13.627 – Envelhecimento da população acelera e cresce 16% em 4 anos no país


Segundo dados da Pnad Contínua, o número de pessoas com 60 anos ou mais aumentou de 25.486 milhões em 2012 para 29.566 milhões em 2017, e o de crianças (entre 0 a 13 anos) de 69.293 milhões em 2012 e para 64.619 milhões.
Em termos de parcela da população, enquanto em 2012 as crianças dessa faixa etária representavam 34% do total de moradores do país, em 2016 eram menos de um terço (31%). Enquanto isso, os idosos passaram a representar, em 2016, 14,4% do total da população. Quatro anos antes eram 12,8%. Em 2016, a população brasileira total foi estimada em 205.511 milhões de pessoas, alta de 3,44% em relação a quatro anos antes, quando somava 198,66 milhões.
O governo, no entanto, reconhece a dificuldade em aprovar a reforma da Previdência, mas confia que a desidratação da proposta abre uma nova chance. Mas a avaliação é de que as mudanças no sistema de aposentadoria do Brasil continuam sob risco de serem adiadas para 2019.
As mudanças propostas na reforma da Previdência não serão suficientes, por exemplo, para equacionar as contas públicas estaduais, especialmente as do Rio de Janeiro.
Para especialistas, novos ajustes terão de ser feitos após 2019, incluindo a possibilidade de elevação da alíquota de contribuição dos servidores.
Apesar de a tendência de envelhecimento da população ser nacional, as regiões Norte e Nordeste têm um perfil ainda mais jovem. Na região Norte, quase 20% (19,7%) da população têm entre 10 e 19 anos, taxa que é de 17,5% no Nordeste e de 15,9% na média nacional. Já a população acima dos 60 anos responde por 14,4% no país, mas 9,2% no Norte e 16% no Sudeste, segundos os dados do IBGE.
— A região Norte tem uma estrutura etária mais jovem que as demais. No Norte e Nordeste, os grupos etários mais jovens são mais frequentes.
Ainda segundo o documento, a população masculina apresentou, em 2016, padrão mais jovem do que a feminina: na faixa etária até 24 anos, os homens totalizavam, em 2016, 18,7% (20% em 2012), enquanto as mulheres, 17,9% (19,5% em 2012). Por outro lado, os homens de 60 anos ou mais de idade correspondiam a 6,3% em 2016 (5,7% em 2012), e as mulheres dessa faixa etária 8,1% (7,2% em 2012).

 

Fonte: O Globo 

12.952 – Longevidade – Europeus vivem cada vez mais, mas nem sempre com boa saúde


envelhecimento
A proporção de pessoas com mais de 65 anos na UE passou de menos de 10% em 1960 para cerca de 20% em 2015, e pode chegar a 30% em 2060, de acordo com as projeções.
Em 18 estados do bloco (só um deles do leste, a Eslovênia), a esperança de vida é de mais de 80 anos. Porém, isso nem sempre é sinal de boa saúde, visto que na UE há cerca de 50 milhões de pessoas com doenças crônicas, indica o relatório.
Além disso, cerca de meio milhão de europeus em idade ativa morrem a cada ano por doenças crônicas, o que gera cerca de 115 bilhões de euros em gastos públicos.
A UE também destina 1,7% do seu PIB por ano a ajudas para as pessoas com incapacidade laboral ou que estejam de licença, um montante maior que o dos subsídios ao desemprego.
O comissário europeu de Saúde, Vytenis Andriukaitis, citado em um comunicado, lamentou que “um grande número de pessoas morram a cada ano por doenças evitáveis relacionadas com fatores de risco como o tabaco ou a obesidade”.
Na UE, uma entre cada cinco pessoas é fumante, e 16% dos adultos são obesos, em comparação com 11% em 2000.
A obesidade, junto ao consumo excessivo de álcool, são problemas “cada vez maiores” em muitos países da UE, a região onde mais se consome álcool no mundo, indica o relatório.
Os gastos de saúde na UE representaram 9,9% do PIB em 2015, em comparação com 8,7% em 2005.

12.205 – Sociedade – Atenção e carinho para os idosos


Os números são taxativos e bem conhecidos: a proporção de pessoas idosas, em muitos países, está crescendo rapidamente e a parcela dos que tomam antidepressivos, especialmente depois dos 60 anos, também está subindo, ano a ano. A novidade é que os remédios já não estão ajudando a melhorar a situação. Uma pesquisa realizada pela médica americana Cheryl Dellasega, da Universidade do Estado da Pensilvânia, concluiu que os antidepressivos diminuem a capacidade de argumentação, dificultam os cálculos mais simples e atrapalham a memória de homens e mulheres acima dos 80 anos. A avaliação durou três anos e foi feita com 351 cidadãos suecos. Esse resultado só reforça a necessidade de se dar mais atenção aos familiares que envelhecem. De acordo com psicóloga Silvia Martinelli Deroualle, da Universidade de São Paulo, já é um grande avanço ouvi-los sempre que possível, levá-los com regularidade a pequenas reuniões e demonstrar carinho por eles o tempo todo. “Eles precisam se sentir amados e requisitados”, diz Silvia. Também produz um efeito excelente incentivá-los a aprender e a executar qualquer atividade que force o uso da memória.

11.099 – Projeções – Se os velhos fossem a maioria


envelhecimento

Ao lado de matemática, física e português, envelhecimento seria uma das nossas disciplinas escolares. E essa não é nem a diferença mais radical num mundo em que a maior parte das pessoas têm mais de 60 anos. “Tudo terá de ser transformado à medida que a sociedade envelhecer”, escreveu o jornalista alemão Frank Schirrmacher em A Revolução dos Idosos, que busca nos alertar para o inevitável processo de envelhecimento mundial. Segundo a ONU, os idosos vão passar de 606 milhões para 1, 97 bilhão em 2050. E, para Schirrmacher, o choque provocado por essa mudança será comparável ao de uma guerra mundial.
O mercado de trabalho, por exemplo, deve sofrer transformações drásticas. “A noção de aposentadoria compulsória a uma determinada idade ficaria obsoleta numa sociedade muito envelhecida”, diz o médico brasileiro Alexandre Kalache, que coordena o Programa de Envelhecimento da Organização Mundial da Saúde, em Genebra. Afinal, não há economia que resista a 51% da população economicamente inativa. A solução seria mudar as cargas de trabalho e horário.
E apesar de a velhice trazer dificuldades físicas inevitáveis (perda de sentidos e de massa muscular e óssea), um mundo com a maioria de velhos não quer dizer um mundo doente. Um estudo de 2001 da Duke University, nos EUA, chegou à conclusão de que o risco de algumas doenças (entre elas, câncer, hipertensão e arteriosclerose) diminui com o tempo. “O metabolismo do idoso fica mais lento, as células passam a trabalhar e a se reproduzir menos e isso dificulta o progresso de enfermidades crônicas”, diz Svetlana V. Ukraintseva, coordenadora da pesquisa. Conheça outras mudanças que veríamos se os velhos se tornassem maioria.

Possíveis Classificados
EMPREGOS
Procura-se engenheiro com mais de 40 anos de experiência.
• “Hoje, ser velho é a experiência de uma minoria”, escreveu Frank Schirrmacher. E, como sempre, as qualidades da maioria é que são valorizadas. Criatividade e flexibilidade são moedas da juventude e, por isso, tornaram-se pré-requisitos no mercado de trabalho. Se envelhecermos, isso tende a mudar.
Vaga para consultor financeiro. Carga de 20 horas semanais.
• “As pessoas irão, progressivamente, trabalhar menos e em tarefas fisicamente menos exigentes”, diz Alexandre Kalache, da OMS. Aos jovens – e às máquinas – restaria o trabalho braçal.
Vende-se carro. Retrovisores com lentes de aumento.
• Produtos especiais para velhos seriam comuns. “Já temos tecnologia para isso. O que falta é investidores”, diz Joseph Couhlin, diretor do AgeLab, um laboratório do MIT que pesquisa produtos para idosos. Como falta de investidores costuma estar ligada à falta de demanda, a situação tenderia a mudar se os velhos fossem maioria.
Vendo computador g-23, com comando de voz.
• Os jovens de hoje adoram aparelhos eletrônicos e não se assustam diante das novidades. Schirrmacher acredita que, em 2050, quando envelhecerem, eles estarão acostumados a se adaptar às novas tecnologias – e não a ser ultrapassados por elas, como acontece com nossos pais e avós.
Fazemos sua festa de 100 anos.
• A expectativa de vida em 1900 era de 50 anos. 100 anos depois, pulou para 79. E a tendência é que ela aumente cada vez mais. As projeções da ONU dizem que, em 2050, o número de pessoas com mais de 100 anos de idade será 16 vezes maior do que é hoje.
Viaje nas férias. grupos especiais para homens e mulheres da quinta e sexta idades.
• Hoje, velhos são vistos como um grupo homogêneo: qualquer pessoa com mais de 60 anos entra na categoria terceira idade. Se esse grupo se tornar maioria, será preciso estabalecer divisões dentro dele. “Peritos em marketing já fazem diferença entre idosos da primeira, segunda, terceira e quarta idades”, escreveu Schirrmacher.
PRODUTOS
Está se sentindo sozinho? Vendemos e alugamos netos virtuais.
• “Para manter os níveis populacionais é preciso uma taxa de fecundidade de 2,2 filhos por mulher. Hoje o número é de 1,4”, escreveu Schirrmacher. A conseqüência será uma sociedade de vovôs, mas sem netos. “Um dos cenários prováveis é a substituição da família pela internet.”
SERVIÇOS
Escola Velhice Ativa. Aceitamos alunos a partir dos 5 anos.
• “Começaríamos a nos preocupar com a velhice desde muito cedo”, diz o médico Alexandre Kalache. “Tomaremos precauções para manter nossa força muscular, capacidade respiratória e funções cardiovasculares. Quanto maior for o capital de saúde que pudermos armazenar, melhor.”
CONCURSOS
Miss 80. Inscreva-se já!
• Nossa sociedade exalta imagens da juventude porque o envelhecimento é um tabu. “Pessoas mais velhas só aparecem na televisão como pacientes de hospitais ou tomando remédios”, diz Schirrmacher. Essa aversão à figura dos velhos tende a desaparecer se eles se tornarem maioria.

10.199 – Expectativa de vida aumentou em média 6 anos no mundo


A expectativa de vida no mundo aumentou em média seis anos entre 1990 e 2012, de acordo com o relatório anual de estatísticas divulgado na quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para mulheres que nasceram em 2012, a expectativa de vida passou a 73 anos, enquanto que para os homens chegou a 68 anos.
Os dados mostram que, em todo o planeta, as mulheres vivem mais que os homens — a diferença é de seis anos nos países ricos e três anos nos países pobres. Além disso, os países pobres registraram um aumento mais expressivo na expectativa de vida, em média nove anos.
A maior evolução aconteceu na Libéria, na África, onde a expectativa passou de 42 anos em 1990 para 62 anos em 2012. Em seguida aparecem Etiópia, também na África, com um aumento de 45 anos para 64 anos, Maldivas, na Ásia, que passou de 58 anos para 77 anos, Camboja, que aumentou dos 54 anos para os 72 anos, Timor-Leste, que foi dos 50 anos para os 66 anos e Ruanda, onde a expectativa aumentou dos 48 anos para os 65 anos.
“Uma das principais razões que explica por que a expectativa de vida aumentou tanto é o fato de que morrem menos crianças antes dos cinco anos”, afirmou Margareth Chan, diretora-geral da OMS, no comunicado divulgado pelo organismo.
Em um país rico, um garoto nascido em 2012 deve viver pelo menos até os 76 anos, 16 anos a mais que um menino nascido no mesmo ano em um país pobre. Para as garotas, a diferença é ainda maior: se ela nascer em um país rico, a expectativa é que viva até os 82 anos, enquanto que em um país pobre deve viver até os 63 anos.
O lugar em que as mulheres vivem mais é o Japão – 87 anos. Em seguida vêm Espanha, Suíça, Cingapura e Itália, onde costumam viver até os 85 anos. Já os homens vivem mais na Islândia, até os 81 anos, e na Suíça, Austrália, Israel e Cingapura, onde a expectativa chega aos 80 anos. “Nos países ricos, grande parte do ganho na expectativa de vida é devido ao sucesso ao combate de doenças crônicas. Menos homens e mulheres estão morrendo antes de chegarem aos 60 anos por doenças cardíacas e infarto”, afirmou o médico Ties Boerma, diretor do serviço de estatísticas de saúde da OMS.
De acordo com as informações do relatório, as causas mais importantes de morte prematura são doenças coronárias, infecções respiratórias do trato inferior, como pneumonias, e acidentes vasculares cerebrais. O organismo também citou a obesidade infantil e os dados de tuberculose multirresistente como fatores de risco para a morte prematura.

9374 – Estimativa Saúde – País deverá ter 576.580 novos casos de câncer em 2014


O estudo é feito pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) com base nos registros de casos e mortalidade por câncer. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de desenhar o cenário da doença no país e permitir ajustes nas políticas públicas.
A estimativa anterior, divulgada em 2011, apontava para a potencial ocorrência de 519 mil casos em 2012 –os dados de quantos ocorreram, de fato, não estão consolidados.
Do total de casos esperados, 182 mil são de tumor de pele não melanoma, o mais frequente entre homens e mulheres e com evolução geralmente bem menos grave que os demais tipos.
Excetuando-se o tumor de pele não melanoma, entre as mulheres, o câncer mais frequente esperado continua sendo o de mama (20,8%) –apenas no Norte, o câncer de colo do útero lidera entre os casos esperados. De acordo com Cláudio Noronha, coordenador de prevenção e vigilância do Inca mantém-se a tendência de alta do câncer de mama pelo envelhecimento da população.
Diferentemente dos estudos anteriores, o levantamento de 2013 indica que, ainda entre as mulheres, o câncer de cólon e reto vai ultrapassar o do colo do útero e assumir a segunda posição entre os mais frequentes. Assim, estima-se que o de cólon e reto represente 6,4% dos casos entre as mulheres, e o de colo do útero, 5,7%.
“Decidimos criar uma reunião com o comitê de especialistas para ver se não está na hora de o Brasil adotar medidas de rastreamento mais precoce do intestino baixo. A maior parte dos países não tem medidas como essa, iremos discutir com especialistas a possibilidade ou não de o Brasil adotar medidas de rastreamento e campanhas específicas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Saúde).
Segundo Noronha, alguns países, como Inglaterra e Finlândia, adotam o rastreamento precoce do câncer. Uma das maneiras, diz, é pela realização de um exame que busca sangue nas fezes. A partir dele, porém, é necessário realizar exames mais complexos, como a colonoscopia.
Questionado sobre a capacidade de a rede pública realizar esses exames amplamente, Noronha diz que será necessário investimento. “Tem que discutir se temos infraestrutura, precisaremos de treinamento.”
Entre os homens, excetuando-se o tumor de pele não melanoma, o câncer de próstata continua no topo do ranking (22,8%), com tendência de alta também pelo envelhecimento da população, segundo o Inca. Em seguida, vem o câncer de traqueia, brônquio e pulmão (5,4%) e o de cólon e reto (5%).
“O câncer cresce no Brasil seguindo uma tendência internacional, fortemente influenciado pelo envelhecimento da população. Outros fatores de risco também são importantes, o principal deles é o tabagismo”, explicou o representante do Inca.

8959 – Biologia & Genética – Mudar o estilo de vida pode reverter envelhecimento celular


telômero

Os pesquisadores sabem há bastante tempo que mudanças no estilo de vida — como a adoção de dietas e a prática de exercícios físicos — podem melhorar a saúde de um indivíduo, prevenindo problemas cardíacos e aumentando sua expectativa de vida. Uma pesquisa publicada na revista The Lancet Oncology nesta terça-feira mostra, pela primeira vez, que essas mesmas mudanças também podem impedir, e até reverter, o envelhecimento das próprias células do indivíduo — e do DNA em seu interior.
Os telômeros são estruturas de proteína localizados no final de cada cromossomo. Eles fornecem uma proteção semelhante à presente nas pontas dos cadarços. Eles costumam envolver as extremidades do DNA, ajudando a mantê-lo estável e impedindo seu desgaste. No entanto, conforme as células se dividem, os telômeros se tornam mais curtos e mais frágeis. Assim, com o passar do tempo, eles se tornam menos capazes de proteger os cromossomos e podem ser usados como uma espécie de indicador da idade das células.
Os pesquisadores já sabem que comprimentos menores dos telômeros estão associados a um risco maior de morte prematura e doenças relacionadas com a idade, incluindo muitas formas de câncer — como o de mama, próstata, pulmão e colorretal —, doenças cardiovasculares, demência, AVC, osteoporose e diabetes.
Em seu estudo, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram se mudanças no estilo de vida poderiam ter influência direta no próprio tamanho dos telômeros e não só na saúde geral do corpo. Para isso, analisaram o DNA de um pequeno grupo de homens diagnosticados com câncer de próstata de baixo risco, e que não tinham sido submetidos a tratamentos convencionais como cirurgia ou radioterapia.
Dez desses homens foram selecionados para passar por um tratamento que incluía uma mudança completa em seu estilo de vida, incluindo a adoção de uma dieta vegetariana, um regime de exercícios físicos moderados, a prática de técnicas de gerenciamento de stress — como meditação e ioga — e uma maior proximidade com família e amigos. Outros 25 homens serviram como um grupo de controle, e não passaram por nenhum tipo de tratamento.
Os cientistas mediram o comprimento dos telômeros de todos os participantes antes do início do estudo e após cinco anos. Como resultado, descobriram que os indivíduos que não passaram por nenhum tratamento apresentaram um leve envelhecimento no nível celular, com o comprimento de seus telômeros diminuindo 3%. Já os voluntários que adotaram mudanças abrangentes em seu estilo de vida rejuvenesceram — seus telômeros aumentaram, em média, 10%.
Além disso, o estudo mostrou que existe uma relação significativa entre o grau com que os indivíduos adotaram o novo estilo de vida e a alteração em seus telômeros: quanto mais os participantes assumiram os novos comportamentos, mais seus telômeros aumentaram de tamanho. Mostraram assim que essas mudanças podem, sim, reverter o envelhecimento das células. “Se confirmarmos esses resultados em estudos de grande escala, vamos ser capazes de provar que mudanças globais no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e mortalidade prematura”, diz Dean Ornish, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e autor do estudo.

Glossário:
TELÔMEROS
São as ‘tampas’ das extremidades do cromossomo, uma forma de proteção similar à presente nas pontas de um cadarço de tênis. Sempre que um cromossomo é replicado para a divisão celular, os telômeros encurtam. Esse encurtamento tem sido visto por diversos cientistas como um marcador biológico do envelhecimento, o relógio que marca a duração da vida de uma pessoa e sua condição de saúde.

8072 – Sociedade – Um Brasil Grisalho


Em 1960 vivia-se em média 52 anos. Hoje a expectativa de vida está em torno dos 70 anos. Contudo, os velhos brasileiros chegam exauridos na 3ª idade e em geral pobres, tendo como única fonte de renda as minguadas pensões. Alguns tentam voltar ao mercado de trabalho, mas esbarram em portas fechadas pelo preconceito.
A população brasileira envelheceu rapidamente nos últimos anos, hoje a probabilidade de vida é de 67/68 anos, e deverá atingir 74 anos em 2020, esperança de vida atual dos países desenvolvidos. E analisando a população brasileira, através de vários dados, é que chegamos à conclusão de que estamos nos tornando um país jovem de cabelos esbranquiçados. Todas as estatísticas demográficas do IBGE apontam para um contingente de aproximadamente 32 milhões de idosos no Brasil, por volta do ano 2025.
Os cidadãos da terceira idade, que muito contribuíram para a história do país,não podem ser relegados a segundo plano e nem serem considerados improdutivos. Devem ser aceitos e auxiliados por profissionais qualificados em recuperar e aprimorar habilidades gerais, capacidade de se relacionar, competência em variadas funções , enfim, contribuir para o bem-estar desses cidadãos em seu envelhecimento e a partir daí, leva-los a redescobrir suas possibilidades, investir em novos desafios, permitir-se a momentos de prazer, de alegria e de espontaneidade, afinal, só tornam-se idosos os preferidos pela vida.
Estes cidadãos estão na feliz idade de iniciar novos caminhos, novas conquistas, compartilhar experiências dos caminhos já percorridos. Os caminhos continuam, porém há um novo brilho de novas possibilidades, novas amizades, e novos e felizes momentos. É mais uma etapa da vida a ser cumprida, sem medos ou receios, buscando nos novos momentos os encantos e as maravilhas de haver vivido, adicionando mais vida à nova idade.

Os cidadãos da terceira idade são pessoas ricas em sabedoria, em conhecimento da vida, em amor que deram aos filhos, em abstenção a muitos prazeres em troca da doação. Eu me lembro de meu pai, que pedia à mamãe, virar os colarinhos já gastos de sua camisa para aproveitá-la mais e assim economizar para poder enfrentar as despesas da família e não faltar nada aos seus filhos. Hoje, relembrando aquele passado, reconheço o sacrifício que faziam para nos dar educação. É preciso olhar para trás e mais ainda para adiante. Os idosos precisam de toda a nossa solidariedade, apoio, proteção, diálogo e amor.
Um testamento de um idoso :
Não deixo bens, pois ao plantar sementes o solo árido as destruiu.
Não colhi frutos, pois o frio matou a plantação, e minhas mãos calejadas pelo trabalho ficaram vazias.
Deixo apenas os meus olhos, pois quando jovem eram muito bonitos, e por isso ainda são bastante expressivos. Leve-os e doe-os a alguém que poderá enxergar através dos meus sonhos.
Mas, o coração… Deixem-no enterrado em um lugar desconhecido. Não importa o lugar, nem o espaço, pois lá brotarão flores e voarão muitas borboletas coloridas, que representarão a extensão do meu amor pela vida e a confiança de que não vivi em vão, pois pintei na tela da minha vida as várias nuances do amor.