14.087 – Contos e Poesia – Qual é a Terra de Palmeiras onde Canta o Sabiá?


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“Canção do Exílio” é uma poesia romântica de Gonçalves Dias escrita em 1843 e introduzida na obra lírica Primeiros cantos, de 1846. Foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onda de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil.

Há uma presença de dêixis espacial, quanto aos dêiticos com referência aos elementos lugares citados no texto: ”minha terra” (Brasil – Maranhão), ”aqui” (Portugal – Coimbra), ”lá” (Brasil – Maranhão).

Apesar de ser um texto de profunda glorificação à pátria, o poema possui total ausência de adjetivos qualificativos. São os advérbios “lá, cá, aqui” que nos localizam geograficamente no poema. Formalmente, o poema apresenta redondilhas maiores (sete sílabas em cada verso) e rimas oxítonas (lá, cá sabiá), com a exceção da segunda estrofe.

Quando Gonçalves Dias escreveu este poema, cursava a Faculdade de Direito de Coimbra, em julho de 1843. Vivia, desta forma, um exílio físico e geográfico. Tradicionalmente, esta é a situação do exílio.
O poema foi reciclado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho “Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida (em teu seio) mais amores”, do segundo parágrafo da segunda parte) e na Canção Militar do Expedicionário (no trecho “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá”, da segunda estrofe).

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras;
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

13.678 – Contos – A Cigarra e a Formiga


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Uma das mais conhecidas fábulas infantis:

É uma das fábulas atribuídas a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine em francês. No Brasil, esta história e as demais histórias de Esopo e La Fontaine foram recontadas, no contexto do Sítio do Picapau Amarelo, pelo escritor Monteiro Lobato, emprestando-lhes um contexto mais afeito à realidade do país, em sua obra Fábulas. O espanhol Félix María Samaniego também incluiu uma versão da história em suas Fábulas morales, de 1784
Num dia soalheiro de Verão, a Cigarra cantava feliz. Enquanto isso, uma Formiga passou por perto. Vinha afadigada, carregando penosamente um grão de milho que arrastava para o formigueiro. – Por que não ficas aqui a conversar um pouco comigo, em vez de te afadigares tanto? – Perguntou-lhe a Cigarra. – Preciso de arrecadar comida para o Inverno – respondeu-lhe a Formiga. – Aconselho-te a fazeres o mesmo. – Por que me hei-de preocupar com o Inverno? Comida não nos falta… – respondeu a Cigarra, olhando em redor. A Formiga não respondeu, continuou o seu trabalho e foi-se embora. Quando o Inverno chegou, a Cigarra não tinha nada para comer. No entanto, viu que as Formigas tinham muita comida porque a tinham guardado no Verão. Distribuíam-na diariamente entre si e não tinham fome como ela. A Cigarra compreendeu que tinha feito mal…

Moral da história: Não penses só em divertir-te. Trabalha e pensa no futuro.

13.664 – O que é uma Fábula?


fábula
A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história.
A fábula está presente em nosso meio há muito tempo e, desde então, é utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios populares vieram da moral contida nessa narrativa alegórica, como, por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em “A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra e as formigas”.

Portanto, sempre que redigir uma fábula lembre-se de ter um ensinamento em mente. Além disso, o diálogo deve estar presente, uma vez que trata-se de uma narrativa.
Por ser exposta também oralmente, a fábula apresenta diversas versões de uma mesma história e, por esse motivo, dá-se ênfase a um princípio ou outro, dependendo da intenção do escritor ou interlocutor.
É um gênero textual muito versátil, pois permite diversas situações e maneiras de se explorar um assunto. É interessante, principalmente para as crianças, pois permite que elas sejam instruídas dentro de preceitos morais sem que percebam.
E outra motivação que o escritor pode ter ao escolher a fábula na aula, no vestibular ou em um concurso que tenha essa modalidade de escrita como opção é que é divertida de se escrever. Pode-se utilizar da ironia, da sátira, da emoção, etc. Lembrando-se sempre de escolher personagens inanimados e/ou animais e uma moral que norteará todo o enredo.

12.493 – Mega Personalidades – Quem foi Garcia Lorca?


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Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 18 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transferiu-se para Madrid, onde fez amizade com artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos baseia-se em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928).
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense. Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens do Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.
Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca. Não ocultava suas ideias socialistas e, com fortes tendências homossexuais.
Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

O assassinato e o corpo
O biógrafo de García Lorca, Stainton, afirma que seus assassinos fizeram comentários sobre sua orientação sexual, o que sugere que ele desempenhou um papel em sua morte. Ian Gibson sugere que o assassinato de García Lorca foi parte de uma campanha de assassinatos em massa que visava a eliminar apoiantes da Frente Popular Marxista. No entanto, Gibson propõe que a rivalidade entre a anticomunista Confederação Espanhola de Direito Autônomo (CEDA) e a Falange foi um fator importante na morte de Lorca. O ex-vice parlamentar da CEDA, Ramon Ruiz Alonso García, prendeu Garcia Lorca na casa de Rosales e foi o responsável pela denúncia original que levou ao mandado de captura emitido.
Tem sido argumentado que García Lorca era apolítico e tinha muitos amigos em ambos os campos republicanos e nacionalistas. Gibson contesta isso em seu livro de 1978 sobre a morte do poeta. Ele cita, por exemplo, o manifesto publicado de Mundo Obrero, que Lorca assinara mais tarde, e alega que Lorca foi um apoiante activo da Frente Popular. Lorca leu um manifesto num banquete em honra do companheiro poeta Rafael Alberti em 9 de fevereiro de 1936.
Muitos anticomunistas eram simpáticos a Lorca. Nos dias antes de sua prisão ele encontrou abrigo na casa do artista e líder membro da Falange, Luis Rosales. O poeta comunista vasco Gabriel Celaya escreveu nas suas memórias que uma vez se encontrou com García Lorca, na companhia do falangista José Maria Aizpurua. Celaya escreveu ainda que Lorca jantava todas as sexta-feiras com o fundador e líder falangista José Antonio Primo de Rivera.
Em 11 de março de 1937 foi publicado um artigo na imprensa falangista denunciando o assassinato de García Lorca: ” O melhor poeta de imperial Espanha foi assassinado”.
O processo relativo ao assassinato, compilado a pedido de Franco e referido por Gibson e outros, ainda virá a tona. O primeiro relato publicado de uma tentativa de localizar o túmulo de Lorca pode ser encontrado no livro do viajante britânico e hispânico Gerald Brenan em “A face da Espanha”. Apesar das tentativas iniciais, como Brenan em 1949, o local permaneceu desconhecido durante a era franquista.

Poesia
Livro de Poemas – 1921
Ode a Salvador Dalí – 1926.
Canciones (1921-24) – 1927.
Romancero gitano (1924-27) – 1928.
Poema del cante jondo (1921-22) – 1931.
Ode a Walt Whitman – 1933.
Canto a Ignacio Sánchez Mejías – 1935.
Seis poemas galegos – 1935.
Primeiras canções (1922) – 1936.
Poeta em Nueva York (1929-30) – 1940.
Divã do Tamarit – 1940.
Sonetos del Amor Oscuro – 1936

12.459 – Mega Conto – O Náufrago


Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo. E este único sobrevivente foi parar numa ilha deserta e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e os restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais.
O tempo foi passando e a cada alimento que conseguia, ele agradecia. Um dia, voltando depois de caçar e pescar viu que seu abrigo estava em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Desesperado, ele se revoltou e gritava chorando: “O pior aconteceu! Perdi tudo. Deus por que fez isso comigo?” Chorou tanto que adormeceu profundamente, cansado.
No dia seguinte, bem cedo, foi despertado por um navio que se aproximava. “Viemos resgatá-lo”, disseram. “Como souberam que eu estava aqui?”, perguntou. “Nós vimos o seu sinal de fumaça”, responderam eles.

12.402 – Mega Conto – A Magia da Comunicação


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“Havia um cego que pedia esmola à entrada do Viaduto do Chá, em São Paulo. Todos os dias passava por ele, de manhã e à noite, um publicitário que deixava sempre alguns centavos no chapéu do pedinte. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:
”Cego de nascimento. Uma esmola, por favor”.
Certa manhã, o publicitário teve uma idéia: virou o letreiro do cego ao contrário e escreveu outra frase. À noite, depois de um dia de trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido seu dia. O cego respondeu, muito contente:
– Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário! Todos que passavam por mim, deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o senhor escreveu no letreiro?
O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era:
“Em breve chegará a primavera e eu não poderei vê-la”.
Na maioria das vezes não importa O QUE você diz, mas COMO você diz.

11.317 – Mega Conto – O Corvo Sedento


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Em um dia muito quente, um corvo sedento voou por todo o campo à procura de água. Por um longo tempo, ele não conseguiu encontrar nenhuma gota. Ele se sentia muito fraco, quase desistindo de manter a esperança.
De repente ele viu um jarro de água abaixo dele. Ele voou direto para baixo para ver se havia alguma água no interior. Sim, ele podia ver um pouco de água no interior do jarro.
O corvo tentou enfiar a cabeça dele dentro do jarro. Infelizmente ele descobriu que o pescoço do jarro era muito estreito. Depois ele tentou empurrar a jarra para baixo para que a água fluísse para fora. Ele descobriu, contudo que o jarro era pesado demais.
O corvo pensou seriamente durante um tempo. Então, olhando em volta, ele viu umas pedrinhas. De repente, ele teve uma boa ideia. Ele começou pegando as pedrinhas um por vez, deixando-as cair dentro do jarro. A medida que mais e mais pedras enchiam o jarro, o nível da água ia subindo. Logo ficou alto o suficiente para o que o corvo a bebesse. Seu plano tinha funcionado.
Moral da história: Em momentos de dificuldade, não se desespere, pare, pense, analise bem, pois com certeza as respostas virão para melhor solucionar seu problema.
Se você usar da inteligência e tentar o suficiente, você pode rapidamente encontrar a solução desejada.

9839 -☻Mega Conto – De Passagem


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Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou, foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e, sobretudo, na ausência de mobília, curioso indagou:
– Onde estão os teus móveis?
– Onde estão os teus? – devolveu o monge.
– Estou aqui só de passagem – respondeu o andarilho
– Eu também…

9826 – ☻Mega Conto – Oásis


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Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui –replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferente à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
– Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.

8006 – Contos e Poesias – O Cobrador


paz

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.

Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram, caído, um homem.

Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração. O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca. Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

– Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse:

– Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:

– Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!

– Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

– Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve. E com certeza você vai pagar muito mais caro. A vingança nos torna iguais ao inimigo; o perdão faz-nos superiores a ele.

“O fraco jamais perdoa, o perdão é característica do forte.”

( Mahatma Gandhi )

7087 – De onde surgiu a expressão “Contos da Carochinha”?


Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta cuja história se reproduz a partir de um motivo principal e transmite conhecimento e valores culturais de geração para geração, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Nos contos, que muitas vezes começam pelo “Era uma vez”, para salientar que os temas não se referem apenas ao presente tempo e espaço, o leitor encontra personagens e situações que fazem parte do seu cotidiano e do seu universo individual, com conflitos, medos e sonhos. A rivalidade de gerações, a convivência de crianças e adultos, as etapas da vida (nascimento, amadurecimento, velhice e morte), bem como sentimentos que fazem parte de cada um (amor, ódio, inveja e amizade) são apresentados para oferecer uma explicação do mundo que nos rodeia e nos permite criar formas de lidar com isso.
Carroll e Collodi: o “fantástico absurdo”
Na segunda metade do século XIX, os contos de fadas começam novo ciclo de decadência. Em lugar do sobrenatural, o nonsense de base racionalista. O principal representante desta nova escola é Lewis Carroll, a partir do livro “Alice no País das Maravilhas”, de 1865. Outro que obteve êxito em fundir o maravilhoso com o racionalismo foi o italiano Carlo Collodi, que em 1883 publicou “Pinóquio”, um dos maiores sucessos da literatura infantil mundial. É ali que surge não somente o boneco cujo sonho era se transformar em gente, mas a Fada Azul, uma benfeitora mágica capaz de transformar sonhos em realidade.

Carochinha
São os Contos Tradicionais do Brasil e Portugal. Tais Contos Populares, muitos de ensinamentos, sobrevivem e são divulgados de forma oral desde o tempo do descobrimento do Brasil ou antes, já que muitos foram adaptados de versões da Europa Medieval.
Carochinha (baratinha) é uma expressão portuguesa…por ser um conto bem antigo e popular, acabou por encampar sob o mesmo nome todas as histórias infantis da época.
E lá vai a carochinha
Toda risonha e bonita
Colocar-se na janela
Perguntando tão catita:
– Quem quer casar com a carochinha
Que é bonita e formosinha?

6782 – Mais um Setembro…


“Poderia ser mais um setembro,
que por si só já é encanto.
Mês das flores, clima suave, amores…

Poderia ser mais um dia comum
que por si só tem seu sabor
mas não foi…

Só nós sabemos…
Mas, não pudemos mudar o destino
tampouco sentimentos….

E a roda viva do tempo
trouxe e trará outros setembros
eu sei….

Com eles, vieram e virão novas flores
novos dias, suas cores,
primaveras…

E a contínua espera
em que novamente floresça,
no frio dessa ausência sentida,
O amor… combustível da vida….” (Rose Felliciano)

6662 – Biologia – O Sabiá


Minha Terra tem Palmeiras…

O lendário e inspirador sabiá, anuncia o início da primavera

Um dos pássaros canoros mais apreciados no Brasil é o sabiá, cujo canto se parece com o som de uma flauta. É conhecido na Amazônia como caraxué.
Sabiá é uma ave passeriforme da família dos turdídeos, gênero Turdus. No Brasil são conhecidas mais de dez espécies. Frugívoros e insetívoros, os sabiás alimentam-se também de vermes e pequenos moluscos. Vivem nas capoeiras, cerrados e beiras de mata, e freqüentam fazendas e habitações rurais do interior, onde costumam fazer seus ninhos nos pomares. Os ovos, em número de quatro, são esverdeados com pintas vermelho-ferrugem, e os filhotes são criados no período quente do ano. Em Santa Catarina e certas regiões de São Paulo, os sabiás migram em grandes bandos na estação fria.
O sabiá-laranjeira, ou sabiá-piranga (T. rufiventris), distingue-se facilmente das espécies congêneres por ter o peito e a barriga de cor vermelho-ferrugem. Grande cantor, é a espécie mais famosa e também a mais comum, mesmo perto das casas, desde que haja arvoredo. O sabiá-branco (T. amaurochalinus) aparece também nos centros populosos, ao contrário do sabiá-verdadeiro (T. fumigatus), que é estritamente silvestre e de distribuição limitada ao norte do Brasil, onde é considerado o melhor cantor do gênero. Outras aves brasileiras recebem o nome de sabiá, inclusive uma da família dos papagaios, o sabiá-cica (Triclaria cyanogaster). Adaptam-se bem à vida em cativeiro.

O sabiá-laranjeira [Turdus rufiventris (Vieillot, 1818)] é uma ave muito comum na América do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. É popular especialmente no Brasil, tendo se tornado por lei, em 2002, a ave-símbolo do país. Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. É citada por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera.
A ave também está presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013, que será realizada no Brasil.
Pertence à ordem Passeriformes e à família Turdidae, que migrou da Europa para a América há cerca de 20 milhões de anos. A denominação científica da espécie é Turdus rufiventris, tendo sido descrito pela primeira vez por Louis Jean Pierre Vieillot em 1818. Foram descritas duas subespécies: Turdus rufiventris rufiventris e Turdus rufiventris juensis.
O nome sabiá deriva do tupi haabi’á. No Brasil tem uma quantidade de denominações populares, entre elas sabiá-cavalo, sabiá-ponga, piranga, ponga, sabiá-coca, sabiá-de-barriga-vermelha, sabiá-gongá, sabiá-laranja, sabiá-piranga, sabiá-poca, sabiá-amarelo, sabiá-vermelho ou sabiá-de-peito-roxo. Em espanhol é conhecido como tordo de vientre rufo, zorzal colorado, zorzal común.

É nativo da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, com uma ampla área de ocorrência que vai do nordeste do Brasil até o sul da Bolívia e norte-leste da Argentina. Não ocorre na Bacia Amazônica. Sua população é considerada estável mas não foi quantificada, e é descrito como uma ave comum. Por isso a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais a classificou como espécie em condição pouco preocupante.
Habita originalmente florestas abertas e beiras de campos, mas como é uma espécie bastante adaptável penetrou com sucesso nas áreas de lavoura e cidades, exigindo porém a proximidade de água. É visto com frequência percorrendo o solo, mas nunca longe das árvores. É uma ave territorial mas relativamente tímida, e seu canto melodioso, aflautado e frequente logo denuncia sua presença, podendo ser ouvido a mais de 1 km de distância. Seu canto é longo, podendo durar até dois minutos sem interrupção. A frase principal tem de 10 a 15 notas, mas ele é capaz de imitar as vocalizações de outras aves como o curiango e o joão-de-barro e assimilar trechos em seu próprio canto, em inúmeras variações. Canta principalmente no período reprodutivo, antes do amanhecer e ao anoitecer, para atrair a fêmea e demarcar seu território.
É uma das aves mais populares do Brasil, sendo uma presença comum em seu folclore e mesmo na cultura erudita, tendo sido por isso escolhida como seu símbolo em 2002. De acordo com o ornitólogo Johan Dalgas Frisch, um dos principais defensores da nomeação, ela se justifica porque este sabiá é conhecido por crianças e adultos, é comum nas zonas rurais povoadas e nas cidades, e por isso é sentido como uma ave familiar por grande parte da população, e porque “tem qualidades impares. Não existem dois sabiás que cantem da mesma maneira…. os sons maravilhosos do sabiá desabrocham nos jovens corações veios poéticos, tão puros e belos como se um cego abrisse seus olhos ao ver a luz e as cores das flores na terra…. uma lenda indígena assegura que quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da Primavera, o canto do sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade”.

Na literatura é frequentemente citado como o pássaro que canta o amor e a primavera, as origens, a terra natal, a infância, as coisas boas da vida, sendo imortalizado por Gonçalves Dias na abertura de seu célebre poema Canção do Exílio:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que defrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Como sua cantoria é muito apreciada, tornou-se uma ave de estimação e pode ser criado em cativeiro com sucesso. Precisa de gaiolas grandes e não tolera bem mudanças em suas instalações, podendo, se ocorrerem, apresentar distúrbios de comportamento e desenvolver pânico, que podem levar à sua morte. Note-se que no Brasil constitui crime a manutenção e/ou criação de animais silvestres em cativeiro sem a devida licença do IBAMA.

6497 -☻Mega Almanaque – Qual a origem da cantiga “Terezinha de Jesus”?


“Terezinha de Jesus” é uma cantiga de roda que alguns dizem tratar-se de uma “charamba” originária da Ilha da Madeira ou que remonta ao Portugal rural e cristão do século 19. Mas, como a maior parte das cantigas populares, não se conhece autor.

A letra tem variações. Em algumas regiões canta-se as duas estrofes mais conhecidas, e talvez as mais antigas.

Terezinha de Jesus

de uma queda foi ao chão

Acudiram (iu) três cavalheiros

Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai

O segundo seu irmão

O terceiro foi aquele

Que a Tereza deu a mão

Em alguns lugares diz-se no singular o terceiro verso da primeira estrofe: acudiu três cavaleiros. Um erro gramatical que alguns interpretaram como sendo a prova de um fundo teologal na composição.

Outras duas estrofes completam a cantiga em outros lugares:

Terezinha levantou-se

Levantou-se lá do chão

E sorrindo disse ao noivo

Eu te dou meu coração

Dá laranja quero um gomo

Do limão quero um pedaço

Da morena mais bonita

Quero um beijo e um abraço

Este acréscimo dá uma tonalidade definitivamente romântica à cantiga, deixando sua conotação religiosa que alguns defendem.

Vamos às interpretações que andam por aí:

– Opiniões de literatos dizem que a interpretação do sentido da cantiga não se encontra nela aprioristicamente. O sentido seria construído na interpretação.

– A protagonista: alguns querem que Terezinha de Jesus, originalmente, refere-se a Teresa do Menino Jesus, nossa santa irmã. Somente quando a cantiga é transladada para o Brasil assume outras cores e conotações. Os três cavalheiros seriam as pessoas da Santíssima Trindade: “o pai” – (Deus), “o filho” – (Jesus) e “aquele que Tereza deu a mão” – (o Espirito Santo). Nesta interpretação tem sentido o singular do verbo acudir. Deus é uno e trino.

– Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX marcada pelo patriarcalismo: a música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.

– A “queda” de Terezinha pode ter mais de uma interpretação, desde a mais elementar (um tombo) até a mais elaborada: um deslize moral.

– No campo da pedagogia e da didática da educação, pode-se trabalhar, na cantiga, muitos temas, como por exemplo, a família. Há também a possibilidade de se trabalhar a localização, ou a ordem dos personagens solicitada pela letra. É possível ainda uma rica aula sobre frutas, além de se poder trabalhar a afetividade. Segundo Pestalozzi, “o amor deflagra o processo de auto-educação”.

5645 – Mega Conto – O Reformador do Mundo


Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de pôr defeito em tôdas as coisas. O mundo para êle estava todo errado e a natureza só fazia asneiras.
– Asneiras, Américo?
– Pois então?! Aqui mesmo, neste pomar, tens a prova disso. Aí está uma jabuticabeira enorme, sustendo frutas pequeninas, e lá adiante uma colossal abóbora, prêsa ao caule duma planta rasteira. Não era lógico que fôsse justamente o contrário? Se as coisas tivessem de ser organizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a abobeira e as abóboras para a jabuticabeira. Não achas que tenho razão?
Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e que só êle era capaz de dispor com inteligência o mundo.
– Mas o melhor, concluiu, é não pensar nisto e tomar uma soneca, à sombra destas árvores, não achas?
E Pisca-Pisca, piscando-piscando que não acabava mais, estirou-se de papo acima, à sombra da jabuticabeira.
Dormiu. Dormiu e sonhou. Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos. Uma beleza!
De repente, no melhor da festa, plaft! Uma jabuticaba que cai e lhe esborracha o nariz!
Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sôbre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não é tão mal-feito assim.
E segue para casa, refletindo:
– Que espiga!… Pois não é que, se o mundo fôsse arranjado por mim, a primeira vítima teria sido eu? Eu Américo Pisca-Pisca, morto pela abóbora, por mim posta em ligar da jabuticaba? Hum !… Deixemos de reformas. Fique tudo como está, que está muito bem.
E Pisca-Pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas desde então, perdeu a cisma de corrigir a natureza.

Monteiro Lobato

5471 – ☻ Mega Conto – As estações


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.
Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…
O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

5470 – Mensagens de Paz – Humildade e Entendimento


Tenhamos a humildade para reconhecer,
que todos nós somos alunos nessa escola da vida chamada Terra.
Estamos aqui para aprendermos uns com os outros,
a trabalhar o nosso conhecimento, aprendizado e evolução.
Não somos melhores nem piores do que os outros,
pois o estágio em que cada um de nós se encontra é transitório.
Chegará o dia em que todos alcançaremos o entendimento,
e o conhecimento daquilo que realmente é importante para nós,
ou seja, o burilamento do nosso Espírito,
onde haverá espaço somente para os bons sentimentos,
e principalmente para o amor incondicional.
Sejamos humildes para reconhecer,
que ainda estamos muito longe da perfeição,
e do conhecimento das verdades da vida. Estamos caminhando.
Assim, sigamos pela estrada da vida com humildade,
aprendendo passo a passo,
construindo o nosso futuro sobre bases sólidas,
e acima de tudo respeitando e amando o nosso próximo!

Da obra Gotas de Paz

5265 – Mega Conto – Sabedoria e força


Um sábio mestre conduz seu aprendiz pela floresta.
Embora mais velho, caminha com agilidade,
enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante. O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro,
e continua a acompanhar seu mestre. Depois de longa caminhada, chegam a um lugar sagrado.
Sem parar, o sábio mestre dá meia volta
e começa a viagem de volta. Você não me ensinou nada hoje diz o aprendiz,
levando mais um tombo. Ensinei sim, mas você parece que não aprende
responde o mestre. Estou tentando lhe ensinar
como se lida com os erros da vida. E como lidar com eles?
Como deveria lidar com seus tombos responde o mestre. Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu,
devia procurar aquilo que te fez escorregar. MORAL DA HISTÓRIA: Devemos procurar a raiz de nossos erros
e nos levantarmos com sabedoria e força.

5039 – Mega Conto – Raposa com prestígio de tigre


Uma vez, uma raposa caiu nas garras dum tigre; mas, espertíssima como era, disse-lhe com toda a tranqüilidade:
— O senhor Tigre deve certamente estar ciente de que Deus acaba de me nomear rainha desta floresta, com a missão de governar todos os animais … E quer o senhor comer-me?! Que ousadia! Quer desrespeitar o Todo-Poderoso?
O tigre não acreditou nessa conversa. Como é que animalzinho tão fraco e tão magro como a raposa poderia ser a rainha da floresta?
Percebendo a hesitação do tigre, disse então a raposa:
— Não acredita? Mas a ignorância não é crime, por isso não vou puni-lo. Esta sua rainha sempre se fez respeitar pela sua generosidade. Vamos fazer o seguinte: vou passar revista aos meus súditos, e o senhor vai seguir-me e observar como eles me temem.
O tigre aceitou a proposta, e lá foram os dois – a raposa à frente, todo arrogante, e o tigre atrás.
Vendo o tigre, os outros animais puseram-se em fuga, foi um “salve-se quem puder”.
Mas o tigre acreditou no poder da raposa, pensando que todos fugiam com medo da “rainha”.
Dessa maneira, conseguiu a raposa salvar-se da morte às garras do tigre.

4889 – Mega Conto de Sabedoria


“ Certa vez existiu um grande imperador que adorava brigas de galo. Para ter o melhor, contratou os serviços de um grande mestre de artes marciais para torná-lo imbatível. Passador 15 dias interrogou o mestre:
– Já está pronto o galo?
– Ainda não majestade. Ele é muito medorso e foge da própia sombra.
Passados mais 15 dias o imperador voltou a interroga-lo:
– Já está pronto o galo?
– Ainda não majestade. Ele enfrenta qualquer galo, mas luta de qualquer jeito, sem técnica.
Após outros 15 dias a paciência imperial estava se esgotando e novamente o imperador procurou o mestre:
– Está pronto o galo?
– Ainda não majestade. Ele luta com boa técnica, mas não tem o devido autocontrole.
Mais 15 dias e o imperador estava tentado a mandar decapitar o mestre e contratar outro. , mas foi interroga-lo:
– E o galo? Está pronto?
– Está pronto majestade, mas ele não lutará. Ele tem muita coragem, luta com esmerada técnica e possui grande autoconfiança, mas nenhum galo ousa enfrentá-lo. Ao vê-lo todos fogem apavorados devido à sua forte presença, confiança e calma. Duvido que em todo o reino vossa majestade possa achar um adversário para ele