14.019 – Um milhão de espécies estão na linha de fogo da extinção, diz a ONU


EXTINCAO
Cientistas acabam de publicar o relatório mais abrangente já produzido sobre a “saúde” dos ecossistemas e da biodiversidade no planeta. E as coisas não vão nada, mas nada bem. Os resultados são sinistros. Todas as frentes avaliadas pelo documento elaborado por centenas de especialistas apontam: a natureza está se deteriorando rapidamente. E a não ser que mudanças profundas sejam implementadas logo, a humanidade está em perigo.
Entre as descobertas mais preocupantes do extensivo levantamento está o número de espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Nada menos que um milhão delas podem desaparecer, muitas já nas próximas décadas. Ao todo, a biodiversidade dos ambientes terrestres caiu 20%, sobretudo no último século. A pesquisa contou com a participação de 145 autores de 50 países, além da colaboração de outros 310 cientistas.
Foram revisadas sistematicamente 15 mil fontes governamentais e científicas para produzir uma análise baseada em evidências de como o desenvolvimento econômico impactou a natureza nos últimos 50 anos. Esse trabalho colossal divulgado ao mundo nesta segunda (6) foi coordenado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), órgão da ONU criado em 2012 aos moldes do IPCC para o clima.
“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependemos está se deteriorando mais depressa do que nunca”, disse em comunicado Robert Watson, dirigente do IPBES. “Estamos erodindo os próprios alicerces de nossas economias, sobrevivências, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida no mundo todo.” A mensagem aqui é muito clara: a vida na Terra é interconectada como uma rede. Ela está sendo perigosamente rasgada em vários pontos, esticada quase à beira de romper-se por completo.
Segundo a Avaliação Global do IPBES, pelo menos 680 espécies de vertebrados foram extintas desde o século 16, e as maiores culpadas são a agricultura e a pecuária. Mais de um terço das terras do planeta são dedicadas a essas duas atividades, que consomem 75% de toda a água doce disponível. Mas a degradação dos ecossistemas terrestres já derrubou 23% da produtividade das lavouras, e o risco de prejuízo anual decorrente da perda de polinizadores como as abelhas é estimado em US$ 577 bilhões.
Outros fatores responsáveis pela devastação da biodiversidade da Terra são, em ordem de culpa: exploração de organismos, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras. No ar, as emissões de gases estufa dobraram desde 1980, elevando a temperatura global em 0,7°C, impactando os ecossistemas e até a genética dos seres vivos. Nas águas, a situação também é dramática. Mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados.
O lixo plástico aumentou dez vezes desde 1980. Entre 300 e 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, resíduos tóxicos e outras sujeiras industriais vão parar nos mares todos os anos. Ecossistemas costeiros sofrem com os fertilizantes, que já produziram mais de 400 zonas mortas, com área combinada superior à do Reino Unido. Mas ainda há tempo de reverter a iminente catástrofe ecológica que paira sobre a civilização humana.
“O relatório também nos conta que não é tarde demais para fazer a diferença, mas só se começarmos agora em todos os níveis, do local ao global”, disse Watson. O químico e cientista atmosférico afirma que, através de uma “mudança transformadora”, a natureza ainda pode ser conservada, restaurada e usada sustentavelmente. “É uma reorganização fundamental de todo o sistema em fatores tecnológicos, econômicos e sociais, incluindo paradigmas, metas e valores.” Não vai ser fácil, mas é nossa única esperança.

14.018 – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


abelhas-apicultura-

A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização. Segundo a doutora Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), as abelhas são fundamentais para a humanidade.
Nesta semana, o US Fish and Wildlife Service (FWS), que funciona como o Ibama dos Estados Unidos, incluiu sete espécies de abelha na lista de animais em extinção. Só não dá para cravar um prazo para o desaparecimento completo – nosso e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

Fazendeiras naturais
O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões

O zumbido do apocalipse
Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica

4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos

13.994 – Biologia – Rinoceronte negro é declarado oficialmente extinto


rinoceronte
O rinoceronte negro, uma espécie tradicional do Oeste africano, foi declarado oficialmente extinto.
Ele é uma das milhares de espécies que constam da chamada lista vermelha formulada pela organização União Internacional pela Conservação da Natureza.
De acordo com a entidade, é possível que outra espécie, o rinoceronte branco, da África Central, também pode estar extinto.
A entidade afirma, em um relatório, que a despeito de seus esforços, cerca de 25% dos mamíferos mundiais enfrentam risco de extinção.
O rinoceronte-negro-ocidental media de 3 a 3,8 metros de largura, tinha uma altura de 1,4 a 1,7 metros e pesava de 800 a 1 350 quilogramas.
O rinoceronte-negro-ocidental foi alvo proeminente de caçadores no início do século 20, mas a população cresceu nos anos 30 depois que medidas de preservação foram tomadas. Os esforços preservacionistas, no entanto, declinaram ao passar do tempo, assim como o número de rinocerontes-negros-ocidentais. Em 1980, a população era de centenas. Não se sabia de nenhum animal cativo, mas se acreditava em 1988 que em torno de 20 ou 30 eram mantidos para fins de reprodução. A caça ilegal continou, e em 2000 era estimado que apenas 10 animais sobreviveram. Em 2001, o número diminuiu para 5.
Um dos motivos mais fortes para a extinção da espécie reside na abrangência da caça ilegal, e na ineficiência dos esforços para prevenção da prática. O rinocerente-negro-ocidental foi avistado pela última vez em 2006, no Camarões. Foi oficialmente declarado extinto em 2011.

13.616 – Peixe considerado o mais raro do mundo teve sua população Aumentada nos oceanos


peixe raro
O Thymichthys politus, ou simplesmente peixe-mão-vermelha, pensado como sendo o mais raro do mundo – mais isso até recentemente, quando os cientistas conheciam apenas 20-40 membros de sua população. No entanto, após uma descoberta casual feita pela Reef Life Survey, verificou-se que seus cardumes dobraram, segundo informações da Science Alert.
Antes da recente descoberta, a única população conhecida da espécie vivia na costa sudoeste da bacia de Frederick Henry, na Tasmânia. Já o novo clã vive em uma área diferente, que não foi divulgada para que proteção e gerenciamento dos peixes. Tudo o que se sabe é que eles foram encontrados vivendo em uma área de cerca de 50 metros de profundidade.
No entanto, para os pesquisadores, encontrar um novo grupo é emocionante, dada a raridade da espécie e possibilidade de aumentar ainda mais sua população, que era estimada em algo entre 20 e 40 peixes.
Mas, a raridade do peixe-mão-vermelha não é a única coisa impressionante sobre a espécie. Como o próprio nome indica, o peixe tem curiosos apêndices que se parecem com mãos, que usam para se movimentar ao redor no fundo do oceano.
Agora, o título de peixe mais raro do mundo poderá ser dado a um primo de espécie do T. politus, o peixe-mão-de-Ziebell, que não é avistado há mais de uma década, embora os pesquisadores temam que tenha sido extinto.

12.857 – Abelhas entram para a lista de espécies em extinção


abelhas-apicultura-
Eventual fim das abelhas não nos deixaria só sem mel: dois terços do que comemos dependem do trabalho delas
Já faz tempo que as abelhas estão, lentamente, sumindo. O mundo está preocupado com o que pode acontecer se as pequenas polinizadoras forem varridas da Terra – tanto que até apareceram algumas soluções pouco ortodoxas, como uma abelha-robô. E, pelo jeito, é melhor corrermos, porque esses insetos acabam de ser colocados na lista de espécies em extinção pelo US Fish and Wildlife Service (FWS) – o Ibama dos EUA.
Sem abelhas, não vai faltar só mel. É que elas funcionam como se fossem órgãos sexuais de plantas. Uma parte considerável do Reino Vegetal conta com abelhas para espalhar seu pólen. Sem abelhas, você castra essas plantas. E elas deixam de existir também, o que é um péssimo negócio, mesmo para quem tem alergia a abelhas: pelo menos dois terços da nossa comida vem direta ou indiretamente de vegetais que precisam de abelhas para se reproduzir.
Ainda não se trata de um apocalipse. Existem 25 mil espécies de abelha. Para a lista, entraram sete: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana – todas abelhas de cara amarela, parecidas com a abelhinha comum aqui do Brasil.
As abelhas em perigo são todas nativas do Havaí, e a hipótese do FWS é que a razão principal tenha sido a inclusão de espécies de plantas e animais invasores, que desequilibraram a fauna local. Outro problema é a urbanização cada vez maior das ilhas, o que favorece o turismo descuidado e a destruição do habitat natural dos insetos.
Mas o problema não se restringe ao Havaí, claro: desde 2006, apicultores do mundo inteiro têm reclamado que as populações do inseto caíram. De 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%, e no Brasil, a quase 30%.
O pior é que ninguém sabe exatamente o que está causando essa catástrofe. Alguns cientistas acham que é a poluição; outros apostam nos pesticidas. Existe, também, uma doença chamada Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente abandonam suas colmeias sem que nada de errado aconteça. Mas a síndrome ainda é um mistério, o que deixa os cientistas de mãos atadas.

12.825 – Gigantes predadores do mar correm risco de sumir por ação humana


extincoes-marinhas
A bagunça ecológica causada pelo homem ao exterminar animais marinhos pode acabar sendo a pior de toda a história da Terra, revela um novo estudo.
Pesquisadores dos EUA compararam o atual processo de extinção em massa nos oceanos com os grandes episódios de sumiço de espécies do passado. Eles concluíram que a hecatombe de agora pode destruir tanta biodiversidade quanto a do fim da Era dos Dinossauros –com a diferença de que hoje os principais afetados são os animais maiores, cuja ausência traz repercussões catastróficas para os ecossistemas.
Gêneros são grupos de seres vivos um pouco mais abrangentes do que espécies –o ser humano moderno (Homo sapiens), por exemplo, pertence ao gênero Homo, assim como seus primos extintos, os neandertais (H. neanderthalensis) e os H. erectus.
Alguns gêneros incluem apenas uma espécie, outros incluem várias. Como nem sempre é fácil saber a qual espécie um fóssil pertencia (seria como distinguir leões e tigres com base apenas nos ossos), usar os gêneros como base permite uma comparação melhor entre extinções do passado e do presente.
Depois disso, dois cenários foram testados. Num deles, o mais otimista, só os gêneros que já integravam previamente outra lista de espécies ameaçadas foram apontados como “em risco”, enquanto os demais (a maioria) estariam seguros. No outro, mais pessimista, todos os que estão sob risco hoje vão sumir.
Mesmo no cenário mais otimista, 20% dos vertebrados marinhos desapareceriam, embora os moluscos (mariscos, caramujos e polvos, por exemplo) quase não seriam afetados. Na hipótese mais pessimista, porém, que provavelmente também é a mais realista, cerca de 40% de todos os gêneros somem.

ADEUS, TUBARÃO-BRANCO
Tão importante quanto a magnitude da catástrofe, porém, é quem ela está afetando preferencialmente. Por ora, as principais vítimas são os animais de grande porte –tubarões, atuns e peixes-espadas, que estão entre os grandes alvos da pesca predatória.
Dá para expressar isso com precisão matemática, dizem os pesquisadores. A chance de um animal marinho de hoje estar correndo risco de extinção aumenta 13 vezes a cada aumento de dez vezes no seu tamanho (ou seja, peixes que medem 1 metro têm 13 vezes mais probabilidade de estarem ameaçados do que peixes de 10 cm).
Esse padrão é inédito, aliás –nenhuma das extinções do passado foi tão seletiva. Trata-se de uma péssima notícia porque animais de grande porte são engenheiros dos ecossistemas. Sua presença evita que os bichos menores se multipliquem em demasia, gerando um equilíbrio entre uma diversidade maior de espécies pequenas.
Por exemplo, a população de uma arraia normalmente caçada por tubarões de grande porte do Atlântico Norte explodiu para 40 milhões de indivíduos após o sumiço de 90% dos peixões. As arraias comeram tantos mariscos que a pesca desses moluscos na baía de Chesapeake (EUA) entrou em colapso. Se nada for feito, efeitos-dominós do tipo vão se tornar comuns.

12.803 – Gorila – A um passo da extinção


gorila
O gorila oriental (Gorilla beringei). O maior primata vivo do mundo foi listado como ‘criticamente ameaçado’ devido à caça ilegal, de acordo com a última atualização da Lista Vermelha lançada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).
O gorila oriental foi alçado ao mais alto grau de risco devido ao declínio devastador em sua população – de mais de 70% em 20 anos. Atualmente, restam menos de 5.000 representantes, que abarcam duas subespécies encontradas nas florestas do Congo, o gorila-de-grauer e o gorila da montanha.
Apesar de ser ilegal, as atividades de abate e captura ainda são a maior ameaça para esses animais. Os grandes espécimes são alvo fácil porque são facilmente identificados, além de serem mais lucrativos.
Se abatidos, rendem muitos quilos de carne e suas mãos são transformadas em um souvenir mórbido – cinzeiro – vendido a cifras altas no mercado negro. Se mantidos vivos, eles são explorados por indústrias de entretenimento e zoológicos de reputação duvidosa, e até mesmo, acredite se quiser, para atividades de prostituição.
Com isso, quatro dos seis grandes primatas – o gorila oriental, gorila ocidental, orangotango de bornéu e o orangotango de sumatra – agora estão ‘criticamente em perigo’, enquanto o chimpanzé e bonobo são listados como ‘ameaçados’ de extinção.
“Ver o gorila oriental, um dos nossos primos mais próximos, tão perto da extinção é verdadeiramente angustiante”, disse em nota Inger Andersen, diretora geral da IUCN.
“Nós vivemos em uma época de grandes mudanças e cada atualização da Lista Vermelha nos faz perceber o quão rapidamente a crise global de extinção está aumentando. É nossa responsabilidade reforçar os nossos esforços para virar a maré e proteger o futuro do nosso planeta.”
A situação crítica desses animais virou tema do documentário indicado ao Oscar Virunga, disponível na Netflix, que conta a história verídica dos guardas que arriscam a vida para proteger o parque nacional mais precioso da África e seus gorilas.

12.372 – Biologia – Unicórnios Existiram?


unicornio-siberiano-elasmotherium-wikipedia-dominio-publico
Sim.
Estamos falando do sibiricum Elasmotherium, uma espécie que até então pensava-se ter sido varrida do planeta há 350 mil anos, mas que novas pesquisas apontam que foi extinta há 29 mil anos, na região onde atualmente está o Cazaquistão.
O novo estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Tomsk (TSU), na Rússia. A equipe chegou à conclusão após analisar um crânio de rinoceronte encontrado perto da aldeia Kozhamzhar, do Cazaquistão. Foi feita uma análise de radiocarbono pelo método AMS. A equipe determinou que o animal morreu por volta de 29 mil anos atrás, quando o homem já existia.
Os pesquisadores esperam que a descoberta revele ainda algo sobre os fatores ambientais específicos que levaram à extinção da criatura, bem como a forma como a espécie conseguiu sobreviver tanto tempo.
Os resultados foram publicados na edição de fevereiro do American Journal of Applied Sciences.

10.681 – Biodiversidade – A extinção das abelhas pode acabar com a humanidade?


abelhas-apicultura-

A queda nas populações do inseto (Síndrome do Colapso das Abelhas), ocorre por fatores naturais e pela ação humana, por meio da destruição do ambiente das abelhas selvagens e do uso massivo de agrotóxicos e agroquímicos. No Reino Unido, por exemplo, o número de abelhas equivale a apenas 25% do necessário para a polinização.
Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) diz que as abelhas são fundamentais para a humanidade. Só não dá para cravar um prazo para a extinção – nossa e delas. “Dizer que ocorreria em uma determinada quantidade de anos é taxativo, mas, se não preservarmos os meios ambientes para mantermos os insetos, a previsão vai se cumprir”.

O trabalho das abelhas para a agricultura é estimado em R$ 868 bilhões. Entre 2006 e 2008, uma misteriosa diminuição na quantidade de abelhas nos EUA causou um prejuízo de mais de US$ 14 bilhões.

Sem as abelhas, o mundo como o conhecemos entraria em colapso. Entenda porque:
1. Se as abelhas sumirem, boa parte dos vegetais também deixará de existir. Isso porque elas são responsáveis pela polinização de até 90% da população vegetal. Há, inclusive, apicultores que alugam abelhas para a polinização de fazendas. Pássaros e outros insetos também atuam na polinização, mas em escala muito menor;
2. Com a queda drástica na quantidade de vegetais disponíveis, as fontes de alimentação de animais herbívoros ficarão escassas, gerando um efeito dominó na cadeia alimentar. Os herbívoros irão morrer, diminuindo a oferta de alimento aos carnívoros, atingindo um número cada vez maior de espécies até chegar ao homem;
3. Com poucos vegetais e carnes à disposição, valerá a lei da oferta e da demanda. A tendência é que os preços dos alimentos disparem, assim como os valores de outros artigos de origem animal e vegetal, como o couro, a seda e o etanol, para citar só alguns. Está formada uma crise econômica;
4. Na luta pelo pouco alimento que restou, a população mundial pode iniciar conflitos e até guerras. A agropecuária em crise afetará vários setores da economia, gerando desemprego, queda geral de produtividade e insatisfação popular. Com fome, muitos morrerão ou ficarão doentes. Poucos conseguiriam sobreviver a esse caos.

9942 – Biodiversidade – Planeta Terra tem mais de 8 milhões de espécies


mundonat

Estudo identifica que mais de 85% dos animais e plantas existentes são desconhecidos. Muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem encontradas.
Elefantes-marinhos em Palmer Station, Antártida. Censo da Vida Marinha identificou que 86% das espécies que vivem na terra e 91% das que vivem no mar ainda não foram estudadas. Foto: Daniel Costa, Universidade da Califórnia
A diversidade da vida é uma das características mais marcantes do nosso planeta, mas até hoje pesquisadores e cientistas não conseguiram precisar a quantidade de plantas e animais existentes na Terra. Um estudo produzido pelo Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países, apresenta a mais recente tentativa de estimar quantas espécies existem no mundo. Segundo o estudo, o total chegaria a 8,7 milhões, com uma margem de erro de 1,3 milhão para mais ou para menos.

nincho

A biodiversidade possui três grandes níveis:
1) Diversidade genética – os indivíduos de uma mesma espécie não são geneticamente idênticos entre si. Cada indivíduo possui uma combinação única de genes que fazem com que alguns sejam mais altos e outros mais baixos, alguns possuam os olhos azuis enquanto outros os tenham castanhos, tenham o nariz chato ou pontiagudo. As diferenças genéticas fazem com que a Terra possua uma grande variedade de vida.
2) Diversidade orgânica – os cientistas agrupam os indivíduos que possuem uma história evolutiva comum em espécies. Possuir a mesma história evolutiva faz com que cada espécie possua características únicas que não são compartilhadas com outros seres vivos. Os cientistas já identificaram cerca de 1,75 milhões de espécies. Contudo, eles estão somente no começo. Algumas estimativas apontam que podem existir entre 10 a 30 milhões de espécies na Terra.
3) Diversidade ecológica – As populações da mesma espécie e de espécies diferentes interagem entre si formando comunidades; essas comunidades interagem com o ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que formam os biomas. Desertos, florestas, oceanos, são tipos de biomas. Cada um deles possui vários tipos de ecossistemas, os quais possuem espécies únicas. Quando um ecossistema é ameaçado todas as suas espécies também são ameaçadas.

silverfish_clade

Por que a biodiversidade é importante?
Qual é o valor de um metro cúbico de água liberado pela Floresta Amazônica, por evaporação, que retorna em forma de chuva, mantendo o clima úmido da região? Qual é o valor dos nutrientes acumulados nos troncos e nas cascas de árvores centenárias? Quais seriam os prejuízos provocados pelos incêndios na Amazônia se estes não se apagassem nas margens das florestas? Quanto vale um quilo de carbono que deixa de ser liberado para a atmosfera por estar estocado em suas florestas? Estas perguntas estão relacionadas ao valor do que pode ser chamado “serviço ecológico” fornecido pela floresta Amazônica. A importância desses serviços fica clara quando se projeta um cenário de “Amazônia desmatada”. Se a maior parte da vasta extensão de floresta existente hoje fosse removida, além do desaparecimento de número enorme de espécies, a atmosfera da Terra passaria a ter muito mais gás carbônico, agravando o efeito estufa e o conseqüente aquecimento global. Portanto, a biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza por ser responsável pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas. Além disso, a biodiversidade é fonte de imenso potencial econômico por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras, florestais e também a base da indústria da biotecnologia, ou seja, da fabricação de remédios, cosméticos, enzimas industriais, hormônios, sementes agrícolas. Portanto, a biodiversidade possui, além do seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo… Com tamanha importância, é preciso conhecer e evitar a perda da biodiversidade!

Fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade
A perda da biodiversidade envolve aspectos sociais, econômicos, culturais e científicos. A situação é particularmente grave na região tropical. Populações humanas crescentes e pressões econômicas estão levando a uma ampla conversão das florestas tropicais em um mosaico de habitats alterados por ação humana. Como resultado da pressão de ocupação humana, a Mata Atlântica ficou reduzida a menos de 10% da vegetação original. Os principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade são:

Perda e fragmentação dos habitats;
Introdução de espécies e doenças exóticas;
Exploração excessiva de espécies de plantas e de animais;
Uso de híbridos e monoculturas na agroindústria e nos programas de reflorestamento;
Contaminação do solo, água e atmosfera por poluentes;
Mudanças climáticas.

8762 – Biologia – Espécies Extintas


Uma criatura pra lá de bizarra
Uma criatura pra lá de bizarra

Biólogos da Universidade de Princeton e Singapura uniram esforços para descobrir quantas espécies extintas de fato desapareceram. Em 122 anos, 351 mamíferos, pássaros e anfíbios que teriam deixado de existir foram redescobertos. Uma média de 2,8 a cada 12 meses. Neste ano, os cientistas esperam encontrar o morcego-cara-de-macaco e o esquilo de alcom, ambos vistos pela última vez em 1990. O petrel-das-tempestades, foi redescoberto em 2003. depois de 153 anos na lista dos extintos.

Nem precisou clonar…

tempestade_petrel

Uma espécie de pássaro que foi redescoberta em 2003 — após ser considerado extinto por 150 anos — já consegue se reproduzir em ilhas próximas a Coromandel, na Nova Zelândia, informou o jornal local “Stuff”.
O petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia (Oceanites maorianus) foi reencontrado por estudiosos britânicos em 2003, na região das ilhas Mercury.
Durante experimento realizado recentemente, pesquisadores da Universidade de Auckland e do Departamento de Conservação do país verificaram que aves capturadas em uma rede especial deram indícios de que estariam se reproduzindo. Manchas na pele de quatro em cada cinco pássaros observados “sugeririam fortemente” a existência de ovos incubados.
Essa descoberta tem implicações importantes na liberação de financiamentos do goveno para preservação da espécie. Uma equipe de investigação vai continuar com a captura de pássaros na região até março, para entender melhor o ciclo de procriação.
Apesar dos cientistas estarem animados, o petrel-das-tempestades-da-Nova-Zelândia ainda corre risco de desaparecer da natureza.

8636 – Extinção – Ilhas Galápagos planejam legado de George


Um macho de tartaruga-gigante-de-galápagos, cuja morte, um ano atrás, assinalou a extinção de sua subespécie, está prestes a ganhar vida nova, sendo preservado para lembrar o que se perdeu no mundo natural.
Conhecido como George, o Solitário, ele vinha sendo conservado congelado desde que morreu. Foi descongelado em junho num estúdio onde taxidermistas começaram a prepará-lo para a posteridade, mergulhando sua cabeça e suas patas em baldes de gel para produzir moldes que servirão de referência futura.
George será preservado numa pose escolhida por aqueles que o conheceram – o plano é deixá-lo de pé e com o pescoço levantado, como se estivesse à procura de cactos, seu alimento básico-, e seu corpo será exposto no próximo inverno do hemisfério norte no Museu Americano de História Natural, em Nova York. Depois disso, será levado de volta às ilhas Galápagos para ser exposto de modo permanente na estação de pesquisas onde viveu por quatro décadas.
Johannah E. Barry, fundadora e presidente da organização, declarou: “George nos lembra o que nós, como espécie, somos capazes de fazer por ignorância.”
O projeto incomum, que, segundo Barry, está custando “US$ 30 mil ou mais”, é uma parceria envolvendo a organização de conservação, o museu, o Parque Nacional Galápagos e a faculdade Suny de Ciência Ambiental e Florestal (de Syracuse, em Nova York).
O diretor do parque nacional, Edwin Naula, disse que as autoridades equatorianas receberam várias propostas para a preservação de George, cuja morte, aparentemente por causas naturais, abalou especialmente os habitantes das Galápagos.
George chegou ao museu na primavera americana deste ano, onde foi mantido congelado, sendo levado ao estúdio Wildlife Preservations algumas semanas atrás.
Muito tempo antes de morrer, George, o Solitário, já tinha virado ícone de adultos e estudantes de todo o mundo interessados em conservação, por ser o último membro sobrevivente da subespécie tartaruga-das-galápagos. Para milhares de turistas, um vislumbre de George -que media 1,5 metro e pesava 90 quilos- na ilha de Santa Cruz era o grande destaque da viagem às Galápagos.
As tartarugas-das-galápagos foram abatidas por baleeiros no século 19 para serem consumidas como alimento, e a vegetação da ilha foi devastada por cabras silvestres introduzidas na década de 1950. Quando George foi descoberto, em 1971, pensava-se que as tartarugas-das-galápagos já estivessem extintas.
Os esforços para fazê-lo cruzar, com isso transmitindo alguns de seus genes, foram infrutíferos. James P. Gibbs, professor da faculdade Suny, disse que George era mais tímido que alguns machos de tartaruga. “Acho que ele devia ser bastante solitário antes de ter sido encontrado”, comentou.
A morte foi inesperada: não se sabia que George tinha problemas de saúde e se acreditava que ele tinha apenas cerca de cem anos de idade (as tartarugas gigantes podem viver o dobro disso).

8353 – Elefante em Extinção?


greenpeace

Nos anos 60, uma libra de marfim valia cerca de 2,5 dólares no mercado internacional. Nos anos 90, a cotação alcançou 68 dólares e o mundo consumiu anualmente 800 toneladas de marfim, o peso de mil fuscas.Tais números explicaram o porque naquele ano, 70 mil elefantes foram abatidos na África e 10 mil filhotes pereceram por causa da morte de suas mães. Embora uma corrente de cientistas contestem, a população de elefantes que era estimada em 1,3 milhão em 1979, ficou reduzida a pouco mais de 750 mil. Mas o que as cifras não revelaram fôra a outra face da matança: tendo virtualmente esgotado o contingente de machos adultos, donos das maiores presas, os caçadores eliminaram indiscriminadamente animais jovens, fêmeas em idade fértil e até fêmeas mais idosas, que governam as famílias dos elefantes o que acarretou em efeito devastador para a espécie.

7900 – Estudo conclui que fim dos dinossauros ‘foi causado por cometa’


A rocha espacial que atingiu a Terra há 65 milhões de anos e que é tida como a causadora da extinção dos dinossauros foi provavelmente um cometa, concluiu um estudo divulgado por cientistas americanos.
Segundo a pesquisa, a cratera Chicxulub, no México – que tem 180 km de diâmetro – foi criada por um objeto menor do que se imaginava anteriormente.
Muitos cientistas consideram que um asteroide grande e relativamente lento teria sido o responsável.
Os detalhes do estudo, feito por uma equipe do Darthmouth College, universidade no Estado americano de New Hampshire (nordeste do país), foram divulgados na 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Estado do Texas, no sul dos Estados Unidos.

“O objetivo maior do nosso projeto é caracterizar melhor o que causou o impacto que produziu a cratera na península de Yucatán (no México)”, disse Jason Moore, do Dartmouth College, à BBC News.
No entanto, outros pesquisadores ainda são cautelosos a respeito dos resultados da pesquisa.

Uma química extraterrestre
A colisão da rocha espacial com a Terra criou em todo o planeta uma camada de sedimentos com o elemento químico irídio em concentrações muito mais altas do que ocorre naturalmente.
No entanto, a equipe de pesquisadores sugere que os índices de irídio citados atualmente estão incorretos. Usando uma comparação com outro elemento extraterrestre depositado no impacto – o ósmio – eles conseguiram deduzir que a colisão depositou menos resíduos do que se acreditava.
Os valores recalculados de irídio sugerem que um corpo celeste menor atingiu a Terra. Na segunda parte do trabalho, os pesquisadores tentaram relacionar o novo valor com as propriedades físicas conhecidas da cratera de Chicxulub.

Para que essa rocha espacial menor tenha produzido uma cratera de 180 km de largura, ela deve ter viajado relativamente rápido.
A equipe calculou que um cometa de longo período se ajustava à descrição muito melhor do que outros possíveis candidatos.
Cometas de longo período são corpos celestes de poeira, rocha e gelo que têm órbitas excêntricas ao redor do Sol. Eles podem levar centenas, milhares e em alguns casos até milhões de anos para completar uma órbita.

O evento que causou a extinção há 65 milhões de anos é associado, hoje em dia, à cratera no México. O acontecimento teria matado cerca de 70% das espécies na Terra em um curto período de tempo, especialmente os dinossauros.
A enorme colisão teria gerado incêndios, terremotos e imensos tsunamis. O gás e a poeira lançados na atmosfera teriam contribuído para a queda das temperaturas globais por muitos anos.
Gareth Collins, que pesquisa impactos que produzem crateras na Universidade Imperial College London, na região de Londres, disse que a pesquisa da equipe do Dartmouth College é “provocadora”.
No entanto, ele disse à BBC que não acha “possível determinar precisamente o tamanho do corpo que causou o impacto apenas com a geoquímica”.
“A geoquímica diz – com bastante precisão – somente a massa do material meteorítico que está distribuída globalmente, não a massa total do causador do impacto. Para estimar isso, é preciso saber que fração do corpo celeste estava distribuída na hora do impacto e não foi ejetada para o espaço, nem caiu perto da cratera.”
“Os autores (da pesquisa) sugerem que 75% da massa do causador do impacto estava distribuída globalmente, então chegaram a um corpo relativamente pequeno, mas na verdade essa fração pode ser menor do que 20%.”
A teoria deixaria a porta a aberta para a hipótese de que um asteroide maior e mais lento, que teria perdido massa antes do impacto com o solo, tenha sido o causador da extinção.
Os pesquisadores americanos aceitam a hipótese, mas citam estudos recentes que sugerem que a perda de massa do corpo celeste no impacto de Chicxulub esteve entre 11% e 25%.
Nos últimos anos, diversos corpos celestes surpreenderam os astrônomos, servindo como lembrança de que nossa vizinhança cósmica continua atribulada.
No dia 15 de fevereiro de 2013, o DA14, um asteroide com volume equivalente ao de uma piscina olímpica, passou de raspão pela Terra a uma distância de somente 27,7 mil km. Ele só havia sido descoberto no ano anterior.
No mesmo dia, uma rocha espacial de 17 metros explodiu nas montanhas Urais, da Rússia, com uma energia equivalente a cerca de 440 quilotoneladas de TNT. Cerca de mil pessoas ficaram feridas quando o choque do impacto explodiu janelas e sacudiu edifícios.
Cerca de 95% dos objetos próximos da Terra com mais de 1 km de diâmetro já foram descobertos. No entanto, somente 10% dos 13 a 20 mil asteroides acima de 140 metros de diametro estão sendo monitorados.

7232 – A Coruja Gigante de Cuba


Encontrada apenas em Cuba, esta coruja passou a maior parte de sua vida no chão, pela razão óbvia de seu tamanho grande. No entanto, ainda podia voar rapidamente por distâncias curtas, como um peru. Como todas as corujas, essa tinha um agudo senso de audição e visão, permitindo-lhe caçar presas em baixos níveis de luz. Também foi especulado que a coruja gigante cubana era uma corredora bem sucedida capaz de perseguir a presa antes de matá-la.
Essa coruja era maior que as modernas por cerca de um metro. Também tinha o dobro do peso do espécime mais pesado hoje. Mais uma vez, os seres humanos foram culpados por essa extinção, já que o fato de ser um pássaro grande com hábitos terrestres significava uma caçada fácil. A última coruja da espécie deve ter morrido cerca de 8.000 anos atrás.
As corujas vivem em praticamente todos os continentes, exceto a Antártida, são 212 espécies no mundo todo, semelhantes a bacurais e gaviões, tem modo de caçar semelhante e vida noturna.
A coruja gigante de cuba tinha uma envergadura de cerca de 1,10m e um peso de cerca de 9 quilos.

Mais uma espécie extinta
Mais uma espécie extinta

6941 – Estudo culpa aquecimento por megaextinção há 250 milhões de anos


Um surto de efeito estufa há 250 milhões de anos foi uma das principais causas do evento de extinção de espécies mais catastrófico da história do planeta, sugere um novo estudo.
Analisando o peso atômico do oxigênio contido em fósseis da época, cientistas calcularam que a temperatura média anual de águas equatoriais chegou a um pico de 40°C, tornando a vida impraticável na maior parte das áreas tropicais.
O trabalho, publicado na edição desta semana da revista “Science”, oferece pela primeira vez evidências de que o calor contribuiu diretamente para extinção, e não era apenas um coadjuvante de outros fatores, como a falta de oxigênio na água ou a deterioração da camada de ozônio.
Todos esses problemas geológicos que criaram dificuldades para seres vivos na época estão ligados a um período extremamente intenso de atividade vulcânica na Sibéria. Numa escala de um a dez anos, a poeira de vulcões faz a terra resfriar. Mas, no longo prazo, o gás carbônico emitido via erupções faz o planeta se aquecer.
É o que foi verificado na transição do período Permiano para o Triássico, estudado pelos pesquisadores, quando o planeta perdeu 96% das espécies marinhas e 70% dos vertebrados terrestres.
Segundo os cientistas, o problema do efeito estufa acentuado não apenas esteve envolvido na extinção desenfreada como também atrasou a recuperação da biodiversidade e o repovoamento dos trópicos.
Não há medidas diretas sobre áreas terrestres, mas os cientistas estimam que o pico de temperatura pode ter chegado a 60°C em algumas regiões. O estudo estima que, de 252 milhões a 247 milhões de anos antes do presente, não havia praticamente nenhum vertebrado terrestre vivendo numa faixa de latitude que vai do Uruguai aos Estados Unidos.
Os animais que sobreviveram, por sua vez, encolheram de tamanho para se adaptar a temperaturas mais altas. Segundo o pesquisador, todas essas são coisas que devem ocorrer com o aquecimento global atual, em grau menor.
Segundo o cientista autor do estudo, as temperaturas do fim do Permiano subiram até os níveis registrados em algumas poucas centenas de milhares de anos, o que é bastante rápido em termos geológicos. “Hoje, porém, o que vemos acontecer é equivalente a uma subida de temperatura instantânea”.

6201 – Biologia – Última tartaruga de espécie gigante morre em Galápagos


Folha Ciência

Uma tartaruga gigante que era a última de sua subespécie morreu nas ilhas Galápagos no domingo (24-06), segundo informou o Parque Nacional local.
Lonesome George (George Solitário, em tradução livre) tinha idade estimada entre 90 e cem anos –sua subespécie, a Geochelone nigra abingdoni, pode chegar a viver 200. Uma autópsia será realizada para determinar a causa da morte.
Sem crias e na falta de um outro indivíduo conhecido de sua subespécie, George Solitário ficou conhecido como a criatura mais rara do mundo.
Ao longo de décadas, ambientalistas tentaram, sem sucesso, fazer com que a tartaruga de Galápagos se reproduzisse com fêmeas de subespécies geneticamente parecidas.
Autoridades do Parque Nacional da Ilha de Pinta disseram que George Solitário foi encontrado morto em sua cerca por Fausto Llerena, o homem que cuidava dele havia 40 anos.

Um símbolo de Galápagos
George Solitário foi identificado na ilha de Pinta pela primeira vez em 1972, por um cientista húngaro. Na época, acreditava-se que sua subespécie já havia sido extinta.
A tartaruga, então, tornou-se parte de um programa de procriação no Parque Nacional de Galápagos. Depois de 15 anos em que ele viveu ao lado de uma tartaruga fêmea vinda de um vulcão próximo, George acasalou, mas os ovos não eram férteis.
Ele também compartilhou seu espaço com tartarugas fêmeas da ilha espanhola São Domingos, mas, novamente, foi incapaz de procriar.
George Solitário se tornou um símbolo de Galápagos, que atraem 180 mil visitantes por ano.
Autoridades do parque de Galápagos afirmam que o corpo da tartaruga provavelmente será embalsamado para ser lembrado por gerações futuras.
As tartarugas eram abundantes nas ilhas Galápagos até o final do século 19, quando começaram a ser caçadas por pescadores e marinheiros, atraídos pela carne do animal. Aí começou seu processo de extinção.
As diferenças na aparência das tartarugas das diferentes ilhas de Galápagos foram um dos elementos usados por Charles Darwin para formular sua Teoria da Evolução.
Cerca de 20 mil tartarugas gigantes de outras subespécies ainda vivem nas ilhas.

Nem a bigamia salvou a tartaruga
Em 1993, não tendo encontrado outro animal da mesma subespécie que George, os cientistas optaram por “casá-lo” com duas fêmeas da subespécie Geochelone nigra becki, a mais geneticamente semelhante possível, mas ele não se interessou pelas pretendentes. Esperava-se que fosse diferente com as novas companheiras.

3991 – Zoologia – Cabeça à prêmio


O antílope tibetano está na mira dos caçadores por causa dos seus pelos delicados, que viram xales. No início do século 20, havia quase 1 milhão na China. Com a procura pela lã do animal, o número cairia para 75 mil em 1995.
É um bovídeo de tamanho médio que tem 1,2 metros de altura. É nativo do platô tibetano incluindo a Província Autônoma do Tibete, de Qinghai, e a província de Xinjiang na China; na Índia próximo à Ladakh e oeste do Nepal. O seu pêlo é cinzento a marrom-avermelhado, com o ventre branco. Os machos têm os chifres curvados para trás, e que medem aproximadamente 50 cm de comprimento.
Apesar de estar classificado na subfamília Antilopinae, as evidências morfo-anatômicas e moleculares recentes sugerem que o Chiru está mais pròxima às cabras e à subfamília Caprinae (Gentry 1992, Gatesy et al. 1992, Ginsberg et al. 1999). Alguns pesquisadores o classificam como sendo da subfamília Pantholopinae, juntamente com a Saiga.
Ele é gregário, às vezes formam rebanhos de centenas. As fêmeas, no verão, migram até 300 quilômetros à cada ano para ir ao lugar onde nasceram, onde dão geralmente o nascimento a uma única cria, e voltam no outono tardio para reunir-se com os machos nos territórios onde passam o inverno (Schaller 1998). Eles vivem nas estepes elevadas das montanhas e nas áreas de semi-deserto do platô tibetano tais como Kekexili, onde alimentam-se de várias espécies de ervas e de grama. A vida média é de aproximadamente oito anos.
Eles estão ameaçados de extinção, devido à caça, sua lã é extremamente cara e de alta qualidade.
É também um dos 5 mascotes oficiais das Olimpíadas de 2008 de Pequim, China.

2910 – Animais em extinção: A vida em perigo


O tempo passa e o homem não aprende. Nos últimos cinco séculos, uma espécie de animais sumiu a cada dez meses
Com 4,5 bilhões de anos, a Terra está passando pela pior devastação da vida animal em sua história. Apenas nos últimos 500 anos, 608 animais desapareceram do planeta, 311 deles vertebrados. A maioria foi extinta pela interferência do homem na natureza: destruição de ecossistemas, caça e pesca predatórias, introdução de espécies estranhas aos habitats e substituição de florestas por plantações. Essa triste estatística indica que, a partir da chegada dos colonizadores europeus ao Novo Mundo, uma espécie sumiu a cada dez meses. A taxa de extinção de animais no século 20 é cem vezes maior do que antes do século 15.
A devastação por classes de animais
Proporcionalmente, osmamíferos são os bichosmais ameaçados
Aves
9 932 espécies conhecidas
1194 ameaçadas
129 extintas
Mamíferos
4 842 espécies conhecidas
1 130 ameaçadas
74 extintas
Répteis
8 134 espécies conhecidas
293 ameaçadas
21 extintas
Anfíbios
5 578 espécies conhecidas
157 ameaçadas
7 extintas
Peixes
28 100 espécies conhecidas
750 ameaçadas
80 extintas
Fontes: União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Humanos (IUCN), Worldwatch Institute (WWI) e World Widelife Fund for Nature (WWF)
O estrago por continentes
A América do Norte é a campeã emnúmero de espécies de animais oficialmente extintas. A África vem logo atrás
Europa
892 espécies ameaçadas
19 extintas
América do Norte
356 espécies ameaçadas
245 extintas
América Central
1 074 espécies ameaçadas
76 extintas
América do Sul
1 111 espécies ameaçadas
13 extintas
África
1 949 espécies ameaçadas
234 extintas
Oceania
841 espécies ameaçadas
171 extintas
Ásia
3 207 espécies ameaçadas
33 extintas
*Algumas espécies vivem em mais de um continente. Por isso, a soma por continente é maior do que a soma por classe taxonômica

Anfíbio em extinção: Sumiço relâmpago
Cientistas queriam estudar a gestação da rã eungellagastric-brooding, que choca seus ovos no estômago. Mas não houve tempo de fazer quase nada
Logo após a descoberta da rã Rheobatrachus vitellinus, em janeiro de 1984, no Parque Nacional de Eungella, região centro-leste do Estado de Queensland, na Austrália, foi criado um programa de monitoramento dessa espécie. O objetivo era avaliar até que ponto esse anfíbio corria risco de extinção. Isso porque, três anos antes, um parente próximo, Rheobatrachus silus, havia desaparecido da face da Terra, e os cientistas queriam evitar que a espécie recém-identificada tivesse o mesmo destino. Mas não houve tempo de fazer muita coisa. Pouco mais de um ano depois, em março de 1985, o R. vitellinus deu seu último sinal de vida.
Conhecido pelos nomes populares eungella gastric-brooding frog ou então northern gastric-brooding frog (em português, seria algo como “rã incubadora gástrica do norte”), o R. vitellinus tinha um curioso processo de reprodução, similar ao do R. silus. Ambas as espécies engoliam seus ovos fertilizados, interrompiam o funcionamento do sistema digestivo e chocavam os ovos no estômago. A barriga da rã ficava tão cheia de girinos que mal conseguia inflar os pulmões de ar. Após seis a sete semanas de incubação, a rã regurgitava os filhotes pela boca. Nessa hora, permanecia com a boca bem aberta para facilitar a saída dos rebentos. Na única vez que o espetáculo do nascimento foi testemunhado, durou 34 horas.
O R. vitellinus tinha hábitos noturnos e, por isso, raramente era visto durante o dia. Gostava de ficar submerso na água somente com os olhos para fora. Sua coloração era marrom opaca, com manchas escuras ao longo do corpo. Pareciam pequenos pontos flutuantes, por causa de seu tamanho: a fêmea media de 42 a 58 milímetros e o macho, de 47 a 83 milímetros. Circulava entre as rochas dentro da água. Dali tirava seu alimento, capturando pequenos insetos e larvas.
As causas de sua extinção não são conhecidas. A teoria mais recente aponta o fungo Chytridiomycota como responsável pelo sumiço da rã. O fungo pode ter sido introduzido no habitat por meio de peixes migratórios, pássaros e insetos aquáticos. Alguns cientistas acreditam que a resistência do anfíbio foi sendo minada por mudanças climáticas provocadas pelo efeito estufa e pela contaminação das águas pela atividade da mineração.
Eungella Gastric-Brooding Frog
Nome científico: Rheobatrachus vitellinus
Ano da extinção: 1985
Habitat: centro-leste de Queensland, Austrália

Final do ☻ Mega Bloco, extinção de espécies

2909 – Animais em extinção: As próximas vítimas?


Em 2003, havia 5 483 espécies de animais ameaçadas de extinção, segundo a IUCN (União Internacionalpara a Conservação da Natureza). Veja uma pequena amostra do que a Terra corre o risco de perder
INIMIGOS À SOLTA
Pesando até sete toneladas, o elefante africano (Loxodonta africana) é um dos maiores animais da Terra. Anda sempre em grupos para se proteger dos predadores e, quando os leões não estão por perto, seu mais temido inimigo são – adivinhe quem? – os humanos
DE 65 EM 65…
Nos últimos 65 anos, a população do albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophrys), que se concentra nas Ilhas Malvinas, diminuiu 65%. E, nos próximos 65 anos, deve cair pela metade, devido ao impacto da indústria pesqueira
GIGANTE AMEAÇADA
Por causa do seu tamanho – é o maior animal do planeta –, a baleia-azul (Balaenoptera musculus) foi sempre muito caçada pelo homem e, por isso, está ameaçada de extinção. O maior exemplar capturado tinha 33,5 metros e pesava 190 000 quilos
CADÊ COMIDA?
O panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) virou um símbolo dos movimentos ecológicos. A destruição dos bambuzais, de onde retira quase toda a comida, ameaça sua sobrevivência
UM DIA DA CAÇA…
Encontrado na costa brasileira, o peixe-serra (Pristis pectinata) esfola os animais marinhos que tiverem o azar de passar perto de seus dentículos afiados. Por outro lado, ele tem sido vítima da pesca predatória e da degradação do seu habitat
É MELHOR NÃO ACORDAR
O gorila-da-montanha (Gorilla gorilla), aqui tirando uma soneca, é geralmente tímido e afetuoso. Mas, como seus primos humanos, esse mamífero de até 230 quilos é capaz de lutar até a morte para defender seus filhotes