1977 com o nome de Earth Force Society por Paul Watson, um antigo membro da Greenpeace, depois de este ter sido excluido da mesma pois defendia o uso de táticas de intervenção mais agressivas. O grupo dispõe um foco forte em relações públicas para difundir a sua mensagem através dos meios de comunicação. Em 2008, o canal Animal Planet (Parte da cadeia Discovery) começou a filmar um reality show, “Piratas Ecologicos” (Whale Wars em inglês), baseado nos encontros anuais do grupo com a frota Japonesa de baleiros no oceano antártico.
A Sea Shepherd Conservation Society opera, neste momento, 4 embarcações: o MY Steve Irwin, o MY Bob Barker, o MV Brigitte Bardot e o MY Sam Simon. Que têm participado em operações por todo o mundo que incluem, sabotagem a afundamento de barcos enquanto atracados em portos, obstrução á caça de focas no Canadá e na Namíbia, ofuscar baleiros com lasers (tatica usada também por forças policiais para desabilitar suspeitos), atirar garrafas com quimicos não toxicos mal cheirosos (bombas de cheiro) para o convés dos navios envolvidos em atividades ilegais em alto mar, apreensão e destruição de redes-derivantes. A organização afirma que as suas ações agressivas são necessárias pois existe uma relutância por parte dos governos a nível mundial em aplicar a lei em alto mar, dando assim, à Sea Shepherd Conservation Society, autoridade para as aplicar eles mesmos tal como descrito na United Nations World Charter For Nature1
A Sea Shepherd é bancada por milhares de apoiadores e doadores pelo mundo incluindo algumas celebridades como os Red Hot Chilli Peppers, Richard Dean Anderson (ator que interpertava o papel de MacGyver) e Sam Simon (Co-produtor de The Simpsons) entre muitos outros. No entanto é também bastante criticada por diversas personalidades e organizações devido ás suas ações agressivas, com o intuito de intimidar, tendo mesmo tendo sido considerados eco-terroristas por governos como o do Japão. Apesar das suas táticas agressivas não existe um único registro de feridos causados pela organização. Entidades como o Activistcash dedicam-se a rastrear e levar ao conhecimento do grande público as fontes de recursos de ONGA’s como a Sea Shepherd.

Oposto ao Greenpeace, organização que ajudou a fundar com mais duas pessoas, mas que tinha propósitos muito burocráticos, Paul Watson concluiu que a resposta dada era inadequada aos danos ambientais causados.
A resposta endossada por Paul Watson inclui a sabotagem e o afundamento de navios julgados por ele como que tenham violado leis baleeiras internacionais. Estes navios são considerados por ele como piratas.

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Desde 1979, o Sea Sheperd alega ter afundado dez baleeiros, referindo-se a eles como piratas:

1979 – o baleeiro Sierra afundou na costa de Portugal;
1980 – os baleeiros Isba I e Isba II afundaram em Vigo, Espanha;
1980 – os baleeiros Susan e Theresa afundaram na África do Sul;
1981 – os baleeiros Hvalur 6 e Hvalur 7 afundaram na Islândia;
1992 – o baleeiro Nybraena afundou na Noruega;
1994 – o baleeiro Senet afundou na Noruega;
1998 – O baleeiro Morild afundou na Noruega.
Por esses acontecimentos, os navios tiveram suas bandeiras cassadas. De acordo com coluna do The New Yorker, de novembro de 2007, navegam sob bandeira dos Países Baixos.

7521 – Tecnologia e Consumo – A explosão de consumo da nuvem digital


Desde que virou um dos mantras sustentáveis mais comuns do mundo, empresas e pessoas passaram a migrar arquivos de papel, fotos e tantos outros registros para CDs, DVDs, HDs etc. Parte do problema estaria resolvida, que beleza – mesmo que essas mídias, é claro, também ocupassem cada vez mais espaço em armários, gavetas e prateleiras.
Para que gravar seus arquivos em um DVD facilmente riscável cuja vida útil é de alguns anos? É tão melhor simplesmente salvar textos, fotos, vídeos etc. em um serviço externo, podendo acessar a qualquer momento, de qualquer dispositivo com acesso à internet.
E isso sem ocupar espaço na memória do seu computador. Eis a nuvem. Enfim estávamos livres de uma vez por todas da poluição causada por toneladas de papéis impressos, de toda aquela tinta, de embalagens desnecessárias e do espaço ocupado por discos rígidos e DVDs. Não poluiríamos mais. Só que não. A nuvem pode ser uma mágica eficiente e incrível, mas ela não brota do nada. Para fazê-la acontecer, é preciso outra tecnologia, também muitas vezes comparada à magia há alguns séculos: a eletricidade. E a eletricidade que alimenta a nuvem vem, na maior parte, da queima de carvão. A nuvem polui. E muito.
Cada vez que você posta uma foto no Facebook ou assiste a um vídeo no YouTube, no celular, no tablet ou no computador, todo um sistema de plataformas eletrônicas, conhecidas como data centers, é acionado. Essa infraestrutura é formada por dezenas de fileiras recheadas por servidores, que são sistemas de computação centralizadores que fornecem informações a laptops, tablets e celulares. Eles fazem, basicamente, a nuvem funcionar. E ela, é claro, não para nunca. Seu consumo de energia idem. Em 2010, um estudo do Greenpeace estimou que essa demanda era de 623 bilhões de kWh. Os mais de 2 bilhões de pessoas na internet consomem mais energia do que grandes países inteiros, como Brasil, Índia e Alemanha. E isso deve aumentar.
De acordo com uma pesquisa da empresa de consultoria McKinsey & Company, a maior parte dos centros de dados tradicionais emprega apenas de 6 a 12% dessa energia no processamento de dados. Todo o restante serve para manter o sistema de sobreaviso para atender a picos de acessos e evitar interrupções no fluxo de dados. Em suma, para que sites de notícia não deem pau durante as eleições americanas, por exemplo, há um gasto brutal de energia. E a maior questão é que 45% da matriz energética dos Estados Unidos, lar da maior parte dos mais de 30 milhões de data centers do mundo, vem do carvão mineral queimado em usinas termelétricas, que emitem gás carbônico e contribuem para as mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa. Mas há uma boa notícia: a internet pode continuar funcionando (e crescendo) com menos poluição.

Se a internet é suja, a maior parte da culpa é das gigantes do setor que usam fontes de energia não renovável. Microsoft, Amazon, Twitter e HP, entre outras empresas de tecnologia, costumam ter notas negativas no relatório Quão Limpa é sua Nuvem?, feito pelo Greenpeace e um dos principais avaliadores de práticas sustentáveis de empresas de tecnologia. A pressão feita pela ong e outras instituições já está surtindo efeito. Cobrados, Google e Facebook já deram sinais de um uso mais responsável de energia. Depois de ser tido como mau exemplo pela falta de transparência, o Facebook passou a abrir parte de seus dados. De acordo com números da rede social, o consumo de energia de seus data centers em 2011 foi de cerca de 509 milhões de kWh, o equivalente ao de pequenos países inteiros, como Maldivas. Já o Google é maior. Estima-se que ele tenha 40 data centers, enquanto o Facebook usa menos de 15 – os números não são exatos, pois os dados a respeito são cercados de mistério. Em 2010, o Google consumiu 2 billhões de kWh, mais que todas as 700 ilhas das Bahamas.

Em 2011, o Google, valendo-se de antigos túneis construídos por uma fábrica de papel, inaugurou um data center no litoral da Finlândia. As máquinas usam a própria água do mar para controlar a refrigeração de suas máquinas, antes de devolvê-la em uma temperatura que não danifique o ecossistema.
á o Facebook inaugurou, em 2011, um centro de dados que dispensa o ar condicionado convencional, até então uma necessidade de qualquer data center (eles normalmente são mantidos a 14ºC, para evitar superaquecimento).As máquinas filtram o próprio ar disponível no entorno da fábrica para esfriar os equipamentos e, assim, tornam a operação 24% mais eficiente. O Facebook planeja inaugurar, em 2014, um megacentro de dados europeus em Lulea, na Suécia, a cerca de 100 quilômetros do Círculo Polar Ártico. A estrutura vai usar o clima da região para manter a temperatura e a umidade adequadas às operações.
As melhores maneiras de lidar com esse panorama são mesmo aumentar a eficiência, adotar fontes de energia renováveis, equalizar gastos de água e dispensar geradores e backups movidos a diesel para diminuir as emissões de gás carbônico. A outra opção, nada viável, seria deixar de lado os avanços tecnológicos que a nuvem propicia. Alguém aí está a fim de ficar sem suas centenas de fotos no Facebook?

Lixo Digital
O uso crescente de e-mail e redes sociais para armazenar arquivos às vezes é visto como vilão no debate sobre o consumo de energia dos data centers. Mas, antes de apagar seus blogs, álbuns de fotos e perfis online, saiba que não é bem assim. “A noção de que é preciso apagar fotos ou perfis desatualizados é pura perda de tempo. Primeiro porque tais informações raramente são realmente deletadas dos bancos de dados – elas permanecem armazenadas com uma bandeira indicando que foram apagadas”.Depois, porque vivemos em um mundo de abundância. A quantidade de dados trafegando pela internet é tão inimaginavelmente grande que o ato de apagar seu ‘lixo digital’ se compara com um átomo de uma gota d’água no oceano.

Maiores consumidores de energia elétrica (em bilhões de kwh)

EUA – 3 923
China – 3 438
Rússia – 1 023
Japão – 925
Nuvem – 623
Brasil – 404

– 120 Wh por mês é quanto um usuário comum do Google consome. Isso equivale a uma lâmpada de 60 W ligada por 3 horas. Parece pouco, mas em se tratando do maior site do mundo, com mais de 1 bilhão de buscas por dia, o consumo total é de 2 bilhões de kWh por ano, o mesmo que Rondônia.

– O Facebook diz que um usuário do site gasta em um ano energia suficiente para esquentar uma xícara de café. Soa ridículo. Mas a rede social tem mais de 1 bilhão de usuários e consome quase um Acre de energia: 509 milhões de kWh

– E a nuvem vai crescer. O tráfego quadruplicará em cinco anos. 6,6 zettabyte, ou 6,6 trilhões de gigabytes, é o equivalente a toda a população do mundo em 2016 (7,5 bilhões de pessoas) vendo 2,5 horas de vídeo em HD na internet todos os dias do ano.

7513 – Poluição – Partículas de poluentes no ar mataram 8,6 mil na China em 2012


greenpeace

Partículas microscópicas de poluentes no ar mataram cerca de 8,6 mil pessoas em 2012 e causaram US$ 1 bilhão em prejuízos econômicos em quatro cidades chinesas, de acordo com um estudo da Universidade de Pequim e da organização não-governamental Greenpeace.
O estudo mediu os níveis de poluição de partículas PM2.5, menores que 2,5 micrômetros (milionésima parte do metro) de diâmetro, nas cidades de Pequim, Xangai, Guangzhou e Xi’an.
Segundo os pesquisadores, se esses níveis estivessem dentro dos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as mortes seriam reduzidas em 80%, destacou o jornal “China Daily” , recentemente.
As partículas PM2.5 são conhecidas por prejudicarem os pulmões e o sistema cardiovascular, causando câncer no pulmão e outras doenças, por serem muito pequenas e se alojarem diretamente no sistema respiratório.
O rápido crescimento da China causou sérios problemas ambientais, desde rios poluídos até o efeito fog que normalmente encobre as cidades.
O governo pediu que as principais cidades divulgassem publicamente relatórios dos níveis do PM2.5.

6875 – Greenpeace do Brasil de luto com a morte de uma ativista


Nota Oficial do Greenpeace:
Adeus à Guerreira:
O arco-íris hoje está pálido, em tons de cinza. Tatiana de Carvalho, 10 anos de Greenpeace e 36 de vida nos deixou neste fim de semana após um acidente numa cachoeira próxima a Brasília.
Quem o diz não somos nós apenas, mas todos os que tiveram o privilégio de conviver com ela. Desde que a notícia começou a circular, uma chuva de emails, mensagens, telefonemas mostra a força que essa grande mulher – em estatura e espírito – deixou pra trás.
Os últimos dias foram de um vazio indescritível nos escritórios do Greenpeace.Tatiana de Carvalho, uma das nossas mais antigas ativistas no Brasil, faleceu no domingo passado após um acidente em uma cachoeira próxima a Brasília.
Há 10 anos no Greenpeace, Tatiana lutou na campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e, com a mesma garra, batalhava atualmente pelo Desmatamento Zero. Dos corredores sisudos do Congresso Nacional aos labirintos da Amazônia, Tati nunca mediu esforços para que a floresta e seus povos fossem protegidos. E tudo isso com uma autenticidade e energia que pouco se vê no mundo de hoje.
Daqui para frente, os e-mails que você costumava receber assinados pela Tatiana virão de outros guerreiros que, não raro, tiveram nela uma fonte de inspiração. Por isso, fizemos uma promessa à Tati: vamos honrar seus sonhose levar adiante a luta pelo Desmatamento Zero no Brasil.

Ativista do Greenpeace há 10 anos, Tatiana de Carvalho, 36, morreu neste domingo (7/10). Ela caiu de uma cachoeira no Poço Azul (DF), uma área de lazer localizada no km 105 da estrada DF-001, entre Taguatinga e Brazilândia. Uma criança de cinco anos que estava com ela, filho de uma amiga, também caiu no poço e quebrou a bacia.
A ativista fazia uma trilha com familiares quando escorregou nas pedras, caiu de uma altura de 15 metros, bateu a cabeça e morreu na hora. A criança foi levada para o Hospital de Base pelo Corpo de Bombeiros e passa bem.

6232 – Apple usa energia suja – 54% vem do carvão


Se a internet fosse um país, estaria em quinto no ranking mundial de consumo de energia, passando França e Alemanha. Cada clique representa gasto energético e esse desperdício acontece longe do usuário, em servidores que, segundo o Greenpeace, usam carvão para funcionar, a fonte de energia mais poluente.
Confira a porcentagem de energia vinda do carvão usada em grandes empresas de tecnologia:
– 54% da energia utilizada pela Apple vem do carvão.

– 53% da energia utilizada pelo Facebook vem do carvão.

– 49% da energia utilizada pela HP vem do carvão.

– 42% da energia utilizada pelo Twitter vem do carvão.

– 35% da energia utilizada pelo Google vem do carvão.

– 34% da energia utilizada pela Microsoft vem do carvão.
– 18% da energia utilizada pelao Yahoo vem do carvão.

6159 – Greenpeace “bate de frente” na Rio +20


O Greenpeace classificou como ‘patético’ o documento final que está sendo discutido na Rio-20. Em nota, o movimento afirma que o rascunho do documento pode levar a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável ser chamada de ‘Rio menos 20’.
“A negociação que foi até as 3 horas é um texto patético, uma traição, e é por isso que estamos chamando essa conferência não de Rio+20, mas, talvez, de Rio menos 20”, acrescenta.
O Greenpeace defende ainda o ativismo ambiental como caminho para uma maior mobilização da sociedade e de pressão contra os governos para a implementação de ações concretas em prol da sustentabilidade.
Está prevista para esta quarta-feira (20) uma grande marcha de ONGs nas ruas do Rio em defesa de maiores compromissos dos países na defesa do meio ambiente.
O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kimi Naiddo, ressaltou que é preciso pensar “fora da caixa” para resolver os problemas do mundo, e rever o modelo econômico baseado apenas em “mais mercados, mais produtos e mais dinheiro”. “Temos que fazer mais com menos”, concluiu Naiddo.
O rascunho do documento final da Rio+20 encaminhado pelo governo brasileiro às delegações estrangeiras na manhã desta terça-feira (19) para votação, sugere a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, reforçando que o tema deverá ser discutido com maior importância a partir da conferência do Rio de Janeiro.
Houve ainda uma alteração na parte do documento que estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta hoje. O texto anterior incluía o termo “pobreza extrema”, que foi modificado para “pobreza”.
O texto, que teria 283 parágrafos, não eleva o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) ao status de agência, mas propõe que seu orçamento vai aumentar, sem contudo estipular cifras. O comprometimento com o desenvolvimento sustentável foi renovado, assim como o para acelerar o esforço para que metas do milênio sejam cumpridas até 2015.

5885 – Ativistas do Greenpeace protestam em shopping em São Paulo


Alguns ativistas do Greenpeace fizeram um protesto pacifico, na manhã deste sábado, na frente de uma loja que vende produtos da Apple segundo piso do Shopping Eldorado, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo).
O protesto é contra o uso do carvão na matriz energética da empresa e durou poucos minutos. Uma moça segurava um cartaz com a frase “Apple, limpe a minha nuvem”. O gerente da loja teria pedido que os ativistas se retirassem.
Há duas semanas, o Greenpeace Internacional publicou o relatório “How Clean is Your Cloud?” (O quão limpa é a sua nuvem?, em português) que avaliou a Apple e outras 13 empresas de tecnologia sobre as medidas que estão adotando para reduzir o uso de energia suja utilizada para alimentar seus datacenters.

5372 – Câncer pode estar associado à poluição na China


O Greenpeace denuncia que na China existem mais de 400 “aldeias do câncer”, lugares que têm uma taxa muito elevada dessa doença. Todas essas localidades estão próximas a fábricas que manipulamprodutos cancerígenos.
Xiedian é uma das chamadas aldeias do câncer, onde os casos desta doença dispararam por causa das fábricas poluentes. Até há pouco tempo, Fon Yun vivia nesta casa com a família, suas duas filhas e sua mulher.
As meninas contraíram leucemia, uma delas morreu e a outra está muito doente. “Sempre brincavam fora e bebiam água do poço”, lamenta Yun, que agora dedica sua vida a demonstrar a relação entre o câncer, que matou pelo menos outros 50 moradores da zona, e a grande fábrica de aço da localidade.