12.891 – Cientistas descobrem porque chocolate dá enxaqueca


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Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego acredita que está mais perto de pôr fim a esse sacrifício. Eles encontraram uma relação entre as crises de enxaqueca e a flora intestinal dos pacientes que sofrem com o problema.
Chocolate, vinho e carne processada são alimentos ricos em nitratos, presentes também em hortaliças folhosas, como o espinafre. A digestão dessa substância leva à produção de um outro derivado, o óxido nítrico.
Para a maioria das pessoas, óxido nítrico ajuda na saúde cardiovascular, dilatando os vasos sanguíneos e melhorando a circulação. O problema é que esse aumento de fluxo do sangue aumenta o risco da enxaqueca aparecer.
Mas, então, por que nem todo mundo sofre com dores horríveis na cabeça a cada vez que não resiste a um chocolatinho? Aí é que está a grande descoberta dos cientistas.
Eles analisaram a microbiota – população de bactérias que vive no corpo humano e auxilia processos como a digestão – e observaram que alguns desses microrganismos reagem com o nitrato que ingerimos.
Depois de analisar quase 2 mil amostras fecais e mais 170 de saliva de pacientes com ou sem crises, eles descobriram que os pacientes com enxaqueca tem uma presença bem maior de bactérias processadoras de nitrato, tanto na boca quanto no intestino.
Assim, o nitrato que os enxaquecosos comem seria processado de um jeito diferente, possivelmente levando a uma produção maior de derivados como o óxido nítrico.
Uma limitação do estudo é o famoso problema da correlação – pode ser que a microbiota diferente seja a origem dessa sensibilidade ao chocolate, ou os dois podem ser sintomas de uma causa separada, ainda não descoberta.
Para resolver esse impasse, eles pretendem seguir essa linha de testes e tentar descobrir se, ao “corrigir” a flora intestinal e bucal dos pacientes, eles conseguem impedir que certos alimentos desencadeiem a enxaqueca. Se for o caso, quem passa reto do chocolate hoje em dia vai estar livre para comer o que quiser, tomando só algumas doses de probióticos.

9855 – Combatendo a enxaqueca sem remédio


A enxaqueca — dor de cabeça que pode vir acompanhada de uma série de sintomas, como náusea, vômito e sensibilidade à luz — atinge entre 2% e 3% da população brasileira. Entre essas pessoas, uma em cada dez sofre com a forma crônica do problema: crises em pelo menos metade dos dias de um mês. A enxaqueca é uma dor de cabeça primária, o que significa que ela não acusa uma doença séria de saúde, mas pode ser incapacitante ou prejudicial ao cotidiano das pessoas.
Não existe cura para a enxaqueca, como explica o neurologista Antônio Galvão, coordenador do departamento de dores da Academia Brasileira de Neurologia. “A única coisa que parece curá-la é a idade. Ainda não se sabe o motivo, mas, na maioria das vezes, as pessoas deixam de apresentar o problema conforme envelhecem, especialmente após os 60 anos”.
Existem, porém, formas de diminuir a prevalência de crises e de atenuar as dores.

Os motivos que desencadeiam a enxaqueca variam de acordo com a pessoa. Mas os mais comuns, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, são stress, jejum, má qualidade do sono, fatores genéticos e hormonais (como estar próximo à data da mestruação), excesso de cafeína ou analgésicos, sedentarismo, chocolate, álcool, além de alimentos gelados e gordurosos. “Isso não quer dizer que pessoas com enxaqueca terão crises devido a todos esses fatores”, diz o neurologista Antônio Galvão, coordenador do departamento de dor da Academia Brasileira de Neurologia.
A dor e o stress envolvem mecanismos cerebrais semelhantes e estão relacionados aos mesmos neurotransmissores, como a serotonina, que influencia o humor, o sono e o apetite. Por isso, processos cerebrais causados por uma situações de stress podem levar à enxaqueca.
Além de ajudar a acalmar os nervos, praticar atividade física contribui para uma melhor vascularização no crânio, o que ajuda a evitar episódios de enxaqueca e atenuar as dores durante uma crise.
Dormir, deitar no escuro ou tomar qualquer outra medida para relaxar ajuda a atenuar as crises de enxaqueca, já que reduz o stress e, assim, interrompe ações do cérebro que desencadeiam a dor.
A cafeína tem efeito vasoconstritor, isto é, ajuda a contrair os vasos. Esse efeito atenua as dores da enxaqueca, pois, durante uma crise, os vasos sanguíneos do crânio se dilatam. “O excesso de cafeína, no entanto, pode desencadear um quadro de tolerância e dependência: os vasos se habituam à cafeína e, sem ela, se dilatam e provocam dores. Nesse caso, a pessoa precisa ingerir cada vez mais cafeína para compensar a dilatação”, diz o neurologista Antônio Galvão. Segundo o médico, o ideal é não extrapolar o equivalente a três xícaras de café por dia.
O gelo, assim como a cafeína, tem efeito vasoconstritor. Por isso, colocar gelo ou compressas de água gelada na cabeça durante uma crise de enxaqueca ajuda a atenuar as dores.
Nem sempre é possível evitar ou controlar uma crise de enxaqueca – principalmente se as dores forem muito fortes ou se o problema for crônico (mais de quinze crises por mês). Nesses casos, a medicação é essencial tanto para diminuir o número de crises quanto para minimizar a dor. Segundo o neurologista Antônio Galvão, uma pessoa deve procurar um médico quanto apresenta pelo menos quatro crises de enxaqueca por mês.

8171 – Descoberto primeiro gene vinculado à enxaqueca


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Uma equipe de pesquisadores ligada à Universidade da Califórnia, em São Francisco, conseguiu identificar pela primeira vez um gene cujas mutações estão fortemente associadas a um tipo comum de enxaqueca. A descoberta poderá abrir caminho para uma compreensão melhor da doença de causas ainda desconhecidas. O estudo, feito em modelos com ratos e também em células de laboratório, foi publicado nesta quarta-feira no periódico americano Science Translational Medicine.
A enxaqueca afeta de 10% a 20% da população e causa uma enorme perda de produtividade. Os sintomas típicos da doença incluem dor de cabeça latejante, limiar de dor reduzido, hipersensibilidade a estímulos leves, como som e toque e a presença de aura — que Louis Ptacek, professor de Neurologia da Universidade da Califórnia e um dos principais autores da pesquisa, descreve como uma sensação visual que antecipa a dor de cabeça que está por vir.
Pesquisa
Em um primeiro momento, os cientistas fizeram um estudo genético em duas famílias nas quais a ocorrência de enxaqueca era comum. Descobriu-se, então, que uma proporção significativa das pessoas que tinham as dores de cabeça era portadora da mutação no gene, ou tinha pais que carregavam a mutação. Em laboratório, eles conseguiram demonstrar que essa mutação afeta a produção de uma enzima que tem inúmeras funções vitais no cérebro e no corpo. “Isso demonstra que a mutação tem consequências bioquímicas reais”.
Na sequência, ele observaram os efeitos dessa mutação em ratos de laboratório. “Obviamente, não conseguimos medir a dor de cabeça em um rato, mas há outras coisas que caminham juntas que podem ser medidas”, diz Ptacek. Entre os sinais indicadores da dor de cabeça no animal está a sinalização de cálcio nos astrócitos (um tipo de célula do cérebro). Nos ratos mutantes, essa sinalização tinha índices muito mais elevados, o que poderia indicar a presença de enxaqueca. “Acreditamos que o funcionamento dos astrócitos seja muito, muito relevante para a enxaqueca”.
Segundo os pesquisadores, o estudo aproxima a medicina da compreensão dos mecanismos que envolvem a enxaqueca. “Conforme melhorarmos nossa compreensão sobre a doença, poderemos, também, começar a pensar no desenvolvimento de melhores tratamentos”.

8134 – Genética – Descoberto primeiro gene vinculado à enxaqueca


Uma equipe de pesquisadores ligada à Universidade da Califórnia, em São Francisco, conseguiu identificar pela primeira vez um gene cujas mutações estão fortemente associadas a um tipo comum de enxaqueca. A descoberta poderá abrir caminho para uma compreensão melhor da doença de causas ainda desconhecidas. O estudo, feito em modelos com ratos e também em células de laboratório, foi publicado no periódico americano Science Translational Medicine.
A enxaqueca afeta de 10% a 20% da população e causa uma enorme perda de produtividade. Os sintomas típicos da doença incluem dor de cabeça latejante, limiar de dor reduzido, hipersensibilidade a estímulos leves, como som e toque e a presença de aura — que Louis Ptacek, professor de Neurologia da Universidade da Califórnia e um dos principais autores da pesquisa, descreve como uma sensação visual que antecipa a dor de cabeça que está por vir.

“A descoberta é nossa primeira luz sobre uma doença que não compreendemos muito bem”, diz Ptacek. Segundo ele, o gene em que a mutação foi encontrada, chamado de CKIdelta, certamente não é o único envolvido na enxaqueca. “Possivelmente, existem vários outros genes, em diferentes combinações e em diferentes pessoas. Este é apenas o primeiro que encontramos.”

Pesquisa — Em um primeiro momento, os cientistas fizeram um estudo genético em duas famílias nas quais a ocorrência de enxaqueca era comum. Descobriu-se, então, que uma proporção significativa das pessoas que tinham as dores de cabeça era portadora da mutação no gene, ou tinha pais que carregavam a mutação. Em laboratório, eles conseguiram demonstrar que essa mutação afeta a produção de uma enzima que tem inúmeras funções vitais no cérebro e no corpo. “Isso demonstra que a mutação tem consequências bioquímicas reais”, diz Ptacek.
Na sequência, ele observaram os efeitos dessa mutação em ratos de laboratório. “Obviamente, não conseguimos medir a dor de cabeça em um rato, mas há outras coisas que caminham juntas que podem ser medidas”, diz Ptacek. Entre os sinais indicadores da dor de cabeça no animal está a sinalização de cálcio nos astrócitos (um tipo de célula do cérebro). Nos ratos mutantes, essa sinalização tinha índices muito mais elevados, o que poderia indicar a presença de enxaqueca. “Acreditamos que o funcionamento dos astrócitos seja muito, muito relevante para a enxaqueca”.

7582 – Medicina – Um Sofrimento Inútil


A dor da enxaqueca é uma dor sem sentido. Afinal, não há nada de errado com o organismo. Mas, por causa dela, há um telefone na cidade de São Paulo, que toca quase 1 500 vezes por mês. A linha tão requisitada é a do SOS Enxaqueca, um serviço criado há algum tempo, para orientar e responder a eventuais dúvidas das vítimas dessa doença crônica. Só no Brasil, há mais de 15 milhões de pessoas com o problema e, conforme estimativas baseadas nos questionários distribuídos a quem consulta o SOS paulistano, a maioria delas já fez de tudo, antes de se descobrir uma legítima representante dos enxaquecosos. Algumas correram ao dentista para tratar os dentes e, muitas vezes, saíram de lá usando aparelhos ortodônticos. Outras se deitaram na mesa de cirurgia para corrigir defeitos no nariz, como desvio de septo. Sem contar aquelas que experimentaram massagens e fisioterapia para aliviar o peso nas costas. Tudo isso pode até ter resolvido a questão dos dentes, das narinas e da coluna vertebral dessas pessoas. Mas, vira-e-volta, a velha dor latejante explodia novamente. Porque sua causa estava no cérebro.
Alguns enxaquecosos sentem dor nas gengivas, na nuca e nos ombros. Na maioria das vezes, essa sensação dolorosa é acompanhada de náuseas, foto e fonofobia, isto é, os sons e a luminosidade se tornam insuportáveis. Essas são apenas algumas das reações do organismo nas crises de enxaqueca, que é considerada uma síndrome, ou seja, um conjunto dos mais va-riados sintomas. De acordo com a definição clássica estampada nos livros de Medicina, esse calvário dura entre 4 e 72 horas.
Na prática, porém, já vi crises que se prolongaram por mais de duas semanas, afirmou um especialista. Há dores de cabeça e dores de cabeça: a da enxaqueca é apenas um dos treze tipos existentes, os quais se subdividem mais de cem vezes, segundo os especialistas. O tormento específico dos enxaquecosos foi descrito pela primeira vez pelos antigos sumerianos, que viviam na Baixa Mesopotâmia (região do atual Kuwait, na Ásia), cerca de três milênios atrás. O texto gravado em tábuas não deixa dúvidas, ao descrever o latejamento e a sensação de pressão, em um único lado da cabeça. Pois essa unilateralidade, cujas razões biológicas ainda são misteriosas, é a grande característica da cefaléia dos enxaquecosos — daí a designação da doença. No século XII, ela era conhecida por hemicrânia, nome derivado do grego, que significa metade do crânio. Em inglês e no francês, a palavra migraine — comum às duas línguas — tem esse mesmo sentido. No século seguinte, contudo, os árabes invadiram a Península Ibérica, na Europa. Seus médicos traduziram hemicrânia ao pé da letra, resultando na denominação ax-xaqíqâ, que mais tarde, por influência deles, se transformaria na jaqueca, dos espanhóis, e na enxaqueca dos portugueses.
Existem, no entanto, alguns casos raros de enxaqueca em que a pessoa tem, de tempos em tempos, toda espécie de mal-estar, menos a famosa dor de cabeça.
Existem, no entanto, alguns casos raros de enxaqueca em que a pessoa tem, de tempos em tempos, toda espécie de mal-estar, menos a famosa dor de cabeça.
Em plena crise, os médicos costumam receitar o alívio dos analgésicos. Estes, aliás, podem ser um perigo, quando ingeridos por conta própria. Segundo estudos realizados por cientistas americanos, quem engole mais de 4 miligramas de analgésicos por dia (o equivalente a quatro comprimidos) corre o risco de transformar dores de cabeça ocasionais em episódios crônicos. Não é o remédio que cria a enxaqueca; o medicamento apenas ativa a predisposição genética. Há bons motivos para acreditar que já se nasce um enxaquecoso em potencial e, quase sempre, por culpa da mãe. As estatísticas revelam que 91% das pessoas com enxaqueca têm parentes com o mesmo problema; os filhos de mulheres com o distúrbio têm doze vezes mais chance de desenvolvê-lo do que os filhos de pai enxaquecoso.
As estatísticas mostram que há quatro mulheres com enxaqueca para cada homem na mesma situação dolorosa. Nessas pessoas, as células nervosas perdem temporariamente o compasso, na fabricação de neurotransmissores. O desequilíbrio dessas substâncias pode ser percebido, com mais freqüência, em certas regiões do corpo:

Cabeça: os vasos sangüíneos se dilatam, talvez devido a alterações bruscas na dosagem de um neurotransmissor conhecido como substância P. Isso produziria a sensação de latejamento. Os olhos, por sua vez, permitem a entrada de luz em excesso, daí a fotofobia, ou seja, a irritação com a luminosidade ambiente. Trata-se de uma decorrên- cia da diminuição do neurotransmissor noradrenalina disponível. A substância é fundamental para a íris — estrutura ocular comparável ao diafragma de máquina fotográfica — contrair–se e dilatar, ajustando assim a passagem dos feixes luminosos. Outra lente natural dos olhos, o cristalino, também tem dificuldade de contrair–se, para focar objetos, por isso alguns enxaquecosos não enxergam com nitidez. De seu lado, as células nervosas conectadas aos ouvidos deixam de distinguir bem a intensidade dos sons e agem feito amplificadores. Resultado: qualquer barulhinho soa como um estrondo.

Ombros: a falta de endorfinas, analgésicos naturais, leva à dor na altura da nuca e dos ombros.
Estômago: provavelmente, cai a taxa de dopamina nas áreas do sistema nervoso que controlam os movimentos do aparelho digestivo e isso provoca dores abdominais. O neurotransmissor serotonina pode, ainda, invadir uma região proibida do cérebro — a chamada zona do gatilho, próxima do hipotálamo —, disparando ânsias de vômitos.
Ovários: as alterações nos níveis de neurotransmissores podem afetar o funcionamento da hipófise, glândula situada no cérebro, que comanda todas as outras, espalhadas pelo organismo. Isso explicaria, em parte, o mal-estar e as mudanças de humor de algumas mulheres enxaquecosas, nas vésperas do período menstrual, assim como certas disfunções ovarianas.
Pernas: elas podem formigar e, até mesmo, inchar durante as crises de enxaqueca. Ainda não se sabe por que isso acontece.
Coração: por falta de controle nervoso adequado , a pressão sanguínea pode se alterar, para alta ou para baixa, conforme a tendência do organismo.

5756 – Medicina – Dor de cabeça não é normal


Não param de aumentar o n° das diferentes formas em que se apresentam a cefaléia, com mais de 200 tipos descritos. Se dividem em primárias e secundárias.
As primeiras são essencialmente cerebrais em que coexistem alterações orgânicas como infecções, febre, hipertensão, hemorragias, crises de abstinência, etc.
Entre as cefaléias primárias, a mais comum e conhecida é a enxaqueca migrânea, que é uma dor com começo fraco, mas que vai aumentando até se tornar insuportável, com duração de até 72 horas, frequentemente é pulsátil, como se o coração estivesse batendo dentro do cérebro e acomete um só lado da cabeça. Acompanhada de náuseas e severa intolerância a luz, barulho e odores, piorando com atividades físicas. As cefaléias que acometem as regiões temporais são consideradas as piores. Ao contrário da enxaqueca, a cefaléia acomete 5 vezes mais homens do que mulheres e dura de minutos a 1 hora.
Dor de cabeça não é normal
Devido ao grende número de cefaléias, é imprescindível a avaliação médica de preferência com um neurologista ou clínico cefaliatra. Não é normal sentir dor de cabeça, que a princípio não é doença, mas é sinal de que algo errado está acontecendo.
Relação da dor de cabeça com o AVC
A dor de cabeça éleve no início, mas o incômodo vai crescendo com a sensação de desconforto progressivo e náuseas; a dor do AVC vem como uma grande martelada na cabeça de forma rempentina e exige socorro rápido.
A literauta médica diz que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça. Mais de 12 mil americanos com o diagnóstico de enxaqueca foram estudados; 80% do sexo feminino. Aqueles que apresentavam mais de 15 crises mensais tinham problemas generalizados como depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite, asma, hipertensão, diabetes, obesidade e maior risco de doença coronariana e derrame.
Fator hereditariedade
Hereditário são os hábitos. Pesquisa feita na Universidade de Stanford, EUA, concluiu que os hábitos de vida tem um pso de 53% ou seja, o triplo do que fatores hereditários.
Algumas dicas de saúde
Se você não trabalha, não estuda e não dá aulas à noite, durma cedo. A noite se destina a recuperação do sistema nervoso. Se programe, para não aniquilar seus neurônios. Mas, se você trabalha à noite, ao chegar em casa, só uma coisa é imprescindível: dormir o quanto antes e se possível sem horário para despertar, mesmo que seja para comer. A refeição pode e deve esperar a recuperação do sistema nervoso.

3370 – Cientistas descobrem genes relacionados a enxaquecas


Cientistas descobriram um trio de genes vinculado a enxaquecas, incluindo um relacionado exclusivamente a mulheres, segundo estudo publicado na revista britânica “Nature Genetics”.
As enxaquecas são dores de cabeça intensas –às vezes com uma “aura” na qual os pacientes têm a impressão de olhar através de um vidro embaçado– e que afetam cerca de 20% da população.
Os cientistas descrevem a condição, que é três a quatro vezes mais comum entre as mulheres, como uma desordem cerebral em que os neurônios ou células cerebrais respondem de forma anormal a estímulos.
A causa exata é desconhecida, mas se acredita que fatores hereditários tenham um papel significativo.
Para ter acesso ao componente genético, Markus Schuerks, do Hospital Brigham para Mulheres, em Boston (EAU), coordenou uma varredura internacional de genomas com 23.230 mulheres, das quais 5.122 sofriam de enxaqueca.
Os chamados estudos de associação genômica comparam diferenças entre indivíduos nos cerca de 3 bilhões de pares dos blocos de construção molecular encontrados no código genético humano.
O estudo é o maior do tipo feito até agora. Ele descobriu variações em três genes que apareceram mais frequentemente em pacientes com enxaqueca.
Dois deles, conhecidos como PRDM16 e TRPM8, eram específicos de enxaquecas, e contrários a outros tipos de dores de cabeça.
Além disso, o TRPM8 se vinculava a enxaquecas unicamente em mulheres. Estudos anteriores demonstraram que o mesmo tipo de gene contém o “marcador” genético de um sensor de dor, tanto em homens quanto em mulheres.
O terceiro gene suspeito, o LRP1, está vinculado com a percepção do mundo exterior e em trajetos químicos dentro do cérebro.
“O cérebro de uma pessoa com enxaqueca responde de forma diferente a alguns estímulos, suas células nervosas ‘conversam’ de forma diferente do que os demais”, explicou Shuerks por e-mail.
“Muitos neurotransmissores participam desta conversa cruzada e alguns parecem ter um papel especial nas enxaquecas. O LRP1 interage com alguns destes caminhos de neurotransmissores e, portanto, podem modular as respostas nervosas que promovem ou suprimem as crises de enxaqueca”, acrescentou.
Nenhuma das variedades genéticas apareceu vinculada especificamente a enxaquecas com ou sem auras.
As descobertas, publicadas na revista “Nature Genetics”, foram replicadas em dois estudos com populações menores –um na Holanda e outro na Alemanha– e em um grupo clínico acompanhado pelo International Headache Genetics Consortium.
“A herança de qualquer uma das variedades genéticas altera os riscos de enxaqueca em 10% a 15%”, disse Schuerks.
A influência destes genes provavelmente não é grande o suficiente para ser imediatamente usado como uma ferramenta de diagnóstico. Mas o resultado “é um avanço na compreensão da biologia da enxaqueca”.