8270 – Defesa – Qual foi o primeiro país a ter um exército oficial?


Os exércitos são mais antigos que o conceito de país e existem desde 2500 a.C., pelo menos. Os primeiros grupamentos organizados para defender territórios e atacar inimigos pertenciam a cidades-Estado da Suméria, no sul da Mesopotâmia – território que, hoje em dia, representa o Iraque e partes de Irã, Síria e Turquia. Com a expansão das civilizações na Mesopotâmia, o interesse em áreas estratégicas, como canais e terras produtivas, provocou disputas entre vizinhos. O ato de guerra passou a fazer parte das leis sumérias, com uma cidade-Estado neutra servindo de árbitra nas batalhas. Com as regras, surgiram alianças, dando origem a impérios que guerreavam com cidades estrangeiras. Civilizações da região, como acádios e babilônicos, começaram com exércitos de poucos milhares e expandiram territórios e forças militares aos poucos. Os primeiros soldados lutavam com lanças, machados e adagas, e os “tanques” da época eram carruagens, com um condutor e um guerreiro armado com dardo ou arco composto – feito com ossos, tendões ou feixes de madeira.

7507 – Como funciona um revólver?


O princípio básico não tem segredo: quando alguém puxa o gatilho, entra em cena um sistema de alavancas e molas para fazer a pólvora da bala explodir. Impulsionada por esse estouro, a bala sai do cano a quase 700 km/h, causando muito estrago no alvo. Dá para dizer que a invenção do revólver foi um dos mais antigos processos de miniaturização. Afinal, a base de qualquer revólver é a mesma que a dos antigos canhões, em que uma bola de ferro era arremessada com a explosão da pólvora dentro de um tubo. Os primeiros revólveres eram realmente pequenos canhões – inclusive com o problema de ter de se recarregar a pólvora e a bala de metal a cada disparo. Para acabar com esse perrengue, o americano Samuel Colt, então com apenas 21 anos, patenteou em 1835 um novo tipo de arma com tambor – uma peça cilíndrica que armazena as balas e gira a cada disparo, deixando a arma pronta para o tiro seguinte. Surgia o revólver moderno. No final do século 19, a invenção evoluiu e deu origem a modelos mais práticos, as pistolas. Mais precisas e sensíveis, as pistolas disparam de sete a 20 tiros sem precisar de recarga – em vez do tambor, elas usam um pente, em que as balas ficam alinhadas umas sobre as outras.
O funcionamento do revólver é todo mecânico. O disparo de cada tiro depende de um sistema de alavancas e molas que interliga e muda a posição de três peças essenciais: o gatilho, o martelo ou cão, e o tambor. O primeiro passo, você sabe, é apertar o gatilho.
Quando alguém puxa o gatilho, duas alavancas são acionadas: a primeira, na parte de trás da peça, empurra o martelo do revólver para trás. A segunda, na parte de cima, faz girar o tambor que guarda as balas, deixando uma delas na posição de disparo.
Depois que uma das alavancas empurrou o martelo para trás, uma mola na parte de baixo da peça faz o movimento inverso, jogando o martelo novamente para a frente — desta vez com grande velocidade —, em direção ao tambor.
No final do movimento, a parte mais pontuda do martelo bate em outra peça, chamada de agulha. A agulha, por sua vez, aproveita o impulso e choca-se com o fundo da bala. Esse impacto faz a pólvora dentro da bala explodir, empurrando o projétil.
No cano, o gás da explosão da pólvora segue impulsionando a bala e faz o tiro ganhar velocidade. Ranhuras internas em forma de espiral fazem a bala sair girando, reduzindo o atrito com o ar e aumentando ainda mais a velocidade do disparo.
Um revólver 38 — que você vê aqui em tamanho real — lança balas a 650 km/h. Se acertarem um homem, elas podem perfurar tecidos e até quebrar ossos. Quanto maior o calibre (diâmetro) da bala e a velocidade do tiro, mais graves os ferimentos.
Matadores famosos:
PISTOLA – GLOCK 380
FABRICANTE – Glock
LANÇADA EM – 1979
A 380 é a versão pistola do calibre 38. Outro modelo dessa arma é a PT (Pistola Taurus) 380. Compacta, mede 17 centímetros — pela forma, ganhou o apelido de “quadrada”, sendo fácil de esconder em roupas folgadas. Pesa 680 gramas, pouco para um pistola.

magnum 44

REVÓLVER – MAGNUM 44
FABRICANTE – Smith & Wesson
LANÇADO EM – 1956
Imortalizado em Hollywood nos filmes de Dirty Harry, o revólver Magnum 44 é pesado — tem 1,2 quilo — e possui cano mais longo que outras armas (até 29 centímetros), aumentando a precisão e a potência do tiro.
PISTOLA – 9 MM
FABRICANTE – John Browning
LANÇADA EM – 1923
Outra versão em pistola do calibre 38. Usada pelos nazistas na Segunda Guerra, é uma das preferidas da polícia paulista. É mais pesada que um 38 — tem 900 gramas, em média —, mas seu disparo potente destroça uma melancia. Imagine os danos ao corpo humano.
REVÓLVER – 450
FABRICANTE – Colt
LANÇADO EM – 1873
Esse revólver com calibre de 0,45 polegadas foi projetado a pedido do governo dos Estados Unidos para a invasão das Filipinas, no fim do século 19. Como os filipinos seguiam lutando mesmo depois de atingidos pelo calibre 38, os americanos pediram uma arma mais potente.
REVÓLVER – CALIBRE 38
FABRICANTE – Colt
LANÇADO EM – 1873
Criado pela Colt, mas produzido por diversas companhias, o 38 é líder de vendas no Brasil. Apelidado de “três-oitão”, seu calibre (diâmetro interior do cano) equivale a 0,38 polegadas ou 9 milímetros. A arma não é muito pesada, chegando a 650 gramas.
CÁPSULA
É onde a pólvora explode
BALA METÁLICA
Parte disparada pelo revólver
PÓLVORA
Combustível do tiro
DETONADOR
Parte onde a agulha bate para explodir a pólvora
BASE
Fundo da bala. Indica o fabricante e o calibre

6055 – Geo-Política e Defesa – De ☻lho na Vizinhança


Os 28 destacamentos na fronteira da Região Amazônica tem cerca de 1600 soldados é o equivalente a 1 soldado para cada 7 km de fronteira.
A Zona Marítima exploratória possui 4,4 milhões de km² submersos e neles o país exerce direitos sobre as riquezas naturais. Mas só detém posse de uma faixa de 12 milhas marítimas.
O Brasil é um dos 3 únicos páises do planeta que fazem fronteira com 10 ou mais vizinhos terrestres, os outros 2 são a Rússia com 14 e a China com 10. O arco de 15.700 km que vai da Tríplice Fronteira, na Foz do Rio Iguaçú, em pleno sudeste, até o Oiapoque, limite setentrional com a Guiana Francesa, reúne governos instáveis.

Mini Cronologia das Batalhas

1648 – Batalha dos Guararapes – O choque com os holandeses durou anos e as forças brasileiras conquistaram uma vitória decisiva. É considerada a data da fundação das Forças Armadas no Brasil.
1822-23 – Independência – O último militar português foi expulso do país em 2 de julho pelo marechal Pedro Labatut e suas tropas em Salvador. Lutando com a farda emprestada, a baiana Maria Quitéria tornou-se a patrona do Exército brasileiro.
1865 -70 – A Guerra do Paraguai – Mais de 200 mil brasileiros combateram e 18 mil morreram. Entre os Paraguaios, houve 300 mil mortos. A Batalha do Avaí, relata a luta.
1835 – 45 – Revolução Farroupilha – Saparatistas gaúchos republicanos e abolicionistas, empreederam o mais longo conflito armado no continente. Governante da província, o Barão de Caxias derrotou os revoltosos.
1889 – Proclamação da República – O primeiro golpe militar no país deu-se sem nenhuma gota de sangue derramado. O general Benjamin Constant conseguiu a adesão no Rio do oficial mais graduado do Exército, o marechal Deodoro da Fonseca. O movimento federalista acabou com a Monarquia em 15 de novembro.
1893 – 97 – A Guerra de Canudos – Antonio Conselheiro liderou a rebelião de 30 mil sertanejos em Canudos, cidade de retirantes que fundara na Bahia.Tropas federais foram derrotadas 3 vezes, antes da vitória, na mais mortífera guerra civil da história brasileira.
1910 – A Revolta da Chibata – Mais de 2 mil marujos se rebelaram contra torturas, extintas pela República, que a Marinha restabelecera. Tomaram 4 navios, assassinaram 6 oficiais. O governo negociou e cedeu quando os rebeldes se entregaram.
1914 – Expedição Rondon-Roosevelt – As autoridades desconheciam os índios quando Cândido Rondon instalou linhas telegráficas na Amazônia. Em 1914, já coronel, ele levou á floresta uma expedição de que participou o presidente dos EUA Teddy Roosevelt.
1930 – O 2° golpe militar no Brasil triunfou em 3 semanas. Depôs Washington Luiz e empossou Getúlio Vargas. Encerrou a República Velha e deu poder às massas urbanas.
1932 – Movimento Constitucionalista – Primeira revolta armada contra Vargas, uniu paulistas partidários de mudanças constitucionais por 83 dias, com um saldo de 1000 mortos e a derrota.
1942 – 2ª Guerra Mundial – De fevereiro a dezembro, 18 navios brasileiros foram afundados por submarinos alemães. Em guerra contra o Eixo desde agosto, o país contou 1500 mortos nos ataques marítimos e 456 militares mortos na Itália.
1964 – 84 – Regime Militar – No 4° golpe, o vértice das Forças Armadas decidiu assumir o comando do país e promoveu 21 anos ininterruptos de ditadura. A minunciosa intervenção coincidiu com expansão industrial e aceleração inflacionária.

No dia 19 de abril comemora-se o dia do exército brasileiro. A data é marcada pela primeira luta dos povos do Brasil contra a dominação holandesa, em 1648. Os indivíduos que treinam e lutam para defender os espaços e direitos de um país são os integrantes dessa corporação.
No período de 1808 até 1967 o responsável pelas ações do exército era o ministério da guerra; entre 1967 e 1999, o controle passou a ser feito pelo ministério do exército. A partir de 1999, criou-se o ministério da defesa, responsável pela defesa nacional, unindo as três forças armadas do país: o exército, a marinha e a aeronáutica.
O comandante supremo do exército brasileiro é o presidente da república, mas existem os cargos hierárquicos dentro da corporação.
As tropas do exército praticam fortes treinamentos, como preparo para operar em circunstâncias de guerra e de conflitos mais extremos. São responsáveis pela segurança da pátria junto às fronteiras, compartilhando tal responsabilidade com os serviços da aeronáutica.
Além disso, o exército participa de campanhas sociais, leva alimentos e faz serviços de atendimento médico às localidades do país que são muito isoladas, onde a população não tem acesso aos mesmos.

4252 – Coletes à prova de balas com fios de teias


Se depender dos militares americanos, o Exército dos Estados Unidos terá milhares de “homens-aranhas” não tanto pelas proezas do super-herói, mas pela roupa. Uma equipe de cientistas do Centro de Pesquisas Natick, em Massachusetts, está estudando a composição das teias de aranha. A intenção é produzir uma fibra semelhante, que serviria de matéria-prima para os coletes à prova de balas, incorporados ao uniforme de cada soldado. A idéia surgiu depois que foram descobertas as propriedades físicas dos sete tipos de fios secretados pelas aranhas.
O fio que elas usam para se pendurar no teto, chamado viga-mestra, é 5 vezes mais resistente que aço da mesma espessura e 3 vezes mais flexível do que o Kevlar, material sintético usado atualmente nos coletes. Os pesquisadores já decifraram metade das proteínas que integram a química das teias. O grande desafio ainda é descobrir como as aranhas transformam essas proteínas em polímeros – longas cadeias de moléculas. Só depois disso é que uma fibra tão resistente poderá ser feita em laboratório.