13.638 – Mega Memória – Fatos Importantes do dia 7 de Março


Eventos Históricos

1573 – Paz de Constantinopla encerra guerra entre Turquia e Veneza.
1785 – A França cede a Ilha de São Bartolomeu para a Suécia.
1793 – A França declara guerra à Espanha.
1821 – Dom João VI, do Brasil, promulga um decreto que anuncia o retorno da corte à Portugal e a transmissão do trono brasileiro ao seu filho Dom Pedro.
1871 – O Visconde de Rio Branco assume a presidência do Conselho de Ministros.
1876 – Alexander Graham Bell recebe a patente do telefone.
1906 – A Finlândia se torna o primeiro país do mundo a dar às mulheres o direito ao voto.
1918 – Partido Bolchevique transforma-se em Partido Comunista Russo.
1926 – Nova York e Londres realizam a primeira ligação transatlântica de rádio-telefone.
1936 – Alemanha viola o Tratado de Versailles e ocupam a zona desmilitarizada da Romênia.
1947 – Terroristas atacam uma delegacia de polícia em Assunção, Paraguai, dando origem a cinco meses de sangrenta guerra civil.
1984 – Descobrimento do cometa Russell 4.
1989 – China decreta lei marcial no Tibet depois de três dias de protestos anti-China.
1991 – Forças leais a Saddam Hussein executam mais de 400 pessoas no Sul do Iraque nos dias seguintes a uma rebelião em Basra.
1992 – O presidente russo, Boris Yeltsin, encerra o controle de preços no país.
1996 – Pela primeira vez, o Parlamento palestino é eleito democraticamente.
2000 – Californianos rejeitam o casamento gay em um plebiscito.
2001 – Ariel Sharon se torna primeiro-ministro de Israel.
2002 – Confrontos entre hindus e muçulmanos deixam mais de 600 mortos no Estado indiano de Gujarat.
2004 – A ginasta Daiane dos Santos ganha medalha de ouro na Copa do Mundo da Alemanha.

Nascimentos
» Alessandro Manzoni (1785-1873), poeta italiano
» Maurice Joseph Ravel (1875-1937), compositor francês
» Anna Magnani (1908-), atriz italiana.

Falecimentos
1274 – Tomás de Aquino, santo, teólogo e filósofo italiano
1770 – Santa Teresa Redi, canonizada em 1934
1897 – Harriet Jacobs, ex-escrava e escritora americana
1979 – Guiomar Novaes, pianista brasileira
1990 – Luís Carlos Prestes, líder comunista brasileiro
1999 – Stanley Kubrick, cineasta americano
1999 – Antônio Houaiss, diplomata e filólogo brasileiro

13.611 – Aniversário de São Paulo tem tradicional Bolo do Bixiga


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Moradores do tradicional bairro do Bixiga montaram o tradicional bolo de aniversário para festejar o aniversário de São Paulo. O “bolo do Bixiga”, que já entrou até para o Livro dos Recordes, é fruto da colaboração entre vizinhos, empresários locais e patrocinadores. Cada um leva uma quantidade de pão de ló e tudo é unido em uma longa mesa, para ser confeitado e formar um único bolo.
O comerciante Walter Taverna, de 84 anos, está à frente da organização do evento desde 1994, quando Armandinho do Bixiga, idealizador da festa, faleceu. Taverna, que também é conhecido como o “Primeiro-ministro da República do Bixiga”, lembra que o primeiro bolo, em 1986, tinha mil e quinhentos metros de comprimento. Em 2015, a Câmara de Vereadores votou para incluir o evento no calendário oficial das comemorações pelo aniversário da cidade.
A jornalista Nádia Garcia, que também é uma das organizadoras do evento, explica que o Bolo do Bixiga surgiu como uma forma de agradecer a cidade por acolher os imigrantes.
Por falta de patrocínio, o bolo deixou de ser feito entre 2009 e 2016, mas a tradição foi retomada no ano passado. Para este ano, os organizadores preferiram não criar expectativa quanto ao tamanho da guloseima, deixando em destaque a união dos moradores do bairro: “não é uma questão de quantidade. Quanto maior o bolo, maior será a participação da comunidade”.

13.140 -Mulheres na Ciência-As Mulheres já produzem metade da ciência do Brasil


dia da mulher
Os dados mostram que, dentre os países pesquisados, Brasil e Portugal são os que mais contam com autoras em trabalhos científicos (49% do total).
Isso é percebido no cotidiano dos cientistas: “Eu não tinha as estatísticas, mas já diria que hoje nós mulheres somos metade da produção científica nacional”, diz Mayana Zatz, geneticista do Centro de Genoma Humano da USP.
Em outros seis países (Reino Unido, Canadá, Austrália, França e Dinamarca) o número de publicações por mulheres já atingiu pelo menos 40% do total, considerado patamar de igualdade.
Nos dados entre os anos de 1996 e 2000, somente Portugal contava com taxas superiores a 40%.
A quantidade de pesquisadoras, no entanto, muda de acordo com a área do conhecimento, segundo o relatório.

SAÚDE
Hoje, são elas que dominam as publicações de medicina no país: uma em cada quatro estudos publicados na área por pesquisadores brasileiros tem uma cientista mulher como principal autora.
Nas chamadas ciências duras, no entanto, elas ainda estão em minoria. De acordo com o levantamento da Elsevier, publicações de áreas como ciências de computação e matemática têm mais do que 75% de homens na autoria dos trabalhos na maior parte dos países pesquisados.
“Áreas de exatas são um problema porque desde a primeira infância as meninas vão sendo afastadas”, diz Márcia Barbosa, física da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e especialista em gênero.
Fato: um estudo publicado na revista científica “Science” em fevereiro mostrou que a partir dos seis anos as meninas começam a se achar menos inteligentes do que os meninos na escola –que, acreditam elas, lideram e fazem grandes descobertas.
“Temos uma cultura de que a menina tem de ser uma princesinha que, por exemplo, não pode se sujar”, diz Barbosa. “Ciências exigem experimentação.”
A igualdade na distribuição de autoria dos trabalhos científicos observada no Brasil não se reflete, no entanto, nos cargos científicos de liderança. Reitores de universidade, chefes de departamentos e coordenadores de linhas de pesquisa ainda são, em sua maioria, homens.
É isso que os estudiosos de gênero chamam de “teto de vidro”: um bloqueio invisível que as mulheres não conseguem quebrar para chegar ao topo.
“As mulheres vão sumindo ao longo da carreira. É como se houvesse um vazamento de mulheres pelo caminho”, diz Marcia. Para a especialista, é preciso ter políticas que entendam e trabalhem o fenômeno. “Não podemos ver isso como algo dado e natural.”
Tamara Naiz, historiadora e presidente da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) afirma que a mulher precisa lidar com diversos entraves ao longo da carreira científica. Um deles, diz ela, é a falta de proteção com relação a maternidade.
“Quando uma mulher é aprovada em um curso de pós-graduação, é comum ela ouvir de orientadores que não poderá engravidar para que a pesquisa não seja interrompida”, conta.
“Se somos cientistas tão capazes quanto os homens, por que isso não se reflete em igualdade de salários e de oportunidades?”, questiona Naiz. “O resultado do levantamento mostra que, mesmo partindo de condições desiguais, a mulher consegue desenvolver uma pesquisa tão boa quanto a de um homem.”
Isso pode ser observado nos números. No Brasil, a qualidade dos trabalhos publicados por homens e por mulheres –medido pela quantidade de vezes em que um estudo é citado em outros trabalhos, que é chamado de “impacto”,– também é semelhante.
As brasileiras recebem 0,74 citação por estudo publicado, enquanto os cientistas homens do país têm 0,81 citação em seus trabalhos.
O impacto dos artigos científicos publicados por homens e por mulheres é semelhante até nos países em que a produção de ciência é bastante desigual.
No Japão, por exemplo, as mulheres são autoras de apenas dois em cada dez trabalhos científicos. Os artigos delas, no entanto, recebem 0,94 citação –número bem próximo do impacto dos trabalhos dos homens daquele país (0,96).
O levantamento foi feito com a base de dados da Elsevier, a Scopus, que lista autores de mais de 62 milhões de documentos em cerca de 21,5 mil revistas acadêmicas.
Como a identificação de gênero não é necessária em publicações científicas, um segundo processo atribui gênero aos nomes contando com conjuntos de informações de cada país que relacionam nome e sexo com pelo menos 80% de certeza.

12.898 – A verdadeira origem do Halloween – e por que os fãs do Dia do Saci não deveriam se incomodar


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O Ano-Novo dos celtas, dois mil anos atrás, era em 1º de novembro. Para esse povo que habitava o que hoje chamamos de Irlanda, Reino Unido (e também França), o dia marcava o fim do verão e o começo do inverno. Em uma época em que as estações do ano determinavam os ciclos da agricultura com muito menos espaço para intervenções humanas que hoje, e que o sucesso das colheitas definia o tamanho da despensa das pessoas, a data era crucial. Nada mais justo que fosse escolhida para encerrar um ano e começar outro. Era o fim do período solar, vivo e encalorado e o início da longa, fria e morta treva. O inverno chegara.
Para os celtas, na véspera desse dia de mudança, a divisão do plano dos vivos e dos mortos se misturava. À noite de 31 de outubro, desprovida de cancelas fronteiriças entre os que aqui estavam e os que já se foram, eles deram um nome, samhain. No samhain, fantasmas dominavam a terra, destruíam plantações e causavam arruaças. Em contrapartida, a presença deles facilitava o trabalho dos druidas, os sacerdotes celtas, de fazer previsões. Profecias eram um abraço quente e necessário no tenebroso inverno que começava – não muito diferente do apego contemporâneo ao horóscopo todo começo de mês.
Se os druidas previram, não conseguiram evitar a invasão de um povo mais poderoso e violento que os celtas, os romanos. Em 43, o império iniciou o domínio das terras que eles batizariam de Britânia. Nos quatro séculos seguintes, os costumes romanos se misturaram aos celtas. Feralia, uma festa em que Roma celebrava a partida dos mortos, realizada em fins de outubro, naturalmente se aclimatou no norte e deu novas cores ao samhain. Outra festividade incorporada pelos nortenhos celebrava Pomona, deusa dos pomares, cujo símbolo, uma maçã, talvez explique em parte a antiga brincadeira de pegar maçãs com a boca.
As terras dos celtas seguiram como um lugar distante do centro do poder até que o próprio Império Romano se dividiu e, no oeste, foi pulverizado. Em 13 de maio de 609, a Igreja Católica dava as cartas, e o papa de então, Bonifácio IV, oficializou um costume que os antigos cristãos no Oriente já faziam: honrar os mártires. Para deixar claro o recado, o papa pegou um antigo templo romano, o Panteão, e o dedicou àqueles que morreram por Jesus. O templo de todos os deuses romanos passou a ser o templo de todos os mártires.
Mais tarde, outro papa, Gregório III, expandiu a festividade a todos os santos e mudou a data para 1º de novembro. Em 1000, a Igreja criou mais uma data nessa sequência de festas, e aí o 2 de novembro virou o dia para honrar todos os mortos. A escolha foi estratégica. A ideia é que a nova festividade substituísse o samhain nas ilhas celtas, onde a palavra de Jesus começava a se firmar. Assim, as paradas, fogueiras e fantasias de santos e demônios do samhain acabariam incorporadas por uma celebração semelhante e, mais importante, sancionada por Roma.
Agora, a Igreja tinha um dia para todos os santos e outro para todas as almas, que no Brasil chamamos Dia de Finados. Ambos pegaram, mas o 2 de novembro não eliminou o 31 de outubro, apenas o fez mudar de nome e se adaptar. O Dia de Todos os Santos era chamado, em inglês, de “All-hallows”. A noite da véspera era, portanto, “All-hallows Eve”. O termo mudou com o tempo e acabou virando “Halloween”.
Na segunda metade do século 19, os Estados Unidos, que haviam sido colonizados por cristãos daquelas antigas terras celtas, receberam uma nova leva de imigrantes, especialmente da Irlanda, que sofria, na época, um bocado com uma crise de fome. Os irlandeses levaram na bagagem o ancestral costume do Halloween.
Ao longo das décadas seguintes, a festa ganhou novos contornos. O gesto de pedir comida ou dinheiro no dia de todas as almas na Inglaterra, em troca de orações para os mortos da família, deu origem ao “gostosuras ou travessuras”. Ao mesmo tempo, o senso de comunidade tirou espaço do medo real de fantasmas. Na virada para o século 20, o Halloween já tinha perdido boa parte do caráter supersticioso. As máscaras e fantasias, que serviam para enganar os espíritos, viraram apenas uma brincadeira para enganar, no máximo, um vizinho desatento. Deixar comida na porta de casa, que servia para afastar os fantasmas do lar, tornou-se uma forma de interação com a comunidade.
Isso nos Estados Unidos. Outros povos comemoram as festividades à sua maneira. No México, o dia dos mortos, tradição anterior à colonização espanhola, ganhou elementos cristãos e segue ainda hoje firme como uma das festas mais famosas do mundo. Austríacos decoram túmulos de entes queridos com lanternas. Filipinos cantam de casa em casa pelas almas do purgatório. Chineses queimam pequenos botes de papel. Brasileiros levam flores ao cemitério, aproveitam o feriadão para pegar trânsito na estrada e, mais recentemente, incorporaram o Halloween americano – algo que não é exclusivo. Até a França, tão protetora da cultura local, começou a adotar a festa da abóbora decorada nos anos 90.
Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados são a evolução de eventos realizados por diversos povos, que aproveitavam a mudança de estação para lembrar a brevidade da vida e honrar os mortos. Por mais que a origem tenha se desvanecido na história, nós não somos tão diferentes quanto os celtas que faziam festa quando o calor dava lugar ao frio. Até começo de horário de verão é uma boa desculpa do calendário para beber.
O saci-pererê retratado por Monteiro Lobato em 1917 era chifrudo e tinha dentes pontudos para sugar o sangue de cavalos. Lendas mais antigas do curupira falam que ele não tinha ânus. A mula-sem-cabeça original tinha cascos afiados. Os três assassinavam quem cruzasse seu caminho. A cuca era uma velha horripilante que capturava crianças, nada daquela bruxa-jacaré trapalhona do Sítio do Picapau Amarelo. O negrinho do pastoreio era um pobre escravo, amarrado ensanguentado em um formigueiro. Um folclore rico, sanguinário e mais carismático do que imaginamos.

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O Dia do Saci nasceu na década passada como uma resposta à crescente popularização do Halloween no Brasil. Mas o Halloween, diferentemente do que muito se propaga, não é uma festa unicamente americana e pagã. É uma mistureba com elementos dos antigos celtas, de romanos, de irlandeses e ingleses da Idade Média e dos primeiros séculos de tradição cristã.
Se o Halloween é o resultado de 2 mil anos de adaptações e evoluções, está mais que na hora de o saci maluco invadir a festa do vampiro importado. O Halloween marcava a mudança de estações. E nisso um Halloween brasileiro levaria vantagem. Não é o inverno gélido e decrépito que bate à porta. É o verão.

12.085 – História – Natal antes e depois de Cristo


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Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, o culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

11.476 – Data do Dia Namorados é lançada no Brasil em 12-06-1949


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A terceira data mais importante para o comércio no Brasil, o Dia dos Namorados, surgiu no país no dia 12 de junho de 1949, em São Paulo. A conceituada loja Clipper foi a primeira a aderir à novidade no mês de junho, época em que não havia nenhuma data importante para alavancar as vendas no comércio. A ideia foi de João Agripino da Costa Dória Neto, mais conhecido como João Dória, da empresa publicitária Standart Propaganda. Ele criou o slogan “não é só com beijos que se prova o amor” para incentivar os casais apaixonados a celebrar uma data especial.
A ideia teve como inspiração o Dia de São Valentim, comemorado em 14 de fevereiro em vários países do mundo, como Inglaterra e Estados Unidos. João Dória preferiu a data de 12 de junho no Brasil por ser a véspera da celebração do dia de Santo Antônio de Lisboa, conhecido como o Santo Casamenteiro. Pela iniciativa, a empresa de João Dória conquistou um prêmio de agência do ano.
Ainda foram necessários alguns anos para que a data do Dia dos Namorados ganhasse popularidade e trouxesse altos lucros aos comerciantes. Hoje, só perde em vendas para o Natal e o Dia das Mães.
Além de publicitário, João Dória também foi deputado federal pela Bahia em 1962, mas teve seu mandato cassado pelo Regime Militar. Ele se exilou na Inglaterra, onde obteve um PhD em psicologia. João Dória nasceu em Salvador em 1919 e morreu em São Paulo, em 2000, aos 81 anos.

11.375 – Fundadora do Dia das Mães lutou para abolir a data, após perceber que utilizavam-na apenas para ganhar dinheiro


Anos depois de fundar o dia das mães, Anna Jarvis estava jantando no Salão de Chá da loja de departamentos Wanamaker, na Filadélfia, EUA.
Ela viu no cardápio que eles estavam oferecendo uma “salada de Dia das Mães”. Ao pedir a salada e ser servida, ela levantou-se, despejou o prato no chão, deixou o dinheiro para pagar por ele na mesa e saiu revoltada. Jarvis percebeu que havia perdido o controle do feriado que ela ajudou a criar e foi esmagada por sua crença de que o mercantilismo estava destruindo o Dia das Mães.
Durante a Guerra Civil, a mãe de Anna, Ann Jarvis, cuidou de feridos em ambos os lados do conflito. Ela também tentou orquestrar a paz entre a União e as mães de confederados, através da formação de um Dia da Amizade das Mães. Quando Ann faleceu, em 1905, sua filha ficou devastada. Ela iria ler os cartões recheados de simpatia e letras de paz repetidas, tendo o tempo para sublinhar todas as palavras importantes. Anna, então, encontrou uma saída para homenagear sua mãe, trabalhando para promover um dia que iria honrar todas as mães.
Em 10 de maio de 1908, os eventos do Dia das Mães foram realizadas na igreja onde sua mãe foi professora, na Escola Dominical de Grafton, West Virginia, e no auditório da loja de departamento do Wanamaker, na Filadélfia. Anna não compareceu ao evento em Grafton, mas enviou 500 cravos brancos, flor favorita de sua mãe. Os cravos eram para ser usados por filhos e filhas em honra de suas próprias mães.
O Dia das Mães rapidamente ganhou tradição, por conta do zelo presente na carta de Ann e campanhas promocionais em todo o país e ao redor do mundo. Ela ganhou o apoio de muitos abastados, como John Wanamaker e HJ Heinz, e Anna passou a dedicar-se em tempo integral para a promoção do Dia.
Em 1909, vários senadores zombaram da ideia de feriado para o Dia das Mães. O senador Henry Moore Teller, descreveu a resolução como “pueril”, “absolutamente absurda” e “insignificante”. O senador Jacob Gallinger julgou a própria ideia de Dia das Mães como um insulto, alegando que a memória de sua falecida mãe “só poderia ser lembrada por alguma demonstração externa no domingo, 10 de maio”
Isso não impediu Anna Jarvis. Ela contou com a ajuda de organizações como a World’s Sunday School Association e o feriado passou pelo Congresso com pouca oposição, em 1914.
A indústria de flores, de forma oportuna, apoiou o movimento Dia das Mães de Jarvis. Ela aceitou suas doações e falou em suas convenções. Com a data, o uso de cravos tornou-se um item essencial. Floriculturas em todo o país esgotavam rapidamente os cravos brancos nas datas comemorativas das mães. A indústria, mais tarde, veio com uma ideia para diversificar as vendas através da promoção da prática de usar as flores vermelhas brilhantes em honra de mães residentes, e flores brancas para mães falecidas.

dia das maes

Muita propaganda
Anna logo chateou-se com os interesses comerciais associados ao dia. Ela queria que o Dia das Mães “fosse um dia de sentimento, não de lucro”. Por volta de 1920, ela pediu que as pessoas parassem de comprar flores e outros presentes para suas mães, e ela se virou contra seus antigos apoiantes comerciais. Ela referiu-se aos floristas, fabricantes de cartões de saudação e indústria de doces, como “charlatões, bandidos, piratas, ladrões, sequestradores e cupins que colocariam suas ganâncias em um dos melhores, mais nobres e mais verdadeiros movimentos e comemorações já criados”.
Ela tentou lutar contra a indústria floral, ameaçando abrir processos quando a marca do cravo junto com as palavras “Dia das Mães” fossem relacionadas. Em resposta a suas ameaças legais, uma associação florista ofereceu-lhe uma comissão sobre as vendas de cravos do dia das mães, mas isso só a enfureceu ainda mais.
As tentativas de Jarvis para acabar com promoção do Dia das Mães dos floristas com cravos pareciam não ter fim. Em 1934, o Serviço Postal dos Estados Unidos emitiu um selo em homenagem ao Dia das Mães. Eles usaram uma pintura coloquialmente conhecida como ‘Mãe de Whistler’ para a imagem, criada pelo artista James Whistler. Anna ficou desolada ao ver o selo, pois acreditava que a adição do vaso de cravos era uma propaganda para a indústria floral.
Para Anna, o presente que ela queria popularizar no Dia das Mães seria uma visita domiciliar ou uma longa carta para as mães. Ela não podia suportar aqueles que vendiam produtos e cartões: “Cartões piegas impressos ou telegramas prontos não significam nada, exceto que você esteja com preguiça de escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo”.
Jarvis lutou contra instituições de caridade que utilizaram o Dia das Mães para angariação de fundos. Ela chegou a ser arrastada para fora pela polícia, gritando, em uma reunião das mães de guerra americanas, sendo presa por perturbar a paz em suas tentativas de colocar fim à venda de cravos. Ela chegou a escrever para o presidente Eleanor Roosevelt, pedindo a utilização do Dia das Mães para o levantamento de fundos para instituições de caridade que trabalhavam para combater as altas taxas de mortalidade materna e infantil, sendo o mesmo tipo de trabalho que a mãe de Anna fez durante a sua vida.
Em uma de suas últimas aparições em público, Anna foi vista indo de porta em porta, na Filadélfia, pedindo assinaturas em uma petição contra o Dia das Mães. Em seus anos de crepúsculo, ela tornou-se reclusa. Jarvis passou seus últimos anos afundada em dívidas, internada em um asilo para doentes mentais, na Pensilvânia. Ela morreu em 24 de novembro de 1948. Anna Jarvis nunca soube que seu tempo no asilo foi parcialmente pago por um grupo de floristas, gratos por seu projeto de lei.

11.325 – Paradoxo – O “Dia da Terra” foi criado por um assassino?


No dia 22 de abril de 1970, milhares de pessoas se reuniram no Fairmount Park, na Filadélfia, nos EUA, para celebrar o primeiro ‘Dia da Terra’ – um evento que serviria para alertar mais pessoas sobre a necessidade da preservação do meio ambiente.

O mestre de cerimônias era Ira Einhorn, conhecido como “O Unicórnio” por causa de seu sobrenome (que, em alemão, significa ‘um chifre’). Muitos anos depois, ele passaria a ser chamado de o “Unicórnio Assassino”.
Einhorn fazia parte de uma geração de artistas e ativistas – no seu círculo próximo estavam Philip K. Dick (autor de vários livros de ficção científica incluindo “Androides sonham com ovelhas elétricas?”), o criador de Star Trek, Gene Roddenbery e o poeta da geração beat Allen Ginsberg.
Você sabe que o Dia da Terra foi um sucesso. E muito disso se deve e Einhorn, conhecido como um sujeito pacífico. Mas de acordo com o livro “On The Wild Side”, escrito por Martin Gardner, o ativista era extremamente narcisita e mostrava uma tendência à violência sexual. Ele era insanamente ciumento em relação a suas namoradas, apesar de ter relações fora dos namoros. Em um verso escrito por ele em 1966, ele descreve a sensação de liberdade que teve ao quase matar uma moça batendo em sua cabeça com uma garrafa. Em um de seus diários também há uma passagem descrevendo sua vontade de estrangular outra mulher com quem era envolvido.
Em 1972, Einhorn conheceu e se apaixonou por Helen Maddux, de 25 anos. O relacionamento entre os dois foi turbulento e em 1977 ela deixou o ativista e se mudou para Nova York. Ao mesmo tempo, começou a namorar outro sujeito. Naquele mesmo ano, Helen desapareceu.

Einhorn negou qualquer conhecimento sobre o paradeiro da ex-namorada. Mas um mandato em 1979 garantiu à polícia uma busca na casa do criador do Dia da Terra e, na ocasião, um corpo mumificado foi encontrado na residência. O sangue havia sido drenado e os restos estavam armazenados em um plástico. Quando foi indagado sobre o corpo, Einhorn teria dito “Vocês encontraram o que vocês encontraram”. Exames revelaram que se tratava de Helen.
Ele foi preso, mas conseguiu ser liberado após pagar uma fiança de 40 mil dólares – tudo garantido por seu advogado, Arlen Specter, que mais tarde seria eleito senador dos EUA.
O ativista roubou a identidade de um de seus ‘seguidores’, casou novamente e passou os próximos 16 anos morando em várias cidades da Europa. Ele foi localizado e preso em 1997, na França, e extraditado novamente para os EUA onde permanece preso – sua sentença é perpétua. Ele continua afirmando que é inocente, que foi vítima de um golpe e que é o preso mais famoso da Pensilvânia. No entanto, a página oficial do Dia da Terra não faz nenhuma menção a ele e, em fotos divulgadas no site do primeiro evento, o Unicórnio não aparece em nenhuma delas.

11.178 – Dia Internacional da Mulher – 2015


Mulheres roncam menos
O fato das mulheres roncarem menos tem a ver com algumas diferenças anatômicas e biológicas entre o corpo masculino e o feminino.

mulher atenta

Mulheres têm um senso de perigo mais elevado
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, esse estado de alerta maior tem a ver com os altos níveis de progesterona.

Mulheres são ótimas em realizar múltiplas tarefas
Um grupo de psicólogos do Reino Unido fez um experimento dividindo em dois grupos homens e mulheres, e as mulheres se saíram melhor.

Instinto infalível durante a ovulação

ovulação

Quando estão ovulando, as mulheres conseguem identificar melhor se os homens à sua volta são homossexuais.
Sistema imunológico mais forte
Mulheres têm mais micro RNA, que é capaz de melhorar a capacidade do sistema imunológico.
O mundo pode ter mais mulheres por causa da mudança climática
A variação de temperatura é a causa de um número menor de bebês do sexo masculino nascendo.

Homens se arriscam mais de forma idiota
Ao mesmo tempo que são mais corajosos, também costumam se arriscar de forma idiota e desnecessária.

Homens sonham com desastres, mulheres, com relacionamentos
Os homens têm pesadelos diferentes das mulheres. Enquanto eles costumam “sofrer” com desastres e dores físicas, as mulheres “preferem” fins de relacionamentos e questões sociais.

Empatia
Para quem não sabe, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, e essa capacidade ajuda nos julgamentos e na compaixão. Viva a inteligência emocional!

empatia

10.346 – ☻Mega Memória – O que aconteceu em 4 de Julho


Nascido em 4 de Julho

Nascido a 4 de julho filme
Ron Kovic (Tom Cruise) é um rapaz idealista e cheio de sonhos, que deixa a namorada (Kyra Sedgwick) e a família para ir lutar no Vietnã. Já na guerra, ele é ferido e fica paraplégico. Ao voltar aos Estados Unidos é recebido como herói, mas logo se vê confrontando com a realidade do preconceito aos deficientes físicos, mesmo aqueles considerados heróis de guerra. Ron decide então se juntar a outros para lutar pelos seus direitos, agora negados pelo país que os enviara para a guerra.

1776
• EUA: Congresso da Filadélfia aprova a Declaração de Independência das 13 colônias da União.
1830
• Argélia: Conquista do país africano pela França.
1933
• Índia: Prisão do líder pacifista Mahatma Gandhi, acusado de incitar a desobediência civil.
1942
• Estado Novo: Manifestação da União Nacional dos Estudantes contra os integralistas, no Rio.
1994
• Ruanda: Tomada da capital Kigali pela Frente Patriótica tutsi.
1997
• Espaço: Sonda não tripulada Pathfinder, dos EUA, pousa em Marte e envia imagens do planeta.

10.145 – Dia do Trabalho é Dia de Senna – Pilotos e milhares de fãs prestam homenagem a Senna em Imola


Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Gerhard Berger, entre outros pilotos e ex-pilotos, se juntaram a milhares de fãs no início da tarde desta quinta-feira na curva Tamburello, no autódromo de Imola, para prestar homenagem a Ayrton Senna, morto há exatos 20 anos após um acidente no local.
De acordo com a organização do “Tributo a Ayrton Senna”, entre 15 mil e 20 mil pessoas estiveram no circuito italiano para o primeiro dos quatro dias de eventos programados para homenagear o piloto brasileiro.
Por volta das 13h30 (horário local), os portões que dão acesso à pista foram abertos e os milhares de torcedores começaram a caminhar em direção à Tamburello atrás de uma banda, que tocava o hino brasileiro, o italiano, entre outras marchas.
A poucos metros de onde o Williams de Senna sofreu o impacto no muro, hoje enfeitado com bandeiras do Brasil e flores, um palco foi montado para as homenagens. Perto das 14h, Berger, companheiro do brasileiro na McLaren, abriu os discursos.
“Sei que hoje é um dia triste, mas fico feliz de tanta gente estar aqui para homenagear meu grande amigo e por termos conseguido transformar este evento em uma comemoração e um momento feliz para lembrá-lo”, afirmou o austríaco.
Depois dele, Alonso subiu ao palco e foi ovacionado pelos fãs. “Sempre fui fã de Ayrton, tinha um poster dele no meu quarto e fico feliz em estar aqui hoje para prestar minha homenagem a ele”, disse o ferrarista, em italiano.
Raikkonen tomou a palavra na sequência e também elogiou Senna.
“Dizer que ele era um dos grandes não é novidade, mas temos que agradecer por tudo o que ele fez pelo esporte”, afirmou o piloto finlandês.
Quando o relógio apontou 14h17, um minuto de silêncio foi observado, seguido por uma longa salva de palmas e depois gritos de “ole, ole, ole, Senna, Senna”.
Pierlugi Martini, Andrea de Cesaris, Riccardo Patrese, Luca Badoer e Jarno Trulli, entre outros também fizeram suas homenagens a Senna.
Todos eles autografaram um cartaz que foi colocado atrás do palco e que mais tarde foi liberado para que os torcedores também pudessem assinar o cartaz.

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9543 – Datas Comemorativas – Ano Novo


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É o momento em que um novo ano civil começa e quando um novo calendário anual é iniciado. Em muitas culturas ao redor do mundo, o evento é comemorado de alguma maneira, principalmente na véspera da data.
O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1 de janeiro (Dia do Ano Novo), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte) – uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, tampouco os primeiros cristãos.
A ordem dos meses no calendário romano vai de janeiro a dezembro desde o rei Numa Pompilius em cerca de 700 a.C, de acordo com Plutarco e Macrobius. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano na cultura ocidental. Até 1751, por exemplo, na Inglaterra e no País de Gales (e em todos os domínios britânicos), o ano-novo começava em 25 de março.
Desde então, o 1º de janeiro tornou-se o primeiro dia do ano. Durante a Idade Média, vários outros dias foram diversas vezes considerados como o início do ano civil (1 de março, 25 de março, 1 de setembro, 25 de dezembro). Em muitos países, como República Checa, Brasil, Espanha, Itália e Reino Unido, o dia 1 de janeiro é um feriado nacional. (Para obter informações sobre a mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano e o efeito sobre a datação de eventos históricos, consulte o verbete Mudança para o calendário gregoriano)
Com a expansão da cultura ocidental para muitos outros lugares do mundo durante séculos recentes, o calendário gregoriano foi adotado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1 de janeiro tornou-se global para se comemorar o ano-novo, mesmo em países com suas próprias celebrações em outros dias (como Israel, China e Índia). Na cultura da América Latina, há uma variedade de tradições e superstições em torno dessas datas como presságios para o próximo ano.

9512 -☻Mega Sampa – Crianças ‘estreiam’ presentes em tour pela avenida Paulista


Feliz Natal 2013 ☻Mega Sampa
Feliz Natal 2013
☻Mega Sampa

Com o comércio fechado e o movimento de carros quase nenhum, a avenida Paulista se converteu ontem num lugar para as crianças estrearem os presentes de Natal recebidos na véspera.
Meninos e meninas em bicicletas, skates e patinetes zanzavam nas calçadas da Paulista no final da manhã nublada de ontem.
Um show de neve artificial na Paulista foi prejudicado pela chuva. Cerca de 50 pessoas se protegiam do aguaceiro sob as marquises ou com guarda-chuvas e capas.

8125 – Mega Memória – Senna: Aquele fatídico 1° de maio de 1994


Senna

Dos cinco campeões mundiais que disputam a temporada 2013 da Fórmula 1, pelo menos três têm motivos para ficar emocionados neste dia 1º de maio. Há exatos dezenove anos, o tricampeão brasileiro Ayrton Senna morria, na pista de Imola, depois de se estatelar com sua Williams no muro ao passar reto na Curva Tamburello. O britânico Lewis Hamilton (campeão em 2008) tem nas cores de seu capacete a predominância do amarelo, da mesma forma como Senna, e jamais escondeu que essa é uma homenagem ao ídolo brasileiro. “Quero ser grande como Senna”, diz Hamilton. O bicampeão Fernando Alonso (2005 e 2006), aos 31 anos, ainda com muita sede de vitórias, confessou que na infância Senna sintetizava a palavra vitória. “Ele é o melhor piloto de todos os tempos.” E o tricampeão Sebastian Vettel (2010, 2011 e 2012), com apenas 25 anos, é quem promete pulverizar os recordes do ídolo brasileiro: em 105 GPs disputados, tem 28 vitórias, 38 poles e 49 pódios (Senna teve 41 vitórias em 162 GPs, 65 poles e 80 pódios). Mas não são as estatísticas que vão mudar a cabeça do alemão, para quem Senna é simplesmente a sua “maior inspiração”.
Domingo, 1° de Maio de 1994
As imagens ficarão gravadas como um raio na memória dos brasileiros. Na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no autódromo de Ímola, na Itália, Ayrton Senna passa direto pela curva Tamburello, a 300 quilômetros por hora, e espatifa-se no muro de concreto. À 1h40 da tarde, hora do Brasil, um boletim médico do hospital Maggiore de Bolonha, para onde o piloto foi levado de helicóptero, anunciou a morte cerebral de Ayrton Senna. Não havia mais nada a fazer. Ayrton Senna da Silva, 34 anos, tricampeão mundial de Fórmula 1, 41 vitórias em Grandes Prêmios, 65 pole-positions, um dos maiores fenômenos de todos os tempos no automobilismo, estava morto.
Ninguém simboliza melhor a comoção que tomou conto do mundo que a imagem de Alan Prost chorando num dos boxes de Ímola. Não era o choro de um torcedor, mas de um rival, o maior de todos em dez anos de brigas dentro e fora das pistas, um alter ego de Ayrton Senna na Fórmula 1. Na manhã de domingo, minutos antes de entrar pela última vez no cockpit de sua Williams, Senna encontrou-se com o ex-adversário, deu-lhe um tapinha nas costas e comentou: “Prost, você faz falta.” Horas mais tarde, cercado pelos jornalistas, o francês não conseguiu retribuir a gentileza. “Estou consternado demais para falar”, limitou-se a dizer, com lágrimas nos olhos.
Foi o triste epílogo de um final de semana em que a morte passeou pelo circuito de Ímola. Na sexta-feira, o carro do brasileiro Rubens Barrichello espatifou-se. Barrichello só não morreu porque o choque foi amortecido pelos pneus. Nos treinos de sábado, o carro do austríaco Roland Ratzenberger se desintegrou no muro de concreto depois de passar reto numa curva. O piloto chegou morto ao hospital, vítima de comoção cerebral. Esse foi o quadro de presságios que antecedeu o acidente com Senna. O piloto brasileiro manteve a liderança do Grande Prêmio por exatos 21 minutos. Às 9h40, vinte e cinco horas depois da morte de Ratzenberger, a Williams de Senna sumiu repentinamente da pista. “Eu vi a traseira do seu carro bater no solo violentamente”, contou o alemão Michael Schumacher, que ia colado em Senna na entrada da curva. “Em seguida, ele perdeu completamente o controle.”
O Williams era apontado como o melhor carro do mundo e, nesta temporada, tinha também o melhor piloto do mundo. Como foi possível um acidente como esse? O que existe por enquanto são especulações. De todas elas, a mais provável aponta para uma combinação de dois fatores: a pista ruim com um defeito mecânico. Schumacher diz que o carro pulou duas vezes antes de sair da pista. O ex-campeão Niki Lauda afirma que o problema foi mecânico, provavelmente uma quebra na suspensão, mesma opinião do brasileiro Nelson Piquet. Uma outra explicação está nos pneus. Como a corrida estava começando depois de uma parada provocada por um acidente na largada, os pneus ainda não teriam atingido a temperatura e a pressão adequadas para manter o carro na pista. Senna pisou fundo e foi jogado para fora.

O acidente com Ratzenberger, ocorrido na véspera, é mais fácil de explicar porque uma câmara de televisão flagrou o momento em que o carro perdeu o aerofólio dianteiro. Sem essa peça, que pressiona o carro para baixo e o mantém firme na pista, Ratzenberger voou direto de encontro ao muro. É possível que algo assim tenha ocorrido com Senna. Na tarde de segunda-feira, uma análise em câmara lenta feita pela televisão francesa mostrava que antes de sair da pista o carro do piloto brasileiro teria perdido uma peça, não identificada pela TV. “O problema é que Ímola é uma pista tão rápida que não dá tempo de reagir a qualquer falha”, diz Niki Lauda. “A menos que você ponha o muro a 200 metros da pista.” Na pista atual a distância entre a faixa de asfalto e o muro é de menos de dez metros. “É óbvio que houve uma falha mecânica”, diz Alain Prost. “O carros estão muito perigosos porque estão mais difíceis de dirigir.”
A opinião de Prost pode não explicar o acidente, mas ajuda a entender o dilema atual da Fórmula 1. O Williams-Renault foi o melhor carro nas duas últimas temporadas porque, além de ser o mais veloz, era também o que tinha os controles mais eficientes. Engatava as marchas na hora certa e compensava as falhas na pista com a chamada suspensão ativa, cuja tarefa é impedir que a trepidação desestabilize o carro. Agora, não. O carro continua veloz, mas o piloto é quem tem de fazer tudo sozinho. A falta da suspensão ativa tornou o carro instável demais. O próprio Senna havia apontado esse problema num artigo de jornal antes do Grande Prêmio Brasil. “Os carros estão rápidos demais e difíceis de controlar”, escreveu Senna. “O novo regulamento é uma arma contra os pilotos.”
A dimensão da tragédia com Ayrton Senna pode ser avaliada pelos estragos dentro e fora do carro. No local do impacto, o muro de concreto ficou marcado com as cores azuis do Williams. O chão ao lado do carro destruído ficou marcado por uma larga poça de sangue. O capacete do piloto rachou de cima abaixo no lado de direito, o que sugere que ele bateu com a cabeça no muro. O rosto ficou inteiramente destruído. Toda a parte frontal sofreu um afundamento de tal ordem que tornou impossível qualquer intervenção cirúrgica.

Em coma e já com uma parada cardíaca, o piloto ainda recebeu quatro litros e meio de sangue no trajeto do autódromo até o hospital. Isso equivale a 80% de todo o sangue que circula no corpo humano e dá a idéia exata da gravidade do seu quadro. O primeiro boletim médico, às 10 horas, falava em perda de sangue e múltiplas fraturas no crânio. O segundo, uma hora mais tarde, era ainda mais desanimador. Noticiava-se “coma grave”, “fortes hemorragias” e “grave traumatismo craniano”. Do hospital Maggiore, o corpo de Ayrton Senna foi levado para o Instituto Médico Legal de Bologna, de onde seria transportado para o Brasil num caixão selado. Na segunda-feira, o promotor Maurizio Passarine interditou o autódromo e abriu um processo contra os organizadores. O carro e o capacete também foram apreendidos pela Justiça italiana.

A notícia da morte de Senna deixou os pilotos desolados. Schumacher, o vencedor da corrida – a terceira na atual temporada -, deixou o pódio e foi chorar nos boxes. O austríaco Gerard Berger, companheiro de equipe de Ayrton Senna na temporada do ano passado na McLaren e personagem de um pavoroso acidente em Imola há cinco anos, levou um choque ao saber da notícia. “Não sei como vou voltar às pistas depois disso”, afirmou. Em Buenos Aires, Juan Manuel Fangio, 82 anos, a maior legenda de todos os tempos do automobilismo, sentiu-se mal ao ouvir a notícia pelo rádio. “Não, isso não pode ter acontecido”, foi sua primeira reação. Mais tarde, em uma nota divulgada pela família, Fangio declarou: “O mundo perdeu um dos maiores pilotos e eu perdi um grande amigo. Compartilho com os brasileiros esse momento de dor.”
Há doze anos, a Fórmula 1 não vivia momentos tão terríveis. Durante mais de uma década, o circo mais veloz do mundo viveu tranqüilamente sua existência milionária. O último piloto a morrer durante uma corrida tinha sido Ricardo Palleti, na largada do Grande Prêmio do Canadá, em 13 de junho de 1982. Imaginava-se que depois de tanto tempo e tantas mudanças nas regras e na tecnologia de construção dos carros, a Fórmula 1, embora continuasse a ter acidentes espetaculares, não fosse mais o picadeiro mortal dos anos 70, em que um em cada sete pilotos morreram em ação. As mortes de Senna e Ratzenberger reavivaram a verdade sobre um esporte fascinante mas cruel, onde se ganha muito dinheiro em troca de altos riscos. “É preciso que se diga uma coisa: a Fórmula 1 é um esporte extremamente perigoso e não depende da habilidade do piloto evitar acidentes”, disse o ex-campeão Niki Lauda, ele próprio vítima de um acidente. “Senna era o melhor piloto de todos os tempos. Ele sabia tudo.”
Imagine um pêndulo de aço de 50 quilos martelando numa campana com a espessura e a resistência de uma casca de ovo. Essa é a imagem apropriada para descrever como se movimentou o cérebro de Ayrton Senna na hora do choque de sua Williams contra o muro de concreto. É assim que se comportou a massa encefálica do piloto, com seu peso multiplicado por 100 no momento da colisão, batendo violentamente contra a caixa craniana. Esses sucessivos choques internos foram causados por um fenômeno chamado desaceleração súbita. Ele ocorre quando um determinado objeto em altíssima velocidade, no caso da Williams-Renault a cerca de 300 quilômetros por hora, encontra pela frente um objeto estático, o muro de concreto. O resultado é devastador do ponto de vista clínico.

7371 – Festejos – Quem inventou o Réveillon?


Réveillon vem do verbo francês réveiller, que significa “acordar” — é o “despertar do ano”, pegou? A palavra surgiu no século 17 para identificar eventos muito populares entre os nobres franceses: jantares longos e chiques, que iam até depois da meia-noite, nas vésperas de datas importantes. Esses regabofes gastronômicos noturnos eram realizados várias vezes ao ano, mas com o tempo foram ficando para o Ano-Novo mesmo.
No século 19, o Réveillon virou moda nas colônias e áreas de influência da França – que eram muitas, já que ela era a superpotência cultural da época. No Brasil, os primeiros Réveillons foram realizados na corte de dom Pedro 2º, no Rio, e logo copiados pelas elites paulistas. Mas alguns detalhes foram incorporados depois, recheando o jantar francês com um sincretismo bem brasileiro.

Tradições:
Uvas
Simpatia trazida pelos vinicultores portugueses, que guardavam a semente do seu produto para ter fartura.
Lentilhas
Os italianos trouxeram essa tradição, que resultaria em um ano de fartura.
Roupa Branca
É a roupa dos devotos de Iemanjá, orixá que já na África era homenageada com oferendas no mar na passagem do ano.
Pular ondas
Hábito comum desde os gregos, que acreditavam “recarregar baterias” pelo mar, fonte da vida.

7330 – Por que o Papai Noel passou a simbolizar o Natal?


O mito do bom velhinho foi inspirado em São Nicolau, um bispo católico que viveu no século 4 na cidade de Mira, atual Turquia. “Ele ficou conhecido em todo o Oriente por sua bondade e pela atenção com as crianças”, afirma o frei Luiz Carlos Susin, professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Diz a lenda que Nicolau presenteava as crianças no dia de seu aniversário, em 6 de dezembro. Nos séculos seguintes, o mito se espalhou pela Europa e a data da entrega de presentes acabou se confundindo com o nascimento de Cristo. “Quando a história chegou à Alemanha, no século 19, o velhinho ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Pólo Norte.
Nessa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variavam de cor – dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas, verdes ou vermelhas. A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez na revista americana Harper’s Weekly, em 1881. A figura, desenhada pelo cartunista Thomas Nast, sofreu uma nova transformação em 1931. Na criação de um anúncio para a Coca-Cola, o desenhista Haddon Sundblom acrescentou um saco de presentes e um gorro ao personagem. A série de comerciais que mostrava Noel metido em situações engraçadas para entregar seus brinquedos rodou o mundo, popularizou essa imagem e, claro, turbinou as vendas do refrigerante.
O nome Santa Claus, como Noel é conhecido em inglês, é uma adaptação de Sinter Klaas, forma como São Nicolau era chamado pelos holandeses, que levaram suas tradições natalinas para colônias na América no século 17 (entre elas a região da cidade de Nova York). Já por aqui, a origem da expressão “Papai Noel” tem raízes no idioma francês, no qual Noël significa “Natal”. Ou seja, no Brasil, o bom velhinho ganhou um carinhoso nome que significa literalmente “Papai Natal”.
A lenda de que Noel vivia no Pólo Norte, onde comandava sua oficina de brinquedos, serviu para os finlandeses estimularem o turismo local. Na década de 1950, o governo construiu uma vila de madeira na cidade de Rovaniemi, na região da Lapônia, que acabou se tornando o lar oficial do Papai Noel. Quem decide enfrentar o rigoroso inverno Ártico pode entregar seus recados pessoalmente a um dublê do bom velhinho, que recebe aproximadamente 700 mil cartas por ano — quase todas, é claro, com pedidos de presentes.

7329 – Qual é a origem da árvore de Natal?


Enfeitar árvores é um ritual antiqüíssimo, presente em praticamente todas as culturas e religiões pagãs, para celebrar a fertilidade da natureza. Os primeiros registros de sua adoção pelo cristianismo vêm do norte da Europa (terra dos pinheiros, a árvore de Natal clássica), no começo do século XVI – mas tudo indica que, a essa altura, já era uma tradição medieval. No antigo calendário cristão, o dia 24 de dezembro era dedicado a Adão e Eva, cuja história costumava ser reencenada nas igrejas. “O paraíso era representado plasticamente por uma árvore carregada de frutos, colocada no meio da cena teatral”.
As pessoas, então, passaram a montar essas alegorias em suas casas, com árvores cada vez mais decoradas: de velas (simbolizando a luz de Cristo), estrelas (alusão à estrela de Belém) e rosas (em homenagem à Virgem Maria) até hóstias (pedindo perdão pelos pecados). Nos séculos XVII e XVIII, o hábito se tornou tão popular entre os povos germânicos que eles mesmos o creditaram a seu maior líder religioso, Martinho Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo. A árvore de Natal só se difundiu pelo resto do planeta a partir de 1841, quando o príncipe Albert (1819-1861) – esposo alemão da rainha Vitória – montou uma delas no palácio real britânico. Na época, o império vitoriano dominava mais de meio mundo e o costume logo se tornou universal.

7018 – Quando Surgiu o Dia de Finados?


Assim como outras datas são importantes, o dia 02 de novembro, mais conhecido como dia de finados, também tem sua relevância, pois foi criado em homenagem às pessoas falecidas.
A morte é o cessar definitivo da vida, seja ela humana, vegetal ou animal, que pode acontecer por diferentes motivos, como doenças, acidentes ou violência.
Segundo pesquisas do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o maior número de morte no Brasil é relacionado à mortalidade infantil. Porém, essa taxa teve consideráveis reduções no período entre 1991 e 2000, passando de 45,3 para 28,3, de cada mil crianças nascidas vivas.
Mas o Brasil ainda tem muito a melhorar, se comparado a outros países. Na Europa a taxa é de cinco mortes para mil crianças nascidas vivas, e nos Estados Unidos chega-se a sete.
O dia dos mortos é um dia de respeito, dedicado para que as famílias celebrem a vida eterna dos seus entes falecidos, tendo esperança de que tenham sido recebidos pelo reino de Deus.
As missas em memória às pessoas falecidas tiveram sua origem no século IV, mas foi no século seguinte que a igreja passou a consagrar um dia para essa celebração.
A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, primeiro de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.
A cultura de dedicar um dia para homenagear os mortos varia muito de localização ou religião, mas segue os princípios do catolicismo, pois a partir do século XI, os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX passaram a exigir tal celebração.
No México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo.
Existem alguns símbolos que são muito utilizados no dia dos mortos para homenageá-los. Os crisântemos representam o sol e a chuva, a vida e a morte e por serem flores mais resistentes são muito usadas nos velórios. As velas significam a luz do falecido, as coisas boas que eles deixaram para seus parentes vivos.
Muitas vezes, no dia de finados, o tempo fica nublado ou chuvoso. As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus.
Crendices populares dizem que não se deve levar terra de cemitério para dentro das casas, pois pode levar azar. Outros afirmam que comer a última bolacha de um pacote pode causar a morte da pessoa que comê-la.
No dia de finados, as pessoas enfeitam os túmulos com flores, acendem velas e muitas mandam rezar missas pelos parentes que perderam. É um dia muito triste, pois através das homenagens feitas, as pessoas voltam a sofrer a dor da perda, entristecendo-se e até chorando por saudade.
Esses sentimentos devem ser respeitados, pois não é fácil aprender a viver sentindo a falta de alguém que antes fazia parte de sua vida, que estava presente em tudo, que oferecia amor, dedicação e carinho. Com certeza, todas as pessoas sentem muito a ausência das pessoas que amam.

O Dia de Finados para a Fé Protestante
Os Protestantes em geral, afirmam que a doutrina da Igreja Católica, que recomenda a oração pelos falecidos, é desprovida de fundamento bíblico. Segundo eles, a única referência a este tipo de prática estaria em II Macabeus 12,43-46. Porém os protestantes não reconhecem a canonicidade deste livro, portanto não cultuam esse dia.

No México é comemorada a festa do dia dos mortos, uma festa bem característica da cultura mexicana e que atrai muitos turistas.

7001 – Como surgiu o Dia das Bruxas?


O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa e pronuncia-se: /hæləʊˈiːn/ ; /hæloʊˈiːn/ ) é um evento tradicional e cultural, que ocorre basicamente em países de língua inglesa, mas com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos (não existem referências de onde surgiram tais celebrações).
O primeiro registos do termo “Halloween” é de cerca 1745. Derivou da contracção do termo escocês “Allhallow-even” (véspera de Todos os Santos) que era a noite das bruxas.
Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening → Hallowe’en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows’ Eve.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”, uma lenda histórica.

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão”).
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:

Origem Pagã
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para os cristãos seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com galinhas presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Católica
Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual “Halloween”.

Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos.
Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra e a peste bubônica dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras.
Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cênicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar.
Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500-1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat (doce ou travessuras).
A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade. Porém, não existe ligação dessa festa com o mal. Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos elementos ligados ao folclore em torno da bruxaria. As fantasias, enfeites e outros itens comercializados por ocasião dessa festa estão repletos de bruxas, gatos pretos, vampiros, fantasmas e monstros, no entanto isso não reflete a realidade pagã.

Outra tradição diz que Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Críticas

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

Refrescando a Memória: Abóbora já foi nabo

Leio sobre isso aqui no Mega – http://megaarquivo.com/2010/11/01/halloween-a-abobora-ja-foi-nabo/

6888 – Quando surgiu o Dia das Crianças?


O Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país. É uma das datas especiais mais celebradas e conhecidas do mundo, até o Google promoveu em sua página inicial um Doodle sobre o dia das crianças.
Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a ideia de “criar” o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a “Semana do Bebê Robusto” e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes. Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos no Brasil.
Em Portugal
Em Portugal, o dia das crianças é festejado no dia 1 de junho, pois o mês de maio homenageia Maria, mãe de Jesus. O dia da criança foi comemorado, no mundo inteiro a 1 de junho de 1950.

Albânia – 1 de junho
Alemanha – 20 de setembro
África Central – 25 de dezembro
República do Congo
República Democrática do Congo
Camarões
Gabão
Guiné Equatorial
Chade
República Centro-Africana
São Tomé e Príncipe
Angola – 1 de junho
Argentina – segundo domingo de agosto
Arménia – 1 de junho
Austrália – toda quarta quarta-feira de outubro
Azerbaijão – 1 de junho
Benim – 1 de junho
Bielorrússia – 1 de junho
Bósnia e Herzegovina – 1 de junho
Brasil – 12 de outubro
Bulgária – 1 de junho
Cabo Verde – 1 de junho
Camboja – 1 de junho
Canadá – 20 de novembro
Cazaquistão – 1 de junho
Chile – segundo domingo de agosto
Colômbia – último sábado de abril
Coreia do Norte – 2 de junho
Coreia do Sul – 5 de maio
Costa Rica – 9 de setembro
Croácia – 1 de junho
Cuba – terceiro domingo de julho
El Salvador – 1 de outubro
Equador – 1 de junho
Eritreia – 1 de junho
Eslováquia – 1 de junho
Eslovênia – 1 de junho
Espanha – 20 de novembro
Estados Unidos – 3 de junho (pode variar de estado para estado)
Estónia – 1 de junho
Etiópia – 1 de junho
Geórgia – 1 de junho
Guatemala – 1 de outubro
Guiné-Bissau – 1 de junho
Honduras – 10 de setembro
Hong Kong – 4 de abril
Hungria – último domingo de maio
Iémen/Iêmen – 1 de junho
Índia – 14 de novembro
Israel – 9 de abril
Japão – (3 de março – Meninas) – (5 de maio – Meninos)
Laos – 1 de junho
Letônia – 1 de junho
Lituânia – 1 de junho
Macau – 1 de junho
Malásia – 1 de outubro
México – 30 de abril
Moçambique – 1 de junho
Moldávia – 3 de junho
Mongólia – 1 de junho
Montenegro – 1 de junho
Nigéria – 27 de maio
Nova Zelândia – primeiro domingo de março
Paquistão – 20 de novembro