5809 – Implodiu, ninguém sabe, ninguém viu – Como funciona a implosão de um prédio?


Explosivos são inseridos nas colunas de sustentação. Elas precisam cair para garantir o sucesso da implosão.
Para evitar que estilhaços voem para a vizinhança, as colunas são embaladas com material antiperfurante. Pelo mesmo motivo, a fachada do prédio recebe uma espécie de rede de contenção.
DETONAÇÃO
Os explosivos são acionados a pequenos intervalos. Cada dinamite tem um temporizador que determina em qual momento ele explodirá – 0,1 segundo após o início da implosão, 0,2 segundo, 0,3 segundo etc.
Para destruir a sustentação do prédio, as explosões começam pelos andares baixos (o que garante a queda do topo) e pela parte central (fazendo paredes caírem para dentro). Isso evita atingir outros prédios.
Depois de o prédio ruir, o entulho é retirado com escavadeiras. Uma equipe de prestadores de serviços, como vidraceiros, encanadores e eletricistas, fica de prontidão para resolver qualquer dano aos vizinhos.

5620 – A Química Detonadora dos Explosivos


A banana que não dá pra comer

A história dos explosivos começou na China do ano 1000 d.C., com a descoberta da pólvora: um pó preto formado pela mistura de carvão, enxofre e salitre (nitrato de potássio), utilizado então apenas para fabricar fogos de artifícios. Foi o frade alemão Berthold Schwarz quem, no início do século XIV, criou a primeira arma de fogo, inaugurando o uso da pólvora para fins bélicos. Durante 500 anos, esse foi o único material empregado para detonar canhões, bombas, fuzis e pistolas – até que, em 1846, foi descoberta, pelo químico italiano Ascanio Sobrero, a nitroglicerina, líquido oleoso formado pela reação da glicerina, substância obtida a partir de gordura animal, com ácido nítrico e sulfúrico.
Para tornar a nitroglicerina mais segura a substância passou a ser misturada com outros componentes. Assim foi criada, em 1867, a dinamite, o explosivo mais utilizado até hoje para demolição e escavações de canais, estradas e túneis. Daí vêm os milhões de dólares distribuídos anualmente aos ganhadores do mais importante prêmio científico mundial, que leva o nome do inventor da dinamite, o químico sueco Alfred Nobel. Ele misturou a nitroglicerina a um tipo de terra rica em fósseis, chamada kieselguhr, encartuchada em bananas, como são chamados os cilindros de papel parafina que contêm o explosivo.
A dinamite é disparada por meio de um cordão com pólvora, compondo um sistema de espoleta, cordel e estopim . Outro explosivo descoberto no século XIX foi o TNT, ou trinitrotolueno, utilizado principalmente em munição militar, como minas, granadas e bombas. O motivo é que se trata de uma substância mais segura, porque só explode em contato com duas outras substâncias: azida de chumbo e fulminato de mercúrio. Por fim, o membro mais moderno da família é o ANFO, abreviação de Ammonium Nitrate Fuel Oil (óleo combustível nitrato de amônio, em inglês), criado em 1950. A explosão ocorre em consequência da reação do vapor desse óleo com o gás decomposto do nitrato de amônio. “As principais utilizações do ANFO são a mineração e a construção civil, mas ele só pode ser aplicado em buracos totalmente secos, porque o contato com a água dissolve os grãos de nitrato.
O buraco perfurado na rocha com uma britadeira é o primeiro passo de preparação para a explosão da pedreira. Em seu interior, é introduzida a primeira banana de dinamite, com o chamado cordel detonante amarrado em uma de suas pontas. Esse cordel é um tubo recheado de explosivo especial (o nitropenta) com velocidade de detonação de 7,2 km por segundo
Todos os buracos são interligados pelo cordel detonante e preenchidos com várias bananas de dinamite. Depois, são tampados com uma mistura de areia, terra e capim.
Totalmente vedados, o que garante pressão máxima na hora da explosão, os buracos recheados com a poderosa combinação de dinamite e ANFO estão prontos para serem detonados.
A terra treme com um estrondo ensurdecedor e a nuvem branca de areia levantada pela explosão pode cobrir toda a pedreira. Sua força é capaz de causar rachaduras em casas localizadas a até 5 quilômetros de distância – por isso, é proibido construir nas proximidades de uma pedreira.

5336 – Terrorismo II


É antigo. Sempre houve pessoas usando o medo como ameaça e a intimidação para alcançar seus objetivos. Mas, um grupo radical de judeus chamado Sicarive é considerado o 1º grupo organizado de Terrorismo da História. Eles protestavam contra os romanos. O Ímpério Romano era ums espécie de EUA da época, aí, eles matavam romanos e judeus nas ruas para criar pânico. Os assassinatos eram cometidos a punhaladas. Em 66, eles tomaram parte de um violento levante contra os romanos, que durou 4 anos. A sagrada Jerusalém foi arruinada e o principal templo dos judeus, arrasado.
Até hoje se faz um jejum anual em memória da tragédia. Com o avanço dos explosivos e das armas de fogo, aumentou o poder destrutivo dos atentados e os grupos perceberam o poder persuasivo do terror contra os governos opressores. Na década de 1970 surgiu a novidade macabra: os atentados suicidas, com bombas instaladas no próprio corpo. A tendência culminou com os ataques de 11 de setembro.

4866 – Nobel – Da Dinamite à Paz


Nobel da Paz

Ele detestava prêmios. Se, por algum milagre, pudesse voltar à vida e, na sua qualidade de químico e inventor da dinamite, fosse indicado para receber o prêmio que leva o seu nome, ficaria, na certa, profundamente contrariado. Desdenhava qualquer tipo de honraria ou de publicidade.
Nunca mandou pintar o próprio retrato, iniciativa praticamente obrigatória para os homens de sua condição no seu tempo, e o único quadro que o representa foi realizado após sua morte. Recebeu várias condecorações, mas não mostrava o menor respeito por elas. Gostava de afirmar que ganhara a Estrela do Norte da Suécia pelo fato de ter um bom cozinheiro, capaz de agradar a estômagos influentes, e a Ordem Brasileira da Rosa porque fora apresentado casualmente ao imperador Pedro II.
Tinha, aliás, um estranho senso de humor, e nunca se sabia muito bem se estava falando a sério ou brincando.
A família Nobel mudou-se para São Petersburgo, na Rússia, e monta uma pequena metalúrgica. Prospera, então, fabricando minas submarinas, graças, sobretudo, à sociedade com um general influente e às gigantescas encomendas recebidas durante a guerra da Criméia 1854/1856. Terminada a guerra, acabam as encomendas e os Nobel vão à falência pela segunda vez. Alfred estava com 26 anos. Não recebera educação formal. A bem dizer, freqüentou apenas o primeiro ano do primário numa escola paroquial, na sua Suécia natal.
Mas, com o auxilio de excelentes professores particulares, estudando em casa, tornou-se excepcionalmente bem-preparado.
Viajou pelo mundo durante dois anos. Conheceu os Estados Unidos e, sobretudo, Paris, onde fez estágios em diversos laboratórios de química. Interessou-se desde cedo por explosivos e, já em 1863, requereu sua primeira patente importante: um detonador de percussão conhecido como processo Nobel.
O irmão caçula Emil e o pai começaram a fabricar nitroglicerina. Essa substância, preparada pela primeira vez em 1846 pelo italiano Ascanio Sobrero, tem uma fórmula aparentemente muito simples: certa quantidade de glicerina adicionada a uma mistura de ácido nítrico e ácido sulfúrico.
Mas sua preparação é extremamente arriscada. Qualquer choque ou uma alteração brusca de temperatura provocam violenta explosão.Foi assim que, em 1864, mal começara a produção dos Nobel, a fábrica foi pelos ares, matando Emil, o irmão caçula, e quatro homens. Semanas mais tarde, o velho pai sofreu um derrame do qual nunca se recuperou.
Conseguiu um sócio e voltou a fabricar nitroglicerina. Como a prefeitura de Estocolmo negou-lhe permissão para o funcionamento, instalou a nova fábrica numa balsa ancorada num lago das vizinhanças, fora da jurisdição municipal. Os negócios prosperaram rapidamente. Alfred mudou-se para Hamburgo, de onde dirigia os negócios da firma enquanto prosseguia suas pesquisas.
Os riscos de acidentes continuaram elevados até 1867, quando Alfred teve a idéia de misturar à nitroglicerina uma substância inerte, na esperança de evitar explosões acidentais. Deu certo. A nova mistura, denominada dinamite, iria revolucionar a técnica da explosão de minas, a construção de estradas e a sorte das guerras. Além de trazer rios de dinheiro à empresa de Alfred Nobel. Como se tudo isso não bastasse, a sorte também favorecia os negócios de Ludovic e Robert, os dois irmãos que haviam permanecido na Rússia depois da segunda falência familiar.
Sofria de acessos lancinantes de dor de cabeça, que atribuía ao contato com a nitroglicerina e, a partir dos 50 anos, de crises cada vez mais freqüentes de angina do peito. Além disso, em 1891, viu-se expulso da França, onde residira durante dezessete anos, acusado de espionagem industrial em favor da Itália. Perde, também, um processo nos tribunais ingleses referente a uma valiosíssima patente de um tipo de pólvora sem fumaça. Passa os últimos anos de vida entre a localidade de Bjorkbörn, a 80 quilômetros de Estocolmo, onde cuida do soerguimento da fábrica de armas Bofors, e sua casa italiana em San Remo.
É em San Remo que ele vem a falecer. Como sempre temera, morreu cercado apenas por seus empregados, sem nenhum parente ou amigo, às 2 horas da madrugada de 10 de dezembro de 1896. Um ano antes, assinara a terceira e última versão de seu testamento, dispondo que os rendimentos dos 31 milhões de coroas suecas de sua fortuna deveriam ser distribuídos anualmente às pessoas que mais benefícios houvessem prestado à Humanidade. Nobel, o homem que detestava prêmios, deixou seu nome ligado ao prêmio mais prestigiado de todos os tempos.

O prêmio máximo da ciência
A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Medicina em 1952 teve um pormenor diferente. Levada pela mão do pai, uma garotinha ofereceu ao dr. Selman Wakman cinco cravos vermelhos. Era um agradecimento. Os cinco cravos simbolizavam os cinco anos vividos pela menina desde que fora salva pela estreptomicina, o primeiro antibiótico eficaz contra a tuberculose.
Agradecimentos como esse poderiam ter-se repetido inúmeras vezes. Desde que foi distribuído pela primeira vez em 1901, o Prêmio Nobel vem acompanhando as principais conquistas da ciência e da tecnologia neste século. Uma rápida olhada na relação dos trabalhos premiados em Medicina nos mostra o aparecimento das novas drogas milagrosas, como a insulina (1923), as sulfas (1939), a penicilina (1945), a cortisona (1950) e também o desenvolvimento de técnicas revolucionárias, desde os primeiros progressos significativos em sutura vascular e transplantes cirúrgicos de órgãos (1912) até o aparecimento dos eletrocardiogramas (1924) e os últimos avanços da tomografia computadorizada (1979). Não faltam, igualmente, os marcos da pesquisa fundamental, como a determinação da estrutura molecular do ácido desoxirribonucléico (DNA), que transmite as informações fundamentais dos seres vivos (1962).
Na Química, a história se repete desde a descoberta do hélio e dos gases raros em 1904 até as últimas pesquisas que permitem a observação e compreensão das reações químicas em sua essência molecular. Na Física, foram premiadas (em 1901) a descoberta dos raios X, a fotografia em cores (1908), a teoria dos quanta (1918), o transistor (1956), a holografia (1971), a supercondutividade (1972 e 1987).
Discute-se, do ponto de vista moral, as aplicações de muitas dessas descobertas. Entre os laureados do Nobel figuram vários pais da bomba atômica. Mas, ao contrário do que ocorre com os ultracontrovertidos prêmios de Literatura, da Paz e de Economia, a atribuição dos prêmios científicos não costuma provocar muita polêmica. Houve alguns raros esquecimentos notáveis, como o russo Mendeleyev, da tabela periódica dos elementos, ou Albert Sabin, da vacina oral contra a poliomielite. E algumas premiações por descobertas rapidamente ultrapassadas, como a do sueco Nils Dalén, que, em 1912, inventou um regulador automático de gás para a iluminação de bóias e faróis marítimos. Para evitar enganos desse tipo, o Nobel costuma esperar vários anos para ratificar certas novidades, sobretudo se parecerem muito revolucionárias. Albert Einstein publicou a Teoria da Relatividade em 1905, mas só foi premiado em 1921, por seus trabalhos menos controvertidos a respeito de efeitos fotoelétricos.