13.885 – Elementos Químicos


quimica
1789 foi o ano em que o químico Antoine Lavoisier ensaiou a primeira formação de uma tabela com 33 elementos químicos conhecidos, dividindo-a em categorias. A partir daí, a famosa tabela periódica só foi ficando mais sofisticada, organizada e maior. Atualmente, os 118 elementos químicos são sistematicamente ordenados de acordo com seus números atômicos, camadas eletrônicas, número de elétrons na camada de valência (camada mais externa) e propriedades físicas. Bom, entre os metais, semimetais, não metais e novos elementos que nem puderam ser bem classificados ainda, destacam-se alguns casos muito interessantes.
O elemento mais abundante do universo – compõe 75% de sua matéria – é o átomo mais simples existente, com número atômico 1 e massa atômica de aproximadamente 1,00 U. Apesar de sua abundância, o hidrogênio em seu estado natural é muito raro na atmosfera da Terra, por causa de sua baixa densidade (a menor entre todos os elementos conhecidos), a qual permite que ele facilmente escape do campo gravitacional do planeta.
Nas condições normais de temperatura e pressão da Terra, este elemento existe como gás diatômico, o H2, e na forma de compostos químicos como hidrocarbonetos e água. O hidrogênio não se enquadra perfeitamente em nenhum grupo da tabela periódica e seu isótopo de maior ocorrência é formado por um único próton, um elétron orbitando à sua volta e nenhum nêutron. O mais incrível em relação a este elemento talvez seja sua importância para a formação das estrelas e como principal combustível no ciclo de fusão nuclear das mesmas, sendo, portanto, primordial na fabricação de outros elementos, a começar pelo Hélio.

9877 – Qual é o elemento químico mais perigoso?


A periculosidade dos elementos químicos depende de vários fatores. “Alguns elementos podem ter uma toxicidade alta e oferecer um risco baixo em função das condições da exposição”, diz Elizabeth Nascimento, toxicologista da USP. É o caso do plutônio, considerado pelo Guinness o elemento mais perigoso por poder ser usado em bombas atômicas. Mas ele é raríssimo na natureza – é pouco provável que você o encontre por aí. Outros critérios que influenciam o grau de perigo são dose, concentração, solubilidade, tamanho, forma de contato, tempo e freqüência da exposição e até mesmo a sensibilidade de cada pessoa à substância. :

Sódio, potássio, cálcio e magnésio são essenciais para o corpo, mas uma só gota de potássio na corrente sanguínea mata em segundos. Ele acaba com a diferença de carga elétrica que existe entre as partes interna e externa das células, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos. Isso impede a contração muscular e o coração pára de bater.
O grupo dos metais tem venenos como o arsênio e elementos que intoxicam por acumulação. Nosso corpo não consegue excretar sais de mercúrio, cádmio, cromo, manganês e chumbo que ingerimos pela água ou pela respiração. Aí, eles vão se acumulando e podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, renais e até matar.
Na turma do fundão da tabela, muitos elementos dos grupos de lantanídeos e actinídeos são radioativos: seu núcleo emite ondas de energia que atravessam nossa pele e atrapalham o funcionamento das células, causando câncer. Nesse grupo se encontram vilões famosos, como o urânio das usinas nucleares e o plutônio das bombas atômicas.
O grupo dos halogênios inclui flúor e cloro, que, diluídos a menos de 1% na pasta de dentes e na água, nos protegem de bactérias. Mas algumas baforadas de ar com cloro a 0,1% são fatais. No pulmão, os elementos desse grupo reagem com água e formam ácidos fortes, que corroem tudo. O gás mostarda, usado na Primeira Guerra Mundial, era puro gás cloro.

8083 – Planeta Terra – As nuvens existem desde a origem da Terra?


O planeta era tão quente quando surgiu, há 5 bilhões de anos, que tudo o que estava ao redor dele permanecia no estado de vapor. Era impossível ter algo na forma líquida, como as gotículas que constituem as nuvens. As primeiras apareceram por volta de 2 a 3 bilhões de anos atrás e tinham uma composição bem diferente da que conhecemos hoje. Nelas não havia apenas água, pois muitos tipos de gases ainda permaneciam suspensos no ar. “Assim, as primeiras chuvas que lavaram o nosso planeta eram formadas pela mistura de vários elementos químicos”, explica Maria Assunção Faus da Silva Dias, meteorologista da Universidade de São Paulo. E, como as nuvens eram muito carregadas, não tinha chuvisco, caíam sempre tempestades. Essas, aos poucos, foram criando os rios e os oceanos.
As nuvens só apareceram 3 bilhões de anos depois da formação do planeta.
Entre 5 e 3 bilhões de anos atrás, a Terra ainda estava muito quente, o que impedia os gases suspensos no ar de se transformar em líquido.
Conforme foi esfriando, entre 3 e 2 bilhões de anos atrás, as primeiras nuvens surgiram. Além de água, tinham metano, amônia, hidrogênio, hélio e gás carbônico. Eram carregadas.
Bem mais leves, as nuvens atuais são compostas de gotículas de água e impurezas encontradas no ar, como poluição e poeira.

5209 – Satélite mapeia nuvem de gás onde está o Sistema Solar


Folha Ciência

Um observatório espacial que já deveria estar aposentado conseguiu colher informação suficiente para fazer o primeiro mapa da nuvem de gás interestelar onde o Sistema Solar se localiza.
As novas imagens, obtidas pelo satélite Ibex, sugerem que a composição química do lugar onde vivemos na galáxia tem algo de especial.
“O que nós estamos conseguindo enxergar é realmente matéria alienígena, aquela a partir da qual o Sol e tudo o mais se formou aqui na Via Láctea”, disse David McComas, cientista-chefe do projeto, ao apresentar os dados ontem na sede da Nasa, em Washington.
O mapa que o cientista exibiu mostra o Sol localizado na borda da nuvem local de gás e apresenta com mais precisão seu movimento dentro da galáxia.
À medida que o Sistema Solar trafega pela Via Láctea, partículas vão colidindo com a Terra e outros objetos próximos ao Sol, e essa é a única maneira de investigar o material que circunda nossa vizinhança planetária.
O Ibex é capaz de capturar essas partículas, porque tem um detector sensível a átomos eletricamente neutros. Acredita-se que a maior parte das partículas que residem no material interestelar tenham carga elétrica, mas elas acabam expulsas pelo vento solar –os prótons e elétrons livres emitidos pelo próprio Sol– ou formando novos átomos neutros ao colidir com ele.
Em uma série de estudos publicados ontem na revista “Astrophysics Journal”, os cientistas mostram como diferentes elementos químicos se distribuem na nossa região da galáxia. Uma descoberta particularmente interessante foi a de que o Sistema Solar possui mais átomos de oxigênio do que a nuvem que o abriga.
Os cientistas concluíram isso ao comparar a proporção de oxigênio em relação ao gás neônio nas amostras obtidas.
Outra descoberta importante da Ibex apresentada pelos cientistas é que o Sistema Solar não está viajando pela galáxia a uma velocidade tão grande quanto se achava.
Uma outra sonda que tentou fazer essa medida, a Ulysses, havia estimado que o Sol trafega pela galáxia a 95 mil km/h. A Ibex fez medidas mais precisas e concluiu que essa velocidade é na verdade de 84 mil km/h.
A correção não parece grande coisa, mas ela ajuda os cientistas a entenderem melhor como o vento solar interage com a matéria intergaláctica. Se a velocidade de deslocamento do Sol fosse de fato a estimada pela Ulysses, a pressão da matéria intergaláctica criaria mais “rasgos” nas lufadas de vento solar, fazendo com que 20% mais partículas carregadas –os nocivos raios cósmicos– entrassem no Sistema Solar.
A quantidade relativamente baixa de raios cósmicos que atinge a Terra é, aliás, um dos motivos pelos quais a vida pode florescer aqui há 3,8 bilhões de anos.

4972 – Como é feita a reciclagem das baterias de telefones celulares?


O primeiro passo é moê-las para que o plástico seja separado dos elementos químicos. As baterias possuem um amontoado de pequenas pilhas, feitas de elementos como o níquel, o lítio e o cádmio, todos tóxicos. Depois da moagem, o plástico é derretido para ser reciclado e as células passam por diferentes processos, que dependem da composição de cada uma. O níquel é fundido com cromo e ferro, criando uma liga que pode ser usada na produção do aço; o cádmio pode ser reutilizado em novas baterias; e o lítio é misturado com outras substâncias que o tornam inócuo.
No Brasil, as normas para a reciclagem só foram publicadas em junho deste ano pelo Ministério do Meio Ambiente. Por isso, nem todos os usuários sabem o que fazer com as baterias velhas. Até junho de 2000, no entanto, a situação vai mudar. Esse é o limite para que todas as embalagens de celulares tragam, obrigatoriamente, instruções sobre o cuidado que se deve ter ao descartar a bateria. Até lá, os fabricantes terão de preparar sistemas de coleta e tratamento dos resíduos tóxicos. Enquanto isso, o melhor que você tem a fazer é não mandar as baterias usadas para o lixo e já começar a enviá-las para a empresa que as produziu.