13.943 – Mar de Lama – Vale foi autorizada a ampliar em 70% exploração na área do desastre


brasil-barragem-brumadinho-004_1
A área da barragem que rompeu nesta em Brumadinho (MG), estava prestes a ter uma intensificação na atividade de exploração mineral de ferro. A Vale pediu e o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad), aprovou, em 11 de dezembro do ano passado, a licença para que a empresa ampliasse a capacidade produtiva da Mina de Jangada e da Mina Córrego do Feijão, estruturas vizinhas, das atuais 10,6 milhões de toneladas por ano para 17 milhões de toneladas por ano. O governador ainda era Fernando Pimentel, do PT.
A votação no Copam só teve um voto contrário entre os nove conselheiros que decidiram a questão. Mas ambientalistas apontam uma série de problemas na análise do projeto, como a falta de um mapeamento detalhado dos impactos do novo empreendimento, principalmente na bacia hidrográfica do Paraopeba, cujas águas complementam o abastecimento da capital Belo Horizonte, além de cerca de 50 cidades da região metropolitana e do entorno.
A tramitação do pedido se beneficiou ainda de uma mudança em uma deliberação normativa que reduziu as exigências para intervenções de grande potencial poluidor e degradante.
O único voto contrário à aprovação partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo. Segundo ela, a análise do pedido de ampliação das atividades na mina da Vale foi feito às pressas. “Não foi apresentado um balanço hídrico completo, de quais seriam os reais impactos nas águas do local e do entorno”, disse. “Aquela área já precisa muitas vezes de caminhão-pipa para ser abastecida.”

13.895 – Mega Notícias de Dezembro de 2018 – Acidente com trem bala na Turquia


trem bala arregaço
O trem, que seguia de Ancara para Konya (230 km ao sul, no centro do país), colidiu com uma locomotiva que passava por uma avaliação de rotina na mesma via, informou o governador da capital, Vasip Sahin
Turhan indicou que o acidente aconteceu seis minutos após a entrada da composição na estação de Marsandiz, a menos de 10 km da estação central de Ancara.
O governador afirmou que os trabalhos de busca e resgate de vítimas prosseguem e que uma “investigação técnica” foi iniciada para esclarecer as causas da tragédia.
De acordo com o jornal Hurriyet, 206 pessoas estavam a bordo do trem.
As imagens exigidas por canais locais mostram alguns vagões descarrilados e parte do trem sobre a ferrovia, coberta de neve.
Uma passarela de pedestres desabou em consequência do acidente.
A linha de trem-bala Ancara-Konya foi inaugurada em 2011. Três anos depois foi inaugurada a linha Ancara-Istambul.

acidente com trem bala

13.803 – Fotos Raras do Interior do Real Titanic


titanic
O naufrágio do RMS Titanic foi descoberto em 1985 por Robert Ballard. Antes disso, houve várias expedições que falharam. A razão por trás da descoberta do Titanic foi a invenção do Argo, um submersível em águas profundas que pode ser controlado remotamente.
Graças ao Argo, uma das três hélices foi encontrada nos destroços do navio. A mesma era, na verdade, do lado estibordo do navio. As hélices laterais do Titanic tinham 23 pés de largura, enquanto a do meio tinha 16 pés de diâmetro.

titanic2

A imagem que foi feita perto do final da construção do Titanic dá uma idéia clara de quão enorme era o navio e suas hélices. O navio tinha 883 pés de comprimento, tornando-o mais alto do que qualquer edifício que existia naquela época se o navio fosse colocado na posição vertical.
O Titanic transportou vários passageiros, incluindo dois recém-casados, Sr. e Sra. George A. Harder, que estavam em viagem de lua de mel. A mulher sobreviveu ao naufrágio, mas o marido morreu, infelizmente. O fotógrafo que tirou uma foto dos dois, Bernie Palmer, vendeu os direitos de suas fotos por apenas US$10. Ele não teria feito isso se soubesse o quanto suas fotos valeriam anos depois.

titanic3

Quando o Titanic e seu navio irmão Olympic foram construídos, eles eram os maiores navios criados até então. Naquela época não havia nenhuma via de circulação que pudesse acomodar sua construção. Então, para seguir em frente, a empresa teve que construir uma rampa gigante primeiro. A rampa de lançamento foi chamada de “Grande Pórtico” e custou cerca de US $150.000.
O leme é uma das partes essenciais do navio, usado para dirigir esse transporte gigantesco. O leme do RMS Titanic era enorme e pesava mais de 20.000 libras.
Quando comparado a todos os outros navios no cais, o Titanic realmente se destacava. Porém, mover a estrutura gigantesca da terra para a água foi um processo bastante desgastante. O processo em si durou apenas 62 segundos, mas, para completá-lo, foram necessárias 23 toneladas de lubrificantes. Óleo de trem, sabão e graxa foram usados ​​como lubrificantes.
O RMS Titanic deixou Belfast com a ajuda de rebocadores. Cinco rebocadores foram necessários para guiar a grande embarcação para fora do cais. Isso foi feito durante um teste no mar, que é uma das fases de teste perto do final da construção de um navio.
Havia cerca de 700 tripulantes no Titanic. Edward J. Smith, o homem de barba branca no meio da fila da frente, era o capitão do navio. Havia rumores de que a viagem inaugural do Titanic seria sua última viagem antes da aposentadoria. Os outros homens apresentados na foto são vários oficiais e engenheiros, incluindo o Engenheiro Chefe.
Edward John Smith era o comandante da companhia de transporte White Star Line e também o capitão do RMS Titanic. Existem vários relatos das últimas palavras e ações de Smith, bem como sua morte no desastre. Mas todos sugerem que suas ações finais foram verdadeiramente heróicas. Algumas pessoas culparam o Capitão Smith pelo incidente, sugerindo que ele erroneamente correu através do gelo a toda velocidade. No entanto, ele foi exonerado postumamente já que o que ele fez era uma prática comum na época.
Vários dos sobreviventes alegaram em suas cartas que o capitão Smith estava bebendo logo antes do incidente. A carta de um sobrevivente escrita a bordo do navio de resgate Carpathia foi vendida em um leilão em 2012.
O infame iceberg foi a causa do naufrágio do Titanic. Ele quebrou o lado do navio gigante e perfurou todos os cinco estanques da nave que deveriam mantê-lo à tona.
O convés de passeio estava localizado diretamente abaixo do convés superior. Este convés foi feito para uso geral, mas havia quatro cabines que contavam com seus próprios decks privados de 50 pés. Essas cabines eram chamadas de Suítes Parole e eram os quartos mais caros do navio. A mais cara delas custou mais de US $ 4.000 em 1912, o que equivale a cerca de US $ 100.000 hoje.
O RMS Titanic foi carregado com quase 6.000 toneladas de carvão para sua viagem inaugural. O navio queimou cerca de 690 toneladas por dia e pessoas tiveram que trabalhar dia e noite para cavar carvão em caldeiras, a fim de criar energia a vapor.
A sala de comunicações do navio era administrada pela Marconi Company. Os operadores a bordo do Titanic eram, na verdade, funcionários da empresa, e não os tripulantes do navio.
O Titanic tinha 20 botes salva-vidas no convés que poderiam transportar cerca de 1.200 pessoas na capacidade máxima. Embora a capacidade fosse maior do que a exigida na época, ainda era menos da metade da ocupação da embarcação, que era cerca de 2.500, incluindo os passageiros e a tripulação.
Mais de 700 sobreviventes foram resgatados por um transatlântico chamado Carpathia. Os sobreviventes estavam no meio do oceano, sofrendo de estresse e hipotermia. A tripulação do transatlântico imediatamente entregou aos sobreviventes algumas roupas quentes.
Foram tiradas fotos de botes salva-vidas cheios de passageiros fugindo do navio afundando. Mas há uma triste história por trás deles. Os tripulantes temiam que as cordas não suportassem o peso dos botes salva-vidas a plena capacidade. Assim, muitos dos botes salva-vidas foram lançados abaixo da capacidade. O primeiro bote salva-vidas que foi lançado estava com menos da metade de sua capacidade para 65 pessoas, e outro saiu com apenas 12 pessoas a bordo.
Passageiros a bordo do transatlântico Carpathia tiraram algumas fotos dos sobreviventes sendo resgatados dos botes salva-vidas. Carpathia foi o navio que respondeu a um sinal de emergência e veio para resgatar os sobreviventes. Apenas cerca de 700 pessoas foram realmente resgatados.
Os passageiros que fugiram em botes salva-vidas passaram pelo menos duas horas no frio antes de o Carpathia conseguir chegar. E, como já mencionado, muitos dos botes salva-vidas estavam pouco cheios e havia espaço para muito mais passageiros.
Depois que os passageiros foram trazidos de volta ao Pier 54 sãos e salvos em Nova York, todos os botes salva-vidas ficaram vazios. Este cais, na verdade, pertencia à White Star Lines.
O Titanic foi bem equipado com muitas comodidades de luxo, incluindo uma academia. Assim como o navio-irmão Olympic, o Titanic foi o primeiro transatlântico a incluir uma academia. Outras amenidades que chamavam atenção eram a piscina, uma quadra de squash e até mesmo uma banheira turca.
Uma das partes mais maravilhosas do Titanic foi sua grande escadaria, que também foi reproduzida no filme. Olímpico, navio irmão do Titanic, tinha praticamente o mesmo. As únicas imagens existentes das escadarias são as do Olympic. Não existem imagens conhecidas da escadaria do Titanic.
A primeira parte do Titanic que foi encontrada por Robert Ballard em sua expedição de 1985 foi uma grande caldeira. Ballard comparou a caldeira às imagens do navio de 1911. No dia seguinte, ele usou seu Argo novamente e descobriu uma grande parte do naufrágio.
A expedição de Ballard em 1985 também é responsável pela descoberta da popa do navio ou, pelo menos, pelo que restou dela. Até o naufrágio ser descoberto, muitos cientistas não acreditavam que o casco do navio tivesse partido pela metade antes de o navio afundar. No entanto, depois de descobrir a popa e a proa a um terço de uma milha de distância, foi confirmado que o navio se dividiu em duas partes.
O Titanic foi construído na gigante rampa de lançamento do “Grande Pórtico”. A localização da construção foi no Estaleiro Harland & Wolff, e mais de 11.000 trabalhadores foram necessários para concluir o projeto.
Quando os destroços foram descobertos, uma das três âncoras foi encontrada dentro de seu compartimento. O Titanic na verdade tinha três âncoras e cada uma pesava cerca de 10 toneladas.
Acredita-se que o personagem de Jack Dawson foi inspirado em Emilio Portaluppi. Ele embarcou no Titanic com um bilhete de segunda classe. Ele deveria estar em um navio diferente, mas, em vez disso, a rica família Astor o convidou a bordo do Titanic. Alguns dizem que ele tinha uma queda por Madeleine Astor.
É impossível mencionar o verdadeiro Jack sem dizer nada sobre a verdadeira Rose. Madeleine Talmage Astor era a esposa de John Jacob Astor IV, um magnata dos negócios. Acredita-se por alguns que ela tenha sido a inspiração para a Rose do filme Titanic. No entanto, nunca foi sugerido que ela realmente teve um caso com Emilio Portaluppi.
John Jacob Astor IV foi a pessoa mais rica a morrer no naufrágio. No início dos anos 1900, ele era uma das pessoas mais ricas do mundo. John Astor e sua esposa embarcaram no Titanic porque Madeleine estava grávida e insistiu que queria dar a luz a seu filho nos EUA.
Após o incidente, muitos jornais começaram a publicar histórias relacionadas ao Titanic. Alguns mencionaram as pessoas que desapareceram, como Astor. Na época da morte de John Astor IV, seu patrimônio líquido era de US $ 87 milhões, o que equivale a cerca de US $ 2,16 bilhões nos dias de hoje. Comparado com as pessoas mais ricas agora, isso não colocaria Astor nem entre os dez primeiros!
Uma foto do menu de 12 de abril de 1912 mostra as opções que estavam disponíveis para o almoço a bordo do Titanic. As refeições apresentam uma quantidade aparentemente infinita de carne, peixe, salgadinhos e itens especiais.
Uma incrível imagem de toda a proa do navio foi feita durante uma missão de retorno aos destroços do RMS Titanic, quase 20 anos depois de ter sido descoberto. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) lançou a missão para estudar a deterioração do navio.
O número de passageiros de primeira classe era restrito apenas a alguns dos membros mais altos da tripulação e a um pequeno número de famílias ricas. A maioria dos passageiros de elite eram membros da família Astor e Allison, que asseguraram que suas empregadas domésticas, enfermeiras e criados também estivessem na primeira classe.
Depois de ouvir sobre o naufrágio, um grande número de parentes e amigos foram para as docas de Southampton e esperaram os sobreviventes chegarem. Claro, muitas fotografias foram tiradas para gravar este evento. As pessoas que estavam sorrindo nas fotos eram provavelmente aquelas que sabiam que seus amigos ou familiares haviam sobrevivido ao desastre e estavam voltando em segurança.

titanic4

titanic5

titanic6

titanic7

titanic8

titanic9

titanic10

titanic12titanic11

titanic13

titanic14

 

 

12.963 – Acidente Aéreo – Acidente com avião da Chapecoense deixa 75 mortos


acidente-grafico
A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa, membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga. Contudo, as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos, por isso, pode haver alteração no número de vítimas.
O voo da empresa Lamia, proveniente da Bolívia, transportava 9 tripulantes e 72 passageiros. Ao menos 22 jornalistas da Fox TV, da Globo, RBS e rádios estavam no voo. As autoridades colombianas informaram que havia seis sobreviventes -um não teve o nome divulgado.
Entre os sobreviventes estão: o jornalista Rafael Hensel da rádio Oeste Capital, os jogadores Alan Luciano Ruschel, Jackson Ragnar Follmann, Marcos Danilo Padilha e um tripulante Ximena Suárez. Eles foram encaminhados para hospitais da região, alguns em estado grave.
A Aeronave Avro RJ85, da LAMIA, que caiu na Colômbia deixando ao menos 75 mortos e que transportava o time da Chapecoense, estava em baixa velocidade no momento da queda.
Segundo o sistema de acompanhamento de aeronaves FlightRadar, no momento em que a aeronave deixou de emitir sinais, ela voava com velocidade de 142 nós (263 km/h).
Segundo o consultor em aviação Lito Sousa, uma velocidade tão baixa só é compatível com uma grande aproximação da pista de pouso, o que não era o caso. O avião estava a cerca de 30 km do aeroporto Internacional José Maria Córdova, em Rio Negro, ao lado da cidade de Medellín.
Segundo informações do sistema, antes da queda, a aeronave fez duas voltas no sentido anti-horário, o que pode indicar que o avião estava aguardando autorização para pousar.
O trajeto do avião não aponta para anormalidades. A manobra costuma ser feita quando uma aeronave aguarda a autorização para o pouso.
Durante a manobra, a velocidade da aeronave é constantemente reduzida, mas ainda não há indícios de problemas. Após realizar a segunda volta, a aeronave reduz ainda mais a sua velocidade: de 409 km/h para 263 km/h. Às 0h55, a aeronave emite seu último sinal antes da queda.
Ao menos 25 pessoas morreram e seis foram resgatadas com vida em um acidente na noite desta segunda-feira (28) na Colômbia com o avião que transportava a equipe da Chapecoense. O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.
Autoridades que trabalham no local da tragédia falam em 76 mortos, número que ainda não foi confirmado oficialmente.
O trajeto do avião não aponta para anormalidades. A manobra costuma ser feita quando uma aeronave aguarda a autorização para o pouso.
Durante a manobra, a velocidade da aeronave é constantemente reduzida, mas ainda não há indícios de problemas. Após realizar a segunda volta, a aeronave reduz ainda mais a sua velocidade: de 409 km/h para 263 km/h. Às 0h55, a aeronave emite seu último sinal antes da queda.
Ao menos 25 pessoas morreram e seis foram resgatadas com vida em um acidente na noite desta segunda-feira (28) na Colômbia com o avião que transportava a equipe da Chapecoense. O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.
Autoridades que trabalham no local da tragédia falam em 76 mortos, número que ainda não foi confirmado oficialmente.

acidente-chapeco

acidente2

12.182 – Meio Ambiente – Estudo revela potencial ruptura de novas barragens em Mariana


marianasatelite
Um estudo feito pela mineradora Samarco a pedido da Justiça considera a possibilidade de rompimento das barragens de Santarém e Germano, as únicas que ficaram de pé em Mariana (MG), após a tragédia em 5 de novembro que aniquilou o distrito de Bento Rodrigues. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o levantamento estima que seriam liberados 105 bilhões de litros de rejeitos em caso de novos rompimentos.
Quando a barragem de Fundão se rompeu, avalia-se que 40 bilhões de litros de rejeitos de minério foram despejados da estrutura. O volume foi suficiente para riscar do mapa Bento Rodrigues e devastar a fauna e a flora da Bacia do Rio Doce – a quinta maior bacia hidrográfica brasileira. O “mar de lama” chegou ao Oceano Atlântico, ameaçando ainda o recife de corais de Abrolhos, que possui a maior biodiversidade do Brasil.
As estruturas de Germano e Santarém foram danificadas após o rompimento da barragem de Fundão, mas a mineradora afirma que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”. A empresa diz ainda que trabalha para reforçá-los até o fim de fevereiro.
No documento obtido pela Folha, cinco possibilidades foram avaliadas, mas todas levam em conta que a barragem de Santarém, que armazena água para a produção mineral e fica mais próxima de Bento Rodrigues, transborde ou se rompa. O pior cenário supõe que isso aconteceria após a ruptura da barragem de Germano, que fica atrás de Santarém.
Também são exibidos cenários que chagariam, ao menos, até a hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), a 109 quilômetros das barragens. Além do assoreamento e da mudança do curso de rios, foram levados em consideração também a destruição de áreas de preservação ambiental, o que acabaria com a vida animal, interromperia os fornecimentos de água e luz e inundaria propriedades urbanas e rurais.
As previsões indicam que a lama chegaria em dez minutos ao local onde antes morava o povoado de Bento Rodrigues, que hoje está completamente submerso pela lama de Fundão. O município de Barra Longa, a 77 quilômetros de distância, seria atingido após 11 horas, intervalo próximo ao do dia da tragédia.
A consultoria Pimenta de Ávila, que fez o estudo, pede que a Samarco cadastre as habitações que podem ser atingidas, a fim de facilitar a evacuação. Ela pede também que a mineradora elabore um novo plano de emergência para as barragens. O Ministério Público de Minas Gerais vai solicitar que a Justiça determine as medidas. Conforme a mineradora informou ao jornal, o plano já está em “fase de elaboração de escopo para a contratação de empresa especializada”.

11.704 – China investiga morte de peixes


mortandade
Foram encontrados milhares de peixes mortos perto do estoque de produtos químicos que explodiu na semana passada na cidade portuária de Tianjin, na China, deixando 116 mortos e mais de 700 feridos.
A morte dos peixes no rio Haihe, a alguns quilômetros do local do acidente, chamou a atenção das autoridades do país, que investigam se as explosões podem ter levado à contaminação das águas na região.
O terminal de contêineres onde ocorreu o acidente em 12 de agosto estocava materiais perigosos, incluindo 700 toneladas de cianeto de sódio, quantidade 70 vezes maior que o limite estabelecido pelas normas de segurança chinesas.
Quando entra em contato com água, essa substância pode gerar um gás asfixiante e inflamável.
As autoridades disseram ter construído barreiras de proteção e isolado os fluxos de água na região portuária para evitar a contaminação.
Ainda assim, oito das 40 estações de monitoramento de água criadas após o acidente encontraram níveis excessivos de cianeto, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.
Moradores de Tianjin relataram ter sentido ardência na pele após contato com a chuva.
Segundo a agência France Presse (AFP), autoridades municipais disseram que é comum encontrar peixes mortos no verão devido à má qualidade da água, contaminada pelos resíduos tóxicos jogados pelas fábricas. Além disso, afirmaram que o contato com o ar e a água não representa um perigo para os 15 milhões de habitantes de Tianjin.
Cerca de 6.000 pessoas foram removidas de suas casas em Tianjin devido ao acidente e 17 mil residências ficaram danificadas.

11.521 – Biologia – A 6ª extinção em massa já começou


extinçoes
Uma equipe de cientistas americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado.
Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais, representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra.
No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e um membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.
O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. “O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich.
O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.
Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. “Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade”, escrevem os pesquisadores.
Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Agora, o espectro da extinção paira sobre cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.
Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. “Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas”, disseram os autores do estudo.
“Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas”, acrescentou Ceballos.
Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas.

11.226 – Acidente Aéreo – Queda de avião na França


aviao queda
Um Airbus 320 da empresa alemã Germanwings caiu nesta terça-feira (24-março de 2015) no sul dos Alpes franceses, próximo a Digne-les-Bains, segundo as autoridades da França.
O avião fazia a rota de Barcelona (Espanha) para Düsseldorf, na Alemanha. Ao todo, 144 passageiros estavam a bordo, além de seis tripulantes.
Destroços da aeronave foram encontrados em área de difícil acesso, a 2.000 metros
de altitude; Airbus fazia rota entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha).
Havia [no voo] 16 adolescentes e duas professoras que estavam aqui havia uma semana. São jovens de uns 15 anos, mais ou menos”, disse Martí Pujol, prefeito de Llinars del Vallés.
Os adolescentes foram acolhidos pelas famílias de estudantes locais, que, segundo afirmou, estão muito abalados. “Temos a Cruz Vermelha, psicólogos e professores atendendo os estudantes.
Também havia seis tripulantes a bordo do voo 9525, que partiu de Barcelona às 10h01 (6h01, horário de Brasília) e deveria pousar às 11h37 em Düsseldorf, na Alemanha, mas sumiu dos radares por volta das 11h (7h em Brasília).
Segundo o governo francês, os destroços da aeronave foram encontrados por um helicóptero de resgate em uma área de difícil acesso, a 2.000 metros de altitude, na região de Digne-les-Bains.
De acordo com um morador da região montanhosa onde o avião caiu, a área só é acessível por helicóptero ou por três horas de caminhada, no mínimo.
As autoridades francesas, incluindo o presidente François Hollande, declararam não esperar sobreviventes no acidente.
A Germanwings é uma companhia aérea de baixo custo de propriedade da Lufthansa.
Esta é a primeira queda de um avião de uma companhia aérea na França em 15 anos. Em julho de 2000, um Concorde caiu em Gonesse, na região de Paris.
Segundo o jornal francês “Le Monde”, a queda do voo 9525 é a mais mortífera em território francês desde 1981, quando 180 pessoas morreram em um acidente com um DC-9-81 no monte San Pietro, próximo a Ajaccio, na Córsega.

queda aviao

11.200 – Mega Memória – Desmoronamento em Angra


angra

Todos os anos, chuvas de verão derrubam pontes, fecham estradas, deixam milhares de brasileiros desabrigados, matam. Em seguida, autoridades partem em romaria para os locais afetados, fazem discursos compadecidos e prometem verbas ou obras emergenciais, como se tivessem sido colhidas de surpresa pela catástrofe. nessa ocasião, 126 pessoas morreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, os estados mais atingidos. O número de desabrigados passava de 3 000, e 39 municípios decretaram estado de emergência ou calamidade pública. Entre eles, Angra dos Reis foi o caso mais dramático e, também, o retrato mais preciso do conjunto de fatores que desencadeia esse tipo de tragédia. Ali, morreram 52 pessoas, na virada do ano, vítimas de deslizamentos de encostas. Tudo era previsível. Na bela região em torno da Baía de Angra, com suas 365 ilhas e mais de 2 000 praias, chove quase o dobro da média do Rio de Janeiro, e a instabilidade das encostas é conhecida. Em 2002, 39 pessoas morreram em Angra num deslizamento com características semelhantes às de 2010. Apesar disso, nunca foi feito um mapa geológico para verificar quais terrenos são impróprios para construção. A ocupação do solo é regida por regras municipais, estaduais e federais que se sobrepõem, e ninguém as cumpre. Como se não bastasse, existe um impressionante histórico de corrupção nos órgãos responsáveis pela fiscalização em Angra.
É verdade que, do começo de dezembro até a primeira semana de janeiro, caiu o dobro de água do que se esperava. Foi o maior índice em dez anos. Só nos dois últimos dias de 2009, desabaram sobre Angra 220 bilhões de litros de água, o suficiente para encher 116 000 piscinas olímpicas. Mas não é essa a principal explicação para o que aconteceu na cidade, que experimentou um vertiginoso crescimento populacional a partir dos anos 1970. A construção da Rodovia Rio-Santos aumentou o fluxo de turistas, e grandes obras, como a usina nuclear de Angra 1, levaram multidões de trabalhadores à região. A população do município, que era de 40 000 habitantes na década de 70, dobrou em 1990 e triplicou em 2000, quando 5,5% já moravam em favelas. É um crescimento de quase três vezes a média brasileira no período. E num local onde o problema de espaço é crônico. Espremida entre a serra e o mar, a cidade não tem para onde crescer. Casas e casebres foram se aglomerando no pé dos morros e, quando não havia espaço, em cima deles. Hoje, 60% dos moradores vivem em áreas de encosta. E as características do relevo da região tornam tudo mais perigoso.
Na Enseada do Bananal, na Ilha Grande, morreram 31 pessoas soterradas. Elas estavam na pousada Sankay e em cinco outras residências engolidas por uma avalanche na madrugada do dia 1º. A pousada tinha licença de funcionamento da prefeitura, mas não a licença ambiental do estado. Mesmo se tivesse, o risco de deslizamento da encosta não teria sido analisado. As casas atingidas no Morro da Carioca, no centro de Angra, onde morreram 21 pessoas, tampouco tinham licença. Antes da tragédia, porém, a prefeitura dispunha de um programa para levar saneamento e iluminação pública para aquela área, como se não houvesse um grave problema de segurança. Em Angra sempre foi mais fácil construir e depois conseguir licença, fosse por acordo, fosse simplesmente comprando uma autorização. Entre 2006 e 2007, 44 funcionários da prefeitura de Angra, do governo estadual e do Ibama foram presos por vender pareceres técnicos favoráveis às construções. A situação chegou a tal ponto que, em junho do ano passado, o governador Sérgio Cabral assinou um decreto autorizando retroativamente a construção em áreas que antes não eram edificáveis na zona de proteção ambiental, como se legalizar o que foi feito na marra fosse solução. Cabral, aliás, não visitou a região imediatamente, como era seu dever.
A tragédia expôs os problemas de um dos destinos mais visitados do país. Angra recebe 1,2 milhão de turistas por ano. Durante o verão, 3 milhões de reais diários entram na economia local, graças ao turismo. De Tom Cruise a Madonna, as celebridades internacionais também costumam bater ponto por lá. Cerca de 100 000 estrangeiros passam anualmente pela cidade. No réveillon, Pierre Sarkozy, filho mais velho do presidente da França, estava entre os hóspedes da Ilha dos Porcos Grande, do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. A chuva causou dois deslizamentos de terra, que abriram um gigantesco clarão na propriedade. “Em quarenta anos na ilha, nunca vimos nada parecido”, diz Helcius Pitanguy, filho do cirurgião.
Não é a chuva que mata, mas o descaso. E ele é nacional. Dos 645 milhões de reais previstos no Orçamento da União em 2009 para ações de prevenção de desastres, apenas 135 milhões foram utilizados. Para o Rio de Janeiro estavam previstos 160 milhões de reais, mas foi empregado menos de 1% do total. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela manutenção da estrada Rio-Santos, estava licitando no ano passado obras para contenção de onze pontos críticos da rodovia, que vive interrompida por queda de barreiras. Com as chuvas, caíram 34 pontos. Como se não bastasse a pífia execução do Orçamento, gasta-se mal. Em 2009, o país destinou dez vezes mais em ações de resposta a desastres do que em programas de prevenção. No mundo civilizado, são tomadas providências para que a população viva segura em locais onde as condições naturais são adversas. Resta saber até quando o Brasil vai preferir pagar a conta dos desastres anuais. Este último já custa, por baixo, 1,2 bilhão de reais.

Veja

angra2

11.159 – Erupção – Vulcão Villarica entra em erupção e provoca retirada de 3.000 no Chile


vulcão

Tal vulcão, no sul do Chile, entrou em erupção na madrugada desta terça-feira (3 de março), e forçou a retirada de 3.385 pessoas de vilarejos da região, um dos principais destinos turísticos do país.
Por volta das 3h locais (mesmo horário em Brasília), uma coluna de fumaça e lava saiu da cratera, várias semanas depois que as autoridades chilenas registraram um aumento da atividade no vulcão.
As pessoas retiradas estavam em vilarejos próximos à cratera, em Pucón, Villarica e Caburga, na região da Araucanía, a 750 km da capital Santiago. As estradas entre as três cidades também foram interditadas.
Segundo a subcomandante dos Carabineiros (polícia militar chilena) em Villarica, Rosmari Cruzat, o processo de retirada durou menos de 30 minutos, já que os moradores de Pucón já haviam sido alertados e treinados para uma erupção vulcânica.
Os agentes buscam ainda moradores que possam ter ficado em suas casas apesar do alerta. As aulas das escolas na região foram suspensas, já que as instituições de ensino serão usadas como abrigo até que a erupção termine.
O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, disse que a atividade do Villarica diminuiu, mas as autoridades não descartam a possibilidade de avalanche da neve que tradicionalmente cobre o vulcão.
A presidente Michelle Bachelet viajará para a região na manhã desta terça. Pouco após uma reunião com seus ministros, ela pediu calma aos moradores da região.
O vulcão Villarica é um dos principais atrativos da cidade de Pucón, um dos principais destinos turísticos do sul do Chile. No inverno, o monte abriga uma estação de esqui, enquanto nos meses de verão turistas fazem escaladas para chegar à cratera.

10.792 – Pediram água? Ela vai vir – Um vento preocupante sopra na Antártica


Antártida derretimento
Antártida derretimento

Pesquisas já haviam sugerido que a expansão do gelo do mar da Antártica anuncia mudanças, acelerando o derretimento de sua cobertura de gelo e armazenando calor por baixo de uma camada de água fria de superfície – o que irá piorar as enchentes em todo o mundo.
A impressionante extensão de banquisas sobre os mares que cercam a região foi causada por água doce fluindo das geleiras. Este derretimento está formando camadas de água incomumente fria e relativamente sem sal. E pode redesenhar a influente Circulação de Revolvimento do Atlântico Meridional, que carrega água entre as regiões tropicais e polares, desde o Ártico à Antártica, com consequências para todo o planeta.
Um estudo recente mostra a atuação de outro fator preocupante: novos ventos estão soprando sobre o Polo Sul, já uma área de forte ventania. Isto ameaça aumentar ainda mais a taxa de derretimento e intensificar as enchentes.
Os ventos, lendários, estão em uma direção mais orientada para o polo desde os anos 1950. São esparsas as observações de temperatura no continente hostil, mas cientistas modelaram os efeitos do oceano sobre esta mudança, que vem sendo causada pelo afinamento da camada de ozônio e e o aumento dos gases de efeito estufa. E ficaram impressionados pelo perigoso feedback da mudança do clima que descobriram.
Segundo eles, a alteração nos ventos “produz um aquecimento intenso” logo abaixo da superfície do oceano. Ela está trazendo correntes quentes de águas mais profundas para uma zona onde a camada de gelo da Antártica é mais vulnerável e desmorona a partir de sua parte baixa – os locais onde torres de gelo estão sobre solos submersos.
“Estamos identificando um mecanismo muito simples,” disse ontem Stephen Griffies, cientista da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, que contribuiu com o trabalhado publicado na Geophysical Research Letters.
As maiores reservas de água do gelo sobre o mar ficam na Antártica, e entender a taxa na qual o gelo fluirá para o mar pode ajudar pesquisadores a refinar suas previsões sobre a elevação de seu nível. Projeções atuais indicam que 2.6% da população mundial estaria vivendo em áreas regularmente inundadas até o final do século. E se a Antártica for menos estável do que se espera, a catástrofe pode ser ainda pior do que o previsto, diz a Climate Central.

10.137 – Os 10 maiores terremotos da história


Os-10-maiores-terremotos-da-história-discovery-noticias (1)

No dia 1 de abril, um forte terremoto de magnitude 8,2 sacudiu o norte do Chile. Um dia depois, outro tremor de magnitude 7,8 atingiu a mesma região, obrigando a Shoa (Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha), a emitir um alerta de tsunami e a evacuação de mais de 1 milhão de habitantes.
Este, no entanto, não foi o primeiro e nem o último episódio preocupante no Chile, que sofre com terremotos há muitos anos. Na lista dos 10 maiores terremotos de todos os tempos, o Chile aparece duas vezes, tendo inclusive sido palco do maior terremoto já registrado na história.
Porque ocorrem tantos terremotos no Chile?
Como talvez você lembre da sua época de escola, os terremotos acontecem quando placas tectônicas se movimentam, causando deformação nas grandes massas de rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, ela se rompe e libera energia em forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem fazer a terra vibrar intensamente, o que ocasiona os terremotos.
O Chile se encontra logo acima da zona de subducção onde a placa de Nazca escorrega para o leste sob a placa Sul-Americana. Por isso, nessa região os terremotos são constantes. Contudo, o terremoto que ganhou destaque nesse mês ocorreu em um trecho dessa fronteira tectônica que ainda não havia escorregado para produção de um terremoto em mais de 150 anos.
Para nossa sorte, Brasil, Argentina e Uruguai dificilmente têm terremotos, pois estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.
O terremoto de 1 de abril não foi nem mesmo um dos 10 maiores da história do Chile (veja uma lista aqui). Mas o Chile não é o único lugar onde ocorrem terremotos enormes. Conheça aqui a lista dos 10 maiores terremotos a partir do século XX, quando as medições se tornaram mais precisas.

10 – Tibete (China), 1950 – Magnitude 8.6
Este terremoto causou a morte de mais de 1.500 pessoas. Apesar de ter se originado no Tibete, ele causou mais danos em Assam, na Índia.

9 – Sumatra (Indonésia), 2005 – Magnitude 8.6
Essa definitivamente não foi uma boa época para os moradores de Sumatra. Depois da região ser devastada três meses antes com o tsunami do Oceano Índico em dezembro de 2004, que matou mais de 230 mil pessoas atingindo a Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e Maldivas, a ilha de Sumatra sofreu novamente com um tremor em terra que deixou mais de 1.300 pessoas mortas.

8 – Alasca (EUA), 1965 – Magnitude 8.7
O tremor atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami com ondas de 10 metros de altura. Felizmente, ao contrário de muitos casos nessa lista, o terremoto ocasionou poucos danos.

7 – Equador-Colômbia, 1906 – Magnitude 8.8
O abalo atingiu o Equador e a fronteira com a Colômbia, matando cerca de 1.000 pessoas, a maioria na Colômbia. Ele também ocasionou uma tsunami e chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.

6chile

6 – Chile, 2010 – Magnitude 8.8
Um dos mais recentes da lista, o terremoto aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2010, deixando mais de 800 fatalidades e mais de 20 mil pessoas desabrigadas. O tremor mais intenso durou cerca de três minutos e pode ser sentido em diversas regiões do Chile, que juntas respondiam por 80% da população do Chile. As tsunamis causadas devastaram cidades no país e acionaram alertas em mais de 53 países, causando danos até em San Diego (EUA).

5 – Rússia, 1952 – Magnitude 9.0
Apesar da magnitude do terremoto, originado na península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, e das ondas gigantes da Tsunami que chegaram ao Havaí, não tivemos nenhuma vítima fatal, felizmente.

4 – Japão, 2011 – Magnitude 9.0
Não tivemos a mesma sorte com o terremoto que atingiu o Japão, em 2011, e ainda está em nossas memórias. Seguido por um tsunami com ondas de 10 metros de altura que chegaram a uma velocidade de 800 km/h que atingiu a costa japonesa, a tragédia deixou mais de 15 mil mortos, 6.000 feridos e 2.600 pessoas desaparecidas, além de ter deixado cidades totalmente devastadas.

3 – Sumatra (Indonésia), 2004 – Magnitude 9.1
Mais uma vez em Sumatra, este foi o terremoto que deu origem à grande tsunami que atingiu 14 países e matou mais de 230.000 pessoas, se tornando um dos maiores desastres naturais da história do planeta.

2 – Alasca (EUA), 1964 – Magnitude 9.2
Tendo durado cerca de quatro minutos, o fortíssimo abalo deixou 15 vítimas fatais. A tsunami originada a partir dele, no entanto, matou 129 pessoas. Foi o terremoto mais forte da história da América do Norte.

1 – Chile, 1960 – Magnitude 9.5
Ocorrido em 22 de maio de 1960, esse foi o maior terremoto de todos os tempos. Ele deixou mais de 2.000 mortos e apagou cidades inteiras do mapa do Chile, gerando ondas de 10 metros de altura. A Tsunami resultante atingiu também o Havaí, Japão, Nova Zelândia e Austrália.

10.117 – Avalanche no Everest mata pelo menos 12 pessoas


nepal_everest_avalanc_r

Pelo menos doze sherpas nepaleses morreram e três ficaram gravemente feridos em (18-Abr-2014) ao serem soterrados por uma avalanche quando se dirigiam para um dos acampamentos base no Everest. O deslizamento ocorreu no início da manhã a cerca de 6 mil metros de altitude, quando aproximadamente 50 alpinistas se deslocavam do acampamento base I para o II, afirmou um alto funcionário do corpo de montanhista, Tilak Ram Pandey.
O número de mortos pode aumentar, pois os operadores de turismo não confirmaram se há mais montanhistas desaparecidos. Os sherpas, que ajudam a escalada dos alpinistas, dirigiam-se para um acampamento base mais alto e alguns escaladores estrangeiros tinha se unido ao grupo para se aclimatarem com a altitude, como é habitual.
A temporada de escalada de primavera começou oficialmente em março, mas os primeiros alpinistas só iniciaram em abril a subir o Everest, a montanha mais alta do mundo, com 8.848 metros de altura.
Em setembro de 2012, em uma das piores avalanches dos últimos anos, na montanha Manaslu, no Himalaia, 11 alpinistas morreram, entre eles oito franceses e um espanhol. Em novembro de 1995, um deslizamento no Everest deixou 26 montanhistas mortos, dos quais 12 eram japoneses e o restante nepaleses.

10.086 – Naufrágio na Coreia


navio-coreia-2014-04-16-size-598

Pelo menos quatro pessoas morreram e 291 estão desaparecidas após o naufrágio de uma balsa com 459 pessoas a bordo na costa meridional da Coreia do Sul, em sua maioria estudantes do ensino secundário que estavam de férias. O governo sul-coreano confirmou a morte de quatro pessoas, incluindo um estudante e uma mulher que integrava a tripulação, mas o balanço de vítimas pode aumentar consideravelmente.
“Temo que existam poucas possibilidades de encontrar com vida os que ainda estão presos dentro da balsa”, disse Cho Yang-Bok, um dos coordenadores das tarefas de resgate. Já durante a noite, os mergulhadores, incluindo um grupo das forças especiais sul-coreanas, ainda inspecionavam o navio com a ajuda de uma iluminação especial para tentar encontrar sobreviventes. Não se sabe o que levou a balsa a tombar fortemente para um lado antes de virar. “Estava tudo bem. Aí o barco fez ‘bum’, e houve um barulho de carga caindo”, relatou Cha Eun-ok, que na hora do acidente tirava fotos no convés. “O anúncio a bordo dizia para as pessoas ficarem paradas. Quem fez isso ficou preso”, disse ela em Jindo, a cidade mais próxima.
Em um primeiro momento as autoridades anunciaram que o barco transportava 470 e que 368 pessoas haviam sido resgatadas, mas depois retificaram as informações e confirmaram o resgate de 174 das 462 pessoas a bordo, explicou Lee Gyeong-Og, vice-ministro de Segurança e Administrações Públicas. As autoridades temem que centenas de pessoas tenham ficadas presas na embarcação, que virou e afundou perto da ilha de Byungpoong em apenas duas horas após o envio do primeiro sinal de socorro, às 9 horas locais (21 horas de Brasília, na terça-feira).
Imagens aéreas exibidas na televisão mostraram os passageiros com coletes salva-vidas em botes infláveis. Alguns escorregavam pelo casco da embarcação, totalmente inclinada, enquanto outros eram resgatados por pequenos barcos de pescadores. A balsa seguia para a ilha de Jeju, um complexo turístico muito popular. Entre os passageiros estavam mais de 300 estudantes e catorze professores de uma escola secundária de Ansan, uma cidade ao sul da capital Seul, que estavam em férias. Pelo menos 78 resgatados eram estudantes.
A balsa, uma embarcação de 6.825 toneladas, zarpou do porto de Incheon na terça-feira à noite, mas começou a registrar problemas depois de percorrer 13 milhas (20 quilômetros), diante da ilha de Byungpoong. As causas do acidente são desconhecidas, mas alguns sobreviventes afirmaram que a balsa parou de repente, como se tivesse encalhado, apesar das condições meteorológicas favoráveis.
O barco inclinou mais de 45 de graus e em seguida virou quase por completo. Apenas uma pequena parte ficou de fora da água. A temperatura da água era de 12 graus centígrados. O tráfego marítimo entre a Coreia do Sul e suas múltiplas ilhas é muito intenso e os acidentes são raros, mas em outubro de 1993 quase 300 pessoas morreram no naufrágio de uma balsa.

internacional-naufragio-coreia-do-sul

9427 -☻Mega Catástrofes – Caos Batendo na Porta


Podemos enumerar 4 grandes cavaleiros do apocalipse aí: os problemas nas redes de distribuição de energia, nos sistemas de telecomunicações, no trânsito e no clima, que provavelmente já sofre os primeiros efeitos do aquecimento global. Cada um deles pode nos levar para o beleléu num piscar de olhos se não fizermos nada para contra-atacá-los.

Ficamos cada vez mais tempo sem luz e a alternativa mais viável de energia barata é a que mais destrói o planeta. Como resolver? Acabando com a burrice das linhas de transmissão.
Chuvas são ótimas para um país que vive de energia hidrelétrica, como o nosso. E o futuro promete ser mais chuvoso ainda, por culpa do aquecimento global (coisa que vamos ver melhor nas próximas páginas). Então esse é um lado bom do acúmulo de gases-estufa na atmosfera?
O último apagão provou que não é nada disso. Chuvas demais podem ser um problema tão grande para o sistema hidrelétrico quanto chuvas de menos.
Uma coisa é fato: a quantidade total de energia disponível na Terra na forma de radiação proveniente do Sol ou mesmo dos fluxos de ar pela atmosfera seria capaz de, sozinha, abastecer a humanidade. Por que diabos isso ainda não decolou? A chave está na economia. Não adianta fazer uma belíssima usina solar se o custo dessa energia for muito maior que o da produzida pelo carvão. Na hora em que o bolso aperta, todo mundo aposta no que é mais barato, não no que é mais legal ou sustentável. E cada megawatt obtido com carvão custa metade do de uma usina solar. A diferença tende a diminuir com o tempo: já existem tecnologias experimentais que barateiam a produção de energia solar, e o carvão é um recurso não-renovável – existe muito hoje, mas uma hora acaba. Só que nem uma coisa nem outra deve virar realidade nas próximas décadas (ou séculos, se alguém esperar pelo fim do carvão). Então o jeito é melhorar o que temos agora. E aí entram em cena as “redes inteligentes” (smart grids). Trata-se de uma tecnologia em fase experimental, que promete uma revolução como a da internet na distribuição de energia. A ideia por trás dela é aumentar a produção e diminuir o desperdício. Hoje, mesmo quando você não consome a eletricidade, ela está sendo produzida. E acaba perdida. Isso é uma facada para as energias alternativas – como seus megawatts são caros, desperdiçá-los é suicídio. Mas as smart grids podem acabar com esse problema. O conceito por trás delas é permitir que os diversos pontos da rede conversem entre si, para que seja possível saber onde a energia está sobrando, e onde está faltando. Isso elimina os desperdícios do sistema.
Hoje o mundo produz duas vezes mais carros por ano do que há duas décadas. Em cidades como São Paulo a frota cresceu 50% de 2001 para cá. O que fazer para matar o trânsito?
Há quem diga que o problema do trânsito em metrópoles como São Paulo está em vias de ser resolvido: assim que todos os carros pararem de vez, incapazes de trafegar em direção alguma, é só asfaltar por cima e começar tudo de novo.
O pior é que estamos quase lá. Até outro dia São Paulo tinha 4 milhões de carros se espremendo por suas avenidas. Isso era em 2001. Hoje são 6 milhões. Um salto de 50%. A cidade está parando: cada motorista passa quase 3 horas engarrafado por dia, em média.
Acabar com os carros virou uma utopia moderna. Essa cajadada mataria vários coelhos de uma vez só: trânsito, poluição e uma parcela considerável das emissões de gases-estufa. Mas isso também derrubaria uma das vigas de sustentação da economia mundial. A produção de carros dobrou entre 1991 e 2008, chegando a 70 milhões de veículos novos por ano. Isso foi fundamental para gerar mais empregos em áreas tão díspares quanto a mineração, que tira da terra o ferro que vira o aço das carrocerias, e a computação, que desenvolve os chips que comandam o motor dos carros flex. Boa parte da recuperação pós-crise da economia americana é creditada ao programa cash for clunkers (“dinheiro por sucata”), em que o governo dava um cheque de US$ 4 500 a quem quisesse trocar seu carro velho por um zero.
Além disso, com ou sem trânsito, o carro continua sendo a 2a compra mais desejada pela maioria dos mortais – atrás apenas da casa própria. E os carros que não poluem deixaram de ser ficção há anos. Basta uma rede capaz de distribuir hidrogênio, um combustível limpo, ou energia para futuros carros elétricos que o problema da poluição e do efeito estufa acaba – isso se a eletricidade também vier de fontes amigáveis com a natureza, claro.

Caos Digital

A internet foi feita para sobreviver ao fim do mundo. Sem exagero. Criada pelos militares americanos durante a Guerra Fria, no final dos anos 60, ela tinha basicamente o objetivo de continuar funcionando direitinho, como se nada tivesse acontecido, até sob um ataque nuclear. O ponto ali era garantir que o controle do arsenal americano continuasse nas mãos do governo mesmo se o Pentágono virasse pó. Como fazer isso? Espalhando as máquinas que controlam esse arsenal pelo país inteiro e interligando-as em uma rede, em vez de deixar todo o controle em Washington. Aí não teria erro: para destruir a capacidade de retaliação dos americanos, os soviéticos teriam que destruir não só o QG central mas centenas de outras estações de comando que davam acesso a todo o sistema de defesa. Uma operação impossível.
Deu tão certo, que, quando a rede ganhou o mundo, esse caráter indestrutível continuou firme. Cada computador do planeta tinha acesso à rede toda, e o próprio conteúdo da rede estava distribuído em milhões de máquinas, em todos os cantos do mundo. À imagem e semelhança do sistema de defesa americano.
As duas ameaças invisíveis têm a ver com isso. E a primeira é a mais visível: estamos cada vez mais dependentes dos gigantes da rede – as empresas que criaram e dominaram a nuvem. O problema é que essa história de nuvem é só poesia. As fotos do Flickr, as mensagens do Gmail e tudo o mais ficam em lugares físicos, palpáveis. Claro. São as “fazendas de servidores” – galpões com centenas de milhares de computadores que armazenam tudo aquilo que antes costumava ficar nos discos rígidos de cada pessoa.

O problema aí é a centralização mesmo. No caso de um ataque de hackers (ou de terroristas de carne e osso) às centrais de servidores do Google, os 146 milhões de usuários do Gmail teriam uma grande dor de cabeça. Moral da história: a computação em nuvem é muito melhor e mais confortável que a de antes. Mas também é menos segura.
A outra ameaça é menos óbvia. Só que mais letal. Tem a ver com a própria arquitetura da rede. A internet foi se formando de maneira aleatória. E, com o passar do tempo, ela naturalmente fica mais concentrada em certos pontos, e não em outros. Um dos maiores especialistas em redes é o húngaro Albert-Lázló Barabási, do departamento de física da Northeastern University, em Boston. Ele trabalha nisso há mais de uma década e demonstrou teoricamente a fragilidade de redes concebidas como a internet.
As pesquisas mostram que, grosso modo, a arquitetura da internet tem algumas peças-chave, alguns pontos que são mais conectados a outros que o resto e que mantêm, por assim dizer, o castelo de cartas em pé. Esses pontos estão distribuídos aleatoriamente, mas podem ser identificados. Barabási demonstrou que, ao sabotar apenas 4% dos servidores ligados à internet, se você escolhê-los corretamente, é possível derrubá-la por inteiro. De uma vez. Em tese, vírus podem se espalhar com rapidez suficiente para fazer esse serviço.

8565 – Cinema – Um Falso Exterminador


Armageddon

Uma pedra gigantesca voa em direção à Terra. Se viesse de mansinho, seria suficiente “apenas” para esmagar os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo e bons pedaços de seus vizinhos. Mas ela risca o céu a 32 500 quilômetros por hora. Deve bater no planeta azul em dezoito dias, abrindo um rombo do tamanho do Brasil. Inevitavelmente atingirá os oceanos, que ocupam 70% da superfície do planeta. Ondas de 1 quilômetro de altura se levantarão, inundando cidades inteiras. Por anos, a luz do Sol permanecerá encoberta pela grossa nuvem de poeira levantada na hora do impacto. As plantações morrerão. Haverá fome. É bem possível que a espécie humana não resista. Só há uma saída: mandar lá para cima uma poderosa carga atômica, que explodirá parte do asteroide assassino, tirando-o de sua rota ameaçadora.
Ainda bem que a descrição acima é só ficção. E, do ponto de vista da correção científica, bem ruinzinha. Não existe, em possível rota de colisão com a Terra, um asteróide do tamanho do mostrado em Armageddon, a produção da Disney. Os maiores, que os astrônomos chamam de “exterminadores”, têm 10 quilômetros, o que já não é pouco, enquanto o do filme tem cerca de 1 000 quilômetros.

Exagero danoso
Como trata de um perigo real, a licença dramática é arriscada. Quanta gente não sairá do cinema pensando que é boa idéia começar desde já a engrossar o estoque de armas nucleares? Desde 1995, o físico húngaro radicado nos Estados Unidos, Edward Teller, conhecido como o pai da bomba de hidrogênio, vem defendendo a tese. Houve quem sugerisse, na época, que o cientista estava era querendo um objetivo nobre que pudesse tirar do buraco o Lawrence Livermore National Laboratory – o centro de pesquisa de armas nucleares que ele dirigiu por anos e que teve suas verbas cortadas pela metade desde o final da Guerra Fria. O próprio Teller disse com seu jeito caracteristicamente brusco, achar improvável que um objeto com mais de 1 quilômetro de diâmetro atinja a Terra no próximo milhão de anos. “Mas se e quando ele vier, deverá ser desviado com explosivos nucleares.” Muitos cientistas concordam com ele, mas acham que vale a pena pesquisar outras maneiras de livrar a Terra do perigo. Ainda mais nesses tempos em que novos países – como Índia e Paquistão – entram para o perigoso clube atômico.
O asteróide do filme Armageddon é “do tamanho do Estado do Texas”, que tem área maior que a dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somadas. Um objeto como esse teria massa um milhão de vezes maior do que os maiores corpos que podem estar em rota de colisão com a Terra.

Perigo poderá ser previsto vinte anos antes

Nenhum astrônomo nega que o risco existe. Mas as probabilidades de um impacto de grandes proporções são pequenas, ao contrário do que a onda de filmes sobre o assunto parece querer mostrar. É bom lembrar que Armageddon chega imediatamente depois de Impacto Profundo e da série de televisão Asteróide, que foi ao ar em fevereiro de 1997 nos Estados Unidos e chegou em março às locadoras de vídeo brasileiras.
Para completar o quadro de pânico, um asteróide de verdade, com 1,6 quilômetro de diâmetro, passou um tremendo susto nos astrônomos, em março passado. Brian Marsden, do Harvard Smithsonian Center for Astrophysics, em Massachusetts, Estados Unidos, considerado o mais importante calculador de órbitas de asteróides próximos da Terra, deu o alarme: o 1997 XF11 passaria dramaticamente perto da Terra, no dia 26 de outubro de 2028.
Por sorte, as contas foram refeitas e o fim do mundo adiado. Se não tivesse sido, o caso se encaixaria perfeitamente no que os astrônomos acreditam que poderia ser uma situação real de perigo. “O mais provável é que seremos capazes de prever o risco – e nos preparar para enfrentá-lo – com pelo menos dez ou vinte anos, e não alguns dias, de antecedência”.

Como as armas nucleares seriam usadas para desviar um asteróide com órbita que cruza com a da Terra.

1. Um míssil Titan, americano, ou um Proton, russo, levariam uma bomba atômica, que explodiria a uma distância do asteróide igual ao dobro do seu raio.

2. A onda de choque provocada pela explosão é desimportante, mas a energia térmica gerada é enorme e aquece a camada superior da superfície a uma temperatura suficientemente alta para vaporizar algo como 1% dela. O vapor sai em forma de jato, a 4 quilômetros por segundo, provocando um pequeno impulso que tira o asteróide de sua órbita.

3. Calcula-se que, para desviar um asteróide com 1 quilômetro de diâmetro, uma bomba de 10 quilotons (a de Hiroshima tinha 17 quilotons), seria suficiente. Um de 10 quilômetros precisaria de 10 megatons, ou seja, mil vezes mais energia. O método não funciona para corpos menores.

4. O mesmo efeito poderia ser obtido com a implantação do explosivo no próprio pedregulho. Para isso seria necessário mandar uma equipe descer no asteróide. O risco é que o bólido se despedace, jogando pedras menores na Terra.

Esforço inútil
Estudos mostram que um impacto com energia semelhante à da bomba de Hiroshima não conseguiria mover um asteróide fictício de 1,6 quilômetro de extensão.
Se a rocha for sólida, ela pode se despedaçar ou formar uma pilha de pedregulhos unidos por força gravitacional. A vaporização seria pequena e a velocidade de ejeção de material insuficiente para provocar qualquer movimento.
Se for poroso, ou seja, formado por um amontoado de pedaços, o asteróide pode ter uma parte destruída e alguns pedaços deslocados. Mas o seu corpo se manteria na mesma órbita.
Se for composto de duas rochas sólidas, a ejeção de material poderia ser maior, mas não teria força suficiente para impulsionar o corpo todo, pois a onda de choque se perderia na fronteira. Mesmo com uma parte destruída, o asteróide permaneceria no lugar.

É consenso entre os pesquisadores que a única alternativa para defender a Terra a curto prazo seria o uso de armas nucleares. O problema é que ninguém tem certeza de que isso funcionaria. A desconfiança cresceu depois da análise de fotos batidas no ano passado pela sonda Near. Elas revelaram que o asteróide Mathilde, um monstro de 61 quilômetros de diâmetro que anda perto da Terra, mas em uma órbita que não oferece perigo, parece um amontoado de pedregulhos unidos por força gravitacional. Levando esse dado novo em conta, o astrônomo Eric Asphaug, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, fez simulações em computador e mostrou que o cutucão nuclear pode ser um furo n’água, porque um objeto como o Mathilde absorveria o impacto da explosão (veja o infográfico ao lado). “Muito mais trabalho é necessário antes de decidirmos se os engenhos nucleares são uma saída viável”, escreveu o pesquisador na revista inglesa Nature.
O alerta não desanima os defensores das bombas. O capitão da Força Aérea americana William Glascoe lidera uma campanha na defesa da criação de uma Força Espacial para coordenar os esforços militares do país no espaço, contra inimigos humanos ou naturais. No mesmo time, o deputado Dana Rohrabacher, do Partido Republicano da Califórnia, vem atacando o presidente Bill Clinton por ter vetado o projeto Clementine 2, do Departamento de Defesa, que também estudaria estratégias contra os asteróides.

Os menores são quase imprevisíveis
Asteroides assustam e não é sem razão. De acordo com Brian Marsden, “os números são incertos, mas deve haver algumas dúzias deles com mais de 5 quilômetros de diâmetro próximos da Terra, algo como 2 000 com mais de 1 quilômetro e cerca de 200 000 entre 500 metros e 1 quilômetro”. Esses são os que podem ser estudados. “Com os telescópios atuais não conseguimos acompanhar corpos com menos de 100 metros”, explica Paul Chodas. E há centenas de milhares deles. Eventualmente até poderiam ser vistos, mas, para estabelecer as órbitas, seriam necessárias muitas observações, em pontos variados da sua trajetória. Vários desse tamanho já caíram na Terra. Um abriu uma cratera de 1,2 quilômetro no Arizona, há 50 000 anos. Outro explodiu 80 metros antes de bater no solo e devastou 2 quilômetros quadrados de florestas em Tugunska, na Sibéria, em 1908. Centenas de renas morreram. Gente de diversos países da Europa afirmou ter visto o clarão no céu.
Mas a preocupação com os bólidos aumentou mesmo a partir de 1981, quando foi descoberta a cratera de Chicxulub, no Golfo do México, com 192 quilômetros de diâmetro. Estudiosos acreditam que ela é a cicatriz deixada por um asteroide de 10 quilômetros, que teria sido o responsável pela extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.

Filmes trazem erros aos borbotões
David Morrison, da Nasa, costuma dizer que o número de gente que se esforça, na vida real, para identificar os corpos celestes próximos da Terra para ver se eles correm o risco de bater no planeta é menor do que a equipe de uma lanchonete do McDonald’s. Esse pessoal tem sentimentos contraditórios com relação aos filmes que andam saindo sobre seu trabalho. “Eles são bons porque o público toma consciência do problema e pode ajudar a pressionar as autoridades para aumentar as verbas da pesquisa na área”, diz Morrison. “Mas os erros que apresentam tiram parte desse valor.”
Morrison, assim como outros pesquisadores, não gosta da maneira “fácil” como se desviam asteróides com bombas nos filmes. “É como se já tivéssemos certeza de que esse método funcionaria, o que não é verdade.”
Talvez os únicos cientistas que lucrem com os filmes sejam os que participam deles, como consultores. É um tipo de trabalho novo, que não existia quando o primeiro da série dedicada ao assunto, When Worlds Collide, foi feito, em 1951. Hoje, tornou-se indispensável na sofisticada indústria cinematográfica.

Nem esses, no entanto, devem estar completamente satisfeitos, pois não conseguem eliminar das histórias certas licenças dramáticas. Ivan Bekey, que se aposentou recentemente do cargo de diretor de programas avançados da Nasa e deu consultoria para
Armageddon, sabe muito bem que um asteroide daquele tamanho jamais estaria na rota da Terra. Numa situação real, admite ele, seriam necessários quatro ou cinco anos de alerta para preparar uma missão similar à do filme, de seis a doze meses para chegar ao asteróide e um longo período para cavar os buracos e deixar as bombas. “Se o alerta viesse apenas algumas semanas antes do impacto, só nos restaria rezar”, afirma.
O principal concorrente de Armageddon, Impacto Profundo, também teve consultores. Mesmo assim mostra britadeiras furando um cometa, cuja densidade na vida real é similar à de um floco de neve. Além de conseguir a proeza de calcular a órbita do objeto em 15 segundos, quando seriam necessários pelo menos alguns meses. Para completar, a interceptação se dá próxima demais da Terra. Se fosse de verdade, a explosão seria tão danosa quanto uma trombada.
O remédio atômico é perigoso demais
Não custa lembrar àqueles que querem preparar a defesa da Terra contra asteroides que a ameaça de uma hecatombe nuclear – que parecia riscada da lista de perigos potenciais de extinção da raça humana – voltou à tona este ano.
Índia e Paquistão elevaram para sete o número de países capazes de detonar bombas atômicas. E mesmo que os dois rivais não tivessem realizado seus testes, o mundo não estaria menos ameaçado.
Os veteranos do clube atômico estão longe de ter aberto mão de seus arsenais, apesar de todas as promessas. Além disso, o sistema de controle sobre as armas russas está muito mais deteriorado do que nos tempos da União Soviética, o que aumenta o risco de venda ilegal de artefatos nucleares para países ou organizações políticas.
Nos Estados Unidos, o orçamento prevê o gasto de 35,1 bilhões de dólares em projetos relativos a armas nucleares em 1998. E, embora os acordos de desarmamento proíbam o desenvolvimento de novas armas, os americanos acabam de criar a B-61-11, uma bomba que penetra na terra antes de explodir, desenhada para arrasar bunkers.
Nesse cenário, o argumento dos asteróides cai como uma luva nas mãos dos lobbistas nucleares. E o remédio proposto por Edward Teller pode resultar mais perigoso do que o provável perigo representado pelos asteróides. Tomara que a Unispace 3, conferência sobre o espaço que a Organização das Nações Unidas (ONU) está preparando para julho do ano que vem, em Viena, discuta o assunto.
“Estou convencido de que se um asteroide vier a ameaçar a Terra vamos ficar sabendo com muita antecedência. Não é preciso pânico.”
Brian Marsden, astrônomo do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, em Cambridge, Estados Unidos.

8476 – Naufrágios Históricos


Naufrágios de transatlânticos não são novidades em águas internacionais, mas a tragédia do RMS Titanic, ao suplantar de forma arrebatadora todos os seus predecessores no mundo ocidental, coloca um ponto de interrogação ao lado das garantias de segurança fornecidas pelas companhias marítimas. Afinal, a fama que acompanhou o Titanic durante seu período de construção era a de ser um navio livre de qualquer perigo – lema que refletiu até mesmo na incrédula declaração do vice-presidente da White Star Line, Philip Franklin, logo depois de ouvir a notícia do desastre: “Pensei que o Titanic fosse inafundável, era essa a opinião dos melhores especialistas. Não consigo entender”.

ss-atlantic

A duras penas, as famílias de mais de 1.500 passageiros tragados pelas águas geladas do Atlântico descobriram que, em se tratando de travessias marítimas, não há homens ou máquinas que possam oferecer garantias. O naufrágio do Titanic supera em número de vítimas a maior marca deste século, a do navio americano SS General Slocum, que pegou fogo quando navegava pelo East River de Nova York no dia 15 de junho de 1904 e causou a morte de 1.020 pessoas, na maioria mulheres e crianças da comunidade alemã da cidade, que haviam fretado o navio para uma excursão. Naquela ocasião, de acordo com o relato de alguns sobreviventes – em número de aproximadamente 300 -, a calamidade foi potencializada pelo estado deteriorado de conservação de coletes salva-vidas, bóias de segurança e botes.

ss-slocum-incendio

Fúnebres recordes
O terrível destino do Titanic também fez suplantar outras duas infaustas marcas de desastres marítimos, todas ocorridas também nos primeiros anos desde século, dado alarmante para o mundo da navegação. A mais recente tragédia ultrapassa o maior acidente da história de um navio civil com bandeira britânica. Em maio de 1902, o SS Camorta, pertencente à British India Steam Navigation Company, afundou na baía de Bengala em meio a um ciclone, matando todos os 655 passageiros e 82 tripulantes. Além disso, torna-se o maior infortúnio já registrado nas águas do Atlântico. Antes, o SS Norge, transatlântico dinamarquês que também tinha como destino Nova York e colidiu com a ilhota rochosa de Rockall, a oeste da Escócia, havia produzido 635 vítimas em junho de 1904.

ss-norge

Ao menos por enquanto, o acidente de maior proporção da história das águas internacionais segue sendo o naufrágio do junco Tek Sing, navio à vela chinês que afundou em fevereiro de 1822 ao sul da China, depois de colidir com um recife. A embarcação tinha como destino Jacarta, na Indonésia, e transportava cerca de 1.800 passageiros e uma grande carga de porcelana. Mais de 1.600 pessoas morreram – as demais foram resgatadas pelo navio inglês East Indiaman, que passava pelas redondezas na manhã seguinte e avistou alguns sobreviventes. Resta saber se a cega competição entre as linhas marítimas ocidentais, cada qual correndo ferozmente para suplantar a concorrência, não acabará por relegar a segurança a segundo plano e repetir tormentos como o do Titanic.

8011 – Planeta Terra – Como vai ser o fim do mundo?


Poluição, aquecimento global, extinções em massa. A Terra pode não estar nos seus melhores dias. Mesmo assim ela é um oásis de calma hoje se formos comparar com o que já aconteceu por aqui. É que o planeta tem o desagradável hábito de se transformar no inferno de vez em quando. Em alguns casos, nosso ar já se tornou irrespirável e abrasante; em outros, vulcões escureceram o céu por anos, ou espessas camadas de gelo fizeram a Terra inteira virar uma cópia da Antártida. O tipo de estrago que a nossa espécie seria capaz de causar com um holocausto atômico ou o aquecimento global fica pequeno perto dessas catástrofes. Para todos os efeitos, é como se o mundo já tivesse acabado – várias vezes. E o resultado é desolador: 99,9% das espécies que já existiram foram extintas.
São reconhecidas pelo menos 5 ocasiões em que mais da metade das espécies da Terra sumiram. São as chamadas Big Five, as maiores extinções de todos os tempos. Elas aconteceram nos últimos 500 milhões de anos, em intervalos que variaram de 50 milhões a 150 milhões de anos, mais ou menos – para você ter uma ideia do que é isso, lembre-se que o homem moderno surgiu há menos de 200 mil anos, e que nosso ancestral comum com os chimpanzés estava vivo há meros 5 milhões de anos. A lista das Big Five restringe-se às catástrofes que aconteceram depois que a vida deixou de ser exclusivamente microscópica e se tornou visível a olho nu, em parte porque é mais fácil identificar com certeza esse tipo de evento com a ajuda de fósseis de animais e plantas.
Há quase 1 bilhão de anos, há indícios de que o planeta tenha passado 100 milhões de anos congelado – e que alguns dos nossos microancestrais só tenham sobrevivido graças a uma fresta aqui, outra ali. Durante esse tempo, quem estivesse no espaço veria o planeta todo branco, como uma bolona de neve (já que a Terra é azul por causa do mar). Como esse foi um apocalipse bem particular, ele é o ponto de partida desta série de infográficos mesmo não fazendo parte das Big Five. Nessa vez, o mundo acabou por um resfriamento global, uma coisa que acontece de tempos em tempos, já que a Terra dá umas bambeadas em torno do seu próprio eixo de rotação, como se fosse um pião, e esse bamboleio mexe com a distribuição de luz solar na superfície, podendo levar a eras glaciais. Mas houve outros cavaleiros do apocalipse: certos vulcões, por exemplo, são capazes de jogar tanto gás carbônico na atmosfera que o atual aquecimento global, provocado pela emissão dessa substância por nossas fábricas e carros, pareceria fichinha. Calcula-se, por exemplo, que emissões vulcânicas há 250 milhões de anos causaram a pior de todas as extinções, com o sumiço de 90% ou mais das espécies. Elas teriam aumentado a temperatura do planeta em até 6o C. Já a ação humana, nos últimos 100 anos, só foi suficiente para gerar uma “febre” de 0,75o C.
As Big Five mataram a torto e a direito. Mesmo entre as espécies sobreviventes, a redução no número de indivíduos foi absurda. Por exemplo: se os 6 bilhões de pessoas do mundo morressem e sobrassem só você e alguém do sexo oposto para começar tudo de novo, significaria que a humanidade sobreviveu. Foi o que aconteceu com a maior parte das espécies que venceram os apocalipses. E os sobreviventes teriam escapado, quase sempre, por pura sorte. Um dos poucos “seguros de vida” de uma espécie seria estar espalhada pelo mundo todo, sugere Michael Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol: com exemplares em toda parte, haveria mais chances de que ao menos alguns sobreviventes sobrassem.
Daqui a 1 bilhão de anos: o Sol vai ficar 10% mais quente. A temperatura vai subir a ponto de toda a água evaporar. E sem água líquida não há vida. A não ser que alguma civilização descendente dos humanos dê um jeito de semear a vida em Marte (que então estará hospitaleiro), será o fim da jornada. Se você quer um motivo para valorizar o nosso planeta de hoje, eis o melhor de todos: no fundo, ele é tão passageiro quanto a sua vida.

Queda de asteroide detonou os dinossauros
Bastou um asteroide menor que um bairro para causar uma hecatombe tão violenta quanto a detonação de milhões de bombas atômicas, desencadeando uma série de eventos destruidores.
Um dos primeiros efeitos foram tsunamis que deixariam no chinelo aquele de 2003: o mar avançou quilômetros terra adentro em vários lugares do mundo.
Ao mesmo tempo, o calor vindo dos fragmentos do asteroide pode ter provocado incêndios catastróficos.
A parte mais devastadora do impacto foi a capa de fragmentos do objeto que tampou a luz do Sol e impediu que plantas fizessem fotossíntese. E elas foram morrendo.
Sem boa parte das plantas, a cadeia alimentar desmorona: herbívoros, e os carnívoros que se alimentavam deles, morrem.
Até 75% das espécies sumiram, incluindo dinossauros e plesiossauros (répteis marinhos). Mas sobrou um descendente deles: os pássaros.
Com o fim dos dinos, o mundo virou um lugar menos perigoso. Sorte dos minimamíferos que deram origem a nós!

O fim de tudo
Sim: o mundo tem data certa para acabar de vez

O Sol está ficando cada vez mais quente. Em 1 bilhão de anos a temperatura será tão alta que não vai existir mais água líquida. Uns 6 bilhões de anos depois, ele vai crescer e engolir a Terra. Mas está longe…

7523 – Mega Catástrofe – Centenas de mortos em um incêndio no RS


Folha de SP

A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira três suspeitos pelo incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada de sábado para domingo (27-01-2013) . As prisões acontecem em cumprimento ao mandado de prisão temporária decretada pelo juiz Régis Adil Bertolini.
Ao todo, 231 pessoas morreram no incêndio em uma das principais casas noturnas da cidade, famosa por receber estudantes universitários. Segundo a Defesa Civil, o fogo começou na espuma de isolamento acústico quando um dos integrantes da banda que se apresentava acendeu um sinalizador, que atingiu o teto.
O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, informou que o plano de combate a incêndio da casa está vencido desde agosto de 2012. Já a Polícia Civil afirmou que a casa estava com o alvará de funcionamento vencido também desde o ano passado, mas estava em processo de renovação.
Após o incêndio, 82 pessoas permaneciam internadas em hospitais em Santa Maria e outras 39 foram transferidas para Porto Alegre. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 20% dos feridos tiveram queimaduras consideradas graves, que correspondem a mais de 30% do corpo. A maioria sofreu intoxicação respiratória.
A direção da boate Kiss divulgou uma nota ontem afirmando que a casa estava dentro da normalidade e creditou o incêndio que matou 231 pessoas a uma “fatalidade”. A maior parte das vítimas morreu por asfixia e mais de cem pessoas também ficaram feridas.
“Lamentamos sinceramente a extensão da tragédia que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial, creditando o terrível acontecimento a uma fatalidade que somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santa-mariense, gaúcho e brasileiro”, diz a nota.
Erros de gerenciamento da casa de shows foram a causa da tragédia de ontem, em Santa Maria, no interior gaúcho, segundo especialistas.
O pesquisador da Coppe/UFRJ (Coordenação de Programas em Pós-Graduação em Engenharia) Moacir Duarte diz que as pessoas foram vítimas de uma “desorganização primária”.
“Um vistoria simples, de menos de duas horas, feita por um bombeiro, bastaria para vetar o local para a realização de shows”, disse. “Há uma cadeia enorme de responsabilidades.”
Além das falhas na estrutura, Duarte cita ainda o problema da falta de rádios para a equipe de segurança.
Sem saber o que acontecia, seguranças na porta da boate pensaram inicialmente que o tumulto havia sido causado por uma briga e barraram as pessoas para que elas não deixassem o local sem pagar a conta. Enquanto isso, outros funcionários tentavam combater as chamas em outro local.
O enterro da maior parte das vítimas deverá ocorrer no cemitério municipal, onde o Exército já trabalhava desde ontem para abrir as covas, mas ainda não há previsão de horário. Muitos corpos foram levados para outras cidades próximas a Santa Maria e para Porto Alegre (RS).

incendio boate kiss

5913 – Mega Memória Internacional – Um resgate que parou o mundo


Um bilhão de pessoas de olhos fixos na TV

Um mineiro de um grupo de 33 que estavam soterrados há 69 dias no Deserto do Atacama, no Chile era resgatado são e salvo. No tempo em que eles permaneceram isolados a 700 metros do profundidade, em condições extremamente insalubres, a sobrevivência dependia de uma complicada operação de resgate por meio de um túnel cavado por uma sonda semelhante às de prospecção de petróleo. A possibilidade da manobra fracassar era real e assustadora. Quando o 1° mineiro foi trazido à superfície era o indício de que a operação daria certo.
Começou com a descida de 6 socorristas para coordenar a operação dentro da mina. Á medida que os mineiros eram resgatados, a velocidade de descida e subida da cápsula se tornava mais alta.
Depois de uma rápida avaliação médica, o mineiro era colocado dentro da cápsula. Esta foi içada por um cabo de aço de 22 milímetros de espessura, movidos por um motor de 250 CV de potência. Comprimento de 1 km e suportando um deso de até 54 toneladas. O diâmetro do poço era de 66 centímetros e os 1°s 56 metros foram revestidos de tubos de aço. Váriosacessórios foram usados no resgate, incluindoum capecete com fones de ouvido e microfone e máscaras de oxigênio ligadas a tubos de ar com capacidade para 3 horas.
O mundo acompanhou os acontecimentos do Deserto do Atacama com entusiasmo equivalente ao que demonstra diante dos Reality Shows da TV. Emissoras especializadas em notícias permaneceram mais de 30 horas no ar, acompanhando os preparativos para o resgate. Uma arquibancada acomodava um exército de cinegrafistas e fotógrafos. Os personagens viveram numa corda bamba entre a vida e a morte. Nos primeiros dias após o desmoronamento que interrompia a única saída da mina de San José, parecia certo que a morte venceria. Alta temperatura, poeira, sem luz natural e umidade do ar na casa dos 85%, e ainda escassez de comida. A dieta era 2 colheres de atum enlatado, meio copo pequeno de leite e meia bolacha a cada 48 horas. A água para beber era retirada do sistema de resfriamento de máquinas de perfuração. A perda de peso média foi de 10 quilos. O último mineiro a ser resgatado saiu como um comandante de navio que salva a tripulação antes de pensar na própria pele.
Tais desmoronamentos de terra e rocha não são raros no Chile. A mina de San José, de onde se tiram ouro e cobre, é explorada há mais de 100 anos e não tem os recursos das construídas recentemente. O mais crucial deles é uma segunda saída para a superfície, além da principal. Em caso de desmoronamento, a mina pode se tornar uma arapuca. ele daveria estar fechada há muito tempo, mas quiseram raspar o fundo do tacho.