1777-África: Fome e Guerra


Idi Amim Dada, famoso ditador de Uganda, na África, do final da década de 70

Um continente assediado pela fome. Pelas estatísticas recentes, as cifras desse flagelo não param de crescer, tornando-se mais graves e mais preocupantes. A cada ano, 27 milhões de africanos, a maioria crianças, estão ameaçados de morrer de fome. Dos 800 milhões de habitantes, pelo menos 150 milhões vivem em debilitante escassez de alimentos. Os países mais atingidos pelo flagelo são: Etiópia, Somália, Sudão, Moçambique, Malavi, Libéria e Angola. Além disso, são os mais atingidos por violentos conflitos internos, que ameaçam aumentar a ruína. No fluxo do comércio mundial, no qual a África não tem condições de tomar parte, contribuem com modestíssimos 1,5%. Anualmente os EUA destinam como ajuda 1 dólar para cada africano, enquanto Israel é beneficiado com 700 por habitante. Com a queda do comunismo, o ex-império de Stálin foram os primeiros a clamar por uma gorda fatia dessa ajuda, oferecendo em troca seus imensos mercados ao capitalismo. A África corre o risco de ver o aumento da degradação social e se transformar num continente que sobrevive da caridade alheia, sem condições de tratar seus problemas, entre eles a fome e a AIDS. A falência quase total do processo de descolonização é atestada pelo fato de que hoje 3 a cada 4 africanos vivem em estado de pobreza absoluta e a dívida externa é 5 vezes maior do que no início dos anos 80 (250 bilhões de dólares contra 50).
Ditadura-Siad Barre- Nascido em 1921 e apelidado pejorativamente de hiena foi o ditador da Somália. Calcula-se que durante o seu regime, que durou de 1969 a 1991, tenha mandado matar pelo menos 200 mil somalis, enquanto 1 milhão viu-se obrigado a procurar exílio. Conseguiu, recorrendo ao terror, manter-se no poder até 1991, quando uma revolta popular o derrubou. Zaire, um exemplo de degradação – Submetido à ditadura de Mobutu a partir de 1965, o país compreende 450 línguas e tribos. Em 1991, a renda média de um cidadão de lá era de 92 dólares por ano, muito abaixo dos 5370 dólares pelos quais o Banco Mundial mede o limite da pobreza. Uma obra ilustrada de 180 páginas chegou a custar 1250 mil zaires e um operário mais que 30 a 50 mil por mês, em 1985 1 Zaire equivalia a 2 dólares. O país é ex-colônia belga, o Congo Belga. Independente desde 1960. O regime pós-colonialista levou o país a beira da falência e por isso o trono de Mobutu, que parecia intocável, começou a ruir. A resistência dos donos do poder, quase sempre apoiados por militares locais, ainda é muito forte e certamente não serão afastados com facilidade e nem em curto prazo.

Política e Corrupção


Tão difícil quanto colocar um corrupto atrás das grades é identifica-lo a olho nu na escalada do enriquecimento ilícito. A primeira regra é evitar a exposição pública da fortuna. Existem entre as últimas gerações de políticos brasileiros , notável capacidade para formarem empresas de sucesso.
Sucesso em família
O ex. governador Alceu Collares separou-se da mulher Antonia em 1987. No dia seguinte a separação, sua ex. mulher denunciou que Collares saíra da prefeitura de Porto Alegre mais rico do que entrou. No seu segundo casamento, sua mulher apresentava uma declaração de bens com 11 itens em que apareciam uma mansão, um apartamento, cinco terrenos e um lote de 450 m quadrados. Ela era apenas uma ex. professora da cidade de Livramento e casou-se na condição de proprietária de 3 terrenos. O que chama a atenção é o descompasso entre o patrimônio e o salário; ela ganha bem menos, e o patrimônio cresce muito mais rápido. Qual o segredo?
Se todo o ano 2% do PIB for retirado dos cofres do governo para fins de suborno e negociatas o país fica mais pobre. Poderia ser usado por ex. para a construção de 1,2 milhões de casas populares, mas em vez disso, o dinheiro da corrupção engorda o patrimônio de empreiteiros inescrupulosos e faz com que políticos fiquem milionários da noite para o dia ( não estamos nos referindo ao governo atual, corrupção sempre existiu). Casos como o de Magri, no governo Collor já foram esquecidos. Rosane Color viu-se as voltas com um conjunto de denúncias documentadas e devastadoras sobre sua passagem como presidente da extinta LBA. O já falecido PC, com a cabeça a prêmio já no início da década de 1990, declarava-se vítima de uma campanha destinada a atingir o presidente. Ele fora tesoureiro da campanha, quando arrancou 100 milhões de dólares para apoiar Collor e continuou na ativa desde a posse do 1º. Tentou intermediar junto ao então presidente da Petrobrás, negocio camarada para Wagner Canhedo, então dono da VARIG. O mundo paralelo da corrupção nada tem a ver com quadrilhas de bandidos mal encarados, ele tem a suavidade de um clube de golfe. Licitações são limpas através de notas frias. Os grandes empresários brasileiros culpam os políticos por sua presença no baile dos ladrões, mas tal visão é hipócrita. A corrupção é como um casamento, que só ocorre quando ambas as partes estão de acordo. O Estado brasileiro já obrigou o contribuinte a pagar impostos extorsivos e a andar a 80 km por hora nas estradas, mas não obriga ninguém a roubar.

Quércia, sucesso nas empresas
Até o início da década de 1990, o ex. governador de SP nunca havia perdido uma eleição e nem deixado de ficar mais rico. Ele começou a vida como fiscal de rendas entre 1961 e 1963, quando se elegeu vereador em Campinas e comprou uma casa. Foi a largada para cargos públicos e patrimônio crescendo : prefeito, comprou 2 terrenos e 2 casas, senador , uma fazenda, vice governador, um terreno e uma fazenda. Em 1987, ao assumir o governo paulista, disse possuir também um apartamento, carros e uma emissora de rádio. Deixando o governo, estava 3 fazendas mais rico e seu patrimônio engordara em 2 emissoras de TV e a participação no jornal paulista Diário Popular.

Baseado em matérias da Veja e Isto É

Mega memória – Corrupção – Caso LBA


A auditoria interna da extinta LBA investigou o rombo de 1 milhão de dólares na superintendência regional de Alagoas e apontou indícios de envolvimento ou conivência da direção nacional da entidade. Na época era presidida pela ex primeira dama Rosane Collor. Apesar dos indícios, a auditoria não investigou o papel da direção nacional no caso. O rombo, segundo o relatório da auditoria representava cerca de 25% dos recursos encaminhados para a LBA, em Alagoas.

Memória e Disparidades – Um marajá na Previdência


Desde agosto de 1990 sua aposentadoria está congelada e mesmo assim tem recebido centenas de salários mínimos por mês. Sua fantástica aposentadoria foi conseguida graças a uma sucessão de vitórias jurídicas e com uma aritmética no mínimo estranha.. Aposentou-se em 1972 como gerente de marketing da Coca Cola , como era ex combatente do exército e lei lhe concedeu aposentadoria integral com os mesmos reajustes concedidos aos trabalhadores ainda na ativa. Um gerente de marketing da Coca Cola tem um salário atual em torno de 5 mil reais, ele recorreu a justiça para reajustar a aposentadoria e se ganhar passará a receber 35 mil. Nenhum gerente de nenhuma empresa brasileira tinha esse salário. Em 1947 foi trabalhar em tal empresa em SP e em 1957 assumiu a gerência geral. no RJ. Na época vigorava a lei da estabilidade e em 1963 a empresa resolveu demiti-lo. Bailly foi a justiça e foi reintegrado assumindo a gerência de marketing. Na reintegração optou pelo FGTS (na época opcional), para ser demitido fez acordo e recebeu 60% do que teria direito em caso de demissão. No dia seguinte retornou a justiça pedindo aposentadoria integral. Após anos de luta, conseguiu juntar a sua aposentadoria ganhos indiretos que tinha como gerente: carro, verba de representação e plano de saúde. Após negado diversas vezes, seu pedido foi concedido.

Mega Memória – Brasil, banquete com o dinheiro dos pobres


A tragédia da previdência na era Collor, um ninho de ladrões que pagava pensões miseráveis

Os marajás da previdência formavam um lote de menos de mil pessoas num total de 13 milhões de pensionistas e representavam 1 grão de areia diante do Himalaia de irregularidades que há anos ocorriam em diversos escalões da previdência. Com uma receita de 2,118 trilhões de cruzeiros na ocasião (1991) era o 2° maior orçamento da área federal e o assalto a seus cofres era praticado com mais freqüência e impunidade do que os assaltos á banco. Em apenas 6 meses já haviam 802 inquéritos por fraudes com um prejuízo de 1 bilhão. Neste mesmo período se registraram 560 casos de assaltos á banco. No RJ, a 3ª Vara de acidentes de trabalho investigava 20 mil açõse de irregularidades de recebimento de benefícios de doenças e acidentes, que até o mês de outubro de 1990 já haviam causado um prejuízo de 1 bilhão de dólares. Criada em 1975 para informatizar a previdência, a DATAPREV era um gigantesco tigre de papel que mandava todo o mês mais de 50 toneladas de documentos, no sentido oposto, também outra papelada. Como os postos não estavam equipados com computadores, as informações não eram transmitidas por circuitos e cabos eletrônicos para evitar fraudes, mas com as velhas folhas da burocracia. No meio dessa papelada infernal, havia facilidade para falsificar e fraudar.

Mega Memória Política – Pistas sobre a morte de PC Farias


Mega Memória Política – Pistas sobre a morte de PC Farias
Embora não comprovadas, relacionavam o deputado Augusto Farias ao assassinato do próprio irmão. O polêmico legista alagoano Sanguinetti afirmou que Fortunato Badan Palhares recebera 400 mil reais para atestar crime passional em seu já desacreditado laudo. Além de provas testemunhais, a CPI dispôs de uma série de sigilos bancários quebrados, inclusive o de Palhares. Logo após a morte de PC, suas movimentações financeiras deram um inexplicável salto, exatamente em torno de 400 mil.