13.178 – Cardiologia – Colesterol alto pode ser hereditário


colesterol droga

Pelos menos 360 mil brasileiros desconhecem que sofrem de uma doença genética responsável por elevar os níveis de colesterol no sangue, aumentando em até 30 vezes o risco de terem problemas cardíacos, mesmo na juventude.

O alerta é do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, que dispõe de um programa que rastreia o código genético de pacientes com suspeita de terem a doença, a hipercolesterolemia familiar. As informações são da Agência Brasil.
Há apenas dois meses, a técnica em enfermagem Natércia Barbosa, 35 anos, foi diagnosticada com hipercolesterolemia familiar. “O meu nível de colesterol oscilava. Já minha mãe fazia tratamento há mais de oito anos e, mesmo usando remédio, era difícil controlar. Fizeram a análise do DNA dela e viram que se tratava de uma doença provocada pela mutação de um gene”.
Após a descoberta do diagnóstico da mãe, Natércia, as irmãs e as tias foram convocadas pelo Programa de Rastreamento Genético de Hipercolesterolemia Familiar do Incor, o Hipercol Brasil. As análises mostraram que duas mulheres da família também têm a doença.

Medidas de prevenção
Um aliado importante na luta contra o colesterol alto é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e atividade física. “Para quem não tem a hipercolesterolemia familiar, esses hábitos, muitas vezes, são suficientes para prevenir e tratar o colesterol alto”, disse o cardiologista do InCor, Raul Dias Santos. O fumo e a ingestão de alimentos com gordura saturada, por exemplo, contribuem para aumentar os riscos.

Os benefícios da vitamina A
A vitamina A, também chamada de retinol, é extremamente importante e indispensável para a manutenção de uma boa visão e do sistema imunológico. Além disso, tem funções antioxidantes e pode ser usada no tratamento de alguns problemas de pele.

Sendo encontrada em vários tipos de alimentos, como os de origem animal (leite, ovos, fígado, sardinha, manteiga, queijos gordurosos), folhas (agrião, couve, espinafre, brócolis), frutas (laranja, mamão, manga, pêssego) e vegetais (pimentão amarelo, cenoura, abóbora), a vitamina pode ser obtida por meio de diversas fontes naturais, dispensando o uso de comprimidos.
Ao longo de toda a vida, a vitamina A deve ser ingerida, mas, em algumas fases, seu consumo deve ser reforçado, como durante a gravidez. Além disso, bebês e crianças em fase de crescimento também precisam dar uma atenção especial aos alimentos que possuem essa vitamina.

 

 

11.194 – Sem Saída (por enquanto) – Droga usada para combater o colesterol aumenta risco de diabetes


estatina

A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, que é publicado pela Associação Europeia para o Estudo da diabetes.
Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor).
Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença.
Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.
Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).
Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir DIABETES ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso acontece.
Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio –ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas.
“As estatinas são a ‘pedra fundamental’ da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração).
Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.
“Graças às estatinas nós obtivemos uma diminuição significativa na incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte atualmente”, diz o médico e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert.
Antes consideradas “a nova aspirina”, as estatinas também têm outros riscos associados. Cerca de um terço das pessoas se queixam de dores ou desconfortos musculares e ainda há risco de mal funcionamento do rim e do fígado, por exemplo.
Apesar da pletora de riscos, até mesmo a classe médica abusa da droga, diz a cardiologista e especialista em colesterol e hipercolesterolemia familiar Tânia Martinez. “Tem gente que come churrasco e toma estatina depois [para evitar a formação de colesterol ruim], o que não é de forma alguma recomendável”.
Uma alternativa ao tratamento convencional com estatinas que vem sendo estudada por Dias Filho é a sua associação com a droga ezetimiba, medicamento que impede a absorção de gordura pelo intestino e, assim, também evita a formação de colesterol.
Outra alternativa, que está sendo estudada no exterior, é a injeção de anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, que atua na formação do colesterol ruim.

10.972 – Medicina – Estatina não causa problemas de memória


estatina

O resultado da pesquisa contraria a recomendação da FDA, agência americana que regula alimentos e remédios. Em 2012, a FDA determinou que os rótulos das embalagens de estatina informem que o uso da droga pode causar problemas cognitivos.
Os pesquisadores analisaram 25 estudos que investigavam a relação entre o tratamento com estatina e as habilidades mentais. No total, as pesquisas incluíram 46 836 pessoas.
Eles constataram que o uso da estatina não alterou significativamente a capacidade mental, tanto em indivíduos com funcionamento normal do cérebro, quanto naqueles com Alzheimer.
Para os pesquisadores, o benefício proporcionado pela droga supera seus efeitos adversos. Eles afirmam que as alterações mentais relatadas pelo FDA foram causadas por overdoses de estatina. “O alerta da FDA sobre o efeito da estatina nas funções cognitivas é questionável”, afirma Brian R. Ott, coautor do estudo e professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos.

Contra a perda de memória dormir bem
É durante o sono que a memória e a aprendizagem se consolidam. Na fase denominada REM, o cérebro reúne as informações e lembranças adquiridas no dia e as repete para si mesmo — isto é, reativa os circuitos neurais utilizados durante o dia. A partir daí, o conteúdo migra para a chamada memória de longo prazo. “De dia, as informações estão bagunçadas no cérebro. No sono reparador, elas se organizam e passam a fazer sentido. Esse processo faz com que a pessoa não esqueça o que estudou, por exemplo”, explica Edson Issamu Yokoo, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Por isso, dormir bem é um conselho recorrente para estudantes.

10.666 – Medicina – Reduzindo o Colesterol


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O colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que carrega a fama de vilão pelo fato de, em excesso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. A substância, no entanto, é essencial para algumas funções do organismo, já que ajuda na regeneração dos tecidos e dos ossos e na produção de hormônios sexuais e de vitamina D. Prova disso é que 70% de todo o colesterol presente no corpo de uma pessoa é produzido por seu próprio organismo.
Para circular pela corrente sanguínea, o colesterol precisa se ligar a uma lipoproteína, molécula que contém proteína e gordura. Existem dois tipos dessas moléculas transportadoras: as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e as de alta densidade (HDL) — e são elas que determinam se o colesterol será mais ou menos prejudicial à saúde.
Enquanto o LDL deposita o colesterol nas paredes das artérias, podendo entupir os vasos e desencadear problemas cardiovasculares, o HDL leva o excesso de colesterol para o fígado para que seja eliminado pelo intestino. Por isso, o colesterol transportado pelas moléculas LDL e HDL é conhecido como colesterol ruim e bom, respectivamente.
Os médicos consideram que os níveis de HDL devem ser de, no mínimo, 60 miligramas por decilitro de sangue e os de LDL não devem ultrapassar 100 miligramas por decilitro de sangue. Em quantidade superior a essa, o colesterol “ruim” pode se acumular nas artérias e formar placas de gordura. “Com o tempo, essas placas reduzem a circulação do sangue que vai para o coração e podem formar coágulos, interrompendo completamente a passagem do sangue, que é a causa do infarto ou derrame cerebral”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.
A alimentação é uma importante fonte de colesterol — e a qualidade dos hábitos alimentares é fundamental para controlar os níveis de gordura no sangue. Para garantir que o colesterol não prejudique a saúde, é essencial evitar o consumo de gorduras saturadas, como explica o endocrinologista Alex Leite, do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo. Segundo ele, alguns alimentos ricos nesse tipo de gordura são laticínios e derivados integrais, como leite integral, queijos de coloração mais amarela, manteiga e requeijão, além de carnes gordas, como lombo de porco, picanha, cupim e embutidos.
Praticar atividade física, ingerir alimentos ricos em fibra e parar de fumar também ajuda a controlar o colesterol, reduzindo os níveis de LDL e aumentando os de HDL.
No entanto, existem casos em que as taxas de colesterol não se estabilizam com alimentação e atividade física. As causas para esses problemas podem estar em alguma doença metabólica, como o diabetes e a obesidade, ou na herança genética. “Pessoas que têm familiares com colesterol alto tendem a apresentar taxa elevada de colesterol, independentemente da dieta”, diz Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.
O tratamento à base de estatina é o mais utilizado nesses casos: o medicamento inibe a produção de colesterol pelo organismo. Mesmo esses pacientes, porém, devem seguir recomendações básicas para controlar o colesterol.

Precauções
O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, o nutriente reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado em peixes, principalmente na sardinha e no salmão. Não por acaso, um estudo comprovou que a dieta do mediterrâneo, que é rica nesse ácido graxo, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue.
Carnes gordas (como a picanha), leite integral, queijo amarelo, presunto e manteiga são exemplos de alimentos ricos em gordura saturada. “Esse tipo de gordura é o que tem a maior concentração de colesterol ruim em sua composição”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prefira as versões menos gordurosas desses alimentos, como carnes brancas e leite desnatado.
A prática de atividades física acelera o metabolismo e, consequentemente, incentiva a ação das enzimas que elevam a concentração de colesterol bom no sangue. Indiretamente, o exercício reduz o nível de colesterol ruim e protege as artérias. O ideal é praticar pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana.
As fibras ajudam a diminuir a absorção intestinal das gorduras, matéria-prima do colesterol. “Esse mecanismo faz com que o organismo excrete mais gordura do que absorve e ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim no corpo”, afirma Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Um estudo mostrou que ingerir três quartos de xícara de chá por dia de leguminosas — como feijão, lentilha e grão-de-bico —, ricas em fibra, pode diminuir em 5% as taxas de colesterol ruim. Outras boas fontes do nutriente são aveia, chia e caqui.

10.297 – Farmacologia – O Ciprofibrato


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Ciprofibrato é a substância ativa de um medicamento redutor do colesterol conhecido comercialmente como Oroxadin.
Esse medicamento de uso oral é indicado para pacientes com colesterol alto e a sua ação consiste em alterar o funcionamento das lipoproteínas, diminuindo a concentração de gordura no sangue.
Antilipêmico; redutor do colesterol; redutor de triglicérides [derivado do ácido fíbrico; fibrato].
Reduz a concentração de triglicérides pela redução das lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL). Isto também reduz as concentrações de colesterol.
Preço do Ciprofibrato
Caixa de 100 mg de Ciprofibrato com 10 comprimidos custa aproximadamente 26 reais, a caixa do medicamento genérico de 100 mg e com 10 comprimidos custa aproximadamente 23 reais.
Efeitos Colaterais do Ciprofibrato
Alteração na função do fígado; cansaço; diarreia; dor de cabeça; dor muscular; impotência; inflamação nos pulmões; má digestão; náusea; problemas musculares; queda dos cabelos; reações na pele; sonolência; tontura; vertigem; vômito.

9998 – Vitamina D pode ajudar a reduzir o colesterol em mulheres


Diferentes estudos já sugeriram que a vitamina D pode proteger o coração, e agora uma nova pesquisa ajuda a explicar como isso acontece. De acordo com o trabalho, feito na Universidade Thomas Jefferson, nos Estados Unidos, suplementos diários do nutriente reduzem os níveis de colesterol “ruim” (LDL) na corrente sanguínea e, consequentemente, contribuem com a prevenção de doenças cardíacas.
Para chegar a essa conclusão, os autores do estudo selecionaram 576 mulheres que já haviam passado pela menopausa. O risco de doenças cardíacas é maior nessa fase da vida da mulher porque a produção de estrogênio, hormônio que protege o coração, diminui. As participantes passaram a tomar suplementos que combinavam vitamina D e cálcio ou então doses de placebo diariamente e ao longo de dois anos. Além disso, os pesquisadores coletaram, no início e no final do estudo, amostras de sangue das participantes para analisar seus níveis de colesterol.
Após ajustar os resultados em relação a outros fatores de risco ao coração, como tabagismo e consumo de álcool, a equipe descobriu que as mulheres que ingeriram vitamina D apresentaram uma pequena, porém notável redução nos níveis de LDL. O mesmo benefício não foi observado nas participantes do grupo do placebo.
Segundo Peter Schantz, o efeito da vitamina D pode ser significativo na prevenção contra doenças cardíacas, mas não é possível dizer que o nutriente, sozinho, seja capaz de evitar a condição nas pessoas. Para isso, é preciso que as pessoas continuem tomando outros cuidados, como não fumar, praticar exercícios e se alimentar de forma correta. O estudo foi publicado na edição deste mês do periódico Menopause.

9465 – Medicina – Efeito Colateral contra o Câncer


Bioquímicos americanos suspeitam de que drogas para diminuir o colesterol no organismo também poderiam impedir o crescimento de certos tumores no pâncreas e intestino. Ao menos em tubos de ensaio, os medicamentos inibem a ação da proteína que comanda a divisão celular desenfreada típica do câncer. Isso porque as células, em geral, precisam de determinada quantidade de colesterol para se manter e, quando este é reduzido por causa das drogas, a proteína não consegue dar a ordem química que inicia a divisão das células cancerígenas. Os cientistas devem testar os remédios anticolesterol em cobaias com tumores. Se os resultados se repetirem, essas drogas deixarão de pertencer exclusivamente aos receituários dos cardiologistas.

8734 – Medicina – De ☻lho no Colesterol


colesterol droga

Ficando por dentro:

Colesterol é uma gordura fabricada no organismo e presente em alguns alimentos, principalmente os de origem animal.
Seu excesso pode se acumular nas artérias e provocar seu entupimento, a aterosclerose é responsável pelo enfarte e derrame cerebral.
O processo de obstrução do vaso sanguíneo se inicia e progride de forma semelhante ao que ocorre com canos de água de esgoto, que acumulam progressivamente sujeira em suas paredes e acabam entupindo.
A dieta ideal para evitar tal problema deve ser a base de verduras, carnes magras, peixes e aves sem pele. Evitar comer gema de ovo mais do que 3 vezes por semana e não reutilizar óleos.
Recomenda-se o aumento de atividade física, mas na medida certa, sem exageros.
A obesidade está diretamente relacionada a maior risco de doenças cardiovasculares, além de diabetes e hipertensão.

8587 – Nutrição – As Lipoproteínas


lipoproteinas

A lipoproteína consiste em um conjunto composto por proteínas e lipídeos, organizados de modo a facilitar o transporte dos lipídeos pelo plasma sanguíneo.
A estrutura básica das lipoproteínas é idêntica, variando somente de tamanho e proporção entre os seus componentes. A fração proteica é composta por apoproteínas, enquanto que a parte lipídica é formada por colesterol, triglicerídeos e fosfoglicerídeos. De acordo com as suas características físico-químicas são divididas em: quilomícrons, VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), LDL (lipoproteína de baixa densidade) e HDL (lipoproteína de alta densidade).

Quilomícrons
Consistem em moléculas grandes de lipoproteínas sintetizadas pelas células do intestino, formado em 85-95% de triglicerídeos de origem alimentar (exógeno), pequena quantidade de colesterol livre, fosfolipídeos e 1-2% de proteínas. Uma vez que possui muito mais lipídeos do que proteínas, os quilomícrons são menos densos do que o plasma sanguíneo, flutuando nesse líquido, conferindo um aspecto leitoso ao mesmo, levando a formação de uma camada cremosa quando este é deixado em repouso.

VLDL (very low density lipoprotein)
São lipoproteínas de grande tamanho, porém menores do que os quilomícrons, sintetizadas no fígado. Sua composição compreende 50% de triglicerídeos, 40% de colesterol e fosfolipídeos e 10% de proteínas, especialmente a Apo B-100, Apo C e alguma Apo E.
Este tipo de lipoproteína tem como função transportar os triglicerídeos endógenos e o colesterol para os tecidos periféricos, locais onde serão estocados ou utilizados como fontes de energia. Igualmente aos quilomícrons, são capazes de turvar o plasma.

LDL (low density lipoprotein)
O LDL, que são as lipoproteínas de baixa densidade, são partículas diminutas que, mesmo quando em grandes concentrações, não são capazes de turvar o plasma. Aproximadamente 25% desta lipoproteína são composta por proteínas, em particular a Apo B-100 e pequena quantidade de Apo C, o resto é composto por fosfolipídeos e triglicerídeos. O LDL é a lipoproteínas que mais transporta colesterol para locais onde ela exerce uma função fisiológica, como, por exemplo, para a produção de esteroides. Em sua grande maioria, são produzidos a partir de lipoproteínas VLDL.

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HDL (high density lipoprotein)
As lipoproteínas HDL são partículas pequenas, compostas de 50% por proteínas (especialmente a Apo A I e II, e uma pequena parcela de Apo C e Apo E), 20% de colesterol, 30% de triglicerídeos e vestígios de fosfolipídeos. Esta lipoproteína se divide em duas subclasses distintas: HDL 2 e HDL 3. Estas subclasses são distintas em tamanho, composição e densidade, principalmente no que diz respeito ao tipo de apoproteínas. Possuem a função de carrear o colesterol até o fígado diretamente, ou transferem ésteres de colesterol para outras lipoproteínas, em especial as VLDL. A HDL 2 é conhecida pelo papel protetor na formação de aterosclerose.

8069 – Medicina – Como se formam os cálulos biliares


É um processo semelhante ao da formação de pérolas, que se consolidam em torno de grão de areia dentro das ostras. Começam com pequenos objetos, como bactérias, imitando a vesícula.
Cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.
A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as omoplatas.
A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.
Sintomas
Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.
Causas
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:
* Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;
* Vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);
* Diabetes;
* Obesidade;
* Hipertensão (pressão alta);
* Fumo;
* Uso prolongado de anticoncepcionais;
* Elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;
* Predisposição genética.
Tratamento
O tratamento pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Nos outros casos, a cirurgia por laparoscopia, que requer poucos dias de internação hospitalar, é a conduta mais indicada. Tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo representa também uma possibilidade terapêutica.
Recomendações
* Faça uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;
* Procure manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;
* Largue o cigarro;
* Discuta com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.
Consulte um médico se os sintomas dolorosos de cálculo biliar se manifestarem e, especialmente, se forem seguidos de febre, náuseas e vômitos.

7734 – Nutrição – Comer ovo pode ser tão ruim quanto fumar


É, melhor diminuir a presença do ovo no seu cardápio. Pesquisadores da Western University, no Canadá, descobriram que comer 3 ovos ou mais por semana pode fazer tão mal para a saúde quanto ser viciado em cigarros.
Eles mediram como estava a obstrução arterial de 1,2 mil homens, com idade média de 61,5 anos, que haviam procurado clínicas de saúde para fazer exames do coração. E pediram a eles para responder um questionário sobre o estilo de vida: uso de medicamentos, cigarros e consumo de ovos.
Entre os participantes com pouco mais de 40 anos, aqueles que comiam no mínimo 3 ovos por semana apresentavam um aumento significativo no acúmulo de placas de gordura nas artérias, em comparação aos que consumiam 2 ou menos. No geral, 20% dos fãs convictos de ovo tinham uma saúde arterial tão ruim quanto os mais viciados em nicotina – aqueles que fumam quase um maço por dia.
Essa gordura atrapalha o transporte de sangue pelo corpo e pode resultar em um infarto ou derrame. “Essa tendência em ignorar o colesterol como um fator de risco para doenças cardíacas precisa ser reavaliada, inclusive o consumo de colesterol proveniente das gemas de ovos”, diz a pesquisa.
Logo mais começam a vender ovos em embalagens enfeitadas com fotos medonhas e um alerta: o Ministério da Saúde adverte: ovo faz mal para o coração e pode matar.

7454 – Droga para elevar colesterol “bom” é alvo de recall global


O remédio Cordaptive, que associa duas substâncias para aumentar o colesterol “bom” (HDL) e reduzir o “ruim” (LDL) e os triglicérides, vai ser recolhido nos cerca de 40 países onde era vendido, inclusive no Brasil.
De acordo com a MSD (Merck), fabricante da droga, a decisão foi tomada após a análise de dados preliminares de um estudo internacional sobre o remédio.
A pesquisa, com mais de 25 mil pessoas, mostrou que o Cordaptive não reduz o risco cardíaco e, ainda, aumenta a chance de efeitos colaterais não fatais, mas que não foram detalhados pela empresa.
No Brasil, segundo o laboratório, 1.500 pessoas usam o medicamento. Recomenda-se que elas procurem seus médicos para receberem novas prescrições.
O resultado ruim vem depois da interrupção de dois testes clínicos sobre outros medicamentos que também tentavam reduzir o risco cardíaco aumentando o colesterol “bom”, o que levanta dúvidas sobre o futuro dessa estratégia para evitar infartos.
O Cordaptive é composto por niacina (vitamina B3) e uma substância chamada laropipranto. A niacina ou ácido nicotínico reduz a produção de triglicérides (gorduras) e aumenta a fabricação do colesterol “bom”, que ajuda a “limpar” as artérias, recolhendo as gorduras que formam placas nos vasos.
O problema é que essa substância é vasodilatadora e causa vermelhidão intensa e sensação de calor no rosto, como explica o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade clínica de lípides do Incor (Instituto do Coração da Hospital das Clínicas de SP).
Para aumentar a tolerância dos pacientes à niacina, foi adicionada ao remédio a substância laropipranto, que combate esse efeito colateral. É essa combinação que vai sair do mercado. A niacina sozinha continua à venda.
De acordo com Santos, o remédio é recomendado a pessoas que não conseguem tomar as estatinas, drogas mais usadas no controle do colesterol, por sofrerem com alergias ou dores musculares.
Pacientes que já haviam infartado e tinham colesterol “bom” muito baixo e os que têm triglicérides e colesterol “ruim” muito altos também poderiam usar o medicamento associado às estatinas.
Em 2011, um artigo publicado no “New England Journal of Medicine” questionava se já não era hora de aposentar a niacina. Em sua forma isolada, ela está no mercado há 50 anos, mas, em estudos recentes, a droga tem mostrado resultados fracos.
Segundo o cardiologista, editor da diretriz brasileira para o tratamento do colesterol elevado familiar, apesar do resultado “decepcionante” do Cordaptive, a niacina sozinha ainda pode beneficiar alguns pacientes. No entanto, sua indicação fica cada vez mais restrita.

colesterol droga

6811 – Medicina – Controle do Colesterol


Artéria entupida pelo colesterol

Níveis de colesterol devem ser avaliados a partir dos 30 anos

Nem todos sabem que o colesterol é uma substância necessária para o organismo. Sem ele, as células não formam a membrana que as envolve. No entanto, o desequilíbrio na produção desse tipo de gordura pode ter sérias implicações no organismo.
O intrigante é que existem dois tipos de colesterol: o HDL, ou bom colesterol, que protege contra ataques cardíacos e o LDL, ou mau colesterol, que facilita a formação de placas de ateroma nas veias e artérias e favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares.
Nem sempre os níveis de colesterol são determinados pela dieta e estilo de vida. Colesterol alto não dá sintomas a não ser quando o estrago já está feito, o que torna seu controle uma medida indispensável para evitar riscos, uma vez que há relação entre colesterol elevado e acidentes cardiovasculares, no Brasil, a principal causa de morte em homens e mulheres.
A aterosclerose é causa, por exemplo, de ataques cardíacos como infarto do miocárdio e angina (o principal sintoma é dor intensa no peito), de intervenções como pontes de safena e angioplastias e é causa também de acidentes vasculares cerebrais. Portanto, estamos falando de uma patologia, a aterosclerose, que tem como um dos fatores desencadeantes o colesterol aumentado.
Recentemente, um estudo realizado no Incor que serviu de base para a tese da pós-graduanda Dra. Silmara Coimbra, comparando a ingestão de vinho tinto e suco de uva na reatividade vascular da artéria braquial de pessoas cuja única alteração era o colesterol aumentado, demonstrou que ambos apresentam bons resultados. Ou seja, é possível obter efeitos benéficos no sistema circulatório tomando suco de uva que não contém álcool. Entretanto, a ingestão de uma quantidade moderada de álcool pode ser benéfica para pessoas acostumadas a tomar vinho e que não apresentem contra-indicações como diabetes, arritmia, miocardiopatia ou insuficiência cardíaca.
No que se refere ao consumo de grãos, a vantagem é incorporar o número necessário de calorias por uma via que não envolve a ingestão de gordura saturada. Nesse aspecto, a dieta mediterrânea é benéfica, pois é composta basicamente por grãos, frutas e vegetais.
Em relação às mulheres, existe um conceito fundamental que pouca gente conhece. A principal causa de morte no sexo feminino, maior do que os cânceres ginecológicos ou qualquer outra doença, é o acidente cardiovascular. Por isso, ela precisa dos mesmos cuidados que os homens especialmente depois da menopausa. Em certas circunstâncias, a evolução da doença na mulher é pior porque as alterações aparecem mais tarde, quando a probabilidade de serem diabéticas e/ou hipertensas é maior.
Nos idosos, a causa mais frequente de morte também é a cardiovascular, mas muitos chegam aos 70, 80 anos sem grandes alterações de lípides e sem doença cardiovascular. Para esses não há por que indicar condutas rigorosas, penalizando-os com restrições desnecessárias. No entanto, se o indivíduo tiver lípides francamente alterados, sobretudo se estiverem associados a outros fatores de risco como hipertensão, fumo e diabetes, ou se já tiver sofrido acidente cardíaco ou cerebral, precisa de tratamento. Nesses casos, não há regra geral. Cada pessoa deve ser analisada individualmente, sabendo que o colesterol aumentado é um componente importante da principal causa de morte nesse grupo etário.

6794 – Medicina – Nova Arma contra o Colesterol


Uma injeção é a nova opção em estudo para reduzir a concentração do LDL, conhecido como o colesterol ruim por sua capacidade de entupir as artérias do coração, aumentando o risco de infarto. Os promissores resultados dos primeiros testes em humanos foram apresentados recentemente durante o encontro da Associação Americana de Cardiologia, um dos mais importantes do mundo na área. Os participantes da pesquisa que receberam a maior dose do remédio tiveram uma redução média 64% maior nas taxas do LDL em comparação com os voluntáriosque receberam placebo.
Criada pela empresa de biotecnologia Amgen, a medicação é inovadora em dois sentidos. É a primeira a ser ministrada via injeção. Também é o primeiro anticorpo monoclonal contra o colesterol. Esse tipo de medicamento, já usado por exemplo no tratamento de alguns tipos de tumores, é uma das estratégias de tratamento mais modernas da medicina. Eles são criados para atuar sobre pontos específicos característicos de cada doença. É como se fossem flechas direcionadas para alvos precisos, o que aumenta sua chance de eficácia.

No caso do colesterol, o foco é a proteína chamada PCSK9. Ela está envolvida no metabolismo das gorduras do sangue e prejudica a capacidade do fígado de eliminar o LDL. Para impedir sua atuação, os pesquisadores criaram o anticorpo monoclonal AMG 145. “Nos testes, verificamos que a molécula de fato reduz a ação da proteína”, disse a uma entrevista, o cardiologista Scott Wasserman, do Departamento de Desenvolvimento Clínico da Amgen. Além da queda na concentração de LDL, houve também redução do colesterol total (soma de todos os gêneros de colesterol) e não foi registrado impacto sobre os níveis do HDL, o bom colesterol (ele ajuda o organismo a limpar os vasos sanguíneos dos depósitos de gordura).
Em princípio, a medicação seria indicada para os pacientes com dificuldade de responder ao tratamento convencional, baseado em dieta, exercício físico e remédios orais quando necessário. Animada com os resultados, a companhia lançou a segunda fase dos estudos em humanos para determinar doses ideais e a frequência das aplicações.

6490 – Medicina – A Obesidade e a Impotência


Estudos clínicos apresentados recentemente no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão (Itália), comprovam a existência de uma relação estreita entre o tamanho da barriga do homem e a disfunção erétil, conhecida como impotência sexual. Segundo os estudos, o excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a aparência física, mas também a saúde sexual do homem. Isso porque o acúmulo de gordura abdominal é um dos sinais da síndrome metabólica e pode estar associado à redução das taxas de testosterona. Este desequilíbrio hormonal é um dos fatores de risco para o surgimento das dificuldades de ereção.
A barriga começa a se tornar um risco para a saúde do homem quando a medida da cintura ultrapassa os 94 cm, o que aumenta de duas a três vezes as chances de impotência sexual. “A partir daí, os níveis de testosterona no organismo podem cair, enquanto aumenta o risco de obstrução das artérias pela gordura”, explica o urologista Helder Machado, chefe do Serviço de Urologia de Niterói. Esse entupimento arterial dificulta a irrigação peniana, impedindo que o homem alcance a ereção satisfatória.
Estima-se que atualmente entre 20% e 25% da população adulta mundial apresente algum dos sinais da síndrome metabólica como obesidade, diabetes, pressão alta e colesterol elevado (dislipidemia). Todos esses fatores elevam o risco para que o homem apresente disfunção erétil (DE).
Estudo recente também mostra que a redução dos níveis de testosterona no organismo do homem potencializa todos os sintomas da síndrome metabólica, prendendo-o em um círculo vicioso, no qual o excesso de gordura abdominal provoca a queda hormonal. Com a diminuição da testosterona, a síndrome metabólica se agrava e a chance de aparecer a DE aumenta.
O urologista também alerta para a importância do homem cuidar melhor da saúde, reduzindo as chances do aparecimento de problemas como a disfunção erétil. A obesidade e a dislipidemia são os principais fatores associados à disfunção erétil, seguidas por diabetes, hipertensão e tabagismo.
“É importante que todo homem, principalmente os que estão acima do peso e apresentem sinais de disfunção erétil, façam um exame de sangue para checar a dosagem de testosterona no organismo”, completa o médico. Nos casos em que a diminuição hormonal for identificada e estiver aliada aos sinais característicos do DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), o médico pode indicar a reposição hormonal para alívio dos sintomas. O Nebido® (undecilato de testosterona, da Bayer Schering Pharma), por exemplo, é uma terapia de reposição hormonal injetável indicado para o tratamento dos sintomas do DAEM. O medicamento é administrado em aplicações trimestrais (via injeção intramuscular) e possui efeito prolongado no organismo, pois libera gradualmente o hormônio, mantendo os níveis de testosterona normais por mais tempo.”

5749 – De onde vem o colesterol?


O nível de colesterol no sangue aumentade acordo com a quantidade de gorduras saturadas ingeridas. O organismo produz colesterol a partir de gorduras, qualquer que seja a quantidade de colesterol ingerida. Muitos alimentos não contém colesterol, mas são ricos em gorduras saturadas e, portanto aumentam o nível de coleterol no sangue. O fígado produz quase todo o colesterol do organismo, através do metabolismo das gorduras digeridas. Para evitar o aumento de colesterol no sangue, é preciso reduzir o consumo de alimentos que contém colesterol e gorduras, ela começa no estômago e continua nos intestinos. Os ácidos graxos e o glicerol liberados pelos alimentos gordurosos e ricos em colesterol são absorvidos pela parede dos intestinos passando diretamente para os vasos linfáticos e, portanto, para a corrente sanguínea, onde são levados para o fígado. Outros fatores que influenciam no colesterol são características genéticas e a forma física.

5608 – Para que serve o ômega 3?


Trata-se de um ácido graxo, o principal ingrediente das gorduras é encontrado em peixes como o salmão e óleos vegetais. Entra na composição das lipoproteínas, que são moléculas que carregam o colesterol de uma célula para outra, o que facilita a chegada ao fígado, que transforma em compostos eliminados pelo intestino. O aditivo do leite também entra na síntese das prostaglandinas, que atuam na coagulação do sangue.

5594 – Saúde – Desvendando o colesterol bom


As estatísticas sugerem que as pessoas com níveis elevados de um certo tipo de colesterol, o HDL (lipoproteínas de alta densidade) correm menos riscos de infarto causado por ateroesclerose, o entupimento das artérias. Por isso mesmo, o HDL é chamado colesterol bom, em oposição ao LDL (lipoproteínas de baixa densidade), o colesterol mau. Mas nunca ficou demonstrado que o HDL realmente impede a formação dos depósitos gordurosos que acabam por entupir as artérias. Sabia-se apenas que o HDL varre parte do colesterol mau da corrente sanguínea.
Recentemente, porém, pesquisadores do Laboratório Lawrence Berkeley, na Califórnia, verificaram que ratos inoculados com o gene do HDL humano deixavam de contrair a ateroesclerose – embora tivessem herdado a propensão à doença. Isso indica que o HDL efetivamente inibe a fase preliminar da ateroesclerose, ou seja, a fixação das gorduras que, sob a forma de placas, depois aderem às paredes das artérias. A descoberta poderá estimular a indústria farmacêutica a buscar medicamentos mais precisos para combater o colesterol. As drogas existentes baixam tanto o LDL como o HDL. No futuro, os remédios anti-colesterol continuariam a reduzir o LDL, mantendo ou até aumentando, porém, os níveis de HDL.

5327 – Como é feita a carne de soja?


Tudo começou com a igreja americana Adventistas do Sétimo Dia, que, no começo do século XX, já pesquisava uma alimentação alternativa à proteína animal para seus seguidores, a maioria vegetarianos. Foram eles que lançaram, em 1922, o primeiro produto do gênero. A técnica mais utilizada, porém, só surgiu no final dos anos 50 a partir dos farelos que sobram da extração do óleo de soja. Eles são passados, sob alta pressão e alta temperatura, pela rosca de um grande aparelho industrial chamado extrusor. “Produz-se assim uma farinha texturizada, de sabor neutro, que não se dissolve em água e se parece com a carne moída”.
Além de não possuir colesterol, essa proteína vegetal é rica em fibras e bem mais barata que a carne animal. Apesar de substituí-la em dietas vegetarianas, seu principal uso ainda é encorpar a massa de salsichas, mortadelas e salames.

4864 – Medicina – Como baixar o colesterol?


Quando a dieta não é suficiente ou há necessidade de um tratamento mais agressivo para baixar o colesterol, existem disponíveis medicamentos. Entretanto, o medicamento não substitui uma dieta saudável. Mesmo que você tome medicamentos para reduzir o colesterol, você também deveria aderir a uma dieta pobre em gordura saturada, gordura trans e colesterol.
Os exercícios também são muito importantes para baixar o colesterol, seja auxiliando na perda de peso, seja ajudando a manter um peso saudável. O excesso de gordura e calorias podem causar um significativo aumento do colesterol, então é necessário balancear o consumo de calorias com um gasto de energia decorrente da atividade física.
Estudos sobre exercícios e colesterol mostram que atividade física regular diminui os triglicerídeos. As pessoas que mais se beneficiam são as sedentárias com níveis elevados de triglicerídeos que se tornam ativas. Mesmo uma única sessão de exercícios pode causar impacto nos níveis de triglicerídeos (a redução média dos triglicerídeos é de 20%, após uma única sessão, e 24% com exercícios regulares).

A prática regular de exercícios por mais de 12 semanas pode aumentar o colesterol HDL até 10%. A pesquisa feita em homens indica que o aumento do colesterol HDL está associado à perda de gordura do corpo, sugerindo que os exercícios regulares podem ser especialmente úteis para pessoas com nível elevado de triglicerídeos, colesterol HDL baixo e excesso de gordura abdominal. No entanto, nas pessoas com baixo nível de triglicerídeos ou nas que não precisam emagrecer, a prova sobre os efeitos do exercício no colesterol HDL é inconclusiva.
O efeito da atividade física regular no colesterol total e no colesterol LDL é menos direto que seu efeito nos triglicerídeos. Quando o exercício resulta em perda de peso, o colesterol total e o colesterol LDL geralmente diminuem. Entretanto, quando a pessoa não emagrece, os benefícios do exercício no colesterol total e no colesterol LDL não são tão visíveis, embora não sejam menos importantes.
Durante oito meses, o STRRIDE (Studies of Targeted Risk Reduction Interventions through Defined Exercise – Estudos de intervenção direcionada de redução de risco através de exercício definido) analisou os efeitos da quantidade e da intensidade dos exercícios nos fatores de risco da doença cardiovascular em adultos acima do peso com nível elevado de lipídios no sangue.

Os pesquisadores selecionaram aleatoriamente 84 adultos sedentários e os dividiram em três grupos diferentes de exercícios:

muita atividade intensa – equivalente a correr 32 km por semana;
pouca atividade intensa – equivalente a correr 19 km por semana;
pouca atividade moderada – equivalente a caminhar rapidamente 19 km por semana.
Alguns adultos foram colocados em um grupo de controle que não fez nenhum exercício. Os participantes foram estimulados a manter sua dieta regular durante o período da pesquisa para que não perdessem peso.
Os pesquisadores descobriram que, embora o colesterol total e o colesterol LDL não tivessem mudado muito, o exercício teve um efeito positivo na quantidade e no tamanho das partículas de LDL, com menor risco de causar aterosclerose, um problema em que as artérias ficam irregulares devido à formação de placas.

Embora, inicialmente, a terapia à base de dieta seja o tratamento recomendado com mais freqüência para baixar os níveis de colesterol no sangue, os medicamentos para colesterol podem ser prescritos quando as mudanças alimentares não forem suficientes para diminuir o colesterol ao nível desejado.

Em outros casos, como no de doença coronariana estabelecida, o tratamento agressivo é permitido com terapia medicamentosa recomendada no início do tratamento. Em qualquer caso, a terapia medicamentosa não substitui a terapia à base de dieta, que deve ser continuada mesmo que o medicamento já tenha sido iniciado.
Uma dieta não-balanceada ou outros hábitos prejudiciais, como fumar, podem interferir seriamente ou agir contra a eficácia da terapia medicamentosa.
Medicamentos diferentes desempenham funções diferentes no corpo. Alguns deles afetam o colesterol LDL e outros afetam o colesterol HDL ou os triglicerídeos. Às vezes, uma combinação de medicamentos é o melhor método para controlar os níveis de colesterol.

Soluções Radicais
Para as pessoas que têm o nível de colesterol LDL alto e que não responde à terapia medicamentosa e alimentar, uma opção é a derivação ileal parcial. Essa operação desvia cirurgicamente a última porção do intestino delgado, evitando a absorção do ácido biliar e do colesterol.
Ela reduz permanentemente os níveis de colesterol no sangue e evidências sugerem que diminui também os problemas cardiovasculares nas pessoas que sobrevivem ao infarto. Entretanto, como conseqüência dessa operação, injeções mensais de vitamina B12 são necessárias para o resto da vida, pois também há um bloqueio de sua absorção.
A derivação ileal parcial abriu caminho para um procedimento mais novo chamado aférese de LDL. Semelhante à diálise do rim, o sangue circula fora do corpo, passa por uma máquina que remove o LDL e volta para o corpo.
Existem diversas opções para baixar o colesterol. Com as dicas desse artigo, você será capaz de viver de maneira mais saudável.