10.706 – Botânica – Superplanta faz mais fotossíntese


arabidopsis

A fotossíntese é uma das invenções mais fascinantes da natureza. A vida na Terra só existe graças a esse processo, que transforma luz e CO2 em oxigênio e glicose. Mas, agora, a engenhosidade humana pode ter descoberto um jeito de turbiná-lo: com a criação de uma planta que faz 30% mais fotossíntese. O supervegetal foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts*, e é uma versão modificada de plantas do gênero Arabidopsis. Ela absorve mais luz e CO2, libera mais oxigênio e produz mais energia que as plantas comuns. Tudo graças à nanotecnologia. Os cientistas injetaram nanopartículas de dióxido de cério (um metal raro) nos cloroplastos – as estruturas da planta que fazem a fotossíntese. Essas partículas de metal facilitaram o fluxo de elétrons dentro do vegetal, acelerando a fotossíntese. Aparentemente, a injeção não provocou efeitos nocivos às plantas.
A ideia, para o futuro, é criar grandes usinas só com superplantas. Elas sugariam muito CO2 do ar, o que ajudaria a brecar o aquecimento global. E também usariam a energia do Sol para produzir glicose (que depois poderia ser convertida em eletricidade para uso humano). “Essa técnica tem potencial para melhorar muito a coleta de energia solar”, afirma o engenheiro químico Michael Strano, líder do estudo. O trabalho tem gerado polêmica na comunidade científica, pois não revela todos os detalhes envolvidos no processo (talvez porque o MIT pretenda patenteá-lo). Mas pode ser o início de algo revolucionário.

10.697 – Atmosfera da Terra – Plantas captam mais gás carbônico do que se imaginava


O conjunto de todos os ecossistemas
O conjunto de todos os ecossistemas

As plantas absorvem 16% mais gás carbônico do que se imaginava, ajudando de maneira ainda melhor na diminuição de poluentes na atmosfera. Um estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), com novos cálculos mostrando como se dá o ciclo do CO2 nas folhas, mostra que durante dois séculos os cientistas subestimaram a capacidade das plantas em captar a substância.
Analisando a lenta dispersão do carbono nos tecidos vegetais das plantas, os pesquisadores concluíram que mais gás é usado pelas plantas do que os modelos anteriores previam. Entre 1901 e 2010, as plantas captaram não 915 bilhões de toneladas de CO2, mas 1.057 bilhões de toneladas, um aumento de 16%. Isso explicaria por que as contas entre a quantidade de dióxido de carbono emitido pelos continentes e o volume presente na atmosfera costumam ser tão diferentes, mesmo descontada a absorção das plantas — os cientistas subestimavam sua capacidade de “puxar” os poluentes do ar.
Cerca de metade do CO2 produzido é absorvido pelos oceanos ou vegetais e, por isso, é importante estimar corretamente as taxas de captação de cada organismo. “Essa descoberta mostra que a biosfera terrestre contemporânea tem menos CO2 do que imaginávamos”, afirmam os pesquisadores no estudo.

5970 – Como economizar 1 tonelada de CO2


1. Deixar de fazer uma viagem de são paulo a miami na classe econômica Libera 1,17 tonelada de CO2.
2. Usar lâmpadas econômicas no lugar de incandescentes em duas casas – Cada troca de lâmpada economiza 410 g de CO2 por ano.
3. Comer 185 g de carne de frango em vez de 185 g de carne bovina por dia
4. Comprar dois laptops em vez de dois desktops – Produzir um desktop emite 4 vezes mais carbono do que um laptop.
5. Reciclar 10 latinhas de alumínio por semana
6. Trocar o chuveiro elétrico por um a gás (Em uma casa de 3 pessoas, com banhos de 10 minutos.)
7. Trocar o carro por ônibus em 18 viagens entre rio e são paulo – Uma pessoa sozinha em um carro elimina quase 7 vezes mais carbono.
8. Trocar 8 km diários de carro por transporte público – Andar de ônibus é 4 vezes mais limpo.
O lixo é um grande problema da sustentabilidade. Literalmente: todos os anos, cada brasileiro produz 385 kg de resíduos – dá 61 milhões de toneladas no total. O certo seria tentar diminuir ao máximo essa quantidade de lixo. Ou seja, em vez de ter objetos recicláveis, o ideal seria produzir sempre objetos reutilizáveis, o que diminui os resíduos. Mas, enquanto isso não acontece, temos que nos contentar com a reciclagem. E é aí que vem um detalhe perigoso: reciclar o lixo também polui o ambiente e gasta energia. Reciclar vidro, por exemplo, é 15% mais caro do que produzi-lo a partir de matérias-primas virgens. Afinal, é feito basicamente de areia, soda e calcário, que são abundantes na natureza. Então, nenhuma empresa tem interesse em reciclá-lo. Já o alumínio é um supernegócio, porque economiza muita energia. Veja aqui quais são os materiais melhores para reciclar.
A reciclagem de alumínio é a mais favorável para o ambiente. A cada tonelada de metal reciclado, 13,6 toneladas de carbono deixam de ser eliminadas.
96% de economia de energia.
13,6 t de CO2 por 1 t de alumínio: é a economia de emissão de carbono.
1º 97% – Quanto de latinhas de alumínio se recicla no Brasil.
Aço
O aço é uma grande questão: sua produção libera 25% das emissões industriais de CO2 do mundo. E Isso mesmo sendo o material mais reciclado em números absolutos!
67% de economia de energia.
3,7 t de CO2 por 1 t de aço: é a economia de emissão de carbono.
2º 70% – Quanto de aço se recicla no Brasil.
O plástico é um problema
A dificuldade de reciclar plástico é que há 7 categorias diferentes, cada uma com um polímero. Ou seja, misturou, perdeu. Veja os campeões de reciclagem.
54% pet – Garrafas de refrigerantes, de óleo e de vinagre.
12,7% PEAD – Engradados, garrafas de álcool e de produtos químicos.
15,1% PVC – Tubos para água, calçados, cabos elétricos.
13,2% PEBD – Embalagens de alimentos, sacos industriais e sacos de lixo.

5931 – Pesquisa confirma que aumento de C02 inicia aquecimento


Folha Ciência

Caiu um dos últimos bastiões dos que argumentam que a queima de combustíveis fósseis não aquece a Terra.
O problema, diziam os céticos, é que o CO2 liberado por essa queima não parecia ser o causador de mais calor no planeta em épocas geológicas anteriores. A ordem parecia ser inversa: primeiro a Terra esquentava e só depois a atmosfera recebia mais CO2.
“A aparente contradição tem a ver com a maneira como a neve se deposita”, afirma o paleoclimatólogo Cristiano Chiessi, da USP.
Explica-se: os principais registros sobre o clima do passado vêm de cilindros de gelo obtidos na Antártida. Em lugares de neves eternas, essa “biblioteca” gelada alcança centenas de milênios.
A composição do gelo dá pistas sobre a temperatura na época em que a neve caiu, enquanto bolhas de ar presas na massa gelada indicam quanto CO2 havia no ar.
“O problema é que essas coisas acontecem em ritmo diferente. Quando a neve cai, ela fica muito tempo permeável ao ar acima dela. Demora para as bolhas se formarem”, diz Chiessi.
Resultado: os modelos indicavam que o ar preso nas bolhas sempre é mais “novo” que o gelo ao lado. Assim, não dava para saber qual tinha sido a ordem dos acontecimentos, num verdadeiro problema de ovo e galinha.
Um artigo na revista “Nature” do mês passado, assinado por Jeremy Shakun, da Universidade Harvard, contornou isso unindo os dados da Antártida a outros registros pelo mundo. A pesquisa mostra que, no fim da última era glacial, a ordem foi mesmo mais CO2 primeiro e temperatura aumentada depois.
Detalhe importante: em cem anos, os níveis de CO2 atmosféricos aumentaram na mesma proporção que todo o incremento em 10 mil anos no fim da última fase glacial.

5182 – Ecologia – Hidroelétricas provocam efeito estufa


Os cientistas estão responsabilizando pela emissão de gases estufa justamente as usinas hidroelétricas, proclamadas como uma técnica ecologicamente correta de gerar energia. Um relatório da Comissão Mundial de Represas afirma que algumas hidroelétricas lançam tanto gás carbônico (CO2) na atmosfera quanto as usinas termoelétricas que queimam carvão. Isso porque, quando uma represa é construída, uma área enorme de floresta fica inundada. A vegetação apodrece, lançando no ar doses gigantescas de dióxido de carbono e metano. Como era de se esperar, o problema é maior na região amazônica, onde estão algumas das maiores barragens do país, como a de Tucuruí, no Pará. Ela libera anualmente 6 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. “Isso equivale a um décimo de todo o gás carbônico emitido no Brasil”, alerta Philip Fearnside, do Instituto de Pesquisas da Amazônia, autor de um estudo ainda inédito sobre o impacto ambiental da represa.