13.529 – Curiosidades – Este fungo tem mais de 23 mil sexos


fungo

Os fungos são criaturas maravilhosas e desinibidas que não respeitam as construções de gênero e se acasalam livremente com quase qualquer outro membro de sua espécie.
A chave para esse mundo perfeito? Não sei, pode ser devido ao fato de que eles são inconscientes.
De qualquer forma, existe um fungo, conhecido cientificamente como Schizophyllum commune, que é particularmente desconstruído: tem cerca de 23 mil sexos.
Esse fungo prospera em madeira apodrecida e vive em partes das Índias Orientais, Tailândia, Madagáscar e Nigéria, onde muitas pessoas o comem, apesar de guias ocidentais o classificarem como “não comestível”. Aparentemente, sua textura dura e borrachuda não é um problema para outras culturas.
Também é usado medicinalmente, pois, como muitos outros fungos, tem propriedades antivirais e antifúngicas para mantê-lo seguro na natureza.
Se você não sabe nada sobre micologia, nunca esperaria que um humilde fungo de podridão de madeira tivesse dezenas de milhares de variações sexuais.

Diferentão

O S. commune possui um número invulgarmente elevado de sexos, realmente, mas ter muitas variantes não é de fato algo incomum no mundo dos fungos.
No reino animal, a maioria das espécies é bastante limitada em suas opções de sexo biológico, porque a compatibilidade reprodutiva geralmente depende da compatibilidade anatômica: em outras palavras, algum tipo de pênis deve se encaixar em algum tipo de vagina.
Existem animais que fertilizam ovos externamente, mas essas espécies geralmente também têm um organismo que coloca os ovos e outro que os fertiliza. Alguns hermafroditas possuem um mecanismo mais igualitário, mas até nesses seres ainda há algo fálico fertilizando alguma coisa. É simplesmente a vida.
Menos para os fungos. Eles não são limitados pelas mesmas restrições anatômicas. Eles precisam se fundir fisicamente para procriar, mas podem recombinar material genético de maneira mais direta.

A transferência
O acasalamento nada mais é do que fazer duas células se fundirem em uma, de modo que seu DNA possa se combinar.
Para isso, os fungos não precisam passar pelo processo de ejaculação – eles produzem células sexuais de forma semelhante aos humanos, mas simplesmente misturam seu DNA através de transferência celular direta.
Eles se combinam essencialmente criando uma “conexão”, que permite aos fungos transferir núcleos de uma célula para outra. Os animais e as plantas fazem o mesmo utilizando algum “veículo de transporte” para essas células, seja esperma ou pólen, por exemplo, enquanto os fungos apenas chegam perto um do outro e deixam a diversão começar.

Complexo

De forma bastante resumida, os fungos possuem um conjunto de dois genes em dois cromossomos diferentes. Esses “locais genéticos” são chamados de A e B. Cada um desses genes também possui dois alelos, ou formas alternativas, chamadas de alfa e beta.
Assim, no total, existem quatro pontos distintos no genoma do S. commune onde a variação sexual pode ocorrer: A-alfa, A-beta, B-alfa e B-beta.
Aqui é onde fica mais complicado. Cada um desses quatro locais pode ter múltiplas variantes, que são todas versões ligeiramente diferentes do mesmo conjunto de proteínas. A-beta tem aproximadamente 32 especificidades possíveis, e o resto tem cerca de nove. Então, para determinar o sexo de um organismo, você teria que ordená-lo geneticamente para criar algo como A-alfa-1, A-beta-8, B-alfa-3, B-beta-5…
Para dois S. commune acasalarem, eles têm que ter variantes diferentes em algum lugar em A e em algum lugar em B. Então, dois fungos que possuem A-alfa-1 e B-beta-5, mas têm diferentes A-betas e B-alfas, podem se reproduzir. Mas se eles tiverem A-alfas e A-betas correspondentes, não podem.
Ainda não está claro como os componentes alfa e beta afetam a compatibilidade, mas sabemos que certos tipos genéticos se recombinam mais frequentemente do que outros e que, no geral, o S. commune pode se acasalar com a grande maioria de sua própria população.
Esta é realmente uma ótima estratégia para preservar a diversidade sexual. O fungo literalmente tem que se acasalar com um indivíduo geneticamente distinto, por isso aumenta constantemente o número de variações sexuais que existem em uma população.
Como existem muitas maneiras do sexo variar em S. commune, acaba que existem mais de 23 mil deles. Este tipo de sistema de acasalamento é comum entre os fungos, só é mais raro existirem tantas variações.
Então, da próxima vez que você comer um cogumelo, lembre-se que ele provavelmente teve uma vida sexual mais agitada do que a sua. [POPSCI]

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13.379 – Quem foi Carl Von Linné?


lineu
Carl von Linné ou Carolus Linnaeus, é muitas vezes chamado o pai da taxonomia.
Ele foi um cientista sueco que lançou as bases para o esquema moderno da taxonomia.
Seu sistema para nomear e classificação de organismos ainda está em uso ainda hoje (com algumas alterações).
Suas idéias sobre a classificação influenciaram gerações de biólogos durante e após a sua própria vida, mesmo aqueles que se opõem às raízes filosóficas e teológicas de sua obra.

Carl Von Linné – Vida

Nascimento: 23 de maio, 1707.

Morte: 10 de Janeiro de 1778

Carlos Lineu (ou Carl Von Linné, ou Carolus Linnaeus) nasceu em 23 de maio, 1707, no Stenbrohult, na província de Småland, no sul da Suécia e oi o fundador do sistema moderno de classificação científica dos organismos.
Seu pai era Nils Ingemarsson Linnaeus, um ministro da igreja e botânico amador; e sua mãe era Christina Brodersonia.
Quando criança, Lineu foi criado para ser da Igreja, como seu pai e seu avô materno foram, mas ele tinha muito pouco entusiasmo pela profissão.
Seu interesse em Botânica, no entanto, impressionou um médico de sua cidade, e foi mandado para estudar na Universidade de Lund, e transferido para a Universidade de Uppsala depois de um ano.
Durante este tempo, Lineu se convenceu que os estames e pistilos das flores seriam as bases para a classificação das plantas e ele escreveu um curto estudo sobre o assunto que lhe rendeu a posição de professor adjunto. Em 1732, a Academia de Ciências de Uppsala financiou a sua expedição para explorar a Lapônia, então praticamente desconhecida. O resultado disso foi o livro Flora Lapônica, publicado em 1737.
Depois disso, Lineu se mudou para o continente. Enquanto estava na Holanda ele conheceu Jan Frederick Gronovius e lhe mostrou o rascunho de seu trabalho em Taxonomia, o Sistema Natural. Nele, as desajeitadas descrições usadas anteriormente – physalis amno ramosissime ramis angulosis glabris foliis dentoserratis – haviam sido substituídas pelos concisos e hoje familiares nomes “Gênero-espécie” – Physalis angulata – e níveis superiores eram construídos de uma maneira simples e ordenada. Embora esse sistema, nomenclatura binomial, tenha sido criado pelos irmãos Bauhin, Lineu é afamado por tê-lo popularizado.
Lineu nomeou os taxa em formas que lhe pareciam pessoalmente do senso-comum, por exemplo, seres humanos são Homo sapiens (veja “sapiência”), mas ele também descreveu uma segunda espécie humana, Homo troglodytes (“homem das cavernas”, nome dado por ele ao chimpanzé, hoje em dia mais comumente colocado em outro gênero, como Pan troglodytes). O grupo Mammalia é nomeado por suas glândulas mamárias porque uma das definições de mamíferos é que eles amamentam seus filhotes (dentre todas as diferenças entre os mamíferos e outros animais, Lineu deve ter escolhido esta por suas idéias sobre a importância da maternidade. Ele também fez campanha contra a prática de mães de leite, declarando que mesmo aristocratas deveriam ter orgulho de amamentar os próprios filhos.).
Em 1739, Lineu se casou com Sara Morea, filha de um médico. Ele conseguiu a cadeira de Medicina em Uppsala dois anos depois, logo a trocando pela cadeira de Botânica. Ele continuou a trabalhar em suas classificações, extendendo-as para o reino dos animais e dos minerais. A última parte pode parecer estranha, mas a teoria da Evolução ainda não existia – e na verdade, o luterano Lineu ficaria horrorizado com ela – e portanto Lineu estava apenas tentando categorizar o mundo natural de uma forma conveniente. Ele foi sagrado cavaleiro em 1755, recebendo o nome de Carl Von Linné.
O jardim botânico original de Lineu ainda pode ser visto em Uppsala. Ele também originou a prática de se usar os glifos de ? – (lança e escudo) Marte e ? – (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
Lineu também foi instrumental no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, a qual tinha o 0° como ponto de congelamento da água e o 100° como o ponto de ebulição.
Sua figura pode ser encontrada nas atuais notas suecas de 100 krona.

Lineu foi um dos fundadores da Real Academia Sueca de Ciências, e faleceu em 10 de janeiro de 1778.
Carl Linné, conhecido por seu nome latinizado, Linnaeus, é considerado o pai da Taxonomia. Seu sistema de classificação, nomeando e ranqueando os organismos ainda encontra uso atualmente (amplamente modificado, é lógico).
Transferiu seu curso para a Universidade de Uppsala e gastava grande parte de seu tempo colecionando e estudando plantas, que eram sua paixão verdadeira. (Nota: no currículo de medicina daquela época, botânica era uma matéria importante, pois os médicos ministravam drogas obtidas de plantas medicinais…).
Linnaeus gostava tanto desta parte que, mesmo passando privações financeiras, organizou expedições botânicas e etnográficas na Lapônia e na região central da Suécia.
Em 1735 mudou-se para a Holanda para terminar o curso de medicina e continuar seus estudos. Neste mesmo ano publicou seu primeiro livro “Systema Naturae”. Apesar de continuar seus estudos de Taxonomia e Botânica, Carl ainda exercia a profissão de médico, tornando-se até médico da família Real Sueca.
Seus últimos anos de vida foram marcados pelo pessimismo e pela depressão. Morreu do coração em 1778…
O sistema criado por Linnaeus utilizava basicamente o sistema reprodutor das plantas como classificador, já os sistemas atuais seguem o modelo de John Ray (que utiliza várias evidências morfológicas de todo o organismo em todas as fases do desenvolvimento). A herança deixada por Linnaeus é a classificação hierárquica e o sistema de nomenclatura binomial (ex.: Homo sapiens)
Este sistema hierárquico agrupa os seres vivos em grupos cada vez mais abrangentes.

Por exemplo: O REINO animal contém a CLASSE dos vertebrados que contém a ORDEM dos primatas que contém o GENERO Homo e a ESPÉCIE Homo sapiens => esta é a localização do Homem.

Lineu foi evolucionista?
É verdade que ele abandonou suas primeiras idéias sobre a espécies, e é verdade que a hibridização produz novas espécies de plantas e, em alguns casos de animais. Porém para Lineu o processo de geração de novas espécies não era aberto nem ilimitado.
Qualquer nova espécie podiam ter se originado da primae speciei, a espécie original do Jardim do Éden, todavia formava parte do plano de criação de Deus, porque elas haviam estado sempre potencialmente presentes. Lineu notou a luta pela sobrevivência – uma vez disse que a Natureza era uma “tábua de açougueiro” e uma “guerra de todos contra todos”. O conceito de evolução aberta, não necessariamente governada por um Plano Divino e sem uma meta predeterminada, nunca ocorreu a Lineu; essa idéia o surpreendeu.
Principais Trabalhos de Lineu:

Sistema da Natureza, Leiden 1735; 10ª edição, Estocolmo 1758-9.
Biblioteca Botânica, Amsterdã 1736.
Fundamentos Botânicos, Amsterdã 1736.
Musa de Clifford, Leiden 1736.
Crítica Botânica, Leiden 1737.
Flora Lapônica, Amsterdã 1737.
Gêneros Vegetais, Leiden 1737; 5ª edição, Estocolmo.
Jardim Deleite do Clifford, Amsterdã 1737.
Horto do Clifford, Amsterdã 1738.
Ordens Vegetais (Classes Plantarum) Leiden 1738.
Flora sueca 1745 · Hortus uppsaliensis 1748
Filosofia Botânica 1751
Species plantarum 1753

Lineu deixou ao todo cerca de 180 trabalhos. Sua coleção botânica e biblioteca foi comprada (1783) a um seu filho, pelo médico inglês James Edward Smith, que fundou em Londres, em Burlington House, a Linnean Society (1788).

13.222 – Ciências Biológicas – O Predatismo


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O Predador

Esse tipo de relação ocorre principalmente em seres carnívoros (leão, lobo, tigre, homem), contudo também entre os herbívoros. Neste caso, com denominação de herbivorismo, bem caracterizado pelo ataque de formigas, gafanhotos ou lagartas a uma lavoura, destruindo velozmente uma cultura.
Dessa forma, o ato predatório do ponto de vista particular, favorece a espécie predadora, enquanto as presas são desfavorecidas. E do ponto de vista ecológico, o predatismo representa um mecanismo que regula a densidade populacional mediante uma cadeia alimentar, controlando a quantidade de indivíduos de uma determinada comunidade.
Contudo, evolutivamente surgiram adaptações desenvolvidas pelas presas utilizadas como defesa à predação, por exemplo, o mimetismo, a camuflagem e o aposematismo (cores de advertência), formas que permitem às presas escaparem de um ataque e assim prolongar a existência de seu genótipo.
É uma relação de grande importância, pois isso garante a transferência da energia captada pelos vegetais (seres produtores) aos demais níveis tróficos das cadeias alimentares. São exemplos de animais herbívoros os bovinos (Bos taurus) e a lagarta do bicho-da-seda (Bombyx mori).
Muitas espécies possuem características que atuam na defesa contra predadores, como tartarugas e jabutis, que se retraem em seus cascos na presença do predador, ou plantas que produzem substâncias tóxicas em pelo menos uma de suas partes, como a mandioca-brava (Manihot utilissima). Suas folhas e raízes são dotadas de substâncias que, quando ingeridas, causam cansaço, falta de ar, taquicardia, agitação e até a morte.

Predação na regulação das populações
Do ponto de vista individual, as espécies predadoras beneficiam-se, ao passo que as presas são prejudicadas. Já do ponto de vista ecológico, a predação é um fator que atua na regulação da densidade populacional, tanto das presas como dos predadores.
Um exemplo do papel da predação no equilíbrio ambiental foi o caso observado no Planalto de Kaibab, nos Estados Unidos, no início do século XX.
O veado da espécie Odocoileus hemionus teve sua caça proibida, ao mesmo tempo que a caça de seus predadores naturais – coiotes, pumas e lobos – foi estimulada. Como consequência disso, a população de veados aumentou rapidamente, indo, em cerca de 20 anos, de 4 mil a 100 mil indivíduos.
Os campos, porém, já não suportavam tantos veados, pois podiam comportar, no máximo, até 30.000 animais. Em resposta a isso, o ambiente não pôde mais fornecer alimento aos veados, pois estes se alimentaram das gramíneas até suas raízes, além de terem pisoteado o solo a tal ponto que já não era mais possível a recuperação das pastagens.
Com a capacidade suporte do ambiente ultrapassada, os veados começaram a morrer de fome e doenças, e o número de animais diminuiu bruscamente. Em cerca de 15 anos, sua população reduziu-se a menos de 10 mil indivíduos, porém, ainda assim o capim não voltou a brotar como antes, uma vez que o solo já estava comprometido.

11.980 – Mega Bloco Ciências Biológicas – Conceitos Gerais


Por Carlos Rossi

O próprio conceito de vida implica va duração no tempo. Não pode existir vida num meio onde os átomos mudam de constituição mulhões de vezes por segundo e onde 2 átomos não podem unir-se. Implica também, certa mobilidade no espaço. O exame do Universo mostra que essa escala é diminuta. É difícil conceber vida de qualquer tipo a não ser sobre planetas aquecidos por um sol. E mesmo depois de uma estrela haver existido por milhões de anos, as probabilidades de que seja um sol rodeado por planetas estão na razão de 1 para 100 mil. A vida está, portanto, limitada a um fragmento infinitamente pequeno do Universo.
Para muita gente ainda, os animais dividem-se em “bichos de pelo, aves e peixes”. E os homens, são também animais? Basta, porém, meia dúzia de perguntas, pqrq mostrar que tal classificação elementar é insufciente. Que dizer dos insetos, minhocas e aranhas? O homem, habitante dos meios povoados e civilizados, quase que só ve diante de si, mamíferos, pássaros e peixes e lhe parece natural que estes constituam a massa dos seres vivos, ficando surpreso quando se afirma que durante milhões de anos, a vida ativa existiu sobre a Terra antes que existisse uma ave, mámífero ou árvore com folhas e frutos.
A nossa raça construiu as suas crenças, suas lendas, seus temores, o seu espírito, em torno desses seres dotados de pelos, penas ou escamas e nadadeiras.

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Podemos considerar Aristóteles como o 1º a ensaiar o exame sistemático dos seres da natureza, dividindo os animais em 2 grandes grupos, num compreendendo os de sangue vermelho e o outro os que não possuem.
1 – Mamíferos, incluindo o homem, aves, animais de 4 patas que põem ovos; peixes.
2 – Um grupo de organismos moles, no qual inclui o polvo e a lula; os de casca articulada, como lagostas, caranguejos e camarões; insetos, aranhas e escorpiões e os de casca rígida como caramujos, ostras e mexilhões e ainda os zoófitas ou animais-plantas, como esponjas e anêmonas do mar.
Esse foi um pequeno esboço inicial.

11.129 – A Bioinformática


bioinformatica

É uma ciência multidisciplinar que surgiu da necessidade de se compreender as funções biológicas, mais especificamente os genes. A engenharia de softwares, a matemática, a física, a química, a estatística, a ciência da computação e a biologia molecular são algumas áreas do conhecimento relacionadas a ela.
Essa ciência é responsável por armazenar e relacionar dados biológicos, com o auxílio de métodos computacionais e algoritmos matemáticos. Assim, reconhece padrões que provavelmente seriam impossíveis de serem analisados sem tal ajuda.
Um bioinformata, além de dominar conhecimentos específicos da Biologia, como a Biologia Molecular, deve ser capaz de desenvolver programas e também utilizar aqueles que não foram feitos por ele. A linguagem de programação amplamente adotada por esses profissionais é a PERL (Practical Extract and Report Language).
Prever estruturas e resultados, estudar e simular o metabolismo de células, construir árvores evolutivas, estudar estruturas tridimensionais de moléculas, analisar imagens e sinais biológicos, e até mesmo desvendar a função biológica de determinada sequência de DNA, são algumas atividades que a bioinformática possibilita. O armazenamento de informações em um banco de dados permite que pesquisadores de todo o mundo compartilhem informações, sendo o GenBank um dos mais conhecidos e completos.

11.127 – A Bioquímica


bioquímica

Estuda, basicamente, as reações químicas de processos biológicos que ocorrem nos organismos vivos. Para isso, a estrutura e a função das biomoléculas – aminoácidos, peptídeos, enzimas, proteínas, carboidratos, lipídeos, ácidos nucleicos, hormônios, vitaminas, dentre outros – são trabalhadas nessa disciplina. Também é destaque a importância biológica e propriedades físico-químicas da água, além dos sistemas-tampão e pH.
Quanto ao metabolismo, o enfoque é dado no que se diz respeito à produção e utilização de energia pelos seres vivos: glicólise, ciclo de Krebs, síntese e oxidação de ácidos graxos, metabolismo de compostos nitrogenados, cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa.
As vitaminas não constituem um grupo molecular específico, mas qualquer substância orgânica em quantidades suficientes às necessidades de um organismo. Formando, portanto, um grupo de substâncias heterogêneas com origens distintas.
Algumas podem atuar como cofatores na ativação de reações enzimáticas, sendo muito importantes para o equilíbrio homeostático. Sua ausência acarreta deficiências irreversíveis: insuficiência cardíaca e distúrbio mental (carência de vitamina B1), distúrbios nervosos (carência de vitamina B2), raquitismo (carência de vitamina D), anemia e esterilidade (carência de vitamina E), ausência ou dificuldade de coagulação sanguínea (carência de vitamina K) e problemas de visão, xeroftalmia (carência de vitamina A).
Para o bom funcionamento do corpo, prevenindo numerosas doenças, é necessário adquirir esses nutrientes por meio da alimentação. Assim, a falta de vitaminas, um estado de avitaminose, pode ser prejudicial. Como também a ingestão demasiada, estado de hipervitaminose, não é recomendada. Uma alimentação variada complementa a demanda orgânica diária de vitaminas.
As vitaminas são classificadas em dois grupos, de acordo com a solubilidade:
Vitaminas hidrossolúveis: quando solúveis em água, por exemplo, as vitaminas do complexo B e vitamina C. O fato da não acumulação dessas vitaminas no organismo, consequente eliminação na urina, requer ingestão diária para reposição contínua.
Vitaminas lipossolúveis: quando solúveis em lipídios, sendo acumuladas e absorvidas em conjunto com as gorduras. São exemplos de vitaminas lipossolúveis: D, E, K e A.
Um interessante aspecto envolvendo esses nutrientes ocorreu no período das grandes navegações, quando perceberam que doenças específicas, escorbuto e beribéri, estavam acometendo os marinheiros e tripulantes.
A alimentação inadequada dos marinheiros, dieta baseada em biscoitos e carne salgada, carente em frutas e legumes, provocava sintomas específicos: fraqueza, hemorragias nasais, desatenção e até a morte. Quando em terra firme, retornando os hábitos alimentares, os sintomas desapareciam.
Por esse problema, a Marinha Inglesa chegou a instituir uma lei determinando a inclusão de frutas (laranja e limão) e verduras na dieta alimentar dos marinheiros.
Apesar de precisarem ser consumidas em pequenas quantidades, se houver deficiência de algumas vitaminas, essas podem provocar doenças específicas, como: beribéri, escorbuto, raquitismo e xeroftalmia.

vitaminas

11.123 – A Anatomia


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É o campo da Biologia responsável por estudar a forma e a estrutura do organismo humano, bem como as suas partes. O nome anatomia origina-se do grego ana, que significa parte, e tomnei, que significa cortar, ou seja, é a parte da Biologia que se preocupa com o isolamento de estruturas e seu estudo.
A anatomia utiliza principalmente a técnica conhecida como dissecação, que se baseia na realização de cortes que permitem uma melhor visualização das estruturas do organismo. Essa prática é muito realizada atualmente nos cursos da área da saúde, tais como medicina, odontologia e fisioterapia.
Acredita-se que as primeiras dissecações em seres humanos tenham acontecido no século II a.C. por intermédio de Herófilo e Erasístrato em Alexandria. Posteriormente, a área ficou praticamente estagnada, principalmente em decorrência da pressão da Igreja, que não aceitava esse tipo de pesquisa.
Os estudos na área retornaram com maior força durante o período do Renascimento, destacando-se as obras de Leonardo da Vinci e Andreas Vesalius. Leonardo da Vinci destacou-se na anatomia por seus espetaculares desenhos a respeito do corpo humano, os quais preparou por cerca de 15 anos. Para a realização de desenhos, esse importante artista fez vários estudos, participando inclusive de dissecações.
O primeiro livro de atlas de anatomia, o “De Humani Corporis Fabrica”, foi produzido em 1543 por Vesalius, atualmente considerado o pai da anatomia moderna. Seu livro quebrou falsos conceitos e contribuiu para um aprofundamento maior na área, marcando assim a fase de estudos modernos sobre a anatomia.
Essa área foi e é, sem dúvidas, extremamente importante para a compreensão do funcionamento do corpo humano. Atualmente, podemos dividi-la em várias partes, mas duas merecem destaque:

→ Anatomia Sistêmica: Essa parte da anatomia estuda os sistemas do corpo humano, tais como o sistema digestório e o circulatório. Ela não se preocupa com o todo, realizando uma descrição mais aprofundada das partes que compõem um sistema.

→ Anatomia Regional ou Topográfica: Essa parte da anatomia estuda o corpo humano por regiões, e não por sistemas. Esse estudo facilita na orientação correta ao analisar um corpo.

Normalmente, ao estudar anatomia humana no Ensino Fundamental e Médio, o foco maior é dado à anatomia sistêmica. Os sistemas estudados normalmente são o tegumentar, esquelético, muscular, nervoso, cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, endócrino e reprodutor. Veja a seguir as principais características desses sistemas:

→ Sistema tegumentar: É formado pela pele, que é responsável por isolar nosso corpo, protegê-lo contra a entrada de patógenos e regular a temperatura.

→ Sistema esquelético: Formado por ossos e cartilagens, esse sistema fornece sustentação e garante movimento ao nosso corpo.

→ Sistema muscular: Formado pelos músculos estriados cardíacos, estriados esqueléticos e não estriados, esse sistema atua, por exemplo, na locomoção, nos movimentos do coração e no transporte de alimento por meio do tubo digestório.

→ Sistema nervoso: Formado por encéfalo, medula espinhal e nervos, esse sistema ajuda na percepção de mudanças no meio externo e interno do nosso corpo.

→ Sistema cardiovascular: Formado pelo coração e vasos sanguíneos, esse sistema atua na distribuição de substâncias para todas as células do corpo.

→ Sistema respiratório: Formado pelo nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões, esse sistema atua garantindo a entrada do oxigênio no nosso corpo e a eliminação de gás carbônico.

→ Sistema digestório: Formado pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e glândulas acessórias, a principal função do sistema digestório é retirar e absorver os nutrientes dos alimentos que ingerimos.

→ Sistema urinário: Formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, esse sistema é responsável por eliminar substâncias tóxicas ao corpo.

→ Sistema endócrino: É formado por todas as glândulas endócrinas do corpo e está envolvido com a produção de hormônios, que regulam as mais variadas funções do nosso organismo.

→ Sistema reprodutor: Na mulher é formado por ovários, tuba uterina, útero, vagina e vulva, enquanto no homem é formado por testículo, epidídimo, ductos deferentes, uretra, pênis e algumas glândulas. A função desse sistema é garantir a reprodução da espécie.

10.829 – Planeta Verde – A Fotossíntese artificial


Planeta Verde

As plantas convertem diariamente água e luz solar em fonte de energia há bilhões de anos, por meio da fotossíntese. Hoje, o pesquisador brasileiro Jackson Dirceu Megiatto Júnior, do Instituto de Química da Unicamp, em Campinas, São Paulo, estuda um processo parecido, feito em laboratório, que pode se tornar uma fonte alternativa para o consumo de eletricidade no futuro.
Com a ajuda da química e da engenharia molecular, o pesquisador está desenvolvendo um tipo de pigmento artificial chamado porfirina, parecido com a clorofila (responsável por absorver a luz nas plantas). Quando mergulhada em água e exposta à luz, a porfirina produz hidrogênio e oxigênio, gases também gerados na fotossíntese. No caso das plantas, o oxigênio é liberado na atmosfera e o hidrogênio é combinado com o gás carbônico para produzir açúcares, ricos em energia.
No experimento do pesquisador brasileiro, os gases são armazenados em tanques, conectados a outro dispositivo, e depois transformados em eletricidade e água. Com 4,5 litros de água expostos ao sol durante o dia é possível gerar energia para suprir a demanda de uma casa com quatro pessoas e um carro elétrico. Depois essa água é reutilizada para produzir hidrogênio e oxigênio novamente.
“Propomos um ciclo energético renovável que consome luz solar para gerar combustíveis usando a água como reagente. Ou seja, a água seria a fonte de energia”. A energia é gerada sem poluição, e a técnica poderia reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Para que a técnica possa ser usada nas casas, é preciso aperfeiçoar o processo, produzir em larga escala e diminuir o custo dos materiais. Hoje, a técnica transforma de 2% a 3% da energia solar em eletricidade, mas, em teoria, a eficiência pode chegar a 30%. “O processo tem potencial para produzir substâncias mais complexas, que, num futuro distante, poderiam suprir alguns derivados da indústria petroquímica, como os plásticos”.

10.801 – Naturalistas Viajantes – Henry Bates (1825-1892)


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Foi um entomólogo e naturalista inglês. Famoso por sua viagem à Amazônia, junto com Alfred Russel Wallace, com o objetivo de recolher material zoológico e botânico para o Museu de História Natural de Londres.
Permaneceu no Brasil durante onze anos, enviando cerca de 14.712 espécies (8000 delas novas), a maior parte insetos para a Inglaterra.

borboletas

Após o seu trabalho nas florestas tropicais do Brasil, propôs o mecanismo de Mimetismo batesiano, uma uma forma de mimetismo em que uma espécie evolui características morfológicas ou outras que a fazem aparentar com outra espécie considerada repugnante pelo predador, concedendo-lhe uma certa protecção contra predação.
Em 1861 casou com Sarah Ann Mason e a partir de 1864 trabalhou como secretário assistente da Royal Geographical Society.
Henry Bates foi parte de um grupo de destacados naturalistas-exploradores que apoiavam a teoria da evolução pela seleção natural , outros membros deste grupo eram J.D. Hooker, Fritz Müller, Richard Spruce e Thomas Henry Huxley.
Faleceu, vítima de bronquite.

10.775 – Mega Bloco – Biodiversidade


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Já foram descritas pelos biólogos cerca de 1,4 milhão de espécies diferentes, mas esse número aumenta a cada ano.
Risco de Extinção:
Da admiração à preocupação. Boa parte da vida do planeta que ainda é desconhecida, pode estar sendo extinta. O desmatamento é um dos principais motivos. A destruição de um ambiente consequentemente destrói os seres vivos que dele dependiam.
A Mata Atlântica é um exemplo típico. Estima-se que somente nos últimos 35 anos, ela tenha perdido cerca de 50 mil espécies, o que dá 4 espécies extintas por dia.
A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando iniciou-se a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
O problema é tão grave, sobretudo na amazônia, que em breve, estaremos medindo a taxa de extinção por hora e não mais por ano.

Vida na floresta tropical
Elas são consideradas o centro da biodiversidade. Estima-se que que cerca da metade de todas as espécies de seres vivos que existem se concentrem no que resta dessas florestas.
Numa floresta tropical podem existir milhões de espécies desconhecidas, vivendo em seus diferentes ambientes: ao, água e solo.
A partir de uma única planta leguminosa na Reserva Tambopata , no Peru, foram recuperadas 43 espécies de formigas, o mesmo que a fauna inteira de formigas das Ilhas Britânicas. Peter Ashton encontrou 700 espécies de árvores em 10 lugares selecionados de um hectare cada, em Bornéu; o mesmo que em toda a América do Norte.

10.774 – O Micromundo – Os menores seres conhecidos


Nanobe
Nanobe

Descobertos em 1996, no fundo do mar, os nanobes foram descritos como uma das menores formas de vida conhecidas. Eles têm entre 20 e 150 nanômetros, quase tão pequenos quanto um vírus.
Micro vem do grego e quer dizer “pequeno”, por isso os especialistas são os microbiologistas.
Enquanto a nossa capacidade de enxegar as coisas se esgota na casa do milímetro, as dimensões de muitos organismos vivos se encontram abaixo disso, na casa de micrômetros e nanômetros.
Além de todas as bactérias e vírus, muitos fungos, algas e protozoários não são visíveis a olho nu e por isso vivem aos milhões no solo, na água, no ar e até mesmo na superfície e interior do próprio corpo humano.
Vejamos algumas proporções:
Sequóia (árvore) 100 metros
Baleia – 40 metros
Homem – 1,70 m
Beija-flor – 20 cm
Insetos pequenos 2mm
Trypanossoma cruzi – 20 mícrons
Candida albicans (fungo) 6 mícrons
Vírus da rubéola – 150 nanômetros
Vírus da poliomelite – 25 nanômetros

Os ácaros também são conhecidos pelo pequeno tamanho – só podem ser vistos com a ajuda de microscópios.

eriophydae

10.717 – Biologia – O que é uma espécie?


Titio Darwin
Titio Darwin

Estamos falando de espécies em seres vivos, que possuem características muito parecidas. Além das características é necessário que sejam capazes de se reproduzir em condições naturais gerando descendentes, que por sua vez, também possam se reproduzir. Cada espécie é formada por tanto por centenas, milhares, milhões e até bilhões de indivíduos.
Espécies são grupos de populações naturais que estão ou têm o potencial de estar se intercruzando, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos. Daí resulta que a espécie será o conjunto de indivíduos que partilham o mesmo fundo génico, morfologicamente semelhantes e capazes de se cruzarem entre si em condições naturais, estando isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes, com os quais, quando se cruzam, não originam indivíduos férteis.
Existem catalogadas 1.755.000 (arredondando) espécies, mas estima-se que na Terra já tenham existido mais de 1.000.000.000 de espécies.
A questão de como melhor definir “espécie” tem ocupado os biólogos por séculos, e o próprio debate tornou-se conhecido como o problema das espécies. Darwin escreveu no capítulo II do A Origem das Espécies:
Nenhuma definição satisfaz a todos os naturalistas, todavia cada naturalista sabe vagamente o que ele quer dizer quando fala de uma espécie. Geralmente, o termo inclui o elemento desconhecido de um ato de criação distinto.

10.665 – Ciências Biológicas – Vírus e conceitos sobre vida e espécies


vírus mers

O primeiro grande dilema enfrentado pela Ciência com a descoberta dos vírus foi o fato deles não terem células. Todos os seres vivos até então possuíam células e isso era considerado a “regra de ouro” da Biologia e um importante critério para se decidir se algo era vivo ou não, portanto, os vírus quebraram a regra, na Biologia, a chamada “teoria celular” e se tornar am uma exceção. A partir daí, se considerou em biologia que todos os seres vivos possuíam células, exceto vírus.
Estudos mais aprofundados sobre os vírus revelaram características que fazem pensar que eles não são vivos, enquanto outras sim.
Vejamos algumas definições:
Eles são tão pequenos que só podem ser observados em microscópios eletrônicos. Com apenas uma molécula, e em alguns casos, envolvidos por umas poucas proteínas. Não são capazes de realizar atividades comuns aos seres vivos, como nutrição e metabolismo. Sem autonomia, não sobrevivem ou se reproduzem fora das células de outros seres, sendo portanto, parasitas intracelulares. Quando se discute se os vírus são ou não vivos, a Biologia também discute o que é a vida.
Para uma bióloga da NASA, os vírus não são vivos porque em sua opinião, a vida é um conjunto de atividades que permite a ela própria se manter:
“Estou convencida que os vírus não pertencem a nenhum dos 5 reinos animal, vegetal, fungi, monera e protisa. Eles não são vivos por nunca fazerem nada fora de células vivas. Os vírus precisam do metabolismo das células vivas. Esse é um fator essencial na química da automanutenção e os vírus não têm isso. Somente as células e os organismos compostos de células efetuam metabolismo.

9857 – Antropologia – As Origens do Homem


Discutidas há séculos, tais teorias, até hoje, não há um consenso sobre a questão. Alguns crêem no criacionismo, outros acreditam na evolução das espécies, já outros buscam as respostas em seres de outros planetas, entre outras teorias.
A teoria criacionista foi feita a partir de conceitos judaico-cristãos que se encontram na Bíblia. “No princípio, Deus criou o céu e a terra (…)” – trecho retirado da Bíblia de Jerusalém. De religião em religião, todas acreditam que seu Deus tenha criado a tudo e a todos. Na bíblia, há um trecho que diz que nossa criação foi feita à “imagem de Deus”, dando a entender que Deus não é alguma coisa ou alguma força, mas alguém como nós. Para os que acreditam no criacionismo, os seres humanos são diferentes das demais criaturas por terem sentimentos, vontade, inteligência, moral, etc.
Já a teoria evolucionista baseia-se nos estudos do cientista inglês Charles Darwin, que propôs o evolucionismo em um de seus livros, “A Origem das Espécies”. De acordo com Darwin, todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir um ancestral comum. As mudanças ocorridas e as diferenças entre as espécies deram-se pelo processo de seleção natural, no qual os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente sobrevivem, deixando descendentes, que por sua vez também sofrem alterações em seu mecanismo biológico e deixam novos descendentes formando um círculo vicioso.
Estudiosos e defensores da teoria evolucionista pregam que, em dado momento da evolução, os seres humanos e os macacos tiveram um ancestral em comum. Deste ancestral evoluíram dois grupos diferentes: um deles gerou o macaco e o outro gerou os seres humanos.
Esta tese teve forte impacto na sociedade cristã do século XIX. Duramente criticado pelos religiosos, Darwin continuou suas pesquisas. Dentre os aspectos explorados por ele constam:
O processo de evolução das espécies é gradual e contínuo.
Todos os seres vivos descendem, em última estância, de um ancestral comum.
O mecanismo pelo qual os seres vivos mudam e evoluem é a seleção natural: os indivíduos mais adaptados ao meio ambiente conseguem melhores resultados na luta pela sobrevivência.

9798 – Biologia – A Fagocitose


É o nome dado pelo processo o qual os protozoários e algumas bactérias realizam a sua alimentação. Também é realizada pelos leucócitos, ao encontrar materiais estranhos no organismo. Ela consiste no englobamento de partículas pela membrana celular (através dos pseudópodos), e trazida para dentro da célula. Essas partículas ficam dentro de um vacúolo digestivo, que realizará a digestão da partícula utilizando os lisossomos, dando mais energia para a célula.
Abaixo imagem ilustrando o processo de fagocitose:

Fagocitose

9593 – Química – A Corrosão


Corrosão é a deterioração de metais causada por processos eletroquímicos das reações de oxirredução. Para entender melhor como funciona esse processo, é importante esclarecer os seguintes conceitos:
Oxidação é a perda de elétrons.
Redução é o ganho de elétrons.
Reação de oxirredução é aquela em que ocorre transferência de elétrons entre os átomos evolvidos.
A corrosão, em geral, é provocada pelo oxigênio. Os metais têm uma capacidade de oxidação bem maior do que o oxigênio, sendo assim, tendem a perder elétrons para o oxigênio presente no ar atmosférico.
O ferro, por exemplo, oxida-se facilmente quando exposto ao ar e à umidade. Nesse processo de oxidação do ferro (chamada de ferrugem em linguagem comum) estão envolvidas várias reações.
Note que a umidade e o ar estão presentes em todas essas reações, eles são fatores fundamentais, pois sem água e oxigênio a corrosão não acontece.

Existem fatores que por si só não provocam corrosão, mas são capazes de acelerar o processo. Um exemplo disso é a presença de gás carbônico (CO2), dióxido de enxofre (SO2) e outras substâncias ácidas no ar, que deslocam a reação catódica para a direita (princípio de Le Chatelier), fazendo com que a ferrugem se forme mais rapidamente. Ambientes salinos, como o mar e seus arredores, também contribuem para o processo de corrosão porque aumentam a condutividade elétrica.
Assim como o ferro, muitos outros metais e ligas metálicas também sofrem corrosão, como ocorre com a prata, que escurece ao longo do tempo, e o cobre, que ganha um aspecto esverdeado com o passar dos anos. No caso da prata, há a formação de uma película superficial de sulfeto de prata (Ag2S), provocada pela reação do metal com o ácido sulfídrico (H2S), daí a cor preta. Já o cobre e suas ligas metálicas são oxidados pelo oxigênio, formando uma camada denominada azinhavre, responsável pela aparência esverdeada.

Ao contrário da maioria dos metais, os objetos de alumínio não enferrujam facilmente. O que ocorre, na verdade, é uma oxidação superficial do alumínio, produzindo uma fina película de óxido de alumínio (Al2O3), que se adere firmemente à superfície e evita que o processo de corrosão continue. Esse fenômeno recebe o nome de apassivação do alumínio.
Uma forma muito comum de proteger um metal da corrosão é revesti-lo com metais que tenham maior potencial de oxidação, ou seja, maior tendência a perder elétrons. Assim, o metal do revestimento se oxida primeiro e retarda a oxidação do outro, sendo, por isso, chamado de metal de sacrifício. O magnésio é um exemplo de metal de sacrifício, muito utilizado no recobrimento de tanques de aço, navios e oleodutos.
Outra medida muito frequente de combater a corrosão é a pintura com tintas especiais. Quando bem aplicada, a tinta forma um filme protetor que evita o contato do metal com o ar, impedindo a formação de ferrugem.

9454 – Energia – O que é Biomassa?


Planeta Verde

É uma fonte de energia limpa e renovável disponível em grande abundância e derivada de materiais orgânicos. Todos os organismos capazes de realizar fotossíntese (ou derivados deles) podem ser utilizados como biomassa. Exemplo: restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal ou até mesmo o lixo urbano.
O máximo está sendo feito para obter a energia da biomassa, já que o petróleo e o carvão mineral têm previsões de acabar, a energia elétrica está cada vez mais escassa (já que essa energia depende da força da água no caso de hidroeletricidade) e a energia nuclear poderá ter alguns perigos.
Outro fator importante é que a humanidade esta produzindo cada vez mais lixo e esse lixo também é capaz de produzir energia, isso ajuda a resolver vários problemas: diminuição do nível de poluição ambiental, contenção do volume de lixo das cidades e aumento da produção de energia. Vantagens: energia limpa e renovável, menor corrosão de equipamentos, os resíduos emitidos pela sua queima não interferem no efeito estufa, ser uma fonte de energia, ser descentralizadora de renda, reduzir a dependência de petróleo por parte de países subdesenvolvidos, diminuir o lixo industrial (já que ele pode ser útil na produção de biomassa), ter baixo custo de implantação e manutenção.
Quatro formas de transformar a biomassa em energia:
pirólise: através dessa técnica, a biomassa é exposta a altíssimas temperaturas sem a presença de oxigênio, visando a acelerar a decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases (CH4, CO e CO2 – respectivamente, metano, monóxido de carbono e dióxido de carbono), líquidos (óleos vegetais) e sólidos (basicamente carvão vegetal);
gaseificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é aquecida na ausência do oxigênio, gerando como produto final um gás inflamável. Esse gás ainda pode ser filtrado, visando à remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás;
combustão: aqui a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, produzindo vapor a alta pressão. Esse vapor geralmente é utilizado em caldeiras ou para movimentar turbinas a gás. É uma das formas mais comuns hoje em dia e sua eficiência energética situa-se na faixa de 20 a 25%;
co-combustão: essa prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em uma termoelétricas por biomassa. Dessa forma, reduz-se significativamente a emissão de poluentes (principalmente dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida). A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma opção bem atrativa e econômica atualmente.

9219 – Atmosfera da Terra – Estudos revelam história do oxigênio no planeta


Fachada do NY Times
Fachada do NY Times

Do New York Times para o ☻ Mega

Para Donald E. Canfield, existe algo incrível a cada vez que respiramos. “As pessoas consideram o oxigênio um fato consumado porque ele está aí e o respiramos o tempo todo”, disse o doutor Canfield, geoquímico na Universidade do Sul da Dinamarca. “Mas nós temos o único planeta conhecido que possui oxigênio.”
O que é ainda mais surpreendente é que a Terra começou com uma atmosfera sem oxigênio. Passaram-se bilhões de anos antes que houvesse oxigênio suficiente para que animais como nós pudessem viver.
Os cientistas continuam fazendo descobertas. Recentemente, o doutor Canfield e seus colegas publicaram alguns estudos que forneceram pistas significativas sobre alguns dos capítulos mais importantes da história do oxigênio na Terra. Eles estão descobrindo que nossa atmosfera é o resultado de uma complexa dança entre geologia e biologia.
Para estudar a antiga atmosfera, os geoquímicos examinam as “impressões digitais químicas” deixadas nas rochas. Algumas contêm moléculas que só poderiam ter se formado na presença de oxigênio.
Quando eles examinam as rochas mais antigas da Terra, não encontram vestígios de oxigênio na atmosfera. Suas pesquisas indicam que o ar primordial da Terra era formado principalmente por dióxido de carbono, metano e nitrogênio. Os raios de sol criavam um pouco de oxigênio livre, ao separá-lo do dióxido de carbono e outras moléculas. Mas o oxigênio desaparecia logo depois de se formar.
Isso porque o oxigênio é um elemento extremamente amigável, formando ligações com um amplo leque de moléculas. Ele se ligava ao ferro nas rochas, por exemplo, criando ferrugem. Em outras palavras, nosso planeta foi um gigantesco vácuo de oxigênio em seus primeiros anos.
Isso mudou há cerca de 3 bilhões de anos. Na edição de 26 de setembro da revista “Nature”, o doutor Canfield e seus colegas relataram impressões digitais de oxigênio nas rochas daquele período. Eles estimam que a atmosfera tinha apenas 0,03% dos níveis de oxigênio atuais.

Mas isso marcou uma enorme mudança na química terrestre.
A luz do sol por si só não poderia ter colocado tanto oxigênio na atmosfera.
Somente a vida poderia.
Alguns micróbios tinham desenvolvido a capacidade de realizar a fotossíntese. Flutuando na superfície do oceano, eles usavam a energia solar para crescer com dióxido de carbono e água e liberavam oxigênio como dejeto. Grande parte do oxigênio liberado por esses micróbios fotossintéticos era sugada da atmosfera pelo vácuo da Terra.
Mas uma pequena quantidade de oxigênio permanecia para trás porque parte da matéria orgânica dos micróbios mortos afundava da superfície do oceano para o leito, onde o oxigênio não podia reagir com ele.
O oxigênio permanecia no ar.
O oxigênio continuou bastante escasso durante algumas centenas de milhões de anos.
Mas, durante esse tempo, o vácuo da Terra enfraqueceu. O planeta esfriava e, por isso, os vulcões expeliam menos hidrogênio na atmosfera para sugar oxigênio.

9035 – Biologia – A Célula Vegetal


celula-vegetal

É bastante semelhante à célula animal, porém contém algumas diferenças, como a parede celular e os cloroplastos. Na maturidade, tais células podem diferir muito uma das outras quanto as estruturas.
A célula vegetal tipicamente consiste em uma parede celular rígida, e um protoplasto que é composto pelo citoplasma e núcleo. O citoplasma que é limitado externamente pela membrana plasmática, contém organelas, sistemas de membranas e estruturas não membranosas, como por exemplo, ribossomos. O restante do citoplasma, onde vários sistemas de membranas e corpos estão imersos, é conhecido como matriz citoplasmática ou citosol.
Na célula vegetal viva, o citoplasma está frequentemente em movimento. As organelas podem ser observadas deslizando de uma maneira ordenada no movimento em curso.

Cada organela da célula vegetal desempenha uma função:
Parede celular: confere a distensão do protoplasto configurando à célula, adulta, tamanho e formas fixos, oferecendo também proteção aos componentes do protoplasto.
Vacúolo: É delimitado por uma membrana chamada tonoplasto. Possui diversas funções como, armazenamento de substâncias, atua também no processo lisossômico e nos processos metabólicos.
Plastos: São formadas por duas membranas unitárias, contendo o estroma, onde se situa um sistema de membranas chamadas, chamados de tilacoides. Os plastos são divididos em três grandes grupos: cloroplastos (organela fotossintetizadora), cromoplasto (responsável pela pigmentação de certos frutos) e os leucoplastos (armazenam substâncias)
As células vegetais possuem também organelas em comum com as células animais, que são:

Núcleo: Possui duas funções básicas, uma delas é regular as reações químicas que ocorrem dentro da célula, e sua segunda função é de armazenar informações genéticas (DNA);
Complexo de Golgi: Este complexo está associado aos processos de secreção, inclusive a secreção da primeira parede que separa duas células vegetais em divisão.
Ribossomos: os ribossomos juntam os aminoácidos do citoplasma para formar cadeias de proteínas.
Retículo endoplasmático liso: tem a função de facilitar reações enzimáticas, podendo também regular a pressão osmótica e atuar no transporte de substâncias.
Retículo endoplasmático rugoso: realiza todas as funções do liso porém ainda possui a função de sintetizar proteínas, devido a presença de ribossomos.
Mitocôndrias: a função principal de uma mitocôndria é produzir energia para o trabalho celular.
Peroxissomos: participam do processo de fotorrespiração e auxiliam no metabolismo lipídico.
A célula vegetal ainda conta com centríolos que participam da divisão celular da célula vegetal e os lisossomos que fazem a digestão intracelular.

8984 – O que é Cronobiologia?


cronobiologia

É a ciência que estuda os fenômenos biológicos recorrentes que ocorrem uma periodicidade determinada, podendo ou não ter uma correspondência temporal com ciclos ambientais, como ciclo dia e noite, os ciclos de mares. Esses fenômenos são chamados de ritmos biológicos e podem tem diferentes frequências, os que ocorrem com uma periodicidade próxima a 24 horas são chamados de circadianos, os com período maior que 28 horas são chamados de infradianos e os menores que 20 horas de ultradianos.
As primeiras idéias da existência de relógios biológicos datam do século XVIII, mas somente no século XX a cronobiologia tornou-se aceita internacionalmente. No ano de 1960, no evento Cold Spring Harbor Symposium of Quantitative Biology – Biological Clocks, foram definidos as principais vertentes desta nova área científica.
O estudo dos acontecimentos fisiológicos é fundamental para o entendimento da adaptividade do organismo no meio em que está inserido. Em grande parte dos animais e vegetais, ocorrem fenômenos periódicos e cíclicos com o decorrer do tempo.
Esses ritmos muitas vezes estão associados as condições vividas fisicamente. Um bom exemplo é o ciclo luz/escuro que funciona como a principal pista ambiental de passagem de tempo ou zeitgeber (do alemão, doador de tempo) para a maioria dos organismos. Os ritmos que se repetem a cada 24 horas, aproximadamente, são denominados de ritmos circadianos. Outros ritmos existem com frequências diferentes de 24 horas, por exemplo, os ritmos ultradianos (vários ciclos ocorrem a cada 24 h) e infradianos (um ciclo se completa a cada 28 horas ou mais). Exemplos do primeiro são os ritmos de batimentos cardíacos ou de respiração, que completam vários ciclos dentro de 24 horas. Exemplos de ritmos infradianos são o ciclo menstrual em mulheres (a cada 28 dias) e ciclos estrais em roedores (a cada 3 ou 4 dias em ratos, por exemplo).
O interessante é observar que em indíviduos cegos, ou em condições de laboratório, onde não existem pistas temporais, esses ritmos biológicos permanecem continuam se expressando, o que demonstra a natureza endógena de tais oscilações.

Área molecular
Abrange conjunto de genes que regulam atividades nos organismos, principalmente nos ciclos circadianos.

Área da fisiologia
Na regulação do ciclo do sono, no que diz respeito a intensidade de luz.

Na Psicologia
Nos diversos processos cognitivos, na aprendizagem e na memória, influenciadas pelo sistema de temporização (relógio biológico).

Saúde Pública
Pela importância de regulamentação e influências geradas pelo trabalho noturno ou em trocas de turno.