12.992 – Medicina – A Clínica Geral


MEDICINA simbolo
Clínica médica, no Brasil também conhecida como Medicina Interna, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras áreas clínicas como Pressão intraocular,Cardiologia,Medicina tropical, Ergometria, Reabilitação, Medicina espacial, Medicina legal, Medicina de transplantes, Medicina de família e comunidade , Cirurgia Torácica, Cirurgia Plástica, Medicina fetal, Cirurgia Vascular, Foniatria, Medicina física e reabilitação,Dor,Auditoria médica, Medicina Preventiva, Psicoterapia, Dermatologia, Hansenologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Infectologia, Reumatologia, Oncologia, Alergologia, Urologia, Uroginecologia, Endocrinologia, Podologia, Ortopedia, Traumatologia, Imunologia, Coloproctologia, Gastroenterologia, Mastologia, Nutrologia, Hematologia, Sexologia, Patologia Clínica, Obstetrícia, Ginecologia, Epidemiologia, Gerontologia, Anatomia Patológica, Neonatologia, Anestesiologia, Geriatria, Hebiatria, Pediatria, Angiologia, Andrologia, Medicina Nuclear, Medicina Esportiva, Medicina de emergência, Medicina do tráfego, Medicina do trabalho, Psiquiatria, Neuropsiquiatria, Neurologia, Radiologia,Radiologia Intervencionista.

10.676 – Medicina – O Cisto Sinovial


sisto

É uma espécie de dilatação patológica da membrana sinovial de algum tendão que armazena a sinóvia, um líquido lubrificante que permite um melhor deslizamento dos tendões, dentro de suas respectivas bainhas. Por trauma, lesão de esforço repetitivo, podem aparecer em vários locais, mas é bastante comum no punho. O tratamento pode ser fisioterapia, acupuntura, cirurgia ou uso de corticóide.
A real causa do cisto sinovial ainda é desconhecida. São creditados por uma lesão de esforço repetitivo, que resulta em uma degeneração do tecido fibroso. O cisto é formado por fluido sinovial, translúcido.
Nos casos indolores, o cisto pode ser apenas observado.
O uso de tala é recomendado para manter o punho em repouso (principalmente durante a noite).
A punção do cisto com uma agulha para esvaziá-lo pode ser uma solução temporária; o cisto torna-se menos tenso e doloroso, mas ele geralmente reaparece em dias ou semanas. O uso concomitante de uma substância (cortisona), de ação local, irritante que promove um efeito “selante” na falha da capa do punho e diminui a inflamação pode ser uma alternativa, acrescido do uso de tala por duas semanas, mas assim mesmo, ocorre falha em cerca de 70% dos casos.
Casos resistentes são tratados de forma cirúrgica.
No método aberto, é realizado uma incisão transversa no dorso do punho, é necessário afastar os nervos e tendões e chegar à raiz do cisto. A abordagem muito superficial, retirando apenas a capa superior do cisto, era responsável pela recidiva do cisto após a cirurgia.
Os cistos sinoviais são nódulos firmes cheios de fluido sinovial que podem aparecer de forma repentina junto a articulações, especialmente nas mãos e punhos.
Estes cistos crescem a partir de tecidos normais originados das articulações e das bainhas sinoviais dos tendões e podem variar no tamanho, desde quase imperceptíveis a nódulos volumosos e deformantes.
Sinóvia é o nome dado ao tecido que recobre as juntas e os tendões. Este tecido produz um fluido espesso que lubrifica as articulações e os tendões. Um defeito neste processo pode provocar a produção de líquido sinovial fora do sítio apropriado.
Conforme o cisto enche com fluido sinovial ele aumenta de volume e fica aparente com o aspecto de um nódulo.
Apesar de serem relativamente freqüentes e crescerem rapidamente eles não se espalham e não se comportam como câncer e não são destrutivos localmente. Podem inclusive desaparecer espontaneamente em alguns casos.

SINTOMAS:
Muitas vezes os cistos sinoviais são dolorosos, especialmente quando está se formando. As dores e o volume do cisto podem aumentar quando há maior uso da mão. Movimentos de preensão e flexão-extensão do punho provocam piora da dor.
Os cistos podem surgir em qualquer lugar da mão, mas costumam aparecer na região dorsal ou palmar do punho e na face palmar da base dos dedos.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico é feito pelo exame médico especializado e usualmente é confirmado através de ultra-sonografia da região afetada.
Nos cistos assintomáticos a simples observação, sem nenhum tratamento adicional costuma ser a primeira opção de tratamento.
Nos casos dolorosos, pode-se tentar a aspiração do fluido sinovial e a injeção de corticóides localmente. Este tratamento provoca melhora transitório da maioria dos pacientes, mas há chance elevada de recidiva do cisto em poucos meses.
Nos casos claramente sintomáticos o tratamento de escolha é a remoção cirúrgica do cisto. Neste caso, além de ressecar o cisto deve-se retirar a origem do tecido que produz o líquido sinovial, o qual é identificado durante a cirurgia através do pedículo que conecta a bolsa sinovial e a área articular de onde é produzido o fluido.
A cirurgia pode ser feita por via aberta ou artroscópica, de acordo com a preferência do cirurgião.

10.444 – Medicina – O que é priapismo?


Priapismo

É uma condição médica geralmente dolorosa e potencialmente danosa na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido, apesar da ausência de estimulação física e psicológica. A ereção dura em média 4 horas, e pode levar à impotência sexual definitiva.
O priapismo é uma emergência médica e o recomendado é procurar atendimento de emergência prontamente.
O nome vem do deus Priapo da mitologia grega, que tinha um pênis exageradamente grande e que permanecia sempre ereto.
Os mecanismos que causam o priapismo são pouco compreendidos mas envolvem complexos fatores neurológicos e vasculares.
O priapismo pode estar associado a distúrbios hematológicos, especialmente a anemia falciforme e outras condições como a leucemia, talassemia e doença de Fabry, e distúrbios neurológicos como lesões e traumas à medula espinal (o priapismo já foi relatado em vítimas de enforcamento).
O priapismo também pode ser causado por medicamentos. Os medicamentos mais comuns que causam priapismo são as injeções intravenosas para o tratamento da disfunção erétil (papaverina, alprostadil). Outros grupos relatados são os antihipertensivos, antipsicóticos (por exemplo chlorpromazina, clozapina), antidepressivos (mais notavelmente a trazodone), anticoagulantes, e drogas recreacionais (álcool e cocaína). Os inibidores da fosfodiesterase tipo-5 (PDE5) como a sildenafila (popularmente conhecida como Viagra), a tadalafila e a vardenafila provavelmente não causam priapismo. Também pode ser causada por picada de aranha como por exemplo a aranha “armadeira”.

Lesão venosa
É a situação onde o sangue que chega ao pênis através das artérias, não consegue retornar ao corpo por uma obstrução no conjunto de veias que drenam o pênis. Por esse motivo, a pressão do sangue dentro do pênis é elevada, com pouco oxigênio e a dificuldade do sangue chegar até as fibras sensitivas do pênis, gera um quadro doloroso.
Anemia falciforme, substâncias que provocam ereção artificial quando injetadas no pênis (papaverina), doenças neurológicas que geram um quadro de lesão de fibras nervosas envolvidas no mecanismo de ereção (hérnia de disco intervertebral, por exemplo) e algumas situações de utilização de medicamentos como hipotensores (prazosin), anti-depressivos (p.ex: fluoxetine = Prozac), anticoagulantes (heparina), bebidas alcoólicas e drogas como cocaína. Acidentes com grande lesão do períneo e hemorragia local podem também comprometer a drenagem do sangue peniano por compressão e gerar um quadro de priapismo.
Lesão arterial
É a situação onde há a ruptura de uma ou mais artérias que levam o sangue até o pênis. Nessa situação, o sangue chega em grande volume e de forma rápida ao pênis, enquanto o escoamento é lento, gerando assim o estado de ereção prolongada.
Condições que gerem ruptura das artérias que levam o sangue para o pênis como trauma perineal e/ou peniano. A grande diferença estará na consistência do pênis que nessa condição, não é de tanta rigidez como no caso da lesão venosa uma vez que mesmo que de forma mais lenta que à chegada do sangue, o sangue consegue deixar o pênis e por esse motivo, pode gerar um estado parcial de ereção e que pode perdurar por um longo período, sem causar dor e muitas vezes sem prejudicar o ato sexual.
As potenciais complicações incluem isquemia, coagulação do sangue retido no pênis (trombose) e o dano aos vasos sanguíneos do pênis podem resultar em disfunção eréteis ou impotência no futuro. Em casos mais graves, a isquemia pode resultar em gangrena, o que pode fazer com que a remoção do pênis seja necessária.
O tratamento do priapismo muitas vezes necessita de atendimento médico urgente. No caso da lesão venosa, a primeira conduta é puncionar o pênis para aspirar o sangue que se encontra estagnado dentro de pênis e pela mesma punção, introduzir substâncias como noradrenalina que ajudariam na detumescência (regressão da ereção) peniana. Caso essa manobra não solucione o problema, há necessidade de intervenção cirúrgica, para se criar uma comunicação de escape do sangue (chamada de shunt) e com isso, permitir a saída do sangue estagnado no interior do pênis. Na lesão arterial, muitas vezes a ligadura cirúrgica da artéria sangrante ou a obstrução dessa artéria por cateterismo (embolização) pode resolver o problema.

10.202 – Medicina – O que é Necrobiose Lipoídica?


Escola Paulista de Medicina

Trata-se de uma desordem crônica degenerativa do tecido conectivo dérmico, comumente ligada a pacientes que possuem diabetes, especialmente diabetes mellitus tipo 1, embora também possa afetar indivíduos que não sejam portadores dessa desordem.
Foi descrita primeiramente por Oppenheim , em 1929, e denominada dermatite atrofiante. Em 1932, esta desordem passou a ser chamada de necrobiose lipoídica diabeticorum, por Urbach. Em 1935, foram descritos casos de pacientes com este transtorno que não eram portadores da diabetes, gerando o termo utilizado atualmente, necrobiose lipoídica.
Os locais mais acometidos nesta desordem são os membros inferiores, especialmente a região pré-tibial, com padrões simétricos; todavia, também pode acometer os membros superiores. Clinicamente, esta condição apresenta-se com máculas ou placas de formato oval ou irregular, de crescimento centrífugo, que apresenta uma área central atrófica e/ou depressiva, com telangiectasias que, inicialmente, apresenta-se eritematosa e, com o tempo, torna-se amarelada. Na periferia da lesão, pode observar-se uma área de coloração castanho-avermelhada. Raramente pode haver prurido, dor, analgesia, hipo-hidrose e alopecia nos locais afetados.
O diagnóstico é alcançado por meio de uma biópsia de pele. O principal diagnóstico diferencial deve ser feito com o granuloma anular.
O tratamento é complicado e existe muita divergência entre os especialistas. Nos casos de pacientes diabéticos, o controle da glicemia mostra melhora no aspecto das lesões. O uso de corticoides tópicos e intralesional é a forma de tratamento mais utilizada, apesar de existir a chance de agravar a atrofia e/ou ulceração.

8917 – Medicina – Como é produzido o ronco?


O barulhão rola quando o ar que inspiramos tem que passar por algum ponto muito estreito das vias aéreas superiores, vibrando as membranas corporais. Isso ocorre porque, ao dormirmos, os músculos relaxam e, por uma conjunção de fatores – que vão desde a posição em que se deita até o consumo de álcool -, as vias respiratórias podem ficar bloqueadas. Com isso, o ar precisa passar na marra e, para o horror de parentes e vizinhos.
O ronco é mais comum quando se respira pela boca. Nesse caso, uma das principais razões para a sinfonia de estrondos é quando a parte de trás da língua desliza e encosta no palato (o céu da boca), vibrando, ambos, num terrível e desafinado dueto.
As amídalas agem na reação imunológica do corpo e, por razões diversas, podem inflamar. Nesse caso, a barulheira é detonada quando o ar tenta passar pela brechinha que sobra entre as amídalas, localizadas na entrada da garganta, e a base da língua.
Outra zona do barulho é a porção final do palato mole, onde fica a úvula, a “campainha” que fica pendurada na entrada da garganta. Como fica pendente, a úvula pode acabar encostando na faringe quando deitamos, criando um obstáculo para o ar.
Importantes na produção de anticorpos, as adenoides formam um tecido esponjoso que fica no ponto em que o ar vindo do nariz passa para a faringe. Por vários motivos, elas podem inflamar, “colando” no palato e, assim, atrapalhando o caminho do ar.
A coisa é simples: quando uma pessoa fuma, inala fumaça. Esta, por sua vez, é um agente altamente irritante, que provoca reações diversas no organismo, como a inflamação dos lugares por onde passa, entre eles a faringe. Com as paredes da faringe inchadas, o espaço para o ar fluir diminui.
Dormir de barriga para cima é outra fonte de ruídos. Nessa posição, naturalmente tendemos a respirar pela boca e o queixo acaba indo um pouco para trás, já pressionando a faringe. Para piorar, a língua também pesa para trás. Pronto, está montado o cenário para a trovoada.
Um dos efeitos do álcool é o maior relaxamento muscular. Se acordado já dá pra sentir a língua meio “anestesiada” após uns goles, imagine dormindo! A chance de rolar uma soneca barulhenta aumenta, pois a língua supermolenga e as paredes relaxadas da faringe atrapalham o fluxo de ar.
A obesidade coloca mais um componente na mistura barulhenta do ronco: a gordura. Os homens, sobretudo, que tendem a acumular gordura na parte superior do corpo, sofrem com mais essa barreira adiposa à passagem do ar. Ou melhor, quem sofre são as esposas…
Apesar de ser algo comum, tratado em geral como piada, o ronco pode trazer danos sérios. Quando a passagem do ar chega a ser obstruída, e não apenas estreitada, pode rolar a chamada apneia, uma interrupção momentânea da respiração. Com isso, a pessoa acaba tendo microdespertares, que podem chegar a centenas ao longo da noite. No dia seguinte, acaba tendo aquela sensação de noite mal-dormida, podendo ter dores de cabeça ou problemas de memória e aprendizagem. A longo prazo, a apneia pode levar a desequilíbrios arteriais e enxaqueca. Isso sem falar, claro, nos vários casos de divórcio já provocados pela britadeira do parceiro ou, ainda, de vizinhos que se tornaram inimigos pelo ribombar da cama alheia!

Em casos específicos, a solução pode ser cirúrgica, como na operação para a retirada das amídalas.

8784 – Como agem os descongestionantes nasais?


Você pode assoar à vontade, não adianta, porque não é o catarro que entope o nariz. Acontece que o resfriado ou a gripe aumentam a quantidade de sangue nos vasos e aí os cornetos, pequenos órgãos esponjosos que ficam dentro das narinas, incham, obstruindo a passagem do ar. Os descongestionantes contraem os capilares, diminuindo assim o inchaço. “Mas há efeitos colaterais”, alerta um otorrinolaringologista, da Universidade Federal de São Paulo. Acontece que, em condições normais, o nariz é irrigado por uma secreção que segura a sujeira do ar que entra. Depois, pêlos minúsculos – os cílios – empurram o muco garganta abaixo, rumo ao estômago, no qual é absorvido. Como o descongestionante endurece o muco, o lixo aéreo não é tragado, podendo ir parar no aparelho respiratório, onde causa doenças.
Abram alas para o ar
Os descongestionantes desentopem o nariz, mas ele fica sujo.
Quando você está resfriado, os cornetos, na parte interna do nariz, ficam inchados. Por isso, o ar não passa.
O descongestionante contrai os vasos e diminui o inchaço. A desvantagem é que ele faz a secreção ficar dura. A sujeira se acumula nos cílios, podendo causar infecções no aparelho respiratório.

8689 – Medicina – O que o médico procura quando pede para falar “aaah”?


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As amígdalas e outras estruturas na parte posterior da boca. A anatomia de algumas pessoas não permite ao médico visualizar perfeitamente as amígdalas, o céu da boca (palato) e até mesmo a campainha (úvula). Ao falar “aaah”, movimentamos músculos específicos da cavidade oral e ampliamos a visualização dessas estruturas. Já quando o paciente fala “eeeh” ou “iiih”, a cavidade oral se fecha mais.
Ao olhar lá dentro, o médico procura por mudanças de coloração na mucosa. Quando ficam mais avermelhadas, sugerem uma inflamação; já a coloração rósea denota normalidade. Outras alterações identificáveis são a presença de pus nas amígdalas, úlceras, múltiplos pontos avermelhados no céu da boca e aftas.

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8069 – Medicina – Como se formam os cálulos biliares


É um processo semelhante ao da formação de pérolas, que se consolidam em torno de grão de areia dentro das ostras. Começam com pequenos objetos, como bactérias, imitando a vesícula.
Cálculos biliares são pequenas pedras que se formam na vesícula biliar, órgão localizado no lobo inferior direito do fígado onde a bile se concentra e de onde é lançada sob a influência de um hormônio intestinal.
A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos. Alguns deles se alojam na vesícula biliar e não causam sintomas. Outros ficam presos no duto biliar e bloqueiam o fluxo da bile para o intestino. Essa obstrução provoca a cólica biliar que se caracteriza por dor intensa no lado direito superior do abdome ou nas costas, na região entre as omoplatas.
A crise de cólica persiste enquanto a pedra permanecer no duto. No entanto, muitas podem voltar para a vesícula ou ser empurradas para o intestino. Quando isso ocorre, a crise dolorosa diminui.
Sintomas
Alguns cálculos na vesícula podem ser assintomáticos, mas outros provocam dor intensa do lado direito superior do abdome que se irradia para a parte de cima da caixa torácica ou para as costelas. A dor normalmente aparece meia hora após uma refeição, atinge um pico de intensidade e diminui depois. Pode vir ou não acompanhada de febre, náuseas e vômitos.
Causas
Muitos fatores podem alterar a composição da bile e acionar o gatilho de formação dos cálculos na vesícula. Alguns fatores que aumentam o risco são:
* Dieta rica em gorduras e carboidratos e pobre em fibras;
* Vida sedentária que eleva o LDL (mau colesterol) e diminui o HDL (bom colesterol);
* Diabetes;
* Obesidade;
* Hipertensão (pressão alta);
* Fumo;
* Uso prolongado de anticoncepcionais;
* Elevação do nível de estrogênio o que explica a incidência maior de cálculos biliares nas mulheres;
* Predisposição genética.
Tratamento
O tratamento pode ser feito à base de medicamentos que diluem o cálculo se ele for constituído apenas por colesterol. Nos outros casos, a cirurgia por laparoscopia, que requer poucos dias de internação hospitalar, é a conduta mais indicada. Tratamento por ondas de choque para fragmentar o cálculo representa também uma possibilidade terapêutica.
Recomendações
* Faça uma dieta rica em fibras e com pouca gordura. Alimentos gordurosos podem elevar o nível do colesterol;
* Procure manter o peso ideal para seu tipo físico. Isso ajuda a controlar o nível do colesterol e a prevenir diabetes e hipertensão;
* Largue o cigarro;
* Discuta com seu médico a conveniência de tomar pílulas anticoncepcionais ou fazer reposição hormonal, se você tem histórico familiar de cálculo na vesícula.
Consulte um médico se os sintomas dolorosos de cálculo biliar se manifestarem e, especialmente, se forem seguidos de febre, náuseas e vômitos.

8039 – Medicina – Erros de Diagnóstico


A pesquisa é da Organização Mundial da Saúde (OMS): em média, 24% dos pacientes que procuram clínicos gerais, no mundo todo, recebem tratamento para problemas orgânicos, quando, de fato, as causas são psicológicas. É que nem todos que chegam ao médico reclamando de insônia, cansaço e náuseas estão precisando de vitaminas ou medicamentos para o estômago. As indisposições podem ser apenas sintomas de ansiedade, estresse ou depressão. A pesquisa foi feita com cerca de 26000 entrevistados, em quinze centros de diferentes paises. No Brasil, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro, que ficou com o segundo pior lugar da lista internacional.
O psiquiatra brasileiro Jorge Alberto Costa e Silva, diretos da divisão de saúde Mental OMS, em Genebra, Suíça, diz que os 1000 pacientes ouvidos no hospital Pedro Ernesto, no Rio, não representam a população do país inteiro. “Mas a realidade nacional não deve estar muito longe disso”, comentou Costa e Silva.
A OMS deve lançar em setembro um projeto para treinar os médicos generalistas do mundo todo no diagnostico de problemas psicológicos.