11.197 – Demografia – Quantas pessoas já viveram no mundo?


gente p burro

Gente pra burro!

Cerca de 107 bilhões – mais ou menos 16 vezes mais do que a população atual do planeta. O cálculo foi feito pelos pesquisadores do site Population Reference Bureau, que reúne dados sobre demografia. Os números obviamente são bem aproximados, a começar pelo primeiro ano de vida humana na Terra: por falta de opção melhor, eles assumem que no ano 50000 a.C. havia dois habitantes no planeta – o primeiro homem e a primeira mulher. Daí em diante, a conta é dividida por períodos e se baseia na média de natalidade de cada um. Por exemplo:de 50000 a.C. pulamos para 8000 a.C., quando o homem descobriu a agricultura e a natalidade explodiu. Nesse intervalo, a população passou de 2 para 5 milhões de habitantes, seguindo uma taxa média de natalidade de 80 nascimentos a cada mil habitantes. Nos períodos seguintes a taxa de natalidade foi caindo até chegar aos atuais 23 nascimentos por milhar. Somando todos os períodos o prb.org chegou, em 2002, ao resultado de 106,4 bilhões de pessoas. Acrescentamos a esse número os dados mais recentes da ONU, que dá conta de que, em 2007, atingimos a marca de 6,7 bilhões de habitantes, ou seja, 485 milhões de pessoas a mais do que os 6,215 bilhões que existiam em 2002. Assim, atualmente, chegamos ao total de 107 bilhões de habitantes.

Ao longo da história, o número de habitantes da Terra só foi aumentando, aumentando, aumentando…
População – 8000 a.C. 5 milhões
Expectativa de vida – 10 a 15 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 80
Há escassez de alimentos, as técnicas medicinais são rústicas e não existe quase nenhum cuidado de higiene. Aos poucos, o domínio da agricultura ajuda na preservação da vida
População – 1 d.C. 300 milhões
Expectativa de vida – 25 a 30 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 80
A organização da sociedade e da produção agrícola melhora o suprimento de comida. Mas a dependência da agricultura tem seu lado ruim: uma única falha na colheita pode levar à morte por fome
População – 1200 d.C. 450 milhões
Expectativa de vida – 25 a 30 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 60
Durante a Idade Média, o índice de crescimento populacional é baixo, devido à peste negra. Estima-se que até 25% da população na Europa tenha morrido por causa da epidemia
População – 1750 d.C. 795 milhões
Expectativa de vida – 35 a 40 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 50
A Revolução Industrial leva à riqueza, ao crescimento das áreas urbanas e a cuidados com o saneamento básico. Com isso, aumentam a expectativa de vida e a população
População – 1850 d.C. 1 bilhão e 265 milhões
Expectativa de vida – 50 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 40
A ciência percebe que algumas doenças são causadas por microorganismos, que se reproduzem. É a chamada “teoria dos germes”, responsável por diversos avanços da medicina
População – 1950 d.C. 2 bilhões e 516 milhões
Expectativa de vida – 65 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 38
Há um aumento nos cuidados com a saúde pública. A ONU, recém-criada, promove campanhas de vacinação em diversos países pobres, onde há uma explosão de crescimento populacional
População – 2005 d.C. 6 bilhões e 475 milhões
Expectativa de vida – 80 anos
Nascimentos (por ano a cada mil pessoas) – 21
Medicina preventiva, tratamentos eficazes e boas condições de saneamento aumentam a expectativa de vida. Do outro lado, métodos anticoncepcionais contêm o número de nascimentos em diversas partes do globo.

11.018 – Auto Ajuda – Maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida


Todos nós experimentamos picos emocionais ao longo de nossas vidas – com uma promoção no trabalho, no dia do nosso casamento, com o nascimento de um filho etc. Mas esses momentos produzem sentimentos temporários de euforia, e especialistas dizem que não são suficientes para alcançar a verdadeira felicidade.
A felicidade não é apenas um estado emocional. Décadas de pesquisa provam que é algo muito mais profundo. Na verdade, a ciência mostra que as pessoas felizes vivem vidas mais longas e saudáveis.
A boa notícia é que possível ser feliz tomando pequenas atitudes, independentemente do nosso meio ambiente ou genética.
Confira sete maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida:

Seja positivo

Um estudo da Universidade de Harvard (EUA) descobriu que os otimistas não só são mais felizes, como são 50% menos propensos a ter doença cardíaca, um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.
A conclusão é que manter uma perspectiva positiva oferece proteção contra doenças cardiovasculares. Já os pessimistas têm níveis mais baixos de felicidade em comparação com os otimistas e têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde à medida que envelhecem.
Aprenda com as pessoas que já são felizes
A Dinamarca vira e mexe ganha o primeiro lugar em qualquer índice que mede o bem-estar e a felicidade dos países de todo o mundo. O que faz dessa a nação a mais feliz do mundo?
Claro, coisas como a expectativa de vida, produto interno bruto e baixa corrupção ajudam – e muito. Mas o nível geral de felicidade na Dinamarca tem mais a ver com a generosidade que é comum entre os cidadãos, a liberdade que eles têm para fazer escolhas de vida e um sistema de apoio social forte, de acordo com a Organização das Nações Unidas.
Trabalhe menos

Os dinamarqueses parecem ter um grande equilíbrio entre vida e trabalho, o que aumenta seu nível de felicidade. Simplificando: eles não trabalham em excesso. Na verdade, a semana de trabalho média na Dinamarca é de 33 horas – apenas 2% dos dinamarqueses trabalham mais de 40 horas por semana.
Quase 80% das mães na Dinamarca voltam ao trabalho depois de ter um filho, mas equilibram o seu tempo livre entre a família, amigos e programas na sua comunidade.
Concentre-se em experiências

Dinamarqueses também dão menos atenção a dispositivos eletrônicos e coisas, e mais atenção para a construção de memórias. Estudos mostram que pessoas que se concentram em experiências ao invés de se focar em “ter coisas” têm níveis mais elevados de satisfação, mesmo muito tempo depois que a experiência passou.
Comprar muitas vezes leva a dívidas, para não mencionar o tempo e o estresse associado com a manutenção de todos os dispositivos, carros, propriedades, roupas, etc.
Os pesquisadores dizem que quando as pessoas se concentram em experiências, elas sentem uma maior sensação de vitalidade ou “de estar vivo” tanto durante o momento quanto depois.
As experiências também unem mais as pessoas, o que pode contribuir para a sua felicidade.
Construa uma rede social
Ao simplesmente ser social, você poderia viver mais tempo. A pesquisa mostra que um sistema de apoio social forte pode aumentar nossa expectativa de vida.
Os telômeros são as pequenas tampas em nossos cromossomos do DNA que indicam a nossa idade celular. De acordo com especialistas, não ter amigos pode ser igual a telômeros mais curtos e, por sua vez, uma vida mais curta.
Outros estudos mostraram que a solidão leva a maiores taxas de depressão, problemas de saúde e estresse. Ou seja, vale a pena ter pelo menos um amigo próximo para aumentar seu nível de felicidade e saúde.
Se voluntarie
Pessoas que se voluntariam são mais felizes, concluíram dezenas de estudos. A ONU credita o voluntariado como uma das razões para a Dinamarca ser o país mais feliz do mundo – 43% dos dinamarqueses regularmente doam seu tempo para boas ações em sua comunidade.
A alegria de ajudar os outros começa cedo. Um estudo de 2012 descobriu que crianças preferem dar do que receber. Os pesquisadores deram a dois grupos de crianças lanches e, em seguida, pediram que um dos grupos oferecesse esses lanches a outras pessoas. As crianças que entregaram os seus lanches mostraram maior felicidade sobre a partilha de seus bens, o que sugere que o ato de sacrifício pessoal é emocionalmente gratificante.
O sacrifício não tem que ser grande – pesquisas já sugeriram que doar tão pouco quanto US$ 5 gera benefícios emocionais.
Realizar atos de bondade, se voluntariar e doar dinheiro aumentam a felicidade, melhorando o seu senso de comunidade, propósito e autoimagem.

Comece a rir
Estudos mostram que rir não apenas sinaliza felicidade, mas sim a produz. Quando rimos, nossos hormônios do estresse diminuem e nossas endorfinas aumentam. Endorfinas são as mesmas substâncias químicas que o cérebro associa com aquele “impulso” que as pessoas recebem do exercício físico.
Rir também faz bem para o coração. Um estudo descobriu que apenas 8% dos pacientes cardíacos que riram diariamente tiveram um segundo ataque cardíaco dentro de um ano, em comparação com 42% dos que não riram.
Estudos ainda mostram que nosso corpo não consegue diferenciar entre o riso falso e o real – as pessoas recebem benefícios de saúde de qualquer maneira. Sendo assim, você pode forçar-se a rir mais, pelo menos um pouco todos os dias, até que você tenha verdadeiros motivos para sorrir.

11.005 – Neurologia – Benefícios do Bom sono


sono

A falta de sono afeta tanta gente que já vem sendo chamada de epidemia. Só nos Estados Unidos, a privação de descanso afeta o trabalho de 160 milhões de pessoas, vítimas da pressão cultural pela redução do tempo que passam na cama. Nos últimos 100 anos, o homem moderno perdeu, em média, 90 minutos de sono por noite, roubados pela difusão da luz elétrica, pela industrialização, pelas longas jornadas de trabalho. Em 1910, dormia-se nove horas em média. Hoje, são 7,5 horas. Pode-se argumentar que, de lá para cá, a expectativa de vida dobrou. No Brasil, de 33,7 anos, em 1900, para 68 anos, em 1999. A verdade é que a evolução da expectativa de vida envolve outras variáveis, como a cura de doenças e a melhoria das condições sanitárias.
Isolado, porém, o sono é determinante para a longevidade, como comprova uma pesquisa publicada no ano passado por médicos da Universidade de Nagoya, Japão. Eles estudaram por 12 anos um grupo de 5 000 habitantes da cidade de Gifu. A pesquisa analisou apenas os hábitos de sono do grupo e revelou que o risco de morte para quem dorme menos de sete horas diárias é quase duas vezes maior que o das pessoas cujo descanso varia entre sete e dez horas.
“O sono é o mais importante indicador de quanto tempo uma pessoa viverá. Mais importante até que seus hábitos de risco, como tabagismo e sedentarismo, ou alguns níveis metabólicos vitais como pressão arterial e nível de colesterol no sangue”, diz William Dement, fundador do primeiro centro de estudos do sono, na Universidade de Stanford, Estados Unidos.

Mais sobre o sono
Uma proteína desconhecida até três anos atrás pode ajudar a desvendar um dos maiores empecilhos à produtividade do ser humano: aquele sono irresistível depois do almoço.
De tão nova, a substância, produzida no hipotálamo, não tem nome definitivo: alguns cientistas chamam-na de hipocretina. Outros, de orexina. Agora está se pensando em batizá-la de agripinina.
Nomes à parte, o que importa é a ação da agripinina como neurotransmissor, responsável pela comunicação entre neurônios. Seu papel é estimular uma região do cérebro responsável por nos manter despertos. O elo desse processo com a alimentação é a leptina, uma enzima produzida pelo organismo quando comemos. A presença da leptina inibe a produção da agripinina, ou seja, quanto mais leptina no cérebro, menos agripinina, e maior o sono.
A proteína também está ajudando a ciência a elucidar um grave distúrbio do sono, a narcolepsia, que atinge uma em cada 2 000 pessoas e tem sintomas extravagantes: é a única que causa cataplexia, um sono repentino que acomete o doente em situações emotivas. Há casos de pessoas que caem no sono ao rir de uma piada ou durante uma discussão no trânsito. Detalhe: a pessoa não consegue se mexer, mas se mantém consciente.
“Quem não conhece meu problema acha que estou dormindo, mas em segundos eu desperto e acompanho a conversa normalmente, porque estava ouvindo tudo”, diz o advogado João José Pedro Frageti, que, antes de ser diagnosticado, procurou ajuda em centros espíritas. Em média, os portadores de narcolepsia levam 14 anos para descobrir o mal que os aflige. Os narcolépticos também sofrem de um tipo de paralisia durante o sono. A pessoa acorda, mas não consegue se mexer, porque a resposta muscular está cortada. Pesquisas recentes realizadas pelas universidades de Stanford e Chicago descobriram que 90% dos pacientes têm um defeito genético. “O desafio agora é sintetizar uma substância que imite seu efeito”, afirma o biólogo Mário Pedrazzoli, um dos autores do estudo da Universidade de Stanford.
Dormindo com o inimigo
Em 100 anos de estudo, os cientistas já descreveram mais de 80 distúrbios ligados ao sono. Desde insônias passageiras até doenças que culminam com a morte. Conheça os problemas mais comuns

Apnéia obstrutiva do sono – Um problema simples com conseqüências graves. A apnéia tem como causa uma obstrução da passagem do ar durante o sono devido ao relaxamento dos tecidos da faringe ou pela língua. Sufocada, a pessoa acorda por alguns segundos, respira e volta a dormir, em um ciclo sono-despertar que se repete às vezes mais de 80 vezes por hora, causando sonolência durante o dia. A cada sufocamento, a oxigenação do sangue diminui, exigindo uma compensação do coração. Resultado: taquicardia, arritmia e pressão alta. Há outras conseqüências: ao tentar respirar, o paciente acaba por sugar o conteúdo do estômago, causando irritação no esôfago. Pode ser tratada por cirurgia, aparelhos para facilitar a respiração ou mudanças de hábitos de sono.
Insônia – É a percepção de que o sono não foi suficiente. Com essa definição abrangente, a insônia é o distúrbio mais comum: um terço da população sofre desse mal. Há várias causas, desde uma cama desconfortável até problemas psiquiátricos, passando pela mais comum delas: a ansiedade.
Jet-lag – Sonolência decorrente de mudança no fuso horário. Embora temporária, pode trazer grande prejuízo. Há casos de executivos que perderam negócios devido ao mau desempenho em reuniões. Para evitá-lo, o ideal seria começar a dormir antecipadamente no horário do local de destino. Experimentos recentes indicam que o viajante pode atenuar o problema se, alguns dias antes da viagem, passar a comer no horário das refeições de seu destino.
Sonambulismo – Está ligado a um determinado tipo de onda cerebral, as ondas delta, mais presentes no sono durante a infância, o que torna o sonambulismo um distúrbio típico entre crianças. Os cientistas aconselham a não acordar o sonâmbulo, para não deixá-lo confuso. Mas a lenda de que acordar um sonâmbulo pode matá-lo não passa disso mesmo: uma lenda.

10.241 – Marketing Terrorista – Oportunistas marketeitos fazem campanhas difundindo falsas ideias


Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros....
Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros….

É verdade que os problemas sociais no Brasil e no mundo não foram resolvidos, e talvez jamais o sejam. Mas houveram avanços e hoje o grupo de indivíduos que passam fome no Brasil já é minoritário. Se limitam a casos de regiões distantes do norte e nordeste ou de pedintes marginalizados nas áreas metropolitanas, em geral usuários de crack, esses sim estão se expandindo de forma alarmante, mesmo apesar de diversas tentativas das autoridades locais de minimizar o problema.
Mas vejamos qual é o verdadeiro problema relacionado a alimentação:

Obesidade já mata mais gente do que fome
Um trabalho gigantesco, produzido por 500 cientistas de 300 instituições – que analisaram 187 países ao longo das últimas quatro décadas. É o Global Burden of Disease (“Peso Global das Doenças”), que acaba de ser publicado e é o maior estudo já realizado sobre a saúde da humanidade. Ele traz duas grandes conclusões. A boa é que a expectativa de vida aumentou em praticamente todo o mundo, e as mortes relacionadas à subnutrição caíram de 3,4 milhões, em 1990, para 1,4 milhão em 2010, último ano analisado pelo estudo. Em 1990, a subnutrição era a doença com maior “peso”, ou seja, aquela que mais tirava anos de vida saudável da humanidade. Agora, ela despencou para oitavo lugar. Mas a obesidade, eis a má notícia, subiu de décimo para sexto – e a má alimentação, com uma dieta pobre em nutrientes, aparece em quinto (os quatro maiores fatores de risco são pressão alta, tabagismo, uso de álcool e poluição). “As dietas pobres em frutas, verduras e grãos integrais têm impacto surpreendente”, escrevem os autores do estudo.
A pesquisa constatou que, entre 1990 e 2010, a expectativa de vida global dos homens subiu de 62,8 para 67,5 anos, e a das mulheres subiu de 68,1 para 73,3. Ou seja: as mulheres ampliaram em seis meses a vantagem que levam sobre os homens.
Mas nem todos os países evoluíram. Na Bielorússia, os homens perderam 1,4 ano por causa do aumento no consumo de álcool. E Lesoto, na África, viu sua expectativa de vida desabar – regrediu 12,2 anos entre os homens e 14,7 entre as mulheres – devido à epidemia de Aids.

10.224 – Psiquiatria – Doenças mentais reduzem expectativa de vida mais do que tabagismo


Doenças mentais sérias podem encurtar a vida em até vinte anos. Esse número é equivalente ou até pior do que a queda na expectativa de vida decorrente do tabagismo, revelou um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, publicado nesta quinta-feira no periódico World Psychiatry.
Pesquisadores revisaram vinte estudos que mediram o risco de mortalidade de doenças mentais, dependência em álcool e drogas (cocaína, ópio e anfetamina), demência, autismo, dificuldades de aprendizagem e distúrbios de comportamento na infância. As pesquisas incluíam mais de 1,7 milhões de pessoas e relatavam 250 000 mortes.
Os estudiosos, então, compararam a expectativa de vida e a incidência de suicídio entre esses indivíduos com os dados da população em geral, assim como com os de tabagistas que fumam mais de um maço de cigarros diariamente.
“Nós descobrimos que muitos problemas mentais causavam uma queda na expectativa de vida tão grande quanto fumar vinte ou mais cigarros por dia”, diz Seena Fazel, coautor do estudo e membro do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford.
A redução média da expectativa de vida foi de nove a vinte anos para bipolares, dez a vinte anos para esquizofrênicos, sete a onze para depressivos e nove a 24 anos para dependentes de álcool e drogas. Já entre os que fumavam intensamente, a diminuição foi de oito a dez anos.
Segundo Fazel, há muitas razões para as doenças mentais encurtarem a vida. “Comportamentos de alto risco são comuns em pacientes psiquiátricos, sobretudo decorrentes do abuso de drogas e álcool. Esses doentes também são mais propensos a morrer por suicídio. O estigma em torno da saúde mental pode fazer com que eles não sejam tão bem tratados pelos médicos quanto os pacientes com problemas físicos”, explica.
Além disso, doenças psiquiátricas podem agravar enfermidades físicas, especialmente cardiopatias, diabetes e câncer.
Pesquisadores, profissionais da saúde e governo precisam encarar as doenças mentais como prioritárias, diz Fazel. “O tabagismo é considerado um grande problema de saúde pública. Com vontade política e financiamento, as taxas de mortalidade relacionadas ao vício declinaram. Precisamos de um esforço semelhante quando o assunto é saúde mental.”

10.199 – Expectativa de vida aumentou em média 6 anos no mundo


A expectativa de vida no mundo aumentou em média seis anos entre 1990 e 2012, de acordo com o relatório anual de estatísticas divulgado na quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para mulheres que nasceram em 2012, a expectativa de vida passou a 73 anos, enquanto que para os homens chegou a 68 anos.
Os dados mostram que, em todo o planeta, as mulheres vivem mais que os homens — a diferença é de seis anos nos países ricos e três anos nos países pobres. Além disso, os países pobres registraram um aumento mais expressivo na expectativa de vida, em média nove anos.
A maior evolução aconteceu na Libéria, na África, onde a expectativa passou de 42 anos em 1990 para 62 anos em 2012. Em seguida aparecem Etiópia, também na África, com um aumento de 45 anos para 64 anos, Maldivas, na Ásia, que passou de 58 anos para 77 anos, Camboja, que aumentou dos 54 anos para os 72 anos, Timor-Leste, que foi dos 50 anos para os 66 anos e Ruanda, onde a expectativa aumentou dos 48 anos para os 65 anos.
“Uma das principais razões que explica por que a expectativa de vida aumentou tanto é o fato de que morrem menos crianças antes dos cinco anos”, afirmou Margareth Chan, diretora-geral da OMS, no comunicado divulgado pelo organismo.
Em um país rico, um garoto nascido em 2012 deve viver pelo menos até os 76 anos, 16 anos a mais que um menino nascido no mesmo ano em um país pobre. Para as garotas, a diferença é ainda maior: se ela nascer em um país rico, a expectativa é que viva até os 82 anos, enquanto que em um país pobre deve viver até os 63 anos.
O lugar em que as mulheres vivem mais é o Japão – 87 anos. Em seguida vêm Espanha, Suíça, Cingapura e Itália, onde costumam viver até os 85 anos. Já os homens vivem mais na Islândia, até os 81 anos, e na Suíça, Austrália, Israel e Cingapura, onde a expectativa chega aos 80 anos. “Nos países ricos, grande parte do ganho na expectativa de vida é devido ao sucesso ao combate de doenças crônicas. Menos homens e mulheres estão morrendo antes de chegarem aos 60 anos por doenças cardíacas e infarto”, afirmou o médico Ties Boerma, diretor do serviço de estatísticas de saúde da OMS.
De acordo com as informações do relatório, as causas mais importantes de morte prematura são doenças coronárias, infecções respiratórias do trato inferior, como pneumonias, e acidentes vasculares cerebrais. O organismo também citou a obesidade infantil e os dados de tuberculose multirresistente como fatores de risco para a morte prematura.

9537 – Veterinária – Animais podem ter câncer?


Essa é uma das principais causas de morte entre os bichos em cativeiro. Isso porque a doença é comum em mascotes mais velhas, e a expectativa de vida dos animais (tanto domésticos quanto de zoológicos) aumentou com a melhora dos recursos e dos cuidados que eles têm. Da mesma maneira, o tratamento contra o câncer também se aprimorou e utiliza os mesmos métodos aplicados em seres humanos. Os custos variam muito para cada caso, podendo chegar a R$ 4 mil em um mês, com cirurgia e exames. A quimioterapia sozinha exige cerca R$ 1,5 mil mensais. A cura é possível, mas geralmente o objetivo é só prolongar a vida do bichinho com qualidade.

Câncer de mama
Comum em fêmeas, está ligado aos hormônios. A melhor prevenção é castrar o bichinho o quanto antes, de preferência até o segundo cio. É fácil de perceber, pois aumenta o volume na região da mama e cria nódulos. O tratamento é feito com cirurgia aliada à quimio. Às vezes, só a operação já cura;

Câncer de pele
Assim como nos humanos, a doença pode vir da exposição à radiação solar – por isso, existem filtros solares especiais para os bichos. Os de pelo branco têm mais chances de pegar. Sintomas incluem a formação de nódulos e feridas. Há diversos subtipos, e a chance de cura varia. A maioria é tratada com cirurgia;

Tumor Venéreo Transmissível
É bem comum no Brasil pela falta de hábito de castrar os animais. Só atinge cães e passa de um a outro por cópula ou contato social. Os indícios são secreções com sangue, aumento de volume nos genitais e excesso de lambedura. Para tratar, utilizam-se quimioterapia e cirurgia, e a chance de cura é alta;

Linfoma
Alguns dos sintomas são apatia, perda de peso e falta de apetite. A causa para cães é desconhecida. Já para gatos, o câncer pode estar relacionado a uma contaminação viral (prevenida com vacinas). O tratamento é feito só com quimioterapia, que aumenta o tempo de vida. Mas só 5% se curam.
As chances de sucesso no tratamento do câncer de mama são boas (mais para cachorras do que para gatas);
É comum que o câncer de pele aconteça em regiões de pelo curto, como barriga, focinho e orelha.

8418 – Acredite se Quiser – Em 20 anos, a tecnologia nos permitirá viver para sempre, diz engenheiro do Google


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O diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil, afirmou que o avanço da tecnologia nos próximos 20 anos nos permitirá viver para sempre.O diretor acredita que em breve será possível “reprogramar” células para se recuperarem de doenças e até mesmo gerar tecido humano em impressoras 3D.
“A expectativa de vida mil anos atrás era de 20 anos. Nos dobramos esse número em 200 anos. Esse processo vai entrar em alta velocidade nos próximos dez ou 20 anos, provavelmente em menos de 15 anos estaremos no ponto de inflexão em que iremos adicionar mais tempo de vida por causa do progresso científico”, disse o diretor. “Iremos observar um tremendo avanço na medicina.”
Kurzweil citou a ideia de usar impressoras 3D com células-tronco para criar tecido humano. Segundo ele, vendo a biologia como um software e reprogramando as células para tratar doenças, os humanos já fizeram grandes avanços na medicina.
“Já existem terapias fantásticas para curar problemas de coração, câncer e todo tipo de doença neurológica baseada na ideia da reprogramação de software”, disse o diretor. “Essas tecnologias serão mil vezes mais potentes que eram dez anos atrás e um milhão de vezes mais em 20 anos.”
Tais declarações de Kurzweil foram feitas durante a conferência Global Future 2045 World Congress, em Nova York, no último domingo (16), segundo a CNBC.
O chefe de engenharia do Google não é o único a esperar que a tecnologia, de alguma forma, traga a imortalidade para os seres humanos.
Na semana passada, o multimilionário russo Dmitry Itskov apresentou a chamada Iniciativa 2045, que prevê a produção em massa de avatares de baixo custo e aparência humana nos quais seria possível carregar o conteúdo de um cérebro humano, incluindo todos os detalhes específicos de consciência e de personalidade.

7041 – Vírus “invisível” reduz a vida em 4 anos


Pior do que um vírus malvado, só um vírus duas-caras. Essa é a principal característica do citomegalovírus (CMV), que está presente em grande parte da população mundial – no Brasil, 90% das pessoas carregam o vírus. Ele sempre foi considerado relativamente inofensivo, porque não produz sintomas e fica inativo no organismo, sem se manifestar (só é um problema para grávidas ou pessoas com Aids, que têm o sistema imunológico enfraquecido). Mas um novo estudo da Universidade de Birmingham revela que o vírus tem sim um efeito, e sobre todo mundo: reduzir a expectativa de vida. Os cientistas descobriram isso acompanhando a vida de 500 pessoas durante 18 anos. Quem tinha o citomegalovírus viveu 4 anos a menos, em média.
Ainda não se sabe como e por que isso acontece, mas os pesquisadores têm uma teoria. O CMV seria capaz de iludir o sistema imunológico, convencendo-o de que é um vírus novo. Então, em vez de usar células de defesa já treinadas para combater o CMV, o organismo manda células “novatas”, que precisarão aprender a lidar com ele. Na prática, isso significa que o sistema imunológico fica sobrecarregado, deixando a pessoa vulnerável a outras doenças. “O CMV pode estar associado a doenças cardiovasculares e outros problemas crônicos, envelhecimento do sistema imunológico e mortalidade”, diz uma pesquisadora, da Universidade de Michigan.
A boa notícia é que isso pode ter solução. Experiências com camundongos mostraram que o uso de medicamentos antivirais pode auxiliar o sistema imunológico a controlar o CMV, revertendo seus efeitos – e ajudando o organismo a recuperar os anos perdidos.

5459 -Mega Polêmica – Países ricos têm obrigação de ajudar os pobres?


Argumento pró – Sim e tal realidade não se aplica apenas à sociedade americana em relação à África, mas a cada latino-americano, que deve justificar a sua existência na abundância do século 21 ao lado da esqualidez de 400 milhões de pobres no mundo.
(Um embaixador e ex ministro brasileiro)

Argumento contra – A África recebeu 2,3 trilhões de dólares em ajuda desde a década de 60, mas sua expectativa de vida continua caindo. Já alguns países asiáticos que receberam pouco ou nehuma ajuda, conseguiram prosperar. Dar dinheiro, então, não seria a melhor ajuda e sim criar formas de desenvolvimento e remover barreiras convencionais.
(Diretora de um programa de política internacional para o meio ambiente)

5131 – Medicina – Mal de Parkinson


O diagnóstico em geral é por exclusão, descartada a hipótese de um derrame cerebral ou de efeito de uma medicação qualquer. A doença de Parkinson integra o rol das enfermidades ligadas ao envelhecimento, acometendo indivíduos na faixa dos 60 anos de idade, mas pode aparecer antes. Atinge 4,7 milhões de pessoas no mundo segundo a OMS e o nº de casos tende a crescer devido a uma maior expectativa de vida. Ela se desenvolve quando células de uma pequena área do cérebro, chamada substância negra, começam a morrer progressivamente. Tais neurônios produzem o neurotransmissor dopamina, que transmite informações as áreas cerebrais que comandam os movimentos, daí as falhas no controle motor. O diagnóstico ocorre de 5 a 10 anos após o início da degeneração dos neurônios. Quando o paciente recebe a notícia, pode já ter perdido 80% da substância negra.
Sintomas:
Variam como rigidez e tremores, mas tais sintomas não são exclusivos do Parkinson. Distúrbios com sequelas de encefalite, de vários pequenos derrames; medicamentos antidepressivos, atrofia de múltiplos sistemas, paralisia supranuclear progressiva e traumatismo craniano também provocam tremores.
Os motivos pelos quais as células da substância negra passam a morrer gradualmente ainda não estão de todo compreendidos. É possível que haja uma disfunção na lixeira celular, já que o metabolismo da célula gera resíduos indesejáveis e se não forem eliminados se acumulam, levando a célula à morte. Duas proteínas, a alfa-sinucleína e a sifilina, estão envolvidas na alteração do sistema de recolhimento de lixo dos neurônios da susbtância negra. Na doença de Parkinson, tais proteínas formam depósitos fibrosos microscópicos chamados corpúsculos de Lewe, que agiriam como veneno para as células. O acúmulo de radicais livres também pode estar relacionado a doença. Radicais são moléculas resultantes de reações químicas do próprio organismo. Em condições normais são eleiminados. Na doença há uma quantidade anormal, desencadeando um processo tóxico e consequentemente a morte dos neurônios. Diversos estudos estão em andamento para investigar o papel dos pesticidas e toxinas no disparo da doença. Não se pode falar em cura por enquanto, mas tratamentos aliados a fisioterapias e fonoaudiologia mantêm os sintomas sob controle, possibilitando uma vida satisfatória. A Levodopa ainda é o medicamento mais eficaz. Comercializa desde o fim da década de 1960, se transforma em dopamina quando chega ao cérebro, mas perde o efeito com o passar do tempo.
Há 2 modalidades de cirurgia para pacientes que não respondem bem ao tratamento: cirurgia ablativa, que visa destruir áreas específicas do cérebro alteradas pela doença. Outra alternativa é a estimulação cerebral profunda que consiste na implantação de um marca passo para corrigir estímulos incorretos. Não cura, mas alivia os sintomas. Em teste na Suécia e EUA, os polêmicos transplantes de células fetais. Neurônios produtores de dopamina retirados de fetos abortados são implantados nos pacientes. Já foram feitas cerca de 150 cirurgias desse tipo, com resultados razoáveis. A controvertida técnica requer 4 fetos para cada paciente. Experimentos com células-tronco em ratos deram bons resultados.

☻Mega Glossário

Substância Negra – Trata-se de uma pequena área cerebral formada por neurônios que produzem dopamina. Como tais neurônios morrem, a dopamina diminui. Assim, o grupo de estruturas chamado núcleo da base, responsável pelos comandos motores, não é lido como deveria.

Núcleos da Base – O grupo formado por putâmen, caudado, globo pálido e núcleo subtalâmico é normalmente contido pela ação da dopamina. Sem ela, funciona tanto que chega a bloquer a ação do tálamo, o distribuidor de tarefas.

Tálamo – Normalmente ativo quando a distribuição da dopamina está em ordem, o tálamo trava completamente e não consegue estimular de modo adequado o córtex motor, o manda-chuva dos movimentos do cérebro.

Córtex Motor – Dele saem as ordens, via medula medula, para os músculos. Como as mensagens chegam truncadas, nem o controle do tonus muscular, nem o comando dos movimentos funciona direito.

Músculo – A comunicação incorreta com o cérebro faz com que os músculos se tornem rígidos. Além disso, eles se distendem rapidamente e garam o tremor. Os movimentos deixam de parecer naturais e ficam lentos.