7269 – (In) Sustentabilidade – Carbon Visuals mostra o espaço que as emissões de carbono ocupam na Terra


N York sitiada pela poluição
N York sitiada pela poluição

Estas inúmeras esferas azuis aglomeradas em Nova York representam a quantidade de dióxido de carbono emitida pela cidade em apenas um dia. Achou impressionante? Agora pense que cada uma destas bolinhas corresponde a uma tonelada de vapor deste gás que é o principal causador do efeito estufa e dos efeitos da poluição.
Tais projeções 3D são desenvolvidas pela agência Carbon Visuals, com base em dados científicos. O objetivo é comunicar com mais clareza o tamanho da nossa pegada ambiental na Terra. “Estamos mudando a atmosfera do planeta e o pouco que estamos mudando é o que controla a temperatura. O problema é que não conseguimos ver os gases na atmosfera, porque eles são invisíveis. E isso torna muito difícil de nos engajarmos neste desafio que chamamos de mudança climática”, disse Antony Turner, presidente do Carbon Visuals, em palestra do TEDx.
No site da Carbon Visuals também é possível assistir a vídeos que mostram a dimensão das emissões de algumas atividades do Reino Unido, como a produção de batata ou o funcionamento de seus prédios públicos, entre outras. Há também uma ferramenta gráfica que mostra o espaço ocupado pelas emissões de diferentes países e regiões.
O resultado das emissões das Américas Central e do Sul em um ano é um cubo de 9.3 km de dimensão, como você vê melhor abaixo. Você consegue enxergar a escala de tamanho que o carbono ocupa na atmosfera?

6944 – Fósforo elimina cheiro de cocô?


Esse milagroso efeito desodorante ocorre porque, quando aceso, o fósforo libera dióxido de enxofre, uma substância que tem um cheiro muito forte. Por serem muito sensíveis ao dióxido, nossos sensores nasais reduzem momentaneamente a capacidade de detectar outros odores, explica um professor de Química da Universidade Federal de Santa Catarina. Assim, o nariz deixa de sentir o cheiro do cocô.
Outros fatores de menor importância que ajudam a reduzir o mau cheiro com essa clássica, infalível, barata e tudo-de-bom técnica caseira. Um deles é a fumaça de cor branca produzida durante a queima do fósforo. Essa fumaça é constituída de enxofre coloidal, que tem alta capacidade de absorver odores.
E o efeito pode ser reforçado com uma simples ação. Após acender o fósforo, molhe a cabecinha.
Além disso, naquele momento tão íntimo de você consigo mesmo há uma pequena porção de gases que, além de fedidos, são inflamáveis. Neste caso, a queima do fósforo ajuda a reduzir ainda mais o odor por meio da combustão dos gases.

6519 – Bioquímica – O Processo de Corrosão


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

Tipos de corrosão

Trata-se da deterioração de um material metálico por ação química ou eletroquímica do meio ambiente. Com exceção de alguns metais nobres, que podem ocorrer no estado elementar, os metais são geralmente encontrados na natureza sob a forma de compostos, sendo comum a ocorrência de óxidos e sulfetos metálicos. Como os compostos têm conteúdo de energia inferior ao dos metais, são relativamente mais estáveis. Logo, os metais tendem a reagir espontaneamente com os líquidos ou gases do meio ambiente: o ferro se enferruja no ar e na água e objetos de prata escurecem quando expostos ao ar.
De certo ponto de vista, a corrosão pode ser considerada o inverso do processo metalúrgico. Este transforma o minério de ferro — óxido de ferro — no metal ferro. Este, no entanto, na atmosfera ambiente tende a oxidar-se, voltando à condição inicial de óxido. Essa oxidação é também chamada corrosão.
Corrosão e erosão são processos que não devem ser confundidos. O último termo se aplica a desgaste não eletroquímico, ou a desgaste de materiais não-metálicos. Erosão é, portanto, o desgaste de metais ou outros materiais pela ação abrasiva de fluidos (gás ou líquido) em movimento, usualmente acelerado pela presença de partículas sólidas em suspensão.

Os problemas de destruição de materiais metálicos são freqüentes e de certa relevância nas mais variadas atividades, como por exemplo: nas indústrias química, petrolífera, naval, automobilística e de construção; nos meios de transporte aéreos, ferroviários, marítimos e rodoviários; na odontologia, que emprega materiais metálicos que ficam em contato com a saliva e alimentos corrosivos; na medicina, mais especialmente na área da ortopedia, que emprega materiais metálicos para facilitar a consolidação de fraturas, ficando esses materiais em contato com o soro fisiológico, solução que contém cloreto de sódio e pode ser considerada como meio corrosivo para determinados materiais metálicos.
As diferentes formas de destruição provocadas pela corrosão podem ser enquadradas nas seguintes categorias: corrosão uniforme, em que há perda regular ou uniforme da espessura do material; corrosão alveolar e por pite, ou puntiforme, formas de corrosão que ocorrem em pequenas áreas; os alvéolos são cavidades na superfície metálica, de fundo arredondado e profundidade menor que seu diâmetro, enquanto os pites têm as mesmas características dos alvéolos, mas com profundidade maior que o diâmetro; corrosão intragranular ou intercristalina, localizada nos contornos dos grãos de um metal ou liga; corrosão intragranular, ou transgranular, que ocorre entre os grãos de um metal ou liga; corrosão filiforme, mais freqüente sob as películas de tintas ou outros revestimentos, em meios úmidos, e caracterizada pelo aspecto de filamentos que toma o produto da corrosão.

Agentes corrosivos
Os meios mais intensamente corrosivos são a atmosfera, águas potáveis, água de rios e estuários, água do mar, solo, produtos químicos, alimentos e substâncias fundidas. A ação corrosiva da atmosfera é influenciada principalmente pela poeira, gases e umidade relativa, sendo de importância particular o SO2 (dióxido de enxofre) resultante da queima de carvão, óleo e gasolina, que contém enxofre. O dióxido de enxofre é oxidado a SO3 (trióxido de enxofre) que, com a umidade do ar, forma H2SO4 (ácido sulfúrico), tornando a atmosfera bem mais agressiva. Por esse motivo, as atmosferas industriais são mais corrosivas que as rurais. Outro fator importante para a ação corrosiva da atmosfera é a umidade. Em atmosfera de umidade relativa inferior a sessenta por cento, a corrosão é praticamente nula.
Os materiais metálicos em contato com a água tendem a sofrer corrosão, que vai depender das várias substâncias que possam contaminá-la. Nesse processo de corrosão devem ser considerados, também, o pH, a velocidade de escoamento e a temperatura da água. Entre os agentes corrosivos naturais, a água do mar é um dos mais enérgicos, pois contém concentrações relativamente elevadas de sais e funciona como eletrólito forte, ocasionando um processo rápido de corrosão.
O comportamento do solo como meio corrosivo é de grande importância, levando-se em consideração as enormes extensões de oleodutos, gasodutos, aquedutos e cabos telefônicos enterrados, que exigem um controle rigoroso de manutenção para evitar corrosão acelerada. Os fatores que mais influenciam a ação corrosiva dos solos são: porosidade, resistividade elétrica, sais dissolvidos, umidade, corrente de fuga, pH e bactérias.
Nos equipamentos usados em processos químicos é indispensável considerar a agressividade dos produtos químicos utilizados, que não só ocasionam desgastes do material metálico dos equipamentos como também contaminação dos produtos. O efeito corrosivo dos alimentos depende da formação de possíveis sais metálicos tóxicos. Assim, recipientes de chumbo não devem ser usados na preparação de bebidas e alimentos, pois estes podem atacá-lo, formando sais de chumbo, altamente tóxicos.
Os metais apresentam diferentes susceptibilidades à corrosão. Assim, estruturas metálicas de ferro são facilmente corroídas quando colocadas em orla marítima ou em atmosferas industriais; o zinco e o alumínio apresentam maior resistência, que é excelente no ouro e na platina.

Como se proteger da corrosão?
O conhecimento do mecanismo das reações envolvidas nos processos corrosivos é pré-requisito para o controle efetivo dessas reações. O próprio mecanismo da corrosão pode sugerir modos de combate ao processo corrosivo. Os métodos práticos adotados para diminuir a taxa de corrosão dos materiais metálicos consistem em modificações nos meios corrosivos e nas propriedades dos metais; emprego de revestimentos protetores (metálicos e não-metálicos); proteção catódica e anódica.
Os inibidores de corrosão são substâncias que adicionadas ao meio corrosivo, mesmo em pequenas quantidades, reduzem a taxa de corrosão. Entre os numerosos inibidores podem ser citados os nitritos, cromatos, tiouréia e aminas. Às vezes se procura modificar as propriedades do metal, escolhendo uma liga com características tais que o efeito do meio corrosivo se reduza. Assim, a adição de cromo aos aços inoxidáveis propicia a formação de uma camada de Cr2O3 (óxido de cromo) que protege o aço. Costuma-se também adicionar, em aços especiais, níquel, nióbio, titânio ou molibdênio, para proteção contra diferentes tipos de corrosão. Adiciona-se cerca de 0,2% de cobre aos aços doces para aumentar sua resistência à corrosão atmosférica.

Nos processos de proteção por emprego de revestimentos, intercala-se uma camada protetora entre o metal e o meio corrosivo. Os revestimentos podem ser: metálicos, nos quais se utilizam o zinco (processo de galvanização), o cromo (cromagem), o níquel (niquelagem), o alumínio, o cádmio, o chumbo e outros; não-metálicos inorgânicos, que são os revestimentos formados por reações químicas entre o material metálico e o meio corrosivo, como a anodização, que consiste na formação de Al2O3 (óxido de alumínio), de grande aderência; não-metálicos orgânicos, como tintas, vernizes etc.
De todos os métodos aplicados no combate à corrosão, o mais universalmente difundido é o baseado em revestimentos orgânicos, de mais fácil aplicação e, na maioria das vezes, o mais econômico. Destacam-se as tintas que contêm pigmentos anticorrosivos, como, por exemplo, zarcão, zinco e cromato de zinco, e também aquelas em que são usadas resinas alquídicas, fenólicas, vinílicas, poliuretanas e epóxi.

A proteção catódica é a técnica de combate à corrosão que consiste em reduzir o potencial do material metálico a um valor que impede a reação de oxidação do metal. Pode ser galvânica, em que os chamados ânodos de sacrifício, de magnésio, zinco ou alumínio, são atacados em lugar da estrutura protegida; ou por corrente impressa, em que se utiliza uma fonte externa de corrente contínua, como um retificador, e empregam-se ânodos auxiliares que podem ser inertes e funcionar apenas como condutores. Esses sistemas são recomendáveis para proteção de cascos de navios, oleodutos, gasodutos etc.
A proteção anódica se baseia na formação de uma película protetora, nos materiais metálicos, por aplicação de correntes anódicas externas. O método se recomenda para materiais metálicos como o níquel, cromo e titânio.

5579 – ☻Mega Notícias – Engarrafamentos enganam


A troca de faixas é inútil. Essa foi a conclusão de um cientista da Universidade de Toronto em uma simulação feita por computador. Ele verificou que raramente uma faixa ficava mais rápido que a outra. Na média as 2 filas acabam ficando na mesma velocidade. Quanto maior o congestionamento, maiores as chances de engano.
Ozônio
Diminui mais rapidamente do que se pensava o lançamento na atmosfera dos gases destruidores da camada de ozônio, que protege a Terra contra os raios ultravioleta do Sol. Mas a destruição do ozônio se faz também mais rapidamente do que se esperava: atingirá o pico no ano 2 000 e só então começará a diminuir.
Para se ter uma idéia de como avança o “buraco” no ozônio, no final do ano passado, quando ele deveria ser mínimo, tinha 4,5 milhões de quilômetros quadrados – mais de meio Brasil. No último mês de setembro, ele atingia 23 milhões de quilômetros quadrados, quase três vezes a área total do território brasileiro.

5384 – Fique por dentro do Aquecimento Global


É o resultado da emissão excessiva de gases de efeito estufa na Atmosfera, principalmente o dióxido de carbono, formando uma camada que a cada ano fica mais espessa, impedindo a dispersão da radiação solar. O efeito estufa é um fenômeno atmosférico natural indispensável a vida na Terra, já que a temperatura média seria 33°C menor. O aquecimento globalpela atividades humanas é o agravamente de tal processo natural. A derrubada das florestas e a queima de combustíveis fósseispetróleo, carvão e gás natural seriam as causas principais.
o co² é um gás essencial à vida , produzido pela respiração dos seres vivos, de composição de plantas e animais e queima de combustíveis fósseis e de florestas. O tempo de sua permanência na atmosfera é de 100 anos no mínimo. O principal processo de absorção épelos oceanos e florestas. Hoje são emitidas entre 8 e 9 bilhões de toneladas de co² por ano em todo o planeta. 80% da queima de combustíveis fósseis.

5182 – Ecologia – Hidroelétricas provocam efeito estufa


Os cientistas estão responsabilizando pela emissão de gases estufa justamente as usinas hidroelétricas, proclamadas como uma técnica ecologicamente correta de gerar energia. Um relatório da Comissão Mundial de Represas afirma que algumas hidroelétricas lançam tanto gás carbônico (CO2) na atmosfera quanto as usinas termoelétricas que queimam carvão. Isso porque, quando uma represa é construída, uma área enorme de floresta fica inundada. A vegetação apodrece, lançando no ar doses gigantescas de dióxido de carbono e metano. Como era de se esperar, o problema é maior na região amazônica, onde estão algumas das maiores barragens do país, como a de Tucuruí, no Pará. Ela libera anualmente 6 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. “Isso equivale a um décimo de todo o gás carbônico emitido no Brasil”, alerta Philip Fearnside, do Instituto de Pesquisas da Amazônia, autor de um estudo ainda inédito sobre o impacto ambiental da represa.

4970 – Planeta Terra – Depois da tempestade vem a vida


Charcos, tanques, diques, canais, lagoas, brejos, alagados, mangues ou pântanos: existem muitos nomes para designar essas pequenas massas de água que talvez constituam a manifestação da natureza que mais chama a atenção do homem. E a característica mais notável desses lugares é a enorme biodiversidade que acumulam em tão pequeno espaço. Não devemos esquecer que a vida surgiu na água, há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. E ali permaneceu durante milhões de anos, até que começou a colonizar a terra. Hoje, muitas formas de vida desses alagados são incapazes de viver em terra firme, enquanto outras necessitam desses ecosistemas peculiares para desenvolver alguma fase de sua existência.
O motivo de semelhante acumulação de seres tão distintos entre si está na composição da água. Apesar de muitas vezes apresentarem um aspecto limpo e cristalino, os brejos estão longe de possuir água pura. A água pura não pode manter organismos vivos em seu interior durante muito tempo, ao contrário das águas naturais, que são ricas em substâncias gasosas e sólidas. Entre os gases, destacam-se o oxigênio e o dióxido de carbono. Outras matérias de grande importância são os nitratos, sulfatos, cloritos e fosfatos, além de minerais como o sódio, potássio, ferro, magnésio e cálcio. Sua maior ou menor abundância condiciona a presença de uma flora e uma fauna determinadas. Nas águas pobres em cálcio ficou comprovado que não sobrevivem caracóis nem outros moluscos aquáticos.
A falta de pureza das águas dos pântanos não significa que estejam contaminadas. Ao contrário: seus elementos são impurezas naturais que favorecem a proliferação da vida. Existem, entretanto, outras substâncias, como os óleos, detergentes e demais resíduos típicos de certas atividades humanas que sujam artificialmente as águas, ou seja, as contaminam. Então, o volume de vida que podem acolher é inversamente proporcional a seu grau de poluição: quanto mais contaminadas estejam as águas, menos organismos contêm.
Exemplos de espécies associados aos brejos são o sapo comum e, sobretudo, o sapo-corredor, que proliferam especialmente nesses tanques, acrescenta Dorda. Sua curta existência faz com que a quaquer momento, normalmente após um forte aguaceiro, se produza uma autêntica concentração desses anfíbios, em uma estratégia claramente oportunista com que evitam os predadores que se constituiriam em uma séria ameaça para a espécie.
Excluindo-se esses alagados temporários, os habitantes dos alagados naturais e dos tanques artificiais de uma mesma região são idênticos, exceto os animais exóticos introduzidos pelo homem. Além disso, todos esses espaços são colonizados de forma parecida.
Os mais madrugadores de todos são os insetos voadores: espécies como os mosquitos e outros dípteros são os primeiros a chegar, seguidos logo mais tarde pelas libélulas e os escaravelhos.
O vento e alguns animais — insetos, aves, anfíbios e pequenos mamíferos — são o meio de transporte adequado para que ovos de outros insetos, como os copépodos, um tipo de crustáceos de água doce e salgada, cheguem a um tanque. Pouco depois vêm outros crustáceos e moluscos, que chegam ainda como ovos nas patas das libélulas e dos escarevelhos.
Ao contrário do que ocorre em outras zonas úmidas, como os grandes lagos — onde se pode falar de uma estratificação em suas formas de vida, conforme ocorram em águas superficiais ou profundas —, as pequenas massas de água têm um único substrato, já que em geral são pouco profundas. Convém falar aqui do que os cientistas denominam película superficial; isto é, a superfície das águas. Sua função no mundo dos alagados é igual à da pele no corpo humano, isolando e separando a massa de água da atmosfera, abrigando formas de vida sumamente especializadas, como as larvas de mosquito, para citar apenas um exemplo bem conhecido.