9383 – Ciência – Atividade Humana


Não existem verdades absolutas em ciências, é o que caracteriza o Pensamento Quântico em relação ao Clássico. Assim, surge a ciência como uma possibilidade probabilística, fruto do fazer humano.
Desde as primeiras décadas do século XX a Mecânica Quântica vêm derrubando a newtoniana e cartesiana exatidão existente nas ciências, quando compreende-se que o observador faz toda diferença no efeito observado, incluindo a mecânica existente nos sistemas vivos e sociais. Como se expressou Werner Heisenberg (1971), um dos fundadores da teoria quântica, o mundo aparece assim como um tecido de eventos, no qual conexões de diferentes tipos se alternam, se sobrepõem ou se combinam e, por meio disso, determinam a textura do todo.
No formalismo da teoria quântica, essas relações são expressas em termos de probabilidades, nunca em exatidão, e essas probabilidades são determinadas pela dinâmica do sistema todo. Nas palavras de Heisenberg (1971), o que observamos não é a natureza em si, mas a natureza exposta ao nosso método particular de questionamento. Esse princípio filosófico aplicado à ciência traz a importância da interpretação pessoal na busca pelas verdades científicas. Assim, Descartes (séc. XVII) escreveu em seu célebre Discurso sobre o Método que quando as ciências tomam emprestadas da filosofia seus princípios, pondera-se que nada de sólido podia ser construído sobre tais fundamentos movediços.
Trezentos anos depois, Heisenberg (1971) escreveu em seu Física e Filosofia que próprio edifício que Descartes construíra estava se movendo: a reação violenta diante do recente desenvolvimento da ciência moderna só pode ser entendida quando se compreende que aqui os fundamentos desta ciência começaram a se mover, e que esse movimento causou a sensação de que o solo seria retirado de debaixo da ciência. Einstein (1953), em sua autobiografia, descreveu seus sentimentos em termos muito semelhantes aos de Heisenberg quando mencionou que como se o solo fosse puxado de debaixo dos pés, sem nenhum fundamento firme à vista em lugar algum sobre o qual se pudesse edificar.
A relevância da investigação das concepções de Heisenberg sobre ciência justifica-se pelo caráter inovador, elucidativo e contextualizado das suas abordagens científicas e filosóficas. Heisenberg (in Blum,1984) foi um autor profícuo na produção de escritos fundamentais para a compreensão do conhecimento cientificamente elaborado e historicamente construído. Para ele (1996), a ciência é um produto eminentemente humano e por isso mesmo pode ser submetida às investigações e análises interpretativas, em consonância com a existência de um projeto prévio decorrentes das observações da própria natureza.

5597 -☻ Mega Notícias – Um farejador eletrônico de doenças


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Ingleses desenvolveram um que vai reduzir de dias para horas o tempo de espara para o resultado de um grande n° de exames. Ele é capaz de detectar os gases produzidos pelas bactérias e distinguir entre as substâncias que exalam de cada microorganismo. Assim será possível analisar rapidamente uma amostra de sangue ou urina para saber se está contaminada.
Antártida – Gelo já derrete há 10 mil anos
Cientistas da Universidade de Washington descobriram que as grandes plataformas de gelo do Polo Sul se desmancham e encolhem 142 m por ano, ou seja, em 7 mil anos desaparecerão. O aquecimento pela industrialização não é o responsável pelo derretimento. Tal plataforma começou a derreter há 10 mil anos , quando o homem sequer havia saído da padra lascada. Mas as mudanças climáticas podem acelerar o processo.
Barbeiragem na rota de Marte
A nave Mars Climate Orbiter não se espatifou ao resvalar na atmosfera marciana. Ao contrário do que se pensou a princípio, o atrito com o ar de Marte apenas queimou um de seus propulsores e por isso não foi possível direcionar a nave para uma órbita segura e o aparelho acabou se perdendo no espaço interplanetário.

5375 – A Estação Vostok – Vai um gelinho aí?


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Em 21 de julho de 1983, foi registrada a temperatura mais baixa de que se tem notícia na Terra: 89,2 graus Celsius negativos. O local foi a estação de pesquisa russa Vostok, na Antártida. Inaugurada em 1957, Vostok está situada a uma altitude superior a 3 400 metros, numa região elevada do leste antártico chamado Platô Polar. É considerada a mais isolada base científica do mundo. Literalmente, um ambiente para poucos. No verão, suas instalações acolhem, em média, 25 pesquisadores. No inverno, o número cai para 13 moradores, responsáveis pela manutenção da base. O abastecimento nesse ponto remoto do planeta é feito de três a quatro vezes por ano, por meio de aviões cargueiros que despejam toneladas de alimentos e equipamentos. Nas últimas décadas, a estação ganhou muita importância científica. Nos seus arredores foi descoberto, em 1970, um lago subterrâneno com 12 000 quilômetros quadrados, encoberto há 30 milhões de anos por uma capa de gelo de incríveis 5 000 metros de espessura. Entusiasmados com o achado, os pesquisadores agora se dedicam a estudar as formas de vida que ali se desenvolveram. Afinal, trata-se de um mundo à parte do nosso, que evoluiu milhões de anos sem ter qualquer contato com a superfície. Que tipo de vida nasceria a 89,2 graus Celsius negativos?

5302 – Mega Cronologia – Os últimos avanços do século 20


1989 – O cérebro conhece o cérebro
A década de 1990 foi a década do cérebro. Quem decretou isso, em 1989, foi o presidente americano George Bush, o pai (o filho não é a pessoa mais indicada para falar do assunto). Dito e feito. Nunca se falou tanto nesse órgão, que pesa menos de 1,5 quilo e é responsável por nossas emoções, sensações, palavras, inteligência. Enfim, por quase tudo o que importa. Graças aos novos equipamentos, que permitem olhar o cérebro em atividade, as pesquisas identificaram áreas ligadas à memória, à locomoção, a várias doenças. E, a cada dia que passa, ficamos mais perto da jóia da coroa: a consciência. Há dez anos, seu estudo era um trabalho quase esotérico. Hoje, ela é uma ciência à parte e mobiliza o trabalho de alguns dos cérebros mais brilhantes do mundo. Com isso, termina um dos maiores paradoxos da ciência – ela nos revelou as galáxias distantes, mas não sabia quase nada justamente sobre o órgão que nos faz saber.
Em abril de 1990, a tripulação da Discovery colocou em órbita, a 600 quilômetros da Terra, o mais sofisticado telescópio já feito, batizado em homenagem ao americano Edwin Hubble (1889-1953), fundador da astronomia extragaláctica. O Hubble seria capaz de enxergar dez vezes melhor que qualquer telescópio aqui embaixo, onde a vista é obstruída pela atmosfera. Foi um momento histórico para a astronomia. Foi também um dos maiores vexames. O Hubble estava com as lentes erradas e não enxergava um palmo à frente do nariz (telescópio tem nariz?). Tudo por um erro de cálculo da Nasa, que dedicou 20 anos ao telescópio – três só para polir as lentes. Em 1993, a tripulação da Endeavour corrigiu a miopia e o Hubble começou a tirar fotos espetaculares. Assistimos ao nascimento e à morte de galáxias, descobrimos a idade do universo, comprovamos a existência dos buracos negros.

Internet-O mundo encolheu
O físico inglês Tim Berners-Lee tinha um sonho: construir um sistema de computadores descentralizado em que todos fossem capazes de acessar qualquer informação de qualquer máquina. No Natal de 1990, o protótipo do sistema foi demonstrado. Nascia a World Wide Web. Daí para as megalivrarias sem sede, os sites de notícias monumentais, as piadas infames rodando o mundo e o sexo virtual foi um pulo. Em 1991, Berners-Lee disponibilizou para os colegas da comunidade de física de alta energia o browser, um servidor e uma biblioteca básica para que eles criassem softwares. Em 1993, o americano Marc Andreessen e alguns colegas criaram o Mosaic, o pai de todos os browsers – no ano seguinte, Andreessen fundaria a Netscape. O resto da história está sendo contado agora. Compramos e vendemos tudo na www, conversamos a milhares de quilômetros, vemos filmes e ouvimos música na rede. Falta só fazer com que a internet seja capaz de nos entender.
Música, Internet e Pirataria
A sacada do alemão Dieter Seitzer foi perceber que podia tirar dos sons trechos imperceptíveis ao ouvido. Assim, era possível comprimir sons e imagens em arquivos pequenos o suficiente para serem baixados da internet sem sofrimento e a qualidade quase não era afetada. Dieter deu à sua invenção o horroroso nome de ISO-MPEG Audio Layer-3. E o apelido de MP3. Em 1997 foi ao ar o site MP3.com, um grande banco de músicas. Em 1999, surgiu o Napster. Ao contrário do MP3.com, o Napster não detinha as músicas, só punha em contato os usuários e permitia que trocassem arquivos. Com isso, cada um passou a ter à disposição o acervo de milhões de outros. Música folclórica da China muçulmana, faixas raras de músicos consagrados, sucessos gravados ontem à noite, a nova faixa de uma banda de garagem da Eslovênia. Se essas coisas existem, você podia encontrá-las, de graça, no Napster. Em abril daquele ano, a palavra “MP3” passou “sexo” como a mais procurada nos sites de busca.
A indústria fonográfica reagiu a essa liberalidade toda impondo restrições ao Napster na Justiça. Mas o estrago estava feito. O mundo tinha se enchido de CDs piratas e a internet, de sites como o Napster, só que mais descentralizados e, por isso, incontroláveis. A indústria de discos nunca mais será a mesma. Uma revolução igual está acontecendo nas editoras e na indústria cinematográfica, que também estão vendo seus produtos circularem livremente pela rede.

O GPS
Em 1957, após o lançamento do primeiro satélite, o soviético Sputnik, alguns cientistas perceberam que era possível usar o radiotransmissor de um satélite para localizar uma pessoa com um receptor. O governo americano gostou da idéia e, na década de 1970, começou a construir o GPS, sigla inglesa para Sistema de Posicionamento Global. Uma década e 14 bilhões de dólares depois, o último dos 24 satélites que compõem o sistema foi para o espaço. Desde 1995, qualquer um com um receptor se comunica com os satélites, que calculam a distância do sinal e obtêm sua posição exata com precisão de metros – esteja ele nos Estados Unidos, na Amazônia, no Saara ou na Antártida. Culminava ali uma história de dois milênios que começou no Egito, com o geômetra Eratóstenes calculando o tamanho da Terra a partir da sombra projetada por um bastão. Finalmente cada metro quadrado do planeta estava sob nosso controle.
O DVD
Em 1995, dez indústrias se uniram e criaram o DVD Consortium, o consórcio responsável pela criação de um formato padrão para o DVD. No final de 1996, os primeiros DVD Vídeos apareceram no Japão. Nos Estados Unidos, eles chegaram no começo de 1997. No final do ano seguinte, já havia um milhão deles nos lares americanos. Também em 1998, o DVD Consortium, rebatizado de DVD Forum, anunciou uma nova tecnologia, o DVD Áudio, que foi apresentada ao mercado no ano seguinte e só está chegando agora ao Brasil. Desde então, ficou possível ter dentro de casa sons perfeitos, que reproduzem sem ruídos cada detalhe de uma música – o CD, se tem sobre as velhas bolachas a vantagem no quesito ruídos, omite várias sutilezas dos sons e fica muito aquém da música executada ao vivo. Também entraram nos lares imagens sem todas as imperfeições e distorções do videocassete. Com a acústica e o monitor adequados, sua sala vira uma sala de concertos ou um cinema.

Sonda Interplanetária
No final de 1996, duas naves foram lançadas com um objetivo comum: explorar Marte. Verdade que já tínhamos coletado amostras do solo marciano – em 1976, com a missão Viking. Mas, desde então, os cientistas aguardavam o momento de poder utilizar tecnologia avançada para ver de perto a cara do planeta. A Pathfinder pousou em 4 de julho de 1997. A nave carregava o Sojourner, um pequeno carro movido a bateria solar e comandado via rádio da Terra. O Sojourner analisou as pedras e o solo no local do pouso e tirou centenas de fotografias. Além disso, seu “aterrissador”, o veículo que o levou em segurança até a superfície, enviou 16 000 imagens. Ao mesmo tempo, a Mars Global Surveyor, a outra nave lançada em 1996, coletou dados sobre a topografia, a composição, a atmosfera e o campo magnético de Marte. Só em 1997, juntamos mais informações sobre o vizinho vermelho do que em milênios olhando o céu. A ciência terrestre finalmente conquistava outro planeta.
Verdade que amargamos depois dois fracassos: a Mars Climate Orbiter e a Mars Polar Lander, que deveriam ter alcançado Marte em 1998, não conseguiram contato com a Terra e se perderam.

Dolly – Ficou tão famosa que virou até guaraná
Em 1997, nasceu uma ovelha. O nome dela era Dolly e nada em sua aparência indicava que tivesse algo de especial. Mas tinha. Dolly carregava no núcleo de cada célula um código genético roubado de outra ovelha. Ela era um clone. Até agosto de 1998, Dolly – criação dos escoceses Ian Wilmut e Keith Campbell – foi a única clone de mamífero sobre a Terra. Naquele mês, pesquisadores do Havaí avisaram ao mundo que haviam clonado 50 ratos. Daí para a frente, grupos ao redor do mundo anunciaram o sucesso da experiência com vacas, ratos, porcos, cabras. As aplicações práticas e as possibilidades econômicas da técnica são enormes, mas esbarram em questões éticas ainda maiores. Por exemplo: animais que produzem substâncias importantes no combate a doenças humanas poderão ser clonados para aumentar a produção dessas substâncias. Será pedir demais dos bichinhos? Pior: e quando clonarem pessoas? Alguém vai querer copiar gente de QI alto para aumentar a inteligência da humanidade.
Qualquer um poderá se autoclonar ou copiar algum ente querido morto, fazendo uma espécie de gêmeo temporão artificial. O que você acha disso? Seja qual for sua resposta, a clonagem é uma realidade. Não se volta atrás quando o assunto é avanço do conhecimento.
1998 – Viagra
Injeções, implantes, bombas. Essas eram as alternativas para homens com problemas de disfunção erétil. Humilhação, sensação de inutilidade, de perda da virilidade. Desde o início dos tempos, qualquer homem estava sujeito a isso. Poucas drogas mudaram tanto o humor das pessoas quanto a pílula azul que a Pfizer lançou em 1998. A história começou em 1989, quando o composto UK-92 480 foi testado contra a hipertensão. Os pacientes continuaram hipertensos, mas alguns tiveram ereções logo após ingerirem a droga. Em 1992, os cientistas da Pfizer precisaram tomar uma decisão: deixar o composto de lado ou apostar no efeito colateral. Para sorte de milhões de homens, escolheram a segunda opção. Resultado: a pílula funcionava melhor que os remédios injetáveis, algo que nenhum médico, nem os da Pfizer, imaginava. Em 1998, o Viagra foi aprovado para uso comercial. A impotência, um velho fantasma, não assustava mais.

2001 – Projeto Genoma concluído

5000 – Um átomo ajuda a bater recorde


Para medir a força gravitacional com precisão jamais atingida antes, o físico americano Steve Chu, da Universidade Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, deixou cair um átomo de césio dentro de uma câmara a vácuo e cronometrou o tempo da queda. Para se ter uma idéia do resultado, quando se solta uma bola de tênis de 5 metros de altura, 1 segundo depois ela chega à velocidade de uns 35 quilômetros por hora. Esse número é uma medida da força com que a gravidade puxa os objetos para o centro da Terra. Mas, como o planeta não é perfeitamente redondo, cada ponto da superfície está a uma distância diferente do centro. Assim, a atração gravitacional tem um valor diferente em cada lugar. A diferença é minúscula, mas conta muito. Na Geologia, se em algum lugar a gravidade é maior ou menor do que deveria ser, pode haver no subsolo densas massas de rocha ou grandes depósitos de petróleo. Os satélites também precisam da exatidão porque a gravidade afeta diretamente sua trajetória em órbita.
O tombo ajuda físico americano a calcular a força da gravidade.
1. Um único átomo de césio cai, puxado pela força gravitacional.

2. O laser marca o ponto de partida da experiência.

3. Outro laser indica a altura após 1 segundo de queda.

4. Pela distância percorrida, de 4,9 metros, calcula-se que a velocidade do átomo, ao passar pelo segundo raio, é de 35,30394 quilômetros por hora. Ou, numa unidade mais usada, de 9,80665 metros por segundo.

5. Esse número significa que a aceleração que a gravidade imprime ao átomo é de 9, 80665 metros por segundo ao quadrado e é usado como medida da força gravitacional.

4858 – Mega Arquivo – Século 20


Exclusivo para o ☻ Mega

1900 – Uma experiência feita pelo físico alemão Max Planck inaugurou a Teoria Quântica. Ele provou que a energia não é absorvida ou gerada de modo contínuo, mas por meio de “pacotes” chamados de quanta, o plural de quantum e que significa quantidade em latim.
Ainda em 1900 – O físico francês Antoine-Henri Bequerel descobriu que a energia emitida por certos materiais, a radioatividade, é constituída por elétrons.
1905 – A Teoria da Relatividade – de Albert Einstein mostrou que o espaço e o tempo se modificam de acordo com a velocidade em que se move o observador.
1908 – O matemático francês Henri Poincaré publicou “A Ciência e o Metodo”, um livroque expõe conceitos fundamentais da metodologia científica.
A partir de uma tese formulada por Einstein,o físico francês Jean Baptiste Perrin aprovou a existência do átomo.
1911 – O físico neozelandês Ernest Rutherford descobriu que os átomos são compostos de um núcleo, com carga positiva, rodeados por elétrons que tem carga negativa, como os planetas em torno do Sol. Foi a origem do modelo dec estrutura atômica usado até hoje.
1913 – Usando a Teoria Quântica, o físico dinamarquês Niels Bohr corrigiu o modelo atômico de Rutherford.
1917 – A Teoria do Universo em expansão começou a ser formulada pelo astrônomo holandês Wiliem de Sitter, Einstein entre outros defendia a idéia de ummUniverso estático.
1919 – Um eclipse solar observado observado por astrônomos ingleses em Sobral, no Ceará forneceu dados que ajudam a provar a Relatividade Geral de Eistein, ficando confirmado no eclipse que a luz procedente de uma estrela distante faz uma curva em sua trajetória ao passar perto do Sol.
1920 – O físico americano Alberto Michelson media pela 1ª vez o diâmetro de uma estrela além do Sol. Trata-se da gigante vermelha Betelgeuse, 300 vezes maior que o Sol.

4435 – Ciência do Século 20 – Os Buracos Negros


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Parece estapafúrdio, mas acontece. Certos corpos celestes não resistem ao próprio campo gravitacional e desmoronam sobre si mesmo. Aí, a força de gravidade aumenta tanto que nem a luz escapa se passar por perto; em geral acontece na última etapa da evolução das estrelas gigantescas. Quasares e Pulsares, são outras excentricidades. Desde 1971 há fortes indícios de buracos negros detectados por cientistas, mas para onde são sugados matéria e energia, ninguém sabe ainda.
1950 a 1961 – Oort, um astrônomo holandês, sugeriu que cometas são originários de uma região além do Sistema Solar e mais tarde passou a se chamar de Nuvem Oort. Os EUA explodiram a 1ª bomba de hidrogênio em 1956 no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico. São descobertos os quarks, pelo físico Murray Gell-Mann em 1961.
1964 a 1998 – Os físicos americanos Penzias e Wilson captaram sinais de rádio emitidos pelo Big Bang. O italiano Rubbia, observou pela 1ª vez as partículas sub-atômicas que até então eram só teoria. A evidência forte de que ocorreu o Big Bang foi obtida pelo satélite americano Cobe, ao registrar as variações de radiaçãono Universo. O condensado de Bose-Einstein, o 5° estado da matéria, foi obtido pela 1ª vez na Universidade do Colorado; montado o 1° anti-átomo de hidrogênio. Duas equipes internacionais de astrônomos anunciaram que o Universo se expandirá para sempre, tal descoberta que foi feita com base no cálculo da velocidade das galáxias, refutando a suposição de que o Universo crescerá até certo ponto e depois encolherá.

4425 – Século 20 – O Século da Ciência


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1932 a 1939 – A estrutura atômica de Ernest Rutherford se completou com a descoberta dos nêutrons, partículas do núcleo que possuem massa equivalente à do próton e carga nula. O antielétron com carga positiva ( o pósitron) foi descoberto por Carl Anderson e a radiação cósmica foi captada pelo técnico americano Karl Jansky. A energia nuclear daria seu 1° passo com a técnica criada pelo físico italiano Enrico Fermi, ao bombardear o urânio com nêutrons. O físico japonês Hideki Yukama descobriu a força nuclear forte que gruda os prótons e os nêutrons uns aos outros dentro do núcleo atômico. Hans Bethe, físico alemão naturalizado americano, explicou como a fusão do hidrogênio no núcleo do Sol libera enormes quantidades de energia. É o princípio da bomba. A física alemã Lise Meiter e Otto Frisch, seu sobrinho, anunciaram nos EUA, a fissão, ou a divisão de um átomo de urânio.

3520 – Descobertas Científicas


Astronomia – Água e metano, sinais de vida em Marte?
O planeta vermelho freqüentou o noticiário como não se via há anos. Em janeiro, a sonda Mars Express , da ESA (a agência espacial européia), confirmou a presença de água na forma de gelo no Pólo Sul de Marte. No início março, o Opportunity , um dos dois robôs que a Nasa (a agência espacial americana) fez pousar em solo marciano, encontrou rochas que devem ter sido esculpidas pela presença de água líquida. Ainda em março, os europeus detectaram metano na atmosfera do planeta, gás de origem geológica. Em julho, a Mars Express registrou vapor de água sobre Arabia Terra, uma vasta região de Marte. Tantos achados esconderam alguns insucessos: os japoneses perderam contato com a sonda Nozomi e a ESA falhou em tentar colocar em solo marciano o robô Beagle-2. Apesar dos avanços e do indiscutível valor científico das descobertas, uma pergunta persiste: água e metano foram encontrados, mas alguém garante que há (ou houve) alguma forma de vida em Marte?

Genética – Clones para salvar vidas
O maior feito científico do ano não foi obra de americanos, europeus ou japoneses. Em fevereiro, pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, Coréia do Sul, anunciaram que tinham clonado com sucesso 30 embriões humanos. A primeira clonagem de material genético de nossa espécie teve fins terapêuticos. Seu objetivo foi gerar embriões que serviram de matéria-prima para a obtenção de células-tronco, um tipo de célula primordial que, se devidamente cultivada, pode, teoricamente, transformar-se em qualquer forma de tecido humano. São uma esperança para a medicina na busca de novos tratamentos para o câncer, por exemplo. Para chegar aos clones dos embriões humanos, os orientais injetaram material genético de adultos em óvulos não-fertilizados cujo DNA original havia sido removido. Para quem se assusta com a possibilidade de clones humanos circulando por aí, a equipe do veterinário Woo Suk Hwang garantiu não ter implantado nenhum dos embriões nas 16 mulheres que doaram óvulos para o experimento.

Física – O primeiro teletransporte
Nem o mais ardoroso fã do seriado Jornada nas Estrelas poderia acreditar que, em 2004, o teletransporte seria uma realidade. Mas é verdade: duas equipes independentes de pesquisadores – uma da Universidade de Innsbruck, Áustria, e outra do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, Estados Unidos–, pela primeira vez transferiram propriedades-chaves entre duas partículas sólidas sem qualquer ligação física.
Os cientistas fizeram, com 75% de acerto, o teletransporte do chamado estado quântico de um átomo para outro. Ou seja, houve alguma perda de dados durante o teletransporte, mas dentro de limites aceitáveis para um experimento pioneiro. O estado quântico de um átomo inclui informações como seu campo magnético, mobilidade e energia.
O feito indica que a construção de computadores quânticos, muito mais velozes que os atuais, pode ser um sonho viável. Nos experimentos, divulgados simultaneamente em junho em artigos escritos para a revista Nature, os austríacos usaram átomos de cálcio e os norte-americanos, de berílio.

Espaço – O capitalismo selvagem rumo ao céu
Acabou a era em que as viagens espaciais eram missões de Estado bancadas com dinheiro do contribuinte. Às 6h30 do dia 21 de junho, a primeira nave privada tripulada, a SpaceShipOne, decolou do deserto de Mojave, Califórnia, fez um passeio de uma hora e meia e voltou intacta à Terra. Conduzido pelo piloto civil Mike Melvill, o bólido celeste, um projeto de 20 milhões de dólares bancado pelo bilionário americano Paul Allen, atingiu a altura de pouco mais de 100 quilômetros, apenas 120 metros acima da fronteira que divide a atmosfera terrestre do início do espaço. Houve alguns problemas no vôo inaugural, mas a aeronave, reutilizável, passou no primeiro teste. E já tem compradores: a Virgin Galactic, companhia recém-criada do conglomerado britânico Virgin, fechou em setembro um acordo com Allen, co-fundador da Microsoft, para licenciamento da tecnologia de construção da SpaceShipOne. A idéia é produzir uma aeronave em 2005 e dar a partida no turismo espacial em 2007. No dia 4 de outubro, a SpaceShipOne ganhou um prêmio de 10 milhões de dólares pago por Anousheh Ansari, um empresário do setor de telecomunicações membro da fundação americana X Price, por ter conseguido realizar duas viagens espaciais em menos de duas semanas.

Clima e ecologia – Mais calor, menos espécies
Em 2050, um quarto das espécies de animais terrestres e de plantas estará extinta ou a ponto de desaparecer. Motivo: o aumento do efeito estufa, que eleva a temperatura da Terra e altera o ambiente em que esses seres vivem. Feita pela equipe do biólogo Chris Thomas, da Universidade de Leeds, Inglaterra, a previsão se baseia em um megaestudo sobre o impacto das mudanças climáticas no destino de 1 103 espécies que ocupam um quinto do território do planeta. Com a ajuda de colaboradores de oito países, inclusive do Brasil, Thomas simulou o que aconteceria com cada espécie se o clima mudasse pouco, moderadamente ou muito nos próximos 50 anos. No cenário otimista, 9% das espécies sumiriam. No pessimista, quase metade. No moderado, entre 15% e 37% estariam condenadas.
Paleontologia – O vôo do dinopássaro
Agora é oficial. O Archaeopteryx, aquele estranho dinossauro que há 147 milhões de anos exibia penas em suas asas, é o fóssil mais primitivo de um pássaro. O veredicto saiu em agosto e foi dado por pesquisadores do Museu de História Natural de Londres. Obtidas por meio de uma tomografia computadorizada, mais de mil imagens do crânio de um exemplar do bicho revelaram que ele tinha uma mente preparada para voar. Como nas aves modernas, as áreas cerebrais ligadas à visão e ao controle dos movimentos eram bastante avantajadas. O ouvido interno, importante para a manutenção do equilíbrio, também se parecia bastante com o dos pássaros de hoje. O próprio tamanho do cérebro em relação ao corpo do Archaeopteryx, que tinha uma série de traços anatômicos típicos dos répteis, obedece ao padrão dos atuais seres alados. Portanto, concluíram os estudiosos, o “dinopássaro” conseguia, sim, ganhar os ares.
Paleontologia 2 – O passo inicial
Os primeiros animais a viver em terra firme deixaram o mar 428 milhões de anos atrás, 20 milhões de anos antes do que se pensava. Em janeiro, pesquisadores da Universidade de Yale, Estados Unidos, e dos Museus Nacionais da Escócia chegaram a essa conclusão depois de terem estudado por um ano o fóssil de uma espécie minúscula de milípede, o Pneumodesmus newmani, um artrópode primitivo que tinha mil patas e media apenas 1 centímetro. Encontrado pelo motorista de ônibus e colecionador de fósseis Mike Newman em Stonehaven, um vilarejo da costa escocesa, o bichinho apresentava estruturas na parte externa de seu corpo destinadas à respiração aérea. O traço anatômico levou os cientistas a acreditar que se tratava de uma criatura terrestre, no caso a mais antiga a abandonar os oceanos e a se instalar em lugares secos.
Astronomia 2 – Terras à vista?
Ainda não foi neste ano que o sonho de descobrir outras “Terras” se tornou realidade. Mas, em agosto, astrofísicos da Europa e dos Estados Unidos deram fim numa monotonia que já durava quase uma década: descobriram fora do sistema solar três planetas relativamente pequenos e talvez essencialmente rochosos, uma pré-condição para o florescimento de vida. A massa dos novos corpos celestes é entre 14 e 21 vezes maior do que a da Terra. “Demos o primeiro passo para encontrar uma verdadeira Terra”, disse Nuno Santos, do Observatório de Lisboa e membro da equipe européia, que apelidou de Super-Terra o seu planeta, localizado em torno da estrela Mu Arae, na constelação de Altar, distante 50 anos-luz. Desde 1995, quando foi descoberto o primeiro mundo extra-solar, os cientistas só tinham deparado com planetas gigantes e gasosos como Júpiter, centenas de vezes maiores que a Terra. Agora sabem que lá fora há também mundos rochosos menores. Falta achar um como o nosso, de clima nem muito quente nem muito frio.
Medicina – Vitória contra a infertilidade
Mulheres que se tornaram inférteis em razão da quimioterapia contra o câncer podem voltar a sonhar com a maternidade graças a um novo recurso médico: o transplante de ovário. Julgada estéril há sete anos, quando venceu um linfoma de Hodgkin com a ajuda do agressivo tratamento, a belga Ouarda Touirat, 32 anos, submeteu-se ao procedimento experimental e bingo: no dia 23 de setembro, em Bruxelas, deu à luz um bebê saudável, Tamara, de 3,7 quilos.
O transplante de ovário foi realizado pela equipe do médico Jacques Donnez, da Universidade Católica de Louvain, na capital belga. Na verdade, trata-se de um autotransplante. Tecidos sadios do ovário esquerdo de Ouarda, que haviam sido retirados antes da quimioterapia e mantidos congelados em nitrogênio líquido, foram reimplantados na belga no ano passado. Em cinco meses, ela voltou a ovular e engravidou espontaneamente.
Neurociência – A força do pensamento
O homem pode controlar próteses por meio da atividade elétrica de seus neurônios? Parece que sim, de acordo com os resultados de um experimento conduzido por cientistas da Universidade de Duke, Estados Unidos, entre eles o brasileiro Miguel Nicolelis. Com a ajuda de microeletrodos implantados no cérebro de 11 indivíduos com mal de Parkinson que se submetiam a uma neurocirurgia, os pesquisadores gravaram os sinais emitidos por até 50 neurônios enquanto os pacientes jogavam um videogame elementar. Em termos nada científicos, registraram as ordens que o sistema nervoso envia quando quer mover uma parte do corpo. E daí? Daí que a gravação da atividade elétrica foi suficiente para que um computador com programas especiais conseguisse antever o tipo de movimento mecânico ordenado pelo cérebro. Os estudos não são conclusivos, mas apamente a ordem é capaz de mover uma prótese.

3136 – Os novos caminhos da Ciência


Ciência no tubo de ensaio

A clonagem, tendo a ovelha Dolly como pioneira é um caminho novo. Supercomputadores, a conquista de Marte, o domínio da Fusão Nuclear à frio, a supercondutividade em temperatura ambiente, o aumento da vida humana para 150 anos, tudo isso pode passar de ficção científica para realidade, acredite se quiser. Associando microbiologia, genética, biologia molecular, bioquímica e transferindo material genético de uma espécie para outra se cria recombinentes que são empregados na pesquisa agrícola e zootécnica.
Um vírus geneticamente alterado produz vacinas contra a raiva; uma bactéria salmonella, introduzida numa planta, torna-a resistente aos herbicidas. Muitos produtos são ainda proibidos por temor que danifiquem o meio ambiente. O Projeto Genoma, concluído no ano 2000, cinco anos antes do previsto, mapeou os cromossomos humanos. Agora, o próximo passo é descobrir as instruções genéticas desse código, a receita que torna único cada ser humano. Atualmente a Botânica e a Zoologia se preocupam com a destruição dos ecossistemas naturais. A extinção de grandes áreas de florestas tropicais representa uma perigosa perda de elementos que contribuem para o equilíbrio climatológico e a função de produzir é absorver gases da atmosfera. Muitas espécies de mamíferos e aves vêm sido dizimadas, como já vimos; um massacre que só ocorreu na época dos dinossauros, na era mesozóica, há 65 milhões de anos.

Tecnologia – Aviões de Kevlar, casas de plástico, próteses ósseas de fibra de carbono, carros de fibra de vidro.

Os novos materiais vêm reduzindo o custo de fabricação dos bens de consumo. A fusão nuclear controlada é outro sonho dos cientistas. Na Medicina pensou-se que após a descoberta dos antibióticos e com a ajuda das vacinas seria apenas uma questão de tempo para erradicar as doenças infecciosas da face da Terra, enganaram-se. Surgiu então a AIDs, uma doença chata e perigosa, que veio a restringir a atividade sexual da humanidade. Foi identificada uma forma fatal de pneumonia, causada por uma bactéria até então desconhecida, a legionella pneumophila, que vive na água das torres de refrigeração dos aparelhos de ar-condicionado central.

Os anticorpos monoclonais – Trata-se de mísseis teleguiados moleculares capazes de procurar e destruir um determinado alvo no organismo. Ainda em fase de teste.

1623-Ondas e Corpúsculos


Tubos de Ensaio
Faraday, nascido em 1791, fez passar um jato de luz polarizada entre os polos de um eletroímã e constatou que esse jato fora desviado. Transmitiu seus conhecimentos a seu discípulo, o escocês Maxweel, emitindo a seguir a hipótese que o magnetismo se propagaria num éter semelhante ao da luz. Os cálculos da velocidade poderiam ser avaliados mediante a divisão da unidade de carga eletrostática (lei de Coulomb), e pela unidade de carga eletromagnética, o ampere. Dando mais um passo à frente, Maxweel afirmou em 1869 que as 2 espécies de ondas eram não somente análogas em velocidade, mas idênticas em natureza, a onda luminosa e o campo magnético. Maxweel não foi ouvido, mas a confirmação foi realizada por Henri Hertz, em 1888. William Crookes, de suas experiências concluiu que a eletricidade era constituída de partículas. Em 1895, o alemão Roentgrn, nascido em 1845, mostrou a sociedade de física de Berlim clichês onde se viam claramente os ossos das mãos, era o efeito dos raios Roengten, chamados de raios X. Tratava-se de vibrações eletromagnéticas mil vezes mais curtas que as da luz visível. JJ Thompson havia calculado a velocidade dos raios X, chegando ao resultado de 50 mil km/s. Em 1803, Proust (1754-1826) estabeleceu que a relação de pesos de 2 elementos se combinam para formar um corpo composto e invariável (Lei de Proust). Dalton empenhou-se em encontrar uma teoria que explicasse sua própria lei, como também a de Proust e a de Lavoisier, sobre a conservação da matéria e assim surgiu a teoria atômica, segundo a qual, todos os corpos são constituídos de átomos, “minúsculas esfereas indivisíveis, imutáveis, indestrutíveis”. Tal hipótese foi de encontro ao ceticismo de alguns, ao passo que entusiamava outros. Escreveu um certo JB Dumas: “Se dependesse de mim, retiraria do vocabulário científico a palavra átomo, visto que ela ultrapassa a experiência; e , em química, nunca se deve ir mais longe que a experiência”. Tal teoria permaneceu durante mais de 50 anos a espera de verificação experimental. Seria o átomo realmete indivisível e indestrutível? Em 1911, Rutherford descobriu o núcleo e propôs um esquema do átomo em que os elementos são vistos a gravitar ao redor do núcleo; o esquema foi corrigido em 1913 por Niels Bohr. Em 1919, o mesmo Rutherford bombardeou átomos de azoto com raios alfa, e obteve núcleos de oxigênio. Graças a aceleração das partículas, vê-se o azoto transformar-se em boro, o alumínio em fósforo, o glucínio em carbono, etc. Em 1944 foi provocada a cisão do urânio. Hoje sabemos que o átomo é uma estrutura infinitamente complexa.

1571-Pesquisa Científica – Como um Artigo é Publicado


O pesquisador realiza individualmente ou em equipe, um estudo científico no qual obtém determinadas conclusões ou resultados que geralmente são apresentados em um artigo científico. Neste é descrito o objetivo do estudo, o método empregado, os outros artigos em que se baseou e as conclusões obtidas. Aí é encaminha para uma revista científica especializada, para suas conclusões serem conhecidas por especialistas da área. Para avaliar os artigos recebidos, tais revistas mantêm um conselho de especialistas e com base na avaliação é sugerido que o artigo seja encaminhado para a publicação, modificado (esclarecimentos adicionais ou exclusão de citações irrelevantes), ou recusado. O pesquisador é informado e ao ser publicado torna-se acessível à comunidade científica. Se servir de base para novas pesquisas, é citado nos artigos que as descrevem. Com base nos registros do SCI, é possível identificar e avaliar a repercussão do trabalho inicial na produção científica internacional. 60 mil é o número aproximado de revistas de ciência e tecnologia em todo o mundo. E estão cadastradas no ISI 5722 revistas de ciências naturais, matemática e tecnologia.
O que são ISI e o SCI?
O Instituto para a informação científica (ISI, Institute For Scientific Information) foi fundado em 1958 e é sediado na Filadélfia, EUA. Ele mantém o índice de citações da ciência (SCI, Science Citation Index), que registra as citações apresentadas a partir de 1962. As revistas têm que ser cadastradas e para isso devem ter conselho editorial independente, já que, muitas publicações têm sua política editorial restrita ao interesse corporativo de órgãos de pesquisa ou entidades que as mantêm.

1562-O Desenvolvimento da Ciência Moderna



Lembramos que, este bloco trata-de de apenas um esboço, pois a quantidade de dados é muito grande para que possamos apresentá-los por completo. Pouco a pouco foram aparecendo traços essenciais da ciência.
René Descartes – Nascido em Tourane, em 31 de março de 1596, fez seus estudos no colégio de jesuítas de La Fleche, licenciando-se em direito em 1616. Aquartelado, teve de súbito uma intuição científica. De volta a Paris, dedicou-se ao estudo das lentes, descobrindo a lei da refração. Planejou uma obra cujo título seria “O Tratado do Mundo”, entretanto, foi persuadido a não publicá-la. Deixou a França e se mudou para a Holanda, país com liberdade de pensamento. Fixou residência em Amsterdã. Já trabalhava em sua obra há 3 anos quando estourou a condenação de Galileu. Decidiu então publicar breves tratados, precedidos de introdução metodológica e filosófica. Constatou que as equações algébricas ocasionavam curvas e que as soluções de equação permitiam desenhar tal ou tal figura. Favorecido por sua própria reforma de sinais, criou assim a complicada geometria analítica. O Tratado do Homem foi uma obra póstuma publicada em 1664 e tratava-se de uma concepção mecanicista e automática da biologia animal e humana.
Blaise Pascal – Desde a infância teve sólida formação científica e ambiente de elevado nível intelectual. Nasceu em Clermont-Ferrand, em 19 de junho de 1623, redigiu aos 12 anos um pequeno, tratado de acústica e sem ter lido Euclides, formulou sozinho algumas de suas proposições. Aos 19 anos inventou uma máquina aritmética para ajudar seu pai. Após a morte de sua esposa, transferiu seu domicílio para Paris. Em 1647 retomou os estudos de Galileu e Torricelli sobre o vácuo e a pressão atmosférica. Se o ar é pesado, pensava ele, deveria ser mais nos vales que nas montanhas. Quando morreu em 19 de agosto 1652, desaparecia uma das inteligências mais lúcidas da história.
Antoon Leewenhoek – Nascido em Delft, em 1632, um empírico puro, sem cultura científica. Trabalhava com tecidos e para melhor reconhece-los, utilizava lentes de aumento.Ainda jovem, com um microscópio desenhava tudo o que via e era alvo de chacotas. Um dia, observando uma gota de chuva, viu micróbios. Após análises, concluiu que um grãozinho de areia chegava a ser maior que um milhão desses corpúsculos amontoados e numa só gota d’água foram encontrados quase 3 milhões. Foi convidado por sua descoberta a fazer parte da Royal Society inglesa. Seus trabalhos prosseguiram e por volta de 1682, descobriu bactérias na boca humana; mais tarde, vasos sanguíneos na cauda de um peixe, confirmando a intuição sobre a circulação sanguínea, glóbulos de sangue humano e de vários animais; estudos mais completos sobre micróbios: não possuem cabeça e nem cauda, movendo-se em todos os sentidos; morrem quando sujeitos ao calor excessivo e não voltam a viver; classificação sistemática de um grande número de protozoários; descoberta de bactérios do tipo anaeróbico e das que parasitam em certos invertebrados; observação de fibras musculares de inúmeros animais e etc. Tudo ilustrado com desenhos, acompanhado de cálculos e hipóteses e intercalado com histórias e reflexões picantes. Em 1723, sentindo se aproximar da morte, pediu que um amigo traduzisse do lantin 2 cartas endereçadasa Royal Society, em que revelava seus processos de moldagem e polimento de lentes.
Isaac Newton – Nascido a 4 de janeiro de 1643, era uma criança franzina e em 1665 tinha notas medíocres na Universidade, mas, 4 anos mais tarde, com 26 anos, sucedeu seu mestre na cadeira de matemáticas. Foi eleito membro da Royal Society com 29 anos. Em 1687 realizou o tratado Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, onde apareceu desenvolvida a Teoria da Gravitação Universal, uma síntese matemática das fórmulas de Kepler, Galileu e Hygens. Foi eleito presidente da Royal Society, mas nos últimos anos esteve apagadp, morrendo em março de 1727.
Lavoisier – Nasceu em 26 de agosto de 1743, morrendo sob a guilhotina em 8 de maio de 1794; de uma família de grandes financistas, iniciou a carreira científica aos 22 anos. Em 1768, foi eleito químico adjunto à Academia de Ciências. Estudando o cal metálico, ou óxidos, em 1771, percebeu que eles são mais pesados que os metais de que derivam por combustão: ao se aquecer, poderia um metal se enriquecer de uma nova substância. Seria o ar? Mas tal hipótese contrariava a teoria do flogístico. O inventor de tal conceito era um médico prussiano, Jorge Sthal, dizia ele: como uma substância se desprende do corpo em combustão, é ela que permite a combustão. Se certos metais, calcinando-se, ganham peso, é porque o flogístico, em certos casos tem peso negativo; tornando o corpo mais leve. Mas Lavoisier não se convenceu. Realizando inúmeras experiências com o enxofre e os fósforo. A palavra oxigênio vem de gerador de óxidos, embora certos óxidos, como o cloro, não contenha oxigênio. Seus métodos, introduzindo na química a metodologia da física, transformou-a numa ciência de medidas precisas. Se lavoisier pode ser denominado o fundador da química moderna, deve ser também considerado o fundador da fisiologia pois evidenciou-se a função do oxigênio na respiração, na nutrição e no calor animal.
André-Marie Ampére – Seis meses antes da execução de Lavoisier, faleceu em idênnticas condições. Deixou vários filhos, entre eles, André-Marie, uma simpática figura. Nascido a 20 de janeiro de 1775. Com apenas 13 anos, enviou comunicação a Academia de Ciências sobre a quadratura do círculo. Casou-se em julho de 1799 com uma jovem intelectual, mas a perdeu em 1802. Até a sua morte em 11 de junho de 1836, os maiores nomes da ciência não cessaram de frenquentar sua humilde casa e subir a modesta escada que conduzia a seu laboratório. Era um homem tímido, leal com os amigos e devotamento desinteressado e sincero ás ciências. Em 1820, teve a intuição do eletromagnetismo. No inverno anterior, o dinamarquês Chistian Oersted (nascido em 1777) fazia seu curso de física na Universidade de Copenhague: ligando os 2 pólos de uma pilha de Volta, observou de repente que a passagem da corrente elétrica pelo fio coincidia com o desvio da agulha de uma bússola colocada nas proximidades. Repetiu a experiência na Academia deParis, e Ampére assistiu impressionado. Ele relacionou a eletricidade ao magnetismo. Alguns anos mais tarde, Faraday, o físico inglês que seguira de perto os trabalhos de Ampére, descobriu a indução. Colocando um imã num solenoíde, formou-se uma corrente cada vez que se introduz ou retira. A pilha de Volta era assim substituída pelo dínamo, com enormes vantagens para a eletrônica mundial.
Darwin -Em dezembro de 1831, um velho barco inglês levantava âncoras no porto de Londres com destino as Ilhas Galápagos e América do Sul, nele viajava Darwin aos 22 anos, um naturalista. Pertencia a uma família de intelectuais. A expedição durou 4 anos. O diário de pesquisas publicado em 1840, contém preciosas anotações sobre a flora e a fauna da ilhas do Pacífico e do Atlântico. Sua obra “A Origem das Espécies” foi publicada em novembro de 1859 e imediatamente lida em todos os círculos de biologistas, provocando reações.
Pasteur – Nascido em Dole, a 27 de dezembro de 1822, de uma modesta família de curtidores de pele. No colégio não se fez notório em nada, exceto em desenho. Em 1843, foi para a Escola Normal Superior, se tornando Dr em ciências. Com a utilização do microscópio, ligou-se a química a física e fisilogia. Em 1848, concluiu um trabalho sobre a dissimetria molecular de certos cristais. Em 1854 foi nomeado professor na Escola de Ciências de Lille e iniciou os primeiros grandes trabalhos sobre a fermentação: de onde vem os glóbulos que bóiam no mosto da cerveja e porque a fermentação se torna nociva quando estes se apresentam de forma alongada. A levedura é um ser vivo, cada fermentação é provocada por esse micróbio, que desempenha uma função específica. Até então, todos os químicos atribuíam a fermentação a um processo químico mineral. Qunado os micróbio não encontram oxigênio no ar, eles o retiram do líquido em fermentação, exalando nele o ácido carbônico, que deteriora a matéria em questão. No modesto laboratório da Rua Ulm concentrou-se nos estudos dos micro-organismos, esboçou uma teoria geral sobre o círculo vital, atribuindo aos micróbios, uma parte importante da putrefação dos corpos orgânicos. Inventou e aperfeiçoou instrumentos de assepsia. Em 1865 fez campanha contra as enfermidades do bicho da seda, no sul da frança. Foi acometido de um derrame em 1868, que inutilizou-lhe uma das mãos. Após a guerra de 1870, se aplicou em debelar o cólera que dizimava os galináceos e o carbúnculo. Desde a descoberta de Jenner, que inoculava o vírus da vacina contra a varíola, pensava em espalhar os benefícios desse método. Desde dezembro de 1880, andava as voltas com o problema da raiva: foi visto dezenas de vezes colher a baba gosmenta da goela de cães atingidos, a fim de analisar os micróbios da terrível hidrofobia. Seguiu pistas falsas e provocou a enfermidade em cobaias. Tinha intuição de que o vírus atacava o sistema nervoso e era necessário combatê-lo no próprio cérebro do animal. Ele não quis praticar a trepanação em seus cães, mas seu assistente realizou em sua ausência, num crânio trepanado de um cão cloroformizado, introduziu células no cérebro de um cão morto a pouco tempo, vitimado pela raiva. Alguns dias depois morreu o cão em que fora inoculado o vírus. Todas as experiências fracassaram até o dia que um cão inoculado por células de cobaia contagiada, resistiu a inoculação. Restava achar um meio de enfraquecer o vírus. Em 1884, após 3 anos de tentativas, chegou a uma descoberta. A cura do jovem Meister provocou uma onda de entusiasmo e permitiu a construção do Instituto Pasteur, inaugurado em 14 de novembro de 1888 e muito em breve se tornaria um centro mundial de vacinação. Pasteur Faleceu em 28 de setembro de 1895, numa casa filial do Instituto.