13.170 – A raça de cães mais antiga e rara do mundo foi redescoberta na natureza


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De acordo com a análise de DNA, estes são os mais antigos canídeos existentes.
Uma recente expedição à área resultou em mais de 100 fotografias de pelo menos 15 indivíduos selvagens, incluindo machos, fêmeas e filhotes, florescendo em isolamento e longe do contato humano.
“A descoberta e confirmação deste cão selvagem pela primeira vez em mais de meio século não é apenas empolgante, mas uma oportunidade incrível para a ciência”, disse em um comunicado o grupo por trás da descoberta, o New Guinea Highland Wild Dog Foundation.
Se você não está familiarizado com essas criaturas, esses cães selvagens só eram estimados a partir de duas fotografias promissoras, mas não confirmadas, feitas em 2005 e 2012.
Eles não tinham sido documentados com certeza em seu ambiente nativo há mais de meio século, e os especialistas temiam que tivessem sido extintos.
Conduzida pelo zoólogo James K McIntyre, a expedição se reuniu com pesquisadores locais da Universidade de Papua, que também estavam na trilha dos cães.
Uma cópia enlameada de uma pata em setembro de 2016 finalmente iluminou o caminho de todos, oferecendo evidências de que os animais ainda vagavam as florestas densas das montanhas, 3.460 a 4.400 metros acima do nível do mar.
Esses animais são mais comumente dourados, mas também existem em tons mais escuros e amarelados. Suas caudas são altas e em forma de gancho, como as de um Shiba Inu. Em todos os indivíduos observados até agora, as orelhas são eretas e triangulares.
A pesquisa sobre esses animais ainda está em andamento, e um artigo científico sobre a descoberta será lançado nos próximos meses.
A boa notícia é que os pesquisadores estão otimistas sobre suas chances de sobrevivência. Empresas de mineração locais precisaram tomar medidas especiais de proteção ambiental para preservar o ecossistema em torno de suas instalações, o que significa que inadvertidamente criaram um santuário no qual os cães selvagens puderam prosperar. [ScienceAlert]

13.070 – Biologia – Saiba por que cachorros grandes vivem pouco


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Na maioria dos mamíferos, quanto maior o tamanho do animal, maior é a sua expectativa de vida. No caso dos cães, no entanto, essa lógica é invertida. Cachorros menores tendem a viver mais do que os de grande porte – e uma pesquisa apresentada durante o encontro anual da Sociedade para Biologia Integrativa e Comparativa, que ocorreu em Los Angeles, nos Estados Unidos, parece ter encontrado o motivo. A causa mais provável é que a maior concentração de radicais livres de oxigênio presente nos filhotes de raças grandes esteja diminuindo sua expectativa de vida.
Radicais livres
Para conseguir energia suficiente para crescer e realizar suas atividades, o corpo precisa quebrar nutrientes presentes no alimento ingerido. Porém, quando isso acontece, algumas moléculas chamadas de radicais livres também são fabricadas no processo – moléculas instáveis que apresentam um elétron e reagem facilmente, podendo oxidar. O problema desses subprodutos é que eles podem danificar as membranas das células e eventualmente contribuir para o desenvolvimento de câncer e outras doenças. Alguns estudos também sugerem que eles podem contribuir para o envelhecimento, embora essa afirmação ainda não seja consenso entre especialistas.
No intuito de comprovar a teoria de que a diferença na expectativa de vida entre os cães de diferentes tamanhos está ligada a esse processo, Josh Winward e Alex Ionescu, da Universidade Colgate, nos Estados Unidos, decidiram recorrer a testes de laboratório. Eles coletaram oitenta amostras de pele extraídas de partes da orelha, almofadas das patas e rabos de filhotes e adultos de raças grandes e pequenas. Em seguida, cultivaram células desses tecidos e, com a ajuda da fisiologista animal Ana Jimenez, também da universidade, fizeram análises.
Os dados obtidos mostraram que as células de cães adultos apresentavam uma produção de energia e radicais livres parecida, independentemente do tamanho de raça, enquanto no caso dos filhotes a quantidade desses elementos era maior nos de grande porte. Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque filhotes de raças maiores têm um metabolismo mais acelerado, já que precisam de mais energia para crescer em comparação aos cães menores – e, mesmo com pouco tempo de vida, os radicais livres já podem causar prejuízos a longo prazo nos animais.
Os resultados são preliminares, porém, se estiverem corretos, os cientistas esperam que, no futuro, possam desenvolver suplementos de antioxidantes (que combatem os radicais livres) para aumentar a expectativa de vida dos cães de grande porte. A ideia da equipe é neutralizar o excesso da substância antes que ela prejudique o desenvolvimento dos filhotes.

10.208 – Biologia – O Faro do Cão


Além de serem conhecidos como os “melhores amigos do homem”, os cães também são famosos por terem o faro bem aguçado. E é por essa razão que muitos são treinados para auxiliar em operações de busca e resgate e de apreensão de drogas. Mas, além de desempenhar muito bem essas atividades, os cachorros também são — ou já foram — empregados para farejar muitas outras coisas, sendo que algumas delas são bem estranhas.
O poder de faro dos cães é surpreendente, e a seguir você pode conferir exemplos — selecionados a partir de um artigo publicado pelo pessoal do site ListVerse — de coisas que os cães são capazes de detectar através de seus superfocinhos:
Pirataria
Os cães podem ser treinados para detectar um elemento chave na fabricação de DVDs. Tanto que os animais estão sendo utilizados por policiais no combate à pirataria em locais como o sudeste asiático. Os dois cachorros da imagem, por exemplo, ajudaram as autoridades a apreender um carregamento avaliado em US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,7 milhões), levando criminosos malaios a oferecer US$ 30 mil (ou R$ 66 mil) como recompensa pela captura da dupla.

“Ovulação” bovina
É muito comum que grandes produtores lancem mão da inseminação artificial quando o assunto é aumentar o rebanho. Mas algumas vezes o sêmen utilizado é proveniente de touros famosos, e o custo desse material pode ser exorbitante. Assim, para evitar o desperdício, alguns fazendeiros começaram a utilizar cães especialmente treinados para farejar quando as vacas estão no cio, e alguns deles são melhores do que os touros em detectar o momento certo.

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Doenças
Não é nenhuma novidade que os cães são capazes de detectar uma série de cheiros liberados pelo organismo humano, e alguns estão sendo treinados para ajudar no diagnóstico de doenças como o câncer e o diabetes. No primeiro caso, segundo os pesquisadores, as células cancerígenas apesentam um odor específico, e pacientes com alguns tipos de câncer — como o de mama, pulmão e bexiga — podem liberar esse cheiro através do hálito. Sendo assim, os cachorros estão sendo adestrados para farejar a doença.
Já no caso do diabetes, os animais podem ser treinados para alertar os doentes quando a glicose atinge níveis perigosos, e alguns cães podem inclusive prever a ocorrência de ataques e até mesmo buscar o kit de insulina para os donos.
Inimigos
É evidente que o melhor amigo do homem é capaz de identificar o cheiro de inimigos, mas você sabia que oscães participaram ativamente durante a Guerra do Vietnã, ajudando os soldados norte-americanos a encontrar soldados vietcongues, armas, túneis e até armadilhas? Aliás, não é de hoje que os animais são empregados para atuar ao lado de militares, e existem registros de cachorros atuando em combates desde a antiguidade.

9642 – Cães – O Rotweiller


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É uma raça canina desenvolvida na Alemanha. Cão criado por açogueiros da região de Rottweil para o trabalho, logo tornou-se um eficiente animal de guarda e pastoreio, além de útil na tração. É reconhecidamente uma das raças mais antigas, já vista no século I em campanhas das legiões romanas pelos Alpes, tanto pastoreando quanto guardando prisioneiros. É dito que Nero mantinha exemplares em seu palácio para desencorajar intrusos. Os rottweilers eram ainda usados para guardar dinheiro em longas jornadas. Devido à sua utilidade, tornou-se popular em todo o mundo. É uma raça descrita como de exemplares inteligentes, bravos e devotados. Fisicamente é um animal forte, de pelagem preta e curta, com marcações em mogno; é robusto e de estrutura compacta, que transparece força, agilidade e resistência.
O Rottweiler é um cão de linhagem muito antiga que se pensa ter surgido numa cidade chamada Arae Flaviae fundada pelos Romanos, aquando das suas incursões no território alemão. Neste contexto, pensa-se que descende de um Mastim, não só pela sua notável inteligência, mas também pela vincada capacidade de trabalho.
A Arae Flaviae corresponde hoje a Rottweill, localizada perto da Floresta Negra. Este cão acompanhou o desenvolvimento da cidade que lhe deu o nome e nela evoluiu, desempenhando diferentes tarefas. Conta-se que inicialmente trabalhou como cão de carga entregando carne, daí que também seja conhecido por Metzgerhund (Cão do Carniceiro). Revelou-se igualmente útil na condução do gado e a puxar pequenos veículos com cargas de leite. Diz-se que alguns comerciantes tinham por hábito guardar, nas coleiras destes cães, o dinheiro que faziam nas feiras, por segurança.
A prosperidade desta raça foi no entanto ameaçada quando, no séc. XVIII, o Governo estabeleceu que o transporte de gado fosse feito por comboio. Tal afectou o “stock” da estirpe naquele país, já que o Rottweiler ao perder uma das suas mais importantes tarefas, deixou de ser tão cobiçado e consequentemente tão largamente criado. Ainda assim, o primeiro registo de um exemplar teve lugar numa exposição canina em Heilbronn, no ano de 1882.
Em 1901, surge um clube que agrupa duas raças: o Rottweiler e o Leonberger. Apesar do seu curto tempo de existência, esta entidade ofereceu-nos o primeiro standard da raça. A partir de então, a história desta raça toma um rumo diferente. Em 1907, surge o Deustcher Rottweiler Klub, em Heiderberg, filiado na Associação Alemã de Cães Polícia e o Internacional Rottweiler Klub, cuja linha de acção privilegiava a beleza da estirpe. A fusão destes dois clubes origina, em 1921, o aparecimento do Allegmeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK), que publica, em 1924, o primeiro Livro de Origens da raça.
Por volta da I Guerra Mundial, a sua popularidade já há muito que havia sido estabelecida no meio policial, que a nomeara “cão-polícia”, em 1910. Os dois conflitos mundiais foram (tal como nas demais raças) momentos particularmente difíceis para o seu desenvolvimento, mas os esforços que foram sendo realizados pelos seus admiradores revelaram-se bastante positivos.
Em 1935, a raça foi oficialmente reconhecida pelo Kennel Club americano e, no ano seguinte chega á Grã-Bretanha. Em 1966, recebe um registo separado da parte do Kennel Club britânico.

Temperamento
O Rottweiler é uma companhia calma, silenciosa e obediente. Existem porem linhas de cães com temperamentos totalmente opostos. O seu nível de agressividade está muito dependente do tipo de treino que recebe, e é altamente desaconselhável estimulá-lo para o ataque.
Deve ser educado desde pequeno de uma forma sistemática e positiva, para que se torne num companheiro seguro. É aconselhável que o seu o dono possua alguma experiência em lidar com este tipo de perfil, já que estes cães são bastante inteligentes e têm uma personalidade forte. Como cães de guarda são extremamente atentos e são hostis para com os intrusos.
Na sua relação com a família, são animais alegres que gostam de receber atenção do seu dono. Lidam bem com as crianças e com outros animais de estimação, se forem devidamente habituados a conviver com estes.

Descrição
Rottweiler é um cão de porte musculoso e robusto, mas com linhas elegantes e bonitas. Os machos medem nas espáduas cerca de 60 cm e as fêmeas cerca de 56 cm. O seu peso atinge os 50 kg nos primeiros, e os 40 Kg nos segundos.
A pelagem é de tamanho médio e apresenta-se rija. O subpêlo é abundante, curto e denso. As cores permitidas são o vermelho, cinzento lobeiro e o preto (que pode ou não ter marcas mais claras).
A cabeça de raposa é grande e larga entre as orelhas e possui um chanfro acentuado. Os olhos amendoados são castanhos, de expressão calma e segura e as orelhas são pequenas e triangulares, pendendo dobradas para a frente, ligeiramente afastadas da cabeça. O pescoço é vigoroso, terminando num peito largo e forte de costelas bem arqueadas. Os membros anteriores têm os jarretes levemente descaídos. Os posteriores são largos e musculosos e têm os pés ligeiramente maiores que os anteriores. A cauda é amputada curta.

Observações
A esperança média destes cães ronda, aproximadamente, os 10 anos de idade. A sua saúde requer toda a atenção já que são susceptíveis de desenvolver displasia da anca, problemas de visão, epilepsia, hipotireoidismo e cancro.
A manutenção do seu pêlo deve ser efectuado semanalmente com uma escova de arame ou de borracha.
Não são animais exigentes em termos de exercício físico. Apreciam nadar, passeios moderados ou simplesmente brincar. É aconselhável que possam sair pelos menos durante 2 horas por dia.
Estes cães normalmente adaptam-se a viver em espaços menos amplos, mas o ideal é que tenham sempre acesso a uma área devidamente cercada.

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A personalidade do Rottweiler engloba o conjunto de qualidades, habilidades e os atributos físicos e mentais inatos e adquiridos, que determinam o seu comportamento no meio ambiente. Psicologicamente, sua atitude é amistosa e pacífica. Ante um estímulo desagradável, ele age com dureza. Diante de uma real ameaça, porém, seu instindo de defesa é acionado, em virtude do alto desenvolvimento de seu espírito de luta e proteção, resistindo sem medo ou hesitação a experiências dolorosas. Uma vez cessada a ameaça, o instinto de luta se extingue relativamente rápido e retorna normalmente à sua atitude pacífica.
Um temperamento tão forte exige do dono uma atitude de líder perante o Rottweiler. Essa condição está ao alcance da maioria das pessoas, de forma bastante simples, desde que se saiba fazê-lo. Basta disciplinar o comportamento do Rottweiler desde pequeno e ele aceitará os donos como líderes naturalmente e então terão um companheiro fiel e carinhoso para com a família. Esta troca de afeto e contato é de extrema importância para um Rottweiler, pois ele é extremamente apegado à sua família, tornando-o também mais equilibrado para desempenhar sua principal vocação: a guarda. Este convívio entre o dono (líder) e o Rottweiler (liderado) é o fator fundamental para a educação e socialização dele. Um Rottweiler mal-educado e/ou anti-social pode trazer uma série de problemas, desde destruir objetos do quintal, por causa da solidão, até tornar inviável um passeio pela rua, pois, desabituado com outros animais e pessoas, pode tornar-se agressivo com eles. Este problema não é exclusivo da raça, mas torna-a uma vítima comum se for criado isolado da família e do convívio com outros animais.
Uma característica importante que ajuda na educação do Rottweiler é sua elevada inteligência e impressionante memória. Considerada a nona raça mais inteligente, dentre 133 analisadas, no livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, um Rottweiler raramente é culpado por ser desobediente. Por isso reforça-se tanto a necessidade de um adestramento básico para o cão. São séculos de aprimoramento da raça para trabalhar junto com seu dono, seja como guarda, boiadeiro e até, em alguns casos, resgate de pessoas. Essa avidez por trabalho do Rottweiler não pode ser negligenciada. Um adestramento básico necessita apenas de uma guia, coleira e boa vontade do próprio dono e o Rottweiler adora ser adestrado. Existe uma bibliografia extensa de livros que ensinam a educar seu cão.
Rottweilers podem (e devem) ser controlados utilizando apenas reprimendas verbais. Além disso, trancos e machucaduras nem sempre funcionam para se obter obediência, porque a resistência à dor é elevada na raça. Evite adestradores demasiadamente ríspidos. Deve-se evitar o confronto físico com seu Rottweiler, pois bem sabemos que não podemos com a força de um adulto, mas ele nunca deve saber disso. Por isso, é de extrema importância que ele nos obedeça prontamente a um comando de voz.
Um Rottweiler obediente vem quando é chamado, segue as normas, senta, deita, aceita ordens e uma bronca moderada, acompanha (e não reboca) o dono nos passeios, tem hábitos de higiêne absolutamente sob controle, deixa o dono dar banho, remédio e fazer curativos e não late desnecessariamente.
Os machos medem aproximadamente entre 60 e 68 cm e pesam entre 45 e 60kg. As fêmeas são um pouco menores, medindo aproximadamente entre 55 e 63cm, pesando algo entre 35 e 45 kg. A altura é relativa à cernelha (nuca) do cão, não levando em conta o pescoço e a cabeça. O Rottweiler é muito forte para o seu tamanho, pois era originalmente um cão de tração também. Por isso um cão adulto pode facilmente derrubar uma pessoa, mesmo durante uma brincadeira. Por isso, não de deve deixá-lo sozinho com crianças muito pequenas (aliás, nenhum cão médio ou grande deve ser deixado só com uma criança pequena) e ter um cuidado maior quando em contato com pessoas muito idosas.

9019 – Biologia – A evolução dos cães


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A ciência diz que eles despertam quase tanto amor e carinho quanto um bebê. Mas tanta afinidade está transformando profundamente os cachorros – para o bem e para o mal.
Nós amamos crianças e cães da mesma forma. É o que diz um estudo feito no Japão. Ele indica que a chave para isso está num hormônio, a ocitocina. A ocitocina é o hormônio que desperta a sensação de apego por outras pessoas e é liberado, por exemplo, nas mulheres durante o parto. Na experiência feita pelos cientistas, cada voluntário falava sobre sua relação com o cachorro e depois brincava com ele durante meia hora. Enquanto isso, os cientistas contavam quantas vezes, e por quanto tempo, os cachorros fixavam o olhar em seus donos – uma forma de comunicação que nós, humanos, usamos com pessoas queridas. Ao final do exercício, faziam um exame para medir a ocitocina no sangue dos donos. Adivinhe só no que deu. As pessoas mais ligadas aos cachorros tinham os maiores níveis de ocitocina.
Amor do tipo de exibir foto do cão na mesa de trabalho, de sentir saudade, de passar noites em claro se o bichinho não estiver bem. Tem gente que faz testamento para o cachorro (como a bilionária americana Leona Helmsley, que deixou sua fortuna de US$ 12 milhões para a cadelinha Trouble).
Mas por quê, entre os bilhões de espécies que existem no planeta, justamente o cachorro ganhou o nosso coração? A resposta é simples: porque ele nos entende. Cães são animais muito bem qualificados para interpretar gestos e sinais humanos. Cientistas chegaram à conclusão de que eles entendem o que um dedo apontado quer dizer, e sabem seguir uma indicação humana. O teste é simples: basta esconder um pedaço de comida debaixo de dois potes e dar a dica para o animal. Quando a pessoa aponta com o braço, com a perna ou olha fixamente para o lugar, o cão entende e escolhe o pote certo. Pode parecer banal, mas lobos, gatos e macacos não passaram nesse teste. Só os cachorros.
Um biólogo da Universidade Eötvös, na Hungria, e especialista em inteligência canina, conduziu um estudo provando que os cachorros não apenas sabem nos imitar como também preferem fazer isso a tomar suas próprias decisões. Por isso é tão fácil educá-los para conduzir cegos, comandar ovelhas ou dar a patinha – eles adoram ter alguém que lhes diga o que fazer.

Fim da última Era Glacial, 15 mil anos atrás. O Homo sapiens começava uma vida nova. Depois de passar mais de 100 mil anos vagando por todo canto, em busca de animais para caçar e vegetais para catar, aprendeu a plantar. Era o início da agricultura. Agora os homens se juntavam em vilas. Eram as primeiras cidades do mundo. E, como toda cidade do mundo, elas eram rodeadas por lixo: restos de comida, frutas podres, ossos…Mas o que a gente via como dejeto era almoço grátis para vários bichos. Entre os ratos e baratas que se aproveitavam dos restos estavam os lobos – que até hoje frequentam lixões, tanto que os fotógrafos de natureza selvagem vão a esses lugares quando querem conseguir imagens dos animais (tirando os detritos do enquadramento, claro). Só que o lobo tende a fugir quando pessoas se aproximam. Um comportamento antissocial que não ajuda. Desse jeito, o bicho não conseguia ficar muito tempo perto de uma vila para comer nossas sobras. Isso até a lógica da evolução entrar em cena.
Os poucos lobos que nasciam sem ter medo de gente começaram a se alimentar melhor, já que não fugiam toda hora. Quem come melhor fica mais saudável, vive mais e faz mais sexo. Quem faz mais sexo deixa mais descendentes, passa seus genes para a frente. De carona, vão as características que fizeram o animal ter mais sucesso que os outros. No caso dos lobos comedores de lixo, a característica mais vital era uma só: não ter medo de gente.
Com o tempo (pouco tempo), já havia duas classes de lobos: os totalmente selvagens e os que viviam perto de pessoas, e que ficaram dependentes das aglomerações humanas para sobreviver. Além de ficarem mais amigáveis, esses bichos foram ganhando uma aparência bem distinta da dos lobos. Estes últimos têm corpo forte e cérebro relativamente avantajado. São duas coisas essenciais para um predador que come búfalos e prepara estratégias de caça em grupo, mas são uma bagagem inútil para um bicho que se profissionalizou em comer restos. Corpo e cérebro grandes eram desvantagem para ele, já que exigem bastante energia para funcionar. Muita energia significa muita comida (como nós, cabeçudos, sabemos bem). E quem precisava de muito mais que os outros para viver acabava morto de fome. Roer osso, afinal, é bem menos nutritivo que abocanhar um filé de bisão. Quem levou mais vantagem, então, foram os mais mirrados e de cérebro menor.
E a transformação desse novo bicho não parou por aí. Continuou firme, e agora se aproveitando de uma fraqueza nossa: adorar filhotes. Qualquer filhote de mamífero parece agradável para nós. Pode olhar no Google Images: até os morcegos nenéns são uma fofura só. Os olhos grandes e os traços delicados dos recém-nascidos de outras espécies nos fazem identificar neles as características dos nossos bebês. Afinal, todos nós, mamíferos, temos um único tataravô, um ancestral comum parecido com um rato que viveu há 60 milhões de anos. Já que somos praticamente irmãos de qualquer coisa que dê de mamar, gostamos naturalmente dos filhotes deles.
E eles de nós também. Se você pegar para criar um filhote de leão, de urso ou de lobo, ele vai ser uma graça no início da vida; tão brincalhão e inofensivo quanto uma criança humana. Por isso mesmo muita gente cria filhotes de animais selvagens como bicho de estimação. O problema é quando ele virar bicho grande: sempre vai parecer (e ser) algo ameaçador. Você não vai querer um leão adulto no seu apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando você chegar.
Essa nova espécie, que 15 mil anos depois ganharia o nome de Canis familiaris, se separou totalmente do Canis lupus (o lobo propriamente dito). Desaprendeu a caçar para comer e se especializou em ganhar a comida de seres humanos. Em vez de formar matilhas, preferiu virar membro das nossas famílias. Desenvolveu o latido para chamar nossa atenção. E os instintos que sobraram foram os que parecem mais agradáveis para a gente. Por exemplo: sabe quando o cachorro vai lamber a cara do dono? É porque as lobas regurgitam comida para seus filhotes. Os cachorros não comem da boca de suas mães, mas mantiveram esse traço de comportamento selvagem-infantil com os humanos, já que para nós a coisa parece uma tentativa de beijo – não de comer vômito. Bom, na verdade sobraram mais instintos de lobo. Para caçar, por exemplo, o lobo combina várias habilidades inatas, que estão escritas em seus genes: procurar a presa, cercá-la, matar e trazer carne para o resto da matilha. Cada uma é um instinto independente. E todos precisam estar em sintonia para a caçada dar certo. Mas os cães não precisam caçar. Eles conseguem sua comida com as pessoas. Então alguns dos genes que eles herdaram dos lobos acabaram desligados. É por isso que alguns cães adoram perseguir e intimidar outros animais, por exemplo, mas não têm o instinto de matá-los. Isso também explica o comportamento daqueles cachorros que ficam correndo atrás dos carros, mas não sabem o que fazer quando um automóvel para.
Por volta de 9000 a.C. surgiria aquela que provavelmente é a maior revolução na história da economia mundial até hoje: a criação de gado – que permitiu o acesso a quantidades antes inimagináveis de comida. E os instintos tortos dos cachorros foram fundamentais nesse mundo novo. Os que tinham mais jeito para cercar presas foram usados para conduzir rebanhos. Os mais agressivos eram ensinados a proteger as ovelhas e bois como se fossem sua própria matilha, defendendo-os inclusive de lobos.

Evolução dos cães[3]

A partir daí, essas habilidades viraram o grande critério de seleção entre os cães – os que mais se davam bem entre as pessoas eram os que trabalhavam melhor em suas áreas. Com mais comida e abrigo que os outros, esses eram os que passavam seus genes adiante com mais facilidade. Depois o homem acelerou o processo por conta própria, colocando os indivíduos mais eficientes (ou mais elegantes ou mais fofos) para se reproduzir entre si. Isso dividiu a espécie dos cães em tipos bem distintos, coisa que hoje chamamos de “raça”. Na Roma antiga, por exemplo, já havia raças de cães de guarda, de pastores, de cachorrinhos de colo… E o bicho deixava definitivamente de ser mais um animal para se tornar membro da humanidade. Mas a história dos cachorros como os conhecemos hoje ainda nem tinha começado.

Uma linha de montagem
A Revolução Industrial pode ter trazido grandes mudanças para a humanidade, mas revolucionou mesmo a vida dos cães domésticos. Antes de ser pai do cachorro, o homem era seu patrão. “Até o começo do século 19, a maioria dos cachorros tinha de trabalhar para viver”, conta Lisa Peterson, porta-voz do American Kennel Club e especialista em história canina. Guiar ovelhas, guardar a casa, puxar trenós: era a função que garantia a ração. Mesmo os caçadores especializados da aristocracia (hounds de raposas, lobos, veados, javalis, lontras, além de farejadores e perseguidores) precisavam mostrar serviço. E assim foi até que o êxodo rural, a migração em massa do campo para as cidades, desequilibrasse as coisas. “Na Inglaterra, principalmente, muitos cachorros ficaram ‘desempregados’ “, conta Lisa. Mas isso não levou a uma extinção em massa ou a um boom de cães selvagens. O que aconteceu foi uma nova peneira: assim como na Pré-História os lobos mais gentis haviam entrado nas aldeias, agora eram os cachorros mais dóceis e adaptáveis que entravam nas primeiras metrópoles. Livre das obrigações da lida rural, os cães passaram a usufruir de mimos, guloseimas e passeios. Transformado em bibelô e símbolo de status, o cachorro deixou de ser avaliado pela sua função, e passou a ser pela aparência.

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Os primeiros dog shows, mistos de olimpíadas e concursos de beleza, foram realizados na Inglaterra na década de 1830 – alguns especialistas insinuam que seu público vinha das lutas de cachorro, proibidas em 1835. Como os prêmios eram divididos por raça (nessa época, as reconhecidas eram duas dúzias), havia um estímulo para a criação de novas raças, que abocanhassem novos prêmios. E logo essa demanda ultrapassou o mundinho das passarelas: ter um cachorro diferente em casa passou a ser um símbolo de status. Partindo da matriz britânica, de 1873, pelo mundo inteiro surgiram kennel clubs promovendo o desenvolvimento de variedades regionais. A International Encyclopedia of Dogs (“Enciclopédia Internacional dos Cães”, ainda sem versão em português) traça esse big-bang: as cerca de 20 raças existentes em 1800 dobraram para 40 em 1873, e chegaram a 70 na 1ª Guerra Mundial. Hoje, segundo a Federação Cinológica Internacional, que estabelece os padrões das raças, há cerca de 400, dos mais diferentes tamanhos, cores e formas. Mas essa busca desenfreada pela variedade, e pela beleza, acabaria levando a vários problemas.
Talvez você não tenha visto casos tão extremos, mas certamente conhece algum cachorro que ficou cego, surdo, manco, morreu antes da hora por alguma doença… Mesmo com todo o esforço para aprimorar as raças, 1 em cada 4 cachorros carrega algum defeito genético sério. Eles sofrem mais problemas nos olhos e nos ossos e têm mais câncer do que nós. Como se isso não bastasse, também estão herdando as aflições humanas: um terço dos cachorros é gordo, e boa parte deles é neurótica. Segundo um estudo recém-publicado no Journal of Animal Behavior, 14% dos cães sofrem da chamada síndrome de separação, um distúrbio que causa dependência insuportável do dono. Isso significa que, percentualmente, o mundo tem 9 vezes mais cachorros doidos do que gente doida (1,5% da população humana tem algum transtorno mental).

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Problemas de comportamento
Faça de conta que você é um cachorro. Seu dono pega a coleira e vocês saem para um passeio de manhã – se você tiver sorte, quem sabe à noite ele repita a dose. No resto do tempo, 98% do tempo, você fica no quintal ou enclausurado dentro de casa. Seu grande passatempo é tentar chamar a atenção do seu dono. Só que ele dificilmente tem tempo, ou energia, para brincar o tanto que você quer, até a exaustão. Ou você fica doido, ou começa a descontar a frustração fazendo o que não deve: rasga roupas e sapatos, faz xixi no sofá, come sabão, rosna enciumado quando alguém se aproxima do seu dono… Acredita-se que 42% dos cães tenham algum tipo de problema comportamental. E seus donos estão resolvendo isso do jeito moderno: com remédios. Já existem ansiolíticos, antidepressivos e até inibidores de apetite para cachorros. Nos EUA, primeiro país a liberar essas drogas, a coisa pegou. Em 2003, 25% dos cães americanos tomavam algum tipo de remédio. Hoje, são 77%. Mas será que é justo drogar nossos cachorros para que eles se adaptem melhor ao estilo de vida moderno, com pouco espaço e muita comida? “Muitos dos supostos ‘problemas’ são, na verdade, parte do comportamento normal dos animais”, afirma o veterinário Nicholas Dodman, da Universidade Tufts, nos EUA. O desenho animado 101 Dálmatas fez com que muita gente quisesse ter um cachorro dessa raça. Só que o dálmata foi criado, no século 19, para ser um cão de guarda: dominante, territorial e às vezes agressivo. “Isso contraria a expectativa das pessoas. Elas acham que os dálmatas são amigáveis como no filme da Disney”, afirma Dodman. Dopar os cachorros pode parecer cruel, mas não é totalmente inválido – os calmantes poderiam poupar muitos dos 1,5 milhão de cães que são sacrificados, todo ano, porque morderam alguém (e isso só nos EUA). Nossa relação com os cachorros já não é tão harmoniosa.
Donos carentes e/ou inseguros têm cães mais ansiosos e agressivos, independentemente da raça. Paparicar demais o cachorro, como é comum hoje em dia, também faz mal para a cabeça dele. “Quando o dono é muito apegado, aumenta o risco de que o cachorro desenvolva síndrome de separação”.

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Mundo Cão
Os cães herdaram quase todos seus gestos de seu ancestral direto: os lobos. Mas de um jeito bem peculiar.
Eles não sabem caçar para comer, mas os instintos predadores do lobo estão lá. Por isso todo cachorro gosta de correr atrás de coisas e trazer de volta, como se estivesse levando comida para a matilha.
Os machos fazem o número 1 de perninha levantada para a urina ficar na altura do focinho de outros cães. É como os lobos demarcam território. Algumas fêmeas fazem isso por terem sido expostas a testosterona quando estavam no útero.
Lobos também comem presas pequenas, como marmotas, que se escondem debaixo da terra. Então já nascem sabendo cavar. O instinto passou para os cães, e foi aprimorado pelo homem (via seleção genética) em raças usadas para caçar coelhos e raposas.
A maioria das raças que conhecemos hoje tem menos de 200 anos, e é fruto do boom de criação no século 19.
15000 a.C.
Os primeiros cachorros eram como lobos menores e mais dóceis, que se agregaram à humanidade como estratégia de sobrevivência.

2000-1000 a.C.
Os cachorros se espalham pela Eurásia e surgem as primeiras raças, selecionadas naturalmente para os diferentes habitats de seus donos.

Século 2
Os antigos romanos e chineses começaram a experimentar com seleção de espécies, criando cachorros para caça, guarda, pastoreio ou só para ficar no colo mesmo.

Século 19
Com o surgimento dos concursos e kennel clubs, a seleção artificial de cães virou negócio sério e lucrativo. Se em 1800 havia uma dúzia de raças, em 1900 eram mais de 70. A hiperespecialização gerou uma variação enorme dentro da mesma espécie.

5999 – Cães – O Mastim Napolitano



Trata-se de uma antiga raça canina, citada por oradores da Roma antiga. Desde aquela época estes animais são considerados bons guardiões, devido a seu tamanho e a cor de seu pêlo — escuro, preferido para amedrontar o ladrão durante o dia e para atacá-lo durante a noite sem ser visto a longa distância. Como muitas outras raças, a mastim napolitano tem suas origens incertas: enquanto alguns acreditam que tenha sido levada da Índia para Roma por Alexandre, o Grande, outros afirmam que estes caninos sejam descendentes de molossos romanos. Em acordo, as correntes tem o fato de a raça mastim ter colaborado para o nascimento das raças são-bernardo e rottweiler.
Fisicamente pode chegar aos 70 kg e medir 150 cm na cernelha; sua cabeça é a maior entre todas as raças caninas. Sua personalidade é descrita como leal, apesar de sua face carrancuda; paciente e dócil.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

– O mastim napolitano é um cão de grande porte. Na fase adulta seu peso varia de 75 a 85 quilos.

– Esta raça chega a medir, em média, 80 cm de altura (da cernelha*)

– A pele do mastim é solta em todo corpo, marcada por rugas e pregas

– É uma raça de tronco forte e robusto

– As cores mais comuns são: preta, cinza claro e cinza-chumbo. Possui mancha branca no peito e pontas dos dedos

– Possui muita força muscular

– A íris dos olhos costuma ser da mesma cor da pelagem

COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO:

– O mastim napolitano é um ótimo cão de guarda

– É atento a tudo que acontece de estranho ao seu redor

– Necessita de grande quantidade de alimentação, diariamente. Costuma comer de 2 a 3 quilos de alimento por dia.

– Necessita de caminhadas diárias para gastar as calorias adquiridas pela grande quantidade de alimentos que ingere.

– Pode se tornar agressivo caso o dono incentive este comportamento. Neste caso torna-se perigoso seu contato com outras pessoas ou animais.

– Possui uma tendência para a obesidade.

* cernelha: ponto mais alto do ombro do cachorro, antes do pescoço. A altura dos cães é medida da cernelha até o chão.
Um pouco +
Apesar da antigüidade, o Mastim Napolitano só foi reconhecido oficialmente como raça bem mais recentemente e esse feito deveu-se, especialmente, ao trabalho de seleção do escritor Piero Scanziani, que interessou-se pelos cães apresentados na 1ª Exposição Canina em Nápoles. Foi ele quem iniciou um trabalho de seleção e em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça, cujo padrão definitivo foi fixado apenas em 1971.
De boa índole, especialmente com os donos, a quem é extremamente leal, o Mastim Napolitano é um cão que sempre foi utilizado para a guarda, função na qual se consagrou por exercê-la de maneira bastante equilibrada.
Seu aspecto físico contribui bastante para este sucesso. Sua cabeça, considerada a maior entre todas as raças caninas, tem um aspecto muito particular e no conjunto, seu crânio extremamente largo e achatado, focinho muito grosso e curto, formam a aparência de “gigante feroz” de expressão carrancuda que caracteriza o estereótipo da raça.
Não costuma latir desnecessariamente, mas se o faz, o efeito é realmente atemorizante e na mesma lógica, não é um cão que apenas ‘ameace’ um ataque.
A boa convivência com os Mastins deve ser construída pelos donos desde cedo, com aulas de socialização e obediência. Segundo criadores, o Mastim não deve receber adestramento para ataque, uma vez que instinto natural já o qualifica para a função.
Segundo o padrão da raça, o Mastim deve ser um cão dócil, realmente apegado ao dono e à sua família. Apesar de ser considerado muito paciente com as brincadeiras infantis, em razão de seu porte físico, é sempre importante que o contato seja supervisionado. É um cão que apesar de seu tamanho avantajado, é extremamente afável com os que conhece e para seu bom desenvolvimento emocional, necessita de contato com as pessoas.
Muito forte e robusto, é um cão que resiste bem ao esforço físico, sendo utilizado em algumas regiões da Itália como cão boiadeiro.
Até em razão de seu porte físico (o tamanho máximo permitido pelo padrão é de 77cm na cernelha – junção do pescoço com o tronco do cão), o Mastim não é um cão muito agitado ou ativo, mas apesar disso, é um cão que precisa realmente de espaço. Não costuma galopar, mas em compensação, tem uma forma de ‘trote’ muito característica, especialmente por causa do aspecto pesado que tem quando adulto.
Filhotes da Raça Mastim Napolitano

A principal característica do Mastim é o crescimento acelerado. Um filhote que nasce com cerca de 500 gramas, aos 2 meses pode pesar cerca de 12 kg e aos 6 meses chega até a 50 quilos. Assim, o principal cuidado com o filhote deve ser com a alimentação, que precisa ser rica em cálcio e vitaminas, procurando assim evitar os problemas advindos da carência desses nutrientes, como a descalcificação, displasia e problemas nas juntas.
A escolha do filhote deve ser pautada pela responsabilidade do criador. É fundamental que o novo dono conheça os pais e ateste seu bom temperamento.
Outros sinais físicos importantes para a escolha do filhote:
* Quanto mais curto for o focinho, melhor. Caso seja longo, a pele tende a esticar com o crescimento e ele não terá, quando adulto, as rugas características da raça.
* Ainda quanto às rugas… elas se apresentam de 4 jeitos diferentes no filhote: há os que nascem com quase nenhuma (o que indica que não desenvolverá quando adulto); os que nascem com elas, mas depois as perde para sempre – o que acontece especialmente com os exemplares com focinho mais longo; os que nasces com rugas, as perde e mais tarde, entre 7 meses e um ano, fica enrugado de novo. Por último, o tipo considerado ideal, é o que nasce enrugado e assim permanece. Para saber a qual tipo pertence o futuro filhote, só mesmo vendo os pais.
Outro cuidado importante na escolha do filhote diz respeito à sua pigmentação. É fundamental que o nariz seja escuro, caso contrário é sinal de despigmentação e o padrão desqualifica. Os olhos podem ser azuis até os seis meses, mas depois devem escurecer, acompanhando a cor da pelagem.
O Mastim só atinge seu auge físico aos 3 anos de idade, quando pode chegar a pesar até 85 quilos.

2875- Cão – Lambida de cachorro é sinal de afeto?


Atitudes como essa, antes reservadas apenas aos membros de sua própria espécie, passaram a ser aplicadas a seres humanos – em especial aos donos .
Em grande parte das vezes, é. Em uma matilha, o cachorro ou o lobo lambe os animais de que gosta. Atitudes como essa, antes reservadas apenas aos membros de sua própria espécie, passaram a ser aplicadas a seres humanos – em especial aos donos – quando os cães foram domesticados. Além de afeto, a lambidela pode ser uma demonstração de reverência. “Lambidas perto do queixo ou da boca estão relacionadas com submissão”, afirma Alexandre Rossi, zootecnista da Universidade de São Paulo e especialista em comportamento animal. “O filhote lambe o queixo da mãe para que ela regurgite comida”, diz. O cachorro adulto faz o mesmo com seu dono. O animal, no entanto, não espera que você cuspa alimento. O gesto é um sinal de que ele vê a pessoa como o manda-chuva do pedaço.
A língua dos cães tem uma série de funções. Entre elas, serve como um “exaustor” – cães não transpiram, põem a língua de fora para espantar o calor.
A lambida pode também servir para captar substâncias de outros animais – como a urina, usada para demarcar território. Se você vir seu cachorro lambendo xixi, lembre-se de que ele não é um porco imundo, mas sim que pode estar só conferindo se não invadiu espaço alheio.
Dicionário au-aurélio
Entenda os gestos de seu mascote
Quando um cachorro coloca o rabo no meio das pernas, ele está com medo. Melhor ter cautela: uma aproximação brusca pode deixar o animal agressivo
Se o cão anda com as costas arrepiadas e abana só a ponta do rabo, esticado para cima, quer intimidar um oponente. Ou uma pessoa vista como uma ameaça
Ao virar de barriga para cima, o animal se coloca em uma posição bastante vulnerável. Na língua dos cachorros, isso é uma demonstração de submissão
Esta é fácil: o gesto de abanar o rabo relaxadamente, com movimentos amplos, significa que o cão está amistoso e confiante
Quando o animal dá a pata, é sinal de que ele confia em você e quer alguma coisa. É um hábito comum principalmente nos filhotes de cachorro
Um cão rodopiante pode estar se preparando para deitar. Mas também pode querer avisar que, em breve, seu chão estará cheio de fezes ou urina
Mostrar os dentes é uma bravata. O cão exibe as armas, mas não quer briga. Significa algo como: “Saia antes que eu precise mordê-lo”
Um cachorro que pula em cima do dono quer dizer “eu sou quem manda na matilha” – no caso, os moradores da casa, sejam eles cães ou humanos.