13.137 – Mega Biografia – Joseph Nicéphore Niépce


Joseph_Nicéphore_Niépce
Ele também era de 7 de Março
7 de março de 1765 — Saint-Loup-de-Varennes, 5 de julho de 1833) foi um inventor francês responsável por uma das primeiras fotografias.
Em 1793, enquanto servia como oficial do exército francês, Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari. Aos 40 anos, Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família possuía. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.
Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judeia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu em 1833 deixando sua obra nas mãos de Daguerre.

5642 – Tecnologias Obsoletas – Como funcionavam as Polaroids?


A velha Polaroid

O mistério estava escondido nas chapas fotográficas, que funcionavam ao mesmo tempo como papel e filme. Segundos depois do clic a foto saía por uma abertura na parte frontal da máquina. No início, é só um papel branco, mas em 2 minutos, começa a surgir a imagem, que fica pronta em 4 minutos. Uma chapa que se auto revelava porque estava impregnada de substâncias químicas necessárias ao processo e que entravam em açãono momento em que o papel saía da máquina. O sistema se tornou obsoleto com o advento das fotos digitais, até porque, o custo dos filmes Polaroid eram bem mais alto que o dos filmes convencionais.

Um pouco +

A invenção das modernas câmeras instantâneas é creditado ao cientista americano Edwin Land , que divulgou o primeiro comercial câmera instantânea, a câmera da terra , em 1948, um ano depois de apresentar filme instantâneo na cidade de Nova York. A primeira câmera instantânea, que consistia de uma câmara e câmara escura portátil em um único compartimento, foi inventado em 1923 por Samuel Shlafrock.

As vendas de película química de todos os fabricantes caíram em pelo menos 25% ao ano na primeira década do século 21 , eo declínio tende a acelerar. Fujifilm é agora o único fornecedor restante do filme instantâneo nos Estados Unidos. No entanto, em outubro de 2009, a Polaroid anunciou que iria trazer de volta suas câmeras de filme clássicos instantâneos, depois de anunciar um ano antes que a produção estava interrompida.

2564-Tecnologias – A Fotografia a cores


Câmara escura, modelo arcaico do final do século 17

Foi uma das maiores conquistas da técnica fotográfica. Os diferentes processos são baseados na decomposição da luz branca em luzes coloridas em 3 cores primárias : azul, verde e vermelho e 3 complementares : ciano, magenta e amarelo. O filme colorido é constituído de 3 camadas. A primeira é sensível apenas ao azul, a 2ª só ao verde e a 3ª só ao vermelho. Os diapositivos coloridos são chamados de slides. O objeto a fotografar é uma prisma retangular colorido de apenas 3 cores, além do branco e do preto. As luzes coloridas refletidas pelo objeto vão impressionar respectivamente as camadas sensíveis ao filme.

A fotografia resulta de esforço de muitos espíritos inventores que no início do século 19 buscavam uma maneira de conservar a imagem obtida dentro de uma câmara escura. Era a aplicação de um fenômeno conhecido desde a antigüidade: ao passar por um pequeno orifício feito na parede de um cômodo escuro, a luz forma sobre a parede oposta, uma imagem invertida da paisagem externa. O equipamento básico consistia em um espelho refletor, outro para a transmissão da imagem e uma lente. Esta projetava a imagem sobre uma tela opaca, na qual o pintor ou desenhista podia decalcar o perfil da figura obtida.
A idéia da fotografia nasce em síntese de duas experiências muito antigas. A primeira é a descoberta de que algumas substâncias são sensíveis à luz. A segunda foi a descoberta da câmera escura.
A máquina escura da qual deriva a câmera fotográfica, foi realizada muito tempo antes de que se encontrasse o procedimento para fixar com meios químicos a imagem ótica produzida por ela.