13.595 – Inteligência Artificial na Medicina


ia na medicina
A Microsoft em parceria com a empresa Adaptive Biotechnologies pretende para usar a inteligência artificial para mapear e decodificar o sistema imunológico humano.
Segundo o vice-presidente corporativo da Microsoft IA e Pesquisa, Peter Lee, o objetivo é criar um exame de sangue universal que leia o sistema imunológico de uma pessoa para detectar uma grande variedade de doenças, incluindo infecções, cânceres e transtornos autoimunes em seu estágio inicial, quando podem ser mais efetivamente diagnosticados e tratados.
A resposta do sistema imunológico à presença de doença é expressa na genética de células especiais, chamadas células T e células B, que formam o comando distribuído e o controle para o sistema imune adaptativo. Cada célula T possui uma proteína de superfície correspondente chamada receptor de células T (TCR, na sigla em inglês), que possui um código genético que visa um sinal específico de doença ou um antígeno.
Mapear TCRs para antígenos é um desafio enorme, exigindo tecnologia de inteligência artificial muito profunda e recursos de aprendizado de máquina, juntamente com pesquisas emergentes e técnicas de biologia computacional aplicadas à genômica e ao imunosequenciamento.
Com o sequenciamento do sistema imunológico é possível descobris as doenças com as quais o corpo está lutando ou já lutou. “O potencial para ajudar clínicos e pesquisadores a conectar os pontos e entender a relação entre os estados da doença pode eventualmente levar a uma melhor compreensão da saúde humana em geral”, afirma Lee.

13.290 – Medicina – Como exames de sangue podem prever cânceres de intestino e pulmão


sangue
sangue

A partir de um teste de sangue comum dá para diagnosticar bastante coisa. Um alto nível de triglicérides indica a necessidade de adotar uma dieta menos gordurosa, e taxas elevadas de ácido úrico são sinal de que é hora de aumentar o consumo de água, por exemplo. No entanto, o trabalho de cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, pode fazer com que uma informação ainda mais importante possa ser concluída a partir de hemogramas: a presença de câncer.
O método, que é apontado como o mais promissor dos últimos 30 anos, se guia pelo número de plaquetas (trombócitos) no sangue. Essas estruturas são responsáveis por processos como a coagulação sanguínea, mas em quantidades elevadas – situação que apareceria em um laudo médico com nome de trombocitose – podem indicar a presença de tumores, principalmente os ligados a cânceres no intestino e nos pulmões.
O estudo, publicado no periódico British Journal of General Practice, considerou dados de 31.261 pessoas com trombocitose e de 7,969 pacientes cujos níveis de plaquetas estavam normais. No caso do primeiro grupo, a chance de ser diagnosticado com câncer dentro do período de um ano foi de 11,6% para homens e 6,2% no caso das mulheres. A efeito de comparação, para homens e mulheres com quantidade normal de trombócitos, o risco ficou na casa dos 4,1% e 2,2%, respectivamente.
Em um segundo teste, que analisou diagnósticos feitos até seis meses depois do exame de sangue, as chances se mostraram ainda maiores – 18,1% para homens e 10,1% para mulheres.
De acordo com Willie Hamilton, um dos autores da pesquisa, o aumento anormal dos níveis plaquetas foi mais preciso para indicar câncer em homens do um dos métodos mais eficazes e utilizados para detectar a doença: o autoexame para identificar nódulos nas mamas de mulheres.
A técnica de olhar para o sangue para prever o surgimento de tumores já havia sido proposta por estudos anteriores. Você, leitor da SUPER, talvez se lembre de um estudo publicado em fevereiro deste ano que propôs a possibilidade de exames de sangue indicarem a ocorrência de câncer de mama. No caso, os elementos que serviram para o diagnóstico foram as fosfoproteínas presentes no plasma sanguíneo – 144 delas se mostraram especialmente elevadas em quem tinha a doença.
A pesquisa inglesa, no entanto, traz dados que permitem eleger as taxas de plaquetas como forma ainda mais consistente para detectar cânceres. Principalmente se levarmos em conta o caráter silencioso da doença, que faz com que sintomas surjam apenas em estágios mais avançados. De acordo com os pesquisadores, um terço das pessoas identificadas com câncer no pulmão e no intestino não tinham outros sintomas – apenas altos níveis de trombócitos.

“Sabemos que um diagnóstico rápido pode ser vital para o tratamento do câncer. Nossa pesquisa sugere que um número substancial de pessoas podia ter seu câncer identificado até três meses mais cedo se a trombocitose tivesse sido considerada no diagnóstico”, explica Sara Bailey, que liderou o estudo.

11.524 – Medicina – Molécula presente na urina detecta câncer de próstata


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Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo.Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo –o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.

O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.

Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.

Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.

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11.477 – Novo exame pode revolucionar a medicina com apenas uma gota de sangue


exame
O teste, que ainda é experimental, custaria cerca de US$ 25 dólares (R$ 78 reais) e poderia se tornar um importante instrumento de pesquisa para rastrear padrões de doença em várias populações do mundo.
O teste também poderia ser usado para tentar descobrir se os vírus, ou a resposta imunológica do corpo para eles, contribuem para doenças crônicas e câncer. “Tenho certeza que existirão muitas aplicações que jamais havíamos sonhado”, disse Stephen J. Elledge, autor sênior do estudo e professor de genética na Harvard Medical School e Hospital Brigham and Women, que foi publicado na revista Science.
O teste pode detectar a exposição passada por mais de 1.000 cepas de vírus, de 206 espécies diferentes. Isso representa, praticamente, todos os vírus conhecidos que infectam as pessoas. O teste funciona pela detecção de anticorpos, proteínas altamente específicas que o sistema imunitário criou em resposta a vírus.
O teste foi feito em 569 pessoas nos Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Peru. O exame de sangue constatou que a maioria tinham sido exposta a cerca de 10 espécies de vírus, sendo a maioria deles os chamados ‘vírus habituais’, como os causadores de resfriados, gripe, doença gastrointestinal e outras mais comuns. Porém, alguns indivíduos apresentavam indícios de exposição à cerca de 25 espécies, algo que Elledge não conseguiu explicar.
Houve algumas diferenças nos padrões de exposição de continente para continente. Em geral, as pessoas fora dos Estados Unidos tiveram maiores taxas de exposição aos vírus. A razão não é conhecida, mas os pesquisadores disseram que poderia ser devido a “diferenças de densidade populacional, práticas culturais, saneamento ou suscetibilidade genética”.
“Este será um tesouro para a epidemiologia das doenças transmissíveis”, disse William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Vanderbilt, nos EUA. “Será como a introdução de um microscópio eletrônico. Teremos mais resolução em um nível micro”.
De acordo com Schaffner, uma possibilidade seria implantar o teste em grandes populações para descobrir as idades em que as crianças são expostas a várias doenças, a fim de ajudar a determinar o melhor momento para vacinação. Outra ideia, segundo ele, seria testar coleções de amostras de sangue congeladas para aprender sobre padrões históricos de doença.
Adolfo Garcia-Sastre, professor de microbiologia e medicina, disse que a nova tecnologia é “realmente surpreendente”. Ao mostrar o repertório completo de anticorpos que uma pessoa tenha produzido contra um vírus, o teste pode lançar luz sobre muitas doenças, disse ele. “Muitas doenças podem ser afetadas pelo tipo de anticorpos que uma pessoa tenha, induzidos por agentes infecciosos”, acrescentou.
Os candidatos mais óbvios são as doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Os pesquisadores já suspeitavam que os vírus podem contribuir para tais doenças, ao provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que confundem as próprias células de uma pessoa quando estão buscando “invasores” para atacá-los. Mas nunca nenhum desses vírus ou anticorpos foram identificados.
A tecnologia poderia ajudar a responder perguntas sobre o câncer, como por que a mesma doença progride mais rápido em alguns pacientes do que em outros, com a quimioterapia funcionando melhor em algumas pessoas. “Os anticorpos podem desempenhar um papel crucial, nesse fato”, disse ele.
Uma surpresa veio de pessoas infectadas com HIV. Elledge esperava que suas respostas imunes a outros vírus fossem diminuídas. “Em vez disso, eles têm respostas exageradas para quase todos os vírus”, relatou. Os pesquisadores ainda não sabem explicar o fato.
“Embora ainda não seja perfeito, nós pensamos que este método representa um grande avanço em direção ao objetivo de uma análise abrangente de infecções virais”, disse Elledge. .
A pesquisa foi financiada pelo Instituto Médico Howard Hughes. O teste pode levar de dois dias a dois meses para ser concluído, mas se fosse assumido por uma empresa e simplificado, isso poderia ser feito em dois ou três dias, de acordo com o autor.

11.266 – Saúde – Brasileira cria sensor que detecta câncer antes de sintomas aparecerem


Uma brasileira de 35 anos desenvolveu um sensor capaz de detectar um câncer antes de qualquer sintoma surgir. Priscila Monteiro Kosaka é cientista e doutora em Química do Instituto de Microeletrônica de Madri.
O dispositivo criado por ela é ultrassensível e utiliza a técnica de biorreconhecimento para descobrir se uma pessoa tem câncer ou não. Kosaka conta que ele funciona como um ‘pequeno trampolim’ com anticorpos na superfície. Ao entrar em contato com uma amostra de sangue de alguém com um tumor maligno, os anticorpos se tornam mais pesados e as partículas mudam de cor. “A superfície brilha muito, como se fosse uma árvore de natal”, conta. A taxa de erro do aparelho é de 2 a cada 10 mil casos.
Kosaka afirma que o sensor é inovador por conseguir detectar as moléculas em concentrações muito baixas e que coexistam com outras mais abundantes. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a agulha no palheiro”, explica. O projeto está sendo desenvolvido há quatro anos e na próxima fase deve testar amostras de doentes em biomarcadores de última geração.
A ideia é diminuir o custo do dispositivo e tornar possível sua utilização em exames de rotina, dispensando procedimentos invasivos como a biópsia. A previsão é de que isso aconteça somente daqui a 10 anos.
Além do câncer, o sensor seria capaz de diagnosticar pacientes com hepatite e Alzheimer.

9947 – Novo teste identifica insuficiência renal por meio da saliva


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Um novo teste permite a detecção da insuficiência renal aguda com algumas gotas de saliva. A proposta é utilizá-lo em regiões remotas, como o interior do Norte e Nordeste, onde é difícil o acesso a laboratórios.
A insuficiência renal aguda é a perda da capacidade dos rins de realizar suas funções. Precisa ser revertida rapidamente antes que se torne crônica, o que poderá levar o paciente a necessitar de diálise e transplante renal.
O teste é simples: basta que o paciente cuspa em um tubo. Ali é colocada uma fita com reagentes que, em contato com a saliva, muda de cor e indica o nível de ureia.
A faixa de concentração da substância é medida de acordo com uma tabela de cores.
O teste foi desenvolvido por duas instituições americanas (Integrated Biomedical Technology e o Renal Research Institute) e testado no Brasil por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Os ensaios clínicos foram realizados no trabalho de doutorado da pesquisadora Viviane Calice da Silva em 44 pacientes internados em um hospital em Joinville (SC).
Os resultados, apresentados em novembro no Congresso Mundial de Nefrologia, demonstraram que o teste de saliva foi tão eficaz quanto o exame de sangue em detectar os casos graves de doença renal, que precisavam de tratamento imediato.
Segundo o médico Roberto Pecoits Filho, professor da PUCPR e orientador do trabalho, o teste aguarda agora o registro do FDA (agência norte-americana que regula fármacos). Depois, deverá ser submetido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O custo hoje é de US$ 1 (R$ 2,35) por teste.
A falência renal aguda (diferentemente da crônica, que não tem cura) é reversível em 80% dos casos quando tratada imediatamente, segundo Pecoits Filho. A terapia inclui medicamentos, hidratação profunda com soro e diálise peritonial, se preciso.
Outro dado preocupante, explica o médico, é que 70% dos pacientes em tratamento descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos.

9742 – Diagnóstico – A Angiografia Pulmonar


MEDICINA simbolo

Também conhecida como arteriografia pulmonar, trata-se de um angiograma dos vasos sanguíneos dos pulmões, ou seja, um procedimento diagnóstico que fornece uma imagem radiográfica desses vasos sanguíneos.
Pela capacidade de avaliar o fluxo de sangue para os pulmões, a angiografia é indicada na avaliação de diferentes transtornos vasculares, como aneurisma, estenose ou bloqueios. Além disso, pode ser recomendada para fornecer medicamentos para os pulmões e tratar neoplasias ou hemorragias.

O procedimento é realizado injetando-se contraste na corrente sanguínea do paciente, o que facilita a visualização dos vasos sanguíneos dos pulmões no raio-x filme. O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, sedado, porém consciente, e com anestesia local na região a ser puncionada. A via de acesso mais comum é a veia femoral comum, na região da virilha, ou , quando isso não for possível, as veias jugulares, subclávias ou veia basílica, no braço.

A fluoroscopia, que consiste em um estudo das estruturas do corpo em movimento, frequentemente é utilizada na angiografia pulmonar, possibilitando a visualização das estruturas em uma TV.

Desta forma, podem ser diagnosticados, por meio da angiografia pulmonar:

Malformação arteriovenosa;
Estenose;
Aneurismas;
Anormalidades vasculares e/ou congênitas;
Presença de corpos estranhos nos vasos sanguíneos;
Embolia pulmonar.
As complicações neste tipo de procedimento giram em torno de 4%, abrangendo desde arritmias transitórias, lesão nos nervos, êmbolos, hematoma, infecção e reações ao meio de contraste iodado. Contudo, a mortalidade ligada a este tipo de procedimento é inferior a 0,2%.

8413 – Diagnóstico – Exame de sangue por fibra óptica


Toda vez que num hospital é preciso analisar o sangue de um paciente, perdem-se, no mínimo, dez
minutos entre colher a amostra e levá-la ao laboratório onde será examinada – o que pode ser excessivo em casos de vida ou morte. Esse desperdício de tempo parece estar com os dias contados: no futuro, o sangue será examinado na hora graças a uma finíssima fibra ótica colocada na circulação. Um feixe de luz percorre a fibra em incontáveis idas e vindas. Na ponta da fibra, uma cavidade coberta por uma tinta fluorescente reage ao entrar em contato com determinada substância química – componente do sangue, droga ou agente patogênico -, provocando uma alteração no retorno do feixe de luz. Essa alteração pode ser analisada por um aparelho chamado espectrômetro. Em alguns hospitais dos Estados Unidos, a fibra ótica já tem sido usada com essa finalidade, mas por enquanto apenas em cirurgias, cardíacas, para avaliar a quantidade de oxigênio no sangue do paciente.

8362 – Novo exame de sangue é capaz de detectar câncer colorretal


Pesquisadores desenvolveram um método não invasivo capaz de detectar o câncer colorretal com 87% de precisão tanto em estágios iniciais quanto mais avançados da doença. A abordagem consiste em detectar se há uma alteração no gene SDC2 a partir da análise de amostras do sangue dos paciente. O estudo que avaliou o teste também mostrou que ele detecta com 95% de precisão quais são os indivíduos livres desse tipo de câncer. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira no periódico The Journal of Molecular Diagnostics.
O câncer colorretal abrange tumores que atingem um segmento do intestino grosso, o cólon, e o reto. Diagnosticar precocemente a doença é essencial para reduzir o risco de metástase e aumentar as chances de sobrevivência e cura do paciente. Atualmente, a principal forma de detecção desse câncer é a colonoscopia, mas o procedimento é invasivo, desconfortável e, por isso, muitos pacientes preferem não ser submetidos a ele. Daí a importância de serem encontradas formas eficazes de diagnosticar a doença por métodos menos invasivos.
Um grupo de cientistas da empresa sul-coreana Genomictree realizou uma análise do DNA de 12 pacientes com câncer colorretal a partir de amostras de tecido dos tumores de cada um. Os pesquisadores, então, identificaram um grupo de genes que apresentou alterações no DNA de todos esses indivíduos. Entre esses genes estava o SDC2, que codifica determinada proteína conhecida por estar envolvida no processo de proliferação e migração de células cancerígenas.
Nessa fase da pesquisa, os autores observaram que alterações químicas conhecidas como metilações, que podem ser introduzidas e retiradas sem alterar a sequência genética original, no gene SDC2 pareciam estar associadas ao câncer colorretal.
Os autores do estudo, então, testaram o gene SDC2 como um marcador biológico (substância medidas para detectar alguma doença ou desequilíbrio no organismo) para o câncer colorretal em outros 131 pacientes com essa doença e em um grupo de controle, formado por 125 pessoas livres da condição.

Segundo Sungwhan An, CEO da Genomictree e coordenador a pesquisa, o teste que detecta metilação no gene SDC2 pode ser utilizado como alternativa à colonoscopia, ou então como um procedimento complementar a ela. O pesquisador acredita que o método também possa ser útil para monitorar a progressão do câncer colorretal, assim como os resultados do tratamento.
Esses resultados fazem parte da primeira fase dos testes clínicos do exame – ao todo, são necessárias três etapas para validar um método diagnóstico. De acordo com Sungwhan An, os próximos estudos devem explorar se o SDC2 é um marcador biológico restrito ao câncer colorretal ou então se poderia ajudar a diagnosticar outros tipos de câncer.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), houve cerca de 30.000 novos casos de câncer colorretal no Brasil em 2012 e foram registradas 13.344 mortes pela doença no mesmo ano. Em 2012, essa doença foi o terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres.

8288 – Mega Notícias – Para o câncer não se espalhar


Aproximadamente uma em cada três pessoas operadas de câncer acaba morrendo por causa da doença, mesmo quando os médicos, depois de retirarem o tumor, não identificam sinais de que as células malignas tenham se espalhado pelo organismo, com os exames disponíveis. Essa triste estatística leva muitos pesquisadores a buscar novos testes, para acusar o que chamam cânceres satélites, células cancerosas que escapam do tumor inicial. Nesse sentido, os cientistas do Centro do Câncer Sloan – Kettering, em Nova York, Estados Unidos, parecem realizar um enorme avanço. Eles resolveram produzir anticorpos monoclonais sob medida para cada paciente, cultivados a partir de amostras do tumor extraído na cirurgia.
Injetado na medula óssea, para onde costuma migrar a maioria das células cancerosas, os anticorpos carregadores de substância fluorescentes, visíveis em exames de tomografia, terminam apontando aquelas fugitivas. Assim, os médicos podem saber se determinado paciente precisa de uma quimioterapia mais agressiva depois da operação. Segundo os pesquisadores, o novo teste é capaz de detectar uma única célula cancerosa entre 1 milhão de células normais, ou seja, é 100 vezes mais sensível do que os exames de diagnóstico existentes até o momento.

8255 – Brasileiros criam teste mais preciso e barato para detectar vírus HTLV


Pesquisadores do Hemocentro da USP de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) desenvolveram um kit de diagnóstico molecular mais eficiente e barato do que o teste atual para o vírus HTLV, que pode causar câncer no sangue e paralisia dos membros inferiores.
O kit, formado por reagentes e instrumentos de análises clínicas, confirma a existência do vírus e o seu tipo (se 1 ou 2). Segundo os pesquisadores, o exame pode custar até 10% do preço do mais usado atualmente, sorológico.
De acordo com o pesquisador Maurício Rocha, o exame atual tem resultados indeterminados em até 40% dos casos. O novo kit, afirma ele, é 100% eficaz. “O kit detecta o genoma do vírus no paciente, e não os anticorpos criados por ele.”
A origem da pesquisa está na necessidade de diagnosticar o vírus para evitar novas contaminações. Estudos estimam que, no Brasil, 2,5 milhões de pessoas são portadoras do vírus, mas em apenas 5% delas as doenças se manifestam.
A principal forma de transmissão do vírus é de mãe para filho, pela amamentação. Porém, o exame não integra o protocolo do pré-natal das gestantes. A medida, segundo os especialistas, poderia impedir a transmissão vertical.
As outras formas de contaminação são relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de agulhas e seringas e transfusões de sangue. Desde 1993, nos bancos de sangue, os exames para detecção do vírus são feitos.
O HTLV não tem cura e tratamento definitivo.

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8039 – Medicina – Erros de Diagnóstico


A pesquisa é da Organização Mundial da Saúde (OMS): em média, 24% dos pacientes que procuram clínicos gerais, no mundo todo, recebem tratamento para problemas orgânicos, quando, de fato, as causas são psicológicas. É que nem todos que chegam ao médico reclamando de insônia, cansaço e náuseas estão precisando de vitaminas ou medicamentos para o estômago. As indisposições podem ser apenas sintomas de ansiedade, estresse ou depressão. A pesquisa foi feita com cerca de 26000 entrevistados, em quinze centros de diferentes paises. No Brasil, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro, que ficou com o segundo pior lugar da lista internacional.
O psiquiatra brasileiro Jorge Alberto Costa e Silva, diretos da divisão de saúde Mental OMS, em Genebra, Suíça, diz que os 1000 pacientes ouvidos no hospital Pedro Ernesto, no Rio, não representam a população do país inteiro. “Mas a realidade nacional não deve estar muito longe disso”, comentou Costa e Silva.
A OMS deve lançar em setembro um projeto para treinar os médicos generalistas do mundo todo no diagnostico de problemas psicológicos.