13.633 – Planeta Terra, a Biosfera Perfeita


biosfera
Os ecossistemas são sistemas dinâmicos resultantes da interdependência entre os fatores físicos do meio ambiente e os seres vivos que o habitam. Os nutrientes, a água, o ar, os gases, a energia disponível e as substâncias orgânicas e inorgânicas num ambiente constituem a parte abiótica (não viva) de um ecossistema. O conjunto de seres vivos é chamado de biota e é composto de três categorias de organismos: as plantas, os animais e os decompositores – microrganismos que decompõem plantas e animais e os transformam em componentes simples, reciclados.
Uma floresta, um rio, um lago ou um simples jardim são exemplos de ecossistemas. Eles se misturam e interagem. Os ecossistemas podem, também, ser subdivididos em pequenas unidades bióticas, conhecidas como comunidades biológicas. Elas são formadas por duas ou mais populações de espécies que interagem e são interdependentes – como o conjunto da fora e da fauna de um lago.
Já o termo habitat se refere a um ambiente ou ecossistema que oferece condições especialmente favoráveis à sobrevivência de certa espécie. Por exemplo, o cerrado é o habitat do lobo-guará. Um ecossistema pode ser o habitat de diversas espécies para as quais oferece alimento, água, abrigo, entre outras condições essenciais à reprodução da vida.

Biomas
Os grandes conjuntos relativamente homogêneos de ecossistemas são chamados de biomas. O termo bioma designa as comunidades de organismos estáveis, desenvolvidas e bem adaptadas às condições ambientais de uma grande região – pense na Floresta Amazônica ou na tundra ártica. Na Geografia, o estudo dos biomas tem como um dos focos principais a vegetação, elemento que se destaca na paisagem.

Biosfera
A biosfera ou “esfera da vida” é o conjunto de todos os biomas do planeta. Ela faz referência a todas as formas de vida da Terra em escala global – dos reinos monera, protista, animal, vegetal e dos fungos – em conjunto com os fatores não vivos que as sustentam. A biosfera abrange desde as profundezas dos oceanos, que atingem cerca de 11 mil metros, até o limite da troposfera, camada inferior da atmosfera, que atinge uma altitude de cerca de 12 mil metros. Entre os seres vivos, os humanos são os que possuem a maior capacidade de intervenção (positiva e negativa) no equilíbrio das diversas formas de vida que constituem a biosfera.

O QUE ISSO TEM A VER COM BIOLOGIA
Veja abaixo uma descrição resumida dos cinco reinos da natureza:
Reino Monera: organismos unicelulares procariontes, como bactérias e cianobactérias
Reino Protista: seres unicelulares eucariontes, como algas, protozoários e amebas
Reino dos Fungos: seres eucariontes, unicelulares e pluricelulares, como mofos, bolores, cogumelos e leveduras
Reino Vegetal: seres pluricelulares autótrofos, com células revestidas de uma parede de celulose, como briófitas (musgos), pteridófitas (samambaias), gimnospermas (pinheiros) e angiospermas (plantas com flores e frutos)
Reino Animal: organismos pluricelulares e heterótrofos, que inclui os vertebrados (um subfilo dos cordados, que abrange animais com esqueleto interno, coluna vertebral, cérebro e medula espinhal) e os invertebrados (animais sem coluna vertebral nem cérebro)
Biodiversidade
O termo biodiversidade abarca toda a variedade das formas de vida (animais, vegetais e microrganismos), espécies e ecossistemas, em uma região ou em todo o planeta. É uma riqueza tão grande que se ignora o número de espécies vegetais e animais existentes no mundo. A estimativa é de que haja cerca de 14 milhões, mas até agora somente 1,7 milhão foi classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A biodiversidade garante o equilíbrio dos ecossistemas e, por tabela, do planeta todo. Por isso, qualquer dano provocado a ela não afeta somente as espécies que habitam determinado local, mas toda uma fina rede de relações entre os seres e o meio em que vivem.
A principal ameaça à biodiversidade do planeta é justamente a ação humana. De acordo a World Wildlife Fund, uma das ONGs ambientalistas mais ativas no mundo, em menos de 40 anos o planeta perdeu 30% de sua biodiversidade, sendo que os países tropicais tiveram uma queda de 60% nesse período.
PEGADA ECOLÓGICA
Segundo a organização não governamental World Wildlife Fund, o homem está consumindo 30% a mais dos recursos naturais que a Terra pode oferecer. Se continuarmos nesse ritmo predatório de exploração dos recursos naturais, em 2030 a demanda atingirá os 100%, ou seja, precisaremos de dois planetas para sustentar o mundo.
A pressão das atividades humanas sobre os ecossistemas é medida pela pegada ecológica. Ela nos mostra se o nosso estilo de vida está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer seus recursos naturais, de renová-los e de absorver os resíduos produzidos pela atividade humana.
O índice, apresentado em hectares globais, representa a superfície ocupada por terras cultivadas, pastagens, florestas, áreas de pesca ou edificadas. Em tese, a sustentabilidade do planeta estaria garantida se cada pessoa no mundo utilizasse 1,8 hectare de área (quase dois campos de futebol). O problema é que essa média é de cerca de 2,7 hectares. Nos países desenvolvidos, esse número é ainda maior – o índice dos Estados Unidos, por exemplo, é de 8 hectares por pessoa. O Brasil apresenta um índice um pouco maior que a média mundial: 2,6.

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13.409 – Seres humanos alteram florestas há 45 mil anos, mostra estudo global


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Tais resultados deixam claro que as florestas tropicais eram ambientes não “naturais” ou “intactos” bem antes da agricultura e da industrialização de hoje. O estudo, publicado na revista “Nature Plants”, mostra que os seres humanos modificaram as ecologias florestais por dezenas de milhares de anos, usando técnicas que incluem a queima controlada, o manejo de espécies de plantas e de animais e o desmatamento seletivo.
Um detalhe interessante é que essa queima controlada criou ambientes abertos que incentivavam a presença de animais e o crescimento de plantas comestíveis.
“O melhor e mais antigo registro disso está nas cavernas de Niah, na ilha de Bornéu. Aqui havia ambientes de floresta quando os humanos chegaram há 45 mil anos, provavelmente incluindo alguns espaços abertos”, disse à Folha o líder da pesquisa, Patrick Roberts, do Max Planck.
“O que é significativo é que, quando o clima mais quente e úmido normalmente levaria à expansão florestal, há uma onda de queimadas que sugere que os humanos forçaram deliberadamente alguns locais a manter esse mosaico ambiental para ter acesso à mesma variedade de plantas e animais”, diz Roberts.
Ou seja, os velhos habitantes humanos da região aprenderam a entender a paisagem, mas também intervieram ativamente para modificá-la. “É difícil dizer com certeza se foi casual ou planejado, mas provavelmente envolveu uma aprendizagem de dinâmicas ambientais locais íntimas, que também vemos na estabilidade das estratégias de caça”, afirma o pesquisador.

AMAZÔNIA
O trabalho da equipe envolveu também uma análise do que aconteceu depois na Amazônia. Pesquisadores brasileiros vêm demonstrando como os antigos índios moldaram parte do ambiente, notadamente produzindo terrenos com um solo extremamente fértil, a “terra preta de índio”, e uma versão intermediária, a “terra mulata”. São os solos ditos “antropogênicos” –criados pelo homem.
Para Roberts, os dados da Ásia e Oceania são precisos. “Em termos de solos antropogênicos posteriores, na Amazônia, por exemplo, isso é menos claro. Na verdade, ainda é fortemente debatido se eles foram o resultado do movimento sistemático e das queimadas de manchas florestais à medida que as comunidades se moviam ou se foram criadas intencionalmente para aumentar a fertilidade”, diz o pesquisador do Max Planck.
Monumentos e obras faraônicas nem sempre existiram em regiões tropicais. Notadamente não foi o caso do Brasil, apesar de haver instituições tradicionais que quase chegaram a ser estados.
Mas em todos esses locais há evidências de “gerenciamento de jardins”, ou de sistemas hídricos, integrando áreas agrícolas e urbanas ao ciclo ambiental natural.

13.346 – Ecologia – Corais da Amazônia podem ajudar a salvar outros do aquecimento Global


coraisdaamazonia
No encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico, no norte do Brasil, está localizado um novo tipo de bioma que traz esperanças para a preservação de animais aquáticos durante o aquecimento global. Os Corais da Amazônia, que tiveram a existência confirmada em 2016 por um grupo de cientistas, são uma aposta para proteger diversas espécies dos efeitos das mudanças climáticas.
Em janeiro de 2017, a ONG Greenpeace promoveu uma expedição por submarino para explorar a região e registrar as primeiras imagens do ecossistema. Os pesquisadores encontraram esponjas, rodolitos (algas calcárias) e novas espécies de peixes em locais com profundidade entre 30 e 185 metros.
Justamente por ser um território fundo, de água turva e pouca luz solar, os cientistas acreditam que o bioma esteja imune aos efeitos do aquecimento global e, assim, pode ajudar a preservar formas de vida que correm o risco de desaparecer em outras partes do planeta.
É o caso da Grande Barreira de Corais da Austrália, um conjunto de recifes de águas rasas que corre o risco de morrer devido ao aumento da temperatura da água do mar. Em comunicado divulgado em maio deste ano, o governo australiano disse que um terço da área foi perdida em 2016.
“O que temos hoje como paradigma científico é que corais mesofíticos [profundos] em geral não sofrem com as mudanças climáticas. Portanto, em longo prazo, os corais de zonas rasas seriam repovoados através dos estoques profundos que não seriam afetados pelas mudanças climáticas”.
Isso significa que os corais australianos fundos salvariam os corais rasos da própria costa, e a mesma coisa aconteceria com os recifes de corais pelo mundo. “Os corais fundos do Atlântico, incluindo os corais da Amazônia, salvariam os corais rasos do Atlântico Central e Sul”.
A explicação para esse feito está na forma de reprodução dos acnidários — como são chamados animais aquáticos como corais, anêmonas e medusas. Eles geram larvas que ficam nadando à deriva até encontrar substratos duros, como bordas submersas de ilhas. “Uma vez encontrada uma nova superfície, eles se fixam, crescem e geram uma nova colônia”.

13.314 – Energia X Ambiente – Novas hidrelétricas na Amazônia podem prejudicar clima e ecossistemas


rio tapajos
Se forem em frente os atuais planos de construir centenas de hidrelétricas na Amazônia nas próximas décadas, o efeito dominó sobre todas as regiões banhadas pelo Amazonas e seus afluentes será imenso: muito menos nutrientes para os peixes e a floresta, um litoral menos produtivo e possíveis alterações climáticas que alcançariam até a América do Norte.
Esse prognóstico nada animador vem da primeira análise integrada do impacto das usinas no maior rio do mundo, conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores e publicada na revista científica “Nature”.
O grupo, que inclui cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade do Texas em Austin (EUA), formulou um índice de vulnerabilidade dos rios amazônicos diante das obras atuais e futuras e concluiu que dois importantes afluentes que atravessam o território brasileiro, o Madeira e o Tapajós, estão entre os que mais sofrerão (e, aliás, já estão sofrendo) com a febre das novas hidrelétricas.
Para o coordenador do estudo, o geólogo argentino Edgardo Latrubesse, da Universidade do Texas, não se trata de impedir a geração de energia na região, mas de levar em conta os impactos dela e pensar em modelos alternativos para a Amazônia.
No caso do rio Tapajós, o principal temor está ligado ao grande número de empreendimentos hidrelétricos (90 planejados mais 28 já em funcionamento), bem como a fatores como a falta de áreas protegidas nas margens do rio e a ocupação humana já relativamente intensa na região.
Alterações de grande porte no fluxo da água e dos sedimentos pela bacia amazônica inevitavelmente vão influenciar o que acontece no oceano Atlântico quando o Amazonas deságua nele. Podem acontecer efeitos negativos nos maiores manguezais ainda intactos na América do Sul, que ficam justamente na costa amazônica.
O estudo não se limita a profetizar a catástrofe iminente, porém. Os pesquisadores propõem que só uma gestão integrada e transnacional dos rios amazônicos será capaz de evitar o mau uso desses recursos.
Para isso, o órgão ideal seria a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, que já reúne os países cujo território integra o bioma. Um painel formado por cientistas de todas essas nações poderia fornecer recomendações sobre a maneira mais racional de produzir energia, com a ajuda dos rios ou por outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.

13.059 – Meio Ambiente – Mata Atlântica perde 184 km² em um ano por desmatamento


mata-atlantica

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.
O estudo aponta desmatamento de 18.433 hectares (ha), ou 184 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2014 a 2015, um aumento de apenas 1% em relação ao período anterior (2013-2014), que registrou 18.267 ha.
Minas Gerais, que vinha de dois anos de queda nos níveis de desmatamento, voltou a liderar o desmatamento no país, com alta de 37% na perda da floresta. A mineração foi a principal responsável pela baixa no estado.
O rompimento da barragem da Samarco, em novembro passado, respondeu por 65% do desmatamento de 258 hectares na cidade de Mariana. Porém, a maior parte do total de desmatamento no estado aconteceu na região de Jequitinhonha, no noroeste do estado, denominado Triângulo do desmatamento.
A vice-liderança fica com a Bahia, com 3.997 ha desmatados, 14% a menos do que o período anterior. Já o Piauí, campeão de desmatamento entre 2013 e 2014, ocupa agora o terceiro lugar, após reduzir o desmatamento em 48%, caindo de 5.626 ha para 2.926 ha. Os três estados se destacam no ranking por conta do desmatamento identificado nos limites do Cerrado.
Além de Minas Gerais, Piauí e Bahia, o Paraná também se encontra em estado de atenção. Enquanto os três primeiros lideram a lista geral, o Paraná foi o que apresentou o aumento mais brusco, saltando 116%, de 921 ha de florestas nativas entre 2013-2014 para 1.988 ha no último período.
O retorno do desmatamento nas florestas com araucária é o principal ponto de alerta, responsável por 89% (1.777 ha) do total de desflorestamento no estado paranaense no período. Restam somente 3% das florestas que abrigam a Araucaria angustifolia, espécie ameaçada de extinção conhecida também como pinheiro brasileiro.
Nesta edição, todos os 17 Estados apresentaram desmatamento. Enquanto o período anterior trouxe 9 estados no nível do desmatamento zero, ou seja, com menos de 100 hectares de desflorestamento, nesta edição há apenas 7 nesta situação: São Paulo (45 ha), Goiás (34 ha), Paraíba (11 ha), Alagoas (4 ha), Rio de Janeiro (27 ha), Ceará (3 ha) e Rio Grande do Norte (23 ha).

9530 – Biosfera – Abelhas Solitárias e o Ecossistema


A grande maioria das espécies de abelhas conhecidas é de vida solitária, representado 85% das espécies. Caracterizadas por espécies na qual uma única fêmea coleta seu alimento, constrói e defende seu próprio ninho e oviposita sem a ajuda de outras abelhas. Depois de cumpridas todas estas tarefas ela morre, sem que haja contato com as outras gerações.
Segundo diversos autores, a fêmea fundadora dos ninhos de algumas espécies, tem controle sobre o sexo das suas crias, e sua escolha esta relacionada com a disponibilidade de recursos florais, no qual meses de maior disponibilidade de recursos fará com que probabilidade de emergirem fêmeas seja maior.
As Abelhas Solitárias têm papel importante na biologia reprodutiva de muitas espécies vegetais da região neotropical, agindo como vetores de pólen de plantas de várias espécies vegetais. Machos da tribo Euglissini coletam compostos aromáticos de diversas flores e de outras fontes extraflorais; estes compostos são aparentemente importantes no processo reprodutivo dessas abelhas, atuando na demarcação de territórios e atração das fêmeas.
No Brasil, o uso de abelhas solitárias na polinização de culturas agrícolas é pequeno. Os primeiros trabalhos realizados apontam a eficiência de algumas espécies de abelhas solitárias para polinização de plantas de interesse econômico, como acerola, caju e maracujá. Além desta aplicabilidade do conhecimento acumulado sobre as abelhas solitárias, estes estudos podem representar um passo importante para sua conservação, especialmente daquelas espécies ocorrentes em ecossistemas ameaçados, como a Mata Atlântica Brasileira.
Tais abelhas podem ser estudadas por métodos de coleta ativa com redes entomológicas, iscas atrativas e com utilização de ninhos-armadilha. Estas técnicas podem resultar em diversos trabalhos, onde será possível conhecer um pouco mais sobre diversidade, abundância e biologia das espécies estudadas, avaliando também suas relações com as alterações do ambiente e seu nível de conservação, além de conhecer os possíveis efeitos da fragmentação.
A comunidade de Abelhas Solitárias pode sofrer influências negativas das ações antrópicas, como a remoção da flora nativa e atividades de ornamentação, como podas e capinas em áreas de vegetação cultivada, e a criação de praças, parques e jardins, contribuindo para a diminuição da ocorrência de abelhas nessas áreas ou favorecendo espécies generalistas que utilizem recursos de plantas cultivadas como as Apis melíferas. De modo geral, áreas com maior quantidade de cobertura de vegetação possuem maior abundância e diversidade de Abelhas Solitárias (Euglossina). Por isso, essas abelhas são consideradas bioindicadoras do estado de conservação de áreas.

8735 – Ecossistema – Lagos e Pântanos


lagoa dos patos

Possuem uma particularidade: Vida Breve.
Mas na verdade, trata-se de milhares de anos, um período muito extenso quando comparado ao da vida humana, porém, muito curto em confronto por exemplo, com os milhões de anos necessários para que a água e outros agentes naturais posssam erodir completamente uma montanha. Um lago começa a envelhecer quando suergem vestígios de plantas aquáticas em sua superfície. A difusão destas provoca o aparecimento de lodo e detritos, que rompem o equilíbrio natural do lago, acabando por transforma-lo num pântano. Após outros ciclos evolutivos, chega ao estado de mata ou floresta. A maioria dos lagos não supera os 300 km² de área e apenas 30 alcançam mais de 5 mil km²; entre estes, figuram os grandes lagos norte-americanos (Huron, Michigan, Ontário) e alguns asiáticos (Cáspio,Aral,Baikal) e africanos (Vitória, Tanganica,Niassa); o recorde pertence ao Mar Cáspio, na fronteira da Rússia com o Irã, com 371 mil km². No Brasil, os maiores lagos são chamados de lagoas:
Patos, 9850 km², Mirin,2847 km². Quase todos acima do nível do mar, alguns a mais de mil metros, como o Vitória e o Tama na África. Excessões ficam por conta do Macaraíbo, no nível do mar e o Mar Morto, a 392 metros abaixo do nível do mar.

Pântano é uma área plana de abundante vegetação herbácea e/ou arbustiva que permanece grande parte do tempo inundada. Os pântanos surgem geralmente em áreas onde o escoamento das águas é lento. Desta forma, a massa orgânica presente nas águas se decompõe no próprio local.
No litoral brasileiro, em toda a planície costeira, existem pântanos chamados de mangues. Têm fauna e flora peculiares adaptados à salinidade e ao fluxo das marés, com grande biodiversidade devido à mata atlântica contígua.
No interior do Brasil, o chamado Pantanal Mato-grossense se estende pelos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de países vizinhos, como o Paraguai, onde é chamado de Chaco. Esta região, apesar da nomenclatura, não é exatamente um pântano, pois fica inundada apenas durante alguns meses. Nos outros, com o solo mais seco, se permite ao pastoreio, pois a água da região pantaneira retorna aos leitos normais dos rios da região e às lagoas, nas suas margens.
A Bacia Amazônica e sua imensa planície, maior bacia hidrográfica do planeta, também é um imenso caudal pantaneiro, devido à grande concentração de rios, cuja biodiversidade é gigantesca.

8208 – Biologia – Os Decompositores


Planeta Verde

São seres vivos que se alimentam de resto s de organismos ou de mortos. São divididos em 3 grupos: necrófagos, detretívoros e microdecompositores.
A decomposição é um processo natural pelo qual passa os vegetais e animais após a morte. Este processo é realizado com a ajuda de fungos e bactérias (decompositores).
Importância
Através da decomposição, os nutrientes que fazem parte de um ecossistema são continuamente reciclados.
Alguns insetos como, por exemplo, o escaravelho participam da decomposição. Invertebrados (minhocas, vermes e lesmas) também auxiliam neste processo. Após a decomposição realizada por estes animais, os microorganismo podem efetuar sua parte no processo.
A decomposição é extremamente importante para o perfeito funcionamento da natureza e manutenção do equilíbrio ecológico. Através da decomposição, os nutrientes que estavam presentes no organismo morto são liberados na natureza, servindo para outros seres.
Curiosidade:
– O humo (fertilizante natural) é produzido através da decomposição de material orgânico (restos animais e vegetais) e servem para deixar a terra boa para o plantio. As minhocas participam da formação do humo.
Nos ambientes naturais, ocorre um tipo de reciclagem feito por diversos organismos que se alimentam de plantas e animais mortos e também de fezes e urina. Os principais organismos que realizam esse trabalho são as bactérias e os fungos (ou cogumelos). São esses organismos que fazem uma fruta apodrecer, por exemplo.
Esses seres da mesma forma que os animais e as plantas precisam de energia para as suas atividades. A diferença, porém, é que seu alimento são “restos” de outros seres vivos.
Assim, quando parte de uma planta cai no solo ou um animal morre, os açúcares, as gorduras e as proteínas que formam seu corpo são atacados por bactérias e fungos e transformados em gás carbônico, água e sais minerais pela respiração desses organismos.
Por sua vez, essas substâncias (o gás carbônico, a água e os sais minerais) são liberadas para o ambiente e podem ser reaproveitas pelas plantas na construção de açucares, proteínas e outras substâncias que vão formar seu corpo.
Esse processo, realizado principalmente por bactérias e fungos, é chamado decomposição. Bactérias e fungos são exemplos de organismos decompositores.
A decomposição faz a matéria que é retirada do solo pelas plantas (e aproveitada em seu crescimento) voltar ao solo. Dizemos então que há um ciclo da matéria na natureza: a matéria passa do solo para os seres vivos e dos seres vivos para o solo.
Imagine o que aconteceria se a decomposição fosse interrompida: cadáveres e lixo iriam se acumular e faltariam às plantas diversos minerais necessários para a sobrevivência. Consequentemente, sem plantas, os animais também não teriam alimento.
Podemos reciclar energia?
Uma lâmpada transforma energia elétrica em luz. Mas uma parte da energia elétrica é transformada também em calor: a lâmpada esquenta quando está ligada. Um rádio transforma energia elétrica em som, mas ele também esquenta, porque uma parte da energia elétrica é transferida sob forma de calor para o ambiente.
Os seres vivos também estão sempre liberando para o ambiente uma parte da energia dos alimentos sob forma de calor. Mas, como você já sabe, a energia usada pela planta na fotossíntese vem da luz do Sol e não do calor gerado pelos organismos.
Desse modo ao contrário do que ocorre com a matéria, a energia não é completamente reciclada nas cadeias alimentares. De onde, então, vem a energia? Do Sol. É o Sol que constantemente fornece, energia sob a forma de luz.

8206 – A Biosfera e o Ecossistema


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São as regiões da Terra habitadas por seres vivos. Forma uma camada quase contínua ao redor da Terra, interrompendo-se apenas nos desertos extremamente áridos e nas regiões permanentes cobertas de gelo, que não apresentam condições para a sobrevivência de organismos. É relativamente fina:
Sua espessura máxima não chega a 20 km, enquanto o raio da Terra tem 6 mil.
Em nenhum ambiente há apenas plantas, sempre há outros organismos que dependem delas para sobreviver, tais organismos formam 2 grupos:
os produtores, que são capazes de usar o gás carbônico para produzir substâncias nutritivas; já os demais pertencem ao grupo dos consumidores. No 1° estão todos os vegetais terrestres e aquáticos, algas marinhas, de água doce e algumas bactérias.
No 2° estão os animais, fungos e muitas bactérias.
Além da energia química, outra atividade fundamental é a respiração. Nela é usada a glicose e o oxigênio, transformando tais em água e gás carbônico. O fato dos vegetais absorverem energia luminosa, não o dispensa de respirar; a luz é usada exclusivamente para a produção de glicose e oxigênio na fotossíntese.
Consideram-se como fatores bióticos os efeitos das diversas populações de animais, plantas e bactérias umas com as outras e abióticos os fatores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento. Em um determinado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga,mata atlântica ou floresta amazônica, por exemplo, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente chamamos ecossistema. Ou seja, podemos definir ecossistema como sendo um conjunto de comunidades interagindo entre si e agindo sobre e/ou sofrendo a ação dos fatores abióticos.
São chamados agroecossistemas quando além destes fatores, atua ao menos uma população agrícola. A alteração de um único elemento pode causar modificações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio existente. O conjunto de todos os ecossistemas do mundo forma a Biosfera.

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A base de um ecossistema são os produtores que são os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.
O fluxo de matéria e energia nos ecossistemas pode ser representado por meio de pirâmides, que poderão ser de energia, de biomassa (matéria) ou de números. Nas pirâmides ecológicas, a base é quase sempre mais larga que o topo. A quantidade de matéria (biomassa) e de energia transferível de um nível trófico para outro sofre um decréscimo de um décimo a cada passagem, ou seja, cada organismo transfere apenas nove décimos da matéria e da energia que absorveu.

Leia também esses capítulos:

http://megaarquivo.com/2010/10/19/projeto-biosfera-ii-%E2%80%93-como-era-o-projeto-que-fracassou/

http://megaarquivo.com/2011/03/07/2572-o-projeto-biosfera-2/

8116 – Geografia – O Agreste


A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana
A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana

Designa uma área na Região Nordeste do Brasil de transição entre a Zona da Mata e o Sertão, que se estende por uma vasta área dos estados brasileiros da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A área ocupada pelo Agreste situa-se numa estreita faixa, paralela à costa. Possui como características principais solos profundos (latossolos e argissolos), com relevo extremamente variável, associados a solos rasos (litossolos), solos relativamente férteis, vegetação variável com predominância de vegetação caducifólia (decídua). É uma área sujeita a secas, cuja precipitação pluviométrica varia entre 300 e 1200 mm/ano, oscilando predominantemente entre 700 e 800 mm/ano. Possui 4 pólos principais: Campina Grande (principal do Agreste Setentrional), Caruaru (principal do Agreste Central), Arapiraca (principal do Agreste Centro-Meridional) e Feira de Santana (principal do Agreste Meridional, mas segue outro padrão de relevo não-Borborêmico e portanto diverge bastante das demais já anteriormente citadas, parecendo até mesmo outra região).
Possui solo essencialmente pedregoso, rios intermitentes (temporários), vegetação rala e tamanho pequeno (mirtáceas, combretáceas, leguminosas e cactáceas). Tecnicamente o agreste junto ao sertão compõem o ecossistema denominado caatinga.
Possui, por ser marcadamente terreno de transição, áreas onde há maior umidade, os brejos. O principal acidente geográfico da região é o planalto da Borborema, que apresenta vegetação tropical e florestada,consorciada com o clima úmido nas áreas altas e região da encosta leste, e vegetação de caatinga,consorciada com o clima semi-árido e seco, nas áreas baixas ao centro e oeste do planalto.
A estrutura fundiária do Agreste é basicamente formada por pequenas e médias propriedades onde se pratica a policultura, frequentemente associada à pecuária extensiva e bacia leiteira. Por estar fora da região de influência litorânea, predominando no interior nordestino, está sujeita às estiagens cíclicas, de forma que boa parte da população aí existente depende essencialmente do regime de chuvas, que são irregulares e rios temporários.
A Associação Plantas do Nordeste (APNE), entidade não-governamental com parceria dos Jardins Botânicos Reais de Kew, da Inglaterra, e do CNPq, tem desenvolvido estudos visando um aproveitamento sustentável da flora local, bem como seu estudo e preservação.
Por causa da densidade demográfica e da estrutura fundiária com tendência ao minifúndio, o Agreste constitui uma área em que a pressão sobre a terra é bastante forte (pediplanação). Esse problema é grave e acaba acarretando migrações para o Sudeste.
O Agreste possui os maiores festivais de São João do Mundo, se destacando o de Campina Grande e Caruaru. Estes festivais se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América e base alimentar dos Incas (a maior das civilizações sulamericanas autóctones). Etno-culturalmente o agreste está mais próximo a cultura e etnografia sertaneja que a do litoral da zona da mata; principalmente o Agreste Setentrional, vizinho a zona da Mata Setentrional.
O Agreste é a única sub-região nordestina que não sedia nenhuma capital, porém abriga pólos importantes, sendo as principais cidades: Feira de Santana na Bahia (maior e mais rica cidade do agreste e tambem sede da maior região metropolitana desta sub região, a Região Metropolitana de Feira de Santana),Campina Grande, na Paraíba, Caruaru em Pernambuco e Arapiraca em Alagoas. Sua densidade populacional é a segunda maior entre as zonas geográficas nordestinas, superada apenas pela Zona da Mata. Os únicos estados agrestinos sem cidades expressivas são o RN e SE, justamente onde o Agreste atinge suas menores áreas e densidades demográficas/populações absolutas.
No agreste predominam grandes propriedades rurais onde se desenvolvem a Policultura ( cultivo de diversos tipos de plantas ) e a pecuária leiteira.Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do nordeste – a zona da mata.O agreste é uma areá de transição entre a zona da mata de clima e úmido, e o sertão, de clima semiarido.

8015 – Ecossistema – O Lagamar


lagamar

É uma faixa costeira de 200 quilômetros, entre os municípios de Iguape, em São Paulo, e Paranaguá, no Paraná, conhecida pelo estranho nome de Lagamar. Em 1991, quando a Unesco decidiu fazer da Mata Atlântica nos dois Estados a primeira Reserva da Biosfera brasileira, o Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape-Paranaguá — seu nome científico — acabou ganhando um lugar no seleto grupo de santuários ambientais. E, embora ainda não seja uma pérola dos ecologistas, somando-se seus dotes aos da floresta que o envolve, juntos eles concentram o que alguns biólogos consideram uma das mais ricas biodiversidades do país.
Entender a receita que produziu essa fabulosa variedade de vida também não é difícil. Basta pegar uma mata tão verdejante quanto a Amazônica, adicionar os terrenos alagadiços do Pantanal, salpicar uma quantidade de ilhas maior que as de Fernando de Noronha e povoar tudo com bichos raros da Juréia. Resultado: Lagamar, uma mistura de ecossistemas tão diversos quanto florestas tropicais de planície e montanha, manguezais, lagunas, braços de mar, baías, dunas e praias. Cada um desses habitats povoado por plantas e animais não só típicos, mas muitos endêmicos.
Quem entra pela primeira vez no coração verde dessa região litorânea tem a sensação de estar atravessando um túnel do tempo. E a impressão tem um fundo de verdade. Durante séculos, o Lagamar permaneceu praticamente intocado pelo homem, em parte graças aos contrafortes da Serra da Graciosa, em parte pelo dossel compacto da Mata Atlântica, que o envolve desde a serra até o Vale do Ribeira.
Em terra, onças, capivaras, tamanduás-mirins, macacos muriquis — os maiores das Américas — convivem com animais endêmicos e ameaçados de extinção, como o papagaio-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e o precioso mico-leão-caiçara (Leontopithecus caissara). Mas estas não são as únicas espécies em risco encontradas no Lagamar. Lá também vivem o jacaré-de-papo-amarelo e a quase esquecida ariranha-de-planície (Pteronura brasiliensis), parente distante da lontra considerada extinta na Região Sudeste.
Os dados sobre a biodiversidade do Lagamar ainda são preliminares, mas já foram catalogadas até o momento mais de 300 espécies de pássaros. Na floresta, vivem pelo menos 21 mamíferos de grande porte.

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7777 – Geografia – A Cratera de Ngorongoro


☻ Mega Arquivo – 25° Ano

Ngorongoro

É uma das maiores atrações da Tanzânia.
É também considerada a Arca de Noé da África Oriental, por abrigar no seu seio a quase totalidade das espécies animais daquela região, integrados num ecossistema que ainda não foi afectado pela mão do homem. Observado do alto das suas falésias ou do fundo da sua vastíssima cratera, o Ngorongoro é um dos locais mais fascinantes de África.
De fato, a cratera de Ngorongoro é um lugar muito bonito, que abriga milhares de animais selvagens. Foi até chamada de “a oitava maravilha do mundo”, por alguns naturalistas, e pode-se entender o motivo.
A origem do nome, Ngorongoro, é desconhecida ao certo. Segundo a Sociedade de Conservação da África Oriental, alguns dizem que Ngorongoro era o nome de um masai que fazia sinos para gado e vivia na cratera. Outros afirmam que o nome vem de um valente grupo de guerreiros datogos que foram derrotados pelos massais numa batalha ocorrida na cratera há 150 anos. Mas, de repente, quando avista-se as zebras pastando perto do estacionamento, a origem do nome parece irrelevante. Visitantes podem seguir num veículo e chegar bem perto , sem que as zebras nem os notem. A cratera fica a 2.236 metros acima do nível do mar e é a maior caldeira intacta, ou vulcão desmoronado, do mundo.
Mede mais de 19 quilômetros de diâmetro e tem uma superfície de 304 quilômetros quadrados, sendo que dentro da cratera é surpreendentemente quente…Ao passo que o motorista percorre lentamente o fundo da cratera, passa-se por um pequeno lago salgado com muitos flamingos rosados A borda da cratera que agora ficou para trás se destaca em contraste com o céu azul. Pode-se ouvir o barulho de zebras e gnus misturado com outros sons exóticos.
Na cratera de Ngorongoro pode-se ver búfalos, elefantes, zebras, gnus, gazelas, rinoceronte-negros e cercopiteco-de-face-negra. Predadores como guepardos, hienas, chacais, leões de juba negra e hipopótamos.
Um rinoceronte-negro pode passar a poucos metros de visitantes e se sentir à vontade na cratera. É uma oportunidade rara observá-lo tão de perto em seu habitat. Essa fera que inspira medo está quase em extinção; estima-se que haja menos de 20 na cratera. Caçadores clandestinos foram pegos matando rinocerontes por causa dos chifres, que são vendidos ilegalmente para a fabricação de cabos de punhais e de remédios. A guarda-florestal faz patrulhas regulares para afastar os caçadores.”

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Localizada no norte da Tanzânia, entre o Monte Kilimanjaro (pico culminante da África, com 5 895 metros) e o Lago Vitória (o maior lago da África e um dos maiores do mundo), a cratera faz parte da área de conservação ambiental de Ngorongoro, que soma 8 300 quilômetros quadrados. Maior que a cidade de Recife, dentro dela existe um mosaico dos ecossistemas do leste africano, com savanas, riachos, lagos, florestas e pântanos, onde habitam milhares de animais selvagens. Há aproximadamente 3 000 búfalos, 8 000 gnus, 7 000 zebras, 100 leões, 400 hienas, 70 elefantes e mais uma infinidade de pássaros.
As paredes de 600 metros de altura não compõem uma barreira geográfica ao trânsito de muitos animais, já que acontecem migrações. Leões que ali nasceram, marcados por pesquisadores, foram encontrados no Parque Nacional do Serengeti, que fica a mais de 100 quilômetros dali. O mais comum, porém, é que esses animais permaneçam ali mesmo, pois embora os carnívoros ocupem grandes áreas, o espaço dentro da cratera é suficiente para eles. Por isso, e porque é raro leões de fora entrarem lá, existe o problema da consangüinidade entre os leões da cratera. Ou seja, de tanto cruzarem entre si mesmos, têm a bagagem genética muito parecida e são mais frágeis — uma mudança ambiental, por exemplo, poderia dizimá-los.
A maioria dos animais herbívoros também prefere permanecer lá dentro, por causa da abundância de gramíneas. Na cratera só se encontram elefantes machos. Isso acontece porque as manadas que incluem as fêmas tendem a ser muito grandes e, além de raramente passarem pela cratera durante suas migrações, não encontram comida suficiente ali.
A cratera de Ngorongoro surgiu há 2,5 milhões de anos, quando o vulcão que existia naquele lugar desabou. Esse vulcão tinha altura quase igual à do Monte Kilimanjaro. Seu interior, porém, era um tanto oco, e o topo sustentado apenas pelas constantes erupções de lava. Quando esta lava começou a ser expelida por buracos formados nas paredes do vulcão, o topo perdeu sua sustentação e implodiu, formando a cratera, cuja borda perfeita tem uma altitude de 2 100 metros. Naquela época — Pleistoceno, era Cenozóica —, a atividade vulcânica era comum na região, pois ela faz parte do Vale Rift africano. Rift é o termo em inglês para designar a área de choque entre duas placas tectônicas, em que ocorre intenso vulcanismo. Como na África a movimentação das placas aconteceu há muito tempo, os vulcões estão extintos. Em outras re-giões do mundo, porém, estão em plena atividade, como no Caribe, Indonésia e Japão — onde, inclusive, está Aso, a maior cratera vulcânica do mundo (368 quilômetros quadrados), na qual ainda ocorrem erupções.
Situada a 120 quilômetros da cidade mais próxima, Arusha, Ngorongoro só é acessível por carro. Para se descer dentro da cratera, é preciso estar acompanhado de um motorista-guia. Cercados de animais, os visitantes são proibidos de sair do carro e transitar a pé, e só podem fotografar e filmar por uma abertura no teto do veículo. Também não é permitido dirigir fora das trilhas, e teoricamente não pode haver mais de cinco carros observando a mesma cena — embora às vezes haja congestionamentos de mais de vinte carros observando o ritual amoroso dos leões.
O ser humano não é novato nesses ecossistemas, pois há na região dois dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo: o Vale Olduvai e Laetoli, que ficam a cerca de 60 e 90 quilômetros da cratera, respectivamente. No primeiro foram encontrados os fósseis mais antigos do Homo habilis, nosso antecessor direto, com mais de 1,8 milhão de anos. Em Laetoli estão preservadas pegadas de Australopithecus afarensis, hominídeos que já caminhavam eretos e que provavelmente foram nossos ancestrais, com 3,7 milhões de anos.
Com a Primeira Guerra Mundial, os alemães foram obrigados a se retirar e os ingleses assumiram o poder sobre a Tanganyika. Como antes, porém, poucos ingleses ocuparam Ngorongoro. Essa situação só veio mudar nos anos 30, com a construção de uma estrada, que abriu a região a visitantes. Em poucos anos, a cratera de Ngorongoro tornou-se uma das maiores atrações turísticas do mundo, por sua beleza e abundância da fauna. A mira dos rifles — a área era usada pelos ingleses para caça — foi substituída pela mira de milhares de máquinas fotográficas.
Em 1951, após a criação do Parque Nacional do Serengeti, houve muitos conflitos entre os Masai e autoridades do Parque, que queriam excluir populações humanas da reserva, causando o desmembramento do Parque do Serengeti e criando em 1959 a área de conservação de Ngorongoro. Os Masai foram transferidos então para o topo da cratera, onde apenas nos períodos de seca estão autorizados a levar o gado lá dentro para beber água e lamber sal, mas não para pastar. Com o turismo intenso, os Masai ganham dinheiro vendendo objetos artísticos, artesanatos, e cobran-do por todas as fotos em que aparecem.

5766 – A Hipótese Gaia


O planeta Terra está vivo e pode regular a sua geologia, o seu clima e os seres que o habitam. Esta é a essência da Hipótese Gaia, exposta pela primeira vez há quase vinte anos pelo biólogo inglês James Lovelock e considerada atualmente a Bíblia dos ecologistas. Parece estranho à primeira vista que uma bola de rocha fundida, flutuando em algum ponto da Via Láctea, esteja viva e dotada de um mecanismo auto-regulador. Mas Lovelock, um estudioso de várias disciplinas que já foi consultor da NASA, compara o planeta a uma árvore gigante, com 99 por cento de madeira morta, e apenas uma fina película de tecido vivo sobre a superfície.
Segundo a teoria de Lovelock, que recebeu o nome de Gaia em homenagem à deusa grega que designa a Terra, os seres que povoam o planeta se encarregam de produzir dióxido de carbono e outros gases que mantêm a temperatura de sua superfície. São esses mesmos seres que regulam a turbulenta e instável mistura gasosa da atmosfera, ao utilizá-la ao mesmo tempo como fonte de matéria-prima e depósito de materiais que não necessitam. Lovelock afirma, por exemplo, que um dos fatores de equilíbrio do planeta são as florestas, que, ao causar seus próprios incêndios, mantêm a taxa de oxigênio do ar e assim se auto-renovam.
Se a concentração de oxigênio na atmosfera fosse de 30 por cento em vez dos 21 por cento normais, especula o biólogo, os incêndios florestais seriam devastadores. Se, ao contrário, a taxa fosse só de 12 por cento, não haveria incêndios e as florestas acabariam. Qual o papel do homem nesse eterno jogo de xadrez entre a vida e o ambiente? Para Lovelock, o ser humano, parte desse sistema, contribui ao ajuste do equilíbrio terrestre. Mas, adverte, à medida que o homem o altera e prejudica o ecossistema da Terra, ela própria se encarregará de eliminá-lo. Isso lembra inevitavelmente a teoria da mão invisível do mercado, tão cara aos economistas liberais clássicos. Segundo eles, o mercado tende por si só a regular os interesses conflitantes de vendedores e compradores de bens e serviços de modo a manter o sistema em permanente equilíbrio. Existiria também a mão invisível da natureza?

5510 – Cidades Brasileiras – Guarapari ES


Guarapari, o paraíso é aqui!!

É um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população estimada em 2004 era de 108.120 habitantes. A distância de Vitória é 51 km, do Rio de Janeiro 474 km e de Belo Horizonte, 516 km.
A vila foi criada em 1679, com o nome da padroeira, cuja festa se comemora em 8 de dezembro. Tornou-se cidade em 1891. ‘Guara””Parim”(garça manca,em linguagem indígena),a antiga vila fundada pelo Padre José de Anchieta em 1585 é hoje o principal pólo turístico do Espírito Santo.
Na forma como é escrito hoje Guarapari significa Guará (pássaro) e Pari (armadilha), desta forma armadilha de pássaro.
Em meados dos anos 1960/1970 Guarapari tornou-se nacionalmente famosa em decorrência das propriedades medicinais de suas areias monazíticas. Por este motivo houve uma onda turística crescente em torno da cidade.
A cidade assim como toda a região central do Espírito Santo, possui vários afloramentos graníticos e possui muitas enseadas e baías protegidas. A sede da cidade é a nível do mar, mas graças à proximidade com a região serrana do estado, alguns distritos da cidade chegam a 1000 metros de altitude.
Parque Estadual Paulo César Vinha
Situado no extremo norte do município, na faixa litorânea, o parque possui 1.500 ha de área, protegendo o ecossistema restinga, uma rica flora composta por orquídeas, bromélias, clúsias e outras espécies típicas de restinga. Conta com uma fauna variada: de pererecas endêmicas a saguis-da-cara-branca, cotias,jiboias, quatis, tamanduás e veados. Possui três lagoas de águas avermelhadas, mas somente uma, a Lagoa de Caraís, é aberta a visitação.O Parque possui também duas trihas para visitação que é: Trilha da Clúsia – Trilha que possibilita ao visitante um contato mais intimo com a natureza, da uma impressão que está dentre uma mata fechada. Trilha da Restinga – Uma trilha relativamente maior, com grau de dificuldade fácil, está trilha leva o turista até a Lagoa de Caraís, ela possui 1,5km de extenção. Recebeu esse nome em homenagem ao biólogo Paulo C. Vinha, assassinado cruelmente nos limites do parque, enquanto fazia um levantamento fotográfico sobre líquens e fungos. Sua sede fica próxima ao bairro de Setiba, onde conta com guardas-parque e uma estrutura básica de apoio ao turista.

Principal cidade turística do Espírito Santo, Guarapari atrai diversos turistas do mundo inteiro graças às suas belezas naturais e às areias monazíticas (radioativas), com virtudes alegadamente terapêuticas, apesar dos benefícios no tratamento de artrite ou reumatismo não terem comprovação científica.
Com mais de 30 praias e boa rede hoteleira, chega a atrair 700 mil turistas no verão, sendo que em 1994, a cidade recebeu 1,5 milhões de turistas, enfrentando graves problemas no abastecimento de energia e água.
O município possui ótimos clubes aquáticos, além de aquários, exposições marinhas e belas praias. Passeios de mergulho.
Conjunto de pequenas praias separadas por rochedos, praticamente sem ondas, com areia fina e escura. A água é esverdeada e transparente, boa para mergulho e pesca submarina. Possui um extensa área de lazer, sombreada por árvores e coqueiros. O acesso é feito de carro ou a pé,e não é preciso pagar. Há estacionamento mas são proibidas as práticas de camping e uso de churrasqueiras.
Praia de Meaípe
Esta aldeia de pescadores é hoje um dos lugares mais badalados do Estado. A 6 km do centro do município, com acesso pela Rodovia do Sol (ES-60), esta praia já foi considerada uma das dez mais bonitas do Brasil pela Revista Quatro Rodas. As ondas são fracas e a areia grossa é contornada por castanheiras.Lugar bom para se passar as férias, Meaípe tem “barraquinhas” na beira das praias, onde você encontra vários petiscos para passar uma perfeita estadia na praia.Point dos modismos de verão, a vida noturna é agitada. Os restaurantes do local preparam os melhores frutos do mar do município. As mulheres do vilarejo, em sua maioria esposas de pescador, fazem as rendas de bilro, artesanato característico do município. Panos, caminhos de mesa, golas, rendas de metro em bico e entremeios são produzidos por encomenda. Os trabalhos estão expostos na Casa das Rendeiras, na orla marítima de Meaípe.

Esta belíssima praia é visitada por milhares de turistas no verão

3732 – Biologia – Número de predadores cai, impactando os ecossistemas


Pesquisa conclui que espécies no topo da cadeia alimentar estão diminuindo – e isto é mais perigoso do que se pensava. As populações de espécies no topo da cadeia alimentar estão diminuindo, e muito mais do que se estimava. Segundo um estudo publicado na revista Science, este declínio pode representar um dos maiores impactos da atuação humana sobre a natureza, já que provoca mudanças negativas em vários ecossistemas do planeta.
“Há enormes implicações para todos os aspectos da ecologia, da diversidade das espécies aos efeitos sobre o ar, a água e o solo, além do surgimento de doenças humanas e da prevalência de incêndios florestais”, afirma o biólogo Tom Schoener, da Universidade da Califórnia, um dos autores da pesquisa.
O declínio no número das populações foi mais observado entre os grandes predadores, como lobos e leões na terra, baleias assassinas e tubarões nos oceanos, e grandes peixes nos ecossistemas de água doce. Porém, diminuições dramáticas também ocorreram em populações de grandes herbívoros, como elefantes e búfalos.
Este efeito é chamado pelos cientistas de cascata trófica, em que uma perda no topo da cadeia alimentar causa grandes impactos sobre outras espécies, tanto de animais como de plantas, de níveis tróficos inferiores.
Um dos exemplos citados pela pesquisa foi a diminuição de lobos no Parque Nacional Yellowstone, nos EUA. O fato alterou a população de alces, além da de algumas árvores e gramíneas, o que resultou na queda de alimento dos castores, diminuindo também a população destes. Quando os lobos foram recolocados no parque, o ecossistema se recuperou.
A partir deste e de outros exemplos, o estudo busca provar que os grandes predadores exercem ampla influência sobre as espécies que estão abaixo na cadeia alimentar, ao contrário do que a ecologia costumava pregar.