10.878 – Falta pouco para terminar Frank, homem biônico do século XXI


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Apresentamos a você o Frankenstein do século XXI. Como se fosse uma “pessoa sem corpo” que foi recebendo órgãos artificiais capazes de funcionar em um corpo humano, este robô tem um organismo quase completo – ao vê-lo sobre a mesa de operações, seus criadores decidiram abandonar seu nome inicial (Rex, por causa de “robotic exoeskeleton”) e rebatizá-lo simplesmente de Frank, em homenagem à aterrorizante e premonitória ficção de Mary Shelley. Agora, Frank é uma prova da quantidade de partes do corpo humano que podem ser substituídas por implantes ou próteses biônicas.
Filho da globalização, suas partes vêm de todos os pontos cardeais: na Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Califórnia e Alemanha, por exemplo, foram desenvolvidos suas pernas, braços, traqueia, rins e seu coração, que bombeia sangue artificial. E ao contrário de seu predecessor fictício – o monstro criado pelo melancólico Dr. Frankenstein –, Frank não deverá causar medo, mas, sim, esperança. É por esse motivo que sua criação foi mostrada em um documentário chamado “Como Construir um Homem Biônico”, dirigido pelo psicólogo social Bertolt Mayer, cujo rosto foi copiado e utilizado em Frank.
Conforme foi dito, o homem biônico ainda não está completo: faltam a ele um aparelho digestivo e um cérebro e, por conseguinte, a ligação de cada uma de suas partes com essa central de operações. Além da boa notícia que significa a possibilidade de criar um corpo quase inteiro de maneira artificial, para a ciência médica, a existência de Frank traz de volta todos os debates sobre o trans-humanismo, que se tornarão mais profundos e urgentes de acordo com os avanços tecnológicos. O que vai acontecer com a nossa espécie quando algumas pessoas puderem decidir “melhorar a si mesmas”, trocando seus órgãos naturais por outros artificiais e mais eficazes?

8691 – Quantos micro-organismos vivem em um corpo sadio?


Você nem pode imaginar. Aliás, você nem é você, um indivíduo, mas uma comunidade polpuda de micro-organismos. Afinal, para cada célula do seu corpo existem 10 deles. Multiplique seus 100 trilhões de células por 10 e você terá o total de microintrusos que habitam um corpo saudável. É o que diz o Projeto Microbioma Humano, lançado em 2008 pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA para mapear o genoma dos seres minúsculos que ocupam nosso corpo. Com isso, em 5 anos ele pretende responder em que medida cada indivíduo tem um ecossistema próprio e se alterações nesse ecossistema padrão podem causar doenças.

Identidade bacteriana
O microbioma humano pode ajudar na identificação de criminosos. Uma análise mostrou que só 13% das bactérias presentes nas mãos são compartilhadas. Ou seja, cada um leva na ponta dos dedos seus próprios bichinhos de estimação. Quando as amostras colhidas nas mãos dos indivíduos foram comparadas àquelas colhidas em seus mouses e computadores se observou um padrão muito parecido, como se cada pessoa deixasse no que toca uma impressão microbiana. Depois de 12 horas, à temperatura ambiente, sem que ninguém tocasse nos equipamentos, a comunidade identificada de bactérias não se alterou muito. O que parece coisa de Dr. House em breve poderá ser mais uma das técnicas usadas pelo CSI.

Os inquilinos que você não vê

Qual a população das regiões mais populosas do seu corpo.

Boca
600 espécies de micro-organismos vivem na boca – e isso vale para pessoas do mundo inteiro. Os cientistas também descobriram que há comunidades específicas vivendo na língua, nos dentes e na gengiva.

Pele
No órgão mais extenso do corpo humano, os micro-organismos cobrem sua superfície e também moram em pelos e glândulas. Os pesquisadores encontraram cerca de 1.000 espécies de bactérias. Fungos e ácaros não entraram na lista, mas outros estudos dão conta de que há pelo menos 19 espécies de fungos vivendo em simbiose conosco.

Sistema digestivo
60% dos micro-organismos do seu corpo vivem do esôfago até o ânus e estão divididos em 1.150 espécies identificadas. Só no intestino grosso, onde termina a fabricação do cocô, estão 100 trilhões deles. E sem as bactérias que vivem no estômago e no intestino delgado, você teria sérias limitações na capacidade de digerir e absorver nutrientes dos alimentos.

Trato urovaginal
50 espécies de bactérias foram identificadas até agora na flora vaginal, e não só de agentes infecciosos, responsáveis por infecções vaginais e até 25% dos partos prematuros, segundo Douglas Creedon, da Universidade de Illinois. Lá, micro-organismos se encarregam de combater outros que causam doenças.

Vias respiratórias
Pesquisas dão indícios de que micro-organismos possam participar nas nossas trocas gasosas.

7713 – Medicina – Membrana fetal nas articulações


A membrana amniótica que envolve o feto dentro do útero, está sendo testada por uma equipe de ortopedista do Hospital Hammersmith, em Londres, Inglaterra, para tratar os casos de artrite. Os médicos vêm usando a membrana para recobrir, em coelhos, as cartilagens desgastadas pela doença. Acredita-se que tecido fetal contenha células capazes de reconstruir a camada cartilaginosa danificada, nas juntas dos ossos. Mas há um problema: por ser muito viscosa e se rasga facilmente, a membrana amniótica está sendo aplicada sobre uma finíssima película de polímero, que faz as vezes de cola. Em coelhos, tudo bem. Mas os ortopedistas ainda não sabem quais os eventuais efeitos do polímero, aplicado no corpo humano. Por isso, os testes clínicos com pacientes do hospital ainda não foram agendados.

7414 – Relógio Biológico – O Inverno foi feito para Dormir


Dormir mais horas no inverno é tão natural no ser humano como em alguns animais. Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Mental de Bethesda, em Maryland, nos Estados Unidos, concluíram que o padrão de sono dos homens é muito parecido com o de animais que normalmente dormem mais no inverno, como esquilos e ovelhas.
Simulando dias e noites em laboratório, os pesquisadores notaram que uma pessoa dorme profundamente durante toda a noite no verão, mas no inverno alterna dois períodos de sono profundo com um leve despertar. A luz artificial da vida civilizada, que ignora as noites mais longas do inverno e força a padronização do sono ao longo do ano, pode causar danos à saúde, mas os pesquisadores ainda não sabem como. Só têm algumas pistas — as pessoas que dormiram durante toda a noite de inverno produziram mais hormônios do crescimento, prolactina e melatonina (duas substâncias neurotransmissoras), um indício de que a luz artificial pode ter alterado o padrão normal de secreção de hormônios no corpo humano.

5518 – Evolução – Corpo Humano: obra-prima ou retalho de vários animais?


Células – A mãe de todas as formas de vida. Apareceu há 4 bilhões de anos. Era uma molécula que fazia cópias de sim mesma. Logo suas descendentes ganharam capas de proteína para proteger o material genético. Elas se juntaram em estruturas multicelulares e hoje são 10 trilhões no corpo humano.

Olhos – Os 1°s seres multicelulares não caçavam, comiam moléculas orgânicas soltas na sopa primordial. Mas, com a superpopulação, a comida ficou rara e o jeito foi partir para o canibalismo. O truque novo foi captar o movimento dos rivais a partir da luz que refletiam, era a visão, que começou com vermes parecidos com platelmintos há 600 milhões de anos.

Cérebro – O 1,4 quilo que se tem atrás dos olhos veio de um montinho de células que gerenciavam a visão dos vermes como o platelminto. Depois, a evolução foi emendando os módulos de uma estrutura primitiva.
O cérebro cresceu tanto que para não entalarmos no parto, nascemos com a cabeça mole.
Coração – Nos vermes havia uma mistura de garganta e intestino em forma de tubo. Os genes responsáveis por este pedaço, migraram para outra parte do corpo. Aí,em vez de montarem um cano que se contraía para facilitar a alimentação, iniciaram um órgão que faz o mesmo movimento, só que, com sangue: o coração.
Sistema Digestivo – Alguns vermes abandonaram a forma plana e ficaram aredondados há 500 milhões de anos atrás; era a estréia dos tubos digestivos com entrada e saída. A coisa que permite comer sem parar se for o caso, se mostrou tão eficaz que todas as criaturas o adotaram.

Coluna Vertebral – Corpos grandes precisam de sustentação. Por isso, a coluna vertebral foi a coluna da evolução. Seus primeiros vestígios apareceram em vermes de 500 milhões de anos. Estes possuíam a notocorda, uma vara que segue pelas costas e serve como apoio para os músculos dando origem a coluna.

Mandíbula – Surgiu quando arcos branquiais das cobras d’água, ancestrais dos peixes modernos, começaram a crescer para a frente e envolveram a boca. Isso formou uma espécie de máquina de morder.

Crânio – As guelras de peixe são arcos branquiais para respirar e estão presentes em embriões humanos como um resquício de origens aquáticas.Tais guelras dão origem a partes da cabeça. O 1° arco branquial forma 2 ossos do ouvido. Do 2° arco saem o hióide e o estribo do ouvido médio. Do 3° e do 4° nascem partes da garganta e laringe.

Pulmões – Alguns peixes desenvolveram bolsas no tubo digestivo, que começaram a servir para absorver oxigênio do ar. Mais oxixênio + energia. Há 370 milhões de anos, numa época de seca que baixou onível dos oceanos e cobriu o planeta de pântanos. Com menos água disponível, os peixes que já sabiam respirar o ar, se deram bem.
Pernas e braços – Alguns peixes rastejam no fundo do mar usando nadadeiras como patas. É só uma estratégia de caça. Quando o mundo ficou mais seco, a habilidade serviu para que os peixes com pulmões ficassem em terra. Estes, deram origem aos anfíbios. As nadadeiras então viraram patas.

Ouvidos – Os dos répteis evoluíram a partir de pedaços de mandíbula dos peixes. No humano, 2 ossos se desprenderam da mandíbula dos répteis, encolheram e migraram para cima, se transformando no martelo e bigorna, os principais componentes dos ouvidos.

Pêlos – Quem inventou os cabelos foram os répteis de 200 milhões de anos atrás, os terapsídios, ancestrais dos mamíferos, desenvolvendo espinhos sobre escamas que crescem a ponto de virar uma capa protetora.

Sangue quente – Um grupo de animais passou a transformar comida em calor para o corpo. Isso tornou-os menos dependentes da luz do Sol e puderam colonizr regiões mais frias do globo.
Fala – Sons mais complexos que grunhidos são possíveis graças a uma complicada manobra da evolução. A laringe já esteve em um ponto bem mais alto da garganta. A posição permite que os primatas respirem enquanto comem porque as passagens ficam bem mais separadas. A laringe desceu e criou espaço suficiente para a língua articular melhor os sons.
Há 200 mil anos, esse monte de órgãos que nasceu nos vermes mais os membros e o cérebro que já foi menor que a cabeça de um alfinete estavam todos juntos.