6333 – A Estação Inverno


O inverno do hemisfério norte é chamado de “inverno boreal”, e o do hemisfério sul é chamado de “inverno austral”. O “inverno boreal” tem início com o solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre por volta de 21 de dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de março nesse mesmo hemisfério. O “inverno austral” tem início com o solstício de inverno no hemisfério sul, que ocorre por volta de 21 de junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 23 de Setembro nesse mesmo hemisfério. O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
Engloba parte dos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março no hemisfério norte, e junho, julho, agosto e setembro no hemisfério sul.
Isto acontece porque os raios solares incidem praticamente perpendicularmente no hemisfério onde acontece o verão e consequentemente, têm uma incidência tangencial no hemisfério oposto, causando o tempo invernoso.

4493 – O que aconteceria com a Terra se seu eixo de rotação não fosse inclinado?


Seria uma tragédia inominável para a indústria da moda e para todas as top models do mundo. Acabariam as estações do ano e não haveria mais coleção outono/inverno e primavera/verão. Além disso, a mesma roupa poderia ser vesti-da durante o ano inteiro.
Existem quatro estações definidas durante o ano porque o eixo da Terra ao girar em redor de si (rotação) é diferente do eixo do giro do planeta ao redor do Sol (translação). Assim, o hemisfério norte recebe mais sol durante metade do ano e o sul na outra metade. E os pólos passam seis meses praticamente às escuras e os outros seis na maior claridade.
Se o eixo de rotação fosse igual ao de translação, os dois hemisférios receberiam a mesma quantidade de sol durante todo o ano e as estações deixariam de existir. “Os pólos também passariam a ter um regime normal de dia e noite”. Segundo os geofísicos, não há nenhuma indicação de que isso possa acontecer. Mas esse eixo, apesar de manter uma certa inclinação em relação ao eixo de translação, muda de lugar, mais ou menos como um pião que gira. Hoje, por exemplo, olhando-se a Terra de frente, ele está inclinado para a direita. Com isso, o hemisfério norte recebe mais calor entre abril e setembro e o sul entre outubro e março. Mas daqui há 13 000 anos, ele vai estar voltado para a esquerda e as estações terão se invertido.

4163 – Estação Primavera


No mês passado, o curso anual da Terra no espaço levou a uma mudança importante, batizada com o nome de equinócio da primavera. Até então, o norte terrestre ficava inclinado na direção do Sol, mas daí para a frente a situação se inverte: é a vez de o Hemisfério Sul ficar voltado para o Sol. A transição se dá no dia 22, às 16h43. Nesse dia, o Sol se desloca pela abóbada celeste exatamente sobre o equador. Quem tirar fotografia ou fizeram um desenho do horizonte no momento do ocaso, terá a chance de registrar o exato local em que o Sol toca o horizonte. Aí será o ponto cardeal oeste, a partir do qual, em qualquer época do ano, se poderão achar as outras direções: quem olha o oeste de frente, tem o leste às costas, o norte à direita e o sol à esquerda.
Na Europa, mesmo pessoas simples sabem dizer onde ficam os pontos cardeais de sua cidade; mas raros brasileiros, mesmo os que foram à universidade, têm esse senso elementar de orientação. Alguns pensadores dizem que é assim porque o Brasil se situa perto da faixa equatorial e são pequenas as mudanças na posição do Sol ou no fluxo de energia durante o ano. Por esse mesmo motivo, nossos índios não teriam conhecimento astronômico comparável aos dos povos antigos do primeiro mundo. Mas há um brilhante exemplo contrário a essa análise. Um dos ritos praticados no Brasil central – descrito na década de 30 – se desenrolava exatamente no dia do equinócio. Antes do amanhecer, o peje levava uma bola de látex ao extremo leste da avenida central, que dividia a aldeia em norte e sul. Então, ao nascer do sol, a bola era entregue a uma fileira de guerreiros do norte, que a passavam aos do sul. Ou seja, o ritual imitava a dança do Sol trocando de hemisfério no dia do equinócio. É admirável como um grupo olhado na floresta tenha encontrado o mesmo esquema de orientação de outras culturas distantes. E isso, sem terem sido impelidos por alguma necessidade primária de sobrevivência.
Vênus na espiga da Virgem
Ele é a atração principal nos crepúsculos da primavera. Não espere muito depois do pôr- do- sol para procurá-lo, ao menos no início do mês. Logo acima dele se vê uma bonita estrela – Spica, a mais brilhante de Virgem. Na fugira da constelação, Spica corresponde à espiga de trigo levada pelas virgens nas festas da colheita. O brilho aparente de Vênus é 100 vezes maior que o de Spica. Pode-0se notar, que dia após dia, à mesma hora, Spica estará mais baixa no horizonte e Vênus, mais alto, até se cruzarem na noite de 18.
Vêm aí os ventos solares
Por volta de 22, o campo magnético da Terra e o do meio interestelar se alinham, o que torna o planeta pólo de atração do vento solar – partículas subatômicas, eletricamente carregadas, emitidas pelo Sol. Ao longo do ano, ao se chocar com a atmosfera, ele gera tempestades magnéticas com um máximo naquela data. Alguns crêem que tal ação magnética afeta a saúde, mas não há prova disso. Mesmo se houvesse influência, seria ínfima: o magnetismo dos fios elétricos, a que estamos sujeitos o tempo todo, supera em muito os efeitos extraterrestres.

2713-Planeta Terra -A Estação Outono


Amarelado das folhas caracteriza o outono

Nos chamados equinócios ocorrem primavera e outono, onde os dias e noite tem igual duração.
É a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura, e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações (excepto nas regiões próximas ao equador).
O Outono do hemisfério norte é chamado de “Outono boreal”, e o do hemisfério sul é chamado de “Outono austral”. O “Outono boreal” tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O “Outono austral” tem início, no hemisfério sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.
O horário de início da estação é definido pelo instante em que o Sol atinge o zênite de um ponto situado no equador, de modo que atinja igualmente os 2 hemisférios. As temperaturas se tornam mais amenas e o ar menos úmido.É nooutono que acontecem as grandes colheitas, porque os frutos já estão maduros e começam a cair.
A gangorra do El Niño
Assim como um dia sucede o outro e as estações se alternam de maneira regular, os cientistas querem descobrir o ritmo com que se repetem alguns fenômenos climáticos. Um estudo recente, realizado na Universidade de Maryland, com o apoio do NOAA, o órgão que cuida da Meteorologia nos Estados Unidos, pretende ver uma certa regularidade no aparecimento do El Niño, o fenômeno de aquecimento anormal das águas do Pacífico que costuma causar secas e inundações em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Segundo esse estudo, o El Niño pode ser comparado a uma imensa gangorra atmosférica, capaz de provocar fortes vendavais de um lado do Pacífico e criar calmarias do outro.
Tal gangorra teria dois ciclos diferentes. Um deles ocorreria a cada dois anos e o outro a cada dois anos w o outro a cada quatro ou cinco anos. A combinação dos dois ciclos produziria o ritmo do El Niño, e, quando coincidissem, haveria fenômenos climáticos mais fortes, como aconteceu entre 1982 e 1983. “Qualquer pesquisa que mostre regularidade no El Niño deve ser vista com cautela”, “Ele ocorre em média de duas a três vezes por década. Mas já houve períodos em que ficou sete anos sem aparecer.”