6549 – O que é Capilaridade?


Quando um tubo de vidro de pequeno diâmetro é imerso verticalmente no líquido contido num recipiente, o líquido sobe pelo interior do tubo até certo nível, que pode situar-se acima da superfície do líquido no recipiente — caso da água — ou abaixo dele, no caso do mercúrio. Isso ocorre em virtude da capilaridade, nome que alude ao diâmetro dos tubos capilares, semelhante ao de um fio de cabelo.
Capilaridade é o fenômeno físico em virtude do qual um líquido sobe ou desce por uma passagem estreita, que pode ser um tubo capilar, o espaço situado entre as fibras de um tecido ou um material poroso qualquer. Decorre das forças que atuam na superfície de contato entre um líquido e um vapor, especialmente. Se a atração entre as moléculas do líquido é fraca, como no caso da água, ele sobe pelas paredes do tubo e diz-se que “molha” o tubo. Se a atração intermolecular é forte, como no mercúrio, ele desce pelo tubo e não o molha. Nos tubos estreitos, em que há maior tensão superficial, o líquido sobe mais que em tubos mais largos.
A superfície líquida em contato com o ar dentro do tubo, chamada interface líquido-vapor, nunca é plana. Quando o líquido molha a parede sólida, a superfície é côncava e adere tangencialmente à parede; se o líquido não molha a parede, sua superfície é convexa e estabelece com a parede uma curva de concordância, ou seja, que admite um mesmo plano tangente.
Entre os fenômenos que se devem à capilaridade estão a ascensão da água subterrânea até a superfície, a formação de bolhas e gotas, a atração e repulsão de corpos que flutuam sobre uma superfície líquida e outros.

5429 – ☻Mega Notícias – O menor motor do mundo


Com a mesma técnica usada para produzir os microscópicos chips eletrônicos de silício, engenheiros da Universidade da Califórnia criaram motores de diâmetro inferior a um fio de cabelo, movidos a eletricidade estática. Os dentes das engrenagens desses motores são tão pequenos que seria preciso enfileirar 7 mil deles para ocupar 1 milímetro. Assim, acaba de surgir uma nova categoria, a das micromáquinas. As possíveis aplicações estão abertas à imaginação, mas ninguém ainda é capaz de prever quais serao esses usos.
Supõe-se que as micromáquinas poderiam, por exemplo, viajar por uma artéria para remover depósitos de colesterol. Ou monitorar a taxa de glicose no sangue dos diabéticos e, quando necessário, acionar uma minibomba de insulina. Embora o silício seja um material bem conhecido na eletrônica, os engenheiros ignoram suas propriedades mecânicas em escala tão ínfima. Nos primeiros testes, o material tem se mostrado tão resistente quanto o aço. Com tais atributos, os cientistas admitem que a micromecânica poderá ser no futuro um gigantesco ramo da indústria.

☻ Mega Arquivo, surgiu de um trabalho rudimentar

5381- A Medicina e a Nanotecnologia


A medicina já conta com tecnologia capaz de encolher instrumentos de diagnóstico e intervenção a um tamanho que permite sua fácil introdução no corpo humano. Nos laboratórios de nanotecnologia, engrenagens são criadas a partir da manipulação de átomos. A mais avançada em funcionamento é uma máquina menor que um grão de arroz, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Tohuku, no Japão. Trata-se de um minúsculo cilindro capaz de nadar ao longo das veias e carregar remédios até tecidos infectados ou tumores espalhados pelo corpo. Os movimentos da cápsula são controlados por meio da criação de um campo eletromagnético que permite guiá-la com enorme precisão. Se as previsões da chamada nanociência estiverem certas, em 20 anos conseguiremos fazer mais coisas com um computador que caiba na palma das nossas mãos do que com todas as máquinas de hoje somadas.

• Em 1990, pesquisadores da IBM escreveram o nome da companhia em uma placa de metal microscópica. As letras I, B e M foram desenhadas com apenas 35 átomos cada uma.
• No ano passado, cientistas da Universidade da Califórnia anunciaram a criação de um nanolaser, que é mil vezes mais fino que um fio de cabelo.