13.549 – Por Que os Corais se alimentam de plástico?


recifes de coral
Corais, parece mineral, mas é animal

Pesquisadores da Universidade Duke, nos EUA, derrubaram uma antiga concepção de que corais marinhos se alimentariam de plástico acidentalmente. A princípio, eles acreditavam que os pedaços indesejados e nocivos eram ingeridos por engano. De acordo com essa concepção, corais comeriam fragmentos de plástico por confundi-los com seu alimento habitual: plâncton.
Só esqueceram de enxergar o óbvio: como corais não têm olhos, seria impossível cometerem esse tipo de escorregada na dieta. Ao notarem isso descobriram que o que importa mesmo para essa equivocada escolha alimentar dos corais é o sabor.
De acordo o doutorando Austin S. Allen, um dos autores da pesquisa, “os corais do experimento comeram todos os tipos de plástico oferecido, mas preferiram três vezes mais os plásticos lisos, sem ‘cobertura’, em relação a pedacinhos que tinham um biofilme de bactérias. Isso sugere que o plástico contém algo que o deixa mais saboroso quando ingerido puro.”
A suspeita é de que algum dos componentes químicos usados na fabricação de plásticos – ou uma combinação deles – é responsável por aguçar o paladar dos corais. Diante dessa constatação, Allen e seu parceiro de pesquisa Alexander C. Seymour esperam identificar esses agentes que estimulam o apetite dos corais. “Se somos capazes de fabricar, por acaso, um plástico que é saboroso para esses animais, pode ser que também sejamos capazes de fabricar plástico que intencionalmente não seja apetitoso”, explica Seymour.

12.878 – Ecologia – Péssima qualidade da água ameaça grande barreira de corais


barreira-de-coral-australia
Acredite se quiser, aqui só tem um recife!

Esse ecossistema gigante é vítima do escoamento da produção agrícola, do desenvolvimento econômico e da proliferação da estrela-do-mar “coroa de espinhos” (Acanthaster planci), que destrói os corais.
Além disso, a grande barreira sofreu nos últimos meses o seu pior episódio de branqueamento devido ao aquecimento global. Grande parte do recife perdeu sua cor e muitos dos seus corais morreram.
Camberra afirma que está fazendo mais do que nunca para proteger este local emblemático, mas o relatório anual do governo sobre a qualidade da água, da flora marinha e dos corais lhe deu uma nota “D”, que corresponde a uma “péssima” qualidade, pelo quinto ano consecutivo.
Os sedimentos arrastados pelas águas de 35 bacias hidrográficas que o local recebe reduzem a luminosidade, o que influencia no ecossistema de corais e o da flora marinha, afetando seu crescimento e sua capacidade de reprodução.
A grande barreira, de 345.000 km², escapou por pouco de ser inscrita pela Unesco na sua lista de lugares em perigo, e Camberra está realizando um plano de proteção para os próximos 35 anos.

8453 – Corais: esqueletos de cálcio formam muro no mar


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

Os corais são pequenos bichos marítimos que constituem colônias e, ao morrer, deixam um esqueleto de carbonato de cálcio, que forma a base dos recifes. Aqueles que ainda estão vivos ficam próximos à superfície.
“Existem três tipos de recifes de coral”, explica uma bióloga da Universidade de São Paulo. O chamado recife de franja é formado por colônias que se fixam na praia e se estendem por até 400 metros mar adentro.
Quando a praia sofre erosão, a formação se separa do continente e vira um recife de barreira. O mais famoso é a Grande Barreira de Coral, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão. O atol é o terceiro tipo. Ele é um recife que se forma ao redor de uma ilha, geralmente vulcânica. Quando ela é erodida ou afunda, sobra o atol.

Há três tipos diferentes de formação coralínea.
Franja

Os corais de franja crescem como extensão da praia, seja em uma ilha ou continente.

Barreira
Quando a praia é erodida, aparece um lago entre ela e o coral, surgindo a barreira.

Atol
O atol acontece quando a ilha que ele rodeava afunda ou desaparece por efeito da erosão.

1986-Natureza:Um duelo ao por do Sol


Corais, parece mineral, mas é animal

Ao meio dia, o recife está quase adormecido. Peixes diurnos de vivo colorido vasculham a área á procura de algas e plâncton para comerem. Os duros corais estão em repouso, seus pólipos firmemente enrolados e mesmo predadores como o oportunista peixe trombeta, exibem seu melhor comportamento. Até a investida ocasional de um cardume de vorazes xeréus ou de uma solitária e veloz barracuda, dispersando os peixes. O coral não é um santuário marinho exatamente. O período crepuscular é tempo de intensa atividade no cotidiano dos animais ictiófagos, os que se alimentam de peixes. Eles se aproveitam da diminuição da luz para atacá-los, a caminho das tocas. Há peixes cor de ferrugem, vermelho-escuros ou ainda cor de cobre, tonalidades que tornam difícil enxergá-los na água noturna praticamente opaca onde se movem.