12.228 – Genética – Técnica pode aumentar em até 35% a expectativa de vida dos humanos


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Pesquisadores da organização sem fins lucrativos Mayo Clinic conseguiram ampliar em 35% o tempo de vida de ratos geneticamente modificados. De acordo com Jan van Deursen, presidente da ONG, o segredo da longevidade é “remover células gastas que têm um efeito degenerativo sobre o corpo”.
Durante o estudo, os cientistas adicionaram um gene suicida aos animais, dando a eles uma droga que tinha como alvo as células envelhecidas – chamadas senescentes. Os testes mostraram que os ratos que foram tratados com a medicação viveram entre 25% e 35% mais, além de estarem mais saudáveis. Segundo os pesquisadores, eles se tornaram mais ativos e órgãos como o coração e os rins funcionaram melhor, em comparação com os animais tradicionais.
Nas cobaias, também notou-se a redução no crescimento de tumores. “Embora a senescência seja um processo importante, por impedir a divisão celular de células danificadas, ajudando a prevenir o câncer, há teorias de que uma vez que o processo foi iniciado, essas células não são mais necessárias”, explica van Dursen.
Segundo o biólogo molecular Darren Baker, que também participou do estudo, o efeito de um tratamento do tipo em seres humanos pode ter um efeito poderoso. “A droga poderia eliminar com eficiência e rapidez um número suficiente de células danificadas o suficiente para ter um impacto profundo na saúde e expectativa de vida das pessoas”. Segundo ele, em teoria, isso pode aumentar a expectativa de vida das pessoas para entre 95 e 100 anos.

11.081 – Por que temos tão pouco genes?


Na década de 1990, biólogos estimavam que o ser humano tinha 100 mil genes. Na época da publicação da versão final do genoma humano, há 12 anos, o número já havia caído para 32 mil. Finalmente, em outubro passado, após 15 anos de trabalho, o Consórcio Internacional de Seqüenciamento do Genoma Humano apresentou seu último cálculo, indicando que temos 25 mil genes, no máximo. Número nada impressionante, se levarmos em conta que a Arabidopsis thaliana, planta da família da mostarda, tem 26 mil. “Nós não parecemos muito impressionantes nessa competição”, diz Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, dos EUA. Uma primeira conclusão, óbvia, é que não é o tamanho do genoma que importa – e sim, o resultado final que ele proporciona. Uma segunda conclusão, inevitável, é que sabemos pouquíssimo sobre como os genes funcionam.

7833 – Medicina – O Curativo Genético


Trata-se da Terapia Gênica, uma técnica ainda em fase experimental, mas que promete.

Imagine que um cidadão quebrou o braço. E, em vez de engessar e esperar a regeneração natural dos tecidos, o médico implanta em algumas células da vítima, como as do sangue, um pedaço de DNA corretivo. Este fragmento fabrica uma proteína que faz a soldagem de um modo muito mais simples e rápido que o tradicional. Em ratos, esse tipo de remendo genético foi experimentado com sucesso. Mas isso é apenas um meio de ilustrar uma técnica revolucionária, que pode fazer muito mais do que colar ossos. Em poucas palavras, não importa se os sintomas são os da Aids, da gripe, do câncer ou de uma doença hereditária. Sempre vai dar para arranjar um gene que ajuda a eliminar o mal ou a aliviar as suas conseqüências.
A molécula de DNA pode ser reparada para corrigir um mal hereditário. Melhor ainda, pode ganhar um gene inteiramente novo, feito sob medida num laboratório, com o objetivo de combater uma infecção como a Aids, ou as células enlouquecidas do câncer.
Cada um dos 50 000 a 100 000 genes é formado por milhões de moléculas menores. São os nucleotídeos, representados na ilustração por estas “pontes”entre as hélices de DNA. Implantar um gene significa colocar, no lugar exato, um conjunto completo de nucleotídeos.
A melhor maneira de entender os curativos genéticos, ou a terapia gênica, como dizem os especialistas, é comparar o organismo humano com um computador. Essa analogia é possível porque tanto um como o outro precisam de instruções para trabalhar. Assim, enquanto a máquina lê os comandos gravados nos programas, o corpo segue as ordens escritas nos genes. Isso quer dizer que não é preciso mexer diretamente nos órgãos para tentar eliminar os males de um cidadão. Basta instalar nas células um novo programa – ou seja, um novo gene – e deixar que, daí para a frente, o próprio organismo resolva os seus problemas.
Não é difícil perceber o potencial revolucionário desse tipo de tratamento. Antes de mais nada, ele cria a primeira oportunidade de atacar pela raiz as doenças hereditárias. Ou seja, aquelas em que o paciente já vem ao mundo com um “software” imperfeito. O ideal, aqui, seria trocar o gene enguiçado por uma cópia em boas condições. Agora, se o gene não foi identificado, ou se ninguém sabe direito como ele funciona, sempre existe a alternativa de achar algum outro pedaço de DNA que possa, pelo menos, eliminar os sintomas.
Há registro de mais de 4 000 moléstias associadas a defeitos nos genes, muitas delas incuráveis. Mas isso é só o começo da história, como se vê pela Aids, que não é hereditária e não tem nada a ver com mutações ou estragos feitos no DNA por radiação ou qualquer outro acidente.
Apesar de ser causada por um vírus, o HIV, ela também pode ser combatida com fragmentos de DNA que, de alguma forma, prejudiquem o vírus. Até já se conhecem proteínas que atrapalham a proliferação do micróbio. Os pesquisadores estão tentando implantar no organismo dos pacientes o gene que fabrica essas substâncias. E aí, se der certo, as próprias células poderão fabricar antídotos contra o HIV.
É isso o que faz a nova terapia: descobrir genes que, de uma maneira ou de outra, fabricam proteínas benéficas à saúde. Essa orientação, nos últimos anos, já levou à descoberta de substâncias incríveis. Algumas induzem as células cancerígenas ao suicídio, outras apressam a regeneração de ossos quebrados e outras ainda fortalecem células musculares atrofiadas. No fim das contas, o futuro da terapia gênica depende do arsenal de genes úteis que vêm sendo identificados em número cada vez maior. Daí sairá a matéria-prima para forjar softwares químicos capazes de transformar a maquinaria celular em uma farmácia que funciona sozinha dentro do corpo.

7786 – Medicina – O efeito do cigarro dura 3 gerações


O cigarro gera alterações fisiológicas que passam por gerações e podem afetar eventuais descendentes – se uma mulher que fuma tiver filhos ou netos, eles já nascerão com maior risco de desenvolver asma. Essa é a conclusão de um estudo recém-publicado pela Universidade da Califórnia, que fez experiências para medir o efeito da nicotina (princípio ativo do cigarro) em ratos de laboratório. Segundo os pesquisadores, a nicotina tem o poder de desligar genes necessários para a formação correta dos pulmões – e essa mudança é transferida aos descendentes do fumante.

7296 – Mega Notícias – Genética


Na Argentina, a Genética poderá devolver a suas famílias as 208 crianças sequestradas pelas Forças de Segurança, ao longo do regime militar. Elas vem sendo procuradas a anos. A partir de genes conhecidos como marcadores genéticos, cuja semelhança em várias pessoas indica laços familiares, é possível achar a verdadeira família de uma criança adotada. Já foram devolvidas mais da metade delas.
Animal Transgênico – Depois de ratos, porcos e ovelhas, chegou a vez dos mosquitos. Cientistas inseriram genes alheios em ovos de mosquitos; quando a prole se tornou adulta, foi cruzada entre si, transmitindo o gene adulto forasteiro aos descendentes. Esse pode ter sido um passo para a criação de mosquitos benignos, incapazes de transmitir malária, dengue e febre amarela.

7288 – Novos estudos sobre homossexualismo


Uma equipe de cientistas está propondo um novo modelo biológico para explicar a existência da homossexualidade usando a epigenética -ou seja, alterações na maneira como os genes são lidos, e não no próprio DNA.
A proposta é que a homossexualidade seria consequência da transmissão, para os filhos, de marcadores responsáveis pela ativação de genes que direcionam o desenvolvimento sexual.
O estudo teórico foi publicado neste mês na revista científica “The Quarterly Review of Biology”. William Rice, da Universidade da Califórnia, é o autor principal.

Epigenética
Os marcadores epigenéticos são moléculas que se ligam ao DNA, ajudando a ativar ou silenciar genes.
Na maioria das vezes, essas marcas não passam de uma geração para outra, sendo apagadas e restabelecidas de outra maneira nos óvulos e espermatozoides.
As marcas que aumentam a sensibilidade ao hormônio masculino testosterona na gestação garantem a masculinização de bebês meninos, enquanto as que diminuem a sensibilidade à testosterona “feminizam” as meninas (mulheres têm testosterona, pois ela também é produzida nas glândulas adrenais).
Quando essas marcas não são apagadas em meninas, porém, elas dariam origem a filhas com tendências homossexuais. E, quando as marcas que diminuem a sensibilidade à testosterona passam para os filhos, dariam a eles mais tendências à homossexualidade.
A simulação do modelo mostrou que isso pode se manter na população.
A proposta tenta explicar a prevalência da homossexualidade em 8% da população humana, predominantemente em famílias, bem como o fato de estudos genéticos não mostrarem uma explicação consistente para isso.
No caso de gêmeos idênticos, nem sempre ambos são gays, embora eles compartilhem 100% de seus genes. Isso sugere um fator hereditário além da genética.
O modelo prevê, por exemplo, que estudos epigenéticos vão mostrar diferenças significativas entre heterossexuais e homossexuais.
Segundo Jaroslava Valentová, antropóloga do Centro de Estudos Teóricos da Universidade Karlova, na República Tcheca, e especialista em evolução da homossexualidade, o estudo apresenta uma “real alternativa para o desenvolvimento e a evolução” dessa orientação.
A busca por explicações biológicas para a homossexualidade, faz sentido porque formas de relacionamento entre membros do mesmo sexo são encontradas em quase todas as culturas estudadas, e estão presentes ainda em vários outros animais.

homossexualismo

6248 – ☻ Mega Wise – Pequeno vocabulário da Genética


Ácidos nucléicos – Os constituintes essenciais de todas as células vivas. O DNA forma os genes e os cromossomos. São uma longa cadeia de milhares de moléculas arrumadas numa hélice dupla. O DNA se encontra mais no núcleo das células. O RNA, o ácido ribonucléico, tem um papel essencial na síntese das proteínas. É através dele que a informação genética contida nos cromossomos é transmitida para toda a célula.
Bactéria – Um ser unicelular considerado vegetal;
Cromatina de Ban – A substância dos cromossomos X que é visível ao microscópio nas células femininas. Pela observação da cromatina, pode se determinar o sexo genético do indivíduo.
Cromossomos – Pequenos bastões, medindo milésimos de milímetros, que formam o suporte dos caracteres hereditários de todo o ser vivo. Eles se encontram no núcleo de todas as células. O número e a forma variam de acordo com as espécies. No homem existem 46 cromossomos. No momento da fecundação, o óvulo e o espermatozóide perdem, cada um, a metade de seus cromossomos. Portanto, o ovo fecundado tem a metade dos caracteres da mãe.
Genes – Grão de ácidos nucléicos, colocados nos cromossomos e que comandam esta ou aquela característica do ser. São eles que determinam que uma criança terá olhos azuis, cabelos lisos, nariz reto;
Hibridação – Cruzamento de raças para a obtenção de seres híbridos, em relação a certas características;
Meiose – Processo de divisão celular que ocorre na formação das células reprodutoras. No final, cada célula-filha tem a metade dos cromossomos da célula original.
Mutação – Alteração nos genes ou cromossomos, que ocorre por acaso e pode ser transmitida aos descendentes.
Mutagênica – Substância que induz as mutações nas células.
Partenogênese – Desenvolvimento de um óvulo sem que ocorra a fecundação, ou sem a presença de espermatozóide.
Polidactilia – Doença de caráter genético que origina seis dedos nas mãos ou nos pés.
Somático – Caráter relativo ao corpo;
Código genético – A maneira pela qual os genes e os ácidos nucléicos enviam as mensagens codificadas que comandarão a fabricação de proteínas e de todo o organismo vivo. O código genético, descoberto em 1962, por Watson e Crick, baseia-se num alfabeto de 4 letras, cujas combinações numerosas não permitem que existam 2 pessoas iguais, exceto gêmeos verdadeiros que têm os mesmos cromossomos. O código genético é universal, ou seja, seu princípio é o mesmo para tudo o que existe na Terra.
Sua descoberta encorajou os biologistas a tentar agir sobre os genes e ácidos nucléicos, para modificar os caracteres dos seres vivos e comandar a evolução da hereditariedade.

Genética (do grego genno; fazer nascer) é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos. Ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração. O termo genética foi primeiramente aplicado para descrever o estudo da variação e hereditariedade, pelo cientista William Bateson numa carta dirigida a Adam Sedgewick, da data de 18 de Abril de 1908.
Já no tempo da pré-história os agricultores, utilizavam conhecimentos de genética através da domesticação e do cruzamento seletivo de animais e plantas para melhorar suas espécies. Atualmente é a genética que proporciona as ferramentas necessárias para a investigação das funções dos genes, isto é, a análise das interacções genéticas. No interior dos organismos, a informação genética está normalmente contida nos cromossomos, onde é representada na estrutura química da molécula de DNA o que diminui bastante o tempo de espera no cruzamento das espécies.

6190 – A Biologia Molecular


Trata-se do estudo da Biologia em nível molecular, com especial foco no estudo da estrutura e função do material genético e seus produtos de expressão, as proteínas. Mais concretamente, a Biologia Molecular investiga as interacções entre os diversos sistemas celulares, incluindo a relação entre DNA, RNA e síntese proteica. É um campo de estudo alargado, que abrange outras áreas da Biologia e da Química, em especial Genética e Bioquímica.
Na Biologia Molecular são frequentemente combinadas técnicas e ideias provindas da Microbiologia, Genética, Bioquímica e Biofísica. Historicamente, a Microbiologia exerceu um papel fundamental no desenvolvimento da Biologia Molecular, pois a maioria dos conceitos-chave e das técnicas de Biologia Molecular se originou a partir de estudos e experimentos realizados principalmente com bactérias, fungos e vírus (especialmente bacteriófagos, que são vírus que infectam bactérias). Não existindo distinções muito definidas entre as disciplinas mencionadas, pode-se considerar a Biologia Molecular na interface entre a Bioquimica e a Genética, como mostra o esquema.
A Bioquímica define-se, de uma forma geral, como o estudo das reacções químicas em organismos vivos; a Genética ocupa-se especificamente do estudo das consequências de diferenças no material genético nos organismos. A Biologia Molecular ocupa então um espaço próprio, mas relacionando conhecimentos dos dois campos, ao investigar os mecanismos de replicação, transcrição e tradução do material genético.
Muito da investigação em Biologia Molecular é relativamente recente, e muitos trabalhos têm sido feitos recorrendo-se à Bioinformática e Biologia Computacional. Estes recursos tornaram o estudo da estrutura e função de genes, ou Genética Molecular, num dos campos mais proeminentes em Biologia Molecular.
A reacção em cadeia de polimerase, ou PCR, é uma técnica de grande versatilidade que permite obter múltiplas cópias de um segmento de DNA. O PCR também é usado para introduzir locais de restrição e mutações pontuais ou para identificar um fragmento particular de DNA numa biblioteca de cDNA.
A electroforese em gel é uma das principais ferramentas de trabalho em Biologia Molecular. Em geral, DNA, RNA e proteínas podem ser separados segundo o seu tamanho numa matriz usando um campo eléctrico aplicado. Na electroforese em gel de agarose, o DNA ou o RNA é separado fazendo a amostra migrar através de um gel de agarose. As proteínas são normalmente separadas segundo o seu tamanho usando electroforese em gel de acrilamida; também podem ser separadas segundo a sua carga eléctrica usando focagem isoeléctrica.

5139 – O cruzamento de animais consangüíneos causa tantos problemas quanto nos seres humanos?


Todas as espécies podem ter problemas quando ocorre o cruzamento entre parentes próximos. Isso acontece porque os familiares carregam códigos genéticos parecidos e há uma maior possibilidade de que ambos possuam genes relacionados à mesma doença. Só que os animais que são criados para comercialização acabam passando por uma seleção artificial. Assim, um potro que nasce sem uma pata é sacrificado. Como ele morre cedo, não há chance de ter filhos e o gene da doença não passa para a geração seguinte. Por causa disso, as doenças genéticas são raras nos bichos domésticos. Entre os seres humanos isso não acontece.
O gene sobrevive e pode ser passado para os filhos. Por isso, o risco genético é bem maior para os humanos.
Dois cavalos da mesma linhagem têm chance de gerar um filhote defeituoso.
Uma égua saudável tem um defeito num gene. Se cruzar com um cavalo de outra linhagem, o gene dele pode encobrir a falha e o filhote nasce normal.
Se a égua cruzar com um parente, é grande a chance de ele ter a mesma falha genética. Aí, o filhote recebe dois genes defeituosos e nasce com problema.

5100 – Genes são responsáveis por 40% da inteligência ao longo da vida


Os outros 60% são determinados pelo contexto, indica um estudo genético publicado nesta quinta-feira na edição digital da revista científica “Nature”.
Peter Visscher, especialista em genética da Universidade de Queensland, considerou que a inteligência incide nas chances de sobrevivência, em declarações à emissora australiana ABC.
Com o objetivo de saber por que algumas pessoas envelhecem mais inteligentes, o cientista australiano e pesquisadores britânicos examinaram testes de inteligência de mais de duas mil pessoas, que o fizeram aos 11 anos de idade e depois aos 65.
A maioria das pessoas que tinham uma inteligência média quando crianças a aumentou durante a etapa adulta, e as que tinham uma inteligência abaixo da média no início de sua vida mantiveram esta média na velhice.
O contexto no qual a vida se desenvolve, considerando-se fatores como nutrição, educação dos pais e escolaridade, contribui para o desenvolvimento da inteligência, comprovaram os pesquisadores.
Durante o estudo, os especialistas também analisaram amostras genéticas e quantificaram o papel dos genes nas mudanças da inteligência à medida que o ser humano envelhece.
“Calculamos que entre um quarto e um terço destas mudanças são genéticas”, indicou Visscher.

5066 – Um filho de pais destros pode nascer canhoto?


Nunca se sabe qual é a causa exata de um indivíduo ser destro ou canhoto. A escolha da mão mais útil é o resultado da ação de vários genes e também do ambiente onde eles se combinam. “Não é uma herança fácil de determinar, como a cor dos olhos ou a do cabelo”, explica uma geneticista da Universidade de São Paulo. Tanto que nada impede que pais canhotos tenham um filho destro – ou vice-versa. Segundo Mayana, ainda que os genes favoreçam uma ou outra característica, fatores como a posição do útero no momento da fecundação podem mudar tudo. E, mesmo que a criança nasça com tendência a ser destra ou canhota, ela pode ser condicionada a usar a outra mão. Bom mesmo é ser ambidestro. Se bem que na política dá confusão.

5059 – Se os animais não vêem as cores, por que alguns são tão coloridos?


Nem todos os bichos são daltônicos. “Só cães e bovinos não enxergam cores; ainda assim, eles conseguem perceber diferentes tons de cinza”, ressalta um zoólogo paulista. A maioria dos bichos tem, sim, visão colorida – as abelhas, por exemplo, detectam até raios ultravioleta, para os quais os humanos são cegos. A cor é fundamental na natureza. Entre aves e peixes, ela funciona como uma estratégia de reprodução. Os machos costumam ser bem coloridos para chamar a atenção das fêmeas. Cores vivas são sinal de boa saúde e, conseqüentemente, de bons genes. “As penas dos pássaros sempre ficam mais bonitas na época do acasalamento”, lembra. Também acontece de os bichos adaptarem suas cores às do ambiente, para escapar de predadores. O louva-a-deus e vários outros insetos são verdes para se misturar mais facilmente às folhas. O processo inverso também ocorre. É o caso da onça-pintada. Sua pelagem ajuda a predar, pois a torna mais difícil de ser vista pelas presas. A cor também pode ser berrante de propósito, para servir de alerta. Alguns sapos têm a pele vermelha ou amarela, o que indica que eles são venenosos.