Globalização – Bom só para o clube dos ricos


Globalização – Bom só para o clube dos ricos

Os países ricos atraem com melhores salários profissionais de ponta formados em países em desenvolvimento

São engenheiros, médicos, profissionais em informática, professores ou economistas e vêm da África, América do Sul ou Ásia. O fenômeno é motivo de preocupação para especialistas. Segundo a ONU, quase 100 mil diplomados africanos trabalham em países do Hemisfério Norte; quase 1/3 da mão de obra qualificada do continente. Em meados dos anos 90, uma enfermeira em Manila (Filipinas) ganhava 140 dólares por mês. Se fosse trabalhar nos EUA poderia ganhar 3 mil dólares, Resultado: 3 mil enfermeiras filipinas deixam seu país a cada ano. Na Índia, os países desenvolvidos vão até lá para atrair os profissionais de informática formados no país, com isso, 40 a 50% dos diplomados vão para o exterior. Os países menos desenvolvidos estão perdendo um precioso fator de desenvolvimento. Trata-se de uma concorrência injusta e não de um simples mecanismo de oferta e demanda de empregos qualificados.