13.857 – Mega Techs – China apresenta sua futura estação espacial


estação espacial chinesa
Com um manequim usando traje de astronauta e adornada com bandeiras chinesas vermelhas e amarelas, a nave branca foi uma das grandes atrações da Feira Aeronáutica e Aeroespacial realizada em Zhuhai, no sul do país.
Deve se tornar a única no espaço após a retirada planejada da Estação Espacial Internacional (ISS).
A Estação Espacial Chinesa (CSS), também chamada de Tiangong (“Palácio Celestial”), terá três partes: um módulo principal com cerca de 17 metros de comprimento (local de vida e trabalho) apresentado nesta terça-feira e dois anexos (para experiências científicas).
Três astronautas poderão viver continuamente na estação, com um peso total de pelo menos 60 toneladas e equipada com painéis solares. Eles poderão realizar pesquisas em ciências, biologia e microgravidade.
A montagem da CSS deve começar por volta de 2022. Sua expectativa de vida é estimada em 10 anos.
A estação chinesa deve se tornar a única estação que voa no espaço após a retirada planejada em 2024 da ISS, que associa os Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá. Será, no entanto, muito menor.
“A China vai utilizar sua estação espacial da mesma maneira que os parceiros da ISS utilizam a sua atualmente: pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e preparação das equipes chinesas para voos de longa duração”, explicou Chen Lan, analista para o GoTaikonauts.com, site especializado no programa espacial chinês.
A China anunciou, por outro lado, junto ao Escritório de Assuntos Espaciais da ONU, que sua estação estará aberta a todos os países para realizar experimentos científicos.
Institutos, universidades e empresas públicas e privadas foram convidadas a apresentar projetos. A China recebeu 40 propostas de 27 países e regiões, que agora devem passar por um processo de seleção, disse a televisão estatal CCTV em outubro.
“Ao longo do tempo, tenho certeza que a China colherá bons frutos”, prevê Bill Ostrove, especialista em questões espaciais na Forecast International, escritório de aconselhamento americano.
“Muitos países e um número crescente de empresas privadas e universidades têm programas espaciais, mas não o dinheiro para construir sua própria estação espacial. A possibilidade para eles (graças a China) de enviar cargas úteis para uma plataforma de voo habitada e realizar experimentos é algo extremamente precioso”, observa.
A Agência Espacial Europeia (ESA) já está enviando astronautas para treinar na China com o objetivo de viajar um dia para a estação chinesa.
Apesar da rivalidade entre Pequim e Washington, engajados numa guerra comercial, um astronauta americano poderia trabalhar a bordo da CSS.
“A agência espacial chinesa e a ONU poderiam planejar algo assim. Mas não é certo que o Congresso americano seja da mesma opinião”, apontou Chen.
Pequim investe milhões de dólares em seu programa espacial, coordenado pelo exército. Coloca os satélites em órbita, por conta própria (observação da Terra, telecomunicações, sistema de geolocalização Beidu) ou para outros países. Também espera enviar um robô a Marte e humanos à Lua.
O gigante asiático se tornará “uma das grandes potências do espaço”, mas a Rússia, o Japão e a Índia continuarão a desempenhar “um papel importante” e “os Estados Unidos continuam sendo o poder espacial dominante atual”, diz Bill Ostrove.
“As empresas privadas também estão se tornando cada vez mais importantes no mercado espacial, tornando difícil para um ou dois países dominar a indústria da mesma forma que os Estados Unidos fizeram durante a Guerra Fria”. aponta.
“Dominar o espaço nunca foi uma meta para a China”, disse Lan. “Mas as questões comerciais estão se tornando cada vez mais importantes no espaço, e ela percebe a inovação e a ciência como importantes impulsionadores econômicos”.

13.649 – Estação espacial chinesa em queda é avistada por telescópio


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Prestes a completar seu voo desgovernado em direção a Terra, a estação espacial chinesa Tiangong-1 foi avistada por astrônomos italianos e norte-americanos. Um telescópio controlado de maneira robótica conseguiu rastrear o módulo espacial e fornecer imagens durante uma transmissão realizada por pesquisadores do The Virtual Telescope Project, na Itália, e do Observatório Tenagra, nos Estados Unidos.
Identificar a estação espacial não foi tarefa fácil: o Tiangong-1 realiza uma trajetória sem rumo a cerca de 200 quilômetros de altura da Terra, com velocidade de quase 28 mil quilômetros por hora.
De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), a reentrada na atmosfera deve ocorrer entre os dias 30 de março e 2 de abril: lançada em 2011, a Tiangong-1 está desabitada desde 2013 e desgovernada desde 2016.
Cálculos realizados por especialistas afirmam que o Brasil é um dos países que poderiam ser atingidos por fragmentos da estação espacial após sua reentrada na atmosfera. A possibilidade disso acontecer é de cerca de 2,28%. Uma chance bastante remota, mas não nula.
Por ter cerca de 10 metros de comprimento, 3 metros de largura e 8,5 toneladas no lançamento (devido ao gasto de combustível, o peso atual é menor), destroços podem chegar intactos à superfície. As chances de acertarem uma pessoa, no entanto, são ínfimas: 0,02%.
E a possibilidade de um pedaço da Tiangong-1 atingir você é muito mais remoto do que acertar as seis dezenas da Mega-Sena com apenas um jogo: em números, há 0,0000000000027% de chance da estação espacial espatifar sobre sua cabeça contra 0,000002% de probabilidade de tornar-se milionário na loteria. Conte os zeros e faça suas apostas.

12.833- China confirma que sua estação espacial vai cair na Terra


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Após mais de quatro anos no espaço, a primeira estação espacial da China está a caminho da Terra. Porém, seu “pouso” não será nada tranquilo. Segundo a agência de notícias Xinhua, autoridades chinesas revelaram que a estação Tiangong-1 provavelmente vai colidir com a atmosfera do planeta em 2017.
O anúncio confirma o que astronômos especulam há meses: a China perdeu o controle de um dos módulos da estação. Jonathan McDowell, renomado astrofísico de Harvard, disse em entrevista ao The Guardian que o comunicado sugere que a estação espacial chinesa irá adentrar a atmosfera de maneira “natural”.
Caso essa suspeita se confirme, será impossível prever onde os destroços da Tiangong-1 irão cair. “Nós, provavelmente, só saberemos quando ela irá cair seis ou sete horas antes de acontecer. Não saber quando irá cair traduz como não saber onde irá pousar”, disse o astrofísico.
Wu Ping, vice-diretor do escritório de engenharia espacial da China, disse em conferência que a entrada abrupta da estação na Terra não irá causar problemas. “Com base em nosso cálculo e análise, a maior parte do laboratório espacial irá queimar durante a queda”, afirmou.
Para McDowell, algumas partes, como os motores de foguetes, são tão densas que não irão queimar completamente. “Sobrarão pedaços de 100 quilogramas ou mais”, disse ele.
A Tiangong-1, que significa Palácio Celestial em chinês, ainda está orbitando a Terra a uma altitude de 370 km – um pouco abaixo da altitude de 400 km da estação espacial internacional – de acordo com as autoridades do país.
Lançada em setembro de 2011, a estação espacial tem dez metros de comprimento e pesa 8,5 toneladas. Durante sua estadia no espaço, a Tiangong-1 recebeu três naves espaciais: Shenzhou-8 em novembro de 2011, Shenzhou-9 em junho de 2012 e Shenzhou-10 em junho de 2013. As duas últimas missões somadas transportaram seis astronautas chineses.
A estação terminou suas atividades em março de 2016. Desde então, vários astrônomos começaram a suspeitar que a estação estava fora de rumo. O governo chinês nunca tinha emitido, até então, um comunicado sobre o assunto – o que aumentava as incertezas sobre o assunto.
A China lançou recentemente uma nova estação espacial experimental, a Tiangong-2. O país planeja ter uma estação espacial completa até o início da próxima década.

9611 – Emissora britânica transmite programa ao vivo do espaço


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O Canal 4 britânico vai transmitir em março um programa ao vivo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O episódio de duas horas será um dos três da nova temporada da série Live from Space e será feito enquanto a estação dá uma volta de 90 minutos ao redor da Terra.
Trata-se do primeiro programa em tempo real a mostrar a rotina dos astronautas da ISS, que tem quinze anos e orbita a 385 quilômetros do nosso planeta – veiculações curtas na televisão, como a entrevista em 2006 do astronauta Marcos Pontes ao Jornal Nacional, são mais frequentes. Além das entrevistas com Rick Mastracchio e Koichi Wakata, que estão na estação, o episódio se conectará ao vivo com a missão de controle da Nasa em Houston, nos Estados Unidos, e terá a participação do físico inglês Stephen Hawking e do astronauta Tim Peake, que estará a bordo da estação em 2015. “É a primeira vez que a televisão britânica tem acesso à ISS concedido pela Nasa”.
Os produtores prometem imagens em alta definição da Terra e garantem que o programa dará uma visão realista da vida e dos problemas no espaço. “Vamos descobrir os espetaculares trabalhos feitos no espaço, um tema que para mim sempre foi fascinante”, disse o apresentador do episódio, Dermont O’Leary, conhecido por comandar desde 2007 o programa The X Factor.
Fora da Grã-Bretanha, o programa será transmitido em 170 países pelo canal National Geographic.

9265 – Astronáutica – Vírus invade Estação Espacial


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Um vírus de computador, chamado Stuxnet, fez uma vítima inusitada: a Estação Espacial Internacional (da sigla em inglês ISS). A ação do malware foi identificada pelo especialista em segurança, o russo Eugene Kaspersky, de acordo com informações do IBTimes. O Stuxnet deve ter infectado os computadores a partir de um pendrive ou aparelho USB de algum cosmonauta russo. Todo o sistema da ISS foi infectado. O ataque do vírus teria ocorrido antes de maio deste ano, quando a Nasa mudou os sistemas para o Linux. Antes, os notebooks da estação usavam o Windows XP, sistema considerado mais suscetível à infecção do vírus do que o Linux. Ainda não se sabe qual o tamanho da falha de segurança. Mas, em casos mais graves, o criminoso poderia até mudar algum comando da ISS. Segundo Kaspersky, não está descartada a hipótese de que uma base nuclear russa também tenha sido infectada. Neste caso, arquivos sobre armas nucleares podem ter sido espionados.

9016 – Astronáutica – Estação Espacial Internacional recebe novos tripulantes


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A Estação Espacial Internacional (ISS) recebeu três novos tripulantes nesta quinta-feira. A nave russa Soyuz TMA-10M se acoplou com sucesso à ISS carregando dois astronautas russos e um americano. O tempo total de viagem a partir da base de lançamento no Cazaquistão foi de seis horas e a manobra de acoplagem aconteceu de forma automática e sem imprevistos.
Os astronautas russos Oleg Kotov e Sergei Riazanski e o americano Michael Hopkins serão recebidos na estação espacial pela tripulação atual, formada pelo russo Fyodor Yurchikhin, o italiano Luca Parmitano e a americana Karen Nyberg, que estão na nave desde o final de maio e voltarão à Terra no dia 11 de novembro. A ISS operava com apenas metade de sua tripulação ideal desde o retorno de três astronautas em 11 de setembro.
Kotov realiza sua terceira missão na ISS, enquanto Riazanski e Hopkins estão em sua primeira viagem à estação espacial. Segundo as previsões, os três astronautas permanecerão na estação durante 168 dias e vão realizar caminhadas espaciais e experimentos científicos.
Entre outras tarefas, eles carregarão a tocha dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014 no espaço exterior durante uma caminhada no próximo dia 9 de novembro, segundo o Centro de Treinamento de Cosmonautas da Rússia. Os russos Kotov e Riazanski serão os encarregados de levar a tocha para o espaço pela primeira vez na história. “A tocha, que sairá ao espaço exterior, é a mesma que acenderá a pira com a chama olímpica de Sochi”, disse Dmitri Chernishenko, presidente do comitê organizador dos Jogos de Inverno.
No dia 20 de novembro os seis astronautas da Estação celebrarão o 15º aniversário do início da construção da plataforma, cuja vida útil foi prolongada até 2020. Desde que os ônibus espaciais americanos foram aposentados, as naves russas Soyuz são o único meio de transporte entre a Terra e a ISS.

8962 – Foguete Antares decolou levando carga à estação espacial


Lançamento do Foguete Antares
Lançamento do Foguete Antares

Projetada pela empresa Orbital Sciences, a nave é o quarto transportador privado a se atracar à estação. A nave já está na órbita da terra, e sua chegada está prevista para domingo.
Junto da SpaceX, a companhia fechou um contrato de US$ 3,5 bilhões com a Nasa para levar carga à ISS. A Orbital Sciences foi precedida no setor privado apenas pela Space Exploration Technologies, que fez três voos à Estação Espacial Internacional.
A missão atual da Cygnus prevê que a cápsula chegue à estação a 270 km de altitude e se aproxime da ISS até ficar a menos de 10 metros de distância. Uma vez posicionada, a nave é agarrada por um guindaste da estação e puxada até se acoplar.
A cápsula privada carrega 700 kg de suprimentos, incluindo comida, água e roupas. Após o término da descarga, a espaçonave será liberada e descartada na atmosfera, o que deve ocorrer no dia 22 de outubro.
Durante os próximos quatro dias, a nave deve ensaiar sua capacidade de manobrar no espaço e de se comunicar com a tripulação da estação.

8173 – Astronautas detectam vazamento em radiador da Estação Espacial Internacional


Estação Internacional
Estação Internacional

Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) descobriram um vazamento de amoníaco em um radiador da nave, um problema que já apareceu em exercícios anteriores e que a Nasa examina para encontrar uma solução, informou nesta quinta-feira, 09/05/2013, a agência espacial americana.
O amoníaco é um elemento fundamental que circula através dos sistemas externos de controle térmico da estação para esfriar e manter na temperatura adequada a eletrônica e outros sistemas da estação.
Um primeiro vazamento foi detectado em 2007. Em novembro de 2012, a astronauta americana Sunita Williams e o japonês Akihiko Hoshide realizaram uma caminhada espacial para reparar a fuga de amoníaco e instalar outro radiador por temor que o original estivesse danificado pelo impacto de um meteorito.
“O vazamento aconteceu na mesma área, mas não sabemos se é o mesmo”, disse a porta-voz da Nasa, Kelly Humphries, ao site especializado Space.com.
Humphries acrescentou que a tripulação da nave “não corre perigo”, apesar de ser muito cedo breve para determinar se será necessária uma nova caminhada espacial.

7962 – Astronomia – Possível sinal de matéria escura é detectado


Um experimento de raios cósmicos na Estação Espacial Internacional pode ter obtido a chave para resolver o mistério da matéria escura.
O grupo responsável pelo equipamento, que opera no espaço desde maio de 2011, apresentou ontem, no Cern (Centro Europeu para Pesquisa Nuclear), seus primeiros resultados científicos.
Fruto de 18 meses de observação de raios cósmicos, o trabalho achou um excesso de pósitrons, partículas em tudo iguais aos conhecidos elétrons, mas com carga positiva em vez de negativa.

Estação Espacial Internacional
Estação Espacial Internacional

Componentes da chamada antimatéria, os pósitrons são raros e só podem aparecer quando produzidos por algum evento ocorrido na própria Via Láctea.
Especula-se que esses detectados pelo instrumento tenham sido gerados pela colisão de partículas de matéria escura nas bordas da galáxia.
Se for esse o caso, será possível usar sua prevalência para discriminar entre as várias teorias sobre este que é um dos maiores mistérios da física moderna: do que seria feita essa substância presente nas regiões mais externas das galáxias e que não pode ser detectada diretamente, pelo simples fato de não interagir com a matéria convencional, exceto pela gravidade.

Muitas dúvidas ainda…
Contudo, ainda não há certeza de que os pósitrons captados pelo instrumento, chamado AMS (Espectrômetro Magnético Alfa), tenham origem na colisão de partículas de matéria escura.
“Nos próximos meses, o AMS será capaz de nos dizer se esses pósitrons são um sinal da matéria escura ou se eles têm outra origem”, afirma Samuel Ting, pesquisador do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e um dos autores do estudo, publicado no periódico “Physical Review Letters”.
Uma possibilidade mais prosaica para explicar o excesso de pósitrons seria imaginar que eles são formados nos arredores de pulsares (cadáveres de estrela de alta massa) e então ejetados a grandes velocidades.
Quanto mais energia tem o pósitron, mais raro ele é, por isso é preciso muito tempo de observação para detectar essas partículas em quantidade suficiente para obter significância estatística.
A boa notícia é que o AMS deve continuar operando por mais de uma década, tempo de sobra para resolver de uma vez por todas o enigma da matéria escura –ou não.

6146 – Nave chinesa se acopla com módulo no espaço


Folha Ciência

Uma nave chinesa carregando três astronautas –incluindo a primeira mulher do país a ir ao espaço– se acoplou com um módulo em órbita nesta segunda (18-06).
Com o voo, a China tenta alcançar os americanos e os russos na exploração do espaço.
A cápsula Shenzhou 9, levando os taikonautas (como são chamados os astronautas chineses), completou a manobra com o módulo Tiangong 1 durante a madrugada, a 343 km da superfície terrestre. O acoplamento foi transmitido ao vivo pela TV nacional chinesa.
Os taikonautas vão viver e trabalhar no módulo por alguns dias como parte dos preparativos para a ocupação de uma futura estação espacial do país. A tripulação inclui Liu Yang, 33, piloto da força aérea chinesa e primeira mulher do país a ir ao espaço.

O acoplamento foi o primeiro de um voo tripulado chinês. Em novembro de 2011, a cápsula Shenzhou 8, não tripulada, fez dois acoplamentos com o Tiangong 1 (“palácio celestial”, em chinês), por controle remoto.
A manobra desta segunda-feira também foi feita por controle remoto. Um acoplamento manual, a ser realizado por um dos tripulantes, está previsto na atual missão.
A esperança dos chineses é se juntar aos EUA e à Rússia como únicos países a ter estações espaciais independentes em órbita.

A China já é um dos três únicos países a enviar naves tripuladas de forma independente. Outra missão tripulada até o módulo em órbita deve ocorrer ainda neste ano. Missões futuras podem incluir o envio de astronautas à Lua.
O Tiangong 1, lançado no ano passado, deve ser substituído pela estação espacial permanente em 2020.

A futura estação terá cerca de 60 toneladas, sendo um pouco menor do que o Skylab da Nasa, que operou nos anos 1970, e tendo um sexto do tamanho da ISS (Estação Espacial Internacional), mantida atualmente por 16 países.

A China tem uma cooperação limitada com outros países quanto à exploração do espaço e não participa da ISS, principalmente por causa de objeções feitas pelos EUA.

A primeira missão tripulada do país asiático ao espaço foi em 2003. Em 2005, os orientais enviaram uma missão com dois taikonautas e, em 2008, numa missão com três tripulantes, foi feita a primeira caminhada no espaço do país.

3719 – A Estação Espacial Internacional


Diagrama da Estação

Ou simplesmente ISS, é um laboratório espacial atualmente em construção. A montagem em órbita da EEI começou em 1998 e a estação encontra-se em uma órbita baixa (entre 340 km e 353 km) que possibilita ser vista da Terra a olho nu.Viajando a uma velocidade média de 27 700 km/h, a Estação completa 15,77 órbitas por dia. Na continuidade das operações da Mir russa, do Skylab dos Estados Unidos, e do planejado Columbus europeu, a Estação Espacial Internacional representa a permanência humana no espaço e tem sido mantida com tripulações de número não inferior a dois elementos desde 2 de Novembro de 2000. A cada rendição da tripulação, a estação comporta ambas equipes (em andamento e a próxima), bem como um ou mais visitantes.
A ISS envolve diversos programas espaciais, sendo um projeto conjunto da Agência Espacial Canadense (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (宇宙航空研究 ou JAXA), Agência Espacial Federal Russa (ROSKOSMOS) e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos da América.
A estação espacial encontra-se em órbita em torno da Terra a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa (na verdade, a altitude varia ao longo do tempo em vários quilómetros devido ao arrastamento atmosférico e reposição). A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia e orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos. Em 27 de Junho de 2008 (às 01:01 UTC) completou 55 000 órbitas desde o lançamento do módulo Zarya.
A estação era atendida principalmente pelo ônibus espacial (em Portugal é chamado vaivém espacial) e pelas naves Soyuz e Progress. O último voo de um ônibus espacial – o Atlantis – foi marcado para 8 de julho de 2011. A estação ainda se encontra em construção, embora já seja utilizada continuamente para realização de experiências científicas. Atualmente a estação já está pronta para suportar tripulações de seis elementos. Até julho de 2006, todos os membros da tripulação permanente provinham dos programas espaciais russos ou norte-americanos. No entanto a partir dessa data a ISS tem recebido tripulantes das Agências Espaciais Europeia, Canadense e Japonesa. A Estação Espacial também já foi visitada por muitos astronautas de outros países e por turistas espaciais. É comum a confusão que se faz com “gravidade zero”, o que não ocorre no local. A gravidade aproximada do local, levando-se em conta um raio de 6.378,1 Km terrestre é de 8,3 m/s² – 8,4 m/s², pela igualdade da Lei da Gravitação Universal (LGU) e o Peso, o que é considerável. O efeito “gravidade zero” ocorre porque a estação está “caindo eternamente” por causa da curva ocasionada pela “força centrípeta”.
A construção da ISS irá depender de mais de 50 missões de montagem e utilização. Destas, 39 são assistidas pelo vaivém espacial. Adicionalmente a estas missões, aproximadamente 30 missões Progress serão necessárias para providenciar a logística. No final, a ISS estará a operar com um volume de pressurização de 1 200 metros cúbicos, uma massa de 419 000 quilogramas, 110 kilowatts de potência, e uma estrutura de suporte de 108,4 metros de comprimento, com módulos de 74 metros e tripulações de seis elementos.
A manufatura dos módulos e da estrutura que compõem a EEI foi realizada por diversas empresas contratadas pelas agências espaciais que formam o grupo responsável pela montagem e manutenção da mesma. A parte americana da estação foi manufaturada principalmente por quatro companhias que tiveram contratos anunciado em 1 de Dezembro de 1987, são elas: Boeing, General Electric’s Astro-Space Division, McDonnell Douglas e a Rocketdyne Division of Rockwell. A parte russa foi manufaturada pela empresa RKK Energiya, que também construiu o módulo Zarya, financiada pelos E.U.A. A Europa contribuiu construindo os módulos Node 2 (Harmonia) para os E.U.A e o laboratório Columbus. O primeiro foi construído pela empresa Thales Alenia Space, baseada em Cannes, na França e o segundo numa parceria entre a Thales Alenia e a empresa EADS Astrium. A contribuição japonesa (laboratório Kibo) foi manufaturada pela Mitsubishi e a canadense (braço robótico Canadarm) através da empresa MD Robotics, subsidiária da companhia MDA (MacDonald Dettwiler).

Terra vista da Estação

Após quase uma década de montagem, a configuração da estação (em junho/2008) contava com uma massa de 300 214 kg e 358 metros cúbicos de espaço habitável. Para chegar a essa configuração foram necessárias 26 missões norte-americanas do ônibus espacial e 48 missões russas. Destas últimas, 16 foram tripuladas e 32 não tripuladas. A construção também necessitou de 112 caminhadas no espaço, 28 das quais a partir do ônibus espacial e 84 a partir da própria ISS. No total, o tempo utilizado nessas caminhadas no espaço foi de 706 horas. Nesse processo também foram necessárias a realização de 18 000 refeições.
Inicialmente planejada como uma “Estação Espacial Livre” da NASA, assim promovida pelo Presidente Reagan, mostrou-se demasiado dispendiosa. Após a Guerra Fria, foi retomada como um projecto conjunto entre a NASA e a Rosaviakosmos russa. Desde essa altura o seu custo tem-se mostrado muito superior ao projectado inicialmente pela NASA, além de estar com seu cronograma de montagem bastante atrasado. Em 2003 ainda era incapaz de acomodar uma tripulação de seis, consequentemente limitando a quantidade de ciência passível de se realizar, o que também não beneficiava as relações com os parceiros europeus, japoneses e canadenses do projecto. Em Julho de 2004, a NASA concordou em completar a estação até ao nível de suporte de seis membros e ao lançamento de secções adicionais como o módulo japonês de experiências. Enquanto a NASA continua responsável por gerir a construção, a Rússia mantém a continuidade do lançamento e recolha das tripulações de e para a estação.
O fim da guerra fria proporcionou uma aliança internacional de programas espaciais para a construção da Estação Espacial Internacional. Um consórcio de 15 países estão participando da construção e das experiências científicas na ISS: Os Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e através da Agência Espacial Europeia (ESA) a Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos , Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e o Reino Unido.

Fotos da Estação

O Brasil assinou um acordo exclusivo e direto com a NASA. (EUA) para produzir hardware e, em troca, ter acesso aos equipamentos norte-americanos além de permissão para enviar um astronauta brasileiro a Estação, o que já aconteceu em 2006 quando o brasileiro Marcos Pontes, o primeiro astronauta nativo da língua portuguesa, esteve na Estação Espacial e onde permaneceu por uma semana, transportado por um foguete russo. O Brasil hoje está fora do projeto de construção da Estação Espacial Internacional (ISS), devido ao não cumprimento, da empresa subcontratada da Embraer de ser incapaz de fornecer o Palete EXPRESS prometido, e o Brasil deixou o programa, sob a gerencia do governo Lula, das tarefas acordadas. Após quase dez anos de participação, mas sem nunca ter contribuído com um único parafuso para o programa, o País perdeu definitivamente a chance de assinar seu nome na lista de fabricantes da base orbital. Segundo o especialista John Logsdon, diretor do Instituto de Políticas Espaciais da Universidade George Washington e membro do Comitê de Conselho da Nasa, “já é tarde demais para o Brasil fazer qualquer coisa, a não ser tornar-se um usuário da estação”.Algumas críticas encaram o projecto da NASA como um desperdício de tempo e dinheiro, inibidor do progresso em outros projectos mais úteis: por exemplo, os 100 mil milhões de dólares estimados poderiam pagar dezenas de missões espaciais não tripuladas. No geral, existem muitas críticas contra a exploração espacial que defendem que essa quantia seria melhor empregue em problemas na Terra.
Os defensores da exploração espacial argumentam que tais críticas são, no mínimo, redutoras e de pouca visão, e talvez decepcionantes. Os defensores da investigação e exploração espacial tripulada defendem que estes esforços já produziram bilhões de dólares de tangíveis benefícios às pessoas na Terra. Algumas projecções apontam para um benefício económico indirecto, materializado pela comercialização das tecnologias desenvolvidas durante a exploração espacial tripulada, que já retornou mais de sete vezes o investimento inicial para a economia (algumas projecções conservadoras colocam este valor em três vezes o investimento inicial). Se a ISS, isolada do restante programa espacial, será um contribuinte considerável é, no entanto, um assunto de renhido debate.

Após o desastre do ônibus espacial Columbia em 11 de Fevereiro de 2003, e a consequente suspensão das missões com estas naves, houve um intervalo onde não foram mais realizados trabalhos de montagem. A sua construção ficou praticamente suspensa dado que os componentes principais são tão pesados que não podiam ser colocados no espaço sem o auxílio dos ônibus espaciais. Por exemplo, o módulo do laboratório da Agência Espacial Europeia, o Columbus, apesar de concluído, não pôde ser lançado em órbita até o mês de fevereiro de 2008, contabilizando um atraso de três anos em sua instalação. Apesar disso, não houve a interrupção das trocas de tripulação que continuaram a ser efetuadas pelas naves Soyuz.
Desde a retomada dos lançamentos de ônibus espaciais em 2005, a montagem da estação tem ocorrido em ritmo razoavelmente acelerado, com a instalação de painéis solares, módulos pressurizados, braços robóticos e racks para exposição de experimentos.
Em novembro de 2008, durante a missão STS-126 do ônibus espacial Endeavour, foi realizada a preparação da estação para acomodar seis tripulantes. Para tanto, foram instalados dois novos quartos de dormir, um banheiro (de fabricação russa), equipamentos de cozinha, dois aquecedores de alimentos, um refrigerador de comida, um equipamento para exercícios de resistência física além de um sistema de recuperação de água e reciclagem de urina para conversão em água potável.
Ainda estão planejados mais 4 lançamentos do ônibus espacial para completar a montagem da Estação até 2011. Dentro desse prazo também está previsto o lançamento de mais dois módulos pressurizados construídos pelos russos, dos quais já foi confirmado o lançamentos do módulo MRM1 (maio/2010).
Com a instalação do módulo Node 3 (Tranquility) junto com seu módulo Cupola em fevereiro de 2010, a Estação Espacial está quase completa a agora mantém uma janela para o espaço que possibilita aos astronautas/cosmonautas uma visão extraordinária da Terra.
A ISS está atualmente em construção e terá 14 módulos pressurizados com aproximadamente 1 000 metros cúbicos de área. Esses módulos incluem laboratórios, compartimentos de docagem de espaçonaves, câmara de despressurização, nodos de ligação e áreas de vivência. Dez desses módulos já estão em órbita, restando quatro em solo pronto para serem instalados. Cada módulo é lançado através dos ônibus espaciais, foguetes Proton ou Soyuz. Abaixo segue uma lista dos módulos com data de lançamento e massa equivalente.
Suprimento de energia elétrica

Estação Internacional

A fonte de energia elétrica da EEI é o sol: luz é convertida em eletricidade através de painéis solares. Antes do voo de montagem 4A (missão do ônibus espacial STS-97, 30 de Novembro de 2000) a única fonte de energia eram os painéis solares dos módulos russos Zarya e Zvezda. O segmento russo da estação usa um sistema de 28 Volts igual ao do ônibus espacial. No resto da estação a eletricidade é obtida através de painéis solares anexados as extremidades de sua estrutura modular (ISS Main Truss Structure) a uma tensão que varia entre 130 a 180 Volts. A energia é estabilizada e distribuída a 160 Volts e então convertida para 124 volts. A energia pode ser trocada entre os dois segmentos da estação usando conversores, isto é essencial desde o cancelamento da Plataforma Russa de Ciência e Energia. O segmento russo dependerá dos painéis solares norte-americanos para suprir sua demanda de energia elétrica.
Face ao valor de tensão utilizado (130 a 160 Volts) na parte norte-americana, a estação pôde se valer de circuitos com condutores de menor seção elétrica, o que auxilia na redução da massa da EEI.
Diagrama do esquema de comunicação

Os painéis solares normalmente rastreiam o sol para maximizar a sua performance. Cada painel tem uma área de aproximadamente 375 m² e 58 metros (190 pés) de comprimento. Em sua configuração completa, os painéis solares rastreiam o sol durante cada órbita ao redor da Terra rotacionando seu rotor alfa no sentido vertical em relação a estação, enquanto o rotor beta ajusta seu ângulo do sol a partir do plano orbital da estação em relação a Terra. No entanto, antes que a estrutura modular estivesse montada, os painéis estavam temporariamente em posição perpendicular em suma orientação final, e nessa configuração, o rotor beta era usado como o principal rastreador do sol. Outra ligeiramente diferente opção de rastreamento, o modo Planador Noturno, pode ser usado para reduzir o ligeiramente o arrasto da estação alinhando os painéis solares no limite do vetor de velocidade.
Suporte à vida
Environmental Control and Life Support System (ECLSS).
O Sistema de Suporte À Vida e Controle Ambiental (ECLSS – Environmental Control and Life Support System) provê ou controla elementos como pressão atmosférica, nível de oxigênio, água, extinção de incêndios, além de outras coisas. O sistema Elektron gera o oxigênio a que circula a bordo da estação. A mais alta prioridade para o sistema de suporte a vida é a manutenção de uma atmosfera estável dentro da Estação, mas o sistema também coleta, processa e armazena lixo e água produzida e usada pela tripulação. Por exemplo, o sistema recicla fluidos do banheiro, chuveiro, urina e condensação. Filtros de carvão ativado são os primeiros métodos para remoção de produtos do metabolismo humano no ar.
O controle de orientação da Estação é mantido através de dois mecanismos. Normalmente, um sistema usando giroscópios de controle de momento (CMGs – control moment gyroscopes) mantém a Estação orientada, i.e. com o laboratório Destiny na frente do módulo Unity, a estrutura P a bombordo e o módulo Pirs apontado para a Terra. Quando o sistema de giroscópios se torna saturado, ele pode perder a habilidade de controlar a orientação da estação. Neste caso, o sistema Russo de controle de orientação é preparado para assumir automaticamente, usando retrofoguetes para manter a orientação da Estação e pemitindo assim a dessaturação do sistema de giroscópios americano. Este procedimento foi usado durante a missão STS-117 enquanto a estrutura S3/S4 estava sendo instalada.
Controle de altitude
A Estação Espacial Internacional é mantida em órbita numa altitude limite mínima e máxima de 278 a 460 km. Normalmente o limite máximo é de 425 km para permitir manobras de encontros para espaçonaves Soyuz. Devido a Estação estar em constante queda por causa do arrasto atmosférico e queda do efeito de gravidade, ela precisa ser impulsionada para altitudes mais elevadas várias vezes durante o ano. Um gráfico de altitude sobre o tempo mostra que a Estação cai a uma razão de 2,5 km por mês. O impulso pode ser feito por dois foguetes do módulo Zvezda, por um ônibus espacial docado, por uma espaçonave Progress ou pelo Veículo de Transferência Automático (ATV) da ESA e leva aproximadamente duas órbitas (três horas) em cada impulso para vários quilômetros acima. Enquanto em construção é relativamente fácil voar grandes cargas para a Estação Espacial. Normalmente após o lançamento, uma espaçonave requer dois dias para realizar a manobra de aproximação e atracamento.
Comunicação
Os diversos sistemas de comunicação usados pela EEI
A radiocomunicação é essencial para a operação da EEI, providenciando dados de telemetria e científicos entre a estação espacial e os Centros de Controle de Missão espalhados pelo planeta. Links de rádio também são usados durante procedimentos de aproximação e docagem de espaçonaves e para a comunicação entre tripulantes da estação, e deles com os controladores de voo e familiares em terra. Como resultado disso, a EEI está equipada com uma quantidade diversificada de sistemas internos e externos de comunicação, usados para diferentes propósitos.
O primeiro equipamento de comunicação lançado com a estação foi o sistema russo Regul de VHF, que transmite dados de telemetria e outros do Segmento Orbital Russo para o Controle de Missão da Agência Espacial Federal Russa em Moscou via uma rede de estações de recebimento de dados em terra e através de satélites dos sistemas Altair e Molniya. Os dados saem da estação através de uma antena de rádio montada no Módulo Zvezda. A comunicação entre os módulos é feita através de cabos telefônicos de cobre.
Pesquisa Científica
Um dos principais objetivos da Estação Espacial é criar um ambiente para conduzir experimentos que requerem uma ou mais condições específicas que estão presentes no ambiente de micro gravidade. Os principais campos de pesquisa incluem biologia (biomedicina e biotecnologia), física (incluindo física de fluidos, dos materiais e quântica), astronomia (incluindo cosmologia) e meteorologia. O Ato de Autorização da NASA (publicado em 2005) indica que o segmento americano da Estação é um laboratório nacional e tem por objetivo aumentar a utilização da Estação por outras entidades federais e pela iniciativa privada. Em 2007 poucos experimentos foram realizados além do estudo sobre os efeitos no corpo humano da permanência por longo prazo em ambiente de micro gravidade. No entanto, com quatro novos módulos de pesquisa prontos para serem instalados até 2010, é esperado o início de pesquisas mais especializadas.
Existem diversos planos para estudar biologia na Estação Espacial Internacional. Um objetivo é melhorar o conhecimento do efeito da exposição de longa exposição do corpo humano no espaço. Fatos como a atrofia muscular, perda óssea e bombeamento de fluidos são estudados com a intenção utilizar os dados obtidos na colonização espacial e durante viagens de longa duração num futuro próximo.
O efeito da falta de peso na evolução, desenvolvimento, crescimento e processos internos das plantas e animais também são estudados. Em resposta a recente dados sugerindo que a micro gravidade permite o crescimento tridimensional de tecidos parecidos com o de humanos e que cristais de proteínas podem ser formados no espaço, a NASA indicou o desejo de investigar melhor esses fenômenos.
A NASA também gostaria de estudar proeminentes problemas em física. A física dos fluidos em micro gravidade não é completamente desconhecida e pesquisadores gostariam de ter modelos precisos dos fluidos no futuro. Adicionalmente, desde que fluidos podem ser combinados no espaço completamente independente de seu peso relativo, existe algum interesse em investigar a combinação de fluidos que não se misturam bem na Terra. Através do exame das reações que são desaceleradas pela baixa gravidade e temperaturas, cientistas também esperam obter novas ideias sobre estados da matéria (especialmente sobre a supercondutividade).
Além disso, pesquisadores esperam examinar a combustão na presença de baixa gravidade fora da Terra. Muitas buscas envolvendo a eficiência de queima ou a criação de produtos secundários poderiam melhorar o processo de produção de energia, o qual apresenta interesse econômico e ambiental. Cientistas planejam usar a Estação Espacial para estudar aerossóis, ozônio, vapor d’água e óxidos na atmosfera terrestre e também os raios cósmicos, poeira cósmica, antimatéria e matéria negra no Universo.

2309-Mega Memória:Endeavour decolou rumo a Estação Espacial


Endeavour na plataforma de lançamento

A construção do Endeavour começou em 1987 com o objetivo de substituir o Challenger, destruído durante um acidente em 1986. Peças sobressalentes das estruturas do Discovery e do Atlantis foram usadas na sua construção. A decisão de construir o Endeavour foi preferida à alternativa de reaparelhar o Enterprise porque o custo era menor.
Endeavour foi lançada pela primeira vez em 1992 e teve como primeira missão interceptar e relançar um satélite que saíra da rota padrão. Em 1993 fez sua primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble. O Endeavour saiu de serviço por oito meses em 1997 para reajustes, incluindo a instalação de uma nova escotilha pressurizada. Em dezembro de 1998, ela entregou o módulo da Estação Espacial Internacional.
O nome do vaivém espacial Endeavour foi dado em homenagem ao navio Endeavour comandado pelo navegador inglês James Cook na sua viagem de exploração do Oceano Pacífico no século XVIII

O ônibus espacial levava a bordo uma ex-professora americana, Barbara Morgan.
Este é o segundo de quatro vôos que a Nasa pretende fazer neste ano, em meio à pressa para concluir a construção da estação espacial antes da aposentadoria da frota de três ônibus espaciais, marcada para 2010.
Uma atração especial é a presença da ex-professora primária Barbara Morgan, treinada há 22 anos como substituta de outra professora, Christa McAuliffe, que morreu junto com seis outros astronautas na explosão do Challenger, segundos após a decolagem, em 28 de janeiro de 1986.

Reforma
“Encostado” desde 2002, o Endeavour passou por uma ampla reforma desde seu último vôo e é hoje considerado pela Nasa uma espaçonave “seminova”. Com uma nova peça, capaz de ligar o ônibus ao sistema elétrico da estação espacial, o veículo poderá eventualmente prorrogar sua missão de 11 para 14 dias.
Este será o 119º vôo de um ônibus espacial. O objetivo da missão do Endeavour era instalar uma nova viga (com um novo conjunto de painéis solares) na estrutura principal da ISS, substituir um giroscópio com defeito, necessário para a estabilização da estação, e levar mantimentos.
A missão do Endeavour também está sob a sombra do recente relatório da Nasa que revelou que um astronauta bêbado embarcou numa nave russa e outro quase voou embriagado num ônibus espacial. A agência espacial está investigando o caso e prometeu reforçar a proibição de consumo de álcool nas 12 horas prévias aos lançamentos.
Outro constrangimento para a Nasa foi a revelação de que um componente a bordo foi sabotado por um funcionário de uma empresa a serviço da agência espacial. O computador, que será levado à Estação Espacial Internacional, já foi consertado, e o caso está sendo investigado.

Missões do ônibus espacial

Ano Dia Designação descrição
1992 7 de maio STS-49 Captura e relançamento do Intelsat VI
1992 12 de setembro STS-47 missão J ao Spacelab
1993 13 de janeiro STS-54 lançamento do TDRS-F
1993 21 de junho STS-57 testes do Spacelab. Recuperação do European Retrievable Carrier
1993 2 de dezembro STS-61 Primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble
1994 9 de abril STS-59 testes do Space Radar Laboratory
1994 30 de setembro STS-68 testes do Space Radar Laboratory
1995 30 de março STS-67 testes do Spacelab Astro-2
1995 7 de setembro STS-69 teste
1996 11 de janeiro STS-72 Recuperação de uma Unidade de Vôo Espacial japonesa
1996 19 de maio STS-77 testes do Spacelab
1998 22 de janeiro STS-89 acoplagem com a Estação espacial Mir e troca de astronautas
1998 4 de dezembro STS-88 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2000 11 de fevereiro STS-99 teste em missão de topografia e radar
2000 30 de novembro STS-97 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 19 de abril STS-100 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 5 de dezembro STS-108 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 5 de junho STS-111 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 23 de novembro STS-113 missão de montagem a Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2007 8 de Agosto STS-118 missão de montagem a Estação Espacial Internacional
2008 11 de Março STS-123 Acoplagem do ELM-PS e o Dextre
2008 15 de Novembro STS-126 Conserto dos Painéis solares, Adaptações na ISS
2009 15 de Julho STS-127 Montagem da ISS 2J/A: JEM Exposed Facility (EF) e JEM ELM ES