13.416 – Uma Questão de Sobrevivência – Golfinhos espancam polvos antes de comê-los


polvo espancado
Foi o que descobriram cientistas da Universidade Murdoch, na Austrália, que passaram seis anos observando golfinhos no litoral do país.
O sistema nervoso dos polvos não é centralizado – ou seja, os tentáculos continuam funcionando mesmo se o cérebro deles for esmagado – e podem estrangular os golfinhos (os cientistas encontraram um golfinho morto por um tentáculo de 1,3 m, que ele tentou comer).

10.213 – Ciência tenta explicar o poder dos golfinhos em salvar vidas no mar


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Os golfinhos são animais surpreendentes e, frequentemente, surgem notícias que comprovam o quanto a ciência ainda tem a descobrir sobre a espécie. Recentemente, estes animais foram reconhecidos pela Associação Americana para o Avanço da Ciência‏ como “pessoas não humanas”, fato que os coloca em uma categoria de animais protegidos pela lei contra abusos. Segundo estatísticas, os golfinhos resgatam anualmente mais de mil mergulhadores e náufragos.
A explicação de alguns especialistas, como os da Sobrenatural.org, é que, ao se depararem com uma pessoa perdida no mar, os golfinhos usam o seu sonar para identificar semelhanças de suas estruturas ósseas com a de humanos, o que faz com que pensem que somos um deles.
Um vídeo mostra as imagens do atleta Adam Walker nadando no mar da Nova Zelândia. De repente, surge um tubarão e, quase como milagre, dezenas de golfinhos o rodeiam, protegendo-o do perigo.
Os animais ainda contam com diversas outras características, no mínimo, carinhosas, como gostar de cachorros, cuidar de outros golfinhos doentes, ajudar as baleias e, até mesmo, brincar e fazer coisas por simples diversão. Tudo isso parece indicar que o golfinho pode ser considerado o melhor amigo do homem debaixo da água.

9691 – Que animais enxergam por meio de sons e como eles conseguem fazer isso?


Golfinho

Os grandes especialistas nesta arte – chamada de ecolocalização ou biossonar – são os golfinhos e os morcegos. Ambos possuem uma visão aguçada, que funciona perfeitamente durante o dia, mas normalmente precisam caçar e se locomover em ambientes com pouca luz. Em tais casos, eles conseguem enxergar sem utilizar os olhos, emitindo sons de alta freqüência, em geral inaudíveis para o ser humano. “Essas ondas sonoras batem na presa – e nos obstáculos à frente – e retornam na forma de ecos, que, por sua vez, são decodificados como um mapa pelo cérebro do bicho”, diz uma bióloga da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nos morcegos, o grau de precisão é tão elevado que certas espécies conseguem detectar a presença de um fio de apenas 0,5 milímetro de espessura em pleno vôo rasante. Nos golfinhos, o sistema é ainda mais preciso, pelo fato de, dentro d’água, o som se propagar a uma velocidade 4,5 vezes maior.
Assim, eles conseguem identificar peixes pequenos a distâncias de até 200 metros. Existem algumas espécies de pássaros que vivem em cavernas, ou têm hábitos noturnos, que também desenvolveram uma ecolocalização rudimentar, que só serve para a locomoção. E até mesmo um ser humano, acredite, pode utilizar a audição para localizar objetos ou evitar um obstáculo. “Quem é cego de nascença desenvolve a audição a tal ponto que esse sentido acaba substituindo, em parte, a visão”.

Existem cerca de 1 000 espécies de morcegos e quase todas têm a capacidade de se orientar no escuro por meio das ondas sonoras e seus reflexos. Esse mecanismo de ecolocalização – também chamado de biossonar – só foi descoberto pela ciência em 1938.
Para que o sonar do morcego funcione perfeitamente, o cérebro do animal possui um córtex auditivo (ponto em vermelho) extremamente desenvolvido. O sistema nervoso do bicho é tão sensível que possui até neurônios especializados em detectar a velocidade da sua presa.
A distância é medida pelo tempo que o som leva para ser refletido. Quanto mais rápido o eco voltar, mais próxima está a presa;

A velocidade do inseto é calculada pelo chamado efeito Doppler: quanto maior a velocidade, maior a variação na freqüência do som;

A partir do ângulo de entrada do som em seu aparelho auditivo, o morcego consegue “visualizar” a presa em três dimensões – altura, largura e profundidade;

Os golfinhos são capazes de nadar à noite ou em águas turvas graças ao biossonar

O animal produz o som na traquéia e nas cavidades nasais (acima dos olhos). Em seguida, o sinal sonoro passa por uma camada de tecido gorduroso que serve como uma lente focalizadora: em vez de se dispersar em todas as direções, o sinal é emitido para a frente, acompanhando o movimento do golfinho.
O som que retorna em eco é absorvido, em grande parte, pelas cavidades do maxilar inferior. De lá, os sinais seguem até o ouvido e chegam ao nervo auditivo, que desemboca no cérebro – onde os ecos são interpretados conforme a variação da freqüência e outras informações

1 – Assim que recebe o eco do primeiro som emitido, o golfinho gera outro “clique”. O lapso de tempo entre emissão e recepção permite que o animal calcule a distância que o separa do obstáculo à frente. Essa variação também é útil para que o golfinho avalie outras informações, como a velocidade e o tamanho de uma presa potencial

2 – O cérebro do golfinho é extremamente ágil para processar as informações relativas à distância e às dimensões do obstáculo à sua frente e à presa que está perseguindo. Essa sensibilidade funciona melhor numa faixa de distância entre 5 e 200 metros – e permite que o animal identifique pequeninas presas de até 5 centímetros

3 – Mesmo nadando em velocidade, ele consegue se desviar a tempo de prosseguir a caçada. Mas, ao se aproximar do obstáculo ou da presa, o golfinho precisa do auxílio da visão ocular. Estudos recentes provaram que golfinhos que não enxergam com os olhos têm a ecolocalização menos eficiente

O biossonar é inaudível para o ser humano
Nós não ouvimos a maior parte dos guinchos produzidos pelos morcegos, pois a freqüência das ondas sonoras é muito alta. O som mais agudo que um ser humano consegue escutar tem 20 KHz
freqüência entre 20 e 200 KHz;

Os golfinhos também emitem sons que não conseguimos escutar. Cada “clique” emitido por eles dura, no máximo, 128 microssegundos (1 microssegundo equivale a 1 milionésimo de segundo)
freqüência entre 40 e 150 KHz.

9663 – Nem aí pro Oscar… – Pescadores japoneses saem novamente ao mar para capturar mais golfinhos


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Pescadores japoneses voltaram ao mar para tentar capturar mais golfinhos na costa do arquipélago, anunciaram organizações de defesa dos animais, que tentam alertar a opinião mundial sobre a prática.
O governo japonês defendeu a caça a golfinhos em sua costa, confrontando a nova embaixadora americana, Caroline Kennedy, que criticara a caça recentemente em um post no Twitter, no qual a qualificava de “desumana”.
Kennedy se opôs a uma forma de pesca conhecida como “drive hunt”, em que golfinhos são conduzidos por barcos a uma área da qual não podem escapar, onde dezenas ou, talvez, centenas de animais são capturados. Críticos haviam considerado a prática desumana em razão do número de golfinhos mortos e da ameaça que isso traz às populações do animal.
Ativistas da associação de defesa dos animais Sea Sheperd, com sede nos Estados Unidos, viajaram a Taiji, no oeste do Japão, para denunciar o que consideram uma carnificina.
Segundo este organismo, desde o início da temporada de pesca de golfinhos nesta região 41 cetáceos foram mortos e 52 foram capturados para serem vendidos vivos por somas que podem alcançar milhares de dólares. Mais de 200 animais foram confinados na baía e parte deles foi libertada, acrescentou a Sea Sheperd.
Esta prática local foi divulgada em todo o mundo no documentário “The Cove”, de 2009, que obteve o Oscar de melhor documentário em 2010.
As autoridades e os pescadores de Taiji afirmam, no entanto, que esta atividade é primordial para a economia da comunidade e acusam os ativistas de não respeitarem a cultura local.

golfinhos

9210 – Qual a diferença entre boto e golfinho?


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Na classificação dos biólogos, não há nenhuma diferença, é só uma questão de nomenclatura regional. “O termo boto ganhou força no Brasil para nomear o pequeno cetáceo encontrado nos rios da Amazônia. A partir daí, passou a ser ensinado em escolas que boto era de água doce e golfinho, de água salgada. Mas essa diferença não existe”, afirma o biólogo Marcos César Santos, coordenador do Projeto Atlantis, que luta pela preservação desses animais. Algumas espécies de cetáceos chegam inclusive a receber os dois nomes, como é o caso do boto-tucuxi (Sotalia guianensis), também conhecido como golfinho-cinza. Animais muito inteligentes e ótimos nadadores, os golfinhos, ou botos, podem atingir velocidades de até 40 quilômetros por hora e saltar 5 metros acima da água, dependendo da espécie.

ORDEM
Cetáceos
Grupo de mamíferos aquáticos, como as baleias e os golfinhos/botos.

SUBORDEM
Odontocenti
Reúne só os cetáceos com dentes.

FAMILIA
Delphinidae
Reúne só as espécies que vivem no mar. Por exemplo, o boto-tucuxi, o golfinho-nariz-de-garrafa (lembra do Flipper, da TV?) e até a orca.

Platanistidae
Reúne só as espécies que vivem em rios. Do boto-cor-de-rosa ao golfinho-do-ganges.

7732 – Biologia Marinha – Óculos para ver imagem sonora


A perícia do golfinho como navegador está sendo estudada no computador capaz de reconstituir os contornos de sua cabeça, a partir de imagens desenhadas por um tomógrafo. A conclusão é que o crânio do animal contém sacos de ar que funcionam como uma espécie de lente de aumento – só que eles ampliam imagens sonoras, em vez de imagens luminosas. A explicação é que o golfinho vê como os morcegos: ele emite ondas sonoras que batem nos objetos e voltam, dando ao animal uma percepção do que está à sua volta. Ou seja, uma imagem sonora – só que os sacos de ar podem focalizar melhor esse retrato. Algo muito sofisticado, dizem pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos Estados Unidos, autores do estudo. Outra descoberta é que provavelmente o som não é produzido pela laringe, mas por uma região de tecido gorduroso localizada na cabeça. Segundo James Aroyan, coordenador da pesquisa, essa região vibra, talvez como os lábios de um tocador de trompete.

5137 – Golfinho – Fama de Simpático Indo Por Água Abaixo


A fama de simpático do golfinho está indo por água abaixo. Até hoje, pensava-se que os sons graves emitidos por esse animal durante as refeições eram um convite para o resto do bando vir dividir o repasto. Mas o biólogo Vicent Janik, da Universidade de Saint Andrew, na Inglaterra, descobriu que o canto pode ter um propósito bem menos altruísta – o de atordoar as presas. Janik e sua equipe perceberam que, na hora de comer, os golfinhos cantam em baixa freqüência (com sons graves). Como a visão é precária embaixo d’água, a audição é essencial para a orientação de todos os peixes. Sem ela, as presas ficam desorientadas e é mais fácil capturá-las. Emitindo sons em baixas freqüências, o golfinho cantor deixa as vítimas perturbadas por algum tempo. E aí é só se servir.

1867-O Golfinho-nariz-de-garrafa


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Cetáceo da família dos delfins pode ser encontrado principalmente nas águas temperadas e tropicais do Atlântico e nos mares adjacentes, preferindo as áreas costeiras rasas e quentes. Também é possível encontrá-lo perto do Havaí e Flórida. Sua anatomia consiste de dentes fortes e cônicos, de 18 a 27 pares, em ambas as mandíbulas. Nascido para deslizar, possuem corpos hidrodinâmicos, em forma de torpedo, o que lhes dá mobilidade nas águas do oceano.
Lenda: Diz-se que Poseidon, o Deus do mar dos gregos, atribuiu ao golfinho um lugar entre as constelações, por um deles ter salvo o bardo Arion de morrer afogado. Existem histórias de golfinhos que ajudam nadadores, mas isso é acidental, eles apenas gostam de empurrar objetos quando nadam.
Peso: 500 kg –Longevidade: 12 a 40 anos, podendo atingir 50.
Um brincalhão dos oceanos » Mamífero inteligente ao qual se atribui o salvamento de náufragos e tido como um dos melhores amigos do homem. A ligação entre mãe e cria é tão forte que já se testemunhou mães trazendo crias mortas á superfície, como que se quisessem ajudá-las a respirar. Apesar de ainda estarem em grande número, tem sido erradicados de alguns lugares, sendo caçados em razão da carne ou outros produtos. No Pacífico é comum se afogarem em redes de pesca de atum. Surgiu outra preocupação: o ruído marinho causado pelo homem, tal como o sonar de navios, que interfere na capacidade das baleias e dos golfinhos se alimentarem, orientarem e comunicarem e também lhes destrói a audição ou causam hemorragias nos pulmões e ouvidos.
Dormem cerca de 8 horas por dia e nadam a uma velocidade de 20 km por hora, podendo mergulhar até 20 minutos e a uma profundidade de 300 m. Os machos lutam ferozmente pelas fêmeas durante a época de reprodução. Em liberdade, se alimentam de lulas, camarões e enguias, caçam em grupo, encurralando os cardumes, mas a técnica pode depender da localização.