11.159 – Erupção – Vulcão Villarica entra em erupção e provoca retirada de 3.000 no Chile


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Tal vulcão, no sul do Chile, entrou em erupção na madrugada desta terça-feira (3 de março), e forçou a retirada de 3.385 pessoas de vilarejos da região, um dos principais destinos turísticos do país.
Por volta das 3h locais (mesmo horário em Brasília), uma coluna de fumaça e lava saiu da cratera, várias semanas depois que as autoridades chilenas registraram um aumento da atividade no vulcão.
As pessoas retiradas estavam em vilarejos próximos à cratera, em Pucón, Villarica e Caburga, na região da Araucanía, a 750 km da capital Santiago. As estradas entre as três cidades também foram interditadas.
Segundo a subcomandante dos Carabineiros (polícia militar chilena) em Villarica, Rosmari Cruzat, o processo de retirada durou menos de 30 minutos, já que os moradores de Pucón já haviam sido alertados e treinados para uma erupção vulcânica.
Os agentes buscam ainda moradores que possam ter ficado em suas casas apesar do alerta. As aulas das escolas na região foram suspensas, já que as instituições de ensino serão usadas como abrigo até que a erupção termine.
O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, disse que a atividade do Villarica diminuiu, mas as autoridades não descartam a possibilidade de avalanche da neve que tradicionalmente cobre o vulcão.
A presidente Michelle Bachelet viajará para a região na manhã desta terça. Pouco após uma reunião com seus ministros, ela pediu calma aos moradores da região.
O vulcão Villarica é um dos principais atrativos da cidade de Pucón, um dos principais destinos turísticos do sul do Chile. No inverno, o monte abriga uma estação de esqui, enquanto nos meses de verão turistas fazem escaladas para chegar à cratera.

10.985 – ☻Mega Museu – Mais sobre “A cidade fantasma”


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Desde 1996, não há vida em Pedro de Valdívia, no norte do Chile. A comunidade nasceu em 1911, cresceu, se desenvolveu e ganhou importância graças à instalação da Oficina Salitreira Chuquicamata, em 1931. Hoje, com o encerramento das atividades da mina, só a poeira cresce neste povoado.
INÍCIO DO FIM: A produção de salitre começou em 6 de junho de 1931. Cerca de 6.800 operários trabalharam por 16 meses na construção da oficina. Para receber tanta gente, ergueu-se a comunidade no meio do deserto do Atacama. Ela foi dividida desde o início entre as casas populares, na parte de baixo, para os operários; e as “mansões” (foto), no parte de cima, onde moravam os engenheiros e executivos. Na década de 1960, a população local passou de 11 mil pessoas. No auge, Pedro de Valdívia chegou a produzir 100 mil toneladas de nitrato de potássio.

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ESTACIONADO NO TEMPO: Além da avenida Bernardo O’Higgins, a principal da comunidade, Pedro de Valdívia teve mais 26 ruas por onde se espalharam cerca de 1.500 casas, oficina dos correios, um teatro/cinema com capacidade para 800 pessoas, uma pulperia (centro comercial recorrente nas comunidades salitreiras do Chile, onde havia mercado, açougue, farmácia e lojas diversas), uma igreja e vários outros estabelecimentos, como os mostrados nas próximas páginas. O caminhão abandonado (foto) está parado na praça central, onde há um parquinho para crianças e a estátua do patrono Pedro de Valdívia (1500-1553).

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CAPITAL ESTRANGEIRO: A comunidade tinha uma escola infantil e outra regular. Ao lado da igreja, ficava o hospital, fundado como um dos mais modernos do país. A oficina era colada à comunidade. A enorme estação que refina o salitre foi uma realização da companhia norte-americana Guggenheim Brothers, mesma empresa que fundou, em 1926, a Oficina Salitreira Maria Elena, a única do norte do Chile ainda em atividade. Os dois projetos iniciaram uma nova tecnologia de transformação do salitre, que ficou conhecida como Sistema Guggenheim. Em 1965, a oficina foi incorporada pela Soquimich, empresa mista público-privada.

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O DINHEIRO SE FOI, O SALITRE FICOU: Paradoxalmente, a fundação da oficina coincidiu com o enfraquecimento da indústria do salitre: a crise mundial de 1929 e a descoberta do salitre artificial na Alemanha atingiram fatalmente o negócio. Sobretudo no Chile, já que o produto correspondia, à época, a 75% das exportações do país. Com o fim do ciclo, nos anos 1930, os investimentos e os lucros caíram, mas a fábrica foi mantida até 1996, quando foi comprovada a contaminação da região por causa da manipulação incorreta do salitre, o que obrigou a população a partir. Só sobrou poeira, como a que cobre o banheiro do centro social (foto baixo) e objetos espalhados pela cidade.

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10.288 – Cavalo Paraguaio – Espanha é eliminada no nocaute mais rápido de um campeão desde 1950


Na copa de 2010 queimamos a língua analisando a seleção da Espanha como um time que sempre morreu na praia, eles acabaram sendo campeões surpreendentemente em cima da Holanda. Mas hoje, provaram o que realmente são: aprendizes que não passam de importadores de jogadores, como a seleção do Japão, por exemplo.
Derrotada por 2 a 0 pelo Chile nesta quarta (18-06-2014) no Maracanã, a Espanha está fora da Copa.
Desde 1950, nunca um campeão havia sido eliminado já na segunda partida da Copa do Mundo seguinte.
Depois da primeira Copa no Brasil, outras equipes que tombaram na primeira fase ao defender um título mundial pelo menos resistiram um pouco mais do que os espanhóis, caindo apenas na terceira partida –foi o caso do Brasil em 1966, da França em 2002 e da Itália em 2010.
Antes, a Itália foi quem sofreu a pior eliminação. Doze anos após a conquista do bi, a equipe perdeu na estreia para a Suécia por 3 a 2. Em seguida, os suecos empataram com o Paraguai, o que já provocou a eliminação italiana, que só enfrentou os paraguaios para cumprir tabela. Na ocasião, a primeira fase era formada por apenas três países, e o time italiano que veio ao Brasil não tinha nada a ver com o que havia ganhado o Mundial –por causa da 2ª Guerra, a Copa ficou interrompida por 12 anos.
Num Maracanã tomado pelo vermelho das duas seleções, a Espanha teve a primazia da cor no gramado (os chilenos jogaram de branco), mas claramente perdeu na arquibancada, onde a maioria das 74 mil pessoas se mostrou pró-Chile desde o início.
A loucura da torcida chilena foi tamanha que um grupo de 90 pessoas invadiu a sala de imprensa do Maracanã e acabou detido; alguns deles chegaram até a arquibancada.
Em campo, o time foi bem mais comedido do que sua torcida. O Chile armou um esquema de três zagueiros. Tirou o meia Valdívia, do Palmeiras, e colocou Francisco Silva para reforçar a defesa.
Na Espanha, dois dos jogadores mais criticados após a estreia foram barrados: Piqué e Xavi, substituídos por Javi Martínez e Pedro.
Apesar do esquema defensivo, o Chile chegou ao primeiro gol logo aos 20min, com Vargas, evidenciando a desorientação espanhola.
No reinício do jogo, enquanto Iniesta tentava gesticular para o time, pedindo ânimo, a zaga se armava com cada um andando para um lado (Javí Martínez andava para trás, e Sérgio Ramos e Azpilicueta, para frente).
Já o segundo gol, de Aránguiz, também no primeiro tempo (43 min), expôs outro dos pilares do time esapanhol: o goleiro Casillas, que rebateu mal uma cobrança de falta. Após uma péssima estreia, o capitão do time voltou a falhar justamente no dia em que se tornou o espanhol com mais partidas em Copas (17), superando outro goleiro, Zubizarreta.
Além de gritar “eliminado” várias vezes, a torcida no Maracanã ofendeu o atacante Diego Costa, brasileiro naturalizado espanhol, nos dois tempos do jogo. Ele tomou uma grande vaia ao ser substituído por Fernando Torres.
O técnico Vicente del Bosque tentou reverter a derrota colocando Koke no lugar de Xabi Alonso. Nem assim conseguiu ressuscitar o tique-taque que havia levado os espanhóis ao título mundial. O time foi mal também nas finalizações: o volante Busquets desperdiçou um gol sozinho dentro da pequena área, após bicicleta de Diego Costa.
Foi a primeira vez que Del Bosque perdeu duas partidas seguidas desde assumiu o comando da mais vitoriosa geração espanhola, em 2008.
A goleada diante da Holanda e eliminação por mãos chilenas aumentam a lista de tombos da Espanha no Brasil. Dois outros aconteceram também no Maracanã: um 1×6 para o Brasil na Copa de 1950 e o 0x3 na final da Copa das Confederações, também diante do Brasil, no ano passado.
A última campeã mundial se despede da Copa na próxima segunda (23) em Curitiba, contra a Austrália, em jogo de dois times que perderam suas partidas.
Depois disso, os espanhóis devem começar um processo que evitaram após a Copa de 2010: renovar o time. Nunca um campeão mundial havia trazidos tantos remanescentes para defender o título (16 dos 23 convocados).

9138 – História – Allende, a queda de um socialista


Médico, socialista e maçom. Esse foi o perfil de um dos maiores emblemas chilenos, o ex-presidente Salvador Allende Gossens, deposto por um golpe militar em 1973. Nascido em 26 de junho de 1908, em Valparaíso, Allende veio de uma família de classe média alta. Seus pais foram o advogado Salvador Allende Castro, militante do Partido Radical, e Laura Gossens Uribe. Aos dez anos, foi levado pelo pai para o Instituto Nacional, em Santiago. Em 1920, de volta a Valparaíso, iniciou seus estudo no Liceo Eduardo de La Parra, onde conheceu Juan Demarchi, um velho anarquista italiano que teve grande influência em sua formação política. Após prestar o serviço militar em 1925, ingressou na escola de Medicina da Universidade do Chile. Lá tornou-se presidente do Centro Acadêmico e formou um grupo de discussões sobre marxismo.
Em 1929 foi incorporado à Maçonaria, no mesmo ano em que fundou, com companheiros da universidade, o grupo político Avance. No ano seguinte, então no cargo de vice-presidente da Federação dos Estudantes, acabou preso por se opor à ditadura de Carlos Ibañez del Campo. Aos 25 anos, participou da fundação do Partido Socialista e foi eleito primeiro-secretário-geral. Aliando a medicina social com a política, publicou diversos trabalhos sobre saúde pública. O primeiro mandato de deputado viria em 1937. Dois anos depois, durante o governo de Pedro Aguirre Cerda, da Frente Popular, foi nomeado Ministro da Saúde e Assistência Social. Em 1940, casou-se com Hortensia Bussi, uma professora de História e Geografia. Os dois se conheceram no dia 25 de janeiro de 1939, por ocasião do terremoto de Chillán.
Allende foi eleito senador em 1945. Manteve o cargo por 25 anos, apesar de ter disputado a presidência em 1952, 1958 e 1964. Em 1970, em sua quarta candidatura, finalmente obteve maioria nas urnas e conquistou a Presidência. Pela primeira vez na história do país, um socialista chegava ao poder democraticamente. A vitória fora obtida com o apoio de uma coalizão de partidos de esquerda, a União Popular. Quando assumiu o cargo, no dia 3 de novembro, Allende disse uma de suas frase mais célebres: “Não posso e nunca poderei esquecer que tudo o que fui e tudo o que sou eu devo ao meu partido”.

Allende chegou a ser visto, sobretudo entre os europeus, como o sinal de que era possível conciliar socialismo com democracia. O cenário doméstico era bem mais obscuro. Como recebeu apenas um terço dos votos em 1970 – sua vantagem foi de apenas 40.000 votos – Allende prometeu controlar a esquerda radical para receber o aval do Congresso, ao qual cabia decidir na falta de um vencedor majoritário. Não cumpriu a promessa. Iniciou um processo exacerbado de nacionalizações e permitiu que grupos de extrema esquerda invadissem fábricas e fazendas. O Chile viu-se engolfado pelo caos econômico e pela tensão política.
A forte oposição ao socialismo no contexto da Guerra Fria acabou por derrotar Allende. Boicotes econômicos dos Estados Unidos e financiamentos de greves gerais pela CIA foram decisivos na queda do governo da União Popular. Por fim, no dia 11 de setembro de 1973, um golpe de estado encabeçado pelo general Augusto Pinochet destituiu Allende. As imagens do bombardeio do Palácio de La Moneda, transmitidas pela televisão, ainda cintilam na memória dos que acompanharam a crise. Allende tinha escolhido Pinochet para o comando do Exército dezoito dias antes do golpe exatamente porque se tratava de um general obscuro, intelectualmente limitado e sabidamente apolítico. “Quem é Pinochet?”, perguntou o ex-presidente Eduardo Frei no dia da queda de Allende.
Às 9h10 da manhã, o presidente dirigiu suas últimas palavras à nação através da Rádio Magalhães, a única emissora de esquerda que ainda não havia sido ocupada pelos militares. Por volta das 14 horas, antes da invasão dos soldados à sede do governo, Allende, que resistia junto aos seus partidários, suicidou-se com um tiro de metralhadora. Em seu último discurso, disse: “Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens superarão esse momento cinzento e amargo em que a traição pretende se impor. Fiquem sabendo que muito antes do que imaginam, novamente se abrirão as grandes alamedas por onde passa o homem livre para construir uma sociedade melhor”.

9136 – América Latina – Chile: Movido a cobre e salmão


Chile
Segundo o relatório de 2006 do Banco Mundial, o Chile está na 38ª posição no ranking de nações: ostenta um Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas geradas pelo país, de 145,851 bilhões de dólares. Isso significa uma distribuição per capita de 8.876 dólares. A economia depende basicamente das exportações de metais, minerais, produtos industrializados e, em menor parte, de produtos agrícolas. De todo o comércio exterior, a venda de cobre é a mais significativa: em 2006, o produto rendeu ao país 32,332 bilhões de dólares, 55,63% de todo o ganho das exportações. Entre os outros itens, destacam-se o ferro, o iodo, o sal, a uva, o vinho e o salmão. O alto volume de exportações levou o país a assinar acordos comerciais com diversos países, com o Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos – seu principal parceiro.
O Chile avançou muito graças à disciplina fiscal e à estabilidade econômica e política. Graças à estabilidade, converteu-se em um país de baixo risco, o que atrai investimentos importantes. A aposta no modelo exportador também deu bons resultados. Some-se isso o fato de o governo concentrar investimentos diretos em saúde e educação e fazer parcerias com o setor privado para outras áreas, como a de obras de infra-estrutura. Por fim, instituições estáveis, como Judiciário independente, criam ambiente seguro para atrair investimentos externos.
A revolução capitalista foi quase acidental, iniciada sob a longa noite da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Como a maioria dos ditadores latino-americanos, Pinochet era instintivamente um nacionalista econômico. Depois de dar algumas cabeçadas, teve a boa idéia de permitir que economistas liberais (os Chicago Boys) usassem o Chile como laboratório para substituir uma economia de inspiração européia por outra, do tipo americano. O primeiro resultado foram duas recessões brutais e o colapso financeiro no início dos anos 80.

Políticas mais pragmáticas colocaram ordem na casa mais tarde, mas a economia só decolou depois do restabelecimento da democracia, em 1990. O resultado final foi a criação de um capitalismo empreendedor, diferente do paternalismo estatal tradicional na região. No governo desde o fim da ditadura, a Concertación – a coalizão entre socialistas e democratas-cristãos que, pelas urnas, substituiu Pinochet – mantém intactos esses princípios econômicos.
A comparação dos indicadores recentes com aquelas do início de década de 1970, quando o país embarcou no socialismo de Salvador Allende, ilumina os avanços. A inflação anual caiu de 500% para 3%; a participação das estatais no PIB, de 40% para 9%; o déficit orçamentário, de – 23% para 4% (superavitário); as tarifas de importação, de 105%, em média, para 3,7%; o crescimento do PIB, negativo em 5,6%, subiu para 6,3% em 2006; a proporção de pobres na população desceu de 30% para 19% e o analfabetismo, de 11% para 4%.

3281 – Mega Tour – O Piscinão de Algarrobo, no Chile


Aps de luxo no piscinão gelado

Algarrobo é uma comuna da província de San Antonio, localizada na Região de Valparaíso, Chile. Possui uma área de 175,6 km² e uma população de 8.601 habitantes (2002).
Algarrobo é conhecida pelo hotel/resort San Alfonso del Mar, nele encontra-se a maior piscina do mundo – com 1 km de extensão e 80 mil m² – reconhecida pelo Guinness Book. Segundo o site ohgizmo, a maior piscina do mundo custou cerca de US$ 1,5 bilhão para ser construída e sua manutenção despende de outros US$ 4 milhões por ano. Além de nadar, na maior piscina do mundo é possível também andar de caiaque, vela, mergulhar e utilizar um serviço de barca que transporta os usuários de um extremo a outro do resort.
É conhecida como a “Capital Náutica do Chile”.
Seu nome se deve à abundância da árvore algarrobo.

Piscinão

Esta praia do Pacífico Sul não é nenhum Taiti, como você pode ver na foto. Para piorar, a temperatura do mar em Algorrobo, na costa central do Chile, agrada mais aos pingüins que às gatas de biquíni. Como, então, convencer veranistas endinheirados a comprar apartamentos milionários nessa gelada? No megacondomínio San Alfonso del Mar, erguido pelo empresário Fernando Fischmann, o oceano é coadjuvante. O lugar tem a maior piscina do mundo, um colosso de 1 quilômetro de extensão, 80 mil m 2 de área –o suficiente para a prática de esportes náuticos –e capacidade para 250 milhões de litros de água. A água, aliás, é bombeada do Pacífico e passa por um sistema de purificação inventado pelo próprio Fernando, que é bioquímico de formação. Segundo o empresário, o método é 50 vezes mais econômico que o tratamento da água de uma piscina comum –o que possibilita seu uso em piscinas de dimensões ridiculamente grandes. Ainda assim, a manutenção do tanque de San Alfonso custa US$4 milhões por ano. O piscinão do Fernando não é tão gelado quanto o ar chileno, mas ainda fica longe dos padrões baianos: no verão, a água chega a 26 o C.
O piscinão de San Alfonso del Mar equivale
…à área de 9,5 campos do Maracanã ou…
…ao volume de 8 piscinões de Ramos ou…
…de 100 piscinas olímpicas ou…
…de 1,8 milhão de banheiras ou…
…de 700 milhões de latas de cerveja.

Veja no mapa do Chile