10.277 – Mega de Olho na Copa – Abertura


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É a segunda vez que este torneio é realizado no país, depois da Copa do Mundo FIFA de 1950. A competição está sendo disputada entre 12 de junho e 13 de julho e ocorrerá pela quinta vez na América do Sul, a primeira após 36 anos já que a Argentina acolheu o evento em 1978.
O Brasil foi a última sede de Copa do Mundo escolhida através da política de rodízio de continentes implementada pela FIFA, iniciado a partir da escolha da Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul.
As seleções nacionais de 31 países avançaram através de competições de qualificação, que começaram em junho de 2011, para participar com o país anfitrião, o Brasil, no torneio final. Um total de 64 jogos devem ser jogados em doze cidades de todo o Brasil em estádios novos ou reconstruídos, sendo que o torneio começa com uma fase de grupos. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, os jogos vão usar tecnologia na linha do gol.
Com o país anfitrião, todas as equipes campeãs do mundo desde a primeira Copa do Mundo, em 1930 (Uruguai, Itália, Alemanha, Inglaterra, Argentina, França e Espanha) se qualificaram para esta competição. A Espanha é o atual campeão, tendo derrotado os Países Baixos por 1-0 na final da Copa do Mundo de 2010 para ganhar seu primeiro título mundial. As quatro Copas do Mundo anteriores sediadas pela América do Sul foram todas ganhas por seleções sul-americanas.

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Na partida de estreia, de virada, o Brasil venceu a Croácia por 3×1
Iniciada com uma passeata, manifestação
contra a Copa do Mundo terminou em confusão em Porto Alegre; 13 pessoas foram detidas.
Próximos adversários, mexicanos dizem não temer o Brasil.
Antes de jogar contra os donos da casa, o México enfrenta a seleção de Camarões na sexta-feira (13), na Arena das Dunas em Natal.
Mesmo com o resultado de 3 a 1 sobre a Croácia, os mexicanos enxergaram problemas na defesa brasileira e excessivo nervosismo dos jogadores.

10.251 – Mega Almanaque – A Copa do Mundo de 1950


copa de 1950

Dessa vez vai ser diferente(?)

Foi a quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol. Ocorreu de 24 de junho a 16 de julho. Foi sediado no Brasil, tendo partidas realizadas nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os estádios já estavam prontos na época, devido à paixão dos brasileiros por futebol. O Brasil foi escolhido por unanimidade como anfitrião na época, sendo um sucesso no sentido de infraestrutura a instalações e exemplo para o mundo.
Muitos atribuem essa situação a Getúlio Vargas e sua administração, que incentivava o esporte como extensão da educação, e a sua capacidade de gerir a coisa pública. Contudo, deve-se destacar que o Brasil viu, em 1947, a Fifa adiar a competição em um ano para que as seleções da Europa pudessem se reestruturar – a Segunda Guerra Mundial arrasou o continente e deixou o mundo sem Copas desde 1938. Foi, inclusive, por causa dos efeitos do conflito que a entidade decidiu levar o Mundial para a América do Sul e o Brasil, como candidato único, foi o eleito.
A CBD, antiga CBF, não colocou empecilhos na decisão da Fifa de adiar em um ano a competição. E, mesmo com 12 meses a mais para entregar os estádios, o Brasil conseguiu se complicar. Não havia exigências com transporte, aeroportos, hospitais ou outros itens de infraestrutura. O único pedido era estádios “padrão Fifa”. O caderno de encargos da entidade não tinha 420 páginas como hoje. A Fifa só pedia arquibancadas para no mínimo 20 mil torcedores, alambrados, cabines para a imprensa e autoridades e túneis interligando os vestiários ao gramado.
A Presidência da República chegou a formar a “Comissão de Estádios”, mas, mesmo assim, nenhum ficou pronto com antecedência – nem o Pacaembu, inaugurado em 1940, considerado moderno à época e que havia passado por uma ampla reforma.
Em março de 1950, por exemplo, foi feito o calçamento no entorno do estádio para acabar com a lama que se formava nos dias de chuva, reformado o sistema de drenagem do gramado, foram abertos dois novos portões para facilitar a entrada e a saída do público e construído um ambulatório médico. Em 1.º de junho de 1950, 23 dias antes da abertura da Copa, no entanto, vistoria feita pelo presidente da Federação Italiana de Futebol e delegado da Fifa, Ottorino Barassi, constatou que o tamanho do gramado não era adequado, assim como a área da imprensa. 1
Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 7 delas europeias (Itália, Suécia, Suíça, Espanha, Iugoslávia, Inglaterra e Escócia), 7 americanas (Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Estados Unidos e México) e 2 asiáticas (Turquia e Índia).
A seleção da Inglaterra fazia a sua primeira participação na competição. A edição teve três grandes goleadas: Uruguai 8 a 0 Bolívia, Brasil 7 a 1 Suécia e Brasil 6 a 1 Espanha. Os destaques dessa Copa foram: Roque Máspoli, Obdulio Varela, Alcides Ghiggia e Juan Schiaffino do Uruguai e Ademir de Menezes, Zizinho, Jair da Rosa Pinto e José Carlos Bauer do Brasil.
Durante a década de 1940, não houvera a realização das copas previstas, pois a tragédia da Segunda Guerra Mundial mobilizara o mundo para o esforço de guerra e impedira a realização dos certames. A Federação Internacional de Futebol, entretanto, permanecera mobilizada e, tão logo quanto foi possível, tratou de marcar a disputa da IV Copa em um país fora do continente europeu, que ainda encontrava-se em reconstrução. O Brasil foi, então, o país escolhido.
Para a ocasião, foram construídos estádios, dentre eles o Maracanã, que, na época, era o maior do mundo. Ao longo da competição, as equipes da Índia, Turquia e Escócia desistiram; o grupo 4 ficou com apenas duas seleções: Uruguai e Bolívia. A partida direta entre eles teve, por resultado, 8 a 0 para os uruguaios.
A Copa do Mundo FIFA de 1950 não teve uma final oficialmente. As quatro equipes que se classificaram em primeiro em seus grupos formaram um novo grupo e disputaram partidas entre si. A Espanha e a Suécia foram goleadas pelo Brasil e eliminadas por placares apertados pelo Uruguai. A última partida era coincidentemente entre o primeiro e o segundo colocados, que até então não haviam perdido na competição. A última partida da copa ficou conhecida como Maracanaço e contou com o maior público de todas as partidas de todas as copas: 199.854 pessoas.
Ela ocorreu em 16 de julho no Estádio do Maracanã. O Brasil, embalado pela excelente campanha, pelo apoio da torcida, pela liderança e pelo elenco vitorioso, abriu o placar aos 47 minutos com gol de Friaça. O Uruguai, dezenove minutos depois, empatou a partida com Schiaffino. O empate daria o título do campeonato aos brasileiros. Entretanto, aos 79 minutos, Ghiggia virou o placar para os uruguaios, dando o segundo título ao Uruguai. Esta partida é considerada uma das maiores decepções da história do futebol brasileiro.
O Brasil construiu o maior estádio de futebol do planeta para sediar a Copa do Mundo da FIFA 1950, mas a esperança de consagrar o gigantesco Maracanã com o primeiro título mundial foi destruída após uma das maiores surpresas da história da competição.

A Copa do Mundo da FIFA 1950 não teve final, pois foi decidida em um quadrangular. Mesmo assim, Brasil e Uruguai fizeram justamente na última rodada da fase final a partida que decidiu o torneio. Precisando de somente um empate, a seleção brasileira abriu o marcador com Friaça aos dois minutos do segundo tempo, mas o Uruguai conseguiu a virada com gols de Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia. Um silêncio ensurdecedor de 200 mil vozes foi ouvido no Maracanã, e o pequeno país vizinho comemorou no Brasil o seu segundo título mundial.

O Uruguai, campeão mundial em 1930, só precisou disputar uma partida (goleou a Bolívia por 8 a 0) para chegar ao quadrangular final. Na fase decisiva, o selecionado saiu perdendo todas as três partidas, mas conseguiu na última a virada que entrou para a história como o Maracanazo.

A competição no Brasil foi a primeira Copa do Mundo da FIFA após a Segunda Guerra Mundial. Durante todo o conflito, o cobiçado troféu ficara escondido em uma caixa de sapatos sob a cama do italiano Ottorino Barassi, vice-presidente da FIFA. Com o retorno da paz, ele ganhou o nome de Taça Jules Rimet para comemorar o renascimento da competição.

Treze participantes
Apenas 13 seleções disputaram o título no Brasil devido à ausência de países do Leste Europeu e a uma série de desistências de peso, especialmente de Argentina e França — esta última em protesto contra um itinerário que envolveria uma viagem de 3.500 km entre uma partida e outra.

A Inglaterra estava presente pela primeira vez depois de vencer um torneio entre os países das Ilhas Britânicas. Por outro lado, a Escócia, que teria o direito de viajar depois de ficar em segundo lugar, recusou a oportunidade. Quem também se classificou, mas não quis jogar, foi a Turquia. Já a Índia disse não porque a FIFA não permitiria que seus atletas jogassem de pés descalços. Os cinco participantes sul-americanos não precisaram disputar nenhuma partida nas eliminatórias.

O torneio teve uma primeira fase bastante incomum, com as seleções divididas em dois grupos de quatro países, um grupo de três e ainda um grupo com somente Uruguai e Bolívia.
O Maracanã era um monumento à ambição brasileira, e os homens comandados por Flávio Costa superaram a expectativa na estreia e abriram a campanha com uma goleada de 4 a 0 sobre o México.
Porém, o empate em 2 a 2 com a Suíça deixou o Brasil precisando de uma vitória no último jogo diante da Iugoslávia. Na partida que decidiu o grupo, os brasileiros tiveram um pouquinho de sorte quando o atacante iugoslavo Rajko Mitić machucou a cabeça ao subir as escadarias para o gramado do Maracanã. Ele ainda estava sendo atendido quando Ademir abriu o placar para o Brasil, que definiu o marcador com Zizinho no segundo tempo.
Enquanto o Brasil avançava, a campeã Itália era eliminada ao ser derrotada pela Suécia por 3 a 2. Os escandinavos, todos amadores, haviam perdido Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm para a Série A italiana após o título olímpico em 1948. Mas os jogadores dirigidos pelo inglês George Raynor ainda tinham o suficiente para superar a Itália, que perdera muitos dos seus principais atletas no ano anterior em um terrível acidente aéreo que tirara a vida de 19 jogadores do Torino.

Surpresa norte-americana
Com o terceiro lugar da Suécia, Raynor foi o único inglês a comemorar algo no Brasil. A seleção do país que inventou o futebol moderno fez muito feio na sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA. A Inglaterra chegou mal-preparada e pagou caro em Belo Horizonte com uma derrota por 1 a 0 para os Estados Unidos. Treinados pelo escocês Bill Jeffrey, os americanos haviam estreado com derrota para a Espanha, mas tinham aberto o marcador e permanecido na frente do placar durante a maior parte do jogo contra nesse revés. No entanto, contra a Inglaterra, tiveram a ajuda da sorte para manter a vantagem assegurada com um gol de Joe Gaetjens no primeiro tempo.
Na Inglaterra, alguns jornais acharam que o resultado era um erro de digitação e publicaram que a partida havia terminado em 10 a 1. No fim, a seleção inglesa voltou para casa bem mais cedo do que esperava após outra derrota por 1 a 0 para a Espanha, com um gol de Zarra. Entre os homens que escreveram uma das páginas mais lamentáveis da história do futebol inglês estava o lateral-direito Alf Ramsey, que se redimiu como treinador ao conquistar o título mundial em 1966.
No quadrangular final, o Brasil estreou com tudo ao golear a Suécia por 7 a 1 com quatro gols de Ademir, artilheiro da competição anotados. Com uma nova goleada por 6 a 1 diante da Espanha, os brasileiros ficaram com uma mão no troféu. Só precisavam empatar na última rodada com o Uruguai, que vinha de um empate em 2 a 2 com a Suécia e uma vitória por 3 a 2 sobre a Espanha, em ambos os casos chegando ao intervalo em desvantagem.
Embora o Uruguai tivesse vencido um dos três amistosos entre os dois países dois meses antes da competição, a confiança era tanta no Brasil que o jornal Gazeta Esportiva trouxe a manchete “Venceremos o Uruguai”. O prefeito do Rio proclamou o Brasil campeão do mundo antes do pontapé inicial, e poucas almas em uma torcida estimada em 174 mil espectadores — mas que pode muito bem ter superado a marca dos 200 mil — imaginavam qualquer coisa diferente.

Copa-1950

O Brasil abriu o placar com tranquilidade em uma jogada armada por Zizinho e Ademir e concluída por Friaça. Mas o Uruguai, comandado pelo capitão Obdulio Varela, empatou aos 21 do segundo tempo depois de Gigghia passar por Bigode pela ponta direita e cruzar para Schiaffino marcar. Então, faltando apenas 11 minutos, veio o imponderável: Gigghia deixou Bigode mais uma vez para trás e chutou entre Barbosa e o poste, levando a Celeste Olímpica ao paraíso — e o Brasil ao desespero.

"Maracanasso"- Celeste olímpica cala o Maracanã em 1950
“Maracanasso”- Celeste olímpica cala o Maracanã em 1950

Equipes: 13
Quando: 24 Junho 1950 a 16 Julho 1950
Final: 16 Julho 1950
Jogos: 22
Gols: 88 (média 4.0 por partida)
Público: 1045246 (média 47511)

Foi o maior público em um jogo de futebol, porque houve invasão com o estádio já lotado.

10.088 – Contradições – Copa explora tatu como mascote, mas não ajuda a conservar espécie


fuleco

Desde que virou mascote da Copa de 2014, o tatu-bola estampa o material promocional da Fifa e de seus parceiros, posa ao lado de celebridades e tem sua imagem comercializada em vários produtos. Tudo isso, porém, trouxe poucos resultados – e, principalmente, recursos- para a conservação da espécie, dizem ambientalistas.
Eles reclamam que a Fifa não repassa recursos para conservar a espécie, exclusiva do Brasil e classificada como vulnerável à extinção.
Também há reclamações da falta de divulgação, nas aparições e nos produtos vinculados a Fuleco, sobre as características naturais da espécie e as ameaças a seu habitat e conservação.
O tatu-bola vive sobretudo na caatinga e tem sofrido com a destruição de seu habitat. Nos últimos dez anos, houve um declínio de 30% na população.
Por meio de sua assessoria, a Fifa informou que se engaja nas questões ambientais e que admira e respeita o trabalho da ONG. Eles informaram que um dos parceiros da entidade, a Continental Pneus, já repassa recursos para a preservação do tatu-bola na Associação Caatinga.
Segundo o secretário da associação, esse é o único apoio recebido de um patrocinador da Copa até o momento, e o suporte foi apenas para 2013.
“Estamos em contato para verificar a possibilidade e interesse de apoio para 2014”, completou Castro. Ele lembra que outras empresas envolvidas com a Copa do Mundo, assim como a Fifa, não quiseram destinar recursos para proteger o tatu-bola.