12.980 – Farmacologia – O antimicótico cetoconazol


cetoconazol
Cetoconazol é um fármaco antimicótico ou antifúngico derivado do imidazol usado topicamente (creme, gel ou xampu). Descoberto nos anos 80. Não se usa mais na forma oral por ser muito mais tóxico que outros antifúngicos.

Indicações
Pé de atleta (tinea pedis);
Micose corporal (tinea corporis);
Micose da virilha (tinea cruris);
Dermatite seborreica;
Micose do sol (Tinea versicolor ou pitiríase versicolor);
Candidíase cutânea
Tem acção antimicótica in vitro sobre os seguintes fungos: Blastomyces dermatitidis, Candida spp., Coccidioide immitis, Epidermophyton floccosum, Histoplasma capsulatum, Malassezia spp., Microsporum canis, Paracoccidioide brasiliensis, Trichophyton mentagrophytes e Trichophyton rubrum. É bastante eficaz, para pele.

Efeitos colaterais
É incomum (4% dos usuários) que cause coceira, ardor, queimação, vermelhidão ou irritação no local onde foi aplicada. Mudar de medicamento se ocorrer. Também é incomum (1%) deixar a pele mais seca ou mais oleosa ou causar dor de cabeça. Outros efeitos colaterais são raros (menos de 1%). Como comprimido era hepatotóxico (15%) e causava problemas gastrointestinais (3%) por isso parou de ser usado.

Lista de nomes comerciais
Aciderm – Brasil
Arcolan – Brasil
Candicort – Brasil
Candiderm – Brasil
Candoral – Brasil
Cetoconazol – Brasil
Cetohexal – Brasil
Cetomed – Brasil
Cetonax – Brasil
Cetoneo – Brasil
Cetonil – Argentina, Brasil
Cetozan – Brasil
Cetozol – Brasil
Cemicort – Brasil
Cezolin – Grécia
Cortifungin – Brasil
Dermitrat – Brasil
Frisol – Portugal
Frisolac – Portugal
Fungoral – Alemanha, Áustria, Brasil, Grécia, México, Noruega, Suécia
Ketomicol – Brasil
Ketonan – Brasil
Ketonazol – Argentina, Brasil, Tailândia
Lozan – Brasil
Miconan – Brasil
Micoral – Argentina, Brasil
Nizale – Portugal
Nizoral – África do Sul, Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Hong Kong, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Israel, Itália, Malásia, México, Nova Zelândia, Portugal, Singapura, Suíça, Tailândia
Nizoretic – Brasil
Noriderm – Brasil
Noronal – Brasil
Rapamic – Portugal
Tedol – Portugal
Kanazol – Cabo Verde
Letoconazol – Moçambique

12.945 – Medicina – A Cura do Vitiligo


vitiligo
Pesquisadores de Yale descobriram que um medicamento desenvolvido para tratar casos de artrite reumatoide conseguiu restaurar a pigmentação da pele de uma paciente que sofria de vitiligo – uma doença autoimune em que as células do sistema de defesa do organismo atacam os melanócitos, produtores de melanina (pigmento que dá cor à pele).
Os dados foram publicados na revista “JAMA Dermatology”. A investigação foi conduzida pela equipe do cientista Brett King, da Escola de Medicina da Universidade Yale.
Um ano atrás, esse grupo de cientistas já havia constatado que o mesmo composto fármaco estimulava o crescimento de cabelo e pelos em pessoas que sofrem de alopécia universal, quando há perda de todos os pelos do corpo
Em um comunicado divulgado pela instituição, os pesquisadores explicaram que já tinham registrado bons resultados em camundongos ao tratar um paciente com a droga Tofacitinib – desenvolvida pela Pfizer – um caso de psoríase em placas, condição caracterizada por áreas vermelhas escamosas na pele.
O mesmo medicamento foi usado ainda para estimular o crescimento de cabelo e pelos em um homem com alopécia universal. O caso foi descrito na revista “Nature” no ano passado.
A partir dessas comprovações, o autor do estudo, Brett King, e sua equipe decidiram testar o medicamento em uma mulher de 53 anos com vitiligo. Ela tinha grandes manchas brancas no rosto, mãos e outras partes do corpo.
Dois meses após iniciar o tratamento, as manchas começaram a reduzir e a cor normal da pele foi reaparecendo. Cinco meses após o uso do Tofacitinib, os médicos constataram que as manchas brancas do rosto e das mãos retrocederam significativamente. O estudo afirma que o medicamento não provocou efeitos colaterais.
Novos testes com o remédio e outro similar vão ser realizados em mais pacientes. De acordo com King, a possível aplicação desta droga pode revolucionar o tratamento em pacientes com esta condição.
Resultado ainda precisa ser estudado
Entre os tratamentos atualmente adotados contra o vitiligo estão a fototerapia (estímulo pela luz) e o envolve a aplicação de pomadas associadas a corticoides.
De acordo com a médica dermatologista Samantha Enande, os medicamentos da área de reumatologia têm capacidade de modular nossa imunidade e, por isso, têm apresentado resultados em locais inesperados.

“Por um lado isso é muito bom, porque tem descoberto tratamento para doenças autoimunes. Mas não temos controle sobre eles [resultados]”, explicou.
Samantha afirma que há poucos estudos sobre esse tipo de conduta e que há uma grande preocupação com o efeito colateral do medicamento, como a possibilidade de um efeito rebote – quando a doença melhora por um tempo, mas depois volta mais agressiva.
“O remédio é promissor, mas para ser usado como proposta para tratar alopécia, psoríase e vitiligo ainda não é seguro”, explicou a dermatologista.

Consultora do Bem Estar lembra que vitiligo não é contagioso
A dermatologista Márcia Purceli lembra que o vitiligo não é uma doença contagiosa, mas genética e que tem relação com o lado emocional. Além disso, precisa ser diagnosticado e tratado precocemente.

12.483 – Estética – Cientistas desenvolvem ‘segunda pele’ para esconder rugas e olheiras


pele artificial
Trata-se de uma película elástica e invisível que pode ser aplicada à pele para diminuir a aparência de rugas e pele flácida abaixo dos olhos e olheiras.
Depois de uma série de pequenos testes, a revista especializada ‘Nature Materials” informou que essa “segunda pele” é aplicada sobre a pele da pessoa e, quando ela seca, forma uma película que “imita as propriedades da pele jovem”. Por enquanto a película está sendo usada em testes apenas como um produto cosmético.
Mas os cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) afirmam que essa “segunda pele” poderá ser usada no futuro como protetor solar ou como uma forma de ministrar medicamentos a pacientes através da pele.

PROTÓTIPO
A equipe de cientistas americanos testou o protótipo em alguns voluntários aplicando a fórmula da região abaixo dos olhos, nos antebraços e pernas. O polímero polissiloxano foi sintetizado usando moléculas de silicone e oxigênio. O composto foi criado para imitar a pele humana e fornecer uma camada protetora e permeável.
Segundo os pesquisadores, a película temporária mantém a hidratação da pele e ajuda a aumentar sua elasticidade. Em um dos testes, a pele foi beliscada por um tempo e depois solta, para verificar-se o quanto tempo ela demorava para voltar a sua posição normal.
Com o envelhecimento, a pele perde firmeza e elasticidade e, com isso, o desempenho nesse tipo de teste fica pior. A parte da pele que foi coberta com o polímero ficou mais elástica do que a pele sem a película. E, a olho nu, a parte com a película parecia mais macia, firme e menos enrugada.
“Há muitos desafios em desenvolver uma segunda pele que seja invisível, confortável e eficaz para manter a hidratação”, afirmou Robert Langer, que liderou o trabalho no MIT. “Ela precisa ter as propriedades óticas certas, ou não vai ter uma boa aparência, e precisa ter as propriedades mecânicas certas, ou não vai ter a força certa e não vai desempenhar seu papel corretamente.”
Segundo os pesquisadores, a película pode ser usada o dia todo sem causar irritação e resiste ao suor e à chuva. Por enquanto ainda são necessários mais estudos para determinar a eficácia desta segunda pele, e o polímero aguarda aprovação de órgãos reguladores.
Tamara Griffiths, da Associação Britânica de Dermatologistas, afirmou que, apesar dos resultados promissores, ainda é preciso fazer mais testes. “Os resultados (com o) polímero parecem ser comparáveis aos de uma cirurgia, mas sem os riscos. É preciso fazer mais pesquisas, mas esta é uma abordagem nova e promissora para um problema comum. Vou acompanhar o desenvolvimento (da película) com interesse”.

12.398 – Medicina – Cientistas brasileiros testam couro da tilápia contra queimaduras


tilápia
Cientistas brasileiros acreditam que o couro da tilápia, um peixe de água doce muito comum no país, pode ajudar no tratamento de vítimas de queimaduras.
Uma pesquisa com animais, que durou um ano e acaba de ser concluída, mostrou que o uso da pele do peixe como alternativa ao tratamento é eficaz.
Os resultados foram apresentados no começo deste mês na 2ª Jornada Carioca de Queimaduras e publicados na “Revista da Sociedade Brasileira de Queimaduras”.
Hoje, o tratamento de vítimas de queimaduras é feito à base de sulfadiazina de prata, substância que cicatriza os ferimentos num período de 14 dias, em média.
De onde vem
Os peixes usados no estudo são cultivados em um açude em Jaguaribara (CE), a 250 km de Fortaleza .
Retirada da pele
De cada peixe é possível extrair 400 cm2 de pele. O material removido é lavado para a retirada de resquícios de tecidos musculares.
Limpeza
A pele da tilápia é colocada em banho-maria dentro de uma solução para a descontaminação .
Radiação
O couro é armazenado em envelopes esterilizados. No Instituto de Pesquisas em Energias Nucleares da USP, ele é irradiado por cobalto 60, que libera ondas eletromagnéticas capazes de exterminar organismos vivos.
Testes
Em testes com 40 camundongos, o couro da tilápia provocou a cicatrização em tempo igual ao de pomadas disponíveis e também amenizou as dores, diminuiu a perda de líquido e reduziu o risco de infecção.

12.387 – Bioluminiscência – Pele que brilha no escuro


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E se você pudesse comprar uma pele nova? Qualquer queimadura, cicatriz ou doença dermatológica poderia ser apagada – e você não precisaria mais se preocupar com filtro solar ou com maquiagem. Bom, isso ainda não é uma realidade para humanos, mas um bando de cientistas do instituto Riken, no Japão, conseguiu fabricar pele de ratos usando células tronco dos bichinhos. E tem mais: o tecido foi transplantado com sucesso de um rato para outro.
Mas como é que os cientistas criaram essa pele? Primeiro, as células tronco foram geneticamente modificadas para ficarem fluorescentes, e, assim, mais fáceis de serem identificadas no estudo. Depois, elas foram multiplicadas em laboratório e implantadas na pele de ratos vivos e sem pelos. Deu certo: as células começaram a se desenvolver e se conectar aos nervos e músculos dos bichos, com pelos e glândulas. O último passo foi testar o transplante, que aconteceu sem problemas de rejeição: a pele continuou crescendo normalmente no ratinho receptor. Por causa da alteração genética, feita no começo do estudo, a pele sintética brilha no escuro – mas os cientistas afirmam que isso não teve nenhum efeito no organismo das cobaias. É só muito legal de ver.
Tudo isso é animador, ainda mais se a gente for pensar em queimaduras ou em câncer de pele. Mas o problema é que ainda há um longo caminho entre os ratos e os humanos. O mais perto que já se chegou de fabricar esse tecido para pessoas foi há dois anos, quando pesquisadores do Reino Unido conseguiram criar uma única camada, a epiderme, a partir de células tronco humanas. Desde então, não houve grandes avanços na pesquisa, e é por isso que os cientistas japoneses estão otimistas com a descoberta: mesmo que não sejam células humanas, esta é a primeira vez que um tecido tão complexo quanto a pele é criado em laboratório com camadas internas e externas, glândulas que produzem suor, folículos capilares e um crescimento celular estável.
Os japoneses ainda não entenderam muito bem como os mecanismos de desenvolvimento dessa pele artificial funcionam, então a ideia é usar a descoberta como um modelo para estudar e aperfeiçoar aos poucos essa técnica – é um primeiro passo. Mesmo assim, eles estimam que a pele artificial estará pronta para ser testada em humanos em menos de 10 anos, e que, nesse mesmo período, eles conseguirão desenvolver outras partes do corpo, como glândulas salivares, glândulas lacrimais e até dentes. Por enquanto, então, não esqueça o filtro solar.

12.386 – Dermatologia – Como o Sol queima a pele?


Os responsáveis pelas queimaduras são os raios ultravioletas, que são classificados em UVA e UVB. Basicamente, a diferença entre eles é que o UVA penetra na pele e o UVB, não. Quando o UVB atinge a pele, os vasos sanguíneos se dilatam, formando o eritema, nome técnico para a vermelhidão. E, junto com a cara de pimenta, vem a ardência. Isso ocorre porque os raios UVB ativam uma substância presente no corpo chamada prostaglandina. Quando liberada, ela deixa as células nervosas receptoras da dor extretamente sensíveis. E, se o UVB pode ser vilão no embelezamento do verão, o UVA tende a ser aliado. Afinal, esses raios estimulam mais a atividade de melanócitos, as células produtoras da melanina, resultando no bronzeamento da pele.

VERMELHO ATRASADO
Você saiu da praia aparentemente branco, mas, à noite, surpreendeu-se com o visual “moldura da capa da SUPER” que adquiriu. Isso é normal. O efeito dos raios UVB é tardio, aparecendo em média de seis a 24 horas depois da exposição ao Sol.

CASQUINHA PRAIANA
Quando tomamos muito sol, o aumento da melanina não causa apenas bronzeamento. Os raios solares atravessam a camada mais superficial da pele, que funciona como uma barreira contra as agressões externas. O UVA atinge o DNA das células, que ressecam e morrem. Essa camada de células mortas é a pele descascada – um ícone do verão.

10.718 – Dermatologia – Qual a causa das olheiras?


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Esse problema está relacionado à concentração de melanina (proteína que dá pigmentação à pele e aos cabelos), à concentração de vasos sanguíneos e à espessura da pele na região. A hereditariedade é o principal motivo, mas fatores como alergias, uso de medicamentos, idade e sono podem piorar bastante a situação. A olheira diz respeito só ao escurecimento, e não ao inchaço. Ele pode ou não aparecer junto e é provocado por bolsas de gordura na área, retenção hídrica ou excesso de pele. Não há solução definitiva para acabar com as olheiras, mas elas podem ser amenizadas com cremes à base de substâncias clareadoras e tratamento com laser ou luz intensa pulsada, sob indicação de um dermatologista. Algumas opções caseiras também podem dar uma força, como compressas úmidas geladas ou com chá de camomila, massagem com óleo de amêndoas e aplicação de fatias de pepino.
A hereditariedade é a grande culpada. Os genes determinam a concentração de vasos sanguíneos, a espessura da pele da pálpebra (quanto mais fina, mais aparentes os vasos) e a quantidade de melanina no local. A concentração de vasos causa o escurecimento azulado; e o excesso de melanina, o escurecimento castanho.
Quanto mais pálido você for, mais os vasos sanguíneos transparecem. E não importa o motivo: a olheira acontece tanto em quem é branquinho por natureza como em quem está assim por motivos como anemia, cansaço, gravidez ou período pré-menstrual (em mulheres) e consumo de álcool em excesso.
Enfermidades de caráter alérgico, como asma, dermatite e rinite, causam coceiras perto dos olhos e também podem piorar o escurecimento da pálpebra. Medicamentos com efeito vasodilatador, como as pílulas anticoncepcionais, também tornam os vasos sanguíneos mais visíveis.
Alguns hábitos pioram tudo: fumar compromete a oxigenação da pele e pode deixá-la ainda mais fina, enquanto tomar muito sol faz o corpo produzir mais melanina, escurecendo a epiderme. Varar a noite para estudar? Péssima ideia: dormir pouco leva à palidez e à dilatação dos vasos
A chance de ter olheiras aumenta com a idade, já que a pele se torna cada vez mais fina e a concentração de melanina aumenta.

10.694 – Dermatologia – O Rosácea


rosacea

É uma doença inflamatória crônica da pele. A afecção se manifesta principalmente no centro da face, mas pode expandir-se pelas bochechas, nariz, testa e queixo e afeta mais os adultos entre 30 e 50 anos. Embora as mulheres sejam mais suscetíveis, os homens desenvolvem as formas mais graves da enfermidade.
Causas
Provavelmente, diversos fatores estão envolvidos no aparecimento da rosácea. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os mais importantes são: predisposição genética, alterações emocionais e hormonais, mudanças bruscas de temperatura, exposição solar, uso de bebidas alcoólicas, medicamentos vasodilatadores ou fotossensibilizantes, ingestão de alimentos muito quentes.

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução da doença.
A primeira manifestação é chamada de pré-rosácea. Sua principal característica é a tendência à ruborização fácil e passageira. O quadro evolui progressivamente para uma vermelhidão (eritema) no centro da face, que não regride e está associada a crises de calor e ardência. Nessas áreas vermelhas, ocorre um aumento de vasos sanguíneos semelhantes a teias de aranha (telangiectasias) e de pápulas ou pústulas. Essas lesões inflamatórias se diferenciam das provocadas pela acne, porque não apresentam pontos pretos.
Em 50% dos casos, pode surgir uma lesão nos olhos denominada rosácea ocular, com sintomas semelhantes aos da conjuntivite e danos na córnea.
Nas formas mais graves, a pele fica mais espessa e aparecem nódulos inflamatórios que aumentam o tamanho do nariz, deixando-o com aspecto disforme e bulboso. Esses sintomas caracterizam a rinofima, uma complicação que afeta mais os homens.
Rosácea é uma desordem crônica da pele para a qual ainda não se conhece a cura definitiva. O tratamento é indicado de acordo com o grau de evolução do caso com o objetivo de deter ou, quando possível, reverter o quadro.
O tratamento pode ser tópico (local), ou sistêmico (com antibióticos por via oral), ou cirúrgico utilizando laser, a eletrocirurgia e a dermoabrasão. O fundamental, porém, é evitar os fatores de risco que favorecem a manifestação da rosácea.

Recomendações

* Não se automedique. Procure um dermatologista tão logo note alterações na pele do rosto, como vermelhidão e inchaço;

* Evite a exposição ao sol e as mudanças bruscas de temperatura;

* Procure relacionar os alimentos que ingeriu e o uso de cosméticos ou de produtos à base de corticoesteroides com os episódios de rosácea;

* Use sempre protetor solar;

* Não tome banho nem lave o rosto com água muito quente.

9799 – Medicina – O que é a Zigomicose?


Também chamada de mucormicose, é uma infecção fúngica rara, que tem como agente etiológico fungos da classe dos zigomicetos, ordem Mucorales e Entomophthorales. Dentro desta última, encontram-se os fungos das famílias Entomophthoraceae e Basidiobolaceae que apresentam importância médica (entomoftoromicose por Canidiabolus coronatus e C. incongruus; basidiobolomicose por Basidiobolus ranarum).
Normalmente estes fungos habitam o solo e folhas secas encontradas no chão, sendo que a infecção resulta da inalação dos esporos associadas ao pó, com subseqüente implantação desses agentes na mucosa nasal. É sabido que in vitro, este fungo é capaz de sintetizar diversas enzimas, como elastases, esterases, colagenases e lipases.
A entomoftoromicose, decorrentes da infecção por C. coronatus, normalmente é observada como uma infecção granulomatosa da mucosa nasal, que rotineiramente estende-se para o subcutâneo e pele da face adjacente. Esse tumor determina sintomas como obstrução nasal e dor local, sendo comum a ocorrência de sinusite bacteriana, resultante do processo obstrutivo. Normalmente, ocorre uma deformação fácil conseqüente da infiltração e edema encontrado com freqüência na região. Esta forma de zigomicose é mais observada em regiões tropicais.
A mucormicose é causada por agentes oportunistas, raramente resultando na doença em pacientes imunocompetentes, habitualmente levando a processos que causam neutropenia ou à disfunção dos neutrófilos. Neste caso, o gênero mais observado é o Rhizopus. Contudo, tem sido relatados casos de infecção por fungos do gênero Mucor, Rhizomucor, Absidia, Apophysomyces, Saksenaea, Cunniinghamella, Cokeromyces e Syncephalastrum. Os sintomas relacionam-se com as condições predisponentes do hospedeiro. Habitualmente, o curso clínico da doença e sua evolução são fulminantes, em conseqüência do crescimento acelerado do fungo juntamente com a destruição tecidual. A maior parte dos casos se passa em pacientes leucêmicos. No que diz respeito à mucormicose rinocerebral, o paciente caracteriza-se por, normalmente, ser portador de diabetes com cetoacidose.
O pulmão é o segundo local mais afetado pela mucormicose. O quadro pulmonar costuma acometer pacientes oncológicos ou aqueles que são submetidos a transplante de medula óssea; infecções cerebrais e disseminadas são mais observadas em pacientes que são usuários de drogas de administração intravenosa e em pacientes nos quais foi administrada deferoxamina.
Esta doença não é tão comum em pacientes com AIDS, pois a imunidade mediada por células T não é considerada um importante fator no desencadeamento da infecção.
As manifestações clínicas podem ser inespecíficas, sendo que nos casos de mucormicose pulmonar, o paciente pode apresentar: tosse, dispnéia, produção de escarro, perda de peso, hemoptise e/ou dor torácica. Pacientes diabéticos habitualmente desenvolvem lesões endobrônquicas, apresentando sintomas de rouquidão, hemoptise, alargamento do mediastino e atelectasia.
Os zigomicetos apresentam tropismo vascular, levando à trombose e necrose isquêmica. Como resultado, há o aparecimento de hemoptise, que pode ser fatal caso acometa a região mais interna dos pulmões.
A confirmação do diagnóstico normalmente é feita por meio de cultura e pela observação do agente em exames histopatológicos, no material oriundo da lesão. Histologicamente, a doença caracteriza-se por infiltrado granulomatoso do tecido subcutâneo, apresentando material eosinofílico hialino, no qual é possível visualizar hifas grandes, não septadas do fungo em questão.

Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e, em especial, a ressonância magnética, é de grande utilidade no diagnóstico da zigomicose rinocerebral, pulmonar e disseminada.
Para obtenção de sucesso no tratamento da zigomicose, se faz necessária a associação de diferentes terapias, sendo que o diagnóstico precoce, o imediato início do uso de antifúngicos, a correção do distúrbio metabólico ou a reversão da neutropenia são de extrema importância para o sucesso do tratamento.
O tratamento de eleição é a anfotericina B (1, 0 a 1,5 mg/kg). A dose total desse fármaco não esta definida, oscilando entre 2,0 a 4,0 g.

9791 – O que é Tricoepitelioma?


O também chamado de adenoma sebáceo de Balzer, trata-se de um tumor de pele benigno, múltiplo ou isolado, oriundo dos folículos pilosos, mais comumente encontrado na face, mas que pode aparecer no couro cabeludo, pescoço e tronco.
Esta condição é genética, de caráter autossômico dominante, com expressão reduzida penetrancia nos indivíduos do sexo masculino.
Clinicamente, o tricoepitelioma solitário caracteriza-se por uma placa ou pápula facial, de coloração uniforme à pele, apresentando, comumente, diâmetro inferior a 2 cm. É mais frequente a partir da segunda década de vida. No caso do tricoepitelioma múltiplo, costuma surgir durante a infância, caracterizando-se pela presença de múltiplas pápulas, que habitualmente não ulceram. Raramente estas lesões evoluem para malignidade. Outra forma desta condição que é incomum é a associação com nevo.
O diagnóstico geralmente é feito com base no histórico e exame clínico, devendo ser confirmado pela histopatologia. O diagnóstico diferencial inclui o carcinoma basocelular, o tricoepitelioma dermoplásico, o siringoma e os cistos epidérmicos. Técnicas de imunohistoquímica podem ser úteis nessa diferenciação.
O tratamento de eleição é a remoção, por meio da criocirurgia, eletrocoagulação, dermo-abrasão ou laser de CO2.

9479 – Ômega-3 para prevenir o câncer de pele


MEDICINA simbolo

O ômega-3, nutriente encontrado em alimentos como salmão, linhaça, castanha e azeite, pode ajudar na prevenção contra o câncer de pele. O nutriente fortalece o sistema imunológico, o que, consequentemente, torna o organismo mais resistente aos danos da luz solar e ao câncer de pele. A descoberta foi feita por pesquisadores da Grã Bretanha e divulgada no periódico “The American Journal of Clinical Nutrition”.

Aspirina: promessa contra melanomas
O melanoma é considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele, pois geralmente resulta em metástase, ou seja, espalha-se para outros órgãos do corpo. Mulheres que tomam aspirina ao menos duas vezes por semana, porém, podem reduzir em até 30% o risco de desenvolverem um melanoma. A conclusão é de um estudo publicado no periódico “Cancer”. Segundo os cientistas, o benefício se daria pela ação anti-inflamatória do remédio. Mais pesquisas são necessárias para definir em qual dose a aspirina pode surtir o efeito desejado.

9292 – Dermatologia – Por que ficamos de orelhas vermelhas?


As orelhas “ficam quentes”, ou melhor, vermelhas, porque têm uma grande rede circulatória e uma pele bem fina, o que deixa mais visível o sangue que passa por lá. Por isso, basta a pessoa ter uma vasodilatação – o aumento da espessura dos vasos sanguíneos – para a coisa “esquentar”. Às vezes o processo de vasodilatação é só local, como quando a orelha precisa de mais nutrientes e oxigênio do sangue ao ser pressionada pelo telefone por muito tempo. Mas a vasodilatação também pode ser no corpo todo. Ela é, por exemplo, uma resposta do organismo a situações de nervosismo. Mas esse gás na circulação só é visível em alguns pontos do corpo. Aí, já viu: se a pessoa fica nervosa, sobra para as orelhas. Outra curiosidade é que as famosas pílulas para problemas de ereção também aumentam a vasodilatação. O sujeito com o bilau baleado agradece, mas fica com orelhas vermelhas como “efeito colateral”…

9172 – Dermatologia – Maioria das pessoas com psoríase sofre de outro problema de saúde


Uma pesquisa inédita revelou que 70% dos brasileiros que têm psoríase — uma doença inflamatória crônica da pele — apresentam ao menos um problema de saúde relacionado à doença, como obesidade, hipertensão e depressão. A psoríase afeta de 1,5% a 3% da população mundial e se caracteriza pela formação de placas vermelhas principalmente nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Em alguns casos, há também inflamação nas articulações.
Ainda não se sabe ao certo por que a psoríase está associada a outras doenças. Para especialistas, uma possível causa é a mudança de comportamento do paciente ao ser acometido pela psoríase.
“A pessoa se sente envergonhada com as lesões na pele, fica mais retraída e desenvolve um comportamento depressivo ou hábitos que levam à obesidade”, diz Ricardo Romiti, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores do estudo, divulgado nesta quinta-feira.
Outra possível explicação é que a lesão cutânea ajuda a desencadear processos inflamatórios no resto do organismo, aumentando o risco de doença coronariana, por exemplo.
De acordo com o estudo, feito pelo laboratório Janssen, dentre as pessoas com psoríase que apresentam alguma enfermidade associada, a maioria (75%) tem sobrepeso ou obesidade. Outras associações comuns são hipertensão (32%), colesterol alto (25%) e diabetes (17%), fatores de risco para cardiopatias.
A pesquisa também forneceu evidências de que pessoas com psoríase apresentam um risco maior de desenvolver problemas emocionais, como ansiedade (39%), depressão (26%) e alcoolismo (17%).
“Isso não significa que uma pessoa com uma lesão decorrente de psoríase vai enfartar, mas sim que pacientes com formas graves da doença correm um maior risco de ter algum problema cardíaco ou psicológico”, diz Romiti.
Os dados foram baseados em um levantamento com 877 pacientes atendidos em 26 centros especializados em psoríase localizados em dez estados brasileiros. Os participantes tinham, em média, 48 anos. Metade deles apresentava um grau leve da doença, ou seja, as feridas cobriam até 10% do corpo – para efeito de comparação, a palma da mão cobre 1%. O restante manifestava formas moderada ou grave da condição.

Glossário
PSORÍASE
​A psoríase é uma doença autoimune, crônica e não contagiosa que afeta de 1,5% a 3% da população mundial. Ela se caracteriza por inflamações na pele manifestadas por manchas vermelhas, espessas e descamativas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Em outros casos, pode se espalhar por toda a pele e também atingir as articulações.
A enfermidade atinge igualmente homens e mulheres, e costuma surgir antes dos 30 e após 50 anos. As causas não são exatas, mas a doença tem um forte componente genético e pode ser desencadeada por infecções, medicamentos anti-inflamatórios, obesidade, clima (mais comum em lugares frios), stress e consumo de cigarro e álcool.
O tratamento pode ser feito com cremes, medicamentos orais e fototerapia. Há também a opção dos imunossupressores, mas estes são muito caros (o tratamento pode custar até 100 000 reais por ano) e não cobertos pelo SUS para pessoas com psoríase. Os imunossupressores são recomendados a pacientes que não responderam às outras abordagens.

9146 – Medicina – Bronzeamento artificial é “frescura”


bronzeamento-artificial

Pelo menos é o que pensa a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O uso das câmaras de bronzeamento artificial é condenado, pois a exposição solar concentrada constitui uma enorme agressão à pele, podendo levar a processos degenerativos e não é recomendado para a finalidade estética.
Segundo o site oficial da ANVISA, “As câmaras de bronzeamento artificial não poderão mais ser utilizadas para fins estéticos no país”. Isso é devido à falta de controle das máquinas que se encontram no país, a falta propriamente dita de manutenção e, mais ainda, o já comprovado risco iminente de câncer que a pessoa é exposta a cada sessão. Existem alguns casos de conhecimento popular de pessoas expostas a altos índices de raios UV que acabaram morrendo. Um exemplo foi de uma mulher que estava a busca de uma pele bronzeada para ir a uma festa e se submeteu a 4 sessões no mesmo dia e, por fim, devido alta exposição, morreu. Existem casos comprovados de pessoas que contraíram câncer devido à exposição à essas câmaras. Também, segundo o site oficial da ANVISA “O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade”. E fecha com a seguinte frase “As empresas que não cumprirem a decisão estão sujeitas a penalidades que vão de advertência, interdição até multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão”.

9108 – O que são verrugas?


Antes, é preciso deixar claro que aquela protuberância escura chamada popularmente de verruga tem outro nome para os médicos: nevo. Verrugas, para a medicina, são apenas as causadas pelo chamado papilomavírus humano, também conhecido como HPV. Elas são transmitidas principalmente por contato sexual e, por terem um vírus como causa, podem se espalhar pelo corpo se não forem tratadas. Já o nevo melanocídico – que costuma aparecer na ponta do nariz das bruxas dos contos de fadas – é um pequeno tumor benigno. Ele leva esse nome porque tem origem nas células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele, e por isso são escuros. Essa tumoração, como chamam os médicos, é um aglomerado de células com alteração genética que normalmente não representa grandes problemas.

9067 – Medicina – A Epidermólise Bolhosa


MEDICINA simbolo

A pele humana é formada por duas camadas: a epiderme, camada externa, que representa um fator de proteção do corpo, e a derme, camada interna composta por vários tipos de tecidos que cumprem diferentes funções. Defeitos nas estruturas que unem essas duas camadas, ou na adesão entre as células da epiderme, podem acarretar lesões provocadas por um toque leve ou alterações climáticas.
Epidermólise bolhosa é o nome que se dá a um grupo de doenças não contagiosas de pele, de caráter genético e hereditário. A principal característica da forma congênita é o aparecimento de bolhas, especialmente nas áreas de maior atrito, e nas mucosas. Lesões profundas podem produzir cicatrizes semelhantes às das queimaduras.
Nos portadores da doença, as bolhas podem estar presentes em certas áreas do corpo desde o nascimento, ou podem aparecer logo depois em regiões que sofreram pressão ou trauma, ainda que leve. Há casos de crianças que nascem sem pele em algumas partes do corpo, o que favorece o risco de infecções e sepse.
Classificação e Sintomas

De acordo com a gravidade do quadro, a epidermólise bolhosa congênita pode ser classificada do seguinte modo:

1) simples – é a forma menos grave; sua principal característica é a formação de bolhas, que cicatrizam sem deixar marcas. As áreas mais vulneráveis são mãos, pés, joelhos e cotovelos, por causa da maior exposição aos traumas e atritos;

2) distrófica – há formação de bolhas em quase todo o corpo, inclusive na boca e no esôfago. As lesões do tubo digestivo, quando cicatrizam, podem provocar fibrose que dificulta a passagem dos alimentos. A repetição dos episódios no mesmo local pode resultar na perda das unhas e na distrofia dos pés e mãos;

3) juncional – as bolhas se espalham pelo corpo todo, inclusive na mucosa da boca, no esôfago e nos intestinos, o que aumenta a dificuldade para engolir e compromete a absorção dos alimentos. Nos pacientes desnutridos, os problemas de cicatrização se agravam e o prognóstico pode não ser favorável.

Diagnóstico

O diagnóstico da epidermólise bolhosa leva em conta os sintomas, especialmente a localização e a aparência das bolhas, assim como o histórico clínico do paciente e de sua família. Exames, como microscopia eletrônica e biopsia, são de grande ajuda para o diagnóstico diferencial.

Tratamento

Ainda não se conhece a cura para a epidermólise bolhosa. O tratamento deve ser multidisciplinar e voltar-se para o alívio da dor e para evitar o agravamento das lesões e a desnutrição. A cirurgia pode ser um recurso necessário quando as cicatrizes provocaram o estreitamento do esôfago, a ponto de impedir a alimentação adequada do paciente ou quando houve degeneração dos pés e mãos.

Recomendações

* A doença não impede que a criança leve vida praticamente normal e frequente escolas comuns da rede de ensino;

* Portadores de epidermólise bolhosa precisam saber quais são as características da doença e como devem portar-se para evitar ferimentos;

* Pacientes devem carregar consigo uma declaração médica de que a enfermidade é genética e não oferece o menor risco de contágio. Tal precaução pode evitar constrangimentos;

* A proposta da APPEB – Associação de Parentes, Amigos e Portadores de Epidermólise Bolhosa Congênita – é investir na qualidade de vida dos pacientes e na formação de especialistas na doença. Entre em contato com eles, se precisar de ajuda.